30 maio 2014

A cara que eu faço quando ele me pergunta:

- Já foste ver o ar dos pneus do carro e o nível do óleo?


Ahhn?! Eu sei lá dessas coisas! - respondo.

E lá vem um monólogo de dez minutos (em que só ele fala e eu finjo que escuto), onde ele diz que eu sou a pessoa mais despistada à face da terra, que a luz do óleo está acesa no painel há não sei quantos dias (ahh, aquela luzinha ali? não reparei... - e não reparei mesmo), que os pneus estão vazios (pensei que tu é que me ias tratar disto, amorzinho), que eu 'maltrato' o carro e não tenho cuidado nenhum... e o carro está 'um nojo' cheio de talões de portagens, papéis do parquímetro, facturas de combustível... (sim, vou metendo tudo para dentro do porta-luvas), que se não fosse ele a cuidar do meu carro a esta altura eu já estava à pé (que o carro não aguenta tanto desleixo assim, nem água tens posto!).

Sou culpada, assumo. Não tenho a menor paciência para tratar do carro, é um defeito, pronto. Não sou obcecada com a limpeza do veículo (já em casa, ui, é cair uma migalha no chão e ver-me de vassoura em punho), o meu carro fica semanas sem ser aspirado (até que o M. revolta-se e leva o carro para lavar), nunca meto água, óleo ou vejo os pneus... oh pá, isso é serviço de homem, não me venham com tretas. Não conheço uma única mulher que 'goste' de fazer esses servicinhos, é uma seca descomunal. Se tenho um gajo ao meu lado, o mínimo que espero é que seja ele a tratar do assunto 'carro', assim como sou eu que trato, por exemplo, do assunto 'compras' (com muito gosto, devo confessar). Cada macaco no seu galho, é o que eu lhe digo mas ele não parece muito convencido. 

[tudo isto para dizer que hoje de manhã trocamos os carros (tão bom que é entrar no carro dele, cheiroso, limpinho, vidros sem poeira, uma maravilha) e ele levou o meu porcalhão para ser aspirado e limpo até do avesso. Daqui a nada já tenho o meu popó todo lindão. Homens são tão bons nisto! E em equipa vencedora não se mexe, já sabemos.]

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26 maio 2014

Ainda estou para aqui com um sorriso no rosto...

Se me dissessem, há um ano, que um dia eu estaria a organizar a viagem do meu pai do Rio para Lisboa e a preparar um mini-tour pela Europa com ele... acho que teria me desmanchado a rir. Mas a verdade é que  aconteceu. Ele chega dez dias antes do meu casamento e está todo empolgado com a idéia de irmos a Paris, Londres e Roma, as três cidades que ele sempre quis conhecer. E ao meu lado, só nós os dois. Tanto que temos para pôr em dia...

A vida é surpreendente, não é?

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Diz que é uma espécie de polaroid...

Há dias que andávamos a discutir como seria o nosso "Livro de Honra" e só uma coisa estava ainda decidida: não queríamos os tradicionais cadernos com capa forrada a tecido e mensagens escritas em tinta dourada, nada dessas coisas. No casamento da minha mãe tivemos a prova de que as pessoas ligam muito pouco à escrita das mensagens [e minha mãe gastou mais de 50€ no raio do caderno, mandou personalizar e tudo], por isso, não queríamos empatar dinheiro em algo que, à partida, não teria grande serventia depois da boda.

Então começámos a pesquisar idéias na net e tínhamos gostado muito da sugestão de pôr uma mala/baú antigo/gaiola decorada com fitas nas cores da festa e ao lado, um cestinho com mini-cartões personalizados com as nossas iniciais [o tal do monograma] para as pessoas escreverem as mensagens e depois colocar os cartões na tal gaiola/mala/baú. [A nossa quinta já tem o baú e a gaiola, só teríamos que arranjar as fitas para decorar (no Chiado são vendidas ao preço da chuva, na lojas de tecidos) e fazer os cartõezinhos personalizados (uma das madrinhas é webdesign então... não gastaríamos dinheiro nenhum)]

Mas eis que na sexta-feira o rapaz veio almoçar comigo ao trabalho e trazia um embrulho nas mãos. Perguntei-lhe o que era. Respondeu: "é o nosso livro de honra". Então, tá. E veio isto:

 Uma instant camera, do género polaroid [há tempos que namorava uma destas] da Fujifilm, modelo 'instax mini 8'

 O kit trazia o álbum para as mini-fotos, um filme para 10 fotografias e a câmera.

As fotos ficam um amor e apetece sair fotografando tudo! É um vício! Amei a prenda e tenho a certeza que terá muuuito uso depois do casamento! ;)

O que mais gostei na câmera foi o facto de ter um ar vintage que eu amo [e que tem tudo a ver com o tema da festa], de ser uma câmera 'de rolo' e por isso, obrigar-nos a pensar antes de clicar no obturador. Não é como as digitais em que tirámos 200 fotos de forma 'automática', só porque sim, sem aquele charme de antigamente quando só tínhamos um rolo de 36 fotos e cada foto exigia um cuidado e atenção que ficaram um bocadinho ao lado com a chegada da era digital. [não que eu não goste da modernidade, é claro que gosto, aliás, já nem saberia viver algumas das modernices de agora mas ainda acho que certas coisas 'antigas' tinham muito mais piada].

A câmera em si foi bastante barata [o M. disse-me que passou pouco dos 100€] mas os rolos são um caso à parte. Cá em Portugal, cada rolo custa cerca de 12-15€ para 10 fotografias. Nós temos mais de 100 convidados, logo, vamos precisar de, no mínimo, 10 rolos [isto sem contar com os convidados que vão desatar a fotografar tudo e mais alguma coisa mas adiante] e claro que fui em busca do meu fiel companheiro ebay. Consegui comprar 15 rolos a 5€ cada um, uma maravilha. E claro, o 'passeio' pelo ebay não se ficou por aí, não senhora... Comprei mais álbuns de mini-fotos, comprei autocolantes fofinhos para as fotografias, canetas coloridas de gel para os convidados deixarem as mensagens nas fotos, mini-lente macro para tirar fotografias ao pormenor, enfim, todo um mundo de possibilidades que se desvendou aos meus olhos. É, não sei se foi uma boa idéia o M. comprar esta câmera, não sei, não...


Algumas das inspirações que pesquisámos neste fim-de-semana... 
[são tão fofinhas, não são?]

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22 maio 2014

Uma ajuda preciosa:

Pessoas com dom para artesanato, decoração, DIY e outros requisitos semelhantes... cheguem cá à minha beira e digam-me o que fariam se tivessem isto em mãos:

... E pretendessem transformar essas banquetas naqueeeelas coisinhas fofas onde os noivos ajoelham-se para receber a benção religiosa durante o casamento. Pintavam os pés [que são em madeira maciça] de branco? De prateado? Mudavam o tecido para quê, branco? Com bordados? Rendas? 

Ando tão cansada que estou completamente sem idéias. E se somarmos ao meu cansaço o facto de mamãe estar em lua-de-mel e só adentrar em território nacional na outra semana... podem imaginar o farrapo em que eu estou. Por isso, todas as idéias são bem-vindas. [só para relembrar: a festa é em tons de branco, prateado e rosa velho; o tema é 'vintage travel' e a cerimónia será ao meia-dia, por isso, convém não escolher nada com muito brilho e coisas que tais].

Idéias deste lado?

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Comprei, usei e detestei #2

Vocês sabem que eu não dispenso uma novidade capilar e adoro tudo o que sejam novos produtos de cabelo (haja vista a quantidade industrial que tenho de máscaras, óleos, séruns e afins). Há uns tempos ouvi falar do lançamento Essensity da Schwarzkopf, uma nova linha de tratamento que promete cuidar e nutrir os cabelos tingidos [meu caso, que tenho vários cabelos brancos e sou 'obrigada' a pintá-los de dois em dois meses, sempre com coloração sem amónia, para não danificá-los ainda mais].

A linha Essensity promete reparar, hidratar e selar a fibra capilar para fazer com que a coloração dure mais tempo e que o cabelo fique brilhante e suave. Diz que contém essências puras e ingredientes naturais como romã, aloe e vera e proteína de amêndoa, para além da tecnologia Phytolipid, com óleo de marula. O que me fez comprar essa linha foi a promessa: não contém silicones, óleos minerais, parabenos, sulfatos ou fragrâncias artificiais [adoro produtos com essa vibe ecológica e tal]. E como a marca Schwarzkopf raramente decepciona, arrisquei e mandei vir a linha completa: shampoo, amaciador, máscara e sérum protector:

(Não resisti a tirar fotos na relva... adoro o jardim da nova casa. Realmente, não há comparação com um apartamento)

Na primeira vez que utilizei a linha completa (um dia antes do casamento de mamãe), o meu cabelo ficou horroroso. Seco, áspero ao toque, dificílimo de desembaraçar e eu fiquei sem perceber o que se tinha passado, porque nunca antes tinha visto o cabelo tão 'estranho'. No dia a seguir lavei com o Absolut Repair da L´oreal (amor pra vida toda) e o cabelo voltou ao normal: sedoso, brilhante e macio.

Decidida a dar uma nova chance, pedi a Vi para utilizar os produtos (e fui eu própria lavar a cabecinha dela: apliquei a linha toda) e mais uma vez, o mesmo resultado: o cabelo dela, que é fininho e super liso, ficou uma massa áspera, sem brilho, ressequido demais... Era muita coincidência acontecer o mesmo ao meu cabelo e ao dela, mas para ter mesmo a certeza, pedi a sogrinha que testasse. A resposta dela: "valha-me Deus, este shampoo é horrível, o meu cabelo parece palha, tive que lavar novamente com outro por cima, senão nem era capaz de me pentear"

Posto isto, não sei o que se passa com essa linha mas não recomendo a ninguém. Já fui ver se os produtos estavam dentro da validade (sei lá!) mas está tudo normal. É que não se salva um produto: nem o amaciador, nem a máscara, nem nada... Todos os produtos deixam o cabelo tipo palha, é incrível. Senti-me totalmente enganada com essa linha já que ela promete exactamente o contrário daquilo que faz. E não foi propriamente barato mas enfim... já não volto a cair no erro.

[a parte mais chata é que antes de comprar um produto vou sempre em busca de reviews e só li coisas boas a respeito desta linha na blogosfera portuguesa. Percebem agora o porquê de detestar as tais publicidades encapotadas? O desmanchar-se em elogios a um produto e depois... o produto revelar-se um grande falhanço? No meu caso, foram 'só' 30€ mas não deixa de ser chato.]

Já vos aconteceu algo semelhante? Por exemplo, comprarem um produto porque leram boas opiniões sobre ele e na prática... ele não ser nada de jeito? Contem-me tudo.

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21 maio 2014

Ainda a saga do casamento...

Hoje lá pela fresquinha [que é como quem diz, logo as 8h30] estava eu à porta do Registo Civil de Lisboa. Fui a primeira a chegar, entretanto começaram a chegar mais pessoas e quando já faltavam 5 minutos para a Conservatória abrir, adivinhem: aparece-me uma senhora, de fato e gravata e exclama: "com licença, sou advogada" e eu fiquei com uma enorme vontade de lhe responder: "Prazer, sou bióloga" e de fazer todo um discurso sobre a injustiça que é uma pessoa levantar-se as 6h para estar na merda da conservatória meia hora antes da abertura e vir uma senhora, cinco minutos antes e passar a frente a toda a gente que estava em pé há quase meia hora. Mas prioridades são prioridades e apesar de não concordar em nada, lá deixei a senhora passar.

Entretanto chegou o M. e fomos os dois entregar os papéis do casamento [certidão de nascimento minha incluída]. Íamos de sorriso no rosto, contentes por finalmente o assunto estar tratado até que oiço a senhora dizer: "ah mas espere lá, falta aqui um documento..."

Oh que caralh#, não acredito nisto. Pois, faltava a tal credencial de ministro religioso para a celebração do casamento civil sob forma religiosa [preferi realizar as duas cérimonias em conjunto, ao invés de ter que ir casar na conservatória de manhã e só depois casar no religioso, acho uma seca]. Lá fui eu ligar à minha igreja e tratar de ir buscar o documento. Voltei a Oeiras, agarrei na tal credencial, voltei a Conservatória em Lisboa para entregar o documento mas... "ah mas o documento precisa ser autenticado pelo Registo Comercial de Pessoas Colectivas, porque vem de uma igreja". Aiiiiiiiiii-segurem-que-vai-me-dar-um-ataque-qualquer.

Lá vou eu para Sete Rios, à procura do tal Registo de Pessoas Colectivas, tiro a senha [dezassete pessoas à minha frente], entrego o tal documento para ser autenticado, pago o emolumento e oiço o senhor dizer: "pronto, agora pode vir buscar o documento daqui a dois dias". 

Portanto, só na segunda-feira é que vou conseguir buscar a tal credencial de ministro religioso para então dirigir-me à Conservatória de Lisboa e finalmente... dar entrada nos papéis do casamento. É preciso muita paciência, pessoas... e muita vontade de casar porque senão, olha, já tínhamos desistido. [e assim ficou uma manhã de trabalho perdida - minha e dele]

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20 maio 2014

Das coisas que só acontecem comigo... #4

Fui ao Registo Civil tratar dos papéis do casamento durante a tarde [soubesse eu que casar no civil sob forma religiosa era tão complicado e era menina para tratar disto tudo com pelo menos cinco anos de  antecedência...]. Farta de esperar, fui ao café ao lado comer uma empada, depois ver que ainda faltavam 32 senhas para a minha vez [Lisboa inteira decidiu casar este ano ou é impressão minha?].

Dei a primeira dentada na empada. Huuuum, que sabor estranho. 
"Olhe, desculpe, esta empada é de frango?" - pergunta aqui a mula, já na segunda dentada.

"Não, menina, esta é de camarão".

Pronto, já foste. Eu sou hiper-mega-alérgica a camarão. Só de encostar num camarão já sinto o corpo inteiro a formigar [e mesmo assim, parto sempre do suposto que as empadas são todas de frango... que estupidez minha] A solução foi deitar o restante da empada para o lixo, tomar logo um anti-histamínico [ando sempre com um na mala para estas situações] mas de nada adiantou: tenho a cara toda inchada, as pálpebras com descamações e os lábios a formigarem, tamanha a comichão. Bonito serviço.

E casamento que é bom, nem vê-lo. Esqueci-me de levar a porcaria da certidão de nascimento brasileira [como sou também cidadã portuguesa, pensei que bastava levar o cartão do cidadão mas não, como só 'tornei-me' portuguesa aos 19 anos, a senhora da conservatória disse que eu, enquanto brasileira, poderia já ter contraído matrimónio com outra pessoa antes dos 19 anos, daí ter que levar a 'prova de solteirice', também conhecida como certidão de nascimento [nunca antes tinha ouvido falar nisto mas enfim...] Amanhã lá vou eu bater novamente com os ossos naquele distinto estabelecimento. E com cara de urso panda, o que é ainda mais constrangedor.

[e o sono que o raio do Atarax me provoca? Estou aqui, estou a dormir. Tenho os olhos tão pesados que vou já meter-me na cama, sob pena de adormecer no caminho da sala até o quarto. Que cena...]

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14 maio 2014

E o tema do nosso casamento é...

... algo que tem tudo a ver comigo e com o M. [não faria sentido se não fosse assim]. Pensámos em vários outros temas [praia, Rio de Janeiro, o Mundial deste ano (ecat), flores, Paris...] e finalmente encontrámos o nosso [a sugestão foi dele e eu pensei: "oh caraças, é mesmo a nossa cara. como não pensei nisto antes?"]. E como eu sei que vocês são inteligentes e chegam lá sozinhos, deixo as fotos falarem por si.

A mala da Mary Poppins, como diz o meu noivo. É nesta mala que tenho estado a guardar toda a decor pequenina do casamento (obviamente que já não cabe mais nem uma agulha e vou ter que pensar noutro sítio - de preferência com rodas para ser fácil o transporte até a quinta)

Tchanãm! Na verdade, foi fácil chegar ao tema. Juntámos uma paixão minha com outra paixão dele e deu-se o tema mais fofinho de todos os tempos [para nós, é claro]. Já estou pra aqui cheinha de idéias e a cada pesquisa na internet descubro uma novidade. O que vale é que vamos poder reaproveitar tooodas as coisinhas [e isso dá-me a desculpa perfeita para enfiar lá em casa a tão sonhada cristaleira - yupi!] e não vou ter que ouvir: "o quê?! Vais gastar 250€ numa mesa e duas cadeiras SÓ para usarmos no casamento?". "Não, vamos reaproveitar os móveis lá para a varanda de casa". [obrigada, Lú, que me deu a idéia mais genial de todos os tempos!]

Ontem fui a um sítio fantástico e finalmente trouxe o globo que tanto queria por menos de 5€ (adoro!) e outras coisinhas que fui enfiando no carrinho. Acho que vou pintar a base preta do globo [é feita num plástico manhoso - pelo preço, não podia exigir mais] e nada melhor que tinta spray nestas horas. Ainda não pensei na cor, mas provavelmente será branco ou prateado [as cores da festa].

Tenho pesquisado imenso [principalmente preços] e descobri várias lojas que vendem aquilo que quero por 1/3 do preço das ditas "lojas de noivas". O M. tem sido uma ajuda preciosa, cheio de idéias e invenções... acho que vai ficar um arraso!

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13 maio 2014

E não é que é verdade?

Muitos perguntaram-me o porquê de ter passado a moderar os comentários (coisa que, em três anos de existência na blogosfera, nunca precisei fazer - até agora) e a resposta é até bem simples: não admito que falem dos meus. Não aceito que pessoas que não me conhecem de lado algum (a não ser deste blog, que é só uma ínfima parte - talvez a mais fútil - daquilo que sou) se achem no direito de vir criticar a minha família.

Quando falam de mim é para o lado que durmo melhor. Que me chamem mimada, imatura, que digam que sou uma fútil, uma put* que prendeu o M. pelo sexo (ahahaha esta é mesmo a melhor, adoro!), que nunca movi uma palha na vida e caiu-me tudo do céu porque tenho uma família bem-sucedida (e não sabem da missa a metade...) é coisinha que não me aquece nem me arrefece. E hão de reparar que publico todos os comentários deste género: os insultosos, os mentirosos, os nonsense... está tudo aqui, escarrapachadinho que eu realmente não me incomodo (e este blog seria uma chatice se toda a gente dissesse 'amén' a tudo o que escrevo). Mas para tudo há limites. Podem criticar, podem discordar, mas façam-no com educação. 

Acham que eu, enquanto leitora de vários blogues, também não tenho vontade de chegar num deles e dizer que acho aquela roupa horrorosa? Ou que a autora teve uma atitude num determinado post que eu achei absolutamente desprezível? Mas na blogosfera, tal como na vida, existe o bom-senso. O tacto. A educação. A sensibilidade. Conceitos que há muito se perderam, eu bem sei, mas ainda há muita gente que não abre mão deles. Eu incluída.

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12 maio 2014

Alguém sabe onde posso encontrar...


... um conjunto de mesa + cadeiras como este da imagem? Não precisa de ter necessariamente quatro cadeiras, duas chegam. Também não precisa de ser em branco, na verdade qualquer cor serve (já que vou pintar depois). É para a decor do casamento (e posteriormente, lá para casa). A decoradora da quinta não encontra este móvel nem por nada e eu apaixonei-me por umas fotos que vi de um casamento com esta mesinha... E para além disso, é totalmente a cara do nosso 'tema'. Já corri tudo e não encontro.  O M. vai agora cuscar o OLX de uma ponta à outra, para ver se encontra algo parecido mas já começo a perder as esperanças... Anyone?!

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08 maio 2014

Aos brasileiros que querem vir para Portugal...

... e que me enchem de perguntas do género: "como está o país, dá para conseguir emprego?", "os salários são bons?", "a gente compra carro com facilidade aí?", "é fácil conseguir viajar para outros países europeus ai pertinho?", "você se legalizou rápido?".... por favor, não levem as minhas respostas em consideração. Pelos vistos, não sou um bom modelo de comparação para vocês. Isto por que estava eu a responder a sim a todas essas perguntas que um amigo me fazia quando o M. surgiu de repente na sala, horrorizado, a dizer que eu não posso dizer isso às pessoas, que estou a induzi-las em erro.

Ora, se as pessoas pedem a minha opinião, só posso falar sobre o meu ponto de vista, certo? Não vou andar aqui a inventar. Se querem saber se para mim foi fácil arranjar emprego, viajar para destinos europeus ou comprar um carro... devo mentir? Falo da minha experiência, unicamente. Se foi um mar de rosas ao princípio? É claro que não foi! Mudar de país é sempre complicado nos primeiros meses (no meu caso, foi mesmo o primeiro ano, horroroso) mas depois disso a coisa entrou nos eixos.

Qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe bem a crise que o país atravessa, assim como sabe que o facto de haver crise não significa que toda a população ande a contar moedas. Mas pronto, pelo sim, pelo não... não me venham com perguntas pré-imigração (termo que acabei de inventar) que não sou, de todo, a pessoa mais indicada para vos auxiliar, segundo o meu noivo. Arre!
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07 maio 2014

Parece que vou viver para a aldeia...

1) Acabo de falar com a Zon para solicitar a (temida) mudança de residência. Dou o nome da rua nova e o código postal. "ah e tal, mas essa rua não existe no nosso sistema. Foi criada há pouco tempo?". Lá explico que sim, que é uma rua recente. "ah, mas nesta rua não temos fibra, só satélite". (thanks, God!). Respondo-lhe que neste caso vou então romper o contrato (ainda me faltam 5 meses de 'fidelização') ao que a senhora me responde que não, não posso romper o contrato. "Então mas se vocês não têm cobertura de fibra na minha zona e se este é o serviço que tenho contratado convosco, é lógico que vou rescindir o contrato. Totalmente contra a minha vontade (ahahaha) mas por uma incapacidade vossa, que infelizmente ainda não chegaram à minha zona com a fibra. Para além disso, a minha mãe não vai querer pôr uma antena na fachada da casa nova e o serviço por satélite deixa muito a desejar." Andei ali quase quarenta minutos a explicar que não queria continuar com eles. E a mulher lá insistia, que me baixava a mensalidade, que me oferecia canais premium, que até me fazia o jantar todos os dias caso continuasse com eles. Não continuei, como é óbvio. Estava mortinha por uma boa desculpa para largar estes gajos, finalmente!

2) Logo assim que cheguei na empresa, lá pelas 8h30, recebi a chamada da empresa de alarmes a dizer que não conseguiam dar com a morada no GPS. É claro, senhores, a rua é nova, lá explico. Pois, mas assim não temos maneira de lá chegar - dizem-me eles. Dou montes de referências "fica ao pé do Pingo Doce, fica próximo da câmara, é na rua que sobe, depois vira à direita e vê logo as vivendas" Pois, mas assim os homens não se orientavam. Lá fui eu largar o trabalho e rumar até a casa para indicar o caminho aos senhores. Sinto que vou viver na aldeia, apesar da casa estar localizada a cinco minutos do OeirasParque e quase dentro da A5. Oh, vida!

3) No fim-de-semana fomos até a casa montar os novos móveis da IKEA (a mudança definitiva será só na sexta-feira) e como tinha levado o portátil para pôr música a tocar (não sei trabalhar sem música), resolvi pesquisar as redes wireless disponíveis na zona para ver se tinha a 'zon-fon'. Nicles. Não apanhei uma única rede. Depois lembrei-me que ainda não temos vizinhos (as outras vivendas do condomínio continuam à venda) e percebi que estamos mesmo isolados (o que me dá um cagaço sem tamanho mas pronto, é por isso que fomos a correr pôr alarmes por toda a casa, que eu nestas coisas gosto muito pouco de brincar).

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06 maio 2014

Da felicidade:

Há meses que a minha mãe só falava num assunto: uma vivenda. Com o meu casamento à porta, mamãe já só fala numa coisa: netos, o que ela quer é netos (valha-me Deus) e sempre idealizou aquela coisa da avó querida, que mora numa vivenda com jardim, piscina e o escambau, onde o neto não quer sair de lá por nada, e essas palermices todas. E vá de querer uma vivenda. E tem que ser vivenda: "eu quero é espaço para o meu neto brincar à vontade" e eu abano-a e pergunto de que raio de neto está ela a falar. "Ai mas eu preciso de uma vivenda, aquilo é outra liberdade, aquilo é que é, ter uma vivenda para sentar-me no jardim, poder lavar o carro à mangueirada e fazer churrasco todo fim-de-semana." (essa parte sou eu a gozar)

Brincadeiras à parte, a ideia da vivenda não saia da cabeça da minha mãe. Há uns meses pôs o nosso apartamento de Lisboa à venda  e no início de Fevereiro vendeu-o. Pronto, foi o que bastou. Começou a busca desenfreada pela tal vivenda. E depois de dois meses de procura, chegou a casa esbaforrida e de olhos brilhantes: encontrei a nossa casa! É linda que só ela, está ainda em fase de acabamentos mas o construtor consegue entregá-la no início de Maio!"

Desse dia até a entrega das chaves e a celebração da escritura foi um tirinho. Há tempos não via a minha mãe tão contente e empolgada! E quando os nossos estão felizes, nós ficamos radiantes!


E como seria de se esperar... já fizemos uma visitinha à IKEA para comprar móveis novos. E agora vem a parte chatinha que morar numa vivenda implica: pôr alarmes em tudo, arranjar um corta-relvas para manter o jardim em condições e avisar a nova empregada que agora já não são dois pisos para limpar e sim... quatro! [mas a melhor parte vem agora: é que a vivenda da minha mãe fica a menos de 10km da minha nova casa. E saber que a tenho mesmo ao virar da esquina é cá das melhores sensações do mundo!]

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05 maio 2014

Alguém que me explique muito bem explicadinho:

Mas que raio é que se passa com os senhores das transportadoras/entrega de mercadorias?! Anda tudo maluco, só pode!

Ora bem, no meu trabalho é mais que habitual fazermos encomendas semanais à Espanha (assim de repente, praí 80% dos nossos fornecedores são espanhóis) e normalmente recebemos as encomendas via uma destas transportadoras: MRW, SEUR, NACEX ou DHL (esta última, muito pouco).

Desde Fevereiro que estou farta de fazer reclamações sobre o mau serviço prestado por estas transportadoras (em especial, a SEUR e a MRW). As últimas situações:

Situação 1: Recebo um mail a dizer que a encomenda saiu de Espanha, passado um bocado recebo um mail da SEUR a dizer "Seur informa que a sua encomenda será entregue nas próximas horas". Neste caso, era uma encomenda de produtos (onde quase metade já estava vendido e as clientes ansiosas para os receberem). Fico o dia inteiro à espera da encomenda. Nada. Quase as 20h, ligo para saber o que se passa e respondem-me: "ah, mas o meu colega passou pela empresa mas como era hora do almoço vocês estavam fechados". "Mas nós não fechamos à hora do almoço, temos sempre a porta aberta e uma recepcionista o dia todo...". "Pois, mas agora já estamos a fechar, só amanhã". Nem um pedido de desculpas pela (óbvia) mentira do colega. Nada. Bonito serviço.

Situação 2: Faço a encomenda de um produto com urgência, pago o envio mais rápido, supostamente em 24-48h, passam-se três dias e nada de encomenda. Ligo mais uma vez (é isto a minha vida) e dizem-me que estão com excesso de trabalho e se eu tenho assim tanta urgência que passe lá nos armazéns deles para ir levantar a encomenda. E ainda me dão a morada! Quer dizer, uma pessoa paga o envio mais rápido e ainda querem que sejamos nós a fazer o trabalho que era suposto ser da MRW. Acho lindo, a sério.

Não sei se é de estar toda a gente a comprar em Espanha (empresas e particulares) e o volume de trabalho por parte das transportadoras ter aumentado imenso ou lá o que seja mas caramba, uma pessoa exige um mínimo de qualidade e respeito! Ando farta de transportadoras, a sério que ando. Qualquer dia ainda me enfio num avião e vou eu pessoalmente à Espanha buscar as encomendas. É capaz de ser mais rápido e é da maneira que arejo as vistas. Enfim...

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04 maio 2014

A melhor mãe do mundo é a minha!*

Toda uma vida baseada no orgulho de ser tua filha... Hoje dou-te os parabéns não apenas pelo "dia da mãe" mas por todas as batalhas diárias, vencidas ou não, pela garra de sempre, pelo exemplo de mãe e mulher, que não baixa a cabeça, que não desiste, que luta até quando já não tem forças, mas que sempre encontra em nós, seus filhos, um motivo para seguir em frente.

A verdade é que não existe felicidade completa se não estás presente e eu não saberia o significado da lealdade se não fosse a tua amizade. Eu não saberia o que é o amor incondicional se não o sentisse por ti. Agradeço a Deus todos os dias por me ter enviado uma Mãe no sentido mais amplo da palavra! Deus encontrou o encaixe perfeito quando me pôs no teu ventre, sabendo que seríamos sempre uma só carne, dois corpos em um só coração.

Mãe, és o meu exemplo em tudo e se eu um dia conseguir ser metade da mulher que tu és, já posso me dar por satisfeita. Amo-te tanto, minha rainha! Estaremos sempre juntas, da maneira que tu me ensinaste e cultivaste: um por todos e todos por um! Amo-te, minha guerreira.

*e as vossas, é claro. As nossas mães são sempre as melhores e nós, os filhos mais felizes por as termos sempre por perto. E ter a nossa mãe por perto, pessoas, é mesmo a maior dádiva de todas.
 
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02 maio 2014

Do meu lado "Fitness"

Ontem foi dia de avaliação física no ginásio. Medo, pessoas, muito medo. A verdade é que não tenho interesse nenhum em ter um corpo perfeito, com 2% de massa gorda e um abdominal todo definido. Tenho certeza que vocês reviraram os olhos e pensaram: "ah, sim, claro... até parece que preferes ter uma barriga flácida e um rabo XL". Não, pessoas. Não disse isso. Só disse que não tenho interesse em passar a vida a calcular quantas calorias tem uma salada do Vitaminas, não quero andar a cuscar receitas de sementes e granola, não percebo, sequer, o dialecto que estas pessoas usam: "pré-treino", "treino funcional", enfim... isso para mim é chinês. 

Pode ser que um dia eu mude de idéia, quem sabe? Durante a avaliação física, quando o instrutor que mede a nossa gordura começou com a conversa do costume: "catabolismo, anabolismo, whey, pré-treino, massa magra, treino funcional" eu disse: "Para, amigo, para. Não vai funcionar comigo. O que eu quero é simples: quero treinar para poder comer. Comer e beber aquilo que eu quero, sem exageros, mas não quero me privar do meu brigadeirinho (imaginem a cara do homem!), da minha farofinha, só isso. Eu treino, queimo umas gordurinhas, daí almoço no Chimarrão e depois à noite treino novamente. É isso." 

É claro que o homem deve ter pensado que eu era chanfrada de todo e via-se que estava claramente desiludido com a minha falta de ambição em ter o corpo da Alessandra Ambrósio. Quero me manter o mais magra possível, essa sim é uma preocupação/vaidade minha. Quero poder vestir as minhas calças antigas (de 10 anos atrás) sem ter que forçar o fecho. E só. Juro que só isso já é o suficiente para me achar linda e maravilhosa. Não tenho paciência para mais do que isso, sinceramente. Dá muito trabalho, não vim ao mundo para tentar ser perfeita. 

Eu amo comer, adoro mesmo. Adoro experimentar novos pratos, não dispenso um bom churrasco, os doces, ai os doces... Não quero privar-me deste prazer e para isso, treino para manter o equilíbrio da coisa. Corpo definido? Vestir o 36? Ficar maravilhosa de biquíni? Comer sementes e soja ao pequeno-almoço? Não me interessa. Não faria sentido o investimento para mim. Desde que eu esteja saudável e a vestir as minhas roupinhas do costume, já estou com um sorrisão no rosto. Não é desdém. Admiro de verdade as pessoas que fazem da alimentação consciente/biológia/saudável/macrobiótica/ um estilo de vida. É uma luta! Das grandes! E vocês estão todos de parabéns. 

Então, é isso. Nunca vou ser a favorita do instrutor do ginásio. Mas prometo mensalidades em dia.
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01 maio 2014

Destino escolhido =) Obrigadaaaa pela ajuda!


Depois de muito pensar e repensar, hoje fomos a agência de viagens decidir o sítio da lua-de-mel... Confesso-vos que estivémos mais de duas horas na loja a orçamentar basicamente uns cinco ou seis destinos. Maldivas, Zanzibar (este homem mata-me com as escolhas), Maurícias, México, Tailândia... e nada de escolhermos o destino. [E sim, desta vez queremos mesmo águas quentinhas, de cor turquesa e muito sol no lombo - temos o resto da vida para as viagens "culturais" e será a nossa primeira vez num destino tipicamente de praia]

Estávamos nós indecisos quando uma frase teve o poder de decidir o nosso destino: "olhem que este destino, para lua-de-mel, tem 70% de desconto no acompanhante, incluindo vôo e estadia". Oi?! Setenta por cento de desconto? Mas isto não acontece só nos saldos da Zara?! Pois, meus amigos, pelos vistos a 'crise' também chegou às viagens e quando a rapariga da Geostar (sim, foi a agência que nos ofereceu os melhores preços e vantagens) nos disse o orçamento, eu ia caindo para trás. Muito, muito barato. Perguntei-lhe o que incluía: vôos, taxas, hospedagem num resort 5* da cadeia RIU em regime 'Tudo Incluído', transfers para o aeroporto-hotel, basicamente, tudo. E custava metade daquilo que tínhamos reservado para gastar na lua-de-mel (logo, pelas minhas contas, podemos ir novamente de lua-de-mel em Dezembro/Janeiro, yey!).

Ainda estávamos no vai-não-vai quando a rapariga diz: "e olhe que este orçamento é para duas semanas". Como?! Duas semanas por esse preço? Olhe, é já. Queremos.
Por isso... a Riviera Maya que nos aguarde! ;)

P.S: E só de pensar que provavelmente em Janeiro vamos poder ir novamente de férias para o outro lado do mundo (desta vez é mesmo para beeem longe) já me deixa a sorrir feito uma parva. Já vos disse que trabalhamos para viajar? 

P.S: A parte chata é que para usufruir do desconto temos que levar o 'certificado de matrimónio' ou lá o que é, espero bem que a certidão de casamento chegue. Mas olhem, se casam por agora, informem-se sobre os pacotes exclusivos de lua-de-mel, vale muito a pena. Na Abreu, por exemplo, o mesmíssimo pacote ultrapassava os 4000€, para o mesmo hotel, quinze noites, em regime All Inclusive. E nós pagamos pouco mais de metade deste valor, pelo mesmo serviço. Adoro!

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