10 novembro 2013

Paris // dia 3

O terceiro dia em Parrí começou novamente às sete da manhã. Demos preferência por acordar cedo e voltar cedo para o hotel para descansarmos ao final do dia [e também porque ficamos assustados com os golpistas à solta em Paris]. Posto isto, o terceiro dia começou com...

1// Ponte de Grenelle: Apanhamos o metro até a estação de Bir-Hakeim [tínhamos bilhetes para a Torre Eiffel às 11h] mas como ainda tínhamos tempo até a hora de subir na torre, achamos por bem passear pelas ruelas e pontes de Paris. Tínhamos lido sobre a Estátua da Liberdade aos pés da Ponte de Grenelle e fomos conferir de perto:


 Diz que esta estátua, que fica na extremidade da Île des Cygnes [ilha dos cisnes] está voltada para oeste, em direcção à verdadeira estátua, em NYC.

 Quando Paris encontra New York...


2// Tour Eiffel: O grande símbolo de Paris e, na minha opinião, o monumento mais encantador do mundo... Tivemos a sorte de comprar os bilhetes para a torre através do site oficial e por isso, à hora marcada lá estávamos, prontos para conhecer a estrutura de ferro que encanta turistas em todo o mundo [sabiam que é o monumento mais visitado no mundo inteiro?]. O bilhete custa 14,50€ até o topo e 8,50€ até o segundo andar. Compramos o bilhete completo, para ver Paris em todo o seu esplendor.


 Um mar de gente para visitar a torre mais famosa do mundo!


 A vista parcial do Champs de Mars, o jardim por baixo da torre.

 Entrada para os que possuíam ticket comprado na internet... a minha salvação!

 O elevador que leva os turistas até o ponto mais alto.

 Quase lá!

 A vista do segundo andar da torre.



A vista incrível!

Para subir ao último piso encarámos uma fila que, felizmente, andou bastante rápido, coisa de dez minutos.

O rio Sena, visto do último piso da Torre Eiffel.


Lá acima é um frio descomunal, pessoas. Levem casacos e cachecóis porque o clima é agreste.


3// Museé do Louvre: Na saída da torre, já perto do meio-dia, fomos em direcção a um dos museus mais famosos do mundo e que, obviamente, é gigantesco. Saímos na estação de metro Louvre-Rivolli. O site oficial do museu disponibiliza o plano do museu [existe em português] para que possam planear a visita antes e assim demarcarem quais alas/monumentos que desejam ver [isso adianta muito e poupa-nos tempo]. Ah, e não fiquem frustrados: é impossível ver todo o Louvre em apenas um dia, quanto mais em poucas horas como foi o nosso caso. O museu está dividido em quatro andares [subsolo, piso 0, piso 1 e piso 2] e para além disso, cada piso está ainda subdividido em três alas: Denon [lado direito], Sully [central] e Richelieu [lado esquerdo]. A maioria das obras que eu queria ver ficavam em pisos e alas distintas, de maneira que chegámos a conclusão que o mais fácil [e rápido] era ver o museu por alas e não por pisos. Assim, escolhemos tudo o que queríamos ver da ala Denon e depois foi só andar entre os elevadores de uma mesma ala. [acreditem, vão poupar imenso tempo do que se fizerem tudo por pisos - aquilo é enorme].





Ala Richelieu // O que ver: Os aposentos de Napoleão [piso 1] e a Galerie d´Apollon.




 Luxo, opulência... esta gente não brincava em serviço! 


A humilde sala de jantar de Napoleão *__*

Galerie d’Apollon, um salão luxuoso com quadros de várias personalidades francesas (reis, escultores, pintores) e uma arquitetura que deslumbra qualquer um. Nem sabia bem para onde olhar: tectos, paredes, chão... tudo ali é mágico // piso 1, ala Richelieu.



Ala Sully // O que ver: Estátua sentada de Ramsés II e a Venus de Milo [piso 0], Grande esfinge de Tanis [piso 0].

Estátua sentada de Ramsés II // piso 0, ala Sully, secção egípcia

Venus de Milo [ou Afrodite] // piso 0, ala Sully, secção Antiguidades Gregas

 Ainda na secção de esculturas gregas [a minha secção preferida], sala com várias esculturas.

 Grande Esfinge de Tanis, que pesa 9,5 toneladas, é assim um assombro. Datada de 2600 A.C, faz-nos pensar na grandiosidade deste monumento, todo em mármore // piso 0, ala Sully, secção esculturas egípcias.

 Ala egípcia do museu. A impressão que dá é que todo o Egipto mudou-se para ali, impressionante.

Ala Denon// o que ver: Psiquê reanimada pelo beijo do amor, de Canova [piso 0], Gioconda/Monalisa [piso 1], As Bodas de Canaã [piso 1].

Psiquê reanimada pelo beijo do amor, de Canova // piso 0, ala Denon, secção Esculturas Italianas séc XVI-XIX.

 La Gioconda, de Leonardo da Vinci [também conhecida como Monalisa]. Talvez o quadro mais desejado do museu e também o mais enigmático // piso 1, ala Denon, secção Pinturas Italianas séc XIII-XV.

E o sufoco que foi chegar perto do quadro? Valha-me Deus, todos querem a Monalisa. É o único quadro do museu que conta com 3 seguranças/funcionários sempre atentos, uma coisa assim extraordinária.

As Bodas de Canaã, de Veronés. Um quadro gigante, com nove metros de comprimentos e seis de largura [fica na mesma sala da Monalisa, na parede oposta].


O que faltou ver: Fiquei triste por não poder ver a Victoire de Samothrace imponente do alto da escadaria que leva ao piso 1, mas ela foi para restauro em Setembro deste ano e só retornará ao Louvre no verão de 2014.

4// Museé Rodin: Depois de sentar-me em todos os bancos do Louvre [ai os meus pés, vocês não imaginam o estado em que eles estavam] e como esse era o último dia do nosso "Paris Museum Pass" obriguei-me a dar a sola e lá fomos nós apanhar o metro para o Museu Rodin, conhecer as famosas estátuas dos jardins. Saímos na estação de Varenne e vimos logo o museu. 

 A entrada do museu e os fantásticos jardins à volta.

 O pensador, a obra mais emblemática de Rodin.


 O jardim é incrível, uma atmosfera de pura paz, rodeado de esculturas que ficam assim, espalhadas como se fizessem mesmo parte da vegetação.


5// IMA - Institut du Monde Arabe: E ainda há pedalada para mais? - perguntam vocês. Como estivemos quase uma hora sentados nos bancos do jardim [a comer baguettes de queijo brie - so french!], já tinha recuperado a circulação nas pernas e estava mais que pronta para uma visita às minhas origens árabes. Apanhamos o metro até a estação Jussieu e andamos cerca de cinco minutos até darmos com o museu, que é assim todo futurista e moderno, um luxo.



 A primeira bíblia cristã escrita em árabe. [fotos não são permitidas, ups!]

 Por dentro é fantástico, todo prateado, parece uma nave.

Fomos os últimos a sair do museu, que fechava às 18h e infelizmente não conseguimos ir até o terraço, que dizem ter uma vista fantástica de Paris.

6// Pharmacie Monge: Nem só de cultura vive uma mulher, certo? Enquanto caminhávamos à procura de um sítio para beber um sumo, dei de caras com uma farmácia fantástica, cheia de promoções e packs do tipo "lot de 2". O metro mais próximo é a estação Place Monge e a farmácia fica no 74 rue Monge. Montes de promoções [mais baratas que a Citypharma da rue do Four - a farmácia mais turística de Paris]. Trouxe alguns itens indispensáveis e adorei ser atendida por uma brasileira, a Naiara, que ao ver o meu sufoco para falar francês, tratou de apertar a tecla SAP para o português e aí sim, foi o regabofe. Se forem até lá, procurem por ela, é uma simpatia e te mostra todas as promoções mais em conta da loja.

Falei mais sobre as comprinhas neste post.

7// Tour de Montparnasse: Já passavam das 19h quando fomos até a estação de Montparnasse Bienvenue para, supostamente, jantarmos num restaurante especial [surpresa do namorado]. Assim que saímos do metro, ele convence-me a subir até o prédio mais alto de França, a Torre de Montparnasse, para vermos Paris com outros olhos. Aceitei, a custo. O bilhete foi pago à parte, 13€ [tivémos 20% de desconto com o Paris Visite e pagamos apenas 9€] e lá fomos nós andar no elevador mais rápido da Europa. A vista é realmente de tirar o fólego e foi neste sítio que ele escolheu para me pedir em casamento. E eu disse sim. [mais detalhes aqui].


A vista sobre Paris é de tirar o fólego. Percebem agora porque Paris é considerada a "cidade-luz"? É muito emocionante! E frio, que isto de estar 210 metros acima do solo não é para fracos.

Diamonds are a girl's best friend ;)

Este dia foi, sem dúvida, o mais cansativo de toda a viagem. Foram três museus e duas torres num único dia, só mesmo para maluquinhos como nós. Cheguei ao hotel com os pés todos inchados e praticamente arrastada, razão pela qual apagamos ainda não eram 22h. Foi um dia incrível e inesquecível, por tantos motivos...

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