16 dezembro 2013

A justiça divina, essa, nunca falha:


Há mais de um ano que esperava por esse momento. Contei-vos neste post, de Outubro do ano passado, que tinha sido acusada de uma coisa totalmente absurda, pelo meu próprio pai. Na altura fui tão apanhada de surpresa que limitei-me a chorar como uma madalena e jurei que nunca mais lhe falava. Foi dos piores momentos da minha vida e manteve-me afastada do meu pai por quase um ano. Só voltei a falar com ele há um par de meses, devido à uma ligação dele e um pedido de desculpas.

Disse-me para esquecermos aquela história, que já tinha passado, não valia a pena... mas no fundo, sempre tive a sensação de que ele continuava a acreditar que eu realmente tinha feito aquilo. E isso irritava-me, eu queria a todo custo provar que não, que eu não tinha feito aquilo, foi uma mentira de alguém com o caráter do tamanho de uma ervilha! Mas calei-me, eu sabia que o momento certo apareceria. E, além do mais, eu só desconfiava da pessoa que tinha inventado tal coisa, não tinha certezas, não tinha provas.

Mas hoje descobri o lado podre da história. Descobri a verdade, no meio de um punhado de mentiras. E soube-me a mel. Sabem aquela sensação de que, finalmente, lavamos a alma? Foi o que eu senti. Quando soube da verdade [e confirmei as minhas suspeitas], até podia jurar que ouvia ao fundo "weeee are the champion, my friends!".

Chorei, fartei-me de chorar no trabalho e tive que correr para a casa de banho disfarçar os olhos de coelha. Foi uma libertação, de verdade. Por um lado, um alívio imenso. Por outro lado, um choque sem tamanho: como uma pessoa consegue dormir descansada da vida depois de inventar uma história horrível sobre mim e manter-me separada do meu pai durante quase um ano? Este mundo é de loucos. As pessoas fazem tudo por dinheiro. [sim, neste caso, dava-lhe um jeitaço que o meu pai nunca mais me falasse].

Mas sabem? Eu acredito que a justiça divina não falha. Sabia que a verdade viria à tona, mais cedo ou mais tarde. Thanks, God! 

P.S: Haverá pior sentimento no mundo do que o da injustiça? É tão horrível quando fazemos todos os esforços para que a pessoa acredite em nós, que estamos inocentes, que falamos a verdade... mas a pessoa simplesmente ignora-nos. É avassalador, um sentimento de impotência daqui até a China...
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4 comentários

  1. Oh, Anne, como eu te compreendo. Fui acusada de roubo na antiga loja onde trabalhava. Logo eu, que nunca fiquei com nada que não fosse meu, nunca roubei nada, foi um drama. Estou a processar a loja mas o alívio moral ainda não chegou. Acredito que chegará. Assim como chegou para ti.

    (estás a falar da tua madrasta, não estás?)

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  2. Anne,ainda bem que a verdade veio a tona,a mentira tem sempre perna curta e existem pessoas que sao capazes de tudo por dinheiro e para conseguir aquilo que querem,mas quase sempre essas pessoas vivem vazias por dentro,nao tem alma entendes? nao sei se te estas a referir a mulher do teu pai mas se tiveres,entendo te como ninguem pois elas tem sempre inveja das filhas dele,querem ocupar o nosso lugar na vida deles,e se eles deixarem isso acontecer entao nem sequer merecem o nosso respeito. mas ainda bem que o teu pai reconheceu que tavas a falar a verdade,se calhar duvidou de ti pk nao te conhece realmente,mas provaste lhe a mulher que es. forca,guerreira. bjs

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  3. Olá princess. também eu ja senti a injustiça do me proprio pai e doi mo mto. percebo te tao bem..revi me nas tuas palavras e é ua coisa que nunca se esquece, ja se passaram mais de dez anos e ainda tenho pesadelos....

    Beijinhos grds

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  4. A verdade pode vir mais tarde, mas vem sempre a tempo. Fico feliz por teres ''limpo'' a história com o teu pai. É uma boa prenda de Natal^^

    Beijinho*

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