01 dezembro 2013

Dos "ses" desta vida.

Há dias estava a comentar com uma amiga como essa vida é surpreendente... Estávamos a conversar sobre relações e afins quando ela  pergunta-me: "é verdade, nunca perguntei-te mas... como conheceste o M.?" e lá respondi-lhe que estava a fazer voluntariado no Jardim Zoológico quando o vi pela primeira vez e ele, atiradiço, começou logo a puxar conversa e eu nervosa porque estava a "trabalhar" e não queria dar nas vistas, para além de estar em Portugal há apenas dois meses e ainda não perceber bem o que ele dizia, enfim, foi um filme. Depois disso nunca mais nos deslargamos.

E ela responde: Já viste? Se aqueles bandidos não tivessem assaltado a tua mãe, jamais teria conhecido o teu amor..." 

Fiquei a refletir sobre a frase e... não é que é verdade? A vida é feita de uma série de condicionantes, de "ses": "se ele não tivesse feito isso...", "se não tivesse acontecido aquilo..."

A minha amiga tem toda a razão. Se aqueles bandidos não tivessem sequestrado a minha mãe em Novembro de 2004, nós nunca teríamos saído do Rio de Janeiro [digo eu...], eu não estaria a estagiar no Jardim Zoológico e nunca me cruzaria com o meu príncipe, com um oceano a separar-nos.

Provavelmente ele teria voltado a andar com a namorada-gótica-ruiva [o oposto de mim] que quando nos conhecemos eles estavam separados há menos de um mês e ela ligava-lhe todo santo dia na esperança de voltarem.

E eu, bom, eu provavelmente teria dado mais uma chance ao esturpor que só me mentiu e traiu, mas, já se sabe, quando somos adolescentes e parvinhas, acreditamos até em contos de fadas e duendes.

Por isso, bandidos da Tijuca, só vos posso agradecer por terem sido um dos motivos que, indiretamente, me fizeram encontrar a felicidade, tão longe de casa. Obrigada, viu?

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