09 fevereiro 2015

Família: onde a vida começa e o amor nunca termina.❤

Este fim-de-semana foi assim um misto de dor e alegria, com a minha avó voltando para o Rio no sábado, com todo aquele aparato do costume (pedimos sempre uma cadeira de rodas no aeroporto porque ela tem artrose no joelho e não consegue andar tanto até os portões de embarque) e confesso que vê-la ali, tão pequenininha com o seu 1,54m, sentada numa cadeiras de rodas, frágil e chorosa, fez-me pensar que provavelmente esta será mesmo a última vez que ela encara um vôo Rio-Lisboa. As próximas visitas somos nós, os mais novos, que temos que cruzar o Atlântico para ir ter com ela. Custou-me tanto ver a cadeirinha a afastar-se levando o meu tesouro precioso... Correu tudo bem, ela já está em casa, tranquila, a recuperar das emoções da viagem.

Com a ida da avó, eu, mamãe e Vi passámos o resto do sábado juntinhas, que ninguém queria afastar-se muito para a outra não sentir a falta da avó (e mesmo assim, caímos no choro umas duas vezes, com saudades da nossa velhinha). Mamãe e Vi vieram cá para casa e fizémos a festa no sofá, com montes de mantas, lareira acesa e um aconchego que só o 'colo de mãe' nos dá. Assistimos a um filme e dois documentários, um deles o 'Meninas', gravado no Rio de Janeiro e que conta a história de 4 meninas (todas com menos de 15 anos) grávidas, a história de vida de cada uma delas, o que levou cada uma a dar esse passo (é inacreditável ver os ensinamentos que as 'mães' passam para elas), muito forte mas ao mesmo tempo, a realidade crua e dura das favelas do Rio.

No domingo fomos almoçar em casa da minha mãe, depois o marido ficou a jogar playstation com o meu irmão em casa e nós, as meninas, fomos ao cinema assistir ao filme "O meu nome é Alice"


O filme é brutal, com uma Julianne Moore absolutamente fantástica (desejo do fundo do coração que ela ganhe todos os prémios para os quais está indicada), actuação brilhante e filme que nos faz reflectir sobre o drama das pessoas com Alzheimer e o esforço que fazem todos os dias para não perderem a sua identidade e aquilo que foram um dia.

Saímos do cinema diretinhas para um fim de tarde de compras, com mamãe já em vias de recuperação total (tão bom dizer isso, meu Deus!) e animada como há tempos eu não via (quase trouxe a Zara toda de arrasto atrás dela), super contente com o cabelinho a crescer, com os 4kg que já conseguiu perder por causa do medicamento que a inchava imenso, enfim... só alegrias. Entretanto também ia me desgraçando nas compras mas pronto, um dia não são dias (ahahaha só eu para tentar me convencer disto), já passou.

E se o fim-de-semana começou triste pela viagem da avó, rapidamente se transformou num momento perfeito, com as pessoas que mais amo nesta vida, felizes, animadas e sempre ao meu lado. Haverá maneira melhor de terminar uma semana? Eu cá acho que não :-)

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2 comentários

  1. Olá Anne!
    Já há algum tempo que sigo o seu blog, muito atentamente. Por vezes, dou por mim a visitar o blog quase de hora a hora na esperança de que haja um novo post. Confesso que sigo vários blog´s, mas nunca consegui comentar nada, porque também não tenho por hábito ler os comentários que fazem, uma vez que um blog é pessoal e os comentários dos leitores/seguidores pouco acrescentam ao blog (com isto não quero dizer que sou contra os comentários, nada disso!! Apenas leio aquilo que o/a blogger escrevem, porque é só isso que me interessa).

    Mas, depois de ler este post, é impossível não comentar. Perdi uma das minhas avós há relativamente muito pouco tempo e a descrição que fez da partida da sua avó para o Rio, deixou-me nostálgica, pois parecia que estava a descrever a minha avózinha.

    Parabéns Anne pelo blog e pela autenticidade com que o escreve.

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  2. Fizeram muito bem aproveitar para ir ver o filme! Desse nunca tinha ouvido falar :)

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