16 janeiro 2013

A sério, isto só a mim... #4

No sábado fui buscar a Vi na natação {no Jamor} e apanhei a A5 de volta para casa. Antes de chegar à portagem, pedi para a Vi para ir separando as moedinhas e adiantar o processo. Na hora de pagar a portagem, nem sequer conferi o dinheiro e entreguei as moedas na mão da senhora do posto, que abriu logo a cancela para eu passar. Agradeci e segui em frente.

E agora vem a parte emocionante. Mal andei cinco metros com o carro e estalou uma sirene medonha, para toda A5 ouvir. Olhei para um lado, olhei para o outro, a Vi arregalou-me os olhos e quando olhei para trás, a senhora do balcão está a fazer-me sinais com uma bandeirola. Épico!

Dar marcha atrás estava fora de questão, portanto, encostei o carro na última faixa {o balcão desta faixa estava fechado} e um funcionário veio ter comigo.

Funcionário: - Boa tarde, minha senhora.
Eu {com cara de estúpida}: - Boa tarde. Fiz algo de errado?
Funcionário: A senhora sabe que pagou a portagem com moedas de outro país?
Eu {mais estúpida ainda}: Como?
Funcionário: Veja... {e estende-me a mão onde vejo duas solitárias moedinhas de 10 centavos brasileiros}
Eu: - Ah, peço desculpa. Confundi as moedas. Tem aqui as moedas certas {e abro a bolsinha para tirar as moedas... que moedas? Não tinha moedas!}. Errr, desculpe, afinal vai ter que ser a multibanco.
Funcionário a fulminar-me com os olhos: - Venha comigo, então.

Fiquei tão constrangida, vocês não imaginam! Lá tive que atravessar parte da A5 escoltada pelo funcionário, tipo a-caloteira-das-portagens até o balcão da mesma senhora que me atendeu para finalmente, pagar o raio da portagem! Às tantas, e como o azar já era muito, até fiquei com medo do cartão multibanco ter um fanico qualquer e não passar, sei lá! Era capaz de ser presa, a julgar pela maneira como tudo se desenrolou.

Voltei ao carro, a tremer por todos os lados, e nervosa como estava, dei uma bronca na Vi: "Mas olha lá, tu não sabes diferenciar a moeda do Brasil e a de Portugal? Não sabes ler, caraças?" e ela, que não está habituada a me ouvir falar assim, desatou a chorar dentro do carro. Ai, pessoas, a sério. Senti-me a pior irmã do mundo e morri de remorso, tadinha da minha branquinha... Andei vinte metros e parei no posto da Galp. Abracei-lhe, pedi desculpas e fomos as duas comprar um gelado. Sim, que um gelado sempre consola. A mim e a ela.

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