30 junho 2014

♫ de todos os loucos do mundo, eu quis você ♫


Uma amiga mandou-me o link do cd da Clarice Falcão e eu já o ouvi de uma ponta a outra. Delicioso, fresco, leve, num registo que eu adoro. A música "de todos os loucos do mundo" é assim qualquer coisa, parece escrita para nós. Amei.

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29 junho 2014

Em busca do ramo de noiva...

Recomendaram-me duas floristas em Lisboa, que fazem trabalhos lindos e não nos 'enfiam a faca' no preço [coisa que, até ver, parecia ser impossível]. Ontem fui a uma florista que fica no Mercado da Ribeira, no Cais do Sodré e gostei imenso do atendimento, bem como dos trabalhos apresentados no portfolio. Até que... "ah, mas ramos de peônias em Setembro vai ser muito difícil, não podemos garantir. Essas flores são muito sensíveis, não aguentam bem o verão. Há anos em que consigo arranjar, noutros em que em Agosto elas já estão a morrer..."

Ui, então como é que eu avanço com o pagamento do sinal, se não pode me dar a certeza de ter as flores? "pois, menina, assim não posso aceitar o trabalho, não consigo saber se tenho as flores". Decepção total, mas a senhora foi impecável e não é bruxa, se não tem a certeza de ter as flores, não podia avançar com o trabalho. Fiquei cheia de pena, mas não dei o caso por perdido.

Fui à segunda florista e a resposta foi ainda pior: "Em Setembro não consigo garantir nenhuma das flores que quer: nem as peônias do ramo, nem as hortenses dos centros de mesa." Olha que bom. "E consegue arranjar quais flores, então?". "Rosas, margaridas, gerânios e ranúnculos". De todas essas espécies, só os ranúnculos é que não conhecia e pedi-lhe para ver as fotos. São parecidos com as pêonias, com flores gorduchinhas e em cores suaves. Mas não fiquei convencida... continuo a sonhar com um ramo de peônias.

Por isso, fica aqui o pedido de ajuda: se alguém conhecer uma florista que garanta as peônias em Setembro [mesmo que tenha que vir da Holanda, não me importo de pagar mais um bocado], é favor deixarem os contactos nos comentários, sim? Ou isso, ou vou eu pessoalmente à Holanda trazer o raio das peónias. Bolas!

Mas os ranúnculos também são fofinhos, não nego. Gosto de flores assim, gorduchas, volumosas, farfalhudas. Acho um charme e quanto mais suaves forem as cores, mais giras para mim. Qualquer um destes ramos me faria feliz e acho que é daquelas coisas que chamam a atenção quando são bem-feitos e redondinhos.

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28 junho 2014

Do oportunismo alheio:

Ando fartinha, pessoas, fartinha de gente interesseira que só se lembra de mim para pedir favores. Eu sei, é o pão nosso de cada dia mas caramba, a coisa enerva! Só esta semana foram três alminhas que vieram 'puxar conversa' como se não fosse nada. A primeira lembrou-se que precisa renovar o passaporte brasileiro mas o SEF só lhe arranjou vaga para Outubro e então lembrou-se que uma das minhas melhores amigas trabalha no SEF e pensou que eu poderia pedir à essa amiga para 'passar o processo dela à frente dos outros'. Nem vou comentar.

A segunda ligou-me na terça a dizer que está desesperada por trabalho, que a empresa onde estava faliu e ela não teve direito à subsídio. E que como sabe que eu "tenho uma empresa" (que é da minha mãe mas adiante), tinha certeza que eu poderia arranjar-lhe um trabalho. Não interessa que ela nunca tenha trabalhado na área e, pior, que neste momento não estejamos a contratar ninguém para a função que ela 'quer'. Se sou amiga dela, tenho que lhe arranjar trabalho. [agora além de tudo sou mágica, ando a criar vagas, valha-me Deus, esta gente quer que eu invente uma vaga que não existe, só porque 'é minha amiga'. Não me fala há quase dois anos, mas é muito minha amiga. Não há pachorra.]

O último caso foi com um amigo meu, dos tempos da faculdade. "Ah e tal, será que me consegues tirar um iPhone pelo pack empresarial da vodafone? Como tu "tens uma empresa", consegues iPhones a preços ridículos e depois eu pagava-te todos os meses o valor da 'mensalidade', é que estou com problemas bancários e não consigo financiar um na Fnac." Fiquei danadinha para responder: mas olha, se estás com problemas bancários, acho que a última coisa de que precisas é de um iphone novo, certo? E que tal usares esse dinheiro para negociar a dívida que tens e fazeres um plano de pagamentos?

Mas segurei a língua, que cada um faz o que quer com a sua vidinha, e disse-lhe apenas que esta decisão cabe apenas à dona na empresa (neste caso, a minha mãe) e que eu não interferia nesses assuntos, que não podia mesmo ajudar. [sempre que posso ajudar, estendo a mão, é um facto. Ajudo até mais vezes do que o 'recomendável' tendo em vista que quase sempre se esticam e se dou a mão, querem o braço mas caramba, não estiquem demasiado a corda, sim? Olha que ela rebenta.]

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27 junho 2014

Sabes que estás diferente quando...

1) Mal ouves a palavra "promoções" e "saldos", corres para espreitar o site da Zara Home, da IKEA e d´A Loja do Gato Preto. [noutros tempos era ver-te a voar para o site da Zara, da Mango, da Longchamp...]

2) Começas a andar com uma lista de 'coisas para comprar' no telemóvel e nenhuma delas inclui roupas, sapatos ou maquilhagem. É mais do género: 1 sofá, 6 cadeiras de jantar, 1 torradeira...

3) Há mais de três meses que não sabes o que é sair à noite [e não estamos a falar de discotecas, que já não há paciência para 'tunts tunts'] mas se te perguntarem sobre cores de tintas, diluentes e primários, tens tudo na ponta da língua.

4) De repente, tu que nunca compraste um electrodoméstico na vida [secador e chapinha não contam] começas a entender tudo sobre classificações energéticas A+, a diferença entre ferros com caldeiras e a vapor, começas a examinar as 'rpm' dos liquidificadores à procura do melhor para ti...

5) Dás por ti a sacar aplicativos de 'gestão doméstica' e 'lista de compras' para o telemóvel e lembras que há bem pouco tempo as únicas coisas apps que tinhas eram jogos, o ebay [para controlar os leilões] e um agregador de vouchers e descontos para restaurantes.

É, a vida mudou [não muda sempre?] e se é verdade que a nova fase 'fada do lar' assusta-me um bocadinho porque as minhas habilidades domésticas são nulas [ou quase], também é verdade que estou a adorar esta fase de mobilar e decorar a nossa casa. É uma delícia poder pensar em cada cantinho vazio e transformá-lo em algo com a nossa cara, tão nosso. É nessas pequenas coisas que vejo a dedicação do meu homem, o olhar ternurento quando me fala "não te empolgues muito com o escritório nem compres muita coisa, porque espero no ano que vem já termos uma nova utilização para essa divisão..." [sim, o homem já só pensa em bebés, socorro].

Mas voltando ao assunto, hoje foram entregar as cadeiras de jantar e estou mortinha para as ver! Sim, que nós encomendamos as cadeiras há quase um mês e acho que já nem me lembro bem como elas são... E agora fica a faltar só o sofá! [que só por acaso, andamos há dois meses à procura e até agora... rien]

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E é por isso que sou tão apaixonada por ela:

Tudo começou há mais de vinte anos atrás, quando eu tinha uns 2/3 anos e a minha avó sofreu um derrame e teve que ficar internada. Recusei-me a comer sem a presença dela. Não tomava o biberão, não comia, passava o dia a beber apenas água. Os meus pais, ainda casados na época, tentaram de tudo para que eu comesse [desde subornos com brinquedos até a minha comida preferida] e não resultou. No meu segundo dia sem comer, a minha mãe levou-me a pediatra, que por sorte trabalhava no mesmo hospital onde a minha avó estava internada [na UCI] e a médica abriu um precedente: deixou-me [só a mim] entrar no cubículo onde a minha avó estava, a respirar por aparelhos. Mamãe conta que todo o hospital se comoveu com a história, que os médicos meteram um berço de rodas ao lado da cama da minha avó e que eu com uma mão segurava o biberão, com a outra apertava a mão da minha avó, cheia de fios e soro.

Depois, já com uns seis anos, vi um comercial na televisão de uma barbie com o cabelo até o pé, que quando passavamos a escova o cabelo mudava de cor (ficava rosa) e, claro, fiquei maravilhada pela boneca. Só que a boneca custava os olhos da cara e na altura mamãe tinha dois empregos (e a faculdade à noite), o meu pai estava há mais de dois anos sem nos dar um tostão e a boneca era um sonho distante. Sempre que o comercial passava na televisão, eu largava tudo o que estava a fazer e corria para assistir, especada, a tal da barbie. Mamãe explicou que provavelmente eu só ganharia a boneca no natal (e ainda faltavam largos meses) e eu lá me conformei. Até que um dia a minha avó chegou em casa com um embrulho lindo, com um mega laçarote e... era a minha barbie! Eu nem queria acreditar! Soube depois que ela precisou parcelar a boneca em 4x no cartão de crédito [não, a boneca não era assim tão cara, nós é que não tínhamos dinheiro]. E lembro-me dela dizer: “este é o nosso segredo, se a tua mãe sonha com isto, estamos tramadas” e andamos uns meses a ‘esconder’ a boneca da minha mãe até que ela descobriu mas nem ralhou connosco. Sabia que não valia a pena.

A minha avó fazia bolos para as minhas bonecas (dizia assim: hoje é o aniversário desta menina – apontava para uma boneca – vamos cantar os parabéns para ela), cantava para mim (ainda hoje faz isso e eu adoro); deixava-me fazer penteados no cabelo dela (e até cortar! – uma vez deixou-me cortar ‘as pontinhas’ e eu abri-lhe um ninho de rato na mona), ela contava-me histórias de quando era solteira e o meu avô andava feito maluco atrás dela... Foi com ela que eu aprendi a ler, ainda antes de entrar para a primeira classe. Todos os dias, à tarde, a minha avó ensinava-me as sílabas, as letras, líamos o jornal, a revista de fofoca, qualquer coisa que tivessemos em mão. Ela era incansável: “lê o que está escrito aqui”. Dizia que sem estudo e sem cultura, não éramos ninguém. Eu refilava, que estava cansada, que não queria mais ler e ela dizia: “e sem esforço, também não chegas a lado nenhum. Continua.” E eu continuei.

Lembro-me de um dia a minha mãe dizer: “a avó vai ter que tirar uma veia da perna (safena) para pôr no coração, no lugar da outra que esta 'com defeito', ela ficou internada mas ela está bem”. E quem disse que eu acreditava? Fiz a minha mãe levar-me de madrugada para o hospital e, como mamãe conhecia o director, pediu-lhe para deixar-me entrar no quarto da minha avó e vê-la um bocadinho (o horário de visitas há muito que tinha terminado). Até hoje me lembro da sensação de estar na porta do quarto e ver a minha avó, tão pequenina, ali deitada, com montes de fios ligados, máquinas que apitam e aquela bata hospitalar horrível. A cirurgia seria no dia seguinte e eu só conseguia pensar em como eu conseguiria viver se acontecesse algo com ela (pensamento que até hoje perdura. E não, ainda não descobri).

Quando pude ver a minha avó novamente, depois da cirurgia, foi como nascer de novo. Mamãe pediu ao director do hospital para me deixar ficar como acompanhante da minha avó e ele acedeu. Dormi no hospital com ela durante 11 dias, só saia do hospital para ir ao colégio e voltar, andei ali atenta a cada gemido que ela dava, chamava a enfermeira quando era preciso, penteava-lhe o cabelo, lia o jornal para ela... toda a gente achava graça quando nos vía no corredor, uma criança de 12 anos a ajudar uma velhota a caminhar e as enfermeiras até me entregaram um ‘diploma de enfermagem’ no final do internamento.

A minha avó já passou por tanto nesta vida e ainda continua uma menina aos meus olhos: sempre bem disposta, alinha em todas as minhas idéias, tem os sempre os conselhos mais acertados e é a melhor pessoa que eu conheço. Lembro-me da primeira vez em que ela decidiu vir a Lisboa nos visitar...Toda a gente pensou que ela estava a brincar quando disse que estava a tirar o passaporte, ninguém levou a sério. Mas ela veio. Em 2007. Depois em 2009 (e viajamos tanto neste ano! Fomos ao Algarve, à Espanha, à Viana do Castelo,  vovó conheceu Portugal de uma ponta à outra). Depois veio em 2011 e em 2013. Agora, com 80 anos e uma genica que muita menina de 20 não tem... cá a espero, para o meu casamento. 

Não quero pensar nisso, mas... provavelmente esta será a última viagem que ela fará para cá, que o cardiologista já não aconselha vôos para a minha avó (já estava viagem ele não queria que ela fizesse) mas ela teimou que vinha. No fundo, sabe que eu jamais casaria sem tê-la por perto.. E mal posso esperar por abraçá-la, enchê-la de beijinhos e dizer que ela me ensinou tudo o que sei. E tudo, absolutamente tudo, que eu faça por ela será como um grão de areia em relação a tudo o que ela já fez por mim. Ainda será muito pouco para agradecer todo o amor, paciência e dedicação que a minha velhinha sempre teve por mim.

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26 junho 2014

O caos, o drama, o horror:

Com o crescimento [rápido] da nossa empresa, surgiram dois problemas: falta de pessoal [isto, dito numa época de acentuado desemprego, até parece piada] e agenda sobrelotada para atender todos os clientes. Recorremos ao plano B e aumentamos o horário de funcionamento da clínica para horários impublicáveis [e até pensamos em, na loucura, abrir ao domingo] e começamos a recrutar novos colaboradores.

E esta sim, está a ser a tarefa mais complicada. Recebemos enxurradas de currículos, aos pontapés. Marcamos entrevistas, os candidatos aparecem, a coisa até corre bem até que batemos num dos pontos:

1) "Ah, mas é para início imediato? É que agora vêm as férias dos miúdos e não temos com quem os deixar..." - compreendo que as creches entrem em férias e as crianças fiquem em casa mas quando ambos os pais precisam de trabalhar fora, há que pensar numa solução não? Deixar os putos com os avós, com uma ama, com um familiar que esteja em casa, não sei. Usar a desculpa das férias dos putos quando se quer/precisa de um emprego é mesmo pedir para que as entidades patronais tenham atitudes de merda como estas, em que proibem as colaboradoras de engravidar durante um x tempo. É abominável.

2) "Certo, então é para começar já mas consigo tirar duas semanas de férias em Agosto? É que o meu marido tira sempre férias a esta altura..." Nem consigo comentar o quão ridículo me soa esta frase. E isto dito por pessoas que estão há 2 ou 3 anos desempregadas. Eu, se me visse nesta situação, nem que fosse para trabalhar durante todos os dias de Agosto em modo non stop. Era já!

3) "Quero ficar com a vaga mas neste momento estou a receber da Segurança Social e dava-me jeito continuar a receber esta ajuda. Termina em Outubro, acha que conseguimos ficar até lá numa 'prestação de serviços', sem contrato? Eu posso passar o recibo verde do meu marido. É que o dinheiro faz-nos imensa falta..." Para além de estar a sugerir uma solução totalmente ilegal (um dos principais motivos pelos quais o país está mergulhado em dívidas), é preciso ter uma lata daquelas! A mim também dava-me jeito ganhar o Euromilhões mas olha, é a vida. Temos que saber viver com aquilo que a vida nos dá. E neste momento, ou é o contrato com a empresa, ou é o subsidio. Adivinhem lá qual foi a escolha da senhora?

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24 junho 2014

Quem vai?

Acabei de comprar os bilhetes online e digo-vos: está a loucura! Todos os lugares da platéia já estão esgotados (como é possível?!) e já só sobram os lugares mais afastados ou os camarotes. Perdi o amor ao dinheiro e comprei! Vamos eu, o M., o meu irmão e a nova namorada dele (desencalhou!). Vai ser o máximo! Quem vai?

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23 junho 2014

Ah, as alianças...

... faltam pouco mais de 2 meses e aliança que é bom, nem vê-la. Os padrinhos já estão enlouquecidos porque já corremos várias ourivesarias e não conseguimos escolher. Ainda. E eu sei que isto é coisinha para estar encomendada e para demorar semanas até ficar pronta, eu sei. Mas é uma peça que vou usar [espero eu] a vida toda, quero que seja uma coisa clássica, que nunca saia de moda, que eu adore ver nas mãos, basicamente, não quero comprar nenhuma aliança modernaça no 'calor do momento' e daqui a dois meses olhar para a mão e dizer: oh, acho que enjoei, não gosto mais.

Para já, não gosto de ouro amarelo. Não gosto, pronto. Acho piroso, acho 'aciganado' (nada contra os ciganos, atenção), não gosto. Sempre que posso escolher, opto por ouro branco ou prata. O anel de noivado é em ouro branco, o anel de formatura também, todos os anéis importantes da minha vida são em ouro branco. Mas no caso das alianças, experimentamos várias em ouro branco e... não. Não gosto de ver, não consigo associar uma aliança prateada a um casamento, sorry! Dá sempre aquele ar de namoro, de 'anel de compromisso' (e no fundo é isso mesmo mas) e decidi experimentar as alianças em ouro amarelo. Pronto, adorei todas.

Felizmente no que toca à joias nós temos gostos parecidos, portanto, acabamos por gostar dos mesmos modelos. Estamos entre esses dois:

 Meia-cana extra amendoada, de 3 ou 4mm (detesto alianças muito grossas, que tapam quase a falange dos dedos), em ouro amarelo, polido e 19k (para mim, ouro só é ouro se for acima dos 18k).

Ou esta, plana amendoada, de 4mm, em ouro amarelo polido de 19k.

Se por um lado adoro o primeiro modelo, clássico, elegante, que nunca sairá de moda... por outro lado o segundo modelo é mais inovador, mais quadradinho e modernaço, não deixando de ser simples, como nós gostamos. Que dúvida, pessoas!

Gosto das duas, não consigo escolher. E para complicar ainda mais, a vendedora (queriiiida) pergunta-me: "e na aliança da noiva, vai querer o diamante?". Ai, pronto. Eu sei lá! Como ela não tinha nenhuma com a pedrinha para mostrar (e eu sou pessoa que tenho mesmo que ver antes de encomendar), ficamos de lá voltar na sexta à noite. *wish me luck*

P.S: E o precinho que nos pedem por dois míseros anéis em ouro? Valha-me Deus! Se eu já achei caro quando me disseram "são 500€", quando soube esse era o valor 'de cada uma' ia-me mandando para o chão. Mil euros por dois anéis? Já estive mais longe de comprar ouro em segunda-mão, mandar derreter e fazer as alianças, xiça.

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22 junho 2014

chegou do ebay #3

Há dias recebi vários pacotinhos de hong kong e UK, directamentes do ebay (quase tudo relativo à decor do casamento) e como sei que ainda há muita gente com medo de encomendar artigos online porque não conhece a qualidade, têm medo que as coisas não cheguem ao destino e outros motivos que tais... hoje partilho convosco as minhas comprinhas, na esperança de vos motivar =)

 Um álbum para as fotos da minha Instax mini [é verdade que o kit trazia um álbum branco, mas cabem poucas fotos e eu já sei que os convidados se vão esticar nas fotografias por isso mais vale remediar] - AQUI.

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21 junho 2014

Exactamente daqui a um mês...

... vou estar no aeroporto da Portela, super emocionada (como sempre fico em aeroportos - sejam nas despedidas ou nos reencontros), com os olhinhos postos naquele enooorme corredor com a propaganda do Martini, à espera que dali saia uma velhinha de 80 anos, baixinha, morena, dona do cheirinho mais gostoso do mundo e dos conselhos mais sábios: a minha avó, a pessoa mais importante do meu mundo (eu digo sempre que entre ela e mamãe, dá empate técnico - sou louca pelas duas).

Há três gerações que os casamentos da minha família são assim: uma brasileira e um português (acho tão romântico...)

Não era capaz de casar sem ter a minha avó ao meu lado. O meu pai, se não pudesse vir ao casamento (mas vem), seria chato mas pronto, é a vida, não pode, não pode. Acho que ficaria triste na altura mas depois metia o meu irmão a entrar comigo durante a cerimónia religiosa e estaria super bem representado à mesma.  
Mas sem a minha avó, meus amigos... sem a minha avó eu não daria este passo. 

E disse claramente ao M. que ou casávamos no Rio, com a minha avó ao lado, ou então íamos ao Rio de Janeiro buscá-la (com 80 anos e depois da cirurgia ao coração [bypass, ponte de safena e cateterismo], o cardiologista não a deixa mais viajar de avião sozinha). Tentámos o casamento no Rio mas logisticamente era muito mais complicado (e custava o dobro do preço). Então passamos para o plano B. e, com a ajuda de mamãe (que vai ao Rio buscar a minha avó), tudo se compôs. Nem eu nem o M. poderíamos tirar férias agora, por isso mamãe faz o 'sacrifício' de ir ao Rio de Janeiro trazer a minha 'encomenda especial'. O meu amor maior. ❤ 

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20 junho 2014

preparativos // Idéias para os identificadores das mesas

Andamos aqui numa dúvida... Em termos 'gráficos' falta-nos apenas duas coisas para o casamento (aleluia): os identificadores das mesas e o placard. Quanto ao placard, já temos uma idéia daquilo que queremos (vai ser mais um diazinho dedicado ao photoshop mas vai valer a pena), já em relação aos identificadores... anda aqui uma dúvida que ninguém percebe.

Ora, nós vamos ter treze mesas (não sou supersticiosa, apenas calhou serem 13) e serão: Brasil (por motivos óbvio); Egipto (porque é um sonho do meu amor); Espanha (por motivos óbvios); Estados Unidos (porque é uma das nossas viagens de 2015); França (porque já lá fomos 4 vezes e foi onde ficamos noivos); Grécia (porque é um sonho meu); Holanda (por um motivo só nosso); Inglaterra (porque também já fomos vezes sem conta e amamos); Itália (foi onde fizémos a nossa primeira road trip pela costa e foi brutal); México (local da nossa honeymoon); Portugal (por razões óbvias); Rússia (porque o M. tem uma ligação especial com Moscovo); Turquia (porque 1/4 meu é de lá). Ufa! Primeiramente tínhamos pensado em cidades mas depois achamos que os países eram mais exemplificativos e pronto, ficaram os países. O nosso 'top 5', depois de ver quinhentas inspirações, é este:

1) Utilizar uma ilustração tipo desenho 'feito à mão' que represente cada um dos países que escolhemos, de forma bem minimalista e simples, como esta inspiração que vi aqui e que achei fantástica:


2) Essa é uma idéia assim mais modernaça e que também acho piada. "Amo-te daqui até..." e termina com o nome do país escolhido. Fofinho! É simples mas ao mesmo tempo, sentimental. Mas não sei...


3) Também pensamos nesta opção: utilizar um cartão-postal vintage do país, com um monumento identificativo e o nome escrito numa fonte mais estilizada. Vi aqui.


4) Este é assim uma espécie de fotomontagem dos melhores sítios de cada país, também nos agrada mas por outro lado tenho medo de ser muito 'colorido' e a festa é em tons muito clássicos (branco, prata e rosa velho) por isso não sei se será uma boa ideia...


5) E esta, com o mapa do país ao fundo e o nome numa letra mais fofinha que esta (que é tenebrosa, demasiado 'bruta' para o evento em questão) e está feito. Aiii que dúvida.


De todos esses exemplos, o primeiro é o que mais me cativa. O M. está em dúvida, diz que gosta de todos menos do 4º. E eu não sei o que fazer mas preciso decidir rápido porque o tempo não corre, voa. E lenta como eu sou a mexer no Photoshop, é capaz destes marcadores estarem prontos lá para 2017. Será que posso contar com as vossas opiniões/sugestões? Estou aberta a feedbacks! ;)

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19 junho 2014

Das coisas que só acontecem comigo #9

Contei-vos neste post que no início da semana tinha comprado umas coisinhas na H&M e, azar dos azares, no dia a seguir a loja entrou em modo 'saldos antecipados' [ou, vá, promoções] e eu pensei: "olha que pontaria a minha, acabei de gastar 70€ em roupa e agora está tudo com descontos..."

Ontem passei por lá para ver as promoções e todas, rigorosamente todas as seis peças que trouxe, estão rebaixadas. Umas estão 3€ mais baratas, outras estão 5€ e outras estão 10€ mais baratas do que quando as comprei. Pensei logo que tinha que devolver a roupa, nem tive ainda tempo de usar nada, está tudo como veio da loja. "Olha, é que vou mesmo devolver".

Hoje lá fui, munida com um sacalhão com tudo o que tinha comprado e dirigi-me ao balcão:
- Boa tarde, era para devolver estas peças.
- Boa tarde. Não ficaram bem?
- Ficaram, mas é que comprei tudo no dia anterior a começarem as promoções e agora está tudo muito mais barato, por isso vou devolver [sim, burra, mil vezes burra. Eu e a minha sinceridade 'brutal' como diz a mãe.]
- Pois, mas não podíamos avisar aos clientes: "olhe, não comprem nada que amanhã estamos em promoção", não é? Nem deveria ser permitido fazer este tipo de devoluções mas...
- Desculpe? Não deveria ser permitido? Ora, se eu não usei as peças e passado menos de 24h vocês baixaram os preços, acho que não estou a fazer nada ilegal em vir devolvê-las.
- Ilegal não é, mas também não é correcto.
- Bom, correcto ou não, aqui estão as pecinhas e são todas para devolver. Obrigada.

Opá, eu percebo que a idéia da loja não é irem lá no dia a seguir as promoções para devolver as roupas mas caramba, eu não as usei! E, tudo somado, a diferença de preço entre o que eu paguei e o preço actual é de mais de 25€. Ela ainda ligou para a gerente da loja a perguntar se podia fazer a devolução (não sem antes frisar: "a cliente comprou as peças antes das promoções, agora quer devolver e voltar a comprar com preço rebaixado", atendeu-me o tempo todo a bufar, enfim... Acho que ninguém gosta de comprar uma peça a 19,90€ e no dia a seguir, quando ainda nem estrearam a roupa, a peça já custa só 9,90€ e é inevitável a sensação de injustiça. Quem compra hoje paga só 9,90€ mas eu, estúpida, como comprei ontem, tive que pagar o dobro e ainda nem tempo de usar a peça tive.

No final das contas, a H&M ainda saiu a lucrar porque os tais 25€ que me 'devolveram' foram usados para comprar mais duas pecinhas, que eu não sou pessoa de recusar ofertas tão boas, como este top com folhinhos por 9,90 [preço normal: 19.90€] ou estas calças estampadas super leves também pela metade do preço [era 19,90€ e ficou a 9,90€]. E ainda este top amarelo por míseros 5€.

Portanto, pessoas conhecedoras da lei e entendidos no assunto: agi de forma ilegal ao devolver os artigos e comprá-los pelo preço actual? Há alguma lei do consumidor neste sentido? Esclareçam-me que já estou pra aqui a pensar que cometi um crime, tamanha a reacção da vendedora. O que vocês fariam nesta situação? Ajudem aqui esta alma, sim? Agradecida.

P.S: Entretanto, ao procurar sobre o assunto na internet, descobri um novo conceito que tem vindo a ganhar adeptos no meio desta 'crise' económica: o shopgrifter. Nem fazia idéia que isto existia,e é algo tão surreal que nem tenho palavras. Isso sim, mesmo não sendo ilegal, acho totalmente ridículo e vergonhoso.

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18 junho 2014

bon voyage, convites! ✈

Ontem fomos na Staples comprar os envelopes dos convites (eu queria um texturizado especial que não encontrava em mais lado algum). Há montes de tempos que não ia à Staples por isso aproveitei e fui espreitar a parte de papelaria (a minha perdição) para ver as novidades. Nem acreditei quando encontrei lá as famosas canetas Bic cristal edição Celebrate em dourado e prateado (a embalagem trazia as duas e custou3,59€). Ando desde o ano passado à procura dessas canetas (para mim, não há melhor esferográfica do que a Bic) e estava sempre esgotada em tudo quanto era sítio, por isso, se também procuram por ela, passem pela Staples de Alfragide que lá ainda ficaram várias.

Os envelopes escolhidos foram estes e precisei de 7 embalagens porque cada uma só trazia 10 unidades. São super texturizados, gramagem 120g e com um detalhe arredondado para fechar o envelope que eu adorei para pôr o monograma por cima. Entretanto recebi as fitas em cetim dupla-face que comprei no ebay (aqui - cor 'silver') e achei que ficavam engraçadas no envelope, por baixo do carimbo. Fiz um para experimentar, adorei o resultado e lá fomos nós  'envelopar' tudo:


Inicialmente tinha pensado na letra 'C' para carimbar os convites, já que é a inicial do apelido do meu amor, e o nome que vou receber depois do casamento. Mas depois vi o 'M' e o 'A' e eram tão baratinhos que não resisti e comprei também. Assim, dividimos os convites: os convidados do M. recebem o convite com a inicial dele e os meus convidados recebem os convites com a minha letra :)

Portanto, contas feitas, gastei 27.93€ dos envelopes + 6.07€ da cera especial + 6.36€ dos três carimbos = 40.36€ que ainda assim é menos do que o valor que a gráfica me cobrou pelos envelopes texturizados + autocolantes personalizados para fechar o envelope (o orçamento que tive foi de 53,50€). E, modéstia à parte, este selo a imitar o antigo ficou muito mais giro que um qualquer autocolantezeco redondo. Eu adorei!

Agora é só começar a marcar com o pessoal para distribuir os convites, ir aos correios remeter o restante para o Brasil e Espanha e acho que já está. Mais uma etapa cumprida!❤

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17 junho 2014

Pinturas!

Aproveitei o fim-de-semana 'prolongado' para pintar a tal mesinha de ferro vintage que comprei no olx por 40€, preço irrisório se levarmos em conta a estrutura robusta e o design trabalhado das peças. Apaixonei-me por esse tipo de mesas desde que vi esta foto [post original aqui] e achei que tinha mesmo tudo a ver com o nosso casamento [e porquê eu também queria arrumar uma desculpa para enfiar a adorável mesinha na varanda lá de casa].

No sábado arrastei o M. para o AKI para comprarmos os materiais necessários para a pintura. Fomos para a garagem da empresa, onde tenho todas as coisas que pretendo restaurar/pintar e passamos um sábado ensolarado e super quente dentro de uma garagem fechada a lixar móveis. Uma beleza. Até achei que o M. ia pedir o divórcio, tamanho os resmungos do gajo "eu queria era estar na praia e tu me inventas isto...", "está um calor que não se pode, vou mais é ir para a esplanada ver os jogos do mundial...". Aii que chato. Mas lá ficou comigo até o final e terminamos as nossas obras-primas! É tão bom trabalhar em equipa!

 Tínhamos este móvel antigo, do género de um aparador e a mesa com as 4 cadeirinhas para pintar...

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16 junho 2014

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A pessoa decide passar pela H&M na hora do almoço, só assim naquela de espreitar as novidades... Meia hora depois, sai de lá com seis pecinhas pela mão. Isto, isto, isto, mais uma túnica e dois calções (um deles no mesmo tecido do top amarelo estampado) que não aparecem ainda no site. Espanta-me perceber que comprei seis peças estampadas assim, de uma só enfiada. Eu, que não sou lá grande apreciadora de estampas exóticas, não sei bem o que baixou em mim. Já estou em clima de México, só pode. Ou isso, ou então estou a ser assolada por uma qualquer vibe azteca e ainda não sei. É capaz... só sei que para qualquer lado que me vire só vejo vestidos, saias, tops e calções em estampados exóticos. E a minha pessoa acha lindo. E quer comprar. [e, de facto, compra].
So-cor-ro!

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14 junho 2014

Hahaha deixa-me rir um pouco #2

Há bocado recebi uma chamada da organizadora de eventos, a perguntar como eu queria que fosse feita a iluminação da quinta. "hummm... ainda não pensamos nisso" - foi a minha resposta.

- E vai querer pista de dança iluminada?
- Errr.. acho que sim, não sei.
- Ok...E a iluminação da pista vai ser em barras truss ou em spots de leds?
- Ai, não percebo nada disto, é melhor ligar ao meu noivo e perguntar o que ele prefere.
- Certo, mas então e em relação ao animador de pista? Nós temos um animador fantástico, com muitas coreografias, adereços...
- Hummm não, acho que não vamos querer (me-do)
- Veja lá... um casamento sem animação fica bastante 'parado', se é que me entende. Mas a noiva é que sabe! Depois temos também máquina de fumos, show de laser - que o convidados adoram! - bolas de espelhos, máquina de bola de sabão, robótica de pista...
- Ai, você está a deixar-me baralhada com tanta coisa! Não queremos nada dessas coisas de máquina de bola de sabão, espelhos, robóticas... é só um casamento, não o circo du Soleil. (risadas para descontrair e para a mulher não levar a mal).
- Claro, eu compreendo mas é que como a vossa quinta é bastante moderna e vocês são 'novitos', achamos que pudessem querer inovar.
- Pois, mas nós queremos uma iluminação discreta, só assim uns toques de luzes. Para a semana quando nos encontrarmos, eu levo-lhe imagens daquilo que queremos e então combinamos tudo.


A sério, porquê será que fazem os casamentos como se fossem 'o evento da vida' de uma pessoa? Que horror, acho que as pessoas ensandecem! Querem pôr malabaristas, dançarinas de dança do ventre, máquinas de fumo, mágicos, show de laser, palhaços, entrada do bolo com cortejo... pelo amor da santa! Que pirosice sem fim! Epá, o que nós queremos em relação à iluminação é algo simples, tipo isto ou isto (mas noutra cor, obviamente)
E é tudo.

[fiquei com uma ligeira pena daquelas pessoas mais 'fracas de opinião' que deixam-se levar por esta máfia que é a organização de casamentos. É tudo super inflacionado, com preços que não lembram a ninguém... Se dizemos que não queremos o serviço 'x', passam-nos a idéia de que o nosso casamento vai ser super 'morto', um fiasco, sem animação, que os convidados vão se fartar e chega uma certa altura em que temos mesmo que 'ligar o foda-se' como eu costumo dizer e dizer em alto e bom som: "amiga, quem manda nisto somos nós, não tu. Não vale a pena vires com estes argumentos, não vamos contratar o serviço em questão."]

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09 junho 2014

Os preparativos #3 [convites]

Depois de muita pesquisa por essa internet afora, de vermos 4821 blogues estrangeiros sobre casamentos, de sacarmos inspirações em tudo quanto era lado... habemus convites! E vieram em boa hora, que já faltam menos de três meses para o grande dia (ainda ontem eu dizia: ahh, falta quase um ano... E agora isto, passou mesmo a voar). Como o tema são as viagens, tínhamos um ponto de partida: os convites seriam em formato 'bilhete de avião'. Há imensas idéias na internet, nós acabamos por gostar de dois modelos e basicamente, misturámos idéias dos dois convites num só e criamos... o nosso!

 Os envelopes, que também faziam parte do convite [e continham informação]

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06 junho 2014

Não, não fui eu a noiva apanhada na RFM:

Recebi mails e comentários a perguntar se tinha sido eu a noiva apanhada semana passada na brincadeira da rádio RFM [aqui] mas, lamento desiludir-vos, não fui eu. "Ah mas também vais de férias para o México, tens convidados do Brasil, tal e qual a rapariga apanhada". Pois, mas há mais marias no mundo e definitivamente, não sou a rapariga do vídeo.

E dou-vos apenas dois motivos: 1) Nenhum amigo meu [que queria continuar a ser meu amigo, claro] se lembraria de me pregar uma peça dessas, sabendo o stress e o quão nervosinha eu estou nos últimos tempos por causa do casamento [parece-me que todas as noivas passam pelo mesmo]. 2) Nunca teria a calma que a rapariga teve ao telefone, caso fosse comigo. Acho que a primeira coisa que faria era... chorar. Ultimamente, dá-me para chorar por tudo e por nada, estou uma manteiga derretida. A segunda coisa seria ligar para o M. que, ao ver-me a chorar, entra em modo desespero e quer consertar tudo o que está errado, quer subornar pessoas para que façam o que é suposto fazerem no prazo contratado, quer correr toda a gente incompetente à chapada, enfim, era uma coisa bonita de ser, era era.

E agora uma pergunta que me está a moer o juízo e nada tem a ver com o assunto em questão: alguém conhece um sítio fixe em Lisboa para assistir aos jogos do Mundial? Epá, digam o que quiserem mas não é a mesma coisa assistir aos jogos em casa, a gritar sozinha sempre que Portugal ou Brasil marcam golo... ou assistir numa mega esplanada, cheia de gente e animação. No último mundial fomos para  Expo, num café brasileiro. Este ano não sei... vão mesmo pôr o tal ecrã gigante no Parque Eduardo VII? Conhecem algum sítio assim mesmo fixe? Venham daí essas dicas e eu prometo que vos pago um café quando nos cruzarmos a ver a bola.

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05 junho 2014

Da sorte que temos:

Andava eu aqui a pensar que há não sei quantas noites que não sei o que é dormir mais de 6 horas (e a falta de sono dá logo cabo de mim), a pensar que se calhar não vou ter tempo de fazer tudo o que tenho que fazer, a pensar que até agora ainda não temos sofá lá pra casa (nem cadeiras de jantar, nem aparador), que não tenho tempo para tudo e ainda por cima estou cheia de dores nos rins (TPM a quanto obrigas) quando de repente... entra-me pelo escritório adentro uma funcionária, a chorar baba e ranho (em total descontrolo, quase nem conseguia falar) a dizer que a mãe acabou de sair do médico e que o cancro voltou e os médicos dizem que já não podem fazer nada porque está a alastrar-se para outros órgãos (a merda da metástase). E que mandaram a mãe dela para casa para "aproveitar o tempo que lhe restava com a família". E eu não consegui articular uma palavra que fosse, só chorei. Abracei-a e choramos as duas porque, caraças, não consigo imaginar maior dor que essa.

E de repente, os meus problemas passaram todos para último plano. Tornaram-se tão insignificantes perto do problema dela que nem tenho coragem de abrir a boca para me queixar do quer que seja. Só posso agradecer a sorte que temos, todos nós, os que temos a nossa família com saúde e perto de nós. E esse é mesmo o nosso bem maior. Sempre.


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Acordar com ele a cantar-me essa música...

E um mega pequeno-almoço daqueles de novela [que o meu lado brasileiro adora].
*suspiros*
'Pintas de colores mis mañanas solo tú...
Y tú, y tú, y tú, y solamente tú'

Este gajo não existe. E é tão bom começar o dia nessa espécie de chamego tão nosso...

[O dia começou tão bem que eu quase 'nem liguei' de ter ido fazer dois exames chatinhos (porém necessários) que me fizeram perder tooda uma manhã no Hospital da Luz (e que, em dias normais, teriam me feito ficar logo mal disposta que eu de-tes-to hospitais). Hoje tudo me parece bem.]

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03 junho 2014

Compras // ebay & IKEA

Ultimamente tenho feito tantas compras no ebay [só esta semana foram 13!] que não sei como a alfândega ainda não me enviou uma carta de "cliente do mês"... A verdade é que, infelizmente, quando surge o tema "casamento" por cá, os preços disparam! No que toca à decoração então, é de fugir. Fornecedores que me pediam 40€ por um topo de bolo quando encontrei um idêntico no ebay por 10 libras. E isso é só a pontinha do iceberg.

Por exemplo, queria uma sombrinha vintage para usar durante as fotos (e por que combinava com o meu vestido de noiva, que tem a saia cheia de folhos em organza (liiindo de morte) e eu cismei que queria o raio da sombrinha). Cá em Lisboa, a única que encontrei, numa loja de noivas, custava mais de 100€. Então...

Veio esta, directamente de Hong Kong e por módicas 10 libras [+-12,50€]. Chegou em vinte e poucos dias e é tão linda (e super bem feita), toda rendilhada, estou apaixonada!

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01 junho 2014

Das refeições 'gourmet'


Há bocado o M. mostrou-me esse vídeo e eu desmanchei-me a rir.  Fez-me lembrar de um casamento a que fui [da família paterna do M. que é um bocadinho a atirar para o snob] e o prato de peixe era qualquer coisa como:  "salmão em papelote de ervas em molho aveludado de amêndoas em cama de legumes gratinados em óleo e alho". Só de escrever já fiquei cansada. Não queremos nada destas coisas no nosso casamento, queremos boa comida, nomes simples e que seja muito bem servida, que o pessoal cá por estas bandas não se fica por uma azeitona embrulhada numa folha de alface frisada dos Açores.

E este vídeo reflecte exactamente o que eu penso deste tipo de comida 'fina'. Uma vez, no início deste ano, quis experimentar um restaurante todo XPTO onde reservamos mesa com mais de um mês de antecedência porque nunca havia vagas antes. A comida foi uma decepção, saímos de lá e terminamos a noite no McDonalds a enfardar hambúrgueres de três euros. Não temos um paladar requintado, é o que é.

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