19 outubro 2017

Objecto de desejo // as maxi mantas!

Não sei bem precisar quando me apaixonei por elas mas um belo dia andava eu pelo Pinterest a divagar quando vi uma foto dessas mantas e pensei comigo "pre-ci-so de uma coisa destas!". Não sei se existe cá em Portugal (se souberem, partilhem nos comentários) mas sei que quero uma coisa destas. E o ar confortável dessas mantas? E o quentinho que deve ser (são em lã merino, dos melhores materiais para o efeito)? E as cores maravilhosas? Quero pra ontem!

Já até consigo imaginar uma coisa destas, mega volumosa e quentinha, jogada sobre as minhas pernas enquanto eu leio um livro daqueles meeesmo bons sentada no meu cadeirão de baloiço. Sou pessoa para nunca mais me levantar dali, juro-vos. Aliás, se já é um tormento acordar cedo no inverno, que dirá acordar cedo, no frio, com uma mantinha dessas por cima da cama... acho que me deixo ficar adormecida. Coisa tão boa!

Entretanto já fui dar com ela no ebay por um precinho muito amigo (40€) e estou inclinada a encomendar. É óbvio que tenho preferência por comprar cá em Portugal (porque posso sentir a textura, porque invisto dinheiro no meu país, porque ajudo algum local e não um bando de chineses do ebay) mas por enquanto ainda não conheço ninguém cá que tenha essas lindezas à venda. Preciso mesmo de uma! :)
SHARE:

17 outubro 2017

16 coisas imperdíveis de fazer no Rio # parte 2

Hoje trago a parte II (e final) do post com as 16 dicas de coisas imperdíveis no Rio de Janeiro. Estive no Rio de Janeiro em Junho desde ano e esse post está atrasadérrimo mas antes tarde do que nunca, não é? Preparados(as)? Vamos lá!

(9) Vá conhecer a Escadaria Selarón, na Lapa: É um passeio imperdível! A obra de Jorge Selarón (pintor chileno radicado no Brasil) é assim qualquer coisa. Ele ladrilhou toooda a escadaria do bairro de Santa Teresa, no Rio, com azulejos que trouxe de diversas partes do mundo, com muitas mensagens sociais (Selarón era homosexual e passava dificuldades financeiras), numa arte urbana que emociona quem por lá passa. Em 2005 ele ganhou o título de cidadão honorário por toda a arte que emprestou ao Rio de Janeiro. Infelizmente foi assassinado brutalmente em 2013, tendo o seu corpo sido encontrado na escadalaria que lhe deu fama. A visita é totalmente gratuita e a subida faz-se bem (lá ao cimo vendem refrescos e água), mas o local não é muito seguro para andar por lá com máquinas fotográficas e afins. Eu optei por ir de metro até a Candelária e apanhar um táxi até a escadaria. Para voltar, ganhei coragem para ir a pé até o metro e quase fui assaltada por um adolescente (se não me enfio no táxi, era certinho que ficava sem nada).

(10) Coma um salgado 'podrão' de esquina: Gente, eu adoro comidinha de pobre, sabe? Comida simples, tempero caseiro, aquela coisa com gosto de comida de mãe. Adoro! Quem já foi ao Rio sabe que lá é o paraíso dos salgadinhos: coxinhas, merenda mista (que lá se chama "enroladinho de queijo e presunto"), quibe, ovo recheado, esfiha, ahhh é uma perdição! Eu não sou esquisita e adoro comer cachorro-quente de barraquinha (tipo rouloute), onde eles metem tudo e mais alguma coisa: batata-palha, cenoura, ovo de codorna, milho... uma pessoa lambuza-se toda a comer aquilo mas é uma delícia esse tipo de lanche, que o pessoal chama carinhosamente de "podrão" porque cabe lá tudo! Por várias vezes comi nessas barraquinhas de rua, salgado + refresco (geralmente guaraná natural ou caldo de cana) por 2 reais. Tipo, 0,56 cêntimos no câmbio de hoje. So-cor-ro! Não dá pra resistir!

(11) Experimenta andar de ônibus: Essa experiência eu achei que não iria fazer porque, né? Minha mãe já sofreu sequestro-relâmpago no Rio, já levou com cabo de revólver na cabeça dentro de autocarro por lá, então eu estava cheia de medo. Vivo fora do Rio há doze anos e as coisas só pioraram por lá mas comecei a ver os autocarros a passarem, pela varanda do prédio e decidi arriscar. Fui da Barra da Tijuca até o centro da cidade (50 minutos de viagem), sempre bem tranquilo: fui de calções, chinelos e mochila, super descontraída, sem objectos de valor à mostra. Adoro observar a vida da cidade pelo autocarro, o vai-e-vém de pessoas, é toooda uma experiência sociológica. Dependendo do percurso do ônibus, recomendo com certeza!

(12) Vai comprar roupa no Rio? Escolha essas: O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Muito mais cara que Lisboa, nem duvidem disso. A roupa é cara, o sapato de qualidade também, os biquínis com lycra sedosa (tipo suplex) também são caros... então, o que sobra pra comprar? Havaianas, Melissas, produtos de cabelo (especialmente Progressivas e Alisamentos, é o paraíso!), biquínis direto das fábricas (nas lojas é um absurdo) e claro, roupa de malhar (=ginásio). Eu comprei muitos bodies de lycra estampada, vários pares de havaianas, calças de ginásio ma-ra-vi-lho-sas que deixam o corpo uma coisa: levanta o bumbum, aperta a cintura e modela o corpo todo (comprei umas dez hahaha). Esse tipo de coisa compensa muito no Rio!

SHARE:

15 outubro 2017

Fiz uma loucurinha!

E comprei estas botas da imagem!

Sim, vão até acima do joelho. Não, eu não tenho as pernas desta gaja mas tenciono usar mesmo assim. Experimentei-as na loja, senti-me super bem (e adorei me ver com elas), são do mais confortáveis que há (o salto pequenino ajuda, é um facto), são numa cor invulgar (não tinha nenhumas botas em cinzento) e foram baratas para o que são: umas botas "da moda", que talvez no ano que vem já tenha enjoado, por isso não quis comprometer-me e gastar muito dinheiro.

Por norma, malas e sapatos são sempre em pele (pela durabilidade, pela beleza e pelo conforto) mas desta vez abri uma excepção. Não vou dar 100€ por umas botas tão tendência, nem pensar. Sei que a Zara têm umas do mesmo género, em pele, mas não são para mim. Se for para investir, que seja em modelos intemporais de qualidade. Botas assim tão vistosas, só mesmo nas fast-fashion do costume.

                        (estas foram da Primark, custaram 27€ e existem também em preto)

Andei desde o ano passado de olho numas botas over the knee mas sempre achava que "não era para mim" porque tenho pernas daqui até a China e achava que só modelos de 1,80m e 50kg é que as podiam usar. E não tem nada pior do que ficar com vontade de usar algo e desistir da ideia por preconceitos parvos ou por medo da opinião dos olhos. Eu gosto? Gosto. Meu marido gosta? Adora. Então, foda-se todo o resto. Foi o que fiz e senti-me mesmo bem! Já passaram por alguma situação do género? Em que gostam mesmo de uma peça mas por complexos ou por acharem que "não era para vocês" acabaram por deixar ficar na loja?

Gostei tanto que acabei por trazer um par em preto (custou 25€), num material diferente: são maleáveis, tipo camurça, e ajustam-se lindamente (têm um cordão para dar um lacinho no topo da coxa), gosto especialmente do facto de serem dobráveis e não ocuparem quase espaço nenhum... excelente para as duas próximas viagens que tenho (tudo para países com máxima de 8ºC). Adoro!
SHARE:

13 outubro 2017

Mas serei a única maluquinha...

... a escolher a Escócia como destino de viagem no Outono?

É que estou farta de procurar dicas, roteiros, sugestões, etc por essa internet fora e a coisa não tem sido fácil. Não encontro quase nada! Epá, estamos a falar de um país que fica a 3h de viagem de Portugal, caramba, os bilhetes custam 16€ pela Ryanair (sim, apanhei 16€ a ida e 16€ a volta, acham mesmo que ficava em terra?) e mesmo assim parece ser um destino pouco escolhido pelos portugueses. Enfim, lá vou eu ter que fazer o trabalhinho de casa e descobrir o que ver, fazer e comer por lá. Depois, só por vingança, não vou partilhar no blog as minhas dicas, tomem! :P


(eu sei que já temos duas viagens internacionais em Dezembro e a ideia era não marcar mais nada até lá, porque os dois primeiros meses de 2018 vão ser "a-put#-da-loucura" no que toca a viagens e a pessoa tem que se meter a pau e guardar dinheirinho mas gente, por favor, eu não resisto a bilhetes de avião por 16€, tenham santa paciência. Foda-se que é frio, foda-se que é em low cost, foda-se que vou gastar em libras... eu quero é andar pelas Highlands (sou viciada em romances que se passam nessa região), jogar uma moedinha no Lago Ness a ver se desperto o monstro, quero ver homens de barba ruiva e saiote aos quadrados, quero dormir num castelinho de conto de fadas, quero todos os clichês escocêses! To-dos!)

E vocês que já lá foram, please, não sejam egoístas e partilhem as dicas de Glasgow, Edimburgo e Highlands, se faz favor. Sou toda ouvidos :)
SHARE:

12 outubro 2017

Vocês podem não acreditar...

... mas hoje é um daqueles dias em que eu sinto, sinto mesmo, que deveria emoldurar o calendário na parede para nunca mais me esquecer do que vivi!

Sabem quando vocês têm um problema muuuuito complicado em mãos para resolver (no meu caso, algo que se arrasta há incríveis 8 anos) e que por mais óbvia que a solução seja (e é), há mil coisas que vão surgindo e que impedem o tão desejado final feliz? Eu estava numa situação dessas. Mandavam-me ir para um lado, depois era para outro, afinal é com outra senhora, agora o processo mudou para não sei quê... e eu andava ali aflita da vida a ver o tempo passar e nada de fim à vista.

Hoje era a minha última tentativa. Ou a coisa se dava ou então desistia e abria mão daquilo. Estava-me a custar muito, é algo que eu desejo concluir há 8 anos, então imaginem o meu desespero...

Cheguei na repartição pública (esse sítio que já me rendeu histórias tão lindas... #soquenao) pelas 7h30 da manhã (só abria as 9h) e já levei com 32 pessoas à frente. Espetáculo! O segurança abriu a porta pontualmente à hora marcada, lá retirei a minha senha e postei-me a frente aos balcões de atendimento para tentar perceber em qual funcionária haveria de apostar as fichas.

Não sei se utilizam a técnica, mas eu explico-vos: sempre que precisamos de alguém com competência para nos tratar de algum processo cabeludo (finanças, segurança social, sef, notários, campos de justiça, etc...), convém "escolhermos" bem quem nos calha no atendimento - acreditem, isso pode condicionar toooodo o processo. Eu faço sempre isso: quando faltam praí umas dez senhas para chegar a minha vez dou um jeito de ficar ao pé das funcionárias e ir percebendo o diálogo delas com os utentes: se são estúpidas, irónicas, prestativas, etc... dá para fazer logo um raio-x da personalidade delas.

E era a isso que eu me dedicava, enquanto analisava as funcionárias do balcão 3, 4, 5 e 6 e pensava comigo "puta que pariu se me calha a senha para o balcão 3, estou tramada", porque a funcionária era uma besta completa, estava aos gritos com um velhote que tremia enquanto entregava papéis e ela só berrava "mas você está a perceber que vai precisar de mais papéis, não está? Percebe?? O seu processo não fica resolvido hoje, vai ter que esperar e bem...". Disse para mim mesma que se me calhasse aquela gaja, eu deixava passar a minha senha para outra pessoa (afinal, temos 3 senhas de tolerância) e iria no próximo número a chamar.

Chegou a minha senha e eis que sou sorteada: calha-me para a besta da gaja. E logo em seguida, abrem os dois balcões que estavam encerrados (1 e 2) e chamam logo os outros dois números a seguir ao meu, ficando eu sem manobra de fuga. Lá me levantei e caminhei para o balcão 3 como quem caminha para o corredor da morte. "Madruguei neste sítio para isto, para ver tudo por água abaixo..."

Comecei a explicar a minha situação e vejo a gaja a bufar e a dizer que não estava a perceber nada, que aquilo era uma enorme confusão de informações, blá blá blá. Tentei ficar calma, deixei-a perceber os documentos e ler tudo com calma. Ela vira-se para mim e diz: "Em 12 anos que estou neste Serviço nunca vi um caso como o seu...." e eu quase que chorava ali mesmo, de exaustão, de tristeza, de raiva... Não podia acreditar!

Lá me recompus e perguntei se ela poderia chamar a Chefe de Serviço e explicar a minha situação, tinha que haver uma alternativa! E ela que não, que não havia nada a fazer. Resignada, preparei-me para ir embora quando ela se levantou e caminhou até a máquina de fotocópias... e eu reparei numa situação de saúde que ela tinha (que por acaso é a mesma que um familiar meu tem, que é pouquíssimo divulgado cá em Portugal, apesar de imensa gente ter... por cá só conheço um especialista nessa área). Já estava perdida mesmo, então que se lixe! Perguntei-lhe, à cara podre: "Peço desculpas, não pude deixar de reparar que você também tem XYZ... não sei se faz algum tratamento, mas tenho um familiar com essa mesma situação e depois de anos à procura de ajuda médica sem ninguém perceber o problema, só no ano passado é que descobriu..." e ela, muito espantada, diz-me que andava há anos sem saber o nome do que tinha e que sempre lhe disseram não haver tratamento, que era uma condição hereditária...

Sentou-se novamente, pediu-me que escrevesse num papelinho o nome do especialista. Senti que ganhava terreno, então continuei... Mostrei-lhe a fotografia do meu familiar, expliquei-lhe onde estava a ser tratado, dei-lhe os contactos do médico, etc, etc... Ela perguntou-me se eu não importava de aguardar enquanto ia confirmar uma situação. Foi e voltou com a notícia mais surpreendente do mundo: afinal há solução para o meu caso! Imediatamente deu entrada nos papéis (um deles tinha a rubrica da superior, a ultrapassar o tal entrave que há 8 anos ninguém conseguia) e o resto é história. No final, já me chamava "minha linda" e tudo, sob o olhar parvo dos colegas. E eu saí dali a flutuar, só me apetecia pular, dançar, gritar de felicidade.

Ponto 1: Pode parecer ficção (e infelizmente não posso pôr aqui os dados verdadeiros que comprovam a história) mas juro-vos pela minha saúde que aconteceu tal e qual vos descrevi. Ainda estou parva até agora!

Ponto 2: Não toquei na situação da doença para ser beneficiada (mas adorei que assim fosse), já estava resignada e convicta de que não conseguiria. Nem imaginam a minha cara de parva quando ela voltou lá de dentro com os papéis carimbados e rubricados, a dizer que eu não me preocupasse que já estava feito!

Ponto 3: Cada vez mais me convenço que metade dos problemas que temos com Órgãos Públicos poderiam ser evitados se os funcionários tivessem a real vontade de ajudar a resolver problemas. A maioria parece apenas querer complicar ainda mais.

Ponto 4: A minha 'cara podre' já me meteu em vários sarilhos mas nunca antes, nestes 30 anos de vida, fiquei tão feliz por ser desbocada e por falar logo o que me vêm à mente. Ganhei uma BFF para a vida! :)
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig