30 outubro 2011

Era uma vez um toucador...

que foi comprado em uma loja de antiguidades e era assim:


Depois de passar os últimos dois dias debruçada sobre ele (lixar, limpar, lixar para dar acabamento, aplicar a tinta primária e blá blá blá) eu espero que ele venha a ser transformado nisto:


Ou na versão colorida, que eu ainda não comprei a tinta de cor. Estou numa dúvida...






Fiquei tão mas tão contente com este toucador... A idéia foi do meu namorado que praticamente me proibiu de pagar 190€ nisto do IKEA que para além de só ter duas gavetinhas é feito num material ranhoso. A minha sogra falou-me então de uma loja de antiguidades na Calçada da Picheleira e lá fui eu à procura do toucador dos meus sonhos. Diz o senhor da loja que o toucador é do estilo Queen Anne (adoro os pézinhos curvos característicos) e que o móvel é em carvalho francês, o que aos meus olhos de leiga significou algo como: ainda vai durar uns bons anitos. 

Estive para pagar um senhor para pintar o móvel mas ele pediu-me quase 100€ para fazer o trabalho, de maneiras que liguei à um amigo cujo pai é marceneiro (sou uma cravas, eu sei) e pedi orientações. Não sei se a coisa vai correr bem mas já tenho lixadora eléctrica, lixas de todos os grãos possíveis, pincéis e muuuita paciência... Se correr bem, mostro-vos o resultado. Se correr mal... Toucador?! ahn? Que toucador? ;)

Tenho até amanhã para me decidir e ir (novamente) ao AKI comprar a famosa cor. Quem é que já tem programa para o feriado de terça, quem é? ;)
SHARE:

29 outubro 2011

Querido Rio de Janeiro,


Há mais de dois anos que eu espero te ver novamente. Sonho com as suas praias de água quente, com o povo sempre feliz e festivo... Como é incrível essa felicidade que contagia quem por aí passa! Ah Rio… Se você soubesse a falta que me faz!

Mal posso esperar para deitar o meu corpo na areia da praia mais linda do mundo e sentir aquele sol gostoso queimando as minhas costas… Ao longe sei que vou ouvir o tradicional vendedor de rosquinhas de polvilho e o homem do picolé de uva.  Lá na frente, no calçadão, vão estar as habituais barraquinhas de água de coco. 

E dessa vez, Rio, eu não vou exclamar: “O quê? 3 reais por uma água de coco? Que roubo!” porque eu aprendi a dar valor  as pequenas coisas que só você tem, Rio. E vou pagar, contente, os 3 reais pelo meu coco. Vou sentar naqueles banquinhos em frente ao posto 9 e vou suspirar de felicidade. É Rio... quem te visita, não te esquece. E quem tem a sorte de nascer nos teus braços sabe que jamais se sentirá completo em outro lugar.

Sei que chegarei aí numa quarta feira. E ah Rio! Eu mal vou poder esperar pelo fim-de-semana… Já sinto o aroma do churrasco no quintal de casa, da farofinha e do cheiro de cloro de quem passou o dia alternando entre piscina-e-rua. A música animada tocando, as crianças correndo e brincando… e a risada involuntária que sai do fundo da alma e tem o poder de exprimir muito mais do que qualquer palavra.

É, Rio… hoje faz oito anos desde que eu te disse aquele adeus definitivo. Parece que faz tão pouco tempo… E apesar de amar a cidade onde eu vivo agora, Rio, é por você que o meu coração acelera. E o meu riso se torna fácil. É no colorido das suas ruas que eu consigo me achar de verdade. É com você que eu me reconheço. Mas a nossa relação é impossível e você sabe.

Eu sempre ouvi dizer que às vezes só o amor não basta. E eu sempre me questionei o porquê. Hoje eu entendo. Eu te amo, Rio. Com toda a força da minha alma. Mas só o amor não basta. Eu preciso de muito mais. Eu preciso de segurança. Eu preciso de me sentir em paz. Eu preciso de educação pública de qualidade. Eu preciso de uma moeda forte. Eu preciso de poder andar nas ruas sem ter que estar sempre alerta. Eu preciso andar com o meu telemóvel na mala e poder atendê-lo em qualquer lugar. Você me entende, Rio? Eu preciso de coisas que você não soube me oferecer. E então eu tive que te trocar. Por um país mais frio, com pessoas mais fechadas, um país não tão colorido como você, mas um país aonde eu vivo em paz. Um país que me deixa atender o telefone na rua sem me preocupar com assaltos. Um país que me deu uma licenciatura em uma universidade pública onde os professores não ficam 4 meses em greve como acontece nas suas faculdades, Rio. No país onde eu estou, eu posso chegar em casa de madrugada e continuar viva. Eu não corro o risco de ser sequestrada enquanto compro pão numa manhã de domingo... É triste dizer isto assim, mas você sabe do que eu estou falando. O dia-a-dia com você não é fácil.

A verdade é que eu te amo, Rio. De longe. Eu sempre vou te amar. Mesmo que os anos passem. Mesmo que eu tenha outra nacionalidade. Você sempre será o meu primeiro amor. E eu sempre vou te esperar, de longe. Sempre com a esperança de que um dia você mude. E então ficaremos juntos de novo. Você e eu. Como antes.

Do alto do bondinho do Pão de Açúcar :: 2008
SHARE:

27 outubro 2011

Tiffany blue.

Finalmente ontem decidi a cor do meu quarto novo... Andei às voltas com os pêssegos, os rosinhas e os amarelos e não gostava realmente de nada. Até que a minha mãe (esse ser de suprema inteligência e sensibilidade) sugere: então e aquele azul turquesa que tu tanto gostas? Aquele das caixinhas da Tiffany?

E pronto, já temos cor. Escusado será dizer que estive quase uma hora dentro do AKI até que conseguissem pôr a cor exactamente do jeitinho que eu queria porque ora estava muito escuro, ora estava muito claro... E agora é esperar até logo à noite para ver o resultado que o senhor pintor já me disse que hoje termina o serviço. E não, não vou pintar o quarto todo desta cor (acho que fica muito cansativo, visualmente falando) mas sim uma parede. Para dar um toque de cor, percebem? E poder fazer contraste com o meu novo toucador branco. Ai ai ai (estou tão apaixonada por ele, mas isso é assunto para outro post!)

SHARE:

25 outubro 2011

Pouco tempo. E tanta coisa para fazer... #2

É impressão minha ou esta semana tudo resolveu conspirar contra a minha pessoa?!

No trabalho houve logo um stress. Sim, eu já aqui disse não sei quantas vezes o quanto gosto do meu trabalho e é verdade. Mas ultimamente eles estão sempre a inventar uma qualquer novidade (para pior, como é óbvio). Então lembraram-se de que afinal a empresa já não permite o famoso estatuto do trabalhador-estudante, coisa que eu perguntei logo na primeira entrevista e disseram que sim, senhora, podemos dar o estatuto do trabalhador-estudante. Afinal parece que houve alterações e já não o fazem, porque havia duas pessoas com este estatuto no ano anterior que estavam sempre a faltar para estudarem para os exames e blá blá blá.

O problema é que só se lembraram de me dizer isso agora e como devem calcular, já assinei o contrato de trabalho por seis meses (e só termina em Março). Bonito, portanto. Já expliquei ao meu chefe que eu não quero ter o estatuto para faltar ao trabalho (até porque não sou pessoa de faltar - em dois anos de trabalho só faltei um dia e foi por ter estado em observação no hospital) e que se for preciso posso assinar uma qualquer declaração que diga precisamente isso: "Exmos. senhores, não se preocupem que eu não pretendo beneficiar-me do estatuto de trabalhador-estudante para faltar ao trabalho e sim para ter uma época extra de exames e não ter obrigatoriedade de presença nas aulas. Fiquem descansadinhos". Mesmo assim parece que os directores vão ter que pensar sobre o assunto. E eu que sempre pensei que por lei todas as empresas eram obrigadas a terem o tal estatuto...

Fora isso, todos os professores lembraram-se que precisavam marcar seminários, apresentações e discussões de artigos científicos. Ah e testes da avaliação contínua. E visitas de campo também, já agora. E tudo para a porra da mesma semana, como se não houvesse mais dias nenhuns até o fim do semestre. Anda toda gente maluca na minha turma, a enfiarem litros e litros de café para o bucho e com 4 horas de sono por noite. Eu tenho olheiras até o pescoço e uma cara de quem anda de mal com o mundo, já tive um ataque de histeria com o meu gajo (coitado do homem, nem teve culpa desta vez...) e estou deprimida porque comprei umas calças na Salsa que ficaram giríssimas na loja e hoje ao vesti-las pela primeira vez senti que tinha o rabo dos teletubbies.

Só quero que esta semana passe depressa, depressinha.
SHARE:

22 outubro 2011

Das coisas que só acontecem comigo #6


Ontem eu e a minha mãe tínhamos uma reunião com um advogado em Lisboa à hora do almoço. Fomos de carro até o Marquês de Pombal mas não conseguíamos encontrar a rua (pois, eu e nomes de ruas é para esquecer) e já estávamos a ver a vida a andar para trás porque faltavam poucos minutos para a tal reunião.
Disse à minha mãe para estacionarmos o carro numa das ruas transversais à Av. Fontes Pereira de Melo (mais precisamente na rua do stand da Lamborghini Lisboa) e dali apanharmos um táxi para o sítio combinado (de certeza que um taxista lisboeta conhecerá a rua, disse eu).

Lá estacionámos o carro e apanhámos logo o táxi, que nos deixou no sítio certo e na hora combinada. Fim da reunião (e notícias assim muito, muito boas) e descemos a rua das Amoreiras à espera de conseguir um outro táxi que nos levasse para o sítio onde nós tínhamos o carro. Nada de táxi.

Nisto passa um infeliz e eu faço sinal. Ele pára, contrariado. Entramos no táxi e o que se passou a seguir foi incrível:

Mãe: Boa tarde
Taxista: (grunhidos). É para onde, minha senhora?
Mãe: É para a rua do Stand da Lamborghini.
Taxista: Para onde?
Mãe: É para uma das transversais à Fontes Pereira de Melo, não sei o nome da rua mas sei explicar o caminho. É a rua aonde tem um stand da Lamborghini.
Taxista: ai o caraças! (!). Minha senhora, eu não trabalho por nomes de stand. Eu trabalho com nomes de ruas. Quero lá saber do stand! Vai dizer o nome da rua ou não?
(nisto já eu estava a querer rir a todo o custo - quando fico nervosa desato a rir - e a minha mãe a olhar para mim com cara de "mas este gajo é parvo?!")
Mãe: Olhe, e eu já lhe disse que não sei o nome da rua. Leve-nos até à Fontes Pereira de Melo, se faz favor.
Taxista: Isto não é assim! (já vermelho) Tem que dizer o nome da rua. Eu não sei como isto funciona no Brasil (pois, já faltava a típica boca) mas cá nós temos de saber os nomes das ruas para entrar no táxi... Isto na vossa terra deve ser diferente...
(A minha mãe olhou para mim com ar de "vou mandar o gajo à merda e vou sair do táxi" mas eu disse baixinho: ignora, mãe, temos é de chegar no carro, o bilhete do parquímetro já venceu...) Isto não é nada típico da minha pessoa, que não engulo sapos nem que me paguem. Se estivesse no meu estado normal eu teria saído do táxi na mesma hora (não sem antes falar umas poucas e boas para o homem) mas eu estava com um cagaço de apanhar uma multa que vocês não imaginam! Carro estacionado na zona Vermelha de Lisboa e com o parquímetro vencido é mesmo implorar para os senhores da EMEL deixarem-me um bilhete. De maneira que obriguei a minha mãe a estar caladinha.

Fomos das Amoreiras até quase o Saldanha sem dar um pio. Mudas e chocadas. A sensação que eu tive foi de que o taxista estava a me fazer um favor de graça. E o homem não se calava:

Taxista: ...Conversas da treta... Quero lá saber do stand da Lamborghini! Mal tenho dinheiro para comprar um Fiat, o que me interessa a Lamborghini? Vocês é que devem ser ricas, pois com certeza... blá blá blá

Quando finalmente saímos do táxi, a minha mãe não aguentou:
- Olhe, você é muito mal educado e se continuar a tratar os passageiros desta forma de certeza que não será taxista por muito mais tempo... É que eu não sei se você sabe, mas estamos em crise e não são todas as pessoas que podem pagar para andar em um táxi. Portanto, tenha juízinho e seja mais bem educado com quem lhe paga o ordenado. Com licença...

Eu sei, nós estávamos erradas porque não sabíamos o nome da rua. Mas por favor... isso não é motivo para falar com o tom de voz com que o homem falava e muito menos para usar o tipo de palavreado chulo: "conversas da treta", "ai o caraças", etc etc... Aliás, nós sabíamos chegar ao sítio certo, bastava que ele guiasse até a Fontes Pereira de Melo que depois disso a minha mãe já se orientava. Enfim...

Há pessoas tão insuportáveis e mal educadas que mais valia era estarem no desemprego... Já que não gostam de trabalhar, ao menos não chateiam ninguém e deixam a vaga para quem realmente precisa e dá valor ao emprego. Raios...
SHARE:

êêê saudade, que bate no meu coração...

Hoje encontrei CDs antigos carregadinhos de fotos. Fotos daquelas mesmo boas e inesquecíveis. Senti uma saudade inexplicável de quando a minha branquinha não passava de um bebé gorducho e roliço. E já lá vão alguns anitos e eu tenho tanta saudade... Acho que ser irmã mais velha é como ser quase-uma-espécie-de-mãe, sabem? Para já, quando a minha bonequinha nasceu eu já era adolescente e pude aproveitar cada segundo da gravidez da minha mãe e planéamos imensa coisa juntas e curtimos cada momento...

Aliás, a minha mãe até brinca e diz que eu sou a segunda-mãe da Vi porque adoro cuidar dela, adoro levá-la ao ballet ou à natação... E buscá-la no colégio de surpresa para irmos fazer qualquer coisa diferente (ver um filme, comer um gelado, brincar no parque). Ao contrário da maioria dos adultos, eu aproveito de verdade estes momentos com ela. Porque eles passam tão rápido... A minha vida é tão corrida (mestrado-trabalho-casa-namorado) que eu realmente gosto de valorizar cada mini-segundo que passo com a Vi. E desfruto de verdade!

Ainda ontem à noite fomos brincar com as barbies. Ela com a barbie-fada-princesa-bailarina-ou-qualquer-coisa-do-género e eu a imitar uma suposta voz grossa para ser do Ken. E no final, disse algo do tipo: "Oh Barbie, anda cá dar um beijo ao teu namorado..." e ela responde, inocentemente: "Ugh, que nojooo! Não, mana... nada de beijos na boca, ecat!". E eu ri às gargalhadas. Vamos ver se daqui há uns cinco anos tu vais continuar a pensar assim, minha menina...
SHARE:

20 outubro 2011

Lar, doce lar.

Como eu disse no post anterior, o bichinho da decoração mordeu-me. E agora não consigo fechar os olhos e ignorar o quão insatisfeita estou com o meu quarto. Moro nesta casa há mais de 3 anos e sempre fui maluca para ter um quarto no sótão. Era o meu sonho antigo e agora que já o realizei (e não achei assim tanta piada), adorava voltar a ter um quarto com dimensões normais. Serei maluca? Talvez...

Falei com a Vi se ela queria trocar de quarto comigo e ela instantaneamente disse que sim. Que teria mais espaço para as prateleiras com bonecas e para os DVDs e jogos e etc. Depois do quarto da minha mãe, o maior é o da Vi, que dá e chega para o que eu quero fazer, para além de ter uma varanda giríssima. Falei com a mãe e ela fez uma cara estranha: "Vais mudar para um quarto com metade do tamanho do teu? Posso saber o motivo?". E lá fui eu explicar tudo e dizer que queria uma coisa mais compacta e aconchegante e que penso desfazer-me de algumas coisas e blá blá. Vou começar a subir com os móveis da Vi neste sábado (com a ajuda do irmão e do meu gajo, claro) e a desmontar os meus.

Há 3 anos eu tinha acabado de mudar de casa e o aspecto do meu quarto era este:

 Fiquei insatisfeita com o resultado e alterei algumas coisas mas...

Continuo sem achar piada ao quarto. Queria que o closet ficasse mais escondido, por exemplo. Não gosto de receber amigos cá no quarto e eles ficarem a ver a roupa toda. Desta forma, no quarto novo a solução será esta:
Ou seja, a parte posterior do closet será uma espécie de parede em que eu vou forrar um tecido todo pipi e provavelmente encostar a cama (branca, of course). Achei a idéia genial e assim vai ficar a parecer que nem tenho roupeiro no quarto. Para além disso, também preciso de mais uma estrutura PAX do roupeiro (talvez a de meio metro chegue) para acomodar mais sapatos que multiplicaram-se à velocidade da luz... E pronto, já mentalizei que vou gastar todo o meu subsídio de natal a decorar o quarto mas sei que vai valer a pena.

E agora ando pra aqui a ver mil e um blogs de decoração para ganhar inspiração e fazer uma lista de coisas que preciso. Alguém conhece um blog/site de décor daqueles mesmo mesmo bons? Compartilhem!
SHARE:

Eu e a minha panca por móveis brancos e antigos.

Já disse um milhão de vezes o quanto estou insatisfeita com o meu quarto e com os meus móveis em tom de faia... Acho que dão um ar pesado ao quarto e não consigo mais achar piada à eles. Para além disso, ando encantada com móveis brancos e de preferência, antigos. Acho uma meiguice essas perninhas curvas dos móveis e os acabamentos com detalhes.

Portanto, apesar de todos cá em casa acharem que eu fiquei maluca, vou trocar tudo o que há no meu quarto e decorá-lo de outra forma. A maioria dos meus antigos móveis passarão para a minha mana (que reclama por ter um quarto muito à bebé e ela já é uma moça, ora!) de maneira que nada será jogado fora.

Então comecei a idealizar o quarto que quero e fui ao site do IKEA ver como andavam os preços e coisa e tal. Estou em absoluto choque! Os móveis estão caríssimos (ou então sou eu que sou pobre)... E o material nem sequer é tão bom para valer o preço que eles pedem, enfim... O meu namorado deu-me uma idéia absolutamente maravilhosa e já estou a tratar de tudo. Estou tão ansiosa...
SHARE:

19 outubro 2011

Frase do dia #8

Se a tendência é piorar, vamos parar por aqui, humanidade...
SHARE:

18 outubro 2011

E venha daí o inverno! #7

Comprei-as junto com a mala deste post. Para a próxima estação já tenho algumas botas de cano curto mas faltava-me (pois, sempre falta qualquer coisa) uma bota assim mais comprida. E esta é óptima porque podemos usar de dois jeitos: como está na fotografia ou com a barra levantada (e neste caso, as botas chegam-me até o início das coxas). Confesso que não consigo usar/gostar dessa moda das botas acima dos joelhos. Epá... não. A minha mente associa logo estas botas à isto. Acho que são poucas as pessoas que conseguem usar este tipo de botas sem parecer uma gaja-a-atirar-para-o-vulgar.

Gosto das botas como estão no foto, ou seja, com a barra virada para baixo e com laço atrás. Elas são tão confortáveis... Não sei se é por serem em camurça mas são super quentes por dentro. Foi um dinheiro bem gasto, sem dúvida.

Ainda fiquei de olho em mais duas botas mas o meu namorado ia tendo um ataque ("mais outro par de botas?! tu tens pelo menos uns 4 pares em casa ainda com etiqueta...") e ele tem razão. Por isso, lá me armei em forte e só trouxe este par. O lado ruim é que no sábado rumo novamente à Alcochete. Desta vez, sozinha. E duvido muito que consiga resistir a mais um ou outro parzinho. Sim, que isto de comprar botas a 14.90€ é coisa para deixar uma pessoa com vontade de comprar 15 pares de uma vez. Aiii.
SHARE:

A tal da mala vintage.

Desde que me entendo por gente que sonhava em ter uma malinha assim, estilo baú e com cara de antiguinha. Uma vez encontrei uma em um mercado de Londres mas o preço era tão absurdo que imediatamente desisti. Fiquei dias com a imagem daquela mala na cabeça e a pensar que jamais teria uma.

Mas passeando pela Parfois do Freeport encontrei esta malinha que é um encanto. Pequenina, é bem verdade, mas cabe lá o essencial (telemóvel, carteira, chaves, lencinhos e porta-moedas). Fiquei encantada por ela e perguntei à vendedora se não havia em tamanho maior. Infelizmente o modelo maior já estava esgotado (e a mala que eu trouxe também já há em poucas quantidades) de maneiras que não pensei duas vezes e comprei a malinha.
Não é um encanto?
Pois, eu sei que não deveria ir tantas vezes ao Freeport mas pelo menos nos próximos dois fins-de-semana vou ter que estar em Alcochete e o Freeport é mesmo uma parada obrigatória. Adoro a Lefties, a Modalfa, a Mango, a Intimissimi e a Aldo. Nunca consigo resistir a essas lojas.

E agora a parte mais gira da coisa: adivinhem lá quanto é que paguei pela mala? 10 euros, senhores. Claro que aproveitei para comprar mais uma e despachar logo a prenda de aniversário de uma amiga (que adora peças vintage). Gosto tanto, mas tanto desta mala...
SHARE:

17 outubro 2011

O meu namorado que me perdoe mas...

estou a ponderar seriamente fugir com o Mario Cimarro para uma qualquer ilha paradisíaca.

São poucos os homens que, conhecendo apenas pelo ecrã, conseguem fazer com que eu suspire. Mas este, ai senhores, este é um caso de amor antigo... Remonta os meus 17 anos, altura em que eu era viciada em novelas mexicanas/colombianas e não perdia um único capítulo de Pasión de Gavilanes só para suspirar pelo Juan Reyes. Que pirosa!

O actor é um pedaço de mau caminho. E que pedaço! Mas o que mais me fascinava (e ainda fascina) era o papel que ele representava. Juan Reyes era o típico hombre latino. Um macho alfa autêntico. Aquele homem de voz grossa, que controla todas as situações e parece não temer nada. Um homem que não depila os pêlos do peito, que não se preocupa se a barba já está grandita, que não é obcecado pelo espelho e por gordurinhas imaginárias. Isso é um homem de verdade.

E é tão raro encontrarmos tal espécime actualmente... Por todo o lado só se vêem homens de calças justinhas (rapazes, calças coladas ao corpo só ficam bem em mulheres - e olha, olha...), sem um fiapo de pêlo no rosto, com óculos wayfarer colorido e cabelo espetado com 2 kg de gel. E aqueles assim muito delicadinhos e que fazem voz à bebé quando estão a falar com a namorada? A sério, isso é suposto ser sexy? É que o efeito é precisamente o contrário. Parecem uma versão melhorada do conde Castelo Branco. E isto, senhores, não é nenhum elogio.

As mulheres gostam é de homens de verdade. De barba rija e voz grossa. Que vestem calças de ganga desbotadas e o primeiro par de tênis que viram pela frente. Que demoram cerca de 5 minutos para estarem prontos. E não, os homens de verdade não sabem o que é eyeliner, color blocking e drenagem linfática. Um homem de verdade é aquele que tem um jeito de agarrar diferente, aquela pegada toda especial, aquele jeitinho bruto que não há quem resista.

A sério, vão por mim... Não há nada mais sexy do que um homem todo despenteado, acabadinho de acordar e com aquele ar despretensioso de quem está a vestir um fato Armani. Adoro homens com H grande. Como o meu ;)
SHARE:

Frase do dia #7

E eu aqui, à espera de que algo aconteça.... algo que eu nem mesmo sei o que é...
SHARE:

Os meus amigos não são normais! #2

Então não é que uma amiga apareceu hoje cá em casa com um manequim em tamanho real (leia-se 1.70m) supostamente para eu colocar no meu novo quarto? Quase tive um ataque ao abrir a porta e dar de cara com uma mulher branca como cal, com curvas perfeitas, mãos delicadas (e com unhas) e a minha amiga a sorrir por trás da Penélope (sim, a boneca já foi baptizada) e a dizer "ah e tal, acho que vai ficar super giro quando tu redecorares o quarto, para colocares no closet...". 

E eu a dizer: " Mas tu és completamente maluca, rapariga! É claro que eu adorei, mas espero que não tenhas pago pela boneca..." E ela a rir-se: "Achas? A loja estava a dar dois manequins porque eles estavam sem a  base (tampo de vidro que sustenta a boneca em pé) e trouxe esta para ti."

A minha Penélope é tal e qual esta menina da imagem
Eu sempre soube que ter uma amiga a trabalhar no Colombo dava imenso jeito mas nunca pensei que fosse tanto! Apesar do susto inicial pelo tamanho da boneca ("ai onde eu vou arranjar espaço para isto?!"), agora estou a adorar a idéia e a pensar em como e onde vou colocá-la.

Sugestões? Aceitam-se!

P.S: Como a boneca é muito branca pensei em pintá-la com a cor do meu novo quarto, mas não sei exactamente que tipo de tinta será o mais adequado. Será tinta plástica? Percebo tanto de pinturas como de futebol por isso se há por aí alguma alminha que perceba da coisa, que se chegue à frente.
SHARE:

16 outubro 2011

Sábado delícia :: Panquecas!

Misturando os ingredientes: leite, ovos, farinha de trigo e sal.
Os recheios: Cenoura ralada, cogumelos, pimentos com cebola, fiambre, milho, cebolinha, azeitonas, queijo ralado e molho rosé.
O recheio principal: frango desfiado com molho de tomate (nhami!)
Tão fumegante que embaçou a lente da câmera...
A massa ficou tão estaladiça...
Juntando o recheio
nham nham nham
Depois é só enrolar os lados e fazer uma espécie de wrap!
Ficou delicioso!
Vocês já sabem que eu e a cozinha não somos amigas muito íntimas. Para além do facto de (graças aos santinhos) não precisar de cozinhar, quando tenho a oportunidade de fazer qualquer coisa na cozinha geralmente não dou muita importância. Não é algo de que eu goste muito, verdade seja dita.

Só sei fazer coisas muito básicas: massas, crepes, panquecas, brigadeiro e pouco mais. Só besteirinhas, como diz a minha avó. Mas o namorado esticou-se no sofá para ver o jogo do Sporting e pediu-me assim com muuuito jeitinho que fizesse umas panquecas para comermos depois do jogo enquanto ele sacava uns filmes (que ainda estão no cinema, shame on me!) para assistirmos depois.

As panquecas ficaram absolutamente deliciosas, modéstia à parte. Tão deliciosas que o meu homem enfardou quatro e já não se consegue mexer. Eu comi duas e estou a rebolar. Está bonito, está.

E agora vou ali deitar-me um bocadinho e devorar filmes enquanto espero que o meu lento estômago faça a digestão de todas as calorias que eu acabei de meter no bucho. Eu até gostava de deixar aqui a receita mas infelizmente não sei as quantidades dos ingredientes da massa porque aprendi com a minha avô e foi tudo à base do olhômetro. O segredo nem está tanto na massa, que é vulgaríssima. O segredo está no tempero ;)
SHARE:

15 outubro 2011

Frase do dia #6

Por favor, não me peças uma segunda chance se tu pretendes cometer o mesmo erro. Não desperdices o teu tempo nem o meu.
SHARE:

E venha daí o inverno! #6

Fui ao dentista depois do trabalho e como ainda faltava meia hora para eu ser atendida e tendo em conta que o meu dentista é praticamente dentro do Vasco da Gama, não tive hipóteses... Disse à senhora da recepção que ia beber um cafézinho (coisa que detesto) e corri para a Mango ver os tais calções que a minha amiga P. tanto falou. E confirma-se: são giros de morte, ficam-me lindamente e o tecido é parecido com fazenda e bastante quente. Um must para a próxima estação.

Também havia em castanho e em xadrez mas assim que pousei os olhos neste, sabia que nem valia a pena olhar para as outras cores. Apaixonei-me ;)
SHARE:

14 outubro 2011

O meu namorado não é uma pessoa normal #2

Então agora o rapaz inventou que quer aprender a dançar forró. Sim, leram bem: F-O-R-R-Ó, que é um dos estilos de música de que não sou muito fã. Já perguntei inúmeras vezes:
- Mas amor, porque queres aprender a dançar isso? ao que ele responde:
- É uma vergonha eu namorar contigo há 6 anos e ainda não saber dançar forró. Para além disso, quando saímos para algum sítio que tenha música brasileira (o que é raro mas enfim...), eu fico sempre com cara de otário porque não sei dançar o raio da música e isso é motivo para tu ires dançar sozinha enquanto eu fico sentado.
- Oh, tu és tão injusto... Eu só fiz isso uma vez e foi por estar completamente irritada contigo.
- Mas fizeste...
- Sim, eu fiz... Mas isso tem quanto tempo? Três anos? 
- Não importa, fizeste.
- Ai que chato. Bora lá sacar músicas do Michel Teló, então.

De maneira que vamos passar o sábado a ouvir Michel Teló, que até tem umas músicas gostosinhas para dançar e tal, mas não é algo que eu escolheria para ouvir em modo repeat. Pelo menos farto-me de rir com o M. a cantar: "Delícia, delícia, assim você me mata..." a (tentar) imitar o sotaque brasileiro.

SHARE:


Deitada ao colo dele a devorar séries como se não houvesse amanhã. Adoro momentos assim ;)

"Sempre fui sentimental e nunca levei adiante relações em que não estivesse emocionalmente envolvida, e por mais que eu pareça durona, é apenas fachada... Só eu sei o quanto já sonhei em ser uma princesa resgatada da torre de um castelo..."  
Martha Medeiros
Hoje eu li essa frase e lembrei tanto da minha história... Aliás, da nossa. Revi-me nesse texto. Só que a minha realidade agora é diferente: tu apareceste. O meu príncipe, o homem mais especial que eu poderia desejar. Ou merecer. Amo-te tanto, branquelo. Ou como tu mais gostas de ouvir: txi amo taaanto...

Obrigada por teres insistido. Por teres perseverado quando tudo dizia que não íamos estar juntos. Por toda a tua infinita paciência (e eu bem sei que não sou nada fácil às vezes...). Obrigada, meu amor.


SHARE:

13 outubro 2011

E boas notícias, não há?

 
Depois de ficar especada à frente da televisão a ouvir as (péssimas) notícias que o nosso primeiro-ministro nos deu, tenho algumas considerações a fazer:

- Como, em nome de todos os santinhos, a classe baixa-média vai conseguir aguentar-se nos próximos tempos? É completamente impossível. E o pessoal com 2 ou 3 filhos? E as pessoas desempregadas? Custa-me tanto assistir a tudo isso...

- Acabar com o subsídio de natal dos funcionários públicos (que ganham acima dos mil euros) não é apenas mau. É perverso. É que uma coisa é o subsídio das férias, outra bem diferente é o natal. As pessoas têm famílias. Netos. Filhos. Uma ceia para preparar. Como vão conseguir fazer tudo isto? E as crianças, que esperam ansiosamente pelo natal? É uma maldade.

- Falei ainda agora com a minha sogra, que por azar é funcionária pública há 12 anos e ganha mais que 1000€, e ela estava em pânico. Diz que nunca viveu uma situação como esta e que pensa seriamente em ir para outro país. O meu sogro, reformado, também ganha mais que 1000€ e vê a vida a andar para trás. É uma tristeza, uma pessoa trabalhar a vida inteira e depois ter a sua reforma tão depenada...

- Eu? Bom, eu já só penso em terminar o mestrado e pirar-me daqui. É com muita pena que digo isto, mas não sou masoquista. Sinto mesmo que não vou ter hipóteses neste país e não estou aqui para trabalhar feito uma mula, ter especializações e ganhar um ninharia. É que nem pensar.

Estou profundamente triste. E um bocadinho acagaçada, devo confessar.
SHARE:

E venha daí o inverno! #5

Acho que já deu para notar que eu ando viciada em oxford shoes.... Não consigo resistir a um parzinho assim mais diferente. É em cinzento, é em bege, é em verniz... só me faltava um bicolor. E agora já o tenho ;)
SHARE:

Trend Alert :: Bubble umbrella!

Desde o ano passado que reparo neste guarda-chuva. Na primeira vez que o vi, em uma rapariga na Baixa, achei piroso como tudo. A miúda era assim franzina e o chapéu parecia um cogumelo gigante enfiado na cabeça dela. Não gostei nada e jurei que nunca usava uma coisa horrorosa daquelas.

Mas eu continuava sem encontrar um guarda-chuva resistente para aqueles dias de vento-estilo-torpedo que só Lisboa tem. Se eu fosse contabilizar quanto dinheiro já gastei com chapéus inúteis... Normalmente compro na H&M, aqueles pequeninos cujo cabo encolhe e que custam normalmente 7€. Adoro os tecidos (às bolinhas, às flores) e os folhos no final. Mas eles não duram nada, verdade seja dita. Nunca nenhum durou mais que duas ou três chuvadas.

O problema? Eles envergam para o lado contrário. Imaginem a cena: eu, carregada com dossiê, pasta e livros, no meio de uma chuvada e o desgraçado do chapéu que insiste em virar ao contrário... Não dá.

O diferencial deste chapéu é a forma super côncava (ou seria convexa? sempre tive problemas com isso na escola) que protege o rosto, cabelo e ombros da pessoa. E talvez por isso o modelo mais famoso seja o transparente, que é para ficarmos enfiadas dentro do chapéu e conseguirmos ver por onde pisamos.

Por isso, quando ontem vi este guarda-chuva numa revista da moda, lembrei-me instantaneamente da rapariga que vi na Baixa e de como ela parecia sequinha com o seu guarda-chuva de cogumelo.

E agora ando a pensar onde poderei encontrar esta maravilha na zona de Lisboa. Já encontrei no Ebay para vender ena pior das hipóteses, vou ter mesmo que comprar lá. Alguém já viu este modelo para vender? Aceitam-se sugestões! ;)

SHARE:

Frase do dia #5

Não, eu não tenho medo de tentar novamente. Eu tenho medo é de me magoar pelo mesmo motivo...
SHARE:

12 outubro 2011

É um vício, eu admito...

Tenho uma panca enorme por meias e collants. Aliás, por tudo o que seja roupa interior. Adoro comprar soutiens dos mais variados (com rendas, com folhos, que cruza atrás, que cruza à frente...), cuecas com bonecada, cuecas sexies e daquelas com costura invisível. Quando entro na Intimissimi/Calzedonia/Oysho sinto o que acho que os putos devem sentir quando entram na Disney: uma euforia sem fim! E fico tonta sem saber onde começar a explorar primeiro.

Ando tão frustrada com este tempo quente que vocês nem imaginam... Passo o ano inteirinho desejosa que o inverno chegue, já vamos em outubro e nada de chegar o vento fresquinho? Assim não pode ser. Tenho tanta coisa gira para usar mas com tanto calor torna-se impossível. São Pedro, como é?!

As meias custaram 1€ cada na Calzedonia/Intimissimi do Freeport (em Alcochete). E não, não havia noutras cores (e ainda bem, porque eu era menina para sair de lá com um parzinho de cada cor)
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig