13 dezembro 2011

Hoje eu preciso sentir que estou perto de ti, Rio...


Estou com o coração partido em partes pequeninas. Hoje às 10h saiu de Lisboa um avião com destino ao Rio. Avião esse que continha uma carga preciosa. Eu fiz-me de forte, disse que daqui a nada já estaremos juntinhas novamente [em Abril... passa rápido!], que vamos estar sempre unidas em pensamento [e telefonemas, e webcam e tanta coisa...] e que eu a amo mais que tudo. Foi difícil, como todas as despedidas. No portão de embarque a hospedeira da TAP chamou por ela [a minha avó viaja sempre com assistência, por causa da idade] e começaram a conversar como velhas amigas. Acho que a senhora da TAP viu a minha cara vermelha e inchada [e a da avó idem] e tentou desanuviar o ambiente [ainda bem!]. Despedi-me dela quase a voar [com medo de desmoronar ainda mais] e disse que assim que ela pisasse no Tom Jobim [o aeroporto, claro] eu ligaria para saber como tinha sido a viagem.

Mal entrei no carro, desabei. Chorei, chorei e chorei. Eu sei que já deveria estar habituada a essas idas-e-vindas da minha velhinha, mas não consigo. Penso sempre que essa poderá ser a última vez que a vejo ou  que ela poderá ter um problema grave de saúde e precisar de mim... Sinto que deveria estar lá, perto dela. Mas ainda não consigo voltar a viver no Rio. Ainda não. De maneira que só me resta esperar e torcer para que Abril chegue rápido.
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1 comentário

  1. Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração escorre pelos olhos.

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