13 outubro 2011

E boas notícias, não há?

 
Depois de ficar especada à frente da televisão a ouvir as (péssimas) notícias que o nosso primeiro-ministro nos deu, tenho algumas considerações a fazer:

- Como, em nome de todos os santinhos, a classe baixa-média vai conseguir aguentar-se nos próximos tempos? É completamente impossível. E o pessoal com 2 ou 3 filhos? E as pessoas desempregadas? Custa-me tanto assistir a tudo isso...

- Acabar com o subsídio de natal dos funcionários públicos (que ganham acima dos mil euros) não é apenas mau. É perverso. É que uma coisa é o subsídio das férias, outra bem diferente é o natal. As pessoas têm famílias. Netos. Filhos. Uma ceia para preparar. Como vão conseguir fazer tudo isto? E as crianças, que esperam ansiosamente pelo natal? É uma maldade.

- Falei ainda agora com a minha sogra, que por azar é funcionária pública há 12 anos e ganha mais que 1000€, e ela estava em pânico. Diz que nunca viveu uma situação como esta e que pensa seriamente em ir para outro país. O meu sogro, reformado, também ganha mais que 1000€ e vê a vida a andar para trás. É uma tristeza, uma pessoa trabalhar a vida inteira e depois ter a sua reforma tão depenada...

- Eu? Bom, eu já só penso em terminar o mestrado e pirar-me daqui. É com muita pena que digo isto, mas não sou masoquista. Sinto mesmo que não vou ter hipóteses neste país e não estou aqui para trabalhar feito uma mula, ter especializações e ganhar um ninharia. É que nem pensar.

Estou profundamente triste. E um bocadinho acagaçada, devo confessar.
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2 comentários

  1. Vai ser muito complicado, fico mesmo muito preocupada! Penso que o que vai acontecer é que os jovens vão começar cada vez mais a sair daqui!

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  2. @Fashionista: É uma tristeza, de facto. Eu só fico longe da minha família em caso de última necessidade, se realmente não encontrar nenhum emprego cá. Enquanto puder, continuo junto deles.

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