31 março 2015

BBB/ bom, bonito e barato #6

Aqui há uns tempo li este post da Claúdia e fiquei com as capas de edredão do Lidl na cabeça (acho que já vos disse que sou perdida por têxteis para a casa). Sempre que ia ao Lidl andava ali a espreitar para ver se via as tais capas de edredão mas até então, necas. Até já estava a considerar que se calhar o Lidl só vendia destas coisas lá para o Norte até que finalmente encontrei-as em Lisboa e trouxe dois modelos para experimentar: um azul e outro rosa.

Agora que já utilizei os dois, posso afirmar com conhecimento de causa: são óptimos! Pelo preço, estou mais que satisfeita! São macios, não encolhem, existem padrões giríssimos e o facto de serem dupla-face é fantástico para variarmos na decoração. Foi pena não haver muita variedade de cores, mas espero que seja um artigo para ficar e que em breve tenham mais estampas. Adorei!


Conjugo sempre com outros travesseiros e almofadas, adoro uma cama 'gordinha' e cheia de conforto. As almofadas pequeninas (azul e brancas) e a manta branca no pé da cama são d´A Loja do Gato Preto, as almofadas brancas grandes são da Zara Home, desta estação. A almofada em rolo (que está mesmo encostada à cabeceira) comprei há vários meses na Conforama e é daquelas com espuma de memória, uma delícia! E pronto, é isto. Se procuram roupa de cama de qualidade a um preço simpático, o Lidl é a uma escolha a considerar. É que ainda são melhores que os da IKEA das gamas mais baratas. Aprovadíssimo ;) Obrigada pela dica fantástica, Cláudia!

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26 março 2015

Um murro no estômago:

Acabei de deixar a minha mãe no aeroporto, rumo ao Rio de Janeiro. Despedimo-nos como sempre, abraços, beijos, algumas lágrimas (é sempre uma comoção, de-tes-to despedidas em aeroportos) e apesar de saber que serão apenas duas semanas, nada é igual quando ela não está por perto. E agora acabo de ler que todas as suspeitas da queda do avião da Germanwings recai sobre um provável piloto suicida. E penso que merda lhe terá passado pela cabeça para pôr fim à vida de tantas pessoas inocentes, crianças, mães, pais, filhos que iam descansados da sua vida naquele avião. Desculpem, mas não consigo aceitar. Que se queira matar, que ache que não tenha mais solução para o que está a viver (seja lá o que for), ok, não aceito mas compreendo que as pessoas possam chegar a esse nível de desespero. Mas fazer o mesmo a pessoas que nada têm a ver com a história, é coisa que me arrepia os cabelos. E penso na minha mãe, sentadinha no avião da TAP, ansiosa para chegar na nossa cidade e abraçar a família toda... E penso nas outras pessoas que também iam sentadas no outro avião, o que se despenhou, provavelmente com planos para quando aterrissassem (quem é que viaja e não faz planos?) e de repente... pluft! Tudo termina assim, à bruta. Que dor, pessoas, que dor. Que Deus (só mesmo Ele) conforte o coração das famílias.

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22 março 2015

Eu já sabia que era sol de pouca dura:

Lembram-se disto? Pois bem, quase dois meses depois, a pobre planta está por um fio. Não sei o que se passou entretanto, juro que tenho feito tudo direitinho, ponho água de 5 em 5 dias (até meto um lembrete no iPad para não me esquecer, vejam só), deixo-a ao sol de manhã, troquei-lhe o vaso por um maior, mudei a terra para uma toda xpto, com adubo, com isto e com aquilo. E a filha da mãe está assim, caída, murchinha e começando a amarelar.

Eu bem disse que não tinha jeito pra cuidar de plantas, mas o marido não acreditou... Agora estou aqui a pensar se a coitada ainda tem recuperação ou se entretanto entrou por um caminho sem volta. E toda a gente me diz que esta é uma planta super fácil de cuidar (ahahah deixa-me rir) o que me torna ainda mais incapaz visto que nem desta planta 'pouco exigente' eu consegui cuidar. Estou triste, confesso. Acho que fiz tudo certo e no entanto, temos uma plantinha quase finada. É isto a minha vida =S


Como a coisa não está famosa e eu gosto mesmo de ter flores e plantas em casa, aproveitei a recente ida ao Freeport para comprar as flores artificiais d'A Loja do Gato Preto e Espaço Casa (ambas com 60% de desconto). Um must! Fiz pequenos arranjos e espalhei-os por toda a casa. Apesar destas flores serem artificiais, são muito bem feitas e suaves ao toque, não é daquelas imitações rascas dos chineses, naquelas cores brilhantes e tecidos mal amanhados. Claro, não são flores da SIA (essas sim, perfeitíssimas) mas serviram ao propósito.

Mas voltando ao assunto inicial... acham que a minha plantinha tem recuperação ou nem por isso? Só vos digo isso: se a coitada falece, nunca mais volto a gastar dinheiro em plantas de verdade. Vai ser tudo de plástico para não ter mais chatices (e frustrações, já agora).

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20 março 2015

Já vos disse que adoro a Primavera?

É que adoro mesmo! Adoro a atmosfera das ruas, as pessoas que vão, lentamente, enchendo as esplanadas dos cafés, as crianças que já se passeiam pelas ruas com os seus chapéus de abas largas, a vontade que me assola de comer gelados... Parece que com a chegada do bom tempo as pessoas transformam-se em seres animados, mais felizes, de sorriso no rosto e sol na pele. É passar pela Marginal de manhã e ficar assombrada com a quantidade de gente que já corre no paredão, tão bom! Começa a Primavera e parece que queremos mudar tudo! É a roupa mais fresca que nos invade os roupeiros, são as sandálias, as cores pastéis, apetece-nos cortar/pintar o cabelo, é como se de repente renascêssemos de um longo e frio inverno. Eu cá adoro essa época de 'transição' para o bom tempo. Gosto de mudanças, sempre gostei. É bem isso, na verdade. Primavera para mim é sinônimo de mudança, de frescor, de vida nova. Venha ela!



(e para começar em bom este fim-de-semana, nada como chegar a casa, tomar um banho quente relaxante, vestir um pijama novo e que desliza sob a pele e para finalizar, o meu perfume de eleição para esta época: Daisy de Marc Jacobs. E flores, sempre flores. Ou não fossem elas as rainhas desta estação)

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16 março 2015

Já cheira a primavera...

E eu não sei se é do bom tempo, dos dias maiores, do sol que me entra pela janela logo pela fresquinha... ou se fui acometida por uma qualquer patologia mas a verdade é que ando com uma 'fúria' de compras (na falta de descrição melhor) que só visto! Não posso entrar em centros comerciais que quero espreitar as lojas todas e ver as montras, uma loucura, pessoas! Fico sempre com esse 'bichinho' nas mudanças bruscas de estação (do Inverno para a Primavera e do Verão para o Outono).

Ainda por cima a minha mãe vai passar a Páscoa no Rio de Janeiro e andamos em modo 'comprinhas' para ela presentear a família, portanto, à conta disso fomos ao Freeport no fim-de-semana e foi um desgracê, tanto em coisas para mim como em coisas para a casa (que depois mostro-vos noutro post).

Somado à isso, fui levar a Vi ao cinema com uma amiga do colégio e fiquei a 'fazer hora' no Colombo enquanto elas assistiam ao filme (sim, somos muito modernos em deixá-la ir ao cinema sozinha, mas no fim do filme cá estamos à porta da saída, esperando a nossa princesa...). Enquanto ela estava no cinema, entrei em poucas lojas: Zara Home, Primark e C&A. Curiosamente, achei a nova colecção da C&A super fofinha, cheia de rendas, folhos e flores, bem a minha cara, coisa rara nesta loja (nunca consigo comprar lá nada de jeito). E estas foram as comprinhas do fim-de-semana:


(1) Poncho em renda // Loja de rua em Algés, não lembro o nome (fica ao lado da Seaside) - 19,90€
(2) Blusa com detalhe em renda no ombro // C&A Colombo- 15€
(3) Calças estampadas // C&A Colombo - 19€ (estas são daquelas largueironas, estilo calças de pijama, e são uma delícia, super fresquinhas)
(4) Blusa floral // Lefties do Freeport - 9,90€
(5) Camisa branca tipo túnica // C&A Colombo - 19€
(6) Faixa para o cabelo // Parfois Colombo - 6,99€
(7) Calção de pijama // Primark Colombo - 4€
(8) Mala para Portátil // Pull and Bear Freeport - 5,99€
(9) Blusa com renda // Loja de rua em Algés (ao lado da Seaside) - 17,90€ (ao vivo é liinda, queria trazer uma de cada cor e veste tão bem!)
(10) Calças de pijama // Primark Colombo - 7€
(11) Ipad Mini // Staples de Alfragide - prenda do marido (e não, ainda não tirei o plástico porque ainda não chegaram as capinhas que comprei no ebay)
(12) Sapatilhas masculinas // Deichmann do Fórum Sintra - 29,90€ (só pro marido não dizer que nunca lhe compro nada ahahaha)

E pensar que ainda nem fui espreitar a nova colecção da H&M e da Zara... E ainda nem fui à Parfois ver as malas em tons clarinhos que amo para esta estação. Não sei, estou cá com um ligeiro mau presságio. Cheira-me a desgraça em breve. E das grandes!

Vá, digam que não estou sozinha e que aí deste lado também estão a comprar coisinhas giras para a Primavera. Estão, não estão? Eu sei que sim :)

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13 março 2015

Mason Pearson, o louboutin das escovas de cabelo:

Quem segue o blog através do instagram (@agarotadeipanema) já sabe que ganhei do marido a tal escova de cabelos poderosíssima Mason Pearson, como prenda por aturá-lo há quase 10 anos (brincadeirinha, amor, que venham mais dez anos iguais a esses - melhor é difícil). É verdade que mal tirei a escova da caixa corri para passá-la no cabelo, que eu queria mesmo era ver a 'magia' acontecer. O resultado é surpreendente, de verdade. Cabelinho que parece um veludo, de tão macio e brilhante.

A embalagem vintage fez as minhas delícias.

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10 março 2015

Eu e o seguro de saúde (de novo!)

Eu e o meu seguro de saúde temos uma relação de amor-ódio. Quando mais precisamos, é quando eles começam com a porcaria do "ah, isto é pré-existente" (lembram-se disto?) e já estive mais longe de romper com esta porcaria. Mas bem, isto para dizer que no mês passado fui comprar novas lentes de contacto (sim, aqui a pessoa é míope - já conto com mais de 4 dioptrias - e não passa sem lentes), comprei logo para um ano, pedi a fatura com o contribuinte, cheguei à casa e digitalizei a fatura, o cartãozinho do seguro e vá de enviar para a Advance Care a pedir o reembolso (que no meu caso são 65% do valor - coisinha jeitosa, portanto).

Ontem reparei que já tinha enviado os papéis para o reembolso há mais de um mês e ainda não me tinham devolvido o valor. Liguei para lá. "Ah e tal, é que a sua fatura foi emitida com o nome errado...". Desculpe?! Fui buscar a fatura. Sim, tinha lá o meu nome errado. Faltava uma letra 'N', já que eu tenho duplo 'n' no nome. Uma pintelhice destas e voltaram com tudo para trás. Apesar do nome 'errado', têm lá o meu NIF correcto na fatura, morada certa, tudo bonitinho. Mas não, falta um 'N' e vai na volta, a pessoa nem sequer sou eu, ando aqui a aldrabar o seguro. Nervos, é preciso ter nervos de aço para lidar com estas merdices.

[eu bem digo que a minha mãe devia estar sob efeito de drogas pesadas para me dar um nome com 'duplo n' e ainda por cima, um segundo nome com 'ypsilon', que eu detesto com todas as forças. Onde é que ela estava com a cabeça, hã? Tanto nome simples e bonito, mas não, mamãe tinha que enfeitar o nome todo. Arre!]

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05 março 2015

O corte do cordão umbilical.

Toda a gente me disse que essa fase seria particularmente complicada, por ser uma fase de adaptação a uma nova rotina, casa nova, ambiente novo... Eu sabia que sim, que não seria simples deixar a casa da minha mãe. Acho que para mim, que sou mesmo muito ligada/apegada/apaixonada pela minha mãe, a coisa ainda se revelou pior do que eu pensava.

Sinto montes de saudade da minha mãe e da minha bebé (que já não é bebé nenhuma mas adiante, para mim será sempre bebé), saudade da nossa rotina, dos conselhos diários, da companhia, da comidinha da minha mãe... Quem me ouve falar assim até julga que moramos muito longe (que nada, são só 4km de distância) mas mesmo assim, sinto que me falta uma 'parte' e já me apanhei em casa, tristíssima, a pensar porque é que não podemos viver assim todos juntos, numa espécie de cabana-T5-do-amor. Eu sei, sou maluquinha.

Costumo dizer que a única coisa 'chata' de ter a nossa própria casa é ter que sair da casa da mamãe. E não falo isso por comodismo, por querer 'ter tudo feito' ao chegar em casa, por não ter que pagar contas... não é nada disso. Ok, é claro que sinto falta do frigorífico cheio 'por milagre' (raramente ia às compras de supermercado quando vivia com mamãe) e de outras mordomias mas é da convivência diária, das conversas antes de dormir, de assistirmos novela juntinhas no sofá... é disso que sinto mais saudade.

E a minha mãe é daquelas que não se calava com a frase: "por mim, vocês moravam comigo o resto da vida..." e nunca fez força nenhuma para que eu fosse viver sozinha ou casasse logo. Aliás, na época do noivado e enquanto eu ia comprando coisas e encomendando móveis para casa, a minha mãe já chorava só em ouvir falar no assunto. Sair de casa da minha mãe foi tristíssimo para mim, não nego. Na primeira noite em que dormimos no nosso apartamento, recém-chegados da lua-de-mel, chorei como uma madalena. Mas é como em tudo na vida: uma questão de hábito. É uma nova fase da minha vida, eu adoro estar casada, adoro a nossa casa e tudo o que ela representa para nós... mas ao mesmo tempo, morro de saudade da companhia da minha mãe e da minha irmã. (do meu irmão também, é claro, mas como ele vive sozinho desde os tempos da universidade, eu já estava 'habituada' a só vê-lo aos fins-de-semana, então, não doeu tanto).

Por isso, de vez em quando faço uns olhinhos de bambi e o marido lá conforma-se: "já sei, queres ir dormir em casa da tua mãe..." e lá vou eu, feliz e contente (nem preciso levar mala nem nada, que mamãe tem sempre pijamas e coisinhas minhas por lá). Felizmente o meu marido compreende o valor que a minha família tem para mim e eu amo-o ainda mais por ser tão compreensivo neste ponto. Nunca brigamos por isso, nunca me disse: "nem pensar, não vais", nunca fez cara feia. Já brincou a dizer: "vê lá se quando vieres amanhã para casa não encontras isto aqui tudo cheio de gajas boazonas", mas até é divertido porque me faz lembrar dos tempos de namoro e noivado: eu em casa da minha mãe e ao telefone com ele até a hora de dormir. Hoje é um destes dias. Saio do trabalho e vou direto ter à casa da minha mãe. Ô delícia!

[vá, agora dava-me jeito vocês não me deixarem ficar mal e dizerem que sim, senhora, convosco passou-se a mesmíssima coisa e também não passam sem a presença das suas mãezinhas. Vá, assumam...]

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03 março 2015

Segredinho doméstico #2

Quem acompanha este blog há algum tempo sabe que eu sou viciada em cheiros e aromas. Adoro sentir um cheiro especial e voltar dez anos atrás, gosto de entrar num elevador e sentir o perfume que o meu pai usa e automaticamente, sentir vontade de falar com ele... Cheiros remetem lembranças tão boas, não é? Por isso, gosto de ter em casa sempre um aroma especial. Logo à entrada da casa tenho a minha Pomegranate Noir da Jo Malone (que acendo quando o rei faz anos porque ela é tão linda - e cara - que uma pessoa até fica com pena de a gastar). Na sala, por cima da lareira, reina absoluta a Mimosa da Diptyque (o cheirinho do nosso casamento). No quarto, tenho na cómoda a Tubereuse, também da Diptyque (é a minha marca de eleição e uso e abuso destas velas).

Em contrapartida, detesto incensos e a fumarada que deixam pela casa. Depois largam aquele rastro de cinzas e suja-me tudo, não gosto mesmo nada. Há tempos ouvi falar das lamparinas Lampe Berger que deixam a casa super cheirosa mas não faço ideia de onde se vendem cá em Lisboa (também não investiguei muito bem, verdade seja dita).

Quando comecei a decorar o closet, logo percebi que precisava de um cheirinho para esta divisão, algo discreto e suave como eu gosto. Ultimamente ando a apaixonada por um perfume da Calvin Klein, então... cismei que queria esse cheirinho no closet. Mas, como fazer? Moça de armas que sou, apelei ao amigo google e descobri que podemos fazer auténticos pot-pourri caseiros com uns raminhos de folhas/flores secas e borrifadelas no nosso perfume preferido. Foi dito e feito!

 Por acaso tenho sempre cá em casa raminhos de Statices (flores que parecem de papel, super delicadas e que preservam a sua cor mesmo depois de secas) pelo que aproveitei estas flores para experimentar a ideia do pot-porri. Três borrifadelas do Sheer Beauty da CK e temos cheirinho espalhado por toda a divisão! (a leiteira branca é dos saldos da Área, 3€)

Fiz esta 'experiência' no fim-de-semana e hoje mal cheguei em casa e abri a porta do closet... o cheirinho fresco e suave inebriou o ambiente. Tão bom! Poucas coisas me deixam tão bem-disposta quanto chegar e encontrar a minha casa a brilhar de tão limpa, caminha feita de lavado e cheirinhos deliciosos pelo ar. Parece que fico automaticamente em modo 'zen', experimentem vocês também e digam lá se também não ficam logo relaxadas e tranquilas. (e eu, que trabalho sob pressão e ando sempre a mil por hora, adoro ter estes momentos de calma e paz).

P.S: Diz quem percebe do assunto que utilizando a mesma ideia das folhas/flores secas com perfume, também podemos fazer sachets com saquinhos de organza ou linho e as nossas flores lá para dentro, devidamente cheirosas. Óptimo para perfumar gavetas e roupeiros. 

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01 março 2015

Parabéns, Rio! [450 anos da cidade maravilhosa]

Praia de Araruama, Rio ❤ Abril de 2012 
 
" (...) Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
Cristo Redentor
Braços abertos sobre a Guanabara
Este samba é só porque
Rio, eu gosto de você
A morena vai sambar
Seu corpo todo balançar
Rio de sol, de céu, de mar
Dentro de mais um minuto estaremos no Galeão
Copacabana, Copacabana (...)"

- Samba do Avião // Tom Jobim -
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[A verdade é que ainda te amo. Não posso dizer de outra forma. Tem que ser abrupto. É amor, é amor ainda. É verdade, quem foi embora fui eu, de repente e logo para outro continente. Você, Rio, com esse gênio bruto, esse ar de quem sabe que é bonito, de quem pode fazer exigências estapafúrdias...Tem coisa que eu não posso pagar, meu amor, por mais que te ame. (...) As notícias que recebo daí não são muito boas. Ainda assim, te amo. Ainda. Digo a todo mundo que a linha das suas montanhas é a linha do meu eletrocardiograma. Não me olha desse jeito, senão eu volto...]

          - Volta // Victor Heringer -

                        
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(re)descobrir Sintra // Chalet e Jardim da Condessa d´Edla

Ontem a Vi ficou cá em casa e aproveitámos para ir passear com ela em Sintra e aproveitar para fazer um programa mais cultural já que ela, tal como eu, é amante de palácios, museus e sítios cheios de história. Dei-lhe várias sugestões: Palácio da Pena, dos Mouros, de Monserrate e o Chalet da Condessa de E'dla, acabando este último por ser o escolhido.


Nunca tinha lá ido e não fazia a mais pálida ideia de quem tinha sido a tal condessa. Ao chegar lá, fomos primeiro à lojinha que vendia souvernirs, livros e montes de coisas da condessa (e claro que aproveitei para ler os vários folhetos informativos sobre a história do lugar e poder explicar tudo à Vi com ar de quem sabe aquilo tudo de trás para a frente e já trata a Condessa por 'tu' ahaha).

Reza a lenta que em 1800 e picos, um nobre português chamado D. Fernando II apaixonou-se por uma nobre de origem suiço-alemã chamada Elise Hensler, que era estudante de canto e veio terminar a sua educação em Portugal, em 1860. Apaixonaram-se perdidamente e com o casamento, Elise passou a ser conhecida como a Condessa d´Edla. Dom Fernando fazia-lhe as vontades todas e quando Elise engravidou, ficou muito melancólica e com saudades da sua terra natal, o que fez com que o seu amado tivesse a ideia de construir um chalet inspirado nos chalets alpinos e cujo projecto foi inteiramente desenhado de raiz pela própria Elise. Deu-se então inicio à construção do Chalet na Serra de Sintra, de forma a que Elise pudesse sentir-se sempre 'em casa'. Quando D. Fernando faleceu, vinte anos depois da construção do Chalet, deixou todos os seus bens para Elise, que entretanto ficou desgostosa e vendeu os imóveis ao estado português. Refugiou-se num convento, onde veio a falecer aos 92 anos de idade, vítima de insuficiência renal.

Eu não sei vocês mas eu adoro ouvir histórias assim, de amores arrebatadores, daqueles que nos fazem esquecer o bom-senso e mandar a lógica às favas para satisfazer um capricho do nosso amor. A Vi adorou conhecer a Condessa mais em pormenor e apesar do Chalet em si ser pequenino e coisinha para ser vista em uma hora, o jardim e toda a atmosfera exterior já fazem valer o passeio!


Chalet e Jardim da Condessa d'Ela
Horário: 10h - 18h
Bilhetes: 8,50€ adultos, 7€ jovens (6-17 anos)

(aos domingos até as 13h é gratuito para os moradores do concelho de Sintra)

E vocês, já conheciam este passeio? Agora acho que abri uma 'caixinha de Pandora', por que a Vi não cansa de perguntar se no próximo fim-de-semana podemos ir ao Palácio de Monserrate e depois no dos Mouros e depois na Quinta da Regaleira... Quer-me parecer que vamos ser presença garantida por Sintra nos próximos fins-de-semana que esta miúda não vai descansar enquanto não correr aqueles museus e palácios todos. Não sei a quem ela puxou :P

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