14 dezembro 2017

Diz que, apesar de tudo, é Natal!

Finalmente ganhei ânimo (e alguma coragem, vá) para decorar a casa para o natal. A vontade era próxima de zero mas obriguei-me a vencer a apatia e o desanimo. Sempre adorei esta altura, é das minhas épocas preferidas do ano e fiz um esforço. Não foi nada comparado ao que costumo fazer nos anos anteriores (em 2016 foi assim) mas já no ano passado estive sem vontade (foi o ano em que perdi a minha avó e parte de mim se foi para sempre com ela) mas assim é a vida, se fosse moleza não se chamaria vida, se chamaria "pudim" :)

Sinto a casa super acolhedora, cheia de luz e brilho, até parece que nos levanta logo o astral!


A "novidade" deste ano são as capas de almofada que comprei ano passado nos saldos da H&M Home (em fevereiro! devo ser a única louca que compra decoração de natal em fevereiro...) e estavam de 7,99€ por 1,99€. São em algodão e dizem "Merry and bright" (trouxe com dizeres iguais para os panos de cozinha, ficam um mimo). Já nem me lembrava delas até que numa ronda ao roupeiro encontrei-as, ainda com etiqueta, e foi quase como se tivesse ido às compras ;)

E está feito! Agora quero aproveitar estes últimos dias do ano para descansar e recuperar de toda esta loucura (estou de baixa até o ano que vem, por isso não me resta muito a não ser descansar...), aproveitar para estar a 100% com a minha família (são eles a razão da minha vida, sem dúvida) e continuar muito grata a Deus que não me desamparou em nenhum momento e que sabe sempre o tempo certa para cada coisa. Parece frase cliché mas é tão verdade!

E vocês, já têm a árvore montada e tudo preparado para a noite mágica do ano?
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08 dezembro 2017

Ufa!

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01 dezembro 2017

Uma pausa:

É o que preciso no momento. Ausentar-me um bocadinho da vida online, focar naquilo que realmente importa e depois, quando sentir que estou pronta, aí sim, volto. E conto-vos a loucura em que se transformou a minha vida no mês de Novembro. Do céu ao inferno, em 25 dias. Às vezes até eu fico surpresa com a minha capacidade de aceitar aquilo que não posso mudar. Não sou de choramingar, de me revoltar, de pensar "por quê a mim?","não merecia passar por isso...", não... essa não sou eu.

É óbvio que fico triste, sou humana, tenho os meus momentos. Mas tenho uma fé absoluta e sei que Deus nunca me falha. E que essa fase delicada vai passar e vai servir de experiência, de aprendizado, talvez consiga até ajudar outras pessoas que passam (ou passarão) pelo mesmo. Não sou de ficar melindrada e falo sobre tudo aqui, sem tabus, sem vergonhas.

Desde pequena tenho a tendência de ver o "outro lado da moeda" mesmo quando a moeda é daquelas pretinhas de 1 cêntimo. Até essas têm o seu valor. Por pior que seja o momento, sempre, sempre vamos conseguir extrair algo de bom. Hoje ainda não compreendo tudo o que se passou comigo mas lá na frente eu vou entender. E vou agradecer.

[muito obrigada por todas as mensagens no instagram, pelos emails e comentários. Estou bem, de verdade. Só quero compreender a situação para seguir em frente, para lá é que fica o pote de ouro no fim do arco-íris.]
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15 novembro 2017

Em busca da casa de sonho...

Ando desaparecida, sim senhor. Entre uma situação de saúde que me obrigou a estar 1 semana (!) em casa de repouso - achei que dava mesmo em maluca, não fui feita para dondoca - e estar à procura da nossa casinha de sonho, o tempo está curto. Calhou de ter ficado "de molho" em casa dois antes da viagem à Escócia (olha que pontaria, hã?) e depois da frustração inicial, aceitei que não seria desta que eu veria as Highlands e as vaquinhas de franja. Felizmente o hotel escolhido (Inverness Palace Hotel) foi mil estrelas e devolveu integralmente todo o valor da reserva (enviei o atestado de doença por email e reembolsaram o valor no dia seguinte), apesar do Booking deixar claro que "era uma reserva não-reembolsável e mesmo por motivo de saúde, cabia ao hotel a decisão final de reembolsar ou não". A Ryanair assobiou para o lado e realmente perdemos os bilhetes mas quero lá saber, também não foi nenhuma exorbitância.

Mas voltando ao assunto da casa, no mês passado fez 3 anos que vivo neste apartamento. Já foram "pro saco" 15.000€ em rendas nesse meio tempo. E eu tenho uma renda super-ultra acessível (pago 400€) mas mesmo assim custa pensar que já gastei tanto dinheiro numa coisa que não é minha, que não posso fazer alterações estruturais (e o raio do bidé, que continua a olhar para mim todo santo dia), enfim... não dá mais. Chega. Quero mesmo comprar a minha casa e pôr tudo ao meu gosto.

Temos algum dinheiro de parte mas confesso que não queria estourá-lo na entrada de um imóvel, queria utilizá-lo para obras. Estive em três imobiliárias e todas tinham vários imóveis 100% financiados para oferecer, cuja única coisa que pagamos à cabeça é mesmo só a escritura e mais uns pózinhos (nem chega a 2 mil euros). O que é ouro sobre azul, porque posso finalmente alterar tudo na casa com o dinheiro que seria da entrada: colocar os rodapés branquinhos, mudar azulejos, tirar bidés (tenho ódio desse acessório!), pôr uma ilha na cozinha... e todos os outros sonhos megalómanos que surgirem entretanto.

Só que encontrar uma casa 100% financiada (= uma casa que foi penhorada e devolvida ao banco) implica muita coisa. Por norma são casas muito maltratadas (muitas vezes por raiva, os antigos proprietários acabam com as casas, arrancam rodapés, torneiras... deixam a casa numa lástima) e eu tenho sempre medo de comprar uma casa e depois descobrir que afinal tem vários problemas escondidos.

Por isso decidi perguntar-vos se alguém teve essa experiência de comprar uma casa 100% financiada, como correu, se tiveram problemas, etc... Eu nunca pedi crédito na vida, sou mega cagunfas e tenho pavor de fazer uma má escolha. O meu marido idem, o único "crédito" que temos são os nossos cartões de crédito (e mesmo assim só porque nos dão milhas para viajar) mas pagamos 100% do que utilizamos no final do mês. Portanto, experiência com empréstimos bancários = zero. Somos uns nabos. Que dicas são mesmo essenciais nestas coisas? Acham que vale a pena comprar uma casa "de banco"? Ajudem esta pobre alma!

(quem não quiser comentar no blog por motivos pessoais mas preferir enviar um mail sobre o assunto, agradeço também. Podem enviar para: anne@agarotadeipanema.com.)
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11 novembro 2017

Sobre ser brasileiro (e emigrar)

Ontem depois do jantar ficamos, eu e ele, a ver séries na sala. Eu já estava mais para lá do que para cá, já tinha dormido e acordado várias vezes (sou dessas - e ai de quem me disser que é hora de ir para cama - digo sempre que estou acordada e super concentrada na tv #sqn). Comecei a ouvir uma barulheira de música alta vinda do outro lado da rua e pensei "mas quem é o maluco que está a ouvir música nesse volume às 2h da manhã?" e fui espreitar na janela.

Para meu espanto, no prédio em frente ao meu, com a janela da sala aberta, estavam três brasileiros com violão em punho, a tocar pagode àquela hora. Mas na maior, todos sentados tipo roda-de-samba, a tocar e cantar como se não houvesse amanhã. Chamei o meu marido para ver a cena e ele dispara: "eu sei que ficas fodida quando eu digo isto mas tens que reconhecer: só podiam ser brasucas!"

O que é que se responde a uma coisa destas? Ele está certíssimo, coberto de razão. Muito mais facilmente vemos um brasileiro a fazer arruaça, a falar alto em horas impróprias, a arrumar confusão em todo lado... do que vemos um português. Não vamos ser hipócritas, por favor. Eu sou a primeira a detestar admiti-lo mas é a verdade. Vivo em Portugal há quase 13 anos e não há semana em que não veja um(a) qualquer brasileiro(a) a envergonhar a pátria e a fazer merda grossa por cá.

Ultimamente com a crise económica que o Brasil está a atravessar é cada vez maior o número de brasileiros que vêm cá fazer morada definitiva mas parece que caem aqui de para-quedas: não sabem nada sobre a cultura do país, vestem-se como se ainda vivessem num país tropical, cometem erros sociais gravíssimos (como por exemplo, perguntar "como é que tu tá?" a uma pessoa que se acabou de conhecer), não respeitam o espaço do outro e querem à força toda trazer o Brasil para dentro de Portugal. Parece que não são eles - que acabaram de chegar - que se têm que adaptar ao novo país mas antes nós - que já cá estávamos -  que somos obrigados a levar com a má educação dos recém-chegados. Fico pior que estragada!

Existe um velho ditado que se aplica perfeitamente a essa situação: "Em Roma, sê Romano". Uma pessoa que decida sair do seu país de origem tem que ter a plena noção de que vai precisar de uma boa dose de adaptabilidade ao seu novo país: as pessoas são diferentes, o clima também, os costumes, a forma de vestir... Só temos duas hipóteses: ou aceitamos a mudança e somos integrados na sociedade ou nunca vamos deixar de ser vistos como "o imigrante", "o/a brasuca". E claro, depois são discriminados, são coitadinhos, são humilhados... Eu não tenho paciência para gente assim.

Odeio ser comparada a esse tipo de gente, que eu carinhosamente apelidei de "Sem Noção" por que é muita vergonha-alheia que eu passo. Já menti descaradamente a dizer que era de outro país, com vergonha de dizer que tinha nascido no Brasil. Por causa de gente sem noção, muitas pessoas boas, honestas e trabalhadoras que vêm cá viver são colocadas no mesmo saco, são olhadas de lado. Quão injusto isso é?

                                                                                            #ProntoDesabafei #NaoMorroMaisEntalada
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