10 junho 2013

Das coisas que só acontecem comigo #6

Há coisas que acontecem na minha vida e me fazem pensar seriamente se eu não deveria escrever um livro porque olha, só a mim. Devo ter sido premiada com uma qualquer tendência para situações bizarras.

No sábado de manhã fui levar a Vi à natação e íamos as duas a cantar e a falar palhaçadas quando começa a chover a potes. Ligo o limpa-vidros na velocidade máxima, reparo que o tempo está uma bela merda cheio de nuvens cinzentas e sigo em frente. Ali logo à saída da A5 em direção ao Jamour... PLOCT! Um animal-não-identificado espeta-se para cima do painel do carro, num barulho enorme e desatamos as duas aos gritos!

A chuva estava de tal modo forte que eu não conseguia ver que animal era e entrei em desespero enquanto o limpa-vidros continuava em modo frenético, arrastando o bicho de um lado para o outro e só se via penas a voarem para todos os lados... Grito, histérica, grito que me farto. Desligo o limpa-vidros e encosto o carro. Percebo, finalmente, que era o raio de um pombo, todo estrunfado para cima do carro, vísceras escorrendo pelo vidro e vomito-me toda. Ainda tentei abrir a porta do carro mas não resultou. A Vi, ao meu lado, quando me vê a mandar o pequeno-almoço para fora, o que faz? Pois... vomita-se também [ela morre de nojo de vómitos, não pode ver ninguém a vomitar que chama o gregório. É isso e ver sangue, a miúda passa-se].

Tinha algumas toalhitas na mala, pelo que tentei limpar-me e refrescar a Vi, enquanto decidia o que fazer. Carro no acostamento, chuva do caraças, miúda a perder a hora da natação, pombo esmigalhado no vidro do carro. E aqui tenho que fazer um parênteses: eu tenho pa-vor de pombos. Odeio-os, com todas as forças do meu ser. Não entendam mal, eu amo animais. Todos, desde cobras, escorpiões e ratos. Mas, por favor, não me mostre uma barata ou um pombo, que eu entro em colapso. Era exterminá-los, um por um, e o mundo seria perfeito. A Vi, depois de limpa, desatou a rir e perguntou-me como faríamos com o pombo [toda gente sabe do meu pavor por esses bichos] mas tive que ser forte [nem sei como consegui, verdade seja dita] e lá fui eu, com a mão enfiada num saco do Pingo Doce, recolher o bicho [que ainda estava com o corpo em espamos - só de lembrar até fico arrepiada] e colocá-lo no canto da estrada.

Liguei o carro, dei meia volta e rumei para casa, que toda eu tremia de aflição e a Vi estava com o fato de banho todo vomitado. O M. levou o smart para ser lavado [que nojo] e gozou-me vezes sem conta a dizer que não sabia como eu gostava tanto de Lisboa, sendo esta cidade infestada de pombos. Amo a cidade, sem dúvida, mas fujo dessa praga com asas... Cada um tem a sua fobia. A minha é mesmo esta: pombos. Ugh!

Agora ponho-me aqui a pensar: o que leva um pombo a mandar-se para cima de um carro? Seria da chuva, por causa dos ventos perdeu a direcção e chocou-se contra o carro? Ou estava em pleno vôo quando teve um fanico e já caiu meio-morto para cima do vidro? Não sei, agora fiquei a conjecturar... Pombos são seres estranhos, são mesmo.
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4 comentários

  1. Desculpa mas eu não consegui deixar de rir ao ler isto! Parece ter sido tirado de um filme!

    Mas, se te serve de consolo: também não posso ver ninguém a vomitar à minha frente. Não me faz confusão sangue, nem nada... agora vómito... só de pensar fico com náuseas! E também odeio pombos, as pessoas não imaginam o perigo para a saúde que são. São, basicamente, ratazanas de esgoto com asas. E, para finalizar, há coisa de um ano e meio, não levei com um pombo em cima da cabeça por centímetros. Deve ter-lhe dado o fanico, e caiu mesmo à minha frente. Ainda o vi a bater umas duas vezes as asas, já estendido no chão, e por ali ficou. Escusado que também mandei um berro no meio da rua, feita parva!

    Beijinhos***

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  2. Aiii...quando li isto lembrei-me de um skecth de animação que uma vez vi, em que um pombo fazia a vida negra a um homem, roubava-lhe uma mala cheia de coisas à espião e depois andava por aí a fugir com ela...tal e qual tu e o teu pombo suicida!!!Ahaha!!

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  3. eh eh que chato! às vezes andam doentes e ficam desnorteados!

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