18 dezembro 2015

Deixa-me rir que chorar causa rugas...

Pois que eu fico sempre muito assombrada com a quantidade de médicos/psicólogos que pululam por essa blogosefera afora, é uma coisa assim impressionante! Fazem diagnósticos via blog e tudo (ai que são tão modernos!) e agora parece que sim, descobriram-me (mais uma) nova doença: agora sou oniomaníaca. Ou para os leigos, viciada em compras.

Já recebi tantos diagnósticos desde que tenho este blog que já nem sei bem qual receita aviar na farmácia. Já disseram que eu tinha endometriose (a propósito de uma post em que mencionava que tinha muitas dores menstruais), já me disseram que vou ter cancro de útero porque a minha mãe teve e isso é genético, já me disseram que tantos alisamentos de cabelo um dia vão me fazer ter uma queda brutal e vão me deixar carequinha da silva. Enfim... é à escolha do freguês. As maleitas são tantas que acho que é melhor ligar já para a Tranquilidade confirmar se a apólice do seguro de saúde está em dia porque de certezinha no futuro serei uma habituè no internamento do Hospital da Luz. Ou no Júlio de Matos, nunca se sabe.

Sobre a última polêmica em questão, sinceramente, nem me apetece comentar nada... Então agora a 'onda' é sermos todos minimalistas, destralhar e vender tudo o que seja 'excesso' no OLX e vivermos felizes da vida a comer bagas e sementes de goji no mais absoluto modo franciscano de vida. Adeus smartphones, adeus shopping, adeus carnes vermelhas (sim, o próximo passo será tornar-me vegan), adeus tudo.

Desculpem, meus xuxus, mas isto não é o meu modo de vida. Lamento se defraudei as vossas expectativas, se estavam à espera de outra Anne, aquela que miniminiza tudo, a simples, a que não compra nada. Esta não sou eu. Nunca vos enganei, pois não? Gosto de comprar, comprar me faz (mais) feliz embora já tenha passado longos períodos sem comprar nada 'para mim' (por exemplo, no ano do meu casamento em que tudo era para a casa ou para a boda) e mesmo assim nunca entrei em 'crise de abstinência' ou tentei pular da ponte 25 de Abril de desgosto. Tenho a felicidade de poder comprar aquilo que me dá vontade e não tenho qualquer remorso em fazê-lo (ao contrário do que muitos pensam, não faço compras indiscriminadamente  - caso contrário, teria que morar num T5 duplex para albergar toda a minha tralha mas não, moro mesmo num T2+1 e garanto-vos que não tenho tralha espalhada em nenhum canto da casa).

Também nunca fiquei endividada por comprar mais do que as minhas possibilidades, todo o dinheiro que uso dos cartões de crédito (por causa das milhas para viajar) é pago no final daquele mês, nunca transitando para o mês seguinte para não pagar juros. Tenho uma conta-poupança onde tiro 1/3 do que ganho (às vezes até mais) e vai tudo para ali sem piscar, assim que o ordenado me cai na conta. Todos os carros que já tive foram sempre pagos à pronto, nunca recorri à empréstimos para nada na minha vida (e assim será enquanto nós tivermos hipóteses de fugir dos bancos, tenho pavor de créditos), nunca tive o meu nome no Banco de Portugal, apesar de todo o dinheiro que gasto 'em tralhas' faço sempre viagens internacionais ao longo do ano (tantas como os dias de férias me permitem ter) e só não viajo mais porque o marido tem apenas 22 dias de férias por ano (todos estouradinhos em viagens para fora) e viajar sem ele não tem piada. Enfim, tenho a minha vidinha controlada e gosto muito dela da forma que está, por isso fiquem descansados que ainda não é desta que vou precisar ir para a rehab. Mas quando precisar destralhar a casa ou o closet, vocês serão os primeiros a saber, combinado? :)

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17 dezembro 2015

Meu querido Pai Natal,

Já seeeei, já sei, não tenho mais idade para estas coisas e a bem da verdade, este deve ser o primeiro ano em que não quero nada de especial e também não estou a precisar de nada. Felizmente não preciso esperar pelo natal para comprar o que quero, vou comprando ao longo do ano e depois chega em Dezembro e puft... não há nada que realmente me faça falta. Mas como boa gaja que sou (e nisso sou meeesmo gaja!) há sempre uma ou outra coisinha que uma pessoa não consegue recusar, não é assim? E eu cá não sou nada esquisita e escolhi 9 coisinhas que me fariam feliz neste natal (já sei que três delas estão debaixo da minha árvore hihihi - o meu marido é péssimo a esconder coisas!):


1) A nova vela da Zara Home 'white petal' (amooo esse cheiro) mas na verdade pode ser qualquer uma da Zara Home, adoro as velas desta loja. // 15,99€
2) No nosso último dia em Amsterdão descobri que a Pandora holandesa tem essa conta linda representando um moinho de vento e fiquei maluca para comprar (mas era muito cedo e a loja estava fechada). Cá em Portugal não se vende mas dá para comprar online e eu gosto tanto dela... // 29€
3) Mala 'bowling' tamanho grande da Bimba & Lola (adoro estas metalizadas, em prateado ou dourado) que são a minha cara e eu fiquei apaixonada por este modelo depois de tê-lo visto na montra da loja (o precinho proibitivo me impediu de entrar para ver melhor ahahah) // 285€
4) É oficial: não tenho mesmo sorte nenhuma com os iPhones... Perdi o meu há duas semanas, num restaurante (tenho a certeza absoluta que deixei-o em cima da mesa mas os empregados garantiram que não viram nada... e eu fiquei fula da vida!) e como já é o terceiro que tem o mesmo destino, desisti de dar tanto dinheiro por um aparelho e agora estou revoltada e só compro telemóveis de marca branca (neste caso, Huawei). Até que me passe a raiva, é assim que vai ser, por isso depois de estudar várias hipóteses (o máximo que quero gastar num telemóvel são 250€) cheguei à conclusão de que o modelo P8 era a melhor opção dentre os baratinhos e gosto muito deste dourado.// 245€
5) Adoro esse relógio Eletta na cor 'gold rosé', acho-o super elegante e fica lindo em peles morenas como a minha (já o experimentei e tudo hihihi). Acho que é uma prenda fabulosa para este natal, ouviste marido? ;) // 149€ 
6) Eu e o perfume Noa da Cacharrel somos um caso de amor antigo... Por mais que troque de perfume e experimente novos cheiros, esse é sempre o preferido. Como o meu vidrinho está quase a acabar, já era bem pensado ter um novo em stock. Digo eu... // 70€
7) Este anel da em aço da Swatch é um caso de amor antigo, nunca o encontrei no meu tamanho (está sempre esgotado) de maneira que ele ficou-me no coração. // 60€
8) Uma viagem de inverno para um sítio cheio de neve! Ahh, ando a sonhar com uma viagem assim há uns meses mas o marido agora cismou com um cruzeiro em Março para o outro lado do mundo e até lá cheira-me que não vai querer enterrar-se em neve maaas eu adorava passar uns dias num destino com neve tipo Alpes Suíços ou Serra Nevada (a Serra da Estrela ao pé destes destinos não conta, pois não? Já lá fui e fiquei tão decepcionada... a neve é tipo uma fuligem no chão, mal se notava)
9) As minhas galochas de sonho! Ainda não me esqueci delas, estou só à espera que entrem em saldos para açambarcar uma para mim e outra para a Vi. São só a coisinha mais fofa que já vi! // 80€

Pronto, pronto... era mesmo só isso. Vá, a lista nem chegou aos quatro dígitos, este ano fui contida e para provar que sou mesmo boa moça, como faço anos a 3 de Janeiro até deixo esta lista como 'wishlist de natal e aniversário', está bem assim? Eu cá não tenho culpa de ter nascido perto do Natal, por isso dá o teu melhor, Pai Natal.
Sempre tua, 
Anne
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14 dezembro 2015

Aaahh, ainda nem acredito...

... que a exatos dez dias do Natal já tenho todos os presentinhos comprados! Eu, a pessoa que sempre deixa tudo para a última da hora, que acha que vai ter tempo depois, que 'logo se vê' e que sempre encarou centros comerciais lotados no dia 23 de dezembro (e também no 24 pela manhã). Ahh, que sensação tão boa, olhar para a árvore e ver tudo ali arrumado e devidamente etiquetado... E sim, sou o tipo de pessoa que retira as prendas das embalagens originais e embrulha tudo com papel fantasia - detesto ver sacos com os nomes das lojas tipo "Pandora", "Zara", "Adidas" tira logo a piada da coisa e já não temos a mesma sensação de surpresa porque já vamos com a ideia do que será a prenda. E eu adoro o fator 'surprise' e amo ver a cara das pessoas quando abrem os seus 'embrulhos mágicos'. É que não fazem mesmo ideia do que poderá sair dali de dentro. (já o marido não tem a mesma paciência que eu e vá de enfiar tudo na árvore com os sacos de cada loja - um chato!)


Adeeeus, centros comerciais apinhados. Adeus, vendedoras mal dispostas que nos despacham como gado. Adeus, filas para tudo: estacionar, pagar, experimentar, embrulhar. Adeeeeus, sim? Agora só volto a me enfiar em centros comerciais lá para o ano de 2016...

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12 dezembro 2015

dica de poupança: o outlet do E.C.I

Na semana passada tive que buscar uma encomenda ao Dolce Vita Tejo (um gadget que vou oferecer ao Pê no natal e que estava esgotado em todo o lado - só havia na loja da Amadora) pelo que como eu estava na hora do almoço (e o tempo era curto) aproveitei para deixar o carro no estacionamento exterior do shopping para ser mais rápido. Mal saí do carro reparei (pela primeira vez - shame on me!) numa loja enorme chamada "Centro de Oportunidades" da cadeia El Corte Ingles. Entrei no shopping a correr, busquei a encomenda e aproveitei para espreitar o outlet num tirinho (já só tinha 15 minutos antes de ter que voltar para o trabalho).

Foram só quinze minutinhos mas foi quanto bastou para eu sair da loja com esse sacalhão com coisinhas a preços muito convidativos :)

Começo por dizer que a loja é uma grande confusão, tudo ao molho, montes de roupa no chão, parecia uma autêntica feira. É enorme, com várias secções (acessórios, casa, infantil, moda senhora e por ai vai) e artigos de qualidade, especialmente sobretudos de lã, luvas em pele, roupa de cama em algodão egípcio, toalhas daquelas fofas com 1000 fios... ou seja, apesar da enorme confusão, acho que vale a pena! 

A primeira coisa que vi, logo ao pé da linha de caixas, foi esse kit de coleira e trela em pele com assinatura de Oscar de La Renta. É muita mariquice, eu sei, maaaas por 3€, quem diz que não? O preço inicial era de 40€ e eu nem acreditei quando vi a bagatela que me custou. A nossa lady vai ficar um encanto com essa coleira de designer ;)

Havia em dois tamanhos (comprei o small porque ela só tem 3kg, coitadinha) e ainda ficaram várias unidades na loja. Ao vivo a coleira é ainda mais gira, super amorosa.

Fui espreitar a secção de coisas para a casa (queria um jogo de toalhas especial para o Natal mas não encontrei nada de jeito) e acabei por descobrir estas almofadas viscoelásticas (as minhas preferidas) por um preço ridículo (em outlet custavam 12€ - e ainda tinham 50% de desconto sobre esse preço pelo que cada almofada saiu-me por 6 euritos). Deus sabe o quanto eu amo roupa de cama de qualidade (se fosse rica, era menina para investir uns bons euritos em lençóis de algodão egípcio e afins - amo uma cama luxuosa!) de maneira que aproveito sempre os saldos para comprar estes artigos mais caros, fazem toda a diferença no conforto de uma cama.

Difícil, difícil vai ser encontrar fronhas/capas para este tamanho de almofadas (90x38cm) mas o lado bom é que elas já vêm com esta capa branca com relevos que faz de fronha :P

Ainda deu tempo para descobrir estes tapetes cinzentos (na foto não parece mas são cinzentos) peludinhos e fofos como eu gosto, para pôr no nosso quarto, um em cada lado da cama. São de ótima qualidade e custavam 45€ mas vieram para mim por 9,90€ cada. Uma pechincha!

Foram 15 minutos muito bem aproveitados, não foram? ;) Ando agora cheia de vontade de passar por lá com mais tempo e calma para poder espreitar tudo ao pormenor, de certeza que encontrarei mais coisinhas de qualidade a preços simpáticos. Não sei se existe outro outlet do El Corte Ingles (se souberem, partilhem nos comentários) mas adorei descobrir este tão pertinho de mim! Mais alguém já conhecia?
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09 dezembro 2015

11 anos de vida em Portugal:

(...) Mas, de todas essas coisas, Lisboa fez com que eu crescesse muito, em pouco tempo. Nesses 9 anos de cidadã portuguesa, que também o sou, aprendi imenso. Descobri que posso qualquer coisa, desde que lute com garra. Descobri que o melhor tesouro que podemos ter nesta vida é a nossa família por perto. Que as pessoas julgam pelo que vêem. Que não há lugar mais especial do que aquele em que somos verdadeiramente felizes. Como eu sou quando estou aqui. ❤ 

(já escrevi sobre isso aqui e aqui)

Em todos estes anos de vida em Lisboa nunca me arrependi da decisão que tomei, ainda que na altura não tenha tido voto na matéria (visto que com 17 anos não podia opinar em muita coisa) e foi uma decisão que a minha mãe tomou por todos nós... Sei que dei um passo que acabou por me afastar de muita gente que amo mas não existe crescimento sem dor e essa mudança de ares me fez descobrir quem realmente sou. Não foi fácil, continua não sendo fácil... mas ser feliz compensa tudo. Amo-te, minha Lisboa!
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04 dezembro 2015

O blog está de cara nova!

Depois de uma semaninha em modo off eis que o blog retorna ainda mais bonito (tão modesta, eu) e muito mais fácil de manusear (o campo de busca funciona direitinho - ao contrário do outro que nunca me mostrava os posts todos). Agora temos uma barrinha lá acima com toodas (vá, quase todas) as viagens que fiz já depois do blog (ou seja, está tudo escarrapachadinho aqui, desde os roteiros até as fotografias - ainda estou em falta com as cidades que visitei antes da criação do blog mas tudo a seu tempo, não sejam apressadas). 

Temos também, no footer (tipo o rodapé do blog) uma seção sobre os detalhes do meu casamento (um dos assuntos mais pedidos no que toca a dicas) com toda a informação sobre o tema e lista de fornecedores. Há uma inovação (espero não vir a ficar arrependida disto) que é, basicamente, uma secção onde podem fazer perguntas sobre qualquer curiosidade que tenham a respeito do blog ou de mim (não prometo responder a tudo mas vou tentar - não se estiquem demasiado) que está lá no fim do blog, próximo do rodapé. 

E para já é tudo, estamos de volta com a programação habitual.

(peço-vos que especialmente durante estes primeiros dias de adaptação - ainda não tive tempo de testar tudo - caso encontrem alguma coisa a funcionar mal, desconfigurada, a dar algum erro... avisem-me pelos comentários, pode ser? Obrigada)
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30 novembro 2015

Novo fenómeno:

As lojas-fantasma!

Não sei se terá sido coincidência, se é das horas a que vou ao centro comercial (geralmente já perto do fecho, aí pelas 21h30/22h), se é da crise ou se tenho tido azar mas a verdade é que já começo a ficar incomodada com isto. Vou explicar:

Cenário: Loja Pandora do Fórum Sintra às 22h de uma sexta-feira, apenas 1 funcionária na loja.
Entro, reparo que a (única) funcionária da loja está a mostrar anéis a uma cliente e fico a passear-me pela loja, a ver coisas, à espera que a funcionária fique desocupada. Passam-se uns dez minutos, a cliente entretanto pede para ver relógios e depois quer brincos para oferecer à não sei quem (é normal, está a ser atendida, bem que podia pedir para ver todos os artigos da loja), a funcionária olha para mim com uma certa pena e murmura: "eu peço imensa desculpa mas é que estou sozinha até a hora do fecho..." eu digo que não tem problema, que posso esperar. Entretanto entram mais pessoas na loja e a vendedora apressa-se em dizer que está sozinha e que vai demorar um pouco a atender visto que já tinha outra cliente à espera (eu) pelo que as pessoas lá vão desistindo e aos poucos saem da loja até só restar novamente eu. Quando percebo que já estou ali há uns bons vinte minutos, decido que afinal passo outro dia e vou-me embora. Moral da história: a Pandora possivelmente quererá poupar nos funcionários (um passarinho que trabalha nos escritórios contou-me que a marca passa por uma profunda crise) pelo que faz todo o sentido cortar no pessoal. Contudo, desde que entrei na loja até o momento em que me fui embora, contei 7 pessoas a entrarem e a sairem, por não poderem ser atendidas. Não sei se faz algum sentido andarem a perder clientes assim quando precisam de recuperar mas eles lá saberão.

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29 novembro 2015

Do It Yourself (facílimo) do dia:

Fui à Primark comprar umas coisinhas e quando me encaminhava para a caixa de pagamento, vi uns sacos de presente super giros, com um lettring adorável e frases que me diziam muito :)

Custavam 1,50€ e decidi que por serem tão giros, tinha que os levar, depois logo pensava numa utilidade. E eis que mal cheguei em casa, fez-se luz: molduras! Vou emoldurar os sacos como se de posters se tratassem! Como ainda tenho várias molduras vazias à espera de inspiração, foi super fácil. Eu ando sempre a mudar as fotos/posters das molduras e vejo inspiração em tudo: recortes de revista, encartes de catálogo de viagens (como este que deu origem ao meu quadro: "paris is always a good idea") e por ai vai. Eis o resultado:

 Saco de presente tamanho A4 

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26 novembro 2015

Mau, mau, Longchamp!

Como apaixonada por malas (e botas) que sou, confesso que estou um bocadinho desiludida com a qualidade das malas Le Pliage da Longchamp (que adoro de paixão)... Em Setembro, quando estivemos na Riviera Francesa, o marido ofereceu-me a Le Pliage Neo da nova coleção de outono, na cor mirtilo (aqui) que eu adorei e estou a usar imenso nos últimos dias. Ainda não vos tinha mostrado (só pelo instagram, na altura da viagem) mas cá está ela em todo o seu esplendor! A cor é uma coisa assim linda linda, com uns multireflexos violeta, a cara desta estação. 


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25 novembro 2015

roteiro Amsterdão: informações úteis

Conhecer Amsterdão não fazia parte dos meus planos imediatos. Quer dizer, é claro que queria conhecer a Holanda, mas tinha planos de conhecer outros países primeiro (na lista imediata estavam: Escócia, Suíça e Cabo Verde). Mas quis o destino que a companhia holandesa KLM fizesse uma promoção assim pra lá de boa e é claro que não pudemos recusar. Compramos os bilhetes pelo site da KLM e saiu-nos a 70€ ida e volta, o que achei baratíssimo para uma companhia 'não low-cost'. Como já é nosso costume em capitais européias, alugamos um apartamento pelo AirBnB que ficava nos arredores de Amsterdão (o bairro chama-se Diemen) e contava com uma estação de metro (e comboio) a cinco minutos de caminhada (estação Diemen Zuid). Apanhamos o metro todos os dias em direcção à Centraal Station (12 minutos de metro até lá chegar) e gostei imenso da localização do apartamento, era central na medida em que nos metíamos no centro em menos de nada mas afastado o suficiente para ser um bairro super tranquilo e com um excelente supermercado local onde fazíamos as compras.
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24 novembro 2015

Done!


E pronto, habemus apartamento tooodo enfeitado para a quadra mais feliz do ano! :) Estou tão feliz, é uma delícia andar pela casa e ver tudo cheio de bonecada, vibro com esse momento e olhem que nem tenho criança em casa, quando tiver... vai ser a ramboiada total. Ahhh, venha o Natal e todas as coisinhas boas associadas à ele ;)

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22 novembro 2015

Aiii que eu não resisto!

Aos enfeites de Natal. Ao apelo dos pinheiros, das bolas vermelhas, dos laços dourados, os bonequinhos para a lareira, a guirlanda para a entrada, as luzinhas, ai as luzinhas, o que eu gosto de ver tudo aceso, a piscar! Sou uma maníaca-pelo-natal, adoro tudo o que seja relacionado ao tema e por mais que uma pessoa tente ser contida nisto dos enfeites, lá fui comprando uma coisinha aqui, outra ali... Ontem fomos jantar ao IKEA e viemos de lá com os últimos detalhes:

(não satisfeita com uma big árvore de natal na sala, ainda me deu para comprar um pinheirinho natural para pôr no nosso quarto, devidamente ornamentado, é claro)

Hoje fui ao Lidl buscar croissants quentinhos e comprei mais algumas coisinhas (inclusive os já tradicionais rolos de papel de embrulho por 0,89€ - são os melhores!). Estou a fazer um esforço para não perder a cabeça nos enfeites para a casa mas custa tantooo... É uma altura tão bonita do ano que não gosto de medir esforços para ter tudo alegre, enfeitado e lindo. Este ano então, por ter sido especialmente difícil (talvez um dos mais difíceis de que tenho memória) e por estar a terminar da melhor forma... merece mesmo uma comemoração em grande! 

E vocês, já começaram a preparar a casa para o Natal? Partilhem as vossas dicas para poupar nesta altura, é tudo tão tentador... Haja carteira!

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19 novembro 2015

Depois não digam que eu não avisei... #4

Pois que ontem fui jantar ao Colombo com uma amiga e depois passamos pela FNAC para ela comprar um carregador para o telemóvel. Assim que entrei na loja, deparo-me com um corner da Nespresso e o placar a anunciar máquinas com 70€ de desconto... Pensei comigo: "deve ser, deve... aposto que há por aí uma fidelização qualquer ou outro 'truquezinho' para juntar ao valor da máquina..." mas como sou pessoa de dar o benefício da dúvida, lá fui espreitar as máquinas e era mesmo verdade: havia dois modelos com uma super promoção: um a 29,90€ e outro a 39,90€. E ainda traziam 16 cápsulas cada. Não pude resistir!


(estão disponíveis outras cores destes modelos - eu optei pelo branco)


A promoção é válida até Janeiro/2016 mas não creio que terão unidades suficientes até lá, visto que ontem já só havia 4 ou 5 caixas de cada modelo, por isso... é correr e agarrar a máquina, que por esse preço, meus amigos, não arranjam melhor. Eu comprei com intenção de oferecer à uma amiga no Natal mas cheira-me que ainda volto à Fnac para buscar mais uma máquina e oferecer à sogra (que já tem uma máquina de café mas gostava mesmo era de ter uma Nespresso). Ah, não sei se disse mas a embalagem ainda vem com 16 cápsulas de café e 10€ de desconto numa encomenda futura de cápsulas. Parece bom demais para ser verdade... mas é!

Quem é que vos dá boas dicas, quem é? :)

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Vidas tão tristes...

O que será que se passa na cabeça de uma pessoa para vir para um blog que aparentemente detesta, destilar comentários da treta? Acho que isto dava até uma tese de mestrado, confesso que fico curiosa para entender o que está por detrás destes comentários. Fico sempre a imaginar uma pessoa triste, frustrada com a vidinha que leva, sem grandes emoções, sem grandes aventuras... "ah, não tenho mesmo nada de bom para fazer, tenho muito tempinho livre, deixa-me cá ver se consigo irritar esta fulana que acha que é feliz..

Ooops, lamento informar que: só me consegue deixar com um sorriso nos lábios. Aquele sorriso de superioridade, sabe? Aquela certeza de que somos tão melhores, tão acima destas coisas pequenas... só me dá para rir. Divirto-me a carregar no botão DELETE e, como que por magia, toda a estupidez desaparece para sempre no lixo cibernético. É triste, profundamente triste, que certas pessoas precisem de criticar e encontrar defeito nos outros para sentirem-se um bocadinho melhor. Que vidinha de merda, a desta gente. 

(é muito amor, não acham? A pessoa dar-se ao trabalho de comentar de minuto a minuto, sempre em modo anónimo - como se eu não soubesse quem é a ave rara - e seeempre para criticar e ofender.)


Desta vez a querida anónima recebeu 'tempo de antena' mas informo já que foi a última vez. Os próximos comentários amorosos terão unicamente o destino que merecem: o lixo.

Beijinho (no ombro) para si, xuxu!

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18 novembro 2015

I ❤ Amsterdam

Regressámos a Lisboa de coração cheio. Amsterdão é linda, linda... uma cidade de sonho! De todas as cidades europeias que já tive a oportunidade de conhecer (e já são algumas) esta ficou-me mesmo no coração. Adorei tudo: a atmosfera cultural que se respira por lá, os canais belíssimos (e super 'fotografáveis' - renderam fotos lindas!), as várias bicicletas que circulam livremente por todos os cantos (era escusado ter sido atropelada por uma mas tudo bem, o erro foi meu - não do ciclista), as comidinhas típicas que são assim um pequeno atentado (o que é aquele stroopwafel com recheio de caramelo e cobertura de nutella? babo-me só de lembrar...), adorei tudo o que vi sobre Anne Frank (uma inspiração e um testemunho de vida incrível), enfim... estou capaz de querer ficar por lá mas é isso o que eu digo sempre que volto de uma viagem, portanto, não é para ser levado a sério. Foram dias fantásticos ao lado do meu amor, carregamos baterias, divertimo-nos, culturalmente falando então... só num dia conhecemos três museus (Amsterdão é a cidade para quem ama museus como nós) e sinto-me neste momento a ponto de vomitar cultura e de desbobinar todos os quadros de Van Gogh, Vermeer e Rembrandt. É tanta coisa a entrar-nos pelos olhos adentro que uma pessoa fica assim a modos que tonta. Amsterdão é para visitar com calma, percorrer aquelas ruazinhas e canais de ponta a ponta, visitar tantos museus como aqueles que forem possíveis, enfim, é uma cidade cheia de vida que merece ser conhecida e desfrutada ao máximo! 

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17 novembro 2015

Isto promete...

Quem me acompanha pelo instagram sabe que logo no meu primeiro dia cá em Amsterdão o impensável aconteceu: fui atropelada por uma bicicleta (no coments...) e torci o pé, que imediatamente inchou e ficou do tamanho de um ovo de avestruz. Por causa disso foi preciso reavaliar todo o nosso roteiro e com muita pena minha, riscámos Roterdão e outras duas cidades do mapa, concentrando toda a nossa atenção por essa cidade linda que é Amsterdão.

Hoje, nosso último dia na Holanda, vamos fazer passeios leves e no fim da tarde... shopping! Já andei ali pela Kalverstraat (a rua das compras por excelência) a espreitar as montras e a coisa promete: Top Shop, Forever 21, Marks & Spencer, Hema, De Bijenkorf (estas duas últimas, tipicamente holandesas - estou curiosa para conhecer). Enfim, quer me parecer que é desta que o meu pé melhora ahahaha :)

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15 novembro 2015

Sobre o 13 de Novembro.

pray for paris.

Apenas chocada com todos esses acontecimentos... Quando isso terá fim? Ontem estive na Casa da Anne Frank, o museu sobre a menina judia que viveu dois anos escondida num anexo secreto por causa da perseguição alemã. Enquanto caminhava pelos corredores do anexo e via o quartinho minúsculo onde ela dormia, as janelas tapadas com lençóis pretos, sem nenhuma luz ou claridade... pensei comigo: "meu Deus, que época terrível para se viver..." mas assim que cheguei no hotel e vi as notícias sobre Paris percebi que afinal, pouca coisa mudou desde a época de Anne Frank. A intolerância, o preconceito, as atrocidades continuam as mesmas... Será que a humanidade não aprendeu nada com o passado? Uma das frases mais emocionantes ditas pelo pai da Anne, Otto Frank, encaixa na perfeição nesse contexto: 

"Publiquei o diário da minha filha em memória aos que partiram mas sobretudo como um aviso aos que ficaram: a história pode voltar a repetir-se" 

(Para quem perguntou como estão as coisas aqui na Holanda, por enquanto está bem tranquilo, vemos muitos policiais na rua, especialmente em lugares muito movimentados como a Centraal Station, no metro e em algumas praças mas nada de grandes transtornos)


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11 novembro 2015

Blog de fééérias!


E é isso, pessoas. Este blog está oficialmente em modo férias até a próxima quarta-feira. Não prometo posts, nem actualizações, nem sequer fotos no instagram que já se sabe que eu em férias quero é abstrair um bocadinho disto das 'internets' mas pode ser que sim, nunca se sabe. Vamos ver.
Até logo! :)

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09 novembro 2015

Moment of glory!

Pois que, imaginem só, fui reconhecida na rua por causa do blog! Não, juro que não é brincadeira. Apanhei um susto daqueles, depois desatei-me a rir enquanto voltava para o trabalho... Eu sei que não parece mas sou super tímida 'ao vivo e a cores', acho que só não fiquei vermelha porque sou morena, caso contrário... teria saído da loja um verdadeiro tomate. 

Entrei numa loja ao pé do meu trabalho com intenção de comprar uma prenda para mamãe. Já tinha estado nessa loja duas ou três vezes (sempre acompanhada pela minha mãe que ficou fã da dita loja) de maneiras que assim que cheguei, comentei com a funcionária que queria algo especial, que era para comemorar um momento importante e resumidamente, disse-lhe que a minha mãe tinha feito uma cirurgia de alto risco e que queríamos fazer-lhe uma surpresa.

Para meu espanto, a funcionária responde-me:
"Ah, eu sei que correu tudo bem, estou a par do assunto". E eu fiquei tipo "oi?", como assim a par do assunto? E foi isso mesmo que lhe perguntei, com a minha cara mais espantada de sempre. Respondeu-me: "Ah, tenho lido por ai..." e eu continuei a insistir: "mas lido onde?" e ela, muito baixinho respondeu-me: "É que eu acompanho o seu blog há vários anos...

Opá, caiu-me tudo ao chão. Devo ter feito uma cara mesmo estúpida, por que ela disse: "eu percebi que era a autora do blog que leio, até comentei com a minha colega de trabalho... "  Oh-meu-Deus! Fiquei tão envergonhada que nem me lembro bem do que lhe disse, mas lembro-me de dizer: "a sério? oh pá, não acredito... nunca tal coisa me tinha acontecido, que coincidência...". Acho que ela ficou um bocadinho envergonhada, não sei, foi o que me pareceu. Depois que saí de lá, desmanchei-me a rir no carro e até liguei para o marido para contar. Ele só dizia: "já viste? amanhã sais de casa com a tua assessora e os dois guarda-costas e tens de começar a pensar na sessão de autógrafos..." e desatamos a rir os dois. Que cena marada! Quer dizer, Portugal também não é assim tão pequeno para que eu encontre leitores ali na esquina, ainda por cima tão perto do meu trabalho... achei tanta piada!

Aqui fica um beijinho à G., que apesar do encontro inesperado, gostei muito de saber que também anda nisto dos blogs e que passa por cá. Desculpa lá o mau jeito mas eu sou um bichinho do mato quando apanhada de surpresa (ainda por cima sem um pingo de maquilhagem, olheiras até o queixo que isto de dormir pouco não é comigo... e cabelinho numa lástima, oh céus).

P.S: Eu sei, eu sei... depois de quase cinco anos de blog, não faz muito sentido continuar a esconder a minha identidade mas a verdade é que prezo imenso esse lado incógnito da coisa por que desta forma consigo manter o meu à vontade para falar de qualquer assunto por aqui, o que me apetecer, sem ter que pensar se A, B ou C poderão ler o que escrevi e nas implicações que isto teria. Gosto deste anonimato, ainda que já não seja mais tão anónimo assim (mas vá, confesso que foi mesmo giro o acontecimento).  

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02 novembro 2015

Das coisas que não compreendo #4

Ontem fui à loja Espaço Casa em Sintra (disseram-me que era uma megastore e eu adoro lojas grandes, por isso lá fui conhecer). Comprei as coisas que precisava (e os extras do costume, coisas tão fofinhas que tive que adoptar) e entre elas constava um tapete para o corredor. Comprei assim à olho, sem medir nem nada com a típica mania "isto deve ser mesmo a medida que precisamos para o corredor".

Chego a casa toda serelepe e vá de esticar o tapete no corredor...Pois, ficou muito curto para o tamanho do corredor e visualmente feio. Enrolei o tapete de novo, almocei e de tarde voltei à loja para fazer a devolução. 

"Ah e tal, não fazemos devoluções." oi? Li e reli a fatura, não havia essa informação em lado algum, nem mesmo na própria loja (quando não fazem devoluções, costumam pôr uns avisos na caixa, para informar ao cliente). Neste caso, nada. "Não quer dar uma volta à loja para escolher outro artigo?" e eu sinceramente não precisava de comprar mais nada, já tinha saído de lá com três sacalhões e uma conta de três dígitos e não ia estar a comprar coisas só porque sim, porque não devolviam o dinheiro. Pedi para falar com a responsável de loja e perguntei-lhe porque razão não havia nenhum aviso a informar que não devolviam o dinheiro, ainda para mais penso que é um direito do consumidor devolver um artigo que não lhe convém em até 8 dias úteis (e neste caso, só tinham passado poucas horas desde a compra). 

Muito contrafeita e a frisar a todo o momento que "era uma excepção e que a loja não faz devoluções", a responsável de loja lá me devolveu o valor do tapete. Quando sugeri que, no futuro, colocassem um aviso na caixa com essa informação, disse-me que não valia a pena, que os clientes só liam aquilo que lhes convinha. Estive a uma unha para pedir o livro de reclamações, acho um abuso este tipo de comentários generalistas mas tinha o meu marido no carro à minha espera, já estava farta da loja e só queria sair dali. 

Por isso, fica o aviso: Se forem comprar algo à Espaço Casa, pensem duas vezes se aquele é mesmo o artigo que precisam, se o tamanho está certo e tudo o mais. Já sabem que devolver o dinheiro não é com eles. (pelo que percebi, só fazem devoluções em caso de defeito de fabrico)

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01 novembro 2015

Objeto de desejo // as galochas 'Evedon' da Joules

Que eu sou fã de botas no geral, acho que todos sabem, é um vício! E gosto especialmente das galochas, em dias de chuva estou sempre com umas nos pés, dá-me um gozo enorme andar a saltar poças de agua (sou uma criança grande, também é verdade). Há uns bons 4 anos (tudo isso?!) partilhei aqui no blog um dos meus objectos de desejo na altura: umas galochas da marca Joules. Acabei por ganhar um parzinho no natal e fiquei ainda mais fã. Ainda estão ai para as curvas mas já são velhotas e estão muito riscadas (o problema do acabamento glossy é mesmo esse, riscos e riscos sem fim) e estou a precisar de arranjar substituta.

Não sei, mas cá para mim acho que já encontrei a nova aquisição:

Repitam em coro: Oh-Meu-Deus! Se não são as galochas mais giras de todo o sempre, não sei o que serão. Gosto de tudo: de ser bicolor, do formato tipo botas de montaria com aquela parte da frente mais comprida, do detalhe da sola com mini-salto e claro, a cerejinha no topo do bolo: o mega laço atrás. Estou apaixonada, quero-as para ontem! Só que... temos aqui dois probleminhas:

1) o preço não é muito convidativo para umas botas de plástico (90€, mais coisa menos coisa) mas estão com 50% de desconto e pronto, um amor é um amor e e até estou disposta a fazer tal investimento. O que nos leva ao problema nº2.

2) Não há o meu número! E eu que sempre me gabava que ter pés grandes era ótimo porque os 40's e 41's da vida estão sempre a sobrar num canto das lojas mas parece-me que as inglesas, estas gigantones, fizeram uma razia aos números grandes e só há por lá o 36. Não há justiça nesse mundo!

Não obstante e como sou gaja de ideia firmes, já mobilizei todos os amigos emigrados em Inglaterra, já sinalizei aos tios do M. que vivem em Oxford, anda tudo à caça de um parzinho desta belezura para mim. E claro, ando a fazer refresh à página da Joules a ver se a coisa se dá. Não me parece mas... a esperança é a última que morre.

Aiii vou ali chorar e volto...

(nunca vi destas meninas cá em Portugal mas se alguém bater o olho nelas, numa loja qualquer deste país, é favor avisar, sim? fico muito agradecida).
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30 outubro 2015

Sinal dos tempos:

Sempre que penso em filhos ou quando converso com o M. e discutimos o tipo de educação que queremos dar às crianças, os valores que queremos incutir-lhes desde pequeninos e todas essas coisas que os casais planeiam antes de passar ao próximo passo... penso sempre na infância, no tipo de infância que eu, como mãe, gostaria que eles tivessem.

E sem hesitar, digo: gostaria que os meus filhos tivessem o tipo de infância que eu tive. Livre, feliz, sempre em contacto com a natureza, rodeada de amigos e primos, a brincar com coisas simples, a rir-me como uma perdida, a subir em árvores para comer as frutas tiradas na hora, escalar muros e portões, fazer bolinhos de lama quando chovia, pular à corda, brincar de barbie, improvisar brincadeiras com gravetos ou folhas de árvores... coisas tão banais, tão simples mas que me mantinha ocupada por tardes inteiras!

(e ao ver esse vídeo hoje, confesso: fiquei com lágrimas nos olhos. Que triste ver o retrato dessa geração! Fico doente só em ouvir criancinhas de 7 anos suspirarem:"acho que morreria sem o o meu tablet". Isto é demais, é chocante.)


Lembro-me de chegar à casa morta, joelhos esfolados (ainda hoje tenho joelhos feios, com marquinhas desta época), toda descabelada, mas tão feliz! Tomava banho e adormecia em cinco minutos, de tão cansada que estava. Tinha (e tenho) um respeito enorme pela minha mãe e avó, as pessoas que me criaram. Bastava que elas olhassem para mim mais atravessado e eu já sabia que tinha esticado a corda. Hoje os pais bem podem ficar vesgos a olhar para os filhos que as crianças continuam a fazer das suas, sem ligar a mínima. Quero que os meus filhos sejam criados à moda antiga e não tenho vergonha alguma em dizê-lo. Quero que aprendam a respeitar mãe/pai e avós. Que saibam pedir "a bênção" aos avós e que só saiam dali depois de ouvirem o "Deus te abençoe, meu filho" (ainda hoje, não consigo falar com a minha avó ao telefone sem lhe pedir a bênção - são costumes que adoro).

Não pensem que sou um dinossauro à moda antiga, que não sou. Adoro a modernidade e todas as coisas boas que vieram com ela: sinal wifi, tv à cabo, blogosfera e afins... mas confesso que o excesso de tecnologia tem destruído muita coisa. Os putos hoje só querem saber de iphones, consolas, videogames, jogos de computador, internet e facebook. Não há vida para além disso, é um horror. Assusta-me, de verdade. Não sei se a culpa será dos pais, da sociedade ou mesmo dos tempos que correm. Mas sempre que penso em filhos, penso nisto. Será que vão aproveitar ao máximo a infância da forma que toda criança merece viver essa fase? Ou vão se transformar em monstrinhos da tecnologia? Dá que pensar, pois dá.

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28 outubro 2015

Saldo da desgraça de ontem:

--» 1 par de calças de ganga na H&M (foi amor à primeira vista e vestem tão bem. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe da minha via-crucis para encontrar calças de ganga que me fiquem bem por isso... fiquei mesmo contente!)

--» 2 cachecóis na Primark, ambos do género maxi que eu adoro (cachecol para mim tem que ser mega comprido e volumoso). No ano passado comprei este e me apaixonei. Dá para usar como capa, de mil e uma maneiras distintas. Ontem comprei o mesmo modelo, mas da nova coleção, em bege. São reversíveis, quentíssimos e ficam com mega volume como eu gosto. Adoro-os! (custaram uma bagatela, praí 8 ou 9€, não me recordo).

--» Um género de vestido/túnica na Tezenis numa cor absolutamente maravilhosa (um verde seco bem outonal),  que veste lindamente e dá para usar de várias formas: com um dos ombros à mostra, mais curto ou mais comprido (como vestido ou como túnica), enfim... foi mesmo amor e olhem que eu não dava nada por ele no cabide mas a minha amiga fez-me enxergar o potencial da peça :P

--» Finalmente, tomei coragem e comprei um chapéu de inverno. Acho o cúmulo da elegância mas cadê a coragem para o usar? Sinto que tenho 547 pares de olhos em cima de mim quando ouso experimentar um acessório assim mais extravagante (é uma pena, eu sei) daí que só tenha coragem para usar estas coisinhas quando vou para fora do país (ali ninguém me conhece mesmo então... posso passar por maluquinha que não ligo). E como faltam nada mais nada menos que 2 semanas para as nossas mini-férias em Amsterdão, achei que era altura de um chapéu de inverno. Como não sei se vou gostar do novo acessório, optei por comprá-lo na Primark  mas escolhi o que era 100% em lã para ter o mínimo de qualidade possível.

--» Entretanto ontem ao fim da tarde recebi uma encomenda da Asos da qual já nem me lembrava (chegou com um super atraso - pela primeira vez) e vou ter que devolver duas coisas porque não me serviram. Detesto quando isso acontece, fico fula da vida, principalmente quando são lojas estrangeiras porque depois demora uma vida a fazerem a troca e eu fico assim, a modos que ansiosa.


Cheguei em casa cheia de sacos e o marido perguntou: "trouxeste alguma coisa pra mim?" pois sim, claro que trouxe. Um pack de 5 pares de meias da Primark, que ele bem precisava. Fez cá umas trombas... Gajos! Uma hora reclamam que gastamos de mais, noutra hora já pedem prendas... está bonito, está!

[já agora, precisava aqui de uma ajuda: há por aí alguém que já tenha passado uma noite numa das famosas casas-barco em Amsterdão? É que andamos indecisos entre passar todas as noites num hotel ou dividir metade das noites numa casa-barco e restantes noites num hotel. O homem diz que deve estar um frio de morte por lá em Novembro e as casas-barco devem ser geladinhas por estarem sempre em contacto com a água dos canais... o que vocês acham? Dicas? Aceitamos todas!]

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27 outubro 2015

Status:

Deixei mamãe em casa (está proibida de conduzir nas próximas 2 semanas) mais cedo, ajudei-a tomar um banho, entretanto chegou a massagista para fazer a drenagem linfática manual e dei-lhe indicações para, se a minha mãe adormecer durante o procedimento (adormece sempre) deixá-la dormir e sair de fininho. A Vi ficou na sala a terminar os trabalhos de casa, o Pê vai lá jantar com elas e chefiar as operações até que eu regresse.

E eu? Eu pirei-me um bocadinho, vim à casa tomar uma banho e estou já a sair rumo ao Colombo para jantar com duas amigas e mergulharmos nas lojas - o típico programa de gaja, eu sei - mas eu preciso taaaanto de um pouco de futilidade nesse momento! Acho que estou a ressacar, mais de um mês sem pisar num shopping para comprar uma agulha que fosse, sem cabeça para pensar nessas coisas. Hoje tudo o que eu quero é bater pernas nas minhas lojas favoritas, espreitar novidades, comprar montes de coisas e enfardar um super-sundae de chocolate. Para já, é só isso. Aliviar tensões e stress acumulado nessas últimas semanas (há quem alivie de outras formas - mas continuo a achar que fazer compras é a melhor terapia que existe nesse mundo!)

(não me recriminem, vale lembrar que eu estou na tpm por isso... eu mereço, tá? depois partilho as novas aquisições com vocês)

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09 outubro 2015

Eu pensava que com os anos a coisa seria melhor...

... mas não, cada vez é mais difícil estar longe, cada vez é mais difícil encontrar meios para driblar a saudade, desdobro-me em mil maneiras de me fazer presente para os meus, os que lá estão. Ando sempre a contar fuso horários (será que estão acordados? será que já se deitaram?), a caçar bilhetes aéreos com descontos que me permitam correr para os braços dos que amo, a instalar novos aplicativos que nos simplifique as conversas... há dias melhores que outros, é verdade. Mas também há dias em que tenho tantas saudades (principalmente da minha avó), que penso que deveríamos estar juntas e aproveitar todo o tempo que pudermos, que fico angustiada ao pensar que ela já não vai para nova e que se calhar, um dia chego tarde demais. Ao mesmo tempo em que me sinto verdadeiramente abençoada por ter a minha família cá comigo (mãe e irmãos) - não conseguiria mesmo estar cá sem eles - sinto que deixo sempre uma parte de mim lá, no Rio...

(e depois uma pessoa lê textos desses e fica de lágrimas nos olhos. Raios partam as saudades. E as distâncias.)

[... Então você olha para sua vida, e para os dois países que a seguram, e percebe que agora você tornou-se duas pessoas distintas. Por mais que os teus países representem e preencham diferentes partes de ti e o que você gosta na vida, por mais que você tenha formado laços inquebráveis com pessoas que você ama em ambos os lugares, por mais que você se sinta verdadeiramente em casa em qualquer um, você está dividido em dois. Para o resto de sua vida, ou pelo menos você se sente assim, você vai passar seu tempo em um incômodo anseio pelo outro, e esperar até que você possa voltar por pelo menos algumas semanas e mergulhar de volta à pessoa que você era lá. Leva-se muito tempo para conquistar uma nova vida para si mesmo em algum lugar novo, e isso não pode morrer, simplesmente porque você se moveu ao longo de alguns fusos horários. As pessoas que lhe acolheram no país delas e tornaram-se sua nova família, eles não vão significar menos para você quando você está longe.

Quando você vive no exterior, você percebe que, não importa onde você esteja, você sempre será um expatriado. Sempre haverá uma parte de você que está longe de sua casa e jaz adormecida até que possa respirar e viver com todas as cores de volta ao país onde ela pertence. Viver em um lugar novo é algo belo e emocionante, e pode lhe mostrar que você pode ser quem você quiser – em seus próprios termos. Pode dar-lhe o dom da liberdade, de novos começos, de curiosidade e empolgação. Mas começar de novo, entrar naquele avião, não vem sem um preço. Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e, a partir de agora, você sempre ficará acordado em certas noites e pensará em todas as coisas que você está perdendo em casa...]

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08 outubro 2015

My guilty pleasure :)


É sabido que sou viciada na série 90 days to wed do canal TLC e por isso, até dei saltinhos ao saber que a nova temporada vai estrear este domingo, dia 10 de Outubro. Yeeeey! Romântica que sou, acho uma delícia acompanhar histórias de amores intercontinentais (ou não fosse a minha história também assim), adoro ver a reacção das pessoas ao chegarem a um país novo, a adaptação, o choque cultural e as diferenças que marcam os primeiros encontros... Volto 10 anos (tudo isso?!) no tempo e relembro do nosso inicio, marcado por episódios engraçados frutos dessa miscelânea de países. Adoro!

Quem mais também é fã da série? (já vos falei dela também aqui).

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03 outubro 2015

Um dia pelo Principado do Mónaco

Ahh, o Mónaco! O micro-país de 2km² quadrados de área soube ganhar o meu coração! Saímos do porto de Nice bem cedinho e apanhamos o autocarro que em cerca de 1h nos deixou à porta do Casino de Monte-Carlo, no coração do Mónaco. A primeira vista que tivemos foi a praça imponente com o Casino ao fundo e juro, parecia cena de filme e lembrei-me automaticamente do 007 Casino Royale. A atmosfera é outra, as pessoas têm aquela aura de glamour inegável, há estátuas em honra da princesa Grace Kelly por todos os cantos e foi a presença mais forte que sentimos no Mónaco, parecia que estávamos dentro de um filme de Hollywod e a qualquer momento a Grace Kelly surgiria por ali, num vestido esvoaçante desfilando todo o seu charme!


Os preços, beeem, tudo é caro, caro, caro. Uma garrafa de água pequena custava 4,50€, uma coca-cola 6€ e por aí vamos... a nossa sorte foi ter encontrado um dos vários supermercados Casino (estão espalhados um pouco por todo o sul da França) que vendiam saladinhas de massa com frango, já prontas, além de baguetes deliciosas por um preço justo (cerca de 5/6€ por refeição) e também compramos uma baguette de queijo para comer durante a tarde. O nosso único pecado foi um doce típico do Mónaco, um género de tarte com amêndoas e chocolate que minha-nossa-senhora era de chorar por mais! Não comprei absolutamente nada, apenas um ímã de frigorífico para a colecção e mesmo assim, deve ter sido o íman mais caro que já comprei (6€ por uma coisinha minúscula?). De resto, passamos um dia absolutamente divinal, caminhamos imenso (mesmo!), o Mónaco é cheio de subidas e muuuitas escadas (estão a construir escadas rolantes em várias partes da cidade para o pessoal com locomoção reduzida - eu, eu!) e é uma experiência bem diferente de tudo o que já vivenciamos, é a típica cidadezinha perfeita: tudo funciona direitinho, os autocarros são mega pontuais, a cidade é limpíssimas, não vemos ninguém a atirar lixo na rua e reparei que poucas pessoas fumavam (a minha ideia de cidade perfeita - sem baforadas fedidas na minha cara!). Amei o Mónaco, quero me mudar para lá amanhã! :)

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01 outubro 2015

Cada vez mais rendida às compras virtuais.

Acho que é consensual: há cada vez mais promoções de artigos em lojas online e uma pessoa nem sabe muito bem para onde se virar. Eu bem tento comprar o que é nosso, artigos feitos cá e de óbvia qualidade mas confesso que ultimamente tenho sido uma péssima cidadã: compro aquilo que faz bem ao meu bolso e não quero saber se é fabricado em Lisboa ou em Pequim. No que toca a sapatos então, não consigo perceber: Portugal e Espanha são países líderes no que toca a fabrico de bons sapatos mas depois o preço é um absurdo! Pedem quase 200€ por umas botas de cano alto (ainda na semana passada mandei vir de Inglaterra umas botas parecidíssimas, todas em pele - lindas, lindas, por 80€). Uma pessoa dá uma voltinha às lojas online em Inglaterra ou França e tumbas... sapatos em pele pela metade do preço praticado cá. Juro que não percebo se é ganância, se são os custos de fabrico, se são os impostos... mas a verdade é que cada vez compro menos coisas nacionais, é uma pena. 

Há dias estava no site da La Redoute e vi uns botins em pele croute de cor toupeira com 70% de desconto, num modelo clássico e que não sai de moda. Isto de ter um pé grande (calço o 40/41) também tem as suas vantagens. Havia o meu número, eis que encomendei e chegou hoje. Calça maravilhosamente bem, super confortável, salto que nos dá estabilidade e são muito mais giras que nas fotos do site (estou a preparar um post com as compras que tenho feito para o Outono e poderão comprovar o que falo sobre estes botins).

Preço inicial: 89,99€ - em saldos: 27,49€ (daqui)

Com o meu drama dos 'pés grandes' já corri tudo o que foi sapataria em buscas de botas, por isso posso afirmar: não vão encontrar nada com esta qualidade e este preço nas lojas físicas (se encontrarem, partilhem comigo!). Estou farta de comprar botas na Zara e afins, pagar 50€ ou 60€ por um par 100% poliuretano que no final da estação está todo descolado, salto desfeito e boca de jacaré. Posto isso, este ano quero apostar forte e feio nos calçados em pele e bons. Daqueles que vão durar, pelo menos, mais do que uma estação. E vocês?

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30 setembro 2015

Ahahaha

Há uns dias fomos jantar com um casal de amigos e lembrei-me de usar um vestido que comprei nos saldos do ano passado (até estava ainda com etiqueta) que já nem me lembrava de ter comprado. Quando apareci toda empetecada (a.k.a pronta e maquilhada), o M. assobiou o clássico fiu fiu e perguntou-me se o vestido era novo. Ora, novo não era que eu já o tinha há meses, mas era 'novo' no sentido de ser a primeira vez que eu o usava. Respondi: "não, amor, já o tenho há meses..." e ele ficou a rir-se e a dizer baixinho: "sei, sei..."

Hoje enviou-me isto pelo facebook e eu parti-me toda a rir:


Ahahaha foi mais ou menos essa a cara que eu fiz. "Roupa nova? mas qual roupa nova? Esse vestido é mais velho que a minha avó (perdão, avó), comprei há quase um ano..." E pronto, uma coisa comprada há tanto tempo não pode mesmo ser considerada nova, pois não? Eu cá acho que não.

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23 setembro 2015

Nice, o coração da Riviera Francesa:

Vocês pediram e eu atendi ;) Recém-chegada de Nice e absolutamente encantada pela cidade (mesmo do jeito que eu gosto: tem monumentos, tem praias de água morna, tem várias cidades interessantes à volta...) partilho convosco algumas fotografias e dicas para quem quer conhecer a cidade. Estivemos sete dias em Nice e deu-nos para conhecer 3 países (França, Mônaco e Itália) e 10 cidades encantadoras: Nice, Cannes, Villefranche-sur-Mer, Haut de Cagnes, Èze Village, Sant Paul de Vence, Sant Joan Cap Ferrat, Menton, Monte-Carlo (Mônaco), Ventimiglia (Itália) e San Remo (Itália). Tínhamos planos de conhecer as Cinqueterre mas já só tínhamos um dia para as visitar e preferimos deixar para daqui a uns meses quando vamos andar lá perto, em Pisa. As coisas bonitas são para serem apreciadas com calma, detesto visitar sítios a correr, sem tempo de desfrutar da atmosfera daquele sítio.

Nós voamos pela Easyjet (são 2h30 em vôo direto Lisboa-Nice) e por termos comprado os bilhetes com três meses de antecedência conseguimos preços fantásticos: 25€ a ida, 32€ a volta, por pessoa. Nem um comboio Lisboa-Porto custa este valor por isso é cada vez mais frequente que vá passar férias lá fora, para tristeza minha que adoro andar sem rumo por esse Portugal. Como tínhamos lido que o custo de vida em Nice era bastante alto (nomeadamente a comida e os hotéis), acabamos por optar mais uma vez pelo AirBnB (foi a nossa terceira experiência e correu muito bem). Alugámos um studio (T0) a duas ruas da Promenade des Anglais (a avenida principal e onde fica a praia) com todas as comodidades indispensáveis para umas férias de verão: ar condicionado, tv a cabo, internet wireless, cabine de duche com hidromassagem, uma varanda com uma vista fantástica, cofre e cozinha com placa de indução e frigorífico (senti falta de um micro-ondas mas não se pode ter tudo). 

Para o dia-a-dia, tínhamos um Intermarché e o Super U (este último bem mais caro - só mesmo em SOS) e ambos fechavam às 20h. Comemos muitas baguettes quentinhas, croissants e almoçávamos quase sempre na rua, optando por jantar no apartamento. Os restaurantes são bem mais caros que em Lisboa, até mesmo o McDonalds onde todos os menus começam nos 7,90€. Se fosse para comer na rua todos os dias, a nossa viagem teria sido consideravelmente mais cara ;)

Para andar por Nice, fizémos o passe '7Jours' que nos dava viagens ilimitadas durante 7 dias e custou 15€ por pessoa. Este passe abrange apenas os autocarros regionais de Nice (os que vão para Cannes, Mônaco e afins... são pagos à parte e custam 1,50€ por viagem, super baratos). Andamos muito à pé e também demos uso ao passe e fomos sempre de autocarro entre uma cidade e outra. Para ir de França para Itália, escolhemos ir de comboio por ser mais confortável e rápido. 

 As praias de Nice não têm areia, só pedrinhas (eu adorei, detesto sair suja de areia na praia - mas é bastante desconfortável para caminhar, tínhamos sempre as havaianas calçadas para ir à água, que era bastante morna para Setembro - nem se compara à temperatura da água em Lisboa!

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18 setembro 2015

Report:

Acabadinhos de chegar a Lisboa, depois de um vôo com muita turbulência (que me fez mandar dois gritinhos quando o avião passava pelos 'poços de ar') e de jurar que nunca mais, por mais apelador que seja o preço, meto-me num avião da Easyjet... cá estamos, numa Lisboa ensolarada a curtir o último diazinho de férias de verão (depois só em Novembro, snif snif). 

Foi a nossa estreia na Easyjet e confesso que ia com muito mais medo do que o normal (se é que isso é possível) por tudo o que já ouvi falar dessa companhia (que poupam em manutenções, que andam com o combustível no limite, que isto e aquilo - não sei se será verdade mas foi o suficiente para me pôr toda borradinha). 

Na chegada à Nice, tudo corria bem, vôo tranquilo e eu quase a relaxar... entretanto o piloto avisa que vai começar a aterrar (a minha parte preferida de todo o vôo) e eu começo a sorrir mentalmente e pensar: ufa, correu tudo bem, já estamos em Nice. O avião vai baixando, baixando, já vemos o chão da pista ali mesmo ao lado e quando penso: é agora, vai tocar o chão e já chegámos! - o que é que acontece?

O avião acelera como nunca, um barulho do caraças e... sobe de novo. Ai puta que pariu, ali foi logo um susto daqueles! Silêncio sepulcral em todo o avião, pessoas a entreolharem-se e a mensagem do piloto: "por razões de segurança, não vamos conseguir aterrar neste momento. Assim que possível, vamos dar novas informações" e ai mãe, eu só queria sair daquela geringonça a qualquer custo! 

Pela primeira vez num vôo vi o M. com cara suspeita (mas sempre a dizer: tem calma, amor, isto é um procedimento normal) e eu ali em pânico a ver o avião dar voltas e voltas em cima do mar e a pensar que dali a nada ficaríamos sem combustível e adeus. Entretanto, novo comunicado do piloto a dizer que estava muito tráfego áereo no aeroporto e só conseguiríamos aterrar dali a quinze minutos. Foram os minutos mais longos da minha existência mas finalmente aterrámos. 

Não tenho vida para isto, pessoas. A sério, não dá. Tenho tensão alta, sentia o coração a bater na garganta, as mãos todas transpiradas... qualquer dia ainda tenho uma coisinha má nas alturas. Se eu não gostasse tanto de viajar, já tinha colocado um ponto final nisto. Mas gosto tanto... e não me quero privar desse prazer. O que eu não dava para ser daquelas pessoas que vão a dormir num vôo, felizes da vida!

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09 setembro 2015

Indo eu, indo eu, a caminho da...

Sim, que isto de fazer um ano de casada não é só recordar mas principalmente fazer novas memórias, namorar muito, conhecer sítios românticos e desfrutar em grande da companhia do meu amor. Os planos para os próximos sete dias são despretensiosos: conhecer aquelas cidadezinhas encarpadas nas montanhas, tentar fazer um bocadinho de praia (disseram-me que as praias de Nice, Mônaco e Gênova são verdadeiras sopas de tão quentinhas... e eu não sou menina para dizer não), enfardar croissants franceses como se não houvesse amanhã (sou louca por eles), conhecer a cultura local e claro, comprar muitos sabonetes e ervas de Provence (adoro cheiros, vocês sabem).

Até logo, pessoas! :)

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07 setembro 2015

Let's Celebrate!

Foi há um ano que eu acordei com uma mãozinha enrugada no meu rosto e a voz mais doce do mundo que me dizia: "vamos lá, vamos acordar... daqui a pouco chega todo mundo e você ainda de pijama!" (por "todo mundo" entenda-se: cabeleireira, maquilhadora, fotógrafo, florista, madrinhas...) e eu lembro-me de abrir os olhos e ver o rostinho da minha avó, minha coisa mais boa, e pensar comigo: caramba, é hoje! E não é sonho, a minha avózinha está mesmo aqui do meu lado, passou a noite comigo..." (tínhamos dormido agarradinhas).

Levantei-me, tomei um banho e vesti um roupão (mamãe fez questão de comprar um novo, todo branquinho e felpudo para a ocasião) e desci para a cozinha. Entretanto recebi mensagem do noivo a dizer que não sabia das abotoaduras da camisa (oh céus, isso é tudo o que uma noiva precisa ouvir a poucas horas do casamento), entretanto o meu irmão nunca mais chegava (e o gajo nem banho tinha tomado ainda) e de repente surge-me de mota, capacete na mão, cabelo numa lástima a dizer: "relaxa... tô quase pronto!". A coisa prometia.

Dali uns minutos chegou a maquilhadora (a querida Andreia Faustino - sei que ela lê o blog, uma beijoca grande, Andreia, o teu trabalho é incrível!), a cabeleireira da minha mãe, recebi as flores da florista (as lapelas, o meu ramo, as pétalas, o ramo da dama de honor...), o fotógrafo e o ajudante também já lá estavam e comecei a ser penteada e maquilhada... Lembro-me de me colocarem o véu na cabeça e eu achar que tinha ficado com um mega cabeção, tipo aquela coisa que as sevilhanas usam na cabeça e quis tirar... A minha avó a dizer que ai de mim que tirasse o véu, que ela ficava já ali no sofá e não se levantava mais (sim, somos todos mega exagerados e dramáticos). Lá meti novamente o véu e dei o meu toquezinho para a coisa ficar mesmo como eu queria... As madrinhas chegaram, o carro de aluguer e o motorista também, e começamos a distribuir o mal pelas aldeias (que é como quem diz, começamos a dividir o pessoal pelos carros).

Fui com a Vi e a minha avó no carro antigo (um Citroen arrastadeira preto) e foi mega divertido, os carros todos a passarem por nós na autoestrada, tudo a apitar, a mandar beijinhos, a baterem palmas... foi mágico! O único problema é que o carro não andava acima dos 80km... e nós já íamos mais de uma hora atrasados (coitado do noivo, nem sei como não se foi embora) e apesar de estar escrito no convite que o casamento seria às 14h30, só cheguei à quinta perto das 16h30 (duas horas de atraso, ninguém merece). Tinha o telemóvel a tocar a cada cinco minutos mas às tantas já nem atendia (não podia fazer nada, o carro não dava para mais e eu já estava a ficar enervada).

Chegámos à quinta e tinha o meu pai todo emocionado à minha espera, na porta (até parecia mentira, o meu pai ali, ele que nunca tinha saído do Rio para nada - nem para ir a São Paulo - tinha cruzado o Atlântico para estar comigo naquele dia...), ele pegou na minha mão e ela estava gelada de nervoso. Sentei-me um bocadinho, apanhei ar e fiz sinal para a organizadora da quinta e para os músicos: vai começar!

Quando começou a tocar a versão instrumental de A Thousand Years, senti que me tremiam as pernas, que nervos! Fui caminhando o mais devagar que conseguia, com a Vi à minha frente e o meu pai ao meu lado, foi muito especial. Olhei para o altar e o vi o meu amor ali, lindo como um príncipe, com aqueles olhos azuis que me cativaram desde sempre, todo emocionadinho (ai gente, eu amo homem que chora e se emociona nesses momentos, acho a coisa mais linda do mundo) e quis sair correndo na direção dele (aliás, nota-se perfeitamente no vídeo a parte em que eu acelero o passo ahahaha  a motivação era muita!) e finalmente nos encontramos. Nunca me vou esquecer o olhar que o M. me lançou quando me viu vestida de noiva...

O resto é história, segundo dizem.

Há um ano que demos um dos maiores passos (senão mesmo o maior) da nossa vida: decidir partilhar a nossa essência, a nossa vida, a nossa história um com o outro. Decidir que não seríamos mais duas pessoas mas só uma. Tive medo, confesso que tive. Venho de uma família com dois divórcios, era bastante céptica em relação ao casamento, tinha medo de falhar, tinha tanto medo... Hoje, um ano depois de 'juntarmos os trapinhos' posso dizer que o M. se revelou um marido fantástico: companheiro, apaixonado, fiel, preza imenso a família, não troca nenhum programa (por mais aliciante que seja) pela minha companhia e faz os melhores roteiros de viagens deste mundo (com mapas então, o gajo é um génio). Pode parecer exagero, mas amo-o mais agora do que no dia do nosso casamento. Ele me mostrou que é possível viver um casamento feliz, pleno e realizado. É claro que já tivémos as nossas discussões e briguinhas mas nunca ninguém foi dormir para o sofá, sempre demos um jeito de limarmos as nossas arestas e fazer concessões, aprender que nem sempre a nossa palavra é a final... Esse ano de vida em comum foi incrível. Mal posso esperar pelos que virão!

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03 setembro 2015

Aii o sotaque!

No sábado fui almoçar num sítio novo que abriu perto de casa (uma churrascaria brasileira... oh Deus, lá se foi qualquer tentativa de dieta) e levei comigo duas amigas. O funcionário que nos atendeu era do Rio de Janeiro e já podem imaginar o desfecho, certo? Em cinco minutos de conversa, já eu estava toda carioca de novo ("é meixxxmo?" "poxa, que maneiro...") e as minhas amigas (portuguesas) ficaram de olhos em bico: "quem és tu e o que fizeste à nossa Anne?" já que no dia-a-dia é raro eu utilizar gírias e expressões brasileiras (em casa também nos habituamos a esquecer o 'brasileiro' desde a altura em que a Vi estava em alfabetização e falava muito 'em brasileiro' no colégio, pelo que a educadora dela nos pediu que falássemos o mais 'português' possível). Cinco minutos, foi quanto bastou para a máscara (a minha) cair. Dá-me cinco minutos de conversa com um carioca simpático (todos o são hahaha) e vocês me desconhecem. Me-do!
 
Anne, carioca da gema 
(e lisboeta da clara).

[Não que o meu 'sotaque português' seja perfeito, que não é, mas quem fala comigo pela primeira vez raramente percebe que sou brasileira (só quando calha na rifa alguma palavrinha que eu não consigo mesmo falar à tuga, do género: Priscila (nunca que me habituo a falar 'prixila'), frigorífico (para mim sempre será 'geladeira'), edredão e Amsterdão (falo sempre 'edredon' e 'amsterdam') e outras coisinhas mais... É tão engraçada essa coisa dos sotaques, farto-me sempre de rir quando descubro uma ou outra palavrinha nova. E acreditem que mesmo depois de 10 anos de vida em Portugal, ainda descubro palavras novas de vez em quando... e adoro! A língua portuguesa é mesmo riquíssima.]

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01 setembro 2015

Coisinhas que me fariam feliz neste outono #1

O verão está a dar as últimas mas ainda resisto a arrumar os biquínis e havaianas porque ainda estou esperançosa de curtir uns dias de praia em Nice na próxima semana (a ver vamos) mas quando voltar de viagem a primeira coisa que vou fazer será guardar tudo o que cheirar a verão e começar a organizar a roupinha mais quente (que são as minhas preferidas!).

Adoro o Outono de paixão, é sem dúvida a minha estação do ano, adoro o ventinho fresco, as árvores despidas, o cheirinho a castanha e até os dias mais curtos. Mas o que gosto meeesmo são as roupas de frio, ahhh, uma perdição! Ele são botas, ele são capas, botins, sobretudos, cachecóis, gorros, meiões pelo joelho, ai caraças, gosto mesmo de tudo! Dei uma vista de olhos pelas lojas do costume e apaixonei-me por algumas coisinhas que farão as minhas delícias nestes meses que virão. Folhos, laços, capas, camisolas fluidas e calças justinhas... fazem mesmo o meu estilo.

Hoje partilho com vocês as peças que me ficaram mesmo debaixo do olho e que espero que venham parar ao closet nos próximos tempos:

As peças que vou mesmo ter que buscar: a blusa vermelha com laço, os botins com atacadores e o body preto da H&M. O saco com franjas da Zara também está a piscar-me o olho, aii eu sei lá, quero tudo!

E vocês, já andam de olhos postos nas novas colecções? Eu nunca me desgraço muito em roupa de verão mas quando a roupa é de frio, ui ui, é cá um Deus nos acuda que sei lá! Me-do!

[para quem perguntou pelas montagens que faço no blog, como na imagem deste post, o programa de edição de imagens que utilizo é o Photoscape (gratuito para download) em conjunto com fontes de letras que entretanto vou sacando da internet - prefiro as manuscritas e minimalistas para estas edições. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários e se eu souber, ajudo].


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28 agosto 2015

Formentera - o último paraíso do Mediterrâneo

Sempre que falávamos nas férias em Ibiza, as pessoas que já lá tinham estado diziam: "não deixem de ir à ilha de Formentera, é linda!" e como nós somos pessoas bem mandadas, lá fomos nós. Formentera é a menor ilha das Baleares e aquela que está melhor preservada, considerada por muitos como 'o último paraíso do Mediterrâneo'. Nós compramos a viagem com a empresa Balearia (há muitas empresas que fazem o trajecto Ibiza-Formentera de barco mas queríamos levar o carro que alugámos e por isso, optámos pela Balearia). A viagem dura 40 minutos e faz-se super bem, o ferry é bem confortável (ar condicionado, internet wi-fi, bar e terraço) mas ainda assim achei os bilhetes caros pelo curto trajecto da viagem (40€ pelo carro, 45€ por cada adulto e 22€ crianças - preços de ida e volta). Fomos no barco das 10h e regressamos no das 20h e deu para fazer Formentera de uma ponta à outra passando pelas praias de maior renome, como Illetes e Cala Saona.


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26 agosto 2015

Das notícias que me deixam de cabelo em pé #2

Li ESTA notícia e fiquei a modos que abananada. Existe mesmo gente para tudo nesta vida, mas este esquema é tão esperto e ardiloso que faz mesmo impressão. E depois queixam-se de que são discriminados, que a sociedade os põe à margem, que têm medo deles, que não sei o quê... é claro! Eu sou a primeira a confessar que tenho medo da maior parte dos ciganos. Não aqueles das feiras, os simpáticos que estão sempre a dizer: "ó minha linda, é cinco eurinhos, cinco eurinhos.." esse até têm a sua piada e acredito que não metam medo a ninguém (e assim como assim, ao menos trabalham e acordam cedo).

Tenho medo é dos que se metem em esquemas, que vivem à espera de subsídios, rendimentos e outros benefícios sociais (enquanto quem realmente precisa, por exemplo, mães solteiras com filhos ou idosos com reformas miseráveis, ficam sem nada...), dos que assaltam ou andam à facada ao mínimo problema. Nisto são um pouco como os brasileiros, ucranianos ou cabo-verdianos: têm má fama em Portugal, têm, pronto. É uma verdade mas por outro lado... metem-se a jeito

Quem é que quer comprar uma casa (ainda por cima num condomínio de luxo) se souber que mora por lá uma família de ciganos com uma dúzia de filhos, que são barulhentos, pulam na piscina de roupa e sapato (como na reportagem acima), são mal educados... e vão ser uns vizinhos do inferno? Acho que ninguém aceitaria isso. E é por saberem disso que eles fazem essas aldrabices, ficando à espera de indemnizações chorudas para se irem embora. A sério, que grande lata!

[eu que não percebo nada de leis e afins, só mesmo na óptica do utilizador mas pergunto se não será possível as imobiliárias resguardarem-se deste tipo de coisas com cláusulas que restrinjam o número de pessoas por cada habitação? Não sei, é só uma ideia, mas de certeza que haverá alguma forma de deter esse esquema - só não sei qual.]

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25 agosto 2015

Quase, quase...

... a completar 1 ano de casada e não faço a mais pálida ideia do que comprar ao homem... Queria algo marcante, especial... mas ando sem ideias. Acho que entre aniversários de namoro, dia de anos e natais, já esgotei toda a lista de prendas possíveis: perfumes, tênis, camisolas, viagens, telemóveis, videogames, bilhetes para jogos, eu sei lá! Uma infinidade de coisas. A verdade é que ele já tem tudo e liga muito pouco a coisas materiais (ao contrário de mim, que adoro um presentinho - mas sempre acompanhado de um cartão piroso) de maneiras que não sei o que faça. Ando aflita porque sei que se quiser encomendar algo ou fazer alguma surpresa, tenho que combinar com antecedência... e já faltam menos de 2 semanas.

[pronto, também é verdade que já não falta tudo, da nossa 'mini-lua-de-mel' já tratei e ainda achei por bem acrescentar as Cinqueterre ao barulho (nunca dispenso uma voltinha por itália, adoro aquele país) por isso contamos fazer Nice - Cannes - Mónaco - Génova - Cinqueterre  e comemorar como deve ser esse primeiro ano de vida em comum numa viagem por cidadezinhas românticas...]

Sugestões de prendas? Alguém que ilumine esta pobre coitada, sim? Também aceito dicas sobre a Côte D'Azur e as Cinqueterre, não sou esquisita :) Agradecida, pessoas.

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23 agosto 2015

Ibiza & Formentera | as minhas compras

Ibiza é o paraíso do estilo hippie chic, boémio (ou boho), roupas leves e esvoaçantes em tecidos naturais (alguns biológicos), por norma as roupas são feitas à mão com bordados tradicionais da ilha e detalhes que tornam cada peça única! São normalmente peças com bastante volume (rendas, folhos, mangas largas) que dão um movimento incrível e deixam a roupa muito feminina. Eu fiquei fã do conceito e claro, perdi-me de amores por uma infinidade de peças... 

Em Ibiza recomendo a loja Merhaba (Avinguda de Espanya - próximo da Marina) que tem as vendedoras mais simpáticas de sempre, peças fantásticas e imensa variedade de modelos e cores (quase todos os modelos são tamanho único - vestem do 36 ao 42). Também aconselho darem uma vista de olhos nas lojas da cadeia La Sirena (estão espalhadas um pouco por toda a ilha) e consiste num género de loja multimarca (vendem desde roupas tradicionais até Adidas, Valentino, Desigual, Nike, lembrancinhas de Ibiza, perfumes...) e são enormes com vários pisos.

Num dos passeios que fizemos pela Dalt Vila (a vila histórica no alto de Ibiza) cruzamo-nos com uma imensidão de lojinhas e numa delas encontramos uma marca italiana pela qual eu e mamãe nos apaixonamos: Antica Sartoria (de Positano, Itália). Peças únicas, feitas à mão, padrões e misturas de tecidos irresistíveis, enfim... uma perdição. 

Também podem negociar preços com os vendedores ambulantes que passeiam pelas praias (são sempre muito simpáticos e com alguma conversa acabam por baixar os preços). A loja da O Bag é uma tentação (já vos falei dela no outro post) por isso o meu conselho é: fujam dela! As malas dessa marca estão espalhadas em cada canto de Ibiza e eu já estava farta de me cruzar com elas nas praias e pensar: fogo, são mesmo giras! mas nunca conseguia descobrir a marca. Até que aproximei-me de uma rapariga italiana simpática e perguntei-lhe pela mala linda. Deu-me a indicação da loja e claro que fui lá buscar a minha (num modelo totalmente diferente, que adoro). 

Depois claro que existem muitas lojinhas 'pega-turista' cheias de coisas que as pessoas adoram comprar (porta-retratos, esculturas da ilha, ímans de frigorífico, porta-chaves...) que eu particularmente não sou fã (porque acho tudo mais do mesmo) mas é claro que visitei uma ou outra para comprar o nosso íman de frigorífico (como quase toda a gente que ama viajar, nós também fazemos coleção). 

Em Formentera, como só tínhamos um dia para explorar a ilha de uma ponta à outra, não perdemos muito tempo a entrar em lojinhas. No porto de La Savina existem várias lojas mas estavam tão apinhadas de gente que desistimos de perder tempo e fomos passear pela ilha. No fim da tarde fomos até Pilar de La Mola (a povoação que mais gostei em Formentera) e descobrimos uma lojinha fantástica chamada Mar & Mar que vendia coisas lindas: cestas de palha, malas em pele, túnicas liiindas bordadas e montes de coisas que nos encheram os olhos. Foi também a loja onde encontrei os melhores preços (roupa entre 30-65€) e fiz a festa com mamãe e a Vi :)


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21 agosto 2015

Ibiza - as melhores calas (praias)

Dizer que Ibiza deixou-nos 'de queixo caído' seria dizer pouco. Na verdade, nunca foi um desejo meu conhecer a ilha mais famosa das Baleares, nunca tive tal curiosidade (mais depressa conheceria Menorca, por exemplo) mas quando apanhamos a tal promoção em Agosto, foi mesmo a oportunidade ideal! Confesso que viajei assim um bocadinho reticente com o que poderia encontrar por lá (só ouvia pessoal a falar de discotecas, festas alucinadas e muito álcool - tudo o que eu NÃO gosto) mas fiquei agradavelmente surpresa: a ilha é linda, com praias deslumbrantes (até hoje, as mais lindas que já vi - e de águas quentes), o pessoal nativo é do mais hospitaleiro que há, o clima de Ibiza é algo sem explicação. Estamos apaixonados e já temos uma certeza: para 2016, lá estaremos novamente (mas vamos em Junho ou Julho - em Agosto é tudo um absurdo de caro). 

 Cala Salada (eram 9h da manhã e a água já estava super quente...)

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20 agosto 2015

"Se eu não posso, ela também não..."

Voltei hoje para a casa e tive aquilo que posso chamar de "um vôo dos infernos". Pela primeira vez na vida apanhei os famosos poços de ar (com o avião a fazer aquele sobe-e-desce infernal) e como estava na fileira 22 (mesmo no final do avião) sentia todos os impactos da turbulência e entrei em pânico. Perante o meu ataque, uma das hospedeiras da Vueling (umas queridas, por sinal) ofereceu-se para me acompanhar até as primeiras poltronas do avião (que não ia cheio e tinha as primeiras filas vazias) pois segundo ela na frente do avião é onde menos sentimos turbulência. Com o restante da família a dormir, aceitei a troca de imediato e fui para a fileira 3, onde realmente sentia-se muito menos tremelicar. 

Ainda eu tentava abstrair do susto e esforçava-me para relaxar... quando surge outra hospedeira, assim muito sem jeito e me diz baixinho que afinal vou ter que mudar novamente de fileira porque onde eu estava era destinado à primeira classe, logo, tinha outras tarifas e uma passageira já estava incomodada por eu estar ali (pelo que percebi, a passageira tentou passar para a 1ª classe - que estava vazia - mas não a tinham deixado e quando ela me viu sentada ali, tratou logo de comunicar que achava tão coisa inadmissível). Tive então que mudar para a fileira 5, que já não era 1ª classe mas era no início do avião e continuava-se a sentir menos as turbulências...

Claro que sou a favor de direitos iguais (se ela não pode, eu também não deveria poder) mas eu jamais teria a lata que ela teve de, tal como uma criança invejosa, dar-se ao trabalho de chamar uma hospedeira e comunicar "ah eu não pude ir, mas ela foi para lá, tirem-na de lá agora!" quer dizer... para já, não exigi mudar de fileira, foi uma sugestão da própria hospedeira quando me viu toda aflita lá atrás. Sinceramente, choca-me imenso essa coisa de "se eu não tenho, ninguém mais pode ter" e só revela uma pequenez de mente que sei lá, faz-me mesmo impressão. As pessoas não conhecem o contexto das situações, julgam apenas pelo que vêm e fazem um escarcéu por tão pouco... Enfim, bela forma de regressar a Lisboa.

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