09 outubro 2018

Sobre aceitar quem somos.

Já andava a pensar nisto a algum tempo, confesso. O meu cabelo estava a meio das costas, comprido, pesado (eu tenho mesmo muito cabelo), já não havia forma de o modelar com o babyliss (ficava com ondas mas passado 1 hora já estava escorrido de novo) e... pior, como estou há quase um ano sem fazer qualquer tipo de progressiva/alisamento, notava-se bem que a metade superior do cabelo estava com muitas ondas e as pontas completamente lisas, finas e sem jeitinho nenhum.

Como não tenciono enfiar mais química no cabelo (por vários motivos: senti que afinou muito o fio do meu cabelo, as pontas estavam espigadas, obrigava-me a fazer constantes manutenções que eram a volta dos 120-150€ e como tenciono engravidar em breve, o meu médico proibiu-me colorações e alisamentos com formol), de maneira que só tinha uma solução em mente: cortar TODO o cabelo com química (que já não voltava à sua forma natural, com caracóis) e assumir que sim, Deus nosso Senhor me fez com cabelos ondulados e volumosos, não vou mais andar a contrariar a minha natureza. Durante ANOS da minha vida sonhei com um cabelo lisérrimo e espelhado... fazia autênticas loucuras para o ter assim, esticadinho: dormir de rolos na cabeça, passar uma hora ou mais com uma prancha de 280º a queimar-me o couro cabeludo, alisamentos com formol que me ardiam os olhos e a boca... tudo em prol do cabelo de japonesa perfeito. Chega! Estou farta disso, estou numa fase da minha vida em que os padrões já não me interessam, quero é ser feliz e saudável com o que sou.

Pois que então rumei à minha cabeleireira e disse-lhe: "quero me corte todo o cabelo que está alisado com química e estragado..." e ela arregalou muitos os olhos e disse: "tens a certeza? vai ser praí metade do teu cabelo, vai ficar curtíssimo..." e eu, convencida, disse apenas "mete a tesoura sem dó nem piedade... quero meu cabelo saudável de volta" e assim lá se foi mais de metade do meu cabelo:


A primeira impressão foi: "oh meu Deus, que bosta é que eu fiz? Vou ficar com mega cabeção tipo a Cassandra do Sai de Baixo!" mas ao mesmo tempo foi super libertador ver o meu pescoço de volta, a leveza e o movimento que só os cabelos curtos têm. Ela fez-me um brushing porque precisava acertar o corte para que ficasse bem retinho atrás, mas eu estou mortinha por ver como vai ficar ao natural (só amanhã é que vou lavar), pelo meio ganhei vários elogios da minha cabeleireira: "mas o teu cabelo natural é tão bonito, tão fácil de moldar se souberes lidar com ele..." pois, aí está o problema: eu sempre achei que cabelos encaracolados davam imenso trabalho para cuidar enquanto o liso é só acordar, pentear para um lado e para o outro, já está.

(esse gif define o meu atual estado: maravilhada com o meu cabelo de volta, cheio de volume e balanço!)

Vamos ver como vai correr a experiência. Também se correr mal não vai haver grande volta a dar, vamos ter que esperar crescer. Estou bem feliz de imaginar a poupança extraordinária que vou fazer em shampoos, máscaras (e o dinheirinho que eu gasto em máscaras importadas, meus amigos, não é brincadeira), óleos, séruns e afins... Devia ter cortado antes, é só o que vos digo! Por enquanto estou na fase da empolgação, quando lavar e deixar secar ao natural é que vão ser elas hahahaha mas eu venho cá vos contar.
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06 outubro 2018

Por mais Outonos assim...

Não sei em Lisboa, mas aqui pelo Sul o tempo está absolutamente in-crí-vel! Calorzinho bom, a praia da Rocha com uma água deliciosa (e quente!) como não me lembrava de ter visto... comida boa, muito descanso e um hotel fantástico que apela ao descanso e tranquilidade. O que mais uma pessoa pode pedir, não é mesmo? ;)

(Entretanto li todos os vossos comentários e sugestões no último post... tudo apontado! Obrigada pelo vosso feedback tão sincero, como sempre.)
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27 setembro 2018

Vocês decidem:

Com o meu recente afastamento aqui do estaminé (por motivos que já vos expliquei), tenho recebido uma série de emails, alguns muito parecidos, a dar sugestões de temas para posts aqui no blog. Como os temas têm sido mais ou menos recorrentes, venho pedir a vossa opinião e saber que tipo de assuntos gostavam de ver mais debatidos aqui no blog:



1) Gravidez, Exames de infertilidade, Preços, Motivo dos Abortos, Trombofilia, Histerossalpingografia e tudo o que seja ligado a esse vasto assunto: Sim, sem dúvida é das coisas que mais me perguntam. Se vamos fazer tratamento de fertilidade, o que a minha família pensa do assunto, para quando vamos tentar novamente and so on. Eu gostava muito de aprofundar o tema por aqui mas não sei se será do interesse do pessoal (confesso que antes de pensar em bebés, também não era tema que me suscitasse grande prazer em ler).

2) Tudo sobre as minhas malas, quais marcas vale a pena investir, se já comprei alguma mala "em segunda mão" (onde, preços, etc), fotos da minha coleção, etc: Acho que nunca escondi de ninguém o quão "bag-a-holic" eu sou (desde sempre adoro carteiras!) e nos últimos tempos o meu gosto alterou-se e decidi focar em 3 ou 4 marcas que sei que vão durar muitos e bons anos. Gostam do tema?

3) A temática capilar é outro assunto que me pedem vezes sem conta. Como está o meu cabelo actualmente, que químicas tenho feito, que produtos tenho usado, se voltei ao Cronograma Capilar, sites onde é possível comprar os produtos mais em conta... e por aí vai: Estou em dívida convosco sobre esse assunto, já prometi um milhão de vezes vir cá falar mais sobre o tema mas tenho falhado, assumo.

4) Sobre a compra da nossa casa: sempre vamos comprar? Estamos a tratar do assunto por imobiliária? Vamos investir numa casa de banco com 100% financiamento? - Acho o assunto um bocadinho maçador e nesse momento não estou com grandes novidades mas posso abordar o tema com detalhes, se assim quiserem.

5) Por incrível que possa parecer, escrevem-me muitas vezes a pedir... dicas de poupança! Como poupar nos extras, como renegociar contratos de serviços (modéstia à parte, sou muita-forte nisso), onde comprar artigos de vestuário a bom preço e dicas de outlets... como já falei algumas vezes sobre o tema aqui no blog, achei que o assunto já estava arrumado. Contudo, se tiverem alguma dúvida que eu possa responder, deixam-na nos comentários :)

Ufa! Assim de uma maneira geral, são esses os pedidos que mais recebo na minha caixa de email. E vocês, que temas gostavam de ver por aqui? Ajudem esta pessoa desprovida de criatividade, sim? Muito agradecida!
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23 setembro 2018

Coisas que não percebo...#22

... gente que leva a vida "com a corda no pescoço" em termos financeiros, que está sempre a queixar-se que não tem dinheiro, que não pode pegar no carro ao fim-de-semana por não ter gasolina, que esse mês teve que pagar a conta de água já depois do aviso do corte...  mas está sempre de cigarro na mão.

Eu não tenho nada a ver com a vida financeira de ninguém, cada um sabe onde mete o seu dinheirinho e cada qual sabe gerir a sua carteira da melhor forma mas caramba, que me faz impressão, faz.

Talvez por ser a pessoa mais "anti-tabaco" desse mundo (não suporto o cheiro, o que faz aos dentes e aos pulmões, o facto de ser um vício que destrói famílias inteiras - e digo-o por mim, que perdi a minha avó à pala dessa porcaria), não permito sequer que fumem ao meu lado. Se acendem um cigarro ao meu lado, é certinho e garantido que vou sair de perto. Não suporto, mesmo. Felizmente ninguém da minha família direta fuma, nem o meu marido, nem a família dele. Já os meus amigos... é outra conversa.

Mas dizia eu que nunca vou compreender o facto de alguém com pouco dinheiro ter o vício de fumar. É uma idiotice pegada. Já dizia a minha avó "quem não tem dinheiro, não tem vícios" e é a mais pura verdade. Há dias alguém comentava comigo que estava mesmo à rasca, que tinha a conta da luz em atraso e mais não sei quê. Uns dias depois, vejo a pessoa fumar um cigarro atrás do outro e não me contive: "Olha lá, tu fumas quantos maços por semana?". A resposta surpreendeu-me: "Fumo um maço a cada dois dias, mais coisa, menos coisa.

Foi impossível disfarçar a minha cara de espanto. Como assim, um maço (que custa 4,50€) a cada dois dias, mas não paga 45€ de conta de luz, um bem básico e essencial? Ainda se a pessoa tiver condições para sustentar o seu vício sem comprometer outras áreas da vida (como a manutenção das contas básicas em casa), tudo bem, cada um sabe de si. Mas claramente não era o caso! Um maço a cada dois dias custa à volta de 65€ por mês.

Pode parecer pouco, mas para quem anda enrascada é dinheiro que dá bastante jeito. Eu tento perceber que é um vício, que não dá para "parar de repente" mas procurem ajuda, caramba! É que só se estão a enterrar ainda mais e a dar cabo da saúde (já nem falo dos dentes, que para mim é um corta-interesse imediato). Andar pelos cantos a refilar que não tem dinheiro e que qualquer dia lhe cortam a luz mas ter sempre um maço novo de tabaco na carteira é que não se percebe. Enfim.. cada cabeça, sua sentença.
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07 setembro 2018

Status de uma sexta-feira à noite:

😱😱😱

O que eu fui inventar, meu Pai? Troquei tudo de lugar, o que vale é que o meu roupeiro são vários módulos independentes que podem ser dispostos de várias formas... Estou a tentar "reduzir" a quantidade de coisa e decidi que o closet "só" vai ocupar uma parede do quarto, mesmo que seja de uma ponta à outra, quero ver tudo enfileirado em uma só parede. E porquê? - perguntam vocês. Porque tenho outras ideias para esse quarto (bye bye walk in closet!) e preciso fazer o 'downgrade' do closet (vá, exageros ao lado, também só perdi um módulo de 50cm nessa brincadeira). 

Nesse quarto só tenho mesmo o closet, por isso agora que ele está encostadinho em uma única parede - deixando-me o resto do quarto tooodo livre - preciso de ideias para "disfarçar" a parede com roupeiro. Já pensei em 4 hipóteses: 

1) Meter portas de correr da IKEA em tudo mas como são vários módulos com tamanhos aleatórios (tenho de 50, 75 e 100 cm) vai ser uma confusão planear as portas para tudo. 

2) Essa é a versão "pobretanas": colocar um varão enorme de inox junto ao tecto e fazer um cortinado branquinho à medida para esconder a tralha toda. Não sei, acho demasiado "favelado" mas logo se vê.

3) Pagar a alguém que perceba de obras para me pôr um trilho de metal no chão e mandar fazer num AKI ou Leroy da vida, portas enormes branquinhas à medida, para deslizarem nos tais trilhos (não sei se ficou confuso, espero que tenham percebido a ideia).

4) A última opção é a mais chatinha porque implicaria umas "mini-obras", seria meter pladur a "fechar o roupeiro" mas obviamente com uma porta para que eu pudesse entrar e me vestir. A contra-partida é que vai roubar espaço ao quarto (que tem 14m2, não é nenhum palácio). 

Não sei, estou baralhada. Alguém tem experiência/ideias/palpites relativamente a esse assunto? Sou toda ouvidos!
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