31 maio 2012

Das mariquices que eu adoro {2}

Água termal. Já não vivo sem este tubinho milagroso, que refresca e faz toda a diferença no verão. A primeira vez que tive contacto com este produto foi através de mamãe {tudo o que seja produtos para o rosto, mamis é phD no assunto} e resolvi experimentar as tais gotinhas refrescantes.

Foi amor à primeira borrifadela. Lembro-me que estávamos de férias em Marbella, era Agosto, estava um calor enorme e eu só queria qualquer coisa para refrescar o rosto. Quando experimentei, foi como ir ao céu. Geladinha, refrescante, hidratante.... um oásis no deserto. Depois desse dia nunca mais consegui viver sem a tal da água termal {então no verão... ando sempre com uma na mala}.

Odeio a sensação da pele transpirada no verão {nojinho} e mal começo a transpirar, vá de borrifar a água termal no rosto. A sensação é maravilhosa. Já experimentaram?
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Das neuras.

Esta put# desta TPM está a dar cabo da minha pessoa.
Ontem acordei sobressaltada, depois de um pesadelo e percebi que estava a chorar. Há anos que não chorava em sonhos... Sonhei que o M. me traía com uma gaja da empresa dele {uma russa} e eu apanhava-os em pleno acto. Acordei com uma vontade irracional de matá-lo e com o coração acelerado. O relógio marcava 3h22 e eu sentei-me na cama, a relembrar o sonho. "Não sejas parva, é só um sonho", pensava eu. Mas o ódio que eu senti me fez pensar em como eu reagiria se fosse verdade. Jamais, em tempo algum, era capaz de perdoar uma traição. Jamais seria capaz de voltar a confiar novamente na pessoa e estaria sempre a relembrar o facto.

De manhã quando o M. me ligou eu ainda estava a pensar na merda do assunto. Atendi o telemóvel pior que estragada {coitado do homem...} e ele ficou surpreso {normalmente eu sou só mel com ele} e perguntou-me logo se tinha acontecido alguma coisa. Tentei disfarçar mas ele já conhece todos os meus truques e disse: "vá, desembucha...". Contei-lhe o sonho e depois estive cinco minutos à espera que ele parasse de rir e de gozar com a minha cara: "não te trates não, que não é preciso..." *risadas, risadas* "Eu só estou interessado em ti, parva. Só tenho olhos para a minha pretinha. De quantas maneiras diferentes queres que eu te diga isso? Tu não costumas ser assim, aposto que estás na TPM... Sabes do que tu precisas? De chocolate nesse bucho..."

Portanto, vou só ali ao Pingo Doce comprar umas quatro tabletes de chocolate e já cá venho, sim? Hoje isto só lá vai assim, xiiiça. Ser gaja às vezes é uma merda.
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30 maio 2012

E venha daí a Primavera que nós por cá já estamos preparadíssimas!

Ontem foi dia de ir às compras com a princesa. Aproveitei que ela saiu mais cedo do colégio e assim que cheguei à casa fomos ao Vasco da Gama espreitar as novidades. A verdade é que ela deve andar a ingerir fermento porque está a crescer à velocidade da luz e a maioria dos vestidinhos e tops do verão passado já não lhe serve.

O que posso dizer? Julgo que as imagens acima dizem tudo... Foi o descalabro, que a miúda tem olho pra coisa e atacava as pecinhas mais caras. Entrou na Zara muito decidida e foi direitinha à parte das crianças... Estivemos uns bons quarenta minutos a escolher tudo e quando estávamos na caixa para pagar, viro-me para ela e pergunto: "como é que estás a pensar pagar isto tudo? Trouxeste dinheiro?". {adoro ver a carinha dela de espanto, sou uma irmã cruel, eu sei}. A miúda arregala uns olhos e diz: "oh mana, tu sempre me compras as coisas... eu não trouxe a minha carteira."

"Então estás com problemas... e se eu não tiver dinheiro que chegue?" e ela solta a brilhante resposta: " Ah, mas tu tens sempre...". Deve ser, deve. A resposta dela fez-me lembrar de quando eu era pequena e queria que a minha mãe me comprasse barbies novas todas as semanas e lembro-me dela dizer que não podia comprar naquela altura e que só no final do mês. E a minha resposta, inocente: oh mãe, então paga no cheque! Crianças...

Ainda passámos na C&A {que, milagre, está com uma colecção giríssima para miúdas, sem aqueles tecidos manhosos e brilhantes nas gangas} e trouxémos uns vestidinhos rodados lindos de morte. Penso que já comprámos quase tudo que a madame vai precisar para os próximos tempos {sandálias, chinelos e biquínis eu trouxe-lhe do Rio em quantidades industriais} portanto, agora é mais uns dois ou três calções e o assunto está arrumado {e o que faltar fica por conta de mamãe, que eu já cumpri com as minhas funções de irmã mais velha (cof)}.

É engraçado ver como ela já está com ares de mocinha... Antes não ligava nada à roupa e o que nós comprássemos estava bom. Agora deu para ligar à fatiota e eu já estou pra aqui a pensar que daqui a nada vai querer incursões à Berskha e cias. Por enquanto está na onda dos vestidos rodados e folhos e saias às florinhas e muito cor-de-rosa mas daqui a nada...

P.S: Depois, ao chegar à casa, inventou de fazer um desfile de moda e vá de experimentar os trapinhos novos e aparecer na sala, toda vaidosa, para os mostrar ao mano e à mãe. Esta miúda não existe...
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Frase do dia #21

'Soneca, Dengoso, Feliz, Mestre, Zangado...'' acho que quem inventou os sete anões se inspirou numa mulher com TPM para cria-los. É, hoje a coisa não tá fácil, não.
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29 maio 2012

O lugar mais especial do mundo.

Se me perguntarem qual foi o momento mais especial das minhas férias no Rio de Janeiro, a resposta com certeza será: a minha ida à Campos, cidade do interior carioca {famosa pelo petróleo}. A parte árabe da minha família {o lado paterno, portanto} sempre viveu em Campos, por isso, quando os meus pais casaram-se, a minha mãe mudou-se de vez para lá. Até os meus três anos, vivi sempre na cidade do petróleo. Quando os meus pais divorciaram-se eu, o P. e mamãe voltamos para o Rio e eu passei a ir à Campos apenas nas férias.

Em Campos eu ficava sempre na casa da minha avó paterna e era uma delícia. Eu andava descalça, suja de barro, de lama, eu subia em árvores, pescava, fazia fogueiras... Completamente diferente da vida protegida que eu levava no Rio: vivia em um apartamento, a minha mãe morria de medo de me deixar brincar na rua com os meus amigos, a carrinha do colégio ia buscar-me à porta de casa, enfim... nada se comparava à liberdade que eu experimentava em Campos.

Lembro-me de passar as férias grandes {que no Brasil são em Dezembro/Janeiro} sempre na minha cidadezinha. A minha avó fazia-me as vontades todas, todinhas... era chuvisco ao pequeno-almoço, chuvisco ao jantar e sempre que me apetecesse. Infelizmente, ela faleceu de forma estúpida quando eu tinha oito anos e depois disso, a cidadezinha perdeu muito do seu brilho. O meu pai mudou-se para outra cidade, os meus tios venderam a vivenda da minha avó {ainda hoje acho que tomaram a decisão errada} e eu fiquei uns bons anos sem pisar em Campos novamente.

Como ainda tenho três tias que continuam a viver em Campos decidi que era chegado o momento de voltar à essa cidade que tantas recordações boas me trouxe. Fiquei uma semana por lá, na casa da minha tia R.
Um dia antes de voltar para o Rio pedi à minha tia para me levar à antiga casa da minha avó. Achei que ela não fosse concordar porque sei o quão ligada ela era àquela casa mas ela disse que sim. Pegámos no carro e fomos até a entrada da avenida principal mas como passaram-se mais de quinze anos, muita coisa havia mudado e as ruas pareciam todas diferentes. Até que vi um letreiro de um cabeleireiro e começaram a vir as tais lembranças em flash: eu, com o meu cabelão até as costas e vovó dizendo "menina, que cabelo de madalena arrependida é esse? Isso deve ser moda no Rio mas aqui isso é uma esculhambação. Vamos dar um corte moderno nisso..." e assim que vi o cabeleireiro, lembrei-me: "tia, a rua é essa..."

Eu queria poder exprimir em palavras o que eu senti quando entrei naquela rua. Foi um mix de sentimentos: saudade, alegria, tristeza, uma certa revolta por ela ter morrido de maneira tão idiota. A minha tia estacionou o carro no fim da rua {ela não quis descer e eu respeitei, é claro} e eu fui andando até a casa. A impressão era de que o tempo havia parado naquele lugar. A mesma rua, as mesmas placas, as mesmas casas... nada de novo, tudo como sempre esteve. Até achei, num momento de loucura, que a qualquer momento a minha avó apareceria na rua e diria: "entra, menina, já está tarde e você ainda tem que tomar banho...". 

Os novos donos pintaram o portão exterior de preto {antes era verde escuro}, cobriram com azulejos o que antes era a horta mas havia traços inconfudíveis daquele tempo: a mítica árvore de carambolas continuava onde sempre esteve, os ganchos onde a avó pendurava a rede continuavam no exacto local deixado por ela e aí eu não aguentei: chorei, choreeei, chorei. Um pranto sentido, de saudade por tudo que eu passei naquele sítio. Confesso que queria muito ter entrado na casa e relembrar as divisões de cada cômodo mas isso seria invadir a privacidade dos novos donos e eu tive medo de parecer maluca demais.

Enquanto estava parada em frente ao portão, tentando memorizar cada traço, cada detalhe... {esqueci-me de levar a câmera, que idiota} oiço o barulho do portão da casa ao lado e vejo sair um homem alto, moreno, com uma cicatriz na testa. Não acreditei... Fiquei feita parva a olhar o homem, tentando me lembrar se seria a mesma pessoa da minha infância, quando ele vira-se para mim e abre um sorriso daqueles: "Ei, eu te conheço...." diz ele. Incrédula, arrisquei um: "Francisco?!" e ele se riu: "é, garotinha, você não mudou nada... Não vai me dar um abraço?". Abracei, é claro. Francisco foi o meu amigo inseparável durante todos os verões e perdi o contacto com ele logo após a morte da minha avó, quando a casa foi vendida.

Ele me convidou para ir comer um cachorro-quente à noite {em Campos há barraquinhas de hot dog espalhadas em cada esquina} e pôr a conversa em dia. Estivemos três horas a falar, a rir, a relembrar montes de coisas do passado, foi uma delícia. Ele ficou surpreso quando soube que eu morava em Portugal, eu fiquei espantada por ele ter decidido tirar Direito {ele odiava livros} e no final trocámos mails, facebooks e essas coisinhas todas. Saí de Campos com o coração cheio de lembranças e com a certeza de que fui {e sou} muito feliz naquela terrinha.
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em modo repeat ♪


Simplesmente adoro, adoro essa música. A batida, o ritmo, o refrão... Adoro!
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28 maio 2012

Da Primark

Há bocado recebi por mail as fotos da colecção de verão da Primark e fiquei encantada com alguns vestidinhos que vi. O grande problema é que, na maior parte das vezes, a imagem de divulgação não corresponde ao vestido ao vivo, ou seja, quando pegamos no vestido percebemos inúmeras coisas: o tecido é de má qualidade, os acabamentos idem, o caimento não fica bonito no corpo {só no corpinho das modelos, obvious}. É uma tristeza... Odeio criar grandes expectativas em relação a algo e depois descobrir que não era nada daquilo.

No caso da Primark é engraçado porque, vez ou outra, tenho umas agradáveis surpresas. Por exemplo:

Quando vi a imagem de divulgação desse vestido {da colecção beach} não dei nada por ele. Mas quando o vi ao vivo, a coisa mudou de figura. Adorei o tecido {leve e com uma estampa linda}, o corte, o preço {9€} e a forma como fecha atrás {faz tipo um folho nas costas e deixa o resto aberto, tão fresquinho...} e tive de comprar.

Levei-o para o Rio, em Abril, e foi dos vestidos que mais usei por lá. Usei-o na praia, num churrasco, em Copacabana... Ninguém acreditou quando eu disse que tinha pago apenas 9€ por ele e fez, com certeza, um brilharete.

Algumas amigas reclamam que nunca encontram nada de jeito na Primark, que está sempre uma feira {sou obrigada a concordar com esta última} mas com jeitinho consegue-se arranjar coisas giríssimas. O meu truque é: chegar à loja logo de manhã, de preferência até as 11h que é quando está tudo dobrado e arrumado no sítio certo {e há poucas filas}. Normalmente vou à Primark sempre em dias de semana {ao fim-de-semana é para esquecer} e corro a loja toda, experimento tudo, vejo tudo. Nisso sou como os espanhóis: só vejo com as mãos. Com uma boa dose de paciência e de tempo, consegue-se encontrar coisinhas muito jeitosas ;)
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Mistério resolvido:

Pois é, o que estava dentro daquela sacola era nada mais nada menos que um maxi dress todo colorido e cheio de flores {quais? quais? hibiscos, of course}. Tudo começou na sexta à noite, quando fui jantar com ele nos Armazéns do Chiado. Como ainda era cedo e não tínhamos fome, entrámos na H&M para espreitar as novidades. Assim que vi o vestido, foi amor à primeira vista. Opá, ele reúne tudo o que eu adoro: muitas cores, estampa floral, é longo, o tecido é esvoaçante, enfim...

Quando ia experimentar o vestido, o M. começa a atrofiar: "ai, não vais experimentar agora, pois não? Estou  a ficar com fome, vamos jantar primeiro, depois vês isso, blá blá" e pronto, rendi-me. Fomos jantar e claro, quando terminámos já a loja estava fechada. Ainda refilei: "estás a ver? A loja fechou, amanhã não posso cá vir porque trabalho... só posso comprar o vestido na segunda... mimimi" e ele sempre a gozar com a situação: "ah sim, porque o que te falta no roupeiro são vestidos e tu nem tens roupa guardada com etiqueta, que idéia!".

Estava decidida a voltar à loja na segunda-feira e finalmente comprar o raio do vestido quando o homem aparece lá em casa no fim-de-semana com a sacolinha da H&M nas mãos. Diz que passou lá no sábado, na volta do futebol, e pensou em fazer-me uma surpresinha. Este gajo sabe como ser querido...
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27 maio 2012

surprise!

Hoje recebi esse presentinho e estou simplesmente encantada. É a minha cara {leia-se: lindo de morte (cof)} e eu mal posso esperar para usá-lo!
É de uma colecção que só está à venda na loja do Chiado. Alguém adivinha o que é? ;)
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Por cá tudo acaba sempre em pizza...

Sim, que este meu namorado é um alarve do pior e na concepção dele um jantar para duas pessoas {eu e ele, pois claro} deve incluir, no mínimo, três pizzas, uma mousse de chocolate, litradas de coca-cola e um pote de gelado no congelador. A sério, esta gente quer me ver com o rabo da Popota, só pode.

P.S: Diz ele, em tom de justificativa, que passou na Telepizza para comprar o jantar e que eles estavam com uma promoção 3x1 {pague uma pizza, receba três} e ele não é homem de perder uma boa promoção. Já nem digo nada, que não vale a pena.
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25 maio 2012

Prioridades trocadas.

Há coisas que por mais que eu viva cem anos nunca vou perceber. Na semana passada fui ao meu banco falar com o gerente e fiquei horrorizada com o estado em que estava a boca do homem {quem diz boca, diz dentes}. Foi uma visão do inferno, vocês não imaginam. Ele tinha dentes horríveis, assim num tom acastanhado e encavalitados uns por cima dos outros {ainda faltavam-lhe dois dentes nas laterais}, enfim... Eu nem queria acreditar que estava diante do gerente de um banco.

Não estamos a falar do Zé das couves mas de um gestor bancário, pelo amor da santa! De certeza que o ordenado do homem dava para pagar um dentista e pôr aquela boca em condições.

Eu sei dizer que apanhei um nojo tão grande que não conseguia prestar atenção a nada que ele dizia. Era entrar por um ouvido e sair pelo outro, que tudo em que eu pensava era: dentes, dentes, dentes. O meu cérebro não focava noutro assunto e acho que o homem pensou que eu tinha um qualquer atraso mental porque respondia a tudo com um vago: "sim, sim...".

Fiquei impactada, senhores, e quando sou pega de surpresa com alguma situação não consigo disfarçar muito bem. O homem enfatiotado, sapatos lustrados, cabelinho impecável, perfumado...e com a boca enfeitada com dentes estragados? blhec!

Se há coisa nessa vida que me põe com urticárias é ver gente com dentes estragados. Quando são pessoas com poucas possibilidades, claro que compreendo e não há muito o que fazer. Mas quando são pessoas com, nitidamente, condições para resolver o problema, não aceito. Ter dentes branquinhos não é ser vaidoso, não é desperdiçar dinheiro com dentistas, não é besteira... é prioridade. É uma questão de higiene, tão simples como isso.

Eu sou obcecada por dentes brancos. Tamanha loucura faz-me marcar consultas de dois em dois meses na dentista só para "ver se está tudo direitinho". Sou daquelas pessoas que recusa doces após o almoço porque "acabei de lavar os dentes" e ando sempre, sempre com a minha escova+pasta de dentes na mala. Eu disse, sou paranóica com os meus dentes. Tanto cuidado trouxe-me coisas boas: nunca tive uma única cárie, nem quando era pequenina.

Até o M., coitado, que nunca ligou grande coisa aos dentes {apesar de ter tudo em condições, caso contrário eu jamais lançaria um segundo olhar à ele} agora já leva a sua escovinha para o escritório e vai religiosamente ao dentista {por imposição minha, mas vai}.

Portanto, não percebo como há pessoas que preferem antes marcar férias em Punta Cana e ter um carro 2012 mas marcar consulta no dentista é que não, que isso é muito caro {o quê? 60€ por uma consulta? Nem pensar} mas vá de comprar vestidinhos na Zara e sandálias na Aldo {assim de repente posso enumerar três alminhas que se encaixam nesse quadro}. Não percebo esta gente, juro que não. Preocupam-se tanto com o exterior, com as roupas, com os perfumes, com os carros... e o que é realmente essencial, deixam de lado. É o que eu digo sempre: são prioridades trocadas. E faz cá uma confusão...
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24 maio 2012

LIS {toda} BOA!

A mítica rua Augusta, no coração do Chiado.
As antigas floristas na praça do Rossio {e um céu azul maravilhoso!}
Cais do Sodré
Meu branquinho a aproveitar os raios de sol, que ele bem precisa :P
Um dia maravilhoso, cheio de sol, de boa disposição, de calorzinho e uma brisa que vinha do Tejo...
Eu bem queria ter ido de Havaianas mas a ocasião não me permitiu de maneiras que optei pelo meu sapatinho à gajo, como diz o M.
Hoje almoçámos no Cais do Sodré e aproveitamos a horinha de almoço para esticarmos num passeio pela Baixa, que continua fabulosa. Esteve um dia tão maravilhoso que só me apetecia sentar na praça do Comércio a ver os eléctricos que passavam, os montes de turistas com as suas câmeras xpto e o bronze à lula, mas tive de voltar para a faculdade. O que vale é que daqui a nada já estou de féérias e estas serão aproveitadas até a última gota {que daqui a nada vem a tese e uma pessoa precisa de refrescar os neurónios}. É tão bom quando re-descobrimos as maravilhas da nossa cidade, não acham?
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Uma pessoa mata-se a fazer dieta e depois é isso...

Está bem que eu adoro que me levem o pequeno-almoço à cama {sabe tãão bem!} mas ser acordada com o cheirinho delicioso do queque acabado de fazer é uma tortura {e supostamente, eu não poderia comê-lo}.

Ó mãezinha, foste uma querida em ir ao Pingo Doce comprar o meu folhado preferido {de queijo, já experimentaram? Uma perdição} mas da próxima vez vê lá se te lembras que estou a {tentar} fazer dieta e trazes-me mas é uma baguete integral com queijinho fresco, sim? Pronto, e agora vou deixar de ser mal agradecida e encher de beijinhos a mamãe mais fofa dessa blogosfera!
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23 maio 2012

Dizem que está na moda. E eu gosto muito! {vestidões}

Há muita, muita coisa que está em voga e que eu acho absolutamente pavorosa {falarei sobre isso mais à frente} mas depois há aquelas tendências pelas quais uma pessoa fica perdida de amores. É oficial, ando apaixonada por vestidões. Daqueles compridos, até ao pé, quase a arrastar pelo chão. Sim, os maxi dress tornaram-se o meu mais novo vício. O primeiro comprei em Abril, no Rio de Janeiro {este, que usei no Pão de Açúcar} e é da minha adorada Salinas. Supostamente é para ser usado como roupinha de praia mas eu uso para sair mesmo {não, não fica transparente}.

Ao princípio pensei que os maxi dress deixassem a gente com cara de mulher-árabe-de-burka, aquela coisa sem forma e desenxabida mas depois que provei o da Salinas, o preconceito caiu por terra e desde então ando com vários modelos debaixo do olho.

No início de Maio comprei este, da Lanidor, que ainda não tive oportunidade {leia-se: caloooor} para estrear e tornei-me, oficialmente, fã deste modelo de vestido. São soltinhos no corpo, são giros, estampados, cheiram à verão, o que posso dizer mais? Foram feitos para o bom tempo!

É claro que não ficam bem a todos os tipos de corpo {nas baixinhas, por exemplo, acho que não ficam lá muito bem, para além de arrastarem pelo chão} mas para mim, que fui abençoada com mais de um metro e setenta de altura {ao menos nisso a genética foi simpática}, acho que assentam lindamente. As nossas lojas ainda não têm muita coisa nesse estilo mas em contrapartida a Asos, ai a Asos...


Vou tentar assobiar para o lado e fingir que estas belezuras não existem, caso contrário, corro o sério risco de estourar o meu cartão nessa tienda online. Ai ai.
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22 maio 2012

Das histórias de amor.


Ontem assisti a entrevista que a Xuxa {famosa apresentadora infantil brasileira} deu recentemente à um programa da Rede Globo e não pude deixar de ficar com lágrimas nos olhos. Talvez porque eu ando numa fase emotiva demais {sabe-se lá o porquê} mas o facto é que se há amores impossíveis e trágicos, o dela e do piloto Ayrton Senna ilustra bem essa categoria. E um dos trechos da entrevista poderia, perfeitamente, ter sido escrito por mim:

[Ele gostava das coisas que eu gostava, exactamente das mesmas coisas, ele não gostava das frutas que eu também não gostava… Tem muita gente que passa por essa vida sem conhecer uma pessoa que se encaixe desse jeito. Se existe alma-gêmea, a minha estava ali, à minha frente. A única pessoa com quem eu realmente pensei em casar foi com ele. Ele tinha tudo o que eu queria, até eu desconfiava. Eu pensava: não pode ser, ele deve ter lido que eu gosto de alguém assim porque ele fazia tudo o que eu queria. Ele tinha o cheiro que eu queria, ele tinha tudo o que eu queria. Não se pode ter tudo numa pessoa só, tinha que ter um defeito mas eu não consegui encontrar nem um… De uma coisa eu sei: um dia a gente vai se encontrar de novo.]

Foi exactamente assim que eu me senti quando estive afastada do M. Sempre soube que as nossas vidas voltariam a cruzar-se numa esquina qualquer. Sempre soube que ficaríamos juntos novamentes, que a separação era apenas um fase passageira. E felizmente, assim foi ;) Tenho pena que a Xuxa tenha perdido para sempre o seu grande amor {para a morte, infelizmente, ainda não arranjaram solução} e espero que ela, agora com quase 50 anos, consiga ser feliz à sua maneira. É como eu costumo dizer: nunca, jamais, devemos deixas coisas por dizer às pessoas que amamos. A vida é tão efêmera e há tanto por fazer, há tanto para sentir, para viver... Vamos aproveitar, sim?
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21 maio 2012

Só porque eu adoro esta publicidade:

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*dedinhos cruzados*


Eu sonho com isto há tanto, tanto tempo que, a realizar-se, será uma das grandes vitórias da minha vida. Esta é a semana decisiva para o meu projecto. As fichas estão todas apostadas, mesmo que, aos olhos dos outros, seja tudo uma grande loucura. Não faz mal, que de louco todos nós temos um pouco.
Decidi arriscar e correr {mais ainda} atrás do meu sonho.
Decidi que a hora é essa. É hoje. É agora.

Já não posso voltar atrás e, bolas, estou mesmo, mesmo feliz!
Agora é cruzar os dedinhos e torcer, confiante, que dará tudo certo ;)
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20 maio 2012

ai, domingo!

Eu deveria levantar o corpinho da cama e cuidar de uma série de coisas mas ao abrir a varanda e levar com uma rajada de vento a 200km/h e uma chuva do caraças, senti que o melhor que podia fazer era embrulhar-me nos edredões e esperar que o bom tempo regressasse. Até porque, ontem a rambóia durou até as tantas e assim de repente não consigo lembrar-me de nada mais gostoso do que dormir embalada pelo som da chuvinha que cai lá fora. Quem alinha?
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19 maio 2012

H&M do Ed. Grandella {no Chiado}

Fiquei apaixonada por estes calções assim que os vi no site e sabia que tinham que ser meus ;)
A túnica turquesa veio num pequeno impulso porque fica um espanto no corpo {tem um cinto trançado para dar forma à coisa}
E esta toalha cuja estampa é a minha cara? Mete bananeiras, hibiscos e tucanos pelo meio e pronto, eu não resisto.
A saia tem um tecido óptimo, assim todo encorpado e fica tão bonita no corpo...  essa estampa é lindíssima, apetecia-me trazer tudo desta colecção!}
Achei o preço muito, muito barato {considerando a óbvia qualidade da saia} e até julguei que estivesse mal marcado {é que esta saia vale, na boa, uns vinte euritos}. Vou usá-la num baptizado daqui a duas semanas, vai ficar perfeita com umas sandálias mint que trouxe do Rio.

E foi uma desgraceira, senhores. Eu tentei não olhar para nada, juro que sim. Era ela a pedir-me opiniões de vestidos e saias para um casamento e eu a assobiar para o lado, assim numa de não ver o que ela tinha nas mãos {ainda por cima temos gostos parecidíssimos e agarrávamos sempre nas mesmas peças}.

É da maneira que já não posso entrar em lojas até o final do mês, sob pena de não poder viajar em Junho {siim, namorado fofo presenteou-nos com uma viagem de cinco diazinhos} portanto, a ordem agora é fechar a carteirinha e tentar poupar até lá. Até porque, verdade seja dita, não há nada que efectivamente me faça falta {uma vivenda em Búzios não conta, pois não?}
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17 maio 2012

Do desemprego.

Ontem estava a jantar e a assistir o jornal na SIC quando surgiu a notícia de que chegámos à incrível marca dos 14.9%  de desemprego em Portugal. Confesso que fiquei chocada ao ouvir tal coisa porque apesar de sermos todos os dias confrontados com notícias da crise, dos cortes, dos desempregos... é diferente ouvir um número concreto de pessoas desempregadas: 820 mil.

Talvez para muitos países este número seja pequenino mas para um país com a dimensão de Portugal {pequena, portanto}, esse número é assustador. Pela primeira vez, desde que comecei a ouvir falar da crise, tive medo. Medo do futuro, tão incerto. Medo de perder aquilo que todos nós julgamos assegurados todos os dias: os nossos empregos, a nossa casa, o carro, a saúde...

Por enquanto, felizmente, não tenho motivos para me preocupar a sério, mas escuto tantas histórias, tantas desgraças que uma pessoa até fica com medo. Todos os dias agradeço por ser uma privilegiada e conseguir manter dois empregos, numa altura tão negra. É que a gente, às vezes, só sabe reclamar por não poder ter aquilo, por não poder ir de férias para não sei onde, por não poder trocar de carro...

Nós reclamamos de tanta merdinha e esquecemos que temos algo que 820 mil pessoas gostariam de ter: um emprego. E isso, nos dias que correm, é uma verdadeira dádiva.
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16 maio 2012

Belém ☀

Aproveitei a hora do almoço para ir almoçar a Belém almoçar com o meu amor. Como o calor era muito {mesmo muito} não me apetecia estar enfiada num restaurante qualquer e sim sentadinha na relva debaixo das {muitas} sombras das árvores. Comprámos baguetes e sumos e lá fizémos o nosso piquinique improvisado. No final ainda tivemos tempo para um sundaezinho do McDonalds {adoro} e para namorarmos um bocadinho.

Fomos abordados por diversas ciganas, todas elas com problemas em perceber o meu não à primeira, enfim... Uma ainda teve a lata de dizer: "olhe, não tenha desprezo pela cigana..." ao que eu respondi: "não tenho desprezo, apenas não acredito em leitura de mãos" e continuei a andar. O M. ainda se riu e disse: "tu tem cuidado que ela ainda te roga uma praga..." Elas bem que podem rogar quantas pragas quiserem que eu, torno a afirmar, não acredito {e não temo} esse tipo de coisas.

E agora vou enfiar a carinha nos livros que amanhã tenho um exame daqueles e tudo que eu queria era ter logo um 16 e arrumar de vez esta cadeira {e com boa nota}. A ver vamos...
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@Belém

Está um dia dia fantástico em Lisboa: sol, calor e uma brisa fresquinha. E estou aqui, sentada na relva à espera do meu menino para almoçarmos em contacto com a natureza. (já tive que despachar umas quantas ciganas que insistem em ler a minha sorte apesar das minhas veementes recusas.)
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Frase do dia #20

Da mesma maneira, que um texto, sem vírgulas perturba-me, o mesmo, com tantas vírgulas, deixa-me, digamos, a respirar pausadamente, sem necessidade. Se é que me entendem.
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15 maio 2012

hortelã.

Com todo esse {maravilhoso} sol que inundou Lisboa nos últimos dias, nada como uma cor fresca e alegre para colorir os meus dedinhos. Escolhi esse tom de verde-azulado que tanto gosto e a cor chama-se "Peppermint Leaf", da Avon. É uma edição limitada e foi comprado no verão do ano passado {a prova de que sempre fui apaixonada por vernizes coloridos, independente de estar na moda ou não}. Penso que esse ano a Avon já não fabricou essa cor, o que é pena porque o verniz é um espanto.

E vocês, já andam a usar vernizes com cheirinho à verão? ;)

Às meninas que venceram o giveaway {Anabela e Gi} informo que os prémios já seguiram viagem!
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Para as fãs da pulseira Pandora.

É sabido que eu sou rendida às pulseiras da Pandora {pelo conceito, pela beleza das peças e por adorar miniaturas} e como tal, tenho um cuidado todo especial com a minha. Tenho a minha Pandora há quase quatro anos {foi-me oferecida pelo namorado} e de lá para cá fui recebendo mais peças e ela ficou  compostinha {leia-se: cheia de berloques}. A minha pulseira é a de 21 cm e na altura em que a recebi, estava do tamanho ideal para o meu pulso {tinha um dedo de espaço para pôr as peças novas}.

Entretanto com o passar do tempo {e com o aumento do número de berloques} notei que a pulseira começou a ficar-me muito folgada. Do tipo, eu baixava a mão e por pouco a pulseira não me saía {fechada} do pulso. Reparei que a malha da pulseira tinha alargado imenso e decidi levá-la à loja da Pandora no Vasco da Gama.

Ora, chegando à loja fiz-me de parva e perguntei à vendedora se ela achava que a minha pulseira estava no tamanho certo para o pulso. Respondeu-me que não, que estava pelo menos uns dois centímetros a mais. Expliquei-lhe então que a pulseira, quando a ganhei, tinha 21 cm e estava óptima mas com o tempo aumentou de tamanho, ao que a vendedora sorri e diz: "pois, elas alargam sempre um bocadinho com o peso das peças, é normal, por isso nós temos um serviço onde cortamos a pulseira à medida da cliente". Ah, afinal há esperança, pensei.

Perguntei-lhe mais acerca do serviço e foi-me explicado da seguinte forma: "a pulseira vai para arranjar na nossa fábrica e demora cerca de três semanas para ficar pronta. O serviço tem um custo de 25€ e tem garantia de um ano, caso haja algum problema.". Demonstrei espanto: "25€? Quase a metade do preço da pulseira?!" e ela responde-me que é porque a pulseira tem de ir fogo para poder ser cortada e que depois precisa de levar um banho de prata e mais blá blá blá.

Agradeci a informação e sai de lá com a pulseira no pulso, que eu não tenho um P de parva tatuado na testa nem acho o meu dinheiro no lixo. Porra, vinte e cinco euros para cortar 2 cm de uma pulseira? Estes gajos vivem no mesmo país que eu? É que não parece... Na altura o M. pagou 59€ pela pulseira e cobram-me 25€ por um arranjo? Chulos.

Como sou pessoa que não descansa enquanto não resolve as coisas, fui ao Campo Pequeno buscar uma encomenda da minha mãe e lembrei-me de passar na ourivesaria que há por lá, assim só para ver se eles por acaso faziam o arranjo na Pandora.

Fui à Eugénio Campos e a senhora explicou-me que fazem o serviço e que há imensas pessoas que recorrem à eles depois de perceberem os preços abusivos da Pandora. Disse-me que se deixasse a pulseira no próprio dia {era uma quinta-feira} na terça ela já estaria pronta e que o serviço custava oito euros.

Ora, nem pensei duas vezes. Ela mediu-me a pulseira e esta tinha 23 cm {2 cm a mais do que o tamanho normal} e perguntou-me quantos centímetros eu queria cortar. Pedi a opinião dela e decidimos cortar um centímetro de cada lado. Fiquei completamente satisfeita com o serviço {a pulseira veio com um brilho fantástico e super limpinha} e recomendo à toda gente que esteja a passar pela mesma situação. A loja fica ao pé da loja da ALE HOP {a loja da vaquinha} no centro comercial do Campo Pequeno, em Lisboa.

Conseguem notar a diferença de cor entre as pulseiras? A mais clara é a minha, recém chegada da ourivesaria. A escura é da mamãe, com a oxidação natural da prata. Fiquei espantada com a cor da minha {e liguei pra lá depois a perguntar que produto tinham passado #carapodre}
Ela veio nessa caixinha {com o antigo nome da marca} e com os dois pedacinhos cortados.
Não poderia ter ficado mais satisfeita com o serviço!
Os centímetros excedentes :P
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14 maio 2012

old pictures.

Visitar a casa da avó {no coração do Rio de Janeiro} também é, entre tantas coisas, passar uma vista de olhos nas imensas fotos antigas que ela tem por lá. Eis as mais especiais:
O P., com 3 anos e eu com 5, na festa junina da escola. (tão bem comportados que nós estávamos... mas só para a fotografia, é claro)
Mamãe pediu um sorriso espontâneo e eu fiz um esforço :P
Oh-meu-Deus-que-coisa-mais-gostosa-e-fofa-de-sua-irmã! Olha-me este queixinho duplo, estas pernocas cheias de refegos e este tom rosadinho... E a inconfundível carinha de bebé tartaruga. Ai, que saudade dela pequenininha assim.
Ela, carioca, 19 anos. Ele, minhoto, 25 anos. Um amor que durou uma vida. E que só terminou quando a vida assim quis. Ela até hoje ainda tem aquele brilho nos olhos quando fala: "ah, o teu avô... homem como ele eu jamais vi!". 
E depois ainda perguntam porque eu sou tão apaixonada pelos meus primos... Eles tornaram a minha infância inesquecível. (sim, eu sou essa poodle de cabelo preto toda escancarada na foto)
Adoro ver fotografias antigas. A minha mente viaja e relembro de tantas situações...Sou capaz de estar horas e horas sentada na varanda da casa da minha avó a examinar tudo com atenção. Gosto de ver aquelas fotografias amareladas e de observar os detalhes daquela época: as roupas, os cortes de cabelo, as feições...

Há dias descobri que a avó da minha avó (ui que isto já vai longe) era índia! Daquelas índias de verdade: vivia em uma tribo e não falava um ai de português. Diz a minha avó que a índia foi laçada {tal e qual os novilhos} pelo futuro marido, numa das muitas viagens que ele, militar, fazia. Romântico, não?
A minha família é uma grande mistura: árabe, portuguesa, indígena, brasileira... É, não somos nada esquisitos.
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