Acho que já posso encerrar estes saldos, não?

26 Julho 2014
Fomos tomar o pequeno-almoço na IKEA (adoro) e aproveitar para ver os saldos e comprar mais umas coisinhas para a casa (esta é a frase mais proferida por nós ultimamente). E eis que fizémos 'a compra' destes saldos: compramos um puff (ou, como a IKEA gosta de referir: 'respousa-pés') Tidafors na cor 'grey-brown' (o tal castanho-acinzentado da cor das nossas cadeiras de jantar) que custava originalmente 179€ e pagamos... 29,90€! Uau!

O móvel no início dos saldos foi rebaixado para 51,99€, que já era um desconto assim pra cima de espetacular. Só que... já estava esgotado na loja de Alfragide. Continuei as minhas comprinhas e quando fomos pagar, resolvi passar pela secção das oportunidades para ver se havia algo interessante (e não, não tenho preconceitos em comprar um móvel de exposição desde que goste e que dê para 'arranjar' o defeitozinho). E eis que estava um funcionário da IKEA a pôr a etiqueta com o preço novo no puff e eu ia caindo para trás quando vi marcado os tais 29,90€. Era o último e é obvio que agarrei-o logo. Fofiiinho!

O defeito é que esteve uma semana em exposição no início dos saldos e, por isso, precisou estar afixado no chão com dois parafusos, um em cada pé lateral. O M. tirou os parafusos e ficou esse buraquinho ai, que é quase imperceptível e nos fez trazer um puff super confortável por um valor irrisório. =)

Entretanto também trouxemos este candeeiro de pé que adoramos (e veio com 50% de desconto) e um banquinho (só que em preto) com ar vintage para a cozinha (que me ajudará a chegar nos armários lá do alto) com 70% de desconto (custava 24€ e veio por 6€ e tal).


Por cá somos totalmente Ikeaholics! Adoro a praticidade dos móveis, os preços (quase) sempre em conta, as embalagens planas, a facilidade de montar os móveis, adoro mesmo.

Deixem lá que ela é a mãe da noiva #4

24 Julho 2014
Em jeito de 'comemoração' [por causa disto], mamãe voltou a fazer das suas... É verdade que já temos quase tudo para a cozinha (talheres, pratos, copos, travessas, faqueiros até dizer chega) mas faltava um pequeno pormenor: as panelas e tachos. Ainda não tinha comprado nada porque, sinceramente, não é assunto que eu domine muito bem e estava à espera que a minha avó chegasse do Rio para ir com ela às compras das últimas coisas de cozinha, que nesta arte a minha velhinha é pro.

Sempre disse, a brincar, que um dia que fosse mesmo dedicar-me à arte dos cozinhados... compraria um trem de cozinha da Silampos, que a meu ver, é a melhor marca portuguesa para tachos. Até lá, contentaria-me com as panelas da IKEA (adoro a linha 365) que, não sendo espetaculares, chegam e bem para a utilização escassa que eu faria delas.

Mas eis que descobri um novo mundo: o das receitas! Não sei se é da proximidade com o casamento, se é de ir viver sozinha pela primeira vez, não sei... o facto é que ando apaixonada pela arte de cozinhar. Tenho lido imenso blogs de culinária, aprendido receitas novas, agora toda eu sou temperos e especiarias, algo nunca antes visto por estes lados. E mamãe, que tem acompanhado as minhas incursões pela cozinha (dela) achou que era chegado o momento de me promover à outra categoria. E apareceu-me com essa caixa vermelha:

 E eu, que nem sou (era) pessoa de ligar à isto dos tachos, vi-me assim um nadinha assombrada com o brilho incrível dessas peças...

Vidas artificiais?

23 Julho 2014
Vi esse vídeo no youtube e não pude deixar de reparar como este 'fenómeno' está a crescer na nossa socidade: as vidas perfeitas na internet. Sim, falo das pessoas que estão sempre felizes no facebook, daquelas que almoçam todos os dias em restaurantes xpto e espetam com a foto no instagram, das que escrevem blogues e que mostram apenas 'o lado b da vida', como se essas vidas fossem sempre assim: perfeitas e 'fotografáveis'.


O vídeo dá que pensar. Qual será a imagem que transmitimos nas redes sociais? Será que nos vêm como pessoas perfeitas, com vidas perfeitas, sem problemas no horizonte, vivendo no país das maravilhas, como a Alice? De vez em quando recebo uns comentários que dizem: "Ah, quem me dera ser como tu/ ter o que tu tens / viver como vives" e confesso que tenho uma certa 'pena' da pessoa que pensa assim. Eu acho que antes de sermos infelizes por ver que um amigo postou uma selfie na Polinésia Francesa, uma fotografia num SPA 5* ou apenas as fotos das férias no Algarve... devemos primeiro pensar: o que eu deixei de fazer para estar lá? Que tipo de sacrifício eu fiz para merecer ter a vida que fulano tem?

É claro que é muito mais fácil sermos dominados por aquele sentimentozinho de "toda a gente viaja, menos eu"; "toda a gente troca de carro, menos eu", "toda a gente tem dinheiro, menos eu". Confesso que não tenho paciência para gente que passa a vida a lamuriar-se e a choramingar pelos cantos. Se alguém se identificou com esse vídeo, acho que é hora de mudar essa mentalidade. De viver a tua vida para ti. De resolver os teus problemas, assumir as tuas escolhas e parar de sofrer porque "a minha melhor amiga casou, e eu ainda não".

Eu não vivo uma vida perfeita, não sou 100% feliz o tempo tempo e não moro num palácio com serviçais espadaúdos que abanam folhas de bananeira ao meu caminhar... Tenho meus momentos de tédio absoluto, quando acho que a minha vida ainda não está com o 'speed' que eu quero, há dias em que chego a casa e janto um bacalhau com natas ultracongelado do Pingo Doce porque o cansaço é tanto que nem um ovo me apetece fazer, enfim... vida de gente de verdade. Mas eu curto muito essa minha vida do 'meu' jeito e não do jeito que eu acho que outros 'devem' ver. E acho que esse é o grande segredo para ser feliz de verdade. [não o tempo todo mas uma boa parte dele].

No se aceptan devoluciones - um filme para rir e chorar.

22 Julho 2014
No domingo à noite decidimos ver um filme no sofá, uma coisa leve e que nos fizesse rir um bocado. Procurei por filmes de comédia e encontrei o filme mexicano "No se aceptan devoluciones" que estreou este mês nos cinemas americanos e tem sido um sucesso absoluto de bilheteira. A sinopse é a seguinte:

O filme começa por contar a história de Valentin, um mexicano mulherengo que insiste em não "levar uma vida de adulto" e se diverte com casos de uma só noite, envolvendo-se com turistas que visitam a praia de Acapulco. Mas um destes 'encontro' resulta num... bebé. A mãe, uma jovem americana, volta para os EUA e deixa a pequena Maggie com o pai. Assustado e nada disposto a assumir-se como pai, Valentin segue a estrada em direcção à Los Angeles para entregar à criança para a mãe. Pelo meio, acaba por encontrar um emprego para manter a filha e apaixona-se pela criança. Seis anos depois, a mãe da menina decide voltar e quer a menina de volta. E e aí que começa a parte mais 'emocionante' do filme, carregada de sentimentos e surpresas que irão surpreender a todos.
 

E se é verdade que no início do filme achei que o Valentin era um completo idiota, a meio do filme já eu estava apaixonada por ele, pelo seu grande coração, sempre disposto a perdoar e a fazer de tudo (de tudo mesmo) para manter a filha junto de si. Derreto-me toda com homens destes, que colocam os filhos acima de tudo e de todos e são pais à sério. 

Não era a comédia tola que eu estava à espera, apesar de ter dado boas gargalhadas com o filme, considero-o mais drama do que comédia. Arrancou-me lágrimas (muitas) no final, que é totalmente surpreendente e nos faz refletir sobre muitas coisas. Sobre a forma como educamos as crianças. Sobre o amor por um filho, que é mesmo sem limites. Sobre a vida e o quão efémera ela é. Recomendo a toda a gente, vale mesmo a pena!


[basta pesquisar no google e  encontram o filme legendado em português para assistir online, sem precisar fazer o download. Foi isso que nós fizemos]

"um dia vais comprar um móvel no ebay..." - Hoje foi o dia!

21 Julho 2014
Andei uns meses a namorar a cadeira DSW (inspirada na de Charles & Eames) mas por cá é difícil encontrá-las e as réplicas custam valores que, na minha opinião, são elevados quando comparados com os precinhos praticados 'lá fora'. O único sítio onde as vi foi no Casas com Design mas sinceramente? 110€ por uma réplica de uma cadeira não faz grande sentido para mim. 

Este modelo foi desenhado em 1950, para o concurso de "móveis de design low cost" em Nova York e foram as primeiras cadeiras de plástico a serem produzidas em escala industrial. E eu, que adoro móveis 'com história', fiquei encantada pelo design minimalista, pelas pernas em madeira serem inspiradas na Torre Eiffel (um dos meus monumentos preferidos) e pelo certo ar vintage que elas possuem.

Então pensei: 'se calhar encontro-as no ebay!' - sim, eu parto sempre do princípio que se não há no ebay, então não existe em mais lado nenhum. E encontrei as tais cadeiras por um valor que em nada se parece aos 110€ que nos pedem por ela em Lisboa. Comprei a cadeira DSW, na cor branca, por 39,95 libras (+- 50€) e mesmo com os portes (o vendedor pedia 22 libras para enviar de Inglaterra para cá mas depois de muita troca de email, lá aceitou as 12 libras de portes - que era o valor justo pelo peso da cadeira). Logo, foram cerca de 15€ de envio. No total, a cadeira ficou-me a 65€, que é quase metade do valor que nos pedem por ela cá! Dá que pensar, não dá?

Encomendei a cadeira há duas semanas (o vendedor demorou quase uma semana para enviá-la, apesar de no anúncio destacar "free next day delivery") e diz que chega nos próximos dias. Vem desmontada em duas partes (assento e pernas) e super bem embaladas, segundo o vendedor. A ver vamos :)


Foi a primeira vez que comprei um 'móvel' no ebay e por enquanto ainda não me posso pronunciar mas tão logo tenha a cadeira em mãos venho contar-vos como correu. Na verdade, a única coisa que me preocupa é se estará bem embalada, se não virá com danos ou peças partidas. Como comprei de dentro da UE, não há lugar para taxas alfandegárias, por isso... só me resta esperar :)

respirar.

20 Julho 2014
Há dias difíceis... Dias em que não é fácil enxergar o copo meio cheio, dias em que só conseguimos ver a situação na sua forma mais negra, dias em que se a vida nos der limões, nós atiramos com eles no primeiro que nos aparecer (e esquecemo-nos de fazer aquela limonada fresquinha). Há dias assim.

E eu, que também sou humana e por mais optimista que seja (e sou, na maior parte dos dias), vi-me metida no olho de um furacão, desesperei-me, gritei, quis matar quem nos pôs nesta situação, virei um bicho. Sou assim: explosiva, não guardo nem escondo aquilo que sinto. O M. é o oposto: controlado, racional, ponderado. Sabem aquelas pessoas que parecem ter sempre a coisa certa a dizer em momentos de crise? Ele é assim. O meu porto-seguro quando tudo parede desandar. A pessoa que me acalma, que me faz enxergar lááá longe e ver que a vida, não sendo perfeita, ainda assim, é tão maravilhosa!

Sobre o 'probleminha técnico' da casa, já temos a nossa situação parcialmente resolvida, e digo parcialmente porque já nos devolveram o dinheiro que gastámos no sinal e nas prestações (depois de passarmos lá uma tarde inteirinha com a nossa advogada) mas em contrapartida, nem um pedido de desculpas, nem uma justificação, nem um ressarcimento pelos demais prejuízos. Mas não faz mal, que é para isso que existe os advogados e a justiça, certo? Entregamos tudo nas mãos de pessoas competentes e não queremos mais pensar no assunto, chega. Agora é página virada, é a vida que segue.

Ontem passamos o dia inteirinho a ver casas, logo as 9h estávamos à porta da Remax [a mediadora foi uma querida e mostrou-nos 4 casas assim de seguida]. Ficamos indecisos entre duas mas não ficámos realmente apaixonadas por nenhuma. Depois fomos ainda na ERA, vimos outras duas. E no fim da tarde, vimos um apartamento giríssimo no OLX, ligamos para lá (era um particular) e o senhor disponibilizou-se para nos mostrar a casa dali a uma hora. Perfeito! Amanhã às 19h temos mais dois apartamentos para ver, depois do trabalho. E na terça-feira vamos voltar ao apartamento 'do olx' com mamãe e sogrinha para ouvir a opinião delas (a nossa é óbvia: adoramos!). Esperamos ter a nossa 'busca' concluída até a próxima sexta-feira para, finalmente, podermos mudar de vez. Ufa! Foi uma grande reviravolta, mesmo à ultima da hora (e não estávamos nada a contar com isto) mas tudo bem, um bocadinho de emoção e adrenalina até torna tudo mais especial. Vai dar tudo certo. Estamos confiantes

[aproveito também para agradecer de coração por todos os vossos comentários no último post e dizer que vocês são mesmo os melhores leitores desta blogosfera! É por isso (e por tanto mais) que não me consigo fartar deste espaço. Um beijinho à todos que se preocuparam, que enviaram mails, mensagens privadas no facebook e que perderam tempo para ajudar esta aqui.]

Estou possessa e só me apetece gritar!

15 Julho 2014
Esta semana tem sido um caos total e absoluto. Não imaginam a 'cilada' em que nos fomos meter... Ora, contei-vos há meses que eu e o M. arrendamos um apartamento com promessa de venda para daqui a 3 anos, certo? Pois bem, e porquê tomamos nós esta decisão? Eu explico:

Em conversa com a minha gestora do Millenium sobre a compra de um apartamento, ouvi a opinião mais sincera possível [e confio nela de olhos fechados]: "não se meta nisto agora. As condições e juros estão altíssimos e se pode esperar mais uns dois ou três anos para comprar, é o melhor que tem a fazer". As taxas e spreads a que tive acesso eram de bradar aos céus e eu tenho verdadeiro pa-vor de empréstimos, sejam para que finalidade for. Até hoje nunca precisei financiar nada e não queria ir por este caminho, achei que era mais prudente juntar o dinheiro no banco e esperar para comprar a casa à pronto.

O M. era a favor da compra, eu preferia o arrendamento... até que um amigo nosso falou-nos no tal arrendamento com opção de compra, que tinha vantagens várias como:

Damos um sinal à cabeça [entre 10 a 20 mil], estipulamos o tempo que queremos para comprar a casa [entre 1 a 5 anos] e neste período pagamos uma renda normal, como se de um arrendamento se tratasse. No final do tempo estipulado, todas as rendas eram amortizadas do valor da casa, bem como o sinal. E nós poderíamos então pedir o empréstimo ao banco para pagar a casa na altura ou, caso tivéssemos o valor, faríamos então a escritura. Com isso, garantimos que o valor da casa fica 'congelado' durante esses anos, não pagamos juros e não 'desperdiçamos' o dinheiro em rendas à toa.

Achamos a idéia excelente e começamos a falar com construtores para ver quais aceitavam estas condições. Felizmente, todos os que contactámos mostraram-se disponíveis para fazer o arrendamento com compromisso de compra e lá fomos nós à procura do nosso cantinho. Apaixonámo-nos por um T3 em Oeiras, numa urbanização recente, um apartamento com 145m quadrados, cheio de luz, espaçoso e mesmo a tempo de ser concluído antes do casamento: ficaria pronto no final de Maio.