21 abril 2017

Que rufem os tambores:

Habemus reembolso do IRS disponível na conta (sim, foi mesmo em 15 dias #CentenoRules) e nunca nos meus longos anos de IRS eu recebi acima dos 4 dígitos, estou numa felicidade só! :)


E acho que a ocasião merece ser celebrada com pompa e circunstância, por isso estou aqui a pensar se estourarei o dinheiro em conjunto com o meu digníssimo esposo numa semaninha de férias aqui:

Tailândia

Ou se darei voz à minha veia consumista que clama há uns dois anos por essa menina aqui:

Métis, Louis Vuitton

Que indecisão, pessoas! São duas paixões incontroláveis que competem lado a lado um espaço no meu coração: as viagens e as malas de design. Não saberia escolher! Parece que tenho duas vozes, uma de cada lado da cabeça (tipo o anjinho e o diabinho do desenhos animados): a voz racional diz que devo optar pela viagem, que é sempre uma experiência incrível, ainda por cima num destino que já anda em cima da mesa há uns tempos. Se ouvir o lado emocional, penso que a mala é maravilhosa, que ao contrário de uma viagem não vai acabar em uma semana (pelo contrário, é daquelas que duram anos!) e se no futuro enjoar, sempre posso vender que nunca perco dinheiro (elas valorizam com os anos, especialmente LV). 

O que fazer? Não sei. O meu marido não é para aqui chamado para dar opiniões porque é claro que vai querer a viagem. O meu lado 'egoistazinho' diz que se optar por comprar a mala, vou acabar por ir de férias a mesma para um sítio igualmente fantástico (que o meu marido trabalha essencialmente para isso, para ir de férias quando lhe apetece, o gajo não passa sem férias de praias quentinhas).

Não quero me precipitar por isso até o fim-de-semana estou aberta aos vossos conselhos. Que me dizem? Razão ou Emoção? :D
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20 abril 2017

Ai meu coração!

A H&M relançou das cinzas o meu modelo perfeito de calções e eu estou in love! No ano passado comprei estes em ganga e deixei escapar os pretos (quando fui para comprá-los já não havia nada de nada) e jurei para mim mesma que se os apanhasse noutras cores era menina para comprar um de cada. São maravilhosos! Para quem tem coxas grossas (eu!) é o modelo que melhor assenta: cintura bem marcada, bolsos enormes e pernas largueironas e super confortáveis. Amo! Assim que os vi no site da H&M encomendei logo os amarelos e pretos (o azul parece-me muito semelhante ao que eu já tenho, senão também marchava) e aproveitei os 15% de desconto e os portes gratuitos (válidos até amanhã, penso eu). Maravilha!

Sou apaixonada pelo tecido Lyocell, pelos folhinhos na cintura, pelo modelo e claro, pelo preço (19,99€). Ainda passei numa H&M perto do trabalho para os experimentar mas essa colecção ainda não tinha chegado à loja, por isso arrisquei comprar no site (em loja, esses calções desaparecem num piscar de olhos!). Valem muito a pena!
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19 abril 2017

A geração de iputos (sim, com 'i' de iphone)

Fui jantar em casa de um casal amigo que tem três filhos pequenos (10, 6 e 4 anos). Os miúdos são uns bombons: educados, queridos, divertidos... mas têm um 'problema': são completamente viciados em tecnologias. Eu não vou julgar nem entrar no mérito "a culpa é dos pais" por que só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro e com três crianças nessas idades não sei se sou capaz de apontar o dedo à mãe que chega cansada do trabalho e enquanto prepara o jantar espeta com desenhos na televisão para o mais pequeno, um smartphone para a miúda e um tablet para o outro. Sim, foi esse o cenário com o qual fui 'recebida'. Éramos quase dez amigos para jantar (foi o aniversário de um deles) e aproveitei para escapulir até onde estavam as crianças.

O cenário que vi foi de cortar o coração: miúdos tão pequenos completamente focados nos mini-ecrãs que cada um trazia na mão. Perguntei se queriam brincar e olharam-me como se eu fosse um extraterrestre. Que não podiam, estavam a jogar. Fiquei tão triste com aquilo que decidi perguntar uma última vez se queriam jogar um jogo brasileiro, que eu jogava quando era pequena. O mais novo deixou escapar, baixinho: "pode ser, estou a ficar sem bateria..." e logo vieram os outros dois.

A primeira brincadeira que me veio à mente foi 'jogo de mímica' (estou destreinada na arte de 'inventar jogos') e escolhemos o tema dos animais. Cada um escolhia um animal e depois começava a imitar os gestos (era proibido emitir sons) até que alguém descobrisse e então essa pessoa que tinha descoberto ficava com a missão de imitar outro animal... No princípio o jogo não tinha fluidez, eles pareciam nem saber bem o que fazer, demoravam imenso tempo a escolher que animal interpretar, uma seca hahaha (confesso que a essa altura já estava arrependida e pronta para lhes devolver os tablet e smartphones).


Depois que a coisa ganhou velocidade, opá, foi o máximo! Ver a carinha de felicidade deles com uma coisa tão banal não teve preço! Estava sentada com eles no chão e a certa altura a minha amiga me veio chamar para a sala, fiz menção de me levantar e o puto do meio exclamou: "ela agora não pode, não vês que estamos a brincar?!" e eu desmanchei-me a rir. Sempre que eu fazia que me ia levantar e dizia: "então vá, meninos, agora vou para junto dos adultos porque vocês têm que dormir", o pequenino dizia: "senta-te, senta-te, vamos brincar mais um bocado!".

Conclusão: não conversei nada com os meus amigos, passei todo o tempo de volta dos putos mas senti que fiz três crianças verdadeiramente felizes naquela hora e meia. Deitaram-se exaustos, transpirados de tanta macacada e ofegantes. No fundo, foram apenas crianças naquele curto espaço de tempo.

Mais uma vez, não quero julgar o tipo de educação que a minha amiga lhes dá - porque sei que, dentro das possibilidades, ela faz o melhor que consegue - mas tive tanta mas tanta pena! A infância de hoje em nada se parece com a que eu tive, por exemplo (e foi só há 20 anos). Eu pulava corda, subia em árvores, andava de bicicleta, fazia bolo de lama, escavava a terra atrás de tesouros, voltava para casa podre (joelhos esfolados, mãos todas imundas, transpirada até a raiz do cabelo...) e como fui feliz! Criança precisa disso, de ser livre, de brincar com coisas simples e infantis, não precisam ser mini-adultos, terão tanto tempo para isso no futuro...

(Um dos aspectos que mais me assusta nisto de ter filhos (tanta coisa me assusta...) é mesmo que tipo de vida os putos de hoje têm, se conseguirei que vivam em plenitude a infância, se terei a disponibilidade que eles exigem (e que, vá, merecem), uma série de coisas que me faz adiar, adiar, até a altura perfeita (que não existe, eu sei). A verdade é que a cena que vi no jantar foi semelhante a essa que ilustra o post e ficou-me gravada na mente... sei que não quero repetir algo assim com um filho meu. A ver vamos.)
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17 abril 2017

Se eu precisava de mais um par de almofadas?

... pois, provavelmente não.

Mas estas eram mesmo tão fofinhas e com um preço 'de saldo' que uma pessoa não consegue resistir. Adoro o padrão étnico, o detalhe das pontas, as fitas coloridas... amo! Aliás, ainda estou para descobrir loja melhor do que a Primark (melhor = mais em conta) no que toca às almofadas decorativas.

Custavam 8€ cada e estavam a 3€, já com enchimento (as capas são amovíveis). Maravilhoso, não? Compro pouquíssimas coisas na Primark mas almofadas e artigos para casa, surpreendentemente, têm tido excelente durabilidade por cá. Nos saldos passados comprei estas, a 2€ cada:

Já foram à máquina (a capa, o enchimento não) e continuam impecáveis. E pensar que dava sempre imenso dinheiro nas almofadas da Zara Home e Área... que tola. Hoje só compro nessas lojas se for um artigo que me chame mesmo muito a atenção, caso contrário, minha rica Primark! :)

(espero que tenham tido uma Páscoa fantástica, cheia de momentos bons, descanso e paz junto das vossas famílias - por cá foi tudo calminho, estava a precisar tanto de descansar, ler e dormir sem horas para acordar que me soube pela vida esses diazinhos de ronha.)
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14 abril 2017

Escapadinha // Aveiro


Conhecer Aveiro era uma das grandes 'falhas' no meu currículo de cidades portuguesas. Sim, é certo que ainda me falta conhecer algumas (já agora, fiquei deliciada com as vossas dicas neste post, apontei tudo para não deixar escapar nada, obrigada!). Vivo em Portugal há quase 13 anos e não me recordo de alguma cidade ter exercido tamanho fascínio sobre mim quanto Aveiro. Fiquei (e estou) completamente apaixonada pela cidade e especialmente pelas pessoas. É que não há comparação possível com o povo do norte e os cá de baixo, infelizmente. Não sou de comparações mas a diferença é tão abismal que dá que pensar.

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