22 dezembro 2013

À todas que pensam em engravidar num futuro próximo:

Ontem a prima do M. ligou-me a perguntar se podíamos ficar com a miúda durante a tarde para ela ir ao cabeleireiro/arranjar as unhas e todas essas coisas que nós, mulheres, fazemos com alguma regularidade. No caso dela, desde que a Carolina nasceu que o tempo tornou-se curto e fazer madeixas, arranjar mãos e ir à depilação só mesmo em ocasiões especiais.

Okey, estou de férias em casa, o M. também, não temos rigorosamente nada para fazer a não ser ver filmes de natal e comer porcarias por isso, que mal pode haver em passar uma tarde com uma miudinha de 2 anos e meio? Lá fomos nós buscar a miúda e seguiu-se uma tarde que só posso descrever como O HORROR.

Meu querido noivo tinha combinado ir jogar futebol com o pessoal do trabalho então lá fui eu levá-lo ao jogo e de seguida passei para buscar a Carol. A prima do M. já estava à minha espera, com a miúda debaixo do braço, uma mala gigantesca [a chucha, a fralda, a muda de roupa, os cereais, meia dúzia de bonecas, a manta, o gorro, as luvas - fiquei com medo dela sacar uma cadeira de dentro daquela mala, bem ao estilo Mary Poppins] e a cadeirinha da miúda. Passou-me tudo para as mãos e saiu quase a correr porque já estava atrasada para o cabeleireiro.

Vi-me parada à frente do carro com uma miúda pequenina, uma mala gigante e uma cadeirinha [que não sabia como encaixar no carro]. Sentei a Carolina no banco de trás, guardei a mala na bagageira e abri a outra porta de trás para tentar encaixar a cadeirinha. Nada. Mas que raio, como se prende esta porcaria? Aquilo é cheio de encaixes e sítios por onde o cinto de segurança tem que passar mas na minha mão parecia um emaranhado de cintos e nada fazia sentido. Tentei várias posições e ou a cadeirinha ficava torta ou o cinto estava frouxo e se eu tivesse que fazer uma travagem brusca a miúda era capaz de me vir parar ao colo. Já eu transpirava a pensar que merda ia fazer quando a Carolina dispara: "a mãe?" e ameaça fazer beicinho. Nervosa, tentei brincar com ela, cantar musiquinhas de natal enquanto continuava na operação "cadeirinha" e nada.

Decidida, sentei a miúda na cadeirinha meio solta e passei o cinto de segurança por cima dela, da maneira normal. Com medo da cadeira soltar, fiz uns testes de abaná-la para um lado e para o outro, para ver se estava mesmo presa e se não soltava. A miúda desata a chorar, a dizer que queria a mãe, e a mãe?, onde está a mãe? Olha, amiga, somos duas, também eu quero a minha mãe. 

Lembrei-me de uns cds que tinha no carro, da festa de natal do colégio da Vi, com musiquinhas infantis e pus para tocar, enquanto conduzia para casa. Estávamos na autoestrada quando ela viu um outdoor que indicava que o próximo McDonalds era a 3 minutos dali. Exclamou logo: "tenho fome. Calolina qué hambugue!". Pensei que era uma ótima idéia levá-la ao McDonald para distraí-la e passear um bocadinho até o M. terminar o jogo e irmos buscá-lo.

Entrei no centro comercial Alegro, onde tinha o tal McDonalds perto, e lembrei-me que era natal e o centro estaria um caos. E estava. Não havia vagas, tive de pôr o carro no cú de Judas e lá fui tirar a menina do carro. Agarrei na mãozinha dela e entrámos no shopping. Estava distraída a caminhar até o McDonalds, de mãos dadas, quando ela vê uma boneca numa montra, há uns vinte metros de distância. Soltou-me da mão e saiu a correr feito doida e eu, que não estava à espera, a persegui-la pelo shopping, com as pessoas a desviarem-se de nós, um filme. Agarrei-a e fiquei com ela ao colo, não vá dar-lhe outra maluquice.

Fomos ao McDonalds, pedi o Happy Meal cheese-natura, ela comeu sempre na brincadeira: "agora a batatinha", "agora a carne", "novamente a batatinha", sempre a intercalar as batatas com o hamburguér, senão não comia. Foi preciso paciência, a sério, não fazia mesmo idéia que crianças pequeninas dessem tanto trabalho!

De seguida mamãe ligou-me e pediu-me para ver se ainda havia o Asus Memo Pad em cor de rosa na BOX do Jumbo, para oferecer à Vi. Como estava perto, achei que não custava nada ir. Lá chegando, sempre com a Carolina ao colo [e já com os braços dormentes] dirigi-me à secção dos tablets e comecei a procurar o tal Asus. Ao lado havia um tablet para crianças, assim com uma moldura emborrachada e cheio de jogos. A Carolina ia saltando do meu colo. "eu quero, eu quero!". Pois.

O vendedor, na ânsia de vender, passou o tablet para as mãos dela e o caldo entornou. Olhava, maravilhada, para o tablet. Passava os dedos no écrã, abria montes de aplicativos ao mesmo tempo, estava maluca com aquilo. Pôs o tablet debaixo do bracinho e disse: "tia, vamos pagar". Ao mesmo tempo em que queria rir, queria chorar. Enviei sms ao M: "a Carol está apaixonada por um tablet kids. Achas que ela é demasiado pequena para um?". Resposta do M: "ela tem dois anos e meio. Não é um gênio, vai partir isso em dois tempos. Compra-lhe um nenuco ou uma barbie."

Baixei-me e comecei a falar com ela. Disse-lhe que iamos comprar uma boneca linda, com cabelos compridos e muitos ganchinhos para ela lhe fazer penteados, que íamos comprar roupinhas para a boneca nova... nada. Balançava a cabeça que não e dizia, muito firme: "calolina qué o bablet". Tentei não dar muita importância e, uma vez que não havia o que eu havia ido lá buscar, fui com ela para a saída e tirei-lhe, com jeitinho, o tablet das mãos. Um escândalo, foi o que se seguiu.

Esperneava no meu colo, chorava, berrava, a cara toda molhada e vermelha, sacudia-se toda, uma vergonha. Fiquei verde, sentia que tinha todo o shopping a olhar para mim e a pensar que eu era uma egoísta do caraças que não comprava um tablet à pobre criança. Coloquei-a no chão e disse-lhe que mais tarde vínhamos buscar o tablet, que agora íamos à procura da tal boneca linda e maravilhosa. E o que ela fez, perguntam vocês?

Mandou-se para o chão. Literalmente. Jogou-se no chão da BOX e debatia-se como uma maluca, aos berros. Um pequeno monstrinho. Já cheia de nervos, decidi comprar a porcaria do tablet. Irritada, agarrei nela e comecei a andar em direcção ao parque de estacionamento quando a doce menina vê um daqueles carrinhos com bonecos onde pomos uma moeda e o carro abana, sabem? Outro drama. "Quero andar no carro do Noddy, eu quero!"

Perdida por cem, perdida por mil, bora lá andar no carro. 1€ por 30 segundos? Uau. Toda contente, lá foi ela a cantar durante tooodo o percursso até casa. Quando fui buscar o M. ao futebol, estava um caco. Sentia que um camião tinha passado por cima de mim. Transpirada, irritada, descabelada. Provavelmente como qualquer mãe de um puto de dois anos. Ele perguntou logo: "passou-se alguma coisa?"

Nããã, imagina. Esta criança é um doce e demo-nos lindamente. No banco de trás, a Carolina ria-se e dizia: A tia Anne é muito pixe! Pois. Assim que chegamos à casa, a miúda ferrou no sono, no sofá. O M. levou-a para o quarto, cobriu-a com a manta e exclamou, embevecido: olha, amor, parece um anjinho a dormir... Já pensaste que podia ser a nossa?


NÃO! POR FAVOR, NÃO! Nunca fiquei tão aliviada na vida quando fui entregar a menina à mãezinha dela. A sério, que alívio. Que sensação de liberdade. Não tem preço, mesmo. Eu amo, amo crianças... mas não estou minimamente preparada para lidar com uma durante 24h. Principalmente se for mimada como a Carol [e como eu própria fui durante uns anos].

P.S:É desesperador ter uma criança a berrar na nossa orelha, a fazer um show à frente dos outros... ontem era capaz de fazer qualquer coisa para calar a Carolina, entrei em desespero. Só quem está no convento é que sabe o que vai lá dentro, como dizem. Ganhei um respeito pelas mães de crianças pequenas que não imaginam. A sério, acho que sou capaz de fazer uma vénia da próxima vez que vir uma mãe em guerra com um puto por uma porcaria qualquer. Só elas sabem o que custa.

A carinha laroca e o sorrisinho inocente enganam... [o tablet, felizmente, era dos mais baratos mas mesmo assim, lá se foram 80€ à vida. Snif]

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21 comentários

  1. Ai desculpa Anne mas o que eu me ri! A verdade é que nem todas as crianças são assim (praise the lord) a minha nunca me fez esse cinema. Pede! Claro que sim, mas sabe que não pode ter tudo e explicando aos miúdos desde pequeninos, é meio caminho feito!

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  2. A miúda é mal-educada, pura e simplesmente. Era só o que faltava, cenas no shopping a espernear! Uma palmada nunca mais fez mal a ninguém e essa menina tá a precisar de uma urgentemente, ou ficará insuportável quando crescer. Vai ser uma daquelas que bate aos pais porque não lhe podem comprar um telemóvel topo de gama

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  3. Epah a miuda com 2 anos e meio ja é assim :X? Imagino quando tiver no auge da rebeldia , com os seus belos 16 anos , a querer tudo e mais alguma coisa , e os pais obrigados a dar pk senao a menina amua ou sai de casa...
    Mas lá está nao sou mãe nem estive nessa situação mas dar um tablet de 160 euros a uma menina de 2 anos e meio acho que é muuuito dinheiro . Hoje um tablet , aos 7 ja tem um telemóvel topo de gama .

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  4. LOOL. Que tarde bem passada haha

    Nenhuma criança de 2 anos vai entender por completo um não.

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  5. Já trabalhei com crianças dessa idade. Fico pensando na paciência que tinha naquela época. Se fosse agora, acho que deixaria todos de castigo, trancados numa sala!!!!!!!!

    Ri muito enquanto lia o post e fiquei imaginando a situação.

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  6. Olá Anne

    A minha irmã (de 23 anos) também tem um bebé (ainda não tem 1 ano o bebé) e também não pára quieto. Eu tomo várias vezes conta dele, ele é super querido sinto sempre que vale a pena, mas acredita que sexta feira já estava a dar em doida. Fui buscá-lo com a minha mãe ao colégio e vim para casa enquanto a minha mãe foi as compras de natal (e por azar deixei o meu telemóvel no carro). Pouco depois de ter chegado consegui pô-lo a dormir, mas só dormiu meia hora passado um pouco começou o desespero: o miúdo só vomitava, ele a chorar, eu a tentar tirar-lhe a roupa sem sujar mais nada e depois a limpar o chão. Foi um desespero! Nem tinha como ligar a ninguém, já não sabia o que fazer depois lá chegou a minha mãe e ele também parou de vomitar, Eu sei que a situação é diferente mas acho que o desespero é o mesmo e também pensei: bebés por agora, não obrigado. Por um pouco e quando não estão doentes tudo bem, mas quando não é assim é uma tarefa difícil.

    Beijinhos
    Sara F

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  7. Meu Deus, que inferno... Eu já não tenho muita vontade de ter filhos, com este relato, fiquei mais do que esclarecida!

    abanar-do-ser.blogspot.pt

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  8. Anne ri me até não conseguir mais, serio! hahahaha mas espera la aos 2 anos e meio eles sabem o que é um tablet??????????? hahahaha não aguento!!!

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  9. Ola Anne eu tenho 2 um menino com 6 e uma menina com 4, queres exprimentar?!?!
    Agora a serio, o R ja n faz cenas e responsavel, desenrascado e sabe q n pode ter td o q ve, adoro ir com ele as compras no shoping porta-se super bem!
    A B e mais imprevesivel…
    Qd eles bem pequeninos o meu segredo era sp juntos a mim, no supermercado punha os dois dentro do carrinho.
    Mas posso-te dizer q uma vez trouxe o R. ao colo a espernear a B no ovo dentro do carrinho do continente, mas o brinquedo de 60€ ficou la!
    (Desculpa os erros mas este teclado e maluco)

    Bjs e Bom Natal

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  10. Eu nunca comprava o tablet,ela está habituada a que lhe façam todas as vontades,o atirar ao chão e gritar é um dos "truques que eles usam " para conseguir o que querem!Se os pais ou a mãe ao primeiro capricho não tivessem cedido,ela já sabia que não valia a pena fazer a fita!Quando for mais crescida é que vão perceber! As crianças precisam de ouvir a palavra "Não", e têm que saber lidar com as frustrações!!

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  11. Se fosses tu a mãe dela estarias muito mais à vontade para lhe dar dois berros, agarrar nela e levá-la a espernear até ao carro e deixa-la gritar até casa até se acalmar...

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  12. O meu afilhado é um amor (5anos), os do meu namorado depende ( 3 e 8 anos), o mais velhinho é mais complicado! Mas já fomos a passeio a Lx com os dois mais velhos, com 5 e 8 anos! E só fizeram o que tinhamos planeado, e bem que o mais velho ia "educado" para andar no teleférico! Mas não andou, e eles não se esticaram! Mas nunca compraria um tablet a uma miuda de 2 anos, prima do meu namorado por uma birra!! Ainda pra mais pk nem tenho essa disponibilidade financeira, mm havendo tablet ainda mais baratos que 80e! Eu nao tenho miudos na familia, e os miudos da familia do J, não se esticam em nadinha, os pais não perdoam! Eu tb berrava e a minha mãe não comprava, alias era viasada em casa, se chorares nunca mais vais, era limpinho! E desde que vi um miudo a dizer à mãe "vais apitar qdo saires da loja!" e a mãe apitou ao sair, pk o pirralho pós qq coisa na mala da mãe à socapa por brincadeira, e a mãe não fez nada a não ser morrer de vergonha, vi que eles não são tão inocentes assim! Os pais é que às vezes não estão preparados, qdo era nova, levava uma palmada, agora não se pode falar aspéro ou dar palmadas, e os miudos sabem até onde podem ir e com quem! E tu foste uma vitima!

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  13. Também concordo que se trata de uma menina mal educada (sobretudo olhando a idade). Percebo o teu constrangimento porque não era tua filha, mas se a minha filha me fizesse uma cena dessas até podia rebolar pelo shopping de uma ponta à outra, que não teria tablet nem coisa alguma. A minha filha tem 2 anos e 3 meses e NUNCA me dez sequer coisa parecida. Portanto, não penses que são todos assim, tem muito a ver com a educação que lhes é dada. Bom Natal!

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  14. Péssima, péssima atitude, a de comprar o que ela queria. Lamento. Ela descobriu a fórmula mágica e a partir de agora, o filme e a birra vão ser sempre cada vez maiores, porque sabe que as pessoas acabarão por ceder.É uma questão de fazer fita até ao ponto de cedência. E nem estamos a falar de um chocolate. É um tablet, caro, que a maior parte dos pais não tem possibilidades de comprar. Não sou mãe, é certo, mas sou professora. Lido com crianças mais novas e mais velhas. Também tenho sobrinhos e afilhados pequenos. E não se cede. Podem berrar, chorar e espernear à vontade. Não tenho qualquer problema em dizer não e explicar a razão. Há sempre situações e situações, claro, e há que saber distinguir. Mas aqui foi um puro capricho. É possível que daqui a uns dias já não ligue ao tablet e faça birra por um novo brinquedo, do qual se irá saturar depressa, porque não deu qualquer luta. Para nem falar nas consequências graves na construção da personalidade, caso estes episódios sejam frequentes na vida desta criança. Não aprende a lidar com a frustração. Mais tarde, na adolescência, ela poderá exigir coisas que os pais não podem pagar apenas por capricho e por achar que tem direito a eles só porque sim. Este já está feito, mas aconselho que em situações futuras evite ceder aos caprichos dela.

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  15. Não tenho filhos, nem tenciono ter tão cedo mas acho que se passasse por isso a criança podia rebolar e chorar o dia todo que não ia ceder. Acho que passa muito pela educação que se dá, mas isso parece-me mais mimo do que outra coisa. Têm que perceber desde cedo que não podem ter tudo, têm que aprender a ouvir um não. Se é assim agora imagina quando for mais crescida.

    Mas isso sou eu que não sou mãe.

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  16. Oh Anne,ja deu pa ver que quando fores mae vais dar tudo ao teu filho (a)! Falo por experiencia: quando os filhos nao sao nossos,custa-nos ver uma crianca mimada a fazer uma birra porque quer alguma coisa mas quando é o nosso filho a fazer ficamos com pena e cedemos ao que a crianca quer. Mas cuidado porque tudo tem que ter um limite: uma crianca mimada demais vai ser um adulto que nao vai dar valor a nada. Nem 8 nem 80! Bom Natal para ti e para os teus!

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  17. Anne, a carol não é mal educada, como qual quer criança experimenta até onde pode ir e descobriu a formula mágica para lhe dar a volta, muito provalvelmente se lhe tivesse dito firmamente que não que era muito caro e não podia ser ela nem teria piscado e se tivesse dito 3 minutos depois que ela ia ter a tal boneca ela teria ficado muito satisfeita, as crianças são assim mesmo precisão de muito amor e firmeza por isso não peça ao Pai Natal disparates peça antes infinita sabedoria e paciência que é isso que é necessário para educar um filho.
    Beijinho Anne e juizo vai adorar ser mãe e olhe tenho para mim que vai ser boa na coisa.
    Maria do Rosário

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  18. Antes de ser mãe tb pensava como muita gente que aqui comentou...que as atitudes destes pequeninos "seres" passavam por educação ou falta dela... Dps vi-me obrigada a mudar de ideias,ao ser mãe,pq a minha filha tem 1 ano apenas e está sempre a pôr-me á prova exactamente da forma como descreves, e aqui é um tablet como pode ser um rolo de papel higiénico, são eles a testar-nos para saberem até onde podem ir, na minha opinião não devia ter comprado o tablet mas lá está,eu n estava lá e não sendo mãe da criança não teria legitimidade para agir da forma que acho mais adequada, que seria castiga-la.....De qq forma espero que esta cena n a demova de ser mãe pq existem umas outras tantas "cenas" que compensam estas menos boas... Feliz Natal

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  19. ehehh Bom treininho! ;) Mas qd são nossos é diferente! ;)

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