30 julho 2014

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Os últimos dias, como seria esperado, estão a ser um autêntico terror (muita coisa para fazer e pouco tempo disponível). O passaporte da minha avó atrasou ("ah, e tal, estivemos em recesso por causa da copa") e só ontem ficou pronto. A TAP entrou em greve (felizmente conseguimos comprar o bilhete para o Rio sem problemas) e diz que é já próxima semana que a minha mãe vai aterrar na Cidade Maravilhosa para trazer a minha encomenda mais especial (também conhecia como 'vovó').

Pelo meio, fui à ginecologista na segunda-feira e como estava sem carro (tinha-o emprestado ao meu irmão - que só tem motas - para ele ir fazer compras de supermercado) e fui de metro para a CUF. Cheguei na Gare do Oriente atrasada e decidi apanhar um táxi até o hospital, já que a minha consulta era as 11:15h e já faltavam só 10 minutos. Ui, o que eu fui fazer. Um drama, pessoas. Nenhum taxista me queria levar (ah, menina, mas se atravessar aqui a rua tem um autocarro directo para a CUF) e eu lá explicava que estava atrasada e não podia esperar. A solução? Entrei no último táxi da fila (aquele que, teoricamente, não perderia 'o lugar' para me levar) e fomos embora.

Entretanto no domingo também pintamos a casa (tuuudo branquinho, que eu não quero cá nada de paredes bege-encardidas) e escolhemos uma parede de cor para o nosso quarto e outra para a sala (depois mostro-vos). Ontem foi dia de pedir os serviços básicos: luz, gás, internet, água - e aqui, senhores, preciso fazer um aparte: mas porquê será que os gajos da SMAS ainda não modernizaram as coisas e nos obrigam a ir lá perder uma tarde inteirinha para pedir uma ligação de água? A sério, não percebo).

Recebemos também um mail muito querido da nossa agência de viagens a dizer que... a lua-de-mel já está toda paga pelos convidados (yey) e se nós queríamos fechar já a lista de casamento (visto que eles não devolvem o dinheiro) ou se criávamos uma outra, com uma viagem mais curtinha (e mais barata, obviamente) para que o restante dos convidados pudesse contribuir. E nós, que não somos pessoas de recusar viagens, lá abrimos a segunda lista, com uma semana numa cidade européia que ainda não conhecemos.

E para somar com os últimos acontecimentos, papai comunicou que já comprou a passagem para Lisboa e a minha mãe fritou, que não quer vê-lo nem pintado de ouro, que ele isto, ele aquilo, que sempre pensou que era 'só garganta' e que ele não teria coragem de pôr cá os pés depois de tudo o que (nos) fez e eu a dizer que temos que perdoar e que da minha parte já não há rancor, que toda a gente erra e que ele está arrependido e amargurado, não vale a pena arrastarmos mais esta situação.... E ela diz que não, que não lhe perdoa (e eu, que conheço toda a situação, não posso culpá-la por não conseguir perdoar, não foi fácil). De maneiras que é isto. Ando aqui a fazer 'a neutra' para acalmar os ânimos de todos mas penso seriamente em instalar um ringue de boxe no meu casamento. Só assim por causa das coisas.

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11 comentários

  1. Não que seja da minha conta, mas estava agora a pensar na mesa dos noivos. Os teus pais vão partilhar a mesa? Se calhar era complicado para a tua mãe...
    Quer dizer.... se calhar a situação nem se coloca. Atualmente há muitos noivos que preferem ficar sozinhos na mesa da "presidência" :).

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    1. Ai Cê, isto está a dar pano para mangas... Não irão partilhar a mesa da presidência, acho que a minha mãe caía para o lado por ter que jantar ao lado do meu pai, até cheguei a cogitar a hipótese de não ter mesa da presidência mas seria injusto com os pais do M. e enfim, ainda não sei como vamos fazer (se calhar já é altura de decidir as coisas) mas não, o meu pai não estará na mesa da presidência.

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  2. Ao ler este teu post, fiquei com um friozinho na barriga, fez-me voltar também à altura do meu casamento, muitas "situações" parecidas.... :) Força tudo se resolverá e terás um dia de muita felicidade!

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    1. Olá! Obrigada, espero mesmo que tudo corra pelo melhor =) É uma fase que passa tão rápido, isto de sermos noivinhas...

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  3. Olá Anne! Na semana passada pedi também ligação da água na zona da grande Lisboa e fiz tudo por telefone. Hoje recebi o contrato que tenho que devolver assinado, apenas isso. A luz e o gás fiz do mesmo modo. Super simples!

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    1. Pois, penso que em Lisboa poderá ser por telefone mas eu moro no concelho de Oeiras e por cá só mesmo pedindo a água presencialmente, o que é uma chatice porque têm sempre duas funcionárias para atenderem dez mil pessoas. Uma valente seca mas lá se resolveu!
      A luz e o gás pedi tudo por telefone. E a internet também =)

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  4. O SIMAS continua a fazer os contratos à moda antiga e abençoado por isso seja!Quando quis mandar ligar a electricidade cá em casa através da EDP tive de ligar para três sítios diferentes, gastei todo o saldo do meu telemóvel e ainda me activaram (SEM O MEU CONSENTIMENTO!!) dois serviços que nem sequer me tinham apresentado, um deles pago!!! Foi um choque quando recebi o contrato em casa, e depois disso uma carga de trabalhos para desligar os serviços que não tinha solicitado.

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    1. Já eu prefiro pedir tudo por telefone ou via internet, detesto perder tempo em entidades públicas, é tudo tão moroso, tão chato e sinto sempre que foi tempo gasto de forma inútil. Então loja do cidadão e afins, é coisa para me dar um fanico.

      Por telefone temos mesmo que andar com todas as antenas de pé em alerta porque tentam sempre impingir mais qualquer coisinha, mas sem dúvida que nos poupa deslocações a sítios chatinhos...

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    2. O problema foi que nem sequer me sugeriram os serviços em questão, simplesmente os activaram e eu só descobri depois (imagina, receber o contrato em casa e descobrir que tinha fatura eletrónica quando eu nem sequer tinho internet, eu já a viver nesta casa casa há um mês e ainda sem nenhuma fatura da luz, fiquei logo histérica a pensar que já devia ter faturas em atraso...o outro serviço que me ativaram foi o EDP Funciona, eu sabia o que era, sabia que não queria mas ao telefone a senhora nem me falou nisso por isso pensei que estava tudo OK, imagina o susto quando estou no trabalho e recebo SMS deles a dizer que me ativaram o serviço, lá tive eu de gastar novamente o saldo todo do telemóvel a ligar para eles para desligar aquilo ASAP). Também tentei fazer o contrato pela internet mas foi simplesmente surreal (usei o chat deles porque precisava de ajuda e juro que julguei que estava a falar com o Cleverbot...).

      Agora que vou mudar de casa só faço os contratos presencialmente, só assino depois de ler o contrato de fio a pavio e já não caio nessa do "Diga lá o seu email para lhe podermos enviar as nossas novidades...".Gato escaldado lol...

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  5. Eu entendo que a tua mãe não perdoe, mas não perdoarmos não nos impede de sermos civilizados e lidar com a pessoa, ainda mais numa situação especial, como o casamento de uma filha.

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    1. Pois é, Rita, mas a minha mãe não consegue nem dar um boa tarde ao meu pai sem reviver tudo o que se passou entre eles e eu respeito-a porque até para mim, que sou filha, custou-me anos para perdoá-lo e voltar a falar com ele. Já passou, é um facto, mas as marcas ficam sempre. E só quem passou é que sabe...

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