10 novembro 2013

Paris // dia 2

O segundo dia começou cedo, comigo a saltar da cama as 7h em ponto e a preparar o pequeno-almoço, tipicamente francês: croissants [a minha perdição], queijos e sumo natural. Neste dia estava a chover, o que estragou um bocado o clima do passeio, afinal, ninguém gosta de andar a conhecer uma cidade com chuva a cair no lombo. Eu, então, que odeio andar de chapéu de chuva... e para fotografar? As fotografias saem sempre com aquele fundo acinzentado e a lente da máquina acaba sempre molhada... Mas enfim, já lá estávamos por isso só nos restou aproveitar!

Como era uma sexta-feira [a primeira do mês] e nós sabíamos que dali a dois dias, no domingo, seria o dia em que grande parte dos museus são gratuitos, deixámos para utilizar o Paris Museum Pass [válido por dois dias consecutivos] neste dia e no a seguir, sábado. [e assim ainda teríamos o domingo para conhecer os restantes dos museus à borlix - sim, porque em dois dias é humanamente impossível conhecer os museus mais famosos de Paris].

1// Place de la Concorde: Saímos na estação de metro Concorde e lá vimos a famosa praça, palco das sangrentas mortes na época da Revolução [diz que os condenados eram executados à guilhotina nesta praça]. Chuva, chuva e mais chuva. Era suposto pararmos um bocadinho na praça mas desisti e fui directo para o Jardim das Tuileries, que fica mesmo em frente.


2// Jardim de Tuileries: Um jardim encantador, bem no meio da cidade de Paris. Abriga um museu, que foi a nossa atracção seguinte, e vale muito a pena passear por entre as árvores coloridas do outono e o chão coberto de folhagens. Atenção: Em uma questão de 15 minutos fomos abordados duas vezes neste jardim, com o famoso "golpe do anel" [felizmente tinha lido sobre isso no blog Conexão Paris e deixei o homem a falar sozinho]. Na primeira abordagem, veio um homem até nós, de bom aspecto, baixou-se aos meus pés, disse: "excuse-moi" e estendeu-me um anel dourado. Na mesma hora, agarrei o braço do M. e desatei a andar, largando o homem lá plantado. Contei sobre o golpe ao M. e fomos para um sítio com mais gente, ao pé do lago. Nisto, outro homem vem para a minha beira, baixa-se aos meus pés e levanta-se... com um anel dourado na mão. Já sem paciência, gritei-lhe: "Non!" e fiz a cara mais horrível que consegui. Puxei o M. e começamos a andar em direcção à saída do jardim...




A nossa próxima paragem: Museé de L´Orangerie, que estava com uma exposição fantástica sobre Frida Kahlo, uma das minhas pintoras preferidas ;)

3// Museé de L´Orangerie: Museu de arte impressionista e local onde estão os famosos painéis de Claude Monet, os nenúfares. O museu está localizado na antiga estufa do Jardim das Tuileries e possui obras de Matisse, Renoir, Rousseau e Cézanne, entre outros. 


Apesar da chuva, a fila para entrar no museu era enorme e fiquei mesmo contente por ter adquirido o Paris Museum Pass porque cortei tooda a fila e em cinco minutos estava dentro do museu. Duvido que tivesse paciência para estar duas horas [e à chuva] para entrar num museu... mas isso sou eu, que detesto perder tempo em viagens.

A ala dos nenúfares de Monet, a minha preferida. Fotos não são permitidas, infelizmente. Fiquei maravilhada ao ver de perto aqueles painéis enormes na sala oval e era menina para estar ali uma tarde a divagar.

Alguns dos quadros expostos... [sim, fotos continuam a não ser permitidas - ups!]

Outro momento-êxtase: a exposição de Frida e a sua incrível história de amor com Diego. Imperdível!

4// Museé D´Orsay: Saindo do Museu da Orangerie, atravessamos a ponte até o outro lado do Sena e fomos a pé até o próximo museu. Enquanto caminhávamos pelo Quai d´Orsay, não vão acreditar... uma senhora, já idosa, vem em minha direcção, baixa-se e levanta-se com a porcaria de um anel na mão. Ai, pessoas, ia me dando uma coisinha má. Nem me dei ao trabalho de dizer nada, apenas ignorei-a e continuei a andar [juro-vos que nesta altura, e depois de 3 tentativas de "golpe do anel" no mesmo dia, fiquei a pensar que seria a semana inteira assim: sendo abordada por desconhecidos e obrigada a esquivar-me mas felizmente correu tudo bem]. Chegamos ao Museu e tudo o que eu via era um mar de gente. Filas, filas intermináveis. Lá saquei o passe e, novamente, entrei em poucos minutos. Uma maravilha.







A vista panorâmica do museu, incrível! 

 O incrível café do museu, no piso superior.

A esplanada do café, infelizmente estava fechada por causa da chuva =/

5// Montras fantásticas e lojas incríveis: A caminho de outras atracções, fomos sempre surpreendidos por lojas incríveis, cheias de história, como o caso da casa Annick Goutal ou das velas Diptyque. Em algumas entramos [e compramos] noutras não, porque o tempo não dava para tudo.

Quase em frente ao museu, a incrível Annick Goutal, com perfumes e aromas de babar [e preços de chorar].

No Boulevard Saint-Germain, a loja Shu Uemura e o seu curvex [ou revirador de pestanas] mais famoso do mundo [25€, fui conferir mas não achei nada de especial - ao menos em mim não fez grande diferença].

A mágica Diptyque e suas velas, de que já vos falei aqui.

6// Avenue des Champs Elysées: A avenida mais famosa de Paris mereceu uma visita de uma ponta à outra, que eu cá não sou pessoa de perder nada. Começámos na Concorde e terminámos no Arc du Triomphe. Lojas, muitas lojas icónicas. Turistas, aos montes. E, novamente, tentaram nos aplicar mais um golpe, desta feita foram duas ciganas/romenas, com uns papéis A4 para assinar, sobre uma petição qualquer. Lembrei-me imediatamente do que li no Conexão Paris [thanks, Lina!] e dei o fora.



O namorado fez questão de entrar... homens!

E como temos direitos iguais, fiz questão de entrar nesta... ahahaha [acho que ele saiu a perder mas enfim]

7// Ladureé da Av. Champs Elyseé: Uma maison incrível! Está para os franceses como a Fábrica dos Pastéis de Belém está para os lisboetas. Fila de gente para entrar mas desta vez eu aguardei pacientemente [e eu lá ia perder os melhores macarrons parisienses?]. Trouxemos 12 macarrons [eu escolhi 6 sabores, ele escolheu o restante]. Trouxemos: Morango, Chocolate, Caramelo, Café, Praliné, Pistachio e DuoChocolate. Pagamos 22€ pela caixinha com 12 macarrons de tamanho standart.




E o cheirinho desta loja? Ai, senhores, era agarrar nestas bolinhas coloridas e dar à sola, quero to-das!



8// Megastore Louis Vuitton: Não morro de amores pela marca, confesso. Sequer percebo todo o frissom que há ao redor das malas do senhor e só um modelo me faz suspirar verdadeiramente: as neverfull. De resto, passo. Mas é incrível observar esta loja gigante, com uma montra fora de série e com tanta gente à porta para entrar. Mágico.



9// Arc du Triomphe: A última paragem do dia [sim, que a esta altura eu já nem sentia mais os pés]. É um monumento incrível, principalmente por tudo o que representa para os franceses. Foi emocionante ver de pertinho os nomes dos generais e das batalhas gravados nas paredes. Eu, fã de história, fiquei embasbacada a olhar [sim, tipo um burro a olhar para o palácio]. Mais uma vez, evitamos as filas para subir no monumento, graças ao passe e lá fomos nós, galgar 284 degraus de uma só enfiada. Cheguei lá acima quase a desfalecer, juro-vos. Mas a vista, ah... vale a pena!


 Os nomes gravados nas paredes... história pura!

Ai, que até fico mal disposta de ver esta foto. Cheguei lá acima com os joelhos moles e tive que me sentar por uns minutos, ninguém merece.

Um pedacinho da "Étoile", cada avenida forma um "bracinho" da estrela.



A avenida mais famosa de Paris!

Cansada, com dores nos pés e descabelada mas... feliz!

A Chama Eterna, por cima do túmulo do Soldado Desconhecido, vítima da I Guerra Mundial.

10// Trocadéro: A seguir ao Arco do Triunfo, apanhamos o metro até a estação do Trocadéro, sem dúvida, o melhor local para fotografar a Torre Eiffel no seu melhor ângulo. A chuva insistiu em voltar nesta hora e não consegui tirar muitas fotografias mas é um sítio de visita obrigatória para tirar aquela foto digna de cartão-postal.

Não importa: mesmo com chuva, a dama-de-ferro parisiense é deslumbrante!

Já era perto das 18h e tudo o que queríamos era deitar e esticar as pernas, por isso voltamos para o hotel e ficamos deitados com as pernas para a cima, que a idade não perdoa, enquanto fazíamos planos para o dia a seguir.

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