17 maio 2012

Do desemprego.

Ontem estava a jantar e a assistir o jornal na SIC quando surgiu a notícia de que chegámos à incrível marca dos 14.9%  de desemprego em Portugal. Confesso que fiquei chocada ao ouvir tal coisa porque apesar de sermos todos os dias confrontados com notícias da crise, dos cortes, dos desempregos... é diferente ouvir um número concreto de pessoas desempregadas: 820 mil.

Talvez para muitos países este número seja pequenino mas para um país com a dimensão de Portugal {pequena, portanto}, esse número é assustador. Pela primeira vez, desde que comecei a ouvir falar da crise, tive medo. Medo do futuro, tão incerto. Medo de perder aquilo que todos nós julgamos assegurados todos os dias: os nossos empregos, a nossa casa, o carro, a saúde...

Por enquanto, felizmente, não tenho motivos para me preocupar a sério, mas escuto tantas histórias, tantas desgraças que uma pessoa até fica com medo. Todos os dias agradeço por ser uma privilegiada e conseguir manter dois empregos, numa altura tão negra. É que a gente, às vezes, só sabe reclamar por não poder ter aquilo, por não poder ir de férias para não sei onde, por não poder trocar de carro...

Nós reclamamos de tanta merdinha e esquecemos que temos algo que 820 mil pessoas gostariam de ter: um emprego. E isso, nos dias que correm, é uma verdadeira dádiva.
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4 comentários

  1. Fora aqueles que já decidiram emigrar. O numero real ainda é maior que esse... Assustador.

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  2. E eu ando a procura de emprego ao tempo e não consigo arranjar nada! Já nem dá para conciliar os estudos com um trabalhinho. Há uns três anos, arranjei emprego em 2 dias. Hoje, ando há meses para encontrar. E vontade não me falta, tenho necessidade de me sentir ocupada!


    Um beijinho,
    Joana



    http://joandstuff.blogspot.pt/

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  3. Ora nem mais! Andamos nós, os empregados, a queixarmo-nos de tantas coisas e existem tantas pessoas sem dinheiro para colocar comida na mesa ou comprar um gelado aos seus filhos. É assustadora a situação em que estamos. E só me aflige ainda mais pensar que ainda pode continuar a piorar...

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