17 fevereiro 2018

Ah, como eu gostava de ser uma pessoa menos preocupada!

A sério, eu adorava! Adorava não ser tão racional, não ter que pensar em tu-do, não querer saber os motivos de tudo (e porquê acontece isto? Mas porquê?), adorava! Mas infelizmente não sou. Sou o género de pessoa que precisa de respostas, de explicações, que não vou lá com um "aconteceu porque a natureza quis...". Oi? Qual natureza, qual quê! Eu quero factos, coisas palpáveis, motivos, explicações... quero tudo isso. E já diz o velho ditado: "quem quer, paga.".

Acabei de fazer duzentas mil análises, estudos disto e daquilo, despistes de doenças, estudos genéticos e mais n coisas... estou 1317€ mais leve. Toma, que é para aprenderes a não ser tão chata! Para a próxima conforma-te e não tentes ir ao "x" da questão. És capaz de sair falida durante o processo...

Falida, porém aliviada! Nem seria "eu" se não quisesse averiguar as coisas a fundo. Nem teria paz se deixasse a coisa andar e embarcasse noutra aventura sem antes entender o que se passou. E nunca mais abro esta boquinha para me queixar do meu seguro de saúde, descobri que é a 8ª maravilha do mundo. Sim, meus amigos 1317€ foi com seguro de saúde, sem seguro a coisa ficava bonita. E não, infelizmente o nosso SNS não comparticipa este género de estudos (só após o 3º caso e eu não estou para isso). É a vida...

Tenho os braços tão furados que hoje, enquanto fazia a última das análises, a enfermeira disse-me "ai menina, você já nem tem veias para tirarmos sangue... vamos experimentar noutro sítio que não os braços?" de tão feio que a coisa está. Entretanto mudei de médico a meio do processo, estava a ser seguida no Hospital da Luz (que deve ter a melhor equipa de enfermagem obstétrica/ginecológica desse país, a sério, as enfermeiras de lá são ma-ra-vi-lho-sas!) mas agora quis o destino que encontrasse "o meu" médico nos Lusíadas e já não o largo mais. Ouviu-me durante imenso tempo e a primeira coisa que me disse foi: "então passou por tudo isso e ainda não fez o Estudo Genético das Trombofilias? Ai ai ai... vai já ter com este senhor aqui, amanhã, e vai fazer o estudo mais completo que há."

Estou a ser virada do avesso mas tão, tão aliviada que vocês não imaginam. Sei que vou encontrar o "x" do problema e sei que vou conseguir dar a volta à questão. Mas sem conhecer o "porquê" não consigo enfrentar um problema que não sei do que se trata. Estou empenhada de corpo e alma nessa missão e por isso não consigo ter tanto para vir aqui vos pôr a par das novidades. É incrível como essas experiências horríveis nos fazem relativizar tudo e pôr cada coisa no seu lugar certo na balança das prioridades. Pelo caminho, descobri um marido ainda mais incrível e uma mãe que se desdobra em mil para estar sempre disponível para mim. É como eu sempre digo: no auge do nosso sofrimento, é quando mais crescemos e mais aprendemos. E sim, eu agradeço a Deus por tudo. Ele tem todas as respostas e sabe o tempo certo para cada coisa nessa terra.

(Entretanto, agora que já terminei a maratona de exames - hoje fiz o último! - acho que consigo ir retomando as coisas por aqui. Obrigada por estarem sempre desse lado, vocês são as melhores leitoras!)
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05 fevereiro 2018

Dormi e acordei dez anos depois?

Sim, só pode! Só isso explica o fato desta miúda estar a atingir a maioridade. Como assim? Ainda na semana passada ela assistia ao Noddy e usava dois totós no cabelo. Como o tempo passou tão depressa? Não sei, eis um mistério. Acho que todos os pais (e irmãs muito mais velhas - meu caso) têm sempre a percepção que o tempo voa quando vemos o quão depressa as crianças crescem. Lembro-me tão bem do dia em que ela nasceu, da emoção que todo conta de toda a família (afinal, foram várias tentativas de inseminação artificial e muitas consultas médicas até que os dois tracinhos aparecessem no teste). E veio a nossa princesa, o presente mais especial de todos.

Hoje quando olhei bem para ela, arranjadíssima para comemorar os anos, a ficha caiu: quem é esta miúda com calças de ganga da secção adulta da Zara, botins de saltos altos, mala de "adulta" e madeixas ombré no cabelo? É mesmo a minha pequenina? A sério? Só posso ter adormecido e acordado dez anos depois. Só pode!

[parabéns, meu docinho de coco, que sejas muito feliz e que esse sorriso lindo sempre brilhe para nós. vamos estar sempre ao teu lado, protegendo esse coraçãozinho puro que ainda acredita num mundo sincero e sem maldade. amamos-te muito, daqui até a lua. para sempre.]
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04 fevereiro 2018

Quando os saldos são fraquinhos...

... uma pessoa lá se controla (a custo, minha gente, a muito custo) e compra míseros 10 itens. Dez coisinhas compradas nestes saldos, é um feito histórico para mim. Nos anos anteriores, numa só visita à Zara ou outras lojas do género, vinha logo abastecida para as intempéries (tipo dois ou três sacos cheios de roupa). Agora ando muito mais chata para fazer compras. A sério, eu digo isto e ninguém me leva a sério mas acho que envelheci (ou amadureci, também pode ser). Agarro numa peça que gosto. Olho a composição na etiqueta (só os velhos fazem isso), olho o preço, faço contas mentalmente a ver se o preço na etiqueta faz jus ao artigo (normalmente não faz), revejo as peças que tenho em casa e que podem combinar com aquilo, olho novamente e... o mais certo é voltar a pousá-la no cabide.

Ultimamente tenho achado as coisas caríssimas (outro sinal da idade) e é rara a vez em que compro algo fora da época de saldos. Não compensa, a sério. Quando quero/preciso de algo fora da época de promoções/saldos, recorro aos 3 grandes outlets próximos de Lisboa: Freeport (Alcochete), Strada (Odivelas) e o Centro Oportunidades El Corte Inglés (Dolce Vita Tejo). Não imaginam a quantidade de dinheiro que tenho vindo a poupar nos últimos tempos com esta "técnica"! Agora até me custa comprar artigos que não estejam em promoção, sinto sempre que estou a ser "lesada" :P

Nestes saldos dei uma enorme volta ao closet, despachei algumas coisas que já não usava/queria, vendi outras tantas (quando são peças caras ou que estejam novas, vendo-as no Ebay UK, vale muito a pena!) e percebi que não havia nada que me fizesse grande falta (é o que dá ter toda uma divisão cheia de roupa, sapato e malas!) pelo que comprei poucas coisas dessa vez:


Na Zara comprei duas tshirts com detalhes diferentes (de 9,99€ por 3€ cada) porque elas nunca são demais e ainda um porta-chaves com 3 pompons (1.99€) que achei fofo ;) Na H&M trouxe um vestido camiseiro em tencel (amo esse material) que custava 49€ e estava a 15€. Da Massimo Dutti veio a carteira em pele turquesa, pequenina e jeitosa para dias de verão (de 89€ por 40€). Acabei por ceder a um sobretudo corte em A da Benetton (com 70% em lã, quentíssimo) que era de 99€ e estava por 29€, além de ter uma cor tijolo que eu adoro e acho sempre que dá com tudo. Da Michael Kors vieram as duas pecinhas que comprei online (com mega desconto!) que são a alça em pele dourada e a etiqueta para pôr nas malas de cabine, tudo com 60% de desconto.

Em outlets foi onde fiz os melhores achados (como habitual): trouxe uns ténis da Puma (Puma Suede) em rosa blush, com atacadores em veludo (vieram também os atacadores "normais) que custavam 90€ e eu os trouxe por 21€ e nunca cor que fica super bem agora na Primavera. E do outlet da Burberry veio essa malinha (eu e malas = amor pra vida toda) no padrão clássico da marca, com um desconto supimpa de 60%. Adoro essas etiquetas de outlet, com descontos + descontos extras :)

E deste lado, muitas compras ou também acharam estes saldos fraquinhos como eu?
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29 janeiro 2018

Ciganos, uma longa sina | hoje, na TVI

Os ciganos sempre me suscitaram imensa curiosidade. Quando era pequena vivia no interior do Rio de Janeiro e de vez em quando surgia uma ou outra caravana de ciganos, mas infelizmente toda a gente da cidade queria distância deles e eu não entendia. Os ciganos brasileiros são muito coloridos, vistosos, as mulheres usam saias até ao pé de diversas cores, é bastante diferente do que se passa cá. Sempre quis saber como era viver assim, sem eira nem beira, montando tendas aqui e ali, que vida estranha! Curiosa como sou, na única vez em que tentei me aproximar de um acampamento cigano (devia ter uns 6 ou 7 anos), a minha avó me pegou pelo braço e disse que eu estava proibida de lá ir porque as ciganas roubavam as crianças e as escondiam debaixo da saia ("por isso elas têm saias tão compridas") o que levou a outra situação: sempre que via uma cigana na rua, queria espreitar para baixo da saia dela a ver se via os pés de alguma criança escondida.

Cá em Portugal, assim que cheguei, notei que haviam muitas mulheres de roupa preta, cabelo comprido e super morenas. Um dia alguém me disse que eram "ciganas" e eu nem queria acreditar. Então mas e as roupas coloridas? E os vestidos giríssimos que eu via nas ciganas brasileiras? Nops, cá era tudo diferente.

Os anos passaram e eu continuei super curiosa em relação ao estilo de vida (ou vá, cultura) desse povo tão desprezado e tão estigmatizado. Se os defendo? Não mesmo. Acho até que são extremamente beneficiados em comparação ao restante do país, tendo a vida muito facilitada. Mas até hoje me suscitam muita curiosidade. Há dias falei com uma amiga cujo irmão casou-se com uma cigana e ela contou-me coisas de arrepiar os cabelos. Quando chegou à parte do "casamento" e disse-me que as miúdas casavam com 13 ou 14 anos para garantirem que chegavam virgens aos maridos e que era a mulher mais velha do grupo quem, com os dedos, rompia o hímen à noiva eu achei que já sabia demasiado. Que crueldade!

Por isso quando no fim-de-semana vi anunciar que a TVI vai fazer uma série de reportagens (4 ou 5 capítulos, acho) sobre a vida dos ciganos cá em Portugal, fiquei logo em alerta. Começa hoje e chame-se: Ciganos, uma longa sina. Das coisas que mais confusão me faz (e que duvido que expliquem na reportagem) e que se alguém aqui souber, sinta-se à vontade para partilhar:


- Os ciganos trabalham em feiras de roupa, com montes de polícias ali à volta. Se é um trabalho "ilegal" visto que não passam fatura e a procedência da mercadoria pode ser duvidosa (já vi venderem várias peças da Zara ainda com etiqueta e da nova coleção) por quê ninguém faz nada? Um fiscal das finanças? Um policial? Sei lá!

- Não entendo as bases para atribuírem os Abonos e Subsídios aos ciganos. Conheço uma mãe solteira que recebe 22€/mês de abono por uma filha e conheço uma cigana com vários filhos que recebe cheques de 600€/700€ por mês. Faz algum sentido? É pelo número de filhos? Expliquem lá.

- Sempre achei que a escolaridade em Portugal fosse obrigatória e sendo assim, como podem existir miúdos ciganos que só estudaram até ao 5º ano? Não há ninguém que fiscalize se as crianças estão na escola?

- Como é que um cigano que "supostamente" não tem rendimento fixo e recebe ajudas do Estado consegue comprar carros de alta cilindrada como já por diversas vezes vi, com Mercedes e BMW do ano? Não creio que tivessem pedido empréstimos para tal (sem rendimentos, que banco emprestaria?) logo, pagaram à cabeça... não têm que justificar de onde vem esse dinheiro?

Algum ser iluminado que elucide aqui as minhas dúvidas?
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26 janeiro 2018

O tempo, esse malandro...

E o tempo que insiste em fugir das nossas mãos? Tanta coisa a acontecer por este lado e eu sem tempo para vos vir escrever. Ou tenho demasiado trabalho (cada vez mais, para ser sincera), ou tenho muito sono para pôr em dia (sempre!), ou estou ocupada com a vida familiar (que será sempre a minha prioridade) e enfim... quando dou por mim já estou há duas semanas sem postar. =(

Vou tentar resumir: Tenho visitas em casa - que não são bem visitas mas pronto - até início de Março, com toda a logística que isso implica. Estamos a falar de duas miúdas de 20 anos (minha irmã do 2º casamento do meu pai e minha prima) que estão de férias da faculdade no Rio de Janeiro e acharam que era giro fazer um mochilão pela Europa, com Lisboa como base (mais precisamente a minha casa). Ok, eu fiz o convite no ano passado, quando estive de férias no Rio. Mas nada na vida me preparou para a loucura que se alojou cá por casa: estou até as orelhas de funk carioca, só se fala em festas e saídas à noite (museus e programas culturas, tá quieto), têm cá uma energia que me deixa cansada só de as ouvir. A sério, quem está a precisar de férias daqui a nada sou eu.

De resto, ando à espera do resultado dos meus exames (e com o coração do tamanho de uma ervilha - porque sou dessas, relativizar não é comigo), com a cabeça cheia de planos e coração cheio de algo que não sei explicar. Talvez só o tempo explique, esse malandro...

(é engraçado essa dualidade de sentimentos... ao mesmo tempo em que refilo que o tempo está a voar e não tenho "tempo" para as minhas coisas (como o blog), desejo secretamente que o tempo voe e que chegue logo a Primavera para fazer brotar novas flores....)
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