Da chinesa que há em mim:

27 janeiro 2015
É sabido que sou uma nhónhó a comer e que não sou capaz de comer um bitoque, por exemplo, só com bife, ovo e batatas. E o arroz, pessoas? Cadê?! Nisto sou do mais brasileira que há. Não como sem arroz. Ponto. Meto arroz em tudo: no bacalhau à brás, por exemplo (um pecado mortal para o meu marido), nos acompanhamentos de todas as carnes, a única coisa que não faço é misturar arroz com massa.

Isto para dizer que devo ter sido chinesa numa outra vida (se eu acreditasse em vidas passadas, mas adiante), porque a quantidade de arroz que entra nesta casa por mês é uma coisa pra lá de absurda. Considerando que raramente almoçamos em casa, nesta residência se consome mais de 8kg de arroz por mês. E sim, somos duas pessoas (ou lontras, vá). Não vivo sem o meu basmati.

Já corri todas as variedades de arroz do mercado (porque recusava-me a pagar quase 2€ por um kg de arroz) mas não há volta a dar: não há arroz que se compare a este, para mim. É soltinho, tem os grãos no tamanho exacto (nada pior que aquele grão de arroz gigante, inchado - ecat), é branquinho, fica sempre seco e sai sempre bem, para além de ter um sabor fantástico! Experimentei vários basmatis (o Pato Real - que é um absurdo de caro, o da marca Continente, o da marca Dia e o do Pingo Doce) e gosto de todos (na verdade, não lhes noto grande diferença) mas em termos de preço o do Pingo Doce é o mais em conta: 1,69€/ kg.

E sabem o que mais? Ontem estive a cuscar o folheto desta semana do Pingo Doce... e adivinhem quem está com mais de 40% de desconto? Ele mesmo, o meu adorado arroz basmati, que passou de 1,69€ para 0,99€/kg!

É que nem pensei duas vezes: à hora do almoço fui a correr ao Pingo Doce mais próximo fazer uma pequena razia na prateleira dos basmatis, que se há coisa que eu tenho é olho para a coisa e acabei por poupar 28€ nos 40kg de arroz que trouxe (yes, não vamos precisar comprar arroz até o verão ahaha).

Para nós compensou porque só comemos este tipo de arroz e íamos acabar por comprar os 40kg a mesma (hoje ou daqui há três meses, não interessa) e assim poupamos logo quase 30€ num alimento que para nós é essencial :) Tão bom! Se gostam deste tipo de arroz, acho que esta é uma oportunidade a não desperdiçar (mais não seja para acompanharem pratos específicos como caril, por exemplo). Fica o máximo!

[a parte chata foi mesmo ter que tirar o carro da vaga à hora do almoço - na zona onde eu trabalho é a guerra pelas vagas, nunca encontrámos logo à primeira - mas há sacrifícios que valem a pena.]

[Nota: bem sei que o Pingo Doce anda numa de oferecer arroz de pato e doces de maçã a quem espetar com um postzinho a elogiá-los mas garanto-vos que este não é o caso. Ainda está para nascer uma marca que me suscite tanto interesse a ponto de andar com historinhas da treta para endrominar leitores. Mas pronto, nunca é demais esclarecer os mais incautos.]

Só mesmo uma mãe para entender...

26 janeiro 2015
Anda por aí uma polêmica qualquer em relação ao concerto da Violetta e 'ai o dinheirão que aquilo custa', "ai, os bilhetes de 500€', 'ai que isto é mais que o ordenado nacional' e blá blá blá. Não, não levamos a Vi ao concerto da Violetta porque ela simplesmente não liga nada à novela, apesar de assistir de vez em quando. Ainda lhe perguntei se queria ir mas não, que já era muito crescida para isso (ah, como eu adoro os adolescentes e o seu ar de 'o quê? isto é para bebés!").

Mas dizia eu que, a Vi querendo ir ao concerto, era certo que a minha mãe lhe ia comprar os bilhetes. Que mãe, podendo comprar, nega algo a um filho? Não percebo essa onda de indignação com a Violeta. Os preços eram caros? Ridiculamente caros. Mas é puro marketing e já se sabe que nestas coisas, as crianças são alvos em potencial. Não sou a favor dos pais darem mundos e fundos aos filhos, de oferecerem iPads e iPhones a crianças de 10 anos, acho que há um limite para tudo e se lhes entregamos tudo de mão-beijada, o mais certo é que se tornem adultos mimados e que acham que o mundo gira ao seu redor.

Mas um dia não são dias, caramba! E tenho a certeza de que os pais que conseguiram levar as crianças ao concerto e se dispuseram a pagar o dinheirão que pediam pelos bilhetes (não sei o preço, mas ouvi dizer que eram caros como o raio),  terão deixado para sempre essa memória fantástica nos seus filhos. E sei-o bem porque também eu, há exactos 20 anos, vivi um momento mágico do alto dos meus 7 anos, que tinha a certeza de ser 'impossível', porque os bilhetes eram caríssimos e a minha mãe não tinha dinheiro de sobra (antes pelo contrário).

Era fã apaixonada pela novela mexicana Carrosel, sabia as falas das personagens de cor e salteado, andei um ano inteirinho a ir para a escola com o penteado da minha personagem preferida (a professora Helena) e quando soube que o elenco iria ao Rio de Janeiro para um 'show', fiquei maluca e corri a pedir que a minha mãe me levasse. "Oh filha, mas a mãe agora não tem dinheiro para isso...". Chorei uma tarde inteirinha mas compreendi. A minha mãe ainda tentou o golpe de misericórdia e ligou ao meu pai (que já era bem-sucedido na altura), ao que ele respondeu: "tanto dinheiro por uma porcaria de uma novela... Nem pensar, ela que assista na televisão".

E só mesmo o amor de uma mãe para comprar a porcaria dos bilhetes em quatro parcelas no cartão de crédito... tudo para ver esta filha feliz. Isto foi em 1995 mas nunca hei de esquecer a alegria que senti quando a minha mãe me pôs sentada sobre os ombros (porque era uma multidão de gente e não se via bem o palco) e pude ver a minha adorada professora Helena ali mesmo, diante dos meus olhos. Foi uma emoção indescritível, a minha mãe conta que as minhas pernas tremiam!

Há coisas que não podemos julgar/opinar até sermos mães e passarmos por aquilo. Não tenho filhos mas um dia que os tenha, quero ser para eles metade do que a minha mãe foi (e é) para mim. E sei que num caso como o da Violeta, eu seria a primeira a ir para a porta da Fnac comprar os bilhetes. Porque sei que vale a pena.

[e depois li este post, que só me fez ter a certeza de que há por aí mães fantásticas, daquelas com M grande. O que eu gosto disto, pessoas, até me deixou com lágrimas nos olhos, caramba!]


Programa de sábado à noite:

25 janeiro 2015
Marido a assistir o 'Hotel Hell' na sala.
Eu do lado, portátil ao colo, fazendo algo que não fazia há muito: pesquisar quinquilharias no ebay. Adorooo! As coisas interessantes vão para a minha 'watch list', que eu nunca compro nada à primeira e amanhã, se a compra ainda fizer sentido... vamos embora!

Para já, posso dizer-vos que quero duas ou três coisinhas destas (ou estas):

São horrorosas (é que não há cor que se salve) mas quem quer saber de beleza quando acordamos de madrugada para fazer xixi e espetamos o rabo numa sanita gelada como a morte? E no meu caso, que fui abençoada com um traseiro de fazer inveja (ou não) a qualquer africana, a coisa fica ainda pior. Toda noite arrepio-me quando me sento na sanita e penso sempre: "um dia perco amor ao dinheiro e compro uma merda dum assento aquecido". Enquanto esse dia não chega... acho que me vou render a estas capas foleiras mas deliciosamente quentinhas.

Quem alinha?

Diz que é uma espécie de teste:

22 janeiro 2015
Por motivos vários [sendo que o principal é que abrimos esta semana uma conta poupança para viagens - e eu estou mega entusiasmada a poupar tudo aquilo que puder], disse ao M. que 'se calhar não precisamos de uma empregada'.

Somos só duas pessoas a viver num T2, não temos crianças, não temos animais a tempo inteiro [o Rio vem só alguns fins-de-semana e verdade seja dita, não dá trabalhinho nenhum]... será que não estamos a mandar dinheiro pela janela ao contratar uma empregada?

Ela vem toda terça, quinta e sábado e faz quatro horas por dia. São 12 horas por semana, 48 horas por mês. São mais de 250€ nisto (cobra 6€/hora) e assim de repente consigo pensar em mil maneiras mais úteis onde investir esse dinheiro (a conta-poupança das viagens é só o meu primeiro pensamento).

E então que 'suspendi' a empregada até o final deste mês. Quero ponderar se a presença dela é mesmo uma necessidade ou um luxo do qual conseguimos abrir mão. Estou outra pessoa depois que abri essa conta-poupança, é bem verdade. Já só penso em 'onde mais podemos poupar'. Ando viciada a fazer reforços semanais, sempre ali a transferir  dinheiro e a ver o nosso 'porquinho' a engordar, é uma sensação tão boa saber que estamos a pôr dinheiro de lado (não me venham com histórias, que enquanto o dinheiro está na conta à ordem, é ver o multibanco em a trabalhar até não poder mais. Compro, compro e compro). Este ano quero ganhar disciplina financeira. Vamos ver como a coisa corre.

[para já, para já... posso dizer que nunca na vida me senti tão cansada. Trabalho mais de 11 horas por dia, chego à casa todos os dias às 21h, corro para a cozinha, faço o jantar em dois tempos, depois trato da roupa (pôr a lavar ou passar), depois organizo a refeição do dia seguinte e vejo se vou ter que ir ao supermercado ou não... Adormeço sempre no sofá a ver uma porcaria qualquer na televisão e penso: "oh, merda, há poupanças que não valem mesmo a pena...". Não sei como as mães de dois ou três filhos aguentam, a sério, estou aqui a pensar que mereciam todas um busto em honra ali na rotunda do Marquês de Pombal porque não é fácil.]

New in | cabelos - Beauty in blue

20 janeiro 2015
Na semana passada fui ao Pingo Doce (eu não sei vocês mas não há semana que passe sem que eu vá espreitar o 'folheto da semana' e não fique com vontade de comprar uma porcaria qualquer com 50% de desconto...) e entre as compras habituais, passei pelo corredor das promoções e vi que toda a gama Gliss da Schwarzkopf estava com 50% de desconto.

Apesar de não ter o hábito de comprar produtos de cabelo no supermercado (porque sempre acho-os tão baratos que duvido que façam alguma coisa no meu cabelo 'complicadinho' e opto sempre por usar marcas profissionais), fiquei encantada com a embalagem da linha Million Gloss, com um packaging azul turquesa com brilhinhos encantadores e a promessa de deixar o cabelo cheio de luminosidade (coisa que eu mais aprecio num cabelo), por isso, não resisti e trouxe o shampoo e o condicionador (infelizmente não havia o restante da linha: óleo e máscara - normalmente, os meus produtos preferidos). Agora que penso nisto, percebo que sou mesmo gaja e um potencial alvo para as campanhas de marketing: comprei um produto basicamente pela embalagem fofinha, ai ai ai...


Ontem experimentei o shampoo e o condicionador pela primeira vez e posso dizer que poucas vezes um produto 'baratinho' me deixou tão impressionada! Adorei a textura do shampoo mas o factor diferencial foi um só: o cheiro. Meu Deus, o cheiro é muito, muito parecido ao perfume 'Pomegranate Noir' da Jo Malone! Assim que comecei a massajar o cabelo e o cheiro surgiu, pensei: "ai, que coisa, cheira igualzinho ao meu perfume, que comparação ridícula, é claro que não pode ser o mesmo cheiro, nem sequer têm os mesmos extratos...".

Pequenos dilemas da vida doméstica #4

17 janeiro 2015
Quando viemos conhecer o nosso apartamento, é verdade que soube logo que era este, tinha basicamente tudo aquilo que queríamos: dois quartos e um escritório, duas casas de banho (indispensável), uma cozinha grande, arrecadação gigante para destralhar a casa toda, lareira na sala e da janela da sala posso ver a praia de Oeiras, portanto, a proximidade da praia também era uma mais valia. Amamos a casa e, sendo alugada, perguntamos logo se o proprietário tinha intenções de vender. Que sim, tinha interesse na venda, que era um investidor e comprava imóveis para remodelar e depois vender. Óptimo.

O apartamento está todo remodelado mas há ali duas ou três coisas que me chatearam desde o início. Como o nosso senhorio é uma pessoa impecável e que possui vários imóveis (logo, não 'precisa' da renda para pagar as contas), combinámos que todas as melhorias que nós fizéssemos no apartamento, descontaríamos do valor da renda (obviamente que eu ligo-lhe e pergunto-lhe se posso).

Comecei pelo que mais me incomodava: o apartamento estava todo pintado de bege. Há tons de bege que eu gosto mas o tom da casa era aquele bege com ar de encardido, amarelado, feio mesmo. Pintámos a casa toda de branco (com excepção dos corredores que felizmente estavam pintados num 'branco-gelo' giro). Guardamos as facturas de tudo e como a mão de obra foi nossa (eu, o meu irmão e o marido), não ficou nada caro e abatemos o valor da renda.

A segunda coisa foi a cozinha e os seus azulejos. A nossa cozinha é toda branquinha (azulejos e armários) mas não sei quem foi a pessoa esperta que achou bonito enfiar uma faixa fininha de azulejos amarelos a meio da parede, coisa horrorosa. Não gosto de cozinhas com cores garridas (laranjas, vermelhos...) e andei ali cismada até encontrar forma de esconder a faixa amarela. Como a casa é arrendada e eu não queria/podia fazer uma alteração definitiva, optei por colar uma faixa de vinil preto em toda a faixa amarela e fiquei satisfeitíssima com o resultado. Tão satisfeita que encomendei no ebay vinil autocolante a imitar pastilhas azuis e tumbas, adesivei a casa de banho da suíte, que era toda branquinha mas com o raio de uma faixa azul a meio (um azul tão feio). Quem vê jura que fiz uma 'obra' na casa de banho, porque ficou mesmo perfeitinho e bastou uma horinha para o resultado final. Top!

E eis que chegámos ao actual dilema: os interruptores e tomadas. Meu Deus, como eu detesto aqueles interruptores amarelos feios, antigos, quadradões! Por mais giro que sejam os móveis e a decoração, nada realça com aqueles interruptores antigos. Contei quantos tinha na casa, entre interruptores da luz, tomadas, ficha de telefones e outros que tais. Eram 34 caixinhas para trocar.

Liguei para o senhorio (devo ser a inquilina mais chata que o homem tem mas ele adora-me, está sempre a dizer: " ai menina, menina, as coisas que você inventa... Vá, troque lá isso e depois envie-me a fatura". Adoro o homem, já vos disse?) e expliquei-lhe que aqueles interruptores amarelos estavam a dar cabo da minha felicidade conjugal e harmonia deste lar e que o apartamento estava tão novinho e giro com a remodelação, como é que se esqueceram de mudar um detalhe tão importante destes e blá blá blá. Lá consegui a concordância do senhorio e rumei para o Leroy Merlin. Gastei pouco mais de 50€ e acho que fez toda a diferença na nossa casa.

Hoje quando o marido acordou tinha uma caixinha de ferramentas à espera dele e um saco apinhado de interruptores para trocar, o homem até revirava os olhos mas no fundo ele sabe que eu só tenho é boas ideias para o nosso lar. É claro que também ajudei (ele nas tomadas, eu nos interruptores) e ficou tudo impecável. Se precisarem de uma 'faz-tudo', já sabem que podem contar comigo :)


Perceberam o drama? Os antigos interruptores eram horríveis e com um ar de encardidos, a minha empregada estava farta de esfregar com mistolin e o diabo a quatro e não adiantava: eram mesmo feios! Agora está tudo branquinho e novo, como eu gosto.
Senhorio feliz, com o seu imóvel mais valorizado. Inquilina exultante, com tudo branquinho e novinho!

E quem usa a desculpa do "mas a minha casa é arrendada, não vale a pena fazer isto ou aquilo" como desculpa para deixar a casa feia/suja/velha, tem aqui a prova de que com diálogo e negociação, tudo se consegue e ambos os lados ficam a ganhar. Tão bom!

A parte chatinha de ter duas nacionalidades...

16 janeiro 2015
É ter que andar a fazer tudo 'duas vezes', andar ali a repetir processos num país e depois noutro. É tão desgastante, tenho que estar sempre atenta aos prazos, não vá perder alguma coisa e depois, tumbas, lá vem multa daqui e dali. E para verificar o prazo de validade de todos estes documentos? Uma seca, pessoas. E os documentos duplicados? Tenho um NIF português e um CPF brasileiro. Um passaporte azul e outro bordeaux. Um RG brasileiro, um Cartão de Cidadão português. Um título de eleitor de carioca, outro lisboeta. Uma carta de condução portuguesa, outra internacional. A verdade é que cansa, minha gente.

Depois ando sempre a pensar: "ah, começaram as eleições brasileiras, tenho que ir votar ao Consulado".  No Brasil o voto é obrigatório, mesmo para cidadãos no exterior. Quem não pode votar, é obrigado a ir ao Consulado justificar o porquê de não ter votado e se ultrapassar os prazos, cá vai multa. Uma chatice sem fim.

Casei há quase cinco meses e até hoje ainda não fui trocar o nome nos documentos (são taaantos, nem sei bem por onde começar) mas fiquei a saber que temos um prazo para a troca dos nomes e se ultrapassarmos o prazo... multa.

E entretanto, ainda 'só' casei em Portugal, no Brasil continuo solteiríssima (uy) de maneiras que lá fiz o meu agendamento no Consulado e daqui a nada já vou lá bater com os costados naquele sítio lindo, apinhadinho de gente e com funcionários super bem dispostos (só que não). O que vale é que gostei mesmo disto de casar, por isso estou mais que pronta para me casar novamente... desta vez no meu país de nascimento. (acho que isto merece uma nova comemoração e mais presentes de casamento, já que na prática, vamos nos casar de novo ahaha)


Entretanto reparei que o meu passaporte brasileiro só tem mais 4 meses de validade (e está ainda com o nome de solteira) de maneiras que é outra coisinha para tratar, daqui há uns dias, visto que vamos de férias em Junho para outro continente e precisamos do passaporte com pelo menos seis meses de validade. E sim, eu poderia viajar com o passaporte português (que ainda te dois anos e tal de validade) mas há sítios em que me dá mais jeito ser brasileira, e outros em que prefiro entrar como européia. É conforme calha.

[por exemplo, se viajo para países europeus, escolho sempre ir com o passaporte brasileiro - só por causa dos carimbos, eu amo carimbos no passaporte, quanto mais, melhor!]