03 março 2012

Do amor entre irmãos.


Ontem, à propósito deste post do blog Cocó na Fralda {que adoro}, uma frase marcou-me: "... eu acho que se há relação que está subestimada, em matéria de importância para a vida, emocionalmente, é a relação entre irmãos."

Não poderia estar mais de acordo. Acho que a maioria das pessoas não percebe o quão especial e intensa é a ligação entre irmãos. Sou a mais velha e posso dizer, sem dúvida alguma, que era capaz de morrer por qualquer um deles. São os meus parceiros em tudo, são companheiros, são chatos como o caraças {também faz parte}, são embirrentos e acham que eu tenho obrigação de saber tudo e mais alguma coisa {és a mais velha, tens de saber... pois} mas são, sem sombra de dúvida, parte da minha essência.

Nunca tive o desejo de ser filha única, sempre adorei estar acompanhada pelo P. nas nossas brincadeiras, nas nossas brigas {que saudade do tempo em que eu era maior que ele!}, enfim... ele tornou a minha infância inesquecível. Com a Vi a história muda, ela nasceu quando eu tinha mais de 12 anos mas desde o momento em que eu soube que ela existia, tudo mudou. Ela passou a ser a minha "irmã-filha" e tenho um instinto de protecção gigantesco em relação à minha princesa. Somos confidentes, somos amigas... somos mais unidas que sei lá!

É engraçado porque, agora que parei para pensar nisso, eu era mesmo para ser filha única. Ora vejamos: quando a minha mãe engravidou do P. eu tinha 3 anos e apanhei rubéola na escola. Passado uns dias, tinha passado rubéola à minha mãe, então grávida de 4/5 meses. Foi um terror. Médicos, familiares e afins batiam o pé e afirmavam que o P. nasceria com um retardo mental e que o melhor era a minha mãe fazer um aborto. Detalhe: a minha mãe tinha 21 anos. E, contra todas as opiniões médicas e palpites de familiares, decidiu arriscar e disse que se ele nascesse com problemas, seria filho dela na mesma. E o miúdo nasceu perfeito e saudável {mas claro que até hoje eu gozo com isso e digo que ele tem um qualquer atrofio mental... irmão mais novo sofre!}.

Já com a Vi, a história é a que todos já sabem. Mamãe tinha 30 e tal anos, já tinha feito uma laqueadora nas trompas e não podia ter mais filhos. Determinada e obstinada como poucas, lá tentou várias inseminações artificiais até que a nossa princesinha decidisse dar o ar de sua graça.

Por isso agradeço a Deus {sim, eu acredito} pelos dois pequenos milagres que convivem comigo todos os dias. É que sem eles a vida perderia toda a piada.
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