26 junho 2014

O caos, o drama, o horror:

Com o crescimento [rápido] da nossa empresa, surgiram dois problemas: falta de pessoal [isto, dito numa época de acentuado desemprego, até parece piada] e agenda sobrelotada para atender todos os clientes. Recorremos ao plano B e aumentamos o horário de funcionamento da clínica para horários impublicáveis [e até pensamos em, na loucura, abrir ao domingo] e começamos a recrutar novos colaboradores.

E esta sim, está a ser a tarefa mais complicada. Recebemos enxurradas de currículos, aos pontapés. Marcamos entrevistas, os candidatos aparecem, a coisa até corre bem até que batemos num dos pontos:

1) "Ah, mas é para início imediato? É que agora vêm as férias dos miúdos e não temos com quem os deixar..." - compreendo que as creches entrem em férias e as crianças fiquem em casa mas quando ambos os pais precisam de trabalhar fora, há que pensar numa solução não? Deixar os putos com os avós, com uma ama, com um familiar que esteja em casa, não sei. Usar a desculpa das férias dos putos quando se quer/precisa de um emprego é mesmo pedir para que as entidades patronais tenham atitudes de merda como estas, em que proibem as colaboradoras de engravidar durante um x tempo. É abominável.

2) "Certo, então é para começar já mas consigo tirar duas semanas de férias em Agosto? É que o meu marido tira sempre férias a esta altura..." Nem consigo comentar o quão ridículo me soa esta frase. E isto dito por pessoas que estão há 2 ou 3 anos desempregadas. Eu, se me visse nesta situação, nem que fosse para trabalhar durante todos os dias de Agosto em modo non stop. Era já!

3) "Quero ficar com a vaga mas neste momento estou a receber da Segurança Social e dava-me jeito continuar a receber esta ajuda. Termina em Outubro, acha que conseguimos ficar até lá numa 'prestação de serviços', sem contrato? Eu posso passar o recibo verde do meu marido. É que o dinheiro faz-nos imensa falta..." Para além de estar a sugerir uma solução totalmente ilegal (um dos principais motivos pelos quais o país está mergulhado em dívidas), é preciso ter uma lata daquelas! A mim também dava-me jeito ganhar o Euromilhões mas olha, é a vida. Temos que saber viver com aquilo que a vida nos dá. E neste momento, ou é o contrato com a empresa, ou é o subsidio. Adivinhem lá qual foi a escolha da senhora?


Entre as três 'desculpas', a que mais me enerva é mesmo a última. Já perdi a conta da quantidade de candidatos que me diz que está a receber mais do que um ordenado mínimo da Segurança Social e por isso, 'não compensa sair de casa todos os dias, gastar com passe, alimentação... quando posso estar em casa a cuidar dos meus filhos e a receber um cheque de 600€ pelos CTT". Oi?!

Conheço quem esteja há três anos a receber da Seg. Social e quando a 'mama' termina, vão para lá e pedem o subsequente. E conseguem-no! Quer dizer, deste jeito nunca mais saimos da cepa torta. Eu não percebo... Será que nesses três anos de 'ajuda do estado' não aconteceu nada de significante na vida desta pessoa? Sei lá, qualquer coisa que servisse de estímulo para que ela se libertasse dessa 'esmola' e desejasse voar mais alto?

Eu acredito que os subsídios, os RCIs e outras benéfices devem agir de forma emergencial, como um tapa-buraco. Mas além de proporcionar essa ajuda, o governo tem que criar um incentivo que faça as pessoas lutarem pelos seus próprios braços, digo eu.

Uma das candidatas entrevistadas disse-me claramente que o valor que recebia da Segurança Social (700€) chegava-lhe para as despesas e que ganhava muito mais se ficasse em casa. Ok, ela ganha mais em casa do que ao ir trabalhar mas perde coisas muito mais valiosas que o dinheiro: perde a dignidade, o amor-próprio, a auto-estima e principalmente, a vergonha. Passa a ser uma pessoa totalmente à margem da sociedade. Um parasita. E se é triste ser um 'parasita à força' porque não há emprego, muito pior é ser um parasita por escolha própria.

[este assunto já foi algumas vezes debatido aqui mas é que como contribuinte desde os meus 19 anos, sem nunca depender de abonos, subsídios, RCIs e afins, torna-se um bocado incómodo perceber que ando há anos a descontar (e nunca tive um benefício qualquer) enquanto outros andam a arranjar esquemas para sugar cada vez mais o nosso (já tão pobre) país. Enerva-me, pronto]

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31 comentários

  1. A situação que relatas é aquela que os desempregados que se querem fazer de coitadinhos e justificar os seus falhanços com a crise do país tentam negar, ou esconder. Há ofertas de emprego, há é cada vez menos gente competente e com garra para elas. Eu terminei os meus estudos em 2010, portanto, no início da crise e, desde então, já trabalhei com 4 sítios diferentes, todos pagos acima dos mil euros limpos, na minha área, e nunca me faltou trabalho. Atualmente estou com um contrato sem termo, numa instituição pública, para a qual entrei através de um concurso público. Passei facilmente todas as fases do mesmo (4) e fui convidada a ficar no final (tenho 26 anos). Para outra posição que abriram neste sítio onde trabalho, tiveram de prolongar o concurso porque não encontraram nenhum candidato que correspondesse ao perfil procurado (apesar de terem recebido centenas de candidaturas). A maioria das pessoas é pouco qualificada (ainda que tenha qualificações elevadas, caso da licenciatura e do Mestrado, porque eu também as tenho e vi o nível de muitos colegas, que era de bradar aos céus), não se sabe comportar num contexto formal/empresarial, tem pouca pro-actividade e espírito de iniciativa e horizontes/visão muito curtos. Das pessoas que conheço da minha idade que estão desempregadas, ou em estágios não remunerados/mal pagos, consigo perfeitamente perceber porque se encontram nessa situação. Já, ao contrário, das pessoas que conheço que estão em bons empregos, são tudo pessoas a quem reconheço mérito e que sempre foram mais além que os seus pares, que tinham interesse em várias coisas, que sempre fizeram mais para além do que lhes era exigido, que se diferenciaram de alguma forma. E agora, mesmo em crise, colhem os frutos disso mesmo.

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    1. Apesar de aparentemente a tua linha de pensamento nos parecer racional e óbvia, as coisas não são assim tão lineares! Não acredito em coitadinhos...mas não é assim tão taxativo. Senão repara: todas as pessoas competentes, qualificadas e trabalhadoras estavam empregadas ou sem dificuldade em arranjar um emprego adequado e isso não acontece... É só a minha opinião!

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    2. Claro que há sempre excepções à regra e o que fiz foi uma generalização, que pode ser injusta em alguns casos. Mas, regra geral, as pessoas competentes, qualificadas e trabalhadoras que eu conheço (e em relação às quais posso emitir um juízo sobre esses atributos) estão todas empregadas, em bons empregos (em Portugal ou fora) e não tiveram dificuldade em arranjá-los.

      Acho que hoje em dia se confundem habilitações com qualificações. Há muita gente com muitas habilitações (as tais licenciaturas e mestrados), mas pouco qualificadas para o mundo laboral real. Já estudei em 2 países diferentes, mais 2 cursos de verão noutros dois países, já trabalhei em Portugal e no estrangeiro em 4 empregos diferentes e sinto que conheço bem o mercado laboral da minha área (Direito). E que há muito boa gente nesta área a entitular-se de qualificada, possuidora de um bom CV, que não percebe como não arranja emprego e cuja situação, para alguém de fora, parece de facto incompreensível face às habilitações que tem... mas para quem esteja por dentro do assunto, se desmonta em 3 tempos e se percebe perfeitamente o porquê de tal pessoa "não arranjar nada".

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    3. Muitas vezes, falo por mim, o que custa mais é que, por mais vontade e sem medo de trabalhar que estejamos/sejamos estamos limitados pelas exigências económicas que se nos impõe. Eu tento aproveitar as oportunidades que me surgem mas sei que não poderei ser tão qualificada como outra pessoa que tenha a oportunidade (tb a nível económico) de tirar outros cursos ou complementar a sua habilitação com cursos de verão internacionais e tudo mais.

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    4. Para a anónima das 17h02: "...boa gente nesta área a entitular-se de qualificada"- tão boa tão qualificada! Só se esqueceu de aprender a escrever de forma ortograficamente correta. "entitular-se"????!!!! Sério? "tá certo!"

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  2. 1) "Ah, mas é para início imediato? É que agora vêm as férias dos miúdos e não temos com quem os deixar..." - err... como é que estão a pensar fazer para o ano? e no ano seguinte? é que se contam trabalhar a tempo inteiro, fazer carreira num sítio, terão sempre o "problema" das férias das crianças, não? ou só vos ocorre isso quando são mesmo confrontados com a possibilidade de trabalhar? enfim.

    2) "Certo, então é para começar já mas consigo tirar duas semanas de férias em Agosto? É que o meu marido tira sempre férias a esta altura..." - os típicos que minam tudo dentro das empresas porque os dias X a X da agosto têm de estar sempre reservados para o Sr. Y, para pela 14712048 vez ir com a mulher e os filhos para a casa de sempre do algarve, com o carro cheio de tralha, não admitindo o casal em causa qualquer mudança aos seus magníficos planos... nem para um deles recomeçar a trabalhar!!!

    3) "Quero ficar com a vaga mas neste momento estou a receber da Segurança Social e dava-me jeito continuar a receber esta ajuda. Termina em Outubro, acha que conseguimos ficar até lá numa 'prestação de serviços', sem contrato? Eu posso passar o recibo verde do meu marido. É que o dinheiro faz-nos imensa falta..." - o típico chico-esperto tuga que é capaz de reclamar que o Passos Coelho é um ladrão, mas 90% da culpa do país estar como está é dele e doutros que tais, que chulam o sistema numa base diária. E se lhes cortarem o subsidiozinho, ainda são capazes de vir ameaçar que começam a roubar para comer, como se tivessem toda a legitimidade para o fazer e para exigir seja o que for.

    *%&$#" para essa gente toda! Deviam era ser ainda mais duros com eles, a ver se aprendiam de uma vez por todas a ter algum respeito por eles próprios e pela sociedade onde vivem.

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  3. Uma pessoa fica parva com estas coisas, é que palavra de honra...

    Para onde posso enviar o meu currículo, mesmo? :p

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  4. E ainda digo mais, nem o serviço nacional de saude utilizo porque tenho um seguro de saúde e vou quase sempre ao privado. Mas que descontar e estar dentro lá lei óbvio só não queria era emigrar mas não vejo outra solução...

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  5. A proliferação de gente idiota é um mal do mundo actual, que ninguém duvide disso.
    Apraz-me, no entanto, fazer um comentário sobre a questão da situação em que dizem 'em casa ganho mais'. Numa altura em que, por cá, quase há que pagar em troco de trabalho, até para aceitar um emprego temos que fazer contas e, infelizmente, em muitos casos, os custos que advêm do emprego em si mesmo são quase tão grandes quanto o próprio ordenado (se para irem trabalhar têm que pagar uma ama/escola, transportes e alimentação fora e o que ganham não chega a €500 é fácil fazer contas!). Principalmente se têm filhos pequenos, até porque nos países mais desenvolvidos do norte da Europa é dado um subsídio alargado aos pais/mães que preferem acompanhar o crescimento dos seus filhos numa altura de extrema importância como são os primeiros 2/3 anos. O problema maior nesse caso, a meu ver, não são as pessoas preferirem continuar com os subsídios mas sim a gestão duvidosa das empresas que se tabelam sempre e só pelo mínimo dos mínimos.
    Se formos à Suíça vemos que por lá não existe o conceito de ordenado mínimo nem as pessoas querem que exista (tal como provou o recente referendo) porque há a honestidade da entidade patronal em pagar o justo valor pelo trabalho de cada um. Por cá, se tal acontecesse, se se abolisse a lei do SMN, era vermos o país regressar ao tempo da escravatura em que uns se achavam no direito de usar os outros a seu bel-prazer.
    Não sei qual é o ordenado que oferecem, quais são as condições adicionais que propõem, mas porque não fazer diferente e quando somos confrontados com a realidade de uma pessoa em casa ganhar mais do que a trabalhar para nós tentarmos ver se não será também dever nosso alterar a nossa proposta. Sim, eu sei que um trabalhador que ganha o SMN fica à empresa quase duas vezes mais, mas que tal apostar na diferença e poder sorrir dizendo que pedimos muito mas oferecemos bastante?!
    Quanto aos outros, os parasitas da sociedade, é dar-lhes a corda para a mão e mostrar a porta da rua.

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    1. Adorei o seu comentário Cláudia. Muito obrigada!

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    2. Gostei muito deste comentário. À partida ninguém concorda com situações em que as pessoas preferem receber subsídios a trabalhar mas se nos pusermos no lugar dessas pessoas a situação talvez mude. Se eu estiver a ganhar 700€ de subsídio e me propuserem 500€ de ordenado no trabalho a que me candidato, considerando que tenho filhos terei que fazer contas. Ora, como a Cláudia bem disse, os gastos com a creche, os transportes, a alimentação, o facto de receber menos 200€ compensam o sentimento de estar a ser útil à sociedade quando possivelmente deixarei de ter o suficiente para me sustentar? Há situações e situações.... Uma vez mais, como a Cláudia disse, talvez se devesse é repensar qual a compensação financeira certa pelo trabalho de alguém.

      Lia

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    3. Cláudia, compreendo que a curto prazo, a situação do “em casa ganho mais” pareça, à primeira vista, a melhor opção. Não se paga ama, nem creche, nem passe social, nem almoços fora… mas é como eu sempre digo: um dia a moleza acaba. Um dia, por mais que demore, o subsídio termina, o RCI também (não sei como funciona mas não me parece que seja eterno) e quando isso acontecer, o que a pessoa faz? Fica sem nada? Não digo casos em que a pessoa tenha uma proposta de 500€ e vá gastar para trabalhar cerca de 400€. Isso seria estar a trabalhar por 100€ e é totalmente surreal.

      Mas por exemplo, uma das candidatas está a receber 900€ de subsídio desemprego, que termina em outubro. E preferiu desistir de um emprego em que ganharia mais de 800€ limpos (ou seja, pouco menos de 100€ do que está a ganhar em casa) mas que teria chances reais de progressão de carreira… E em Outubro, quando já não estiver a receber nada, aí eu quero ver como é que faz. Mas pronto, já terá passado o verão, o mês de Agosto no Algarve e isso é que conta. As pessoas pensam muito à curto prazo, não fazem planos… “ah, depois logo se vê”. Pois.

      E sim, concordo contigo no que toca à empresas que se aproveitam do desespero de outros, da criste, disto e daquilo outro para oferecerem o limite mínimo imposto pela lei. As condições actuais são vergonhosas mas orgulho-me de dizer que, apesar do pouco tempo de vida da nossa empresa, os nossos funcionários são reconhecidos pelo mérito que têm, muitos já foram promovidos e aumentados… Um funcionário satisfeito vai sempre dar o seu melhor, vai vestir a camisola porque sabe que ‘lá fora’ não encontrará as condições que nós oferecemos. E isso faz toda a diferença.

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    4. Pois é, fiz o meu comentário sem ler primeiro os outros mas é mesmo isto de que falam que eu acho (anónimo das 16.20 talvez). A verdade é que cada caso é um caso e se o que a Cláudia disse é verdade e faz sentido quando falamos de valores mais baixos, no caso concreto que a Anne expõe é só RIDICULO a sra ter preferido receber mais 4 meses de subsídio cuja diferença não é muita e ter as tais férias em agosto do que começar um trabalho com boas perspetivas de futuro...! Enfim

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    5. P.s. Oxalá todos os empregadores pensassem como tu porque isso sim é ser inteligente e ter "olho para o negócio": um funcionário satisfeito será muito mais útil para a empresa do que o contrário. E todos ficarão satisfeitos -.-

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  6. A Vida é mesmo uma coisa curiosa.... Eu tenho-me debatido com uma dificuldade imensa em conseguir arranjar trabalho desde os últimos 8 anos (momento em que terminei a faculdade!). Fiz um pouco de tudo com muito orgulho e dedicação e até cheguei a acumular trabalhos, mas, e por incrível que pareça nem o ordenado minímo conseguia auferir! Não me sinto inferior, nem desgraçada, nem coitadinha, mas há coisas que nos vão minando por dentro. É o caso. Ainda não consegui ter a minha independência financeira dos meus pais e já tenho 29 anos!

    Nos últimos tempos, e porque sou muito optimista e trabalhadora, decidi "montar" o meu próprio negócio. Já lá vão 5 semanas, aproximadamente, e as coisas têm corrido muito lentamente (como é normal!?)... Estou a sentir-me angustiada e desesperada. Felizmente posso contar, como já tinha dito, com o apoio dos meus pais, mas sinto-me um peso nas suas vidas. É um constante adiar de planos e projetos, de concretizações, de viagens... E não falo em luxos, mas sim em pequenas coisas que nos trazem conforto e bem-estar como, por exemplo, uma ida ao cinema ou comprar um par de ténis que gostamos!

    Haverá, e sei que há, mais casos como o meu! Espero que um dia tudo mude e que consigamos que os nossos cv vão parar às mãos de empresas como a tua, Anne!

    Muito sucesso e felicidades. Gosto muito de te ler. És uma menina-mulher furacão!

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  7. Ai Anne, eu sabia que depois da nossa conversa de ontem não ias conseguir ficar entalada com a situação e estava mesmo a espera que viesses fazer um post lol! Talvez quem só te conheça pelo blog não tenha noção da real situação, mas é desesperador:
    A Anne está a recrutar há quase duas semanas, sem uma luz no fim do túnel. Quando acha que encontrou alguém de jeito para a função, leva com um balde de água fria destes.

    Para a Cláudia, que sugeriu que a empresa aumentasse a proposta, posso dizer que acho inviável. A vaga em questão é para:

    Recepcionistas de 2ªa6ª feira, das 10-19h.
    Oferecem: 650€ Ordenado Base + 5.25€ S.A + contrato de 1 ano + telemóvel da empresa + seguro saúde Médis (a empresa da Anne tem acordo com a Médis).

    Digam-me qual é a empresa, com um ano de vida, que consegue oferecer estas condições a uma recepcionista e eu respondo: poucas, muito poucas. Mas eles investem (na medida do possível) nas pessoas e quem lá está, não quer sair por nada. O problema é que na mesma medida com que dão também sabem pedir e pedem pessoas qualificadas para o cargo e que preencham certos requisitos mas quando encontram essas pessoas, dizem que estão a receber do estado e fazem propostas ilegais para continuarem a receber dos dois lados... não há mesmo paciência.

    Beijo, miúda. E relaxa, que a pessoa que procuram há de aparecer. (não és tu que passas a vida a dizer: "Relaxa, Deus tem um plano?" Então... relaxa!)

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    1. Ahahaha tu por aqui? Ui, que o mundo se acaba! "ah, eu não tenho paciência para perder tempo a ler blogs..." Seeeei.
      Beijoca!

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    2. Ainda está disponível a vaga?
      Obrigada
      Maria.

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  8. é incrivel o assistencialismo que o estado dá e não controla... malta que abusa e aproveita-se, ao maximo, para ser parasita!
    este é dos temas que mais me revolta... choram por uma casa e depois exigem obras de melhoramento, 3 quartinhos e num predio com elevador; choram por uma esmola e depois fogem do trabalho honesto como de o diabo da cruz!
    são estes supostos coitados que todos temos de sustentar, a esfregar a micose e a fazer nenhum! é mais facil pedir e mendigar do que levantar as 7h ou as 6h para ir trabalhar... Anne, se tem pessoas com lata suficiente para lhe dizerem que não podem trabalhar, porque ganham mais em casa a minha sugestão é fazer queixa dessa gente a SS e ao IEFP, para ver se a fonte fecha os dinheiros publicos deixam de ir para estes parasitas. faz mais falta em carteiras de idosos que trabalharam toda uma vida e agora ganham 200€ por mês e prescidem de medicação obrigatoria para não passarem fome!
    bjs e boa sorte para a procura

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    1. Ora nem mais!!! É mesmo isso, infelizmente. É o país e a gente que temos...

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  9. Olá Anne infelizmente neste país a maior parte das pxs prefere ficar no café na praia e receber subsídios do que trabalhar.
    A conversa que descreveste tb já assisti qd precisamos de contratar uma administrativa na empresa onde trabalho.

    Eu como sou idiota estou a procurar um part time a começar as 19h e fins de semana feriados. E até abdico das minhas férias de Agosto a empresa onde trabalho fecha em Agosto...
    Para onde posso enviar o meu CV????? ;-)

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  10. Concordo com quase tudo, mas esta frase não "Ok, ela ganha mais em casa do que ao ir trabalhar mas perde coisas muito mais valiosas que o dinheiro: perde a dignidade, o amor-próprio, a auto-estima e principalmente, a vergonha. Passa a ser uma pessoa totalmente à margem da sociedade.Um parasita". Quem está desempregado não é nada disso, nem tem que ter vergonha. Infelizmente já estive desempregada quatro meses e, para além da tristeza que sentia e a perda de auto-estima, em parte, não senti vergonha nenhuma e muito menos me senti um parasita. Vergonha deveria ter o patrão que me despediu com 3 meses de salário em atraso e aquele que me contratou, parando eu o desemprego que recebia porque queria mesmo trabalhar, e também me ficou a dever :S Dou-te imensa razão, até porque na loja onde trabalho bem vejo que há muito "boa" gente que quer emprego e não trabalho, e as "desculpas" que dás são realmente uma coisa extraordinária para quem procura emprego, mas não posso concordar com essa frase :)

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    1. Eu não estava a referir-me aos desempregados no geral, quando escrevi a frase, mas sim aos que estão desempregados e querem continuar nesta situação. Aos que recusam empregos, que metem as férias em primeiro plano, aos que já estão 'viciados' em receber ajudas do governo... Infelizmente, quem está desempregado passa a estar à margem da sociedade à medida em que não consegue produzir/receber e passa à estar dependente de uma ajuda estatal.

      A palavra 'parasita' é para aqueles que estão desempregados mas querem continuar desta forma, preferem 'sugar' o governo do que mexer o rabinho. E sim, deveriam ter vergonha disto.

      Não é o teu caso, nem o caso de muitos que estiveram meses à procura de emprego. Esses não têm do que se envergonhar porque lutaram, batalharam e não desistiram.

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  11. Na minha cidade, são inúmeras as pessoas que estão a receber RSI´s e afins...e ainda têm direito a irem buscar o almoço à Santa Casa da Misericórdia. Vão montadas em grandes carros, a falar ao telemóvel, reclamam se o almoço não está pronto a horas e se é pouco. Há dias houve quem reclamasse que só levava três bolinhos de bacalhau.
    Mulheres que passam a vida alapadas nas pastelarias a tomar o pequeno almoço, saem para irem buscar o almocinho já feito, retornam para o café e deixam-se ficar para o lanche... Isto é tudo uma filha da p*tice.

    É vergonhosa a situação deste país e desta gentinha reles e medíocre que vive à nossa custa, à custa de quem desconta para a segurança social e cumpre com as obrigações.
    Trabalhar nunca matou ninguém.

    Eu, felizmente e levanto as mãozinhas para o céu, tenho trabalho, pago as minhas obrigações e vivo de cabeça levantada, não vivo à custa de ninguém! Só isso traz uma paz de espírito enorme!

    Quando será o dia que vão acabar com estes "podres"??? Basta de mediocridade, de podridão.

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    1. É revoltante imaginar que existem situações deste género que relata. E outras que, com certeza, nem imaginamos que acontecem...

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  12. Numa palavra: vergonhoso!!!
    Com atitudes dessas, o pais nunca vai andar para a frente.

    Era cortar com esses beneficios e ir alancar!! Cambada de gente preguisoca e parasita!
    (dsc pela falta de acentos... ENG keyboard)

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  13. Anne, a vaga ainda está disponível?
    Podes-me enviar um email para eu te enviar um CV, sff?
    Beijinhos

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  14. Infelizmente o problema não é dos apoios mas dos salários que se pagam. Se os salários dessem para pagar as contas as pessoas teriam um incentivo para trabalhar mas com 500e/mes ninguém consegue sustentar-se sozinho (em Lisboa), quanto mais com alguma(s) criança(s) a seu cargo!
    É triste mas a situação do nosso país está assim porque não há um ordenado mínimo nacional DECENTE nem há maior controlo dos apoios concedidos. Alguns são controlados de forma absurda, outros não percebo sequer como podem ter direito a receber alguma coisa.

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  15. *P.S.: para nem falar da tristeza que é a mentalidade das pessoas subsidiadas... Afinal não é difícil decidir, estando na posição delas, podem ganhar mt mais dinheiro, ficar em casa, não trabalhar e ainda cuidar dos filhos...! enfim!

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  16. olá gostava de saber qual a área da clinica!

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  17. "é mesmo pedir para que as entidades patronais tenham atitudes de merda como estas, em que proibem as colaboradoras de engravidar durante um x tempo."

    Eu estou abismada com esta frase e com o facto de ninguem ter mencionado isto. Nada, mas nada desculpa o facto de se tentar condicionar uma mulher de engravidar. Esse é um direito universal. Claro que ha gente que vive de apoios sociais, eu vivo na Irlanda e aqui devia dar-te uma coisinha tal a percentagem de gente que está em casa há geracoes sem fazer nenhum mas depois ha os outros que trabalham e que tem apoio para ter filhos, que tem patroes (como eu) que nos dizem que a familia está em primeiro lugar. Nao tenho filhos mas se um dia tiver vamos ter que optar por eu ficar em casa mais tempo que o previsto na lei porque nao compensa financeiramente uma vez que nao há retaguarda familiar. Quando compensar volto ao meu trabalho que vai estar a minha espera e vou dar 100% porque o meu patrao continua a respeitar-me e a minha vida familiar. Coisa que os meus patroes em Portugal nunca fizeram, o salário e as condicoes fisicas eram bons mas nada paga o resoeito.

    Proibir alguem de seguir com o curso da sua vida é terrorismo laboral. De tudo o que escreveste será a com a qual nao concordo e que me da calafrios que ainda haja muita gente a pensar isso.

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