25 fevereiro 2015

Pequenos em tamanho, grandes em barulho:

Há bocado recebemos cá na clínica uma cliente com o seu bebé de três meses. Coisinha mais linda, tão risonho, tão fofinho... Intrometida que sou, lá arranjei maneira de 'capturar' o bebé enquanto a mãe dele ia à consulta. "Ai que cheiras tão bem, coisinha linda...", "olha-me esta bochecha, tão macia..." "ahh e os barulhinhos deliciosos que faz, coisa tão boa!", andei ali a babar-me pelo miúdo, tão lindo e pestanudo que só. Uma delícia.

Nos entretantos, a criança bolsou para o meu ombro. Horror absoluto, um cheiro azedo do caraças! Como já estou há uns anos sem contacto com crianças tão pequeninas, fez-me cá uma impressão... Com um esgar de nojo, afastei o puto de mim e corri para a casa de banho buscar papel para o limpar (e a mim também). De repente, sabe-se lá o porquê, o miúdo desatou nuns gritos capazes de ensurdecer qualquer um. Fiquei parva! Guinchava, sacudia-se, ficou todo vermelho, abria tanto a boca para berrar que até se via as amígdalas a chacoalharem, uma coisa fora do normal.

É que nem pensei duas vezes: fui pô-lo logo ao colo da sua santa mãezinha, que aquilo não era pulmão para se brincar. Xiça, como é possível uma coisinha tão querida e amorosa fazer tamanho estardalhaço?! Tão depressa como me veio a 'vontade', ainda mais depressa me passou. Livra!

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