12 maio 2012

À minha querida C.

"Acorda dona moça, a vida passa lá fora e você fica aí olhando pra dentro, fechada no nada. Flores precisam ser coloridas, sorrisos precisam ser enfeitados, estrelas estão amontoadas num canto esperando para iluminar os beirais das janelas. Hoje, uma borboleta comentou que você esqueceu sua aquarela na esquina da praça e crianças travessas andaram brincando de pintar vidraças, achando que eram cores sem dono, sem casa. O que foi que você perdeu, que de tão distante seus olhos não veem mais nada? O que encontrou pelo caminho que a fez descolorir e cansar de sorrir? Quero pintar um coração vermelho em sua boca, para que você se recorde de falar de amor, quero vagalumes fazendo morada nas suas pestanas para iluminar seu olhar de flor. Vem dona moça, o tempo é agora, a vida é lá fora e tudo fica sem graça sem sua risada gostosa, sem sua mistura de cor."
{Renata Fagundes} 
Porque eu acredito que dias melhores virão, e tu, que és tão forte e lutadora, vais ultrapassar essas nuvens cinzentas. Acredito tanto em ti... Gostava que podesses ver-te com os meus olhos e percebesses a pessoa fantástica que és: uma mulher forte, linda, inteligente e sensível como poucas. Custa-me ver o teu ar apático todos os dias, o teu jeito de "deixar andar" as coisas, como se a vida tivesse perdido todo o sentido. Não, C. A vida continua lá fora e eu desejo que tu possas apreciá-la como antes, com o teu sorriso rasgado e os olhos verdes mais brilhantes de sempre. Vais conseguir.
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