08 maio 2012

E pensar que há exactos dez dias eu andava por aqui:

Numa terra cheia de sol, de praias bonitas, de sandalinhas ao preço da chuva, de primos/tias/amigos sempre prontos para risada... A verdade é que custa, custa muito regressar à rotina de sempre. À saudade de sempre, aquele aperto no coração de saber que, com sorte, só lá para o fim do ano é que voltarei a ver aqueles rostos {e os sorrisos} que tanto me dizem.

Noutro dia uma amiga disse-me que compreendia bem o que eu sentia porque realmente não deve ser fácil largar todas aquelas praias, aquele sol e boa disposição. Mas não me custa estar longe do Rio, das praias, da animação. Juro que não. O que me custa é estar longe da outra metade da família. O que me custa, verdadeiramente, é estar longe dela.

Porque é {e sempre foi} como uma mãe para mim. Porque até hoje faz questão de fazer todos as minhas vontades e mimos como se eu tivesse sete anos outra vez. Porque é companheira, é amiga e é a melhor avó desse mundo. E eu morro um bocadinho a cada vez que tenho que me despedir. De cada vez que tenho que dizer: Tô indo, avó. Se cuida, fica com Deus... Porque, apesar da saúde de ferro da minha velhinha {e que muitas vezes me faz esquecer que ela já está quase nos 80} eu nunca sei quando o meu adeus será o último. Nunca sei se vou encontrá-la novamente, dali a tantos e tantos meses. E, assumo, esse é o meu maior medo.
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2 comentários

  1. Muito nostálgico o teu texto mas compreendo perfeitamente..tb tenho uma avo materna que adoro e nem consigo pensar nisso..o que importa é o que vos une e isso nenhuma distancia consegue derrubar :) bjs e pensamento positivo!*

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  2. mrfashionmood: Há dias em que estou mais pensativa e saem-me posts destes... Tens toda a razão, o importante é o elo inquebrável que eu tenho com a minha velhota e isso nada consegue alterar: nem o tempo, nem a distância, nem as saudades.

    Beijinhos e obrigada :*

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