28 fevereiro 2012

Da amizade ❤

Obrigada por seres tão dedica, tão cuidadosa comigo, tão companheira... Sempre estiveste disponível para mim e ontem, quando eu realmente precisei, quando chorei, quando me lamentei {eu, que sou tão pouco dada a essas coisas} estendeste-me os braços. Bracinhos pequeninos, é bem verdade. Que o teu 1.54m pode até parecer pouco, mas chega perfeitamente para dares o abraço mais apertado desta Lisboa e arredores. E eu chorei, choreeeei, chorei. E ufa! Passou.

Molhei o ombro da tua camisola, acabei com a caixa de lenços que tinhas no carro e dei-te cabo da paciência, eu sei. Porque já me disseste vezes e vezes sem conta que eu não devo esperar nada dessa pessoa. Aliás, tu e toda gente dizem-me o mesmo. Mas lá está, acabo sempre por dar o benefício da dúvida, por achar que é desta que ele toma jeito, que está mudado, que já não vou ficar magoada com o que quer que aconteça... E sempre, desde que tenho memória, o resultado é a merda do costume.

Se fosse qualquer outra pessoa eu já teria cagado no assunto há muito tempo. Já o teria eliminado da minha vida, já não quereria saber se está vivo ou morto, se dorme e acorda, se está bem de saúde... Mas lá está. É o meu pai e por mais que tente, não consigo ficar indiferente.
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