30 novembro 2012

Qual foi a parte do "eu não quero saber" que tu não percebeste?!

Dizem que quem é vivo sempre aparece. E ontem, do nada, recebi uma chamada com o habitual prefixo: 005521 {Rio de Janeiro}. Como não reconheci o número {e eu tenho todos os números importantes do Brasil - até do cardiologista da minha avó, para terem uma noção} soube instantaneamente que vinha de lá alguma bomba.

Atendi. E era ele.
A minha reacção? Foi simples: desliguei o telemóvel e bloqueei o número {há uma aplicação óptima que me permite pôr uma lista de números que são automaticamente rejeitados quando ligam para o meu telemóvel}.

Se senti alguma coisa? Nada. Até eu fiquei surpresa. Achei que a primeira vez que ele entrasse em contacto comigo eu teria um ataque de fúria, partiria a loiça toda e me mandaria para o chão, esperneando de ódio. Mas não. Eu estava serena como um monge budista e isso só pode significar uma coisa: página virada. Acabou.

Não quero saber. Não quero saber se acorda. Se dorme. Se o rim esquerdo voltou a funcionar. Se a tensão está controlada. Se sente a minha falta. Não quero saber de nada, rigorosamente nada.

Às vezes precisamos criar uma armadura, assim uma espécie de couraça ao nosso redor, para nos protegermos. Eu não gosto de ser assim, fria e indiferente. Chega a ser contra a minha natureza. Mas foi preciso.

Neeeext!

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