26 abril 2017

Dica // As Oportunidades da IKEA

Não sou nada enjoada com isto de 'comprar artigos de exposição'. Não ligo, de verdade. É claro que existem artigos e artigos (tudo o que seja tecnológico - televisão, electrodomésticos, iphones, etc - não compro por que são sempre artigos 'mexidos') agora quando são móveis ou acessórios para casa, não vejo qualquer problema, desde que tenham desconto (se for para cobrar como 'novo' então é claro que não compro).

Por isso sou incapaz de ir à uma loja IKEA e não espreitar a seção das Oportunidades. Já fiz com cada achado! Já comprei tapetes enormes e caros por 1/3 do preço (nada que uma ida à lavandaria - que me custou uma ninharia - não resolvesse), já comprei edredão (mais uma vez, lavandaria com ele), já comprei móveis em exposição (com defeitos tão irrisórios como 'um parafuso no pé do puff' que facilmente arranjei - por 70% de desconto compensou). Não tenho preconceitos com este tipo de artigos, se gosto, se me faz falta e se consigo pôr 'como novo', então, venham daí esses artigos!

Na minha última incursão pelas oportunidades (mostrei-vos aqui) comprei uma divisória para acessórios e jóias da linha PAX e finalmente, meses depois, encontrei a serventia perfeita para ela:

Cortei as laterais com um x-acto e deixei-a mesmo à medida das gavetas do meu toucador (também ele da IKEA, o modelo MICKE com duas gavetas). Ficaram perfeitas! Não precisei mexer na altura, foi mesmo uma questão de acertar as laterais e encaixar as divisórias na gaveta. Andava mortinha por uma nova caixa de guardar jóias e agora não preciso mais :)

(originalmente a mesa MICKE não vem com esse vidro sob o tampo, mas como é essencialmente uma mesa de maquilhagem, mandei fazer o vidro sob medida para proteger o tampo de pós, bases e afins - ficou baratíssimo, penso que 15€ ou coisa parecida).

E vocês, também fazem bons achados nas Oportunidades IKEA? 
SHARE:

23 abril 2017

Beach, please!

Ahhh as saudades que eu tenho de passar o fim-de-semana na praia! Hoje rumo a Sul para quatro dias de puro descanso (assim espero), muitos mergulhos, sol no lombo que também é preciso e carradas de livro para ler (no último mês despachei 4, o meu marido fica absolutamente chocado com a quantidade de página que leio, é um vício - mas tão bom). Na mala levo o essencial para a praia:

---» Manta azul degradè tamanho gigante (é uma mistura de manta com tapete, levíssima para a praia) que comprei na medina de Chefchaouen.
--» Toalha (com barra de tecido feita por mim) e porta-toalhas (Primark, nova coleção)
--» Cesta de verga comprada em Alcobaça
--» Óculos RayBan aviador (adoro esse modelo!)
--» Melissas c/ laço que trouxe do Rio de Janeiro na última viagem que fiz
--» Fato de banho ASOS (aquele maravilhoso que nos deixa com corpaço, eu chamo-lhe de 'mágico')
--» Brincos H&M (saldos do ano passado)

Bom fim-de-semana, pessoas! :)

SHARE:

21 abril 2017

Que rufem os tambores:

Habemus reembolso do IRS disponível na conta (sim, foi mesmo em 15 dias #CentenoRules) e nunca nos meus longos anos de IRS eu recebi acima dos 4 dígitos, estou numa felicidade só! :)


E acho que a ocasião merece ser celebrada com pompa e circunstância, por isso estou aqui a pensar se estourarei o dinheiro em conjunto com o meu digníssimo esposo numa semaninha de férias aqui:

Tailândia

Ou se darei voz à minha veia consumista que clama há uns dois anos por essa menina aqui:

Métis, Louis Vuitton

Que indecisão, pessoas! São duas paixões incontroláveis que competem lado a lado um espaço no meu coração: as viagens e as malas de design. Não saberia escolher! Parece que tenho duas vozes, uma de cada lado da cabeça (tipo o anjinho e o diabinho do desenhos animados): a voz racional diz que devo optar pela viagem, que é sempre uma experiência incrível, ainda por cima num destino que já anda em cima da mesa há uns tempos. Se ouvir o lado emocional, penso que a mala é maravilhosa, que ao contrário de uma viagem não vai acabar em uma semana (pelo contrário, é daquelas que duram anos!) e se no futuro enjoar, sempre posso vender que nunca perco dinheiro (elas valorizam com os anos, especialmente LV). 

O que fazer? Não sei. O meu marido não é para aqui chamado para dar opiniões porque é claro que vai querer a viagem. O meu lado 'egoistazinho' diz que se optar por comprar a mala, vou acabar por ir de férias a mesma para um sítio igualmente fantástico (que o meu marido trabalha essencialmente para isso, para ir de férias quando lhe apetece, o gajo não passa sem férias de praias quentinhas).

Não quero me precipitar por isso até o fim-de-semana estou aberta aos vossos conselhos. Que me dizem? Razão ou Emoção? :D
SHARE:

20 abril 2017

Ai meu coração!

A H&M relançou das cinzas o meu modelo perfeito de calções e eu estou in love! No ano passado comprei estes em ganga e deixei escapar os pretos (quando fui para comprá-los já não havia nada de nada) e jurei para mim mesma que se os apanhasse noutras cores era menina para comprar um de cada. São maravilhosos! Para quem tem coxas grossas (eu!) é o modelo que melhor assenta: cintura bem marcada, bolsos enormes e pernas largueironas e super confortáveis. Amo! Assim que os vi no site da H&M encomendei logo os amarelos e pretos (o azul parece-me muito semelhante ao que eu já tenho, senão também marchava) e aproveitei os 15% de desconto e os portes gratuitos (válidos até amanhã, penso eu). Maravilha!

Sou apaixonada pelo tecido Lyocell, pelos folhinhos na cintura, pelo modelo e claro, pelo preço (19,99€). Ainda passei numa H&M perto do trabalho para os experimentar mas essa colecção ainda não tinha chegado à loja, por isso arrisquei comprar no site (em loja, esses calções desaparecem num piscar de olhos!). Valem muito a pena!
SHARE:

19 abril 2017

A geração de iputos (sim, com 'i' de iphone)

Fui jantar em casa de um casal amigo que tem três filhos pequenos (10, 6 e 4 anos). Os miúdos são uns bombons: educados, queridos, divertidos... mas têm um 'problema': são completamente viciados em tecnologias. Eu não vou julgar nem entrar no mérito "a culpa é dos pais" por que só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro e com três crianças nessas idades não sei se sou capaz de apontar o dedo à mãe que chega cansada do trabalho e enquanto prepara o jantar espeta com desenhos na televisão para o mais pequeno, um smartphone para a miúda e um tablet para o outro. Sim, foi esse o cenário com o qual fui 'recebida'. Éramos quase dez amigos para jantar (foi o aniversário de um deles) e aproveitei para escapulir até onde estavam as crianças.

O cenário que vi foi de cortar o coração: miúdos tão pequenos completamente focados nos mini-ecrãs que cada um trazia na mão. Perguntei se queriam brincar e olharam-me como se eu fosse um extraterrestre. Que não podiam, estavam a jogar. Fiquei tão triste com aquilo que decidi perguntar uma última vez se queriam jogar um jogo brasileiro, que eu jogava quando era pequena. O mais novo deixou escapar, baixinho: "pode ser, estou a ficar sem bateria..." e logo vieram os outros dois.

A primeira brincadeira que me veio à mente foi 'jogo de mímica' (estou destreinada na arte de 'inventar jogos') e escolhemos o tema dos animais. Cada um escolhia um animal e depois começava a imitar os gestos (era proibido emitir sons) até que alguém descobrisse e então essa pessoa que tinha descoberto ficava com a missão de imitar outro animal... No princípio o jogo não tinha fluidez, eles pareciam nem saber bem o que fazer, demoravam imenso tempo a escolher que animal interpretar, uma seca hahaha (confesso que a essa altura já estava arrependida e pronta para lhes devolver os tablet e smartphones).


Depois que a coisa ganhou velocidade, opá, foi o máximo! Ver a carinha de felicidade deles com uma coisa tão banal não teve preço! Estava sentada com eles no chão e a certa altura a minha amiga me veio chamar para a sala, fiz menção de me levantar e o puto do meio exclamou: "ela agora não pode, não vês que estamos a brincar?!" e eu desmanchei-me a rir. Sempre que eu fazia que me ia levantar e dizia: "então vá, meninos, agora vou para junto dos adultos porque vocês têm que dormir", o pequenino dizia: "senta-te, senta-te, vamos brincar mais um bocado!".

Conclusão: não conversei nada com os meus amigos, passei todo o tempo de volta dos putos mas senti que fiz três crianças verdadeiramente felizes naquela hora e meia. Deitaram-se exaustos, transpirados de tanta macacada e ofegantes. No fundo, foram apenas crianças naquele curto espaço de tempo.

Mais uma vez, não quero julgar o tipo de educação que a minha amiga lhes dá - porque sei que, dentro das possibilidades, ela faz o melhor que consegue - mas tive tanta mas tanta pena! A infância de hoje em nada se parece com a que eu tive, por exemplo (e foi só há 20 anos). Eu pulava corda, subia em árvores, andava de bicicleta, fazia bolo de lama, escavava a terra atrás de tesouros, voltava para casa podre (joelhos esfolados, mãos todas imundas, transpirada até a raiz do cabelo...) e como fui feliz! Criança precisa disso, de ser livre, de brincar com coisas simples e infantis, não precisam ser mini-adultos, terão tanto tempo para isso no futuro...

(Um dos aspectos que mais me assusta nisto de ter filhos (tanta coisa me assusta...) é mesmo que tipo de vida os putos de hoje têm, se conseguirei que vivam em plenitude a infância, se terei a disponibilidade que eles exigem (e que, vá, merecem), uma série de coisas que me faz adiar, adiar, até a altura perfeita (que não existe, eu sei). A verdade é que a cena que vi no jantar foi semelhante a essa que ilustra o post e ficou-me gravada na mente... sei que não quero repetir algo assim com um filho meu. A ver vamos.)
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig