19 abril 2018

Lema de vida:


A última viagem que fizemos foi em Setembro [fomos à Cabo Verde], depois engravidei em Outubro, tínhamos uma viagem à Inverness [Escócia] em Novembro que foi anulada devido à gravidez de risco [tive sangramentos desde a 5ª semana e fiquei logo de baixa], tínhamos outra em Dezembro à Suíça que também ficou anulada devido ao primeiro aborto [ainda eu estava a recuperar da curetagem - e esse hotel sequer devolveu-nos o dinheiro, enfim...] de maneira que já estamos um bocado "a ressacar" das nossas viagens... E claro, estamos cheios de dias de férias "pendurados" desde o ano passado. Por isso, decidimos que enquanto aguardamos os resultados dos últimos exames, vamos masé pôr o rabo num avião (ou em vários, que eu adoro viagens que combinem 2 ou 3 países) e distrair a cabeça, curtir a vida, namorar (com as devidas precauções porque eu até já estou com medo dessa minha "fertilidade via wireless" ahahaha) de maneira que já me pus em busca de um destino cheio de sol, águas turquesas e muita cultura pelo meio (nada que implique vôos intercontinentais, queremos algo aqui pela Europa). Os destinos em cima da mesa são:

Croácia ou a Ilha de Malta

Estamos mais inclinados pela segunda hipótese por que nos permite fazer um low cost Lisboa-Pisa (que ainda não conhecemos) e passar um dia (ou dois) pelas amorosas Cinqueterre antes de rumar para Malta, para ficar mais uns 5/6 dias. A Croácia também tem o seu encanto mas eu e Itália = uma história de amor. Não sei, estamos em dúvida. Quem já conhece ambos os destinos (ou só um deles), o que tem para nos sugerir? Estamos a pensar fim de Maio/início de Junho, para aproveitar o bom tempo (assim espero) e as praias maravilhosas.

Sugestões? Dicas? Contem-me tudo!
                           
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17 abril 2018

O caminho faz-se caminhando...

Não é o que costumam dizer? E sim, acredito muito nisso. Não sou pessoa de desistir à primeira (nem à segunda, nem à terceira...) e embora este blog nunca tenha servido de "muro de lamentações" e raramente tenha vindo para aqui expor coisas tão íntimas da minha esfera pessoal, desta vez achei que era mesmo importante partilhar convosco. E por quê? Eu explico. Por ser um assunto sobre o qual muita gente não fala, que ainda é tabu, que ninguém gosta sequer de imaginar: os Abortos de Repetição. Ninguém quer falar sobre isso, mas eu sinto-me confortável neste momento para abordar o tema. Talvez por ter acabado de passar pelo segundo aborto espontâneo (sim, engravidei novamente em Março e perdi com 5 semanas). Inacreditável para mim, que nunca pensei viver isso pela segunda vez. Mas aconteceu e estou cá, cheia de esperança de que - finalmente - estamos perto de encontrar a causa disto.

Sim, acontecer uma vez é absolutamente normal, especialmente numa primeira gravidez. Acontecer novamente numa segunda gravidez - apesar da maioria dos médicos dizer que sim senhor, é normal - eu já não consigo achar. Tive dois abortos espontâneos em quatro meses: um em Dezembro, outro em Março. Não posso achar normal. Se na primeira gravidez ouvimos o coraçãozinho, desta vez nem embrião consegui ver, foi mesmo muito no início. Felizmente não precisei passar por outra curetagem nem por todo o terror da primeira vez (anestesia geral, bloco, transfusões de sangue, internamento...)  mas foi um choque porque jamais pensei que "o raio poderia cair duas vezes no mesmo sítio" como se diz.

(Sei que este assunto não interessa a toda a gente, que estão à espera de posts à moda antiga (com viagens, compras, dicas, decorações, etc...) mas como já aqui disse várias vezes, esse blog é sobre mim e jamais poderia falar sobre qualquer outra coisa que não fosse a minha realidade. E a minha realidade actual é isto: exames, consultas, gravidez, etc. Compreendo perfeitamente que não se identifiquem com o post mas aviso já (spoiler!) que este post é totalmente dedicado ao tema.)

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12 abril 2018

Aquele momento...

... em que uma pessoa da minha família me liga e diz: "olha, estás sentada? Então prepara-te..." e me conta algo tão bombástico que eu fico até sem palavras. Algo que tem o poder para arrasar uma pessoa. Uma pessoa que desde sempre eu nutro um ódiozinho de estimação (na verdade, desde que tinha 6 anos de idade e com o tempo o "ranço" só piorou).

Eu sei que não devia, que não é de Deus mas não pude evitar o sorriso satisfeito. Finalmente se fez justiça, caramba! Há anos que esperava por isso e sabem o que é melhor? É que nem precisei de mexer os meus pauzinhos, nem precisei de fazer nada... a pessoa enterrou-se sozinha.

Da minha parte, continuo com a minha poker face a fingir que não sei de nada, não vi nada. Mas já tenho comigo a  pipoca para aguardar o desenrolar dos acontecimentos... O meu lado "mauzinho" de vez em quando também vem ao de cima (é mais um senso de justiça, eu sabia que uma hora essa pessoa acertaria as contas com a vida, era impossível seguir anos a fio numa teia de mentiras a prejudicar tanta gente). E a vontade de abrir a boca e revelar tudo o que eu sei? Só Deus pra segurar a minha língua!

 (esfregando as mãozinhas de contentamento enquanto pego mais uma pipoquinha!)
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08 abril 2018

Há dois anos escrevi um post que dizia assim:

(...) É por isso que digo que nesse aspecto ainda sou muito egoísta para pensar em crianças. Se tenho que optar entre um objecto para mim ou um para o meu filho, certamente optaria pelas minhas coisas. Ou se precisar escolher entre um carrinho xpto com alcofa e toda aquela parafernália... ou uma viagem  para mim, pois que venha a viagem. Acho que trabalho demasiado para me privar de certos prazeres e apesar da minha mãe dizer que isso é agora, que quando vemos o bebé cá fora tudo muda e já não somos capazes de comprar nada para nós... tenho lá as minhas desconfianças. Por que conheço mães assim, egoístas, em que tudo para elas vêm em primeiro lugar e os filhos que se amanhem. E é precisamente por odiar esse comportamento que sei que o meu momento de ser mãe ainda não chegou. A transformação vai se dando, já tenho outras vontades, já olho para coisas de bebés com olhinhos de carneiro mal morto mas tudo a seu tempo. Só gostava que as pessoas percebessem isso, será que é pedir muito? Vá, digam-me que não estou sozinha nisto e que vocês, recém-casadas, também passam pelo mesmo - parecendo que não, sempre é um consolo saber que não estamos sozinhas :)

 Hoje, nem de propósito, o M. estava a dizer como este apartamento seria inadequado para criarmos uma criança (porque não tem varanda, porque o quarto extra está ocupado até o teto com um closet gigante, blá blá blá) e eu estava a dizer que tudo isso se ajustava (e acredito mesmo que sim). Ele riu-se:

- Ah, achas que ajustas tudo? E onde é que estás a pensar enfiar o teu closet? No corredor?
- Sei lá, dou um jeito! Diminuo um bocado os roupeiros, guardo uma parte da roupa na arrecadação, vendo um bocado das coisas, sei lá! Vivi anos da minha vida sem um closet, não é algo essencial para mim...

Mal acabei de proferir a frase e até fiquei engasgada: fui mesmo eu quem disse isso? Quem és tu, espírito minimalista e abnegado, que se apossou do meu corpo? Euuuu, a pessoa que adora comprar, que é apaixonada pelo seu quarto de vestir (adoro ver as minhas coisinhas ali todas bonitinhas nas suas prateleiras), eu que odeio que me desarrumem o closet... estou mesmo a dizer que afinal vivo bem sem o meu cantinho? Oh oh oh.

(pois é, xuxu, teus dias de reinado estão contados... ups!)

Por escassos segundos jurei que podia ouvir a minha mãe a sussurar-me no ouvido: "A vida dá voltas, queridinha!" enquanto se ria e esfregava as mãozinhas. Sim, ela sempre me disse "aproveita agora porque quando tiveres filhos vais sempre metê-los como prioridade e entre comprar para ti e comprar para eles, vais ficar a perder..." e pensava "ah tá, vai sonhando que eu vou ser assim..."

Incrível como a nossa perspectiva muda de repente... E as nossas prioridades passam a ser outras. Dá que pensa, não acham?
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26 março 2018

Custou mas já está!

Finalmente, após quase mês e meio de análises, estudos genéticos, consultas, exames de imagem e mais "n" coisas que o meu cérebro inventou (sim, que eu não descansei enquanto não fiz uma exaustiva análise)... finalmente a saga terminou! Já não tinha veias nos braços para serem picadas (de três em três dias lá tinha uma amostra de sangue para tirar...), já estava fartinha de tanta consulta, tanto aguardar, tanto tudo. Como diz a minha médica, a brincar: "não existe doente 100% saudável, existe é doente mal investigado". E ela tinha toda a razão: pelo meio descobrimos uma deficiência de Vitamina D (com valores miseráveis - mas entretanto já estou a corrigir com suplemento - e a torcer ansiosamente por dias de sol) e um quisto de retenção no ovário direito (ainda da gravidez) que me estava a deixar o ciclo todo maluco, mas que também já se foi embora :)

Foi um mês em que pouco ou nada escrevi por aqui - acho que vocês entendem o meu nervosismo (nunca antes tinha feito tantos exames e tantas análises... e o cagaço de vir a descobrir qualquer coisa? a hipocondríaca que há em mim ia falecendo) mas valeu a pena, estou tranquila, calma e muito aliviada por estar "em perfeito estado" segundo o meu médico. Aliás, saí daquele consultório a levitar de tão feliz que estava! Agora só quero me concentrar no futuro, o que passou já lá ficou para trás, estou tão grata a Deus por estar saudável e ter saído de tudo isso sem sequelas :)

E pronto, tudo isso para dizer que... vida que segue. E o blog retorna ao seu normal funcionamento (assim espero). Obrigada por ficarem deste lado à espera de dias melhores: eles chegaram, finalmente!.

(nota: se entretanto estiver alguém aí que tenha interesse em saber quais foram os exames/análises/estudos que fiz, é deixar nos comentários que eu faço um post a falar detalhes (laboratórios, preços, comparticipações, etc). Não sei se esse tema interessa, se mais pessoas estão nessa fase de "respostas" por isso, se precisarem, já sabem.)
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