26 março 2015

Um murro no estômago:

Acabei de deixar a minha mãe no aeroporto, rumo ao Rio de Janeiro. Despedimo-nos como sempre, abraços, beijos, algumas lágrimas (é sempre uma comoção, de-tes-to despedidas em aeroportos) e apesar de saber que serão apenas duas semanas, nada é igual quando ela não está por perto. E agora acabo de ler que todas as suspeitas da queda do avião da Germanwings recai sobre um provável piloto suicida. E penso que merda lhe terá passado pela cabeça para pôr fim à vida de tantas pessoas inocentes, crianças, mães, pais, filhos que iam descansados da sua vida naquele avião. Desculpem, mas não consigo aceitar. Que se queira matar, que ache que não tenha mais solução para o que está a viver (seja lá o que for), ok, não aceito mas compreendo que as pessoas possam chegar a esse nível de desespero. Mas fazer o mesmo a pessoas que nada têm a ver com a história, é coisa que me arrepia os cabelos. E penso na minha mãe, sentadinha no avião da TAP, ansiosa para chegar na nossa cidade e abraçar a família toda... E penso nas outras pessoas que também iam sentadas no outro avião, o que se despenhou, provavelmente com planos para quando aterrissassem (quem é que viaja e não faz planos?) e de repente... pluft! Tudo termina assim, à bruta. Que dor, pessoas, que dor. Que Deus (só mesmo Ele) conforte o coração das famílias.

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5 comentários

  1. Como te percebo. Este caso não me sai da cabeça nem que queira. Talvez por viver em Düsseldorf sinta mais como "minha" esta dor que, de verdade, não pertence, porque felizmente não perdi ninguém naquele avião. Mas que a sinto, sinto, e muito.
    Ontem comprámos a viagem para Portugal para o Verão. Vontade?? Nem um bocadinho, mas a vida não pára e não podemos viver nesta angústia para sempre. Só espero que os "nossos" pilotos não tenham "ideias" destas, NUNCA!

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  2. Para além de termos de viver com a possibilidade (ainda que muito pequena) de uma avaria ou acidente ainda há que temer pela saúde mental de quem toma os comandos de um avião. Isto é assustador, e muito, muito triste. Uma tragédia, não há palavras...Deus ajude os familiares e amigos. Não consigo imaginar a dor*

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  3. O que mais me choca em toda esta historia, além da clara monstruosidade do acto, é a associação entre o piloto e a depressão. Se, efectivamente, foi ele que provocou o acidente, não o desculpem com doenças. Como alguém com depressão digo expressamente que uma pessoa com consciência do valor da vida não age desta forma por muito desespero que sinta. Tento perceber o suicídio, mas jamais conseguirei perceber ou aceitar o homicídio destas pessoas. São estas pessoas que me fazem recear o mundo.

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  4. Podes até não compreender mas se ele estava realmente muito mal a nível psiquiátrico não é de espantar. Digo isto porque eu própria já tive uma depressão e cheguei a querer acabar com a minha vida. Ele, que estava com uma doença mental mesmo grave e profunda, e muitas pessoas que passem pelo mesmo, acabam por não se importar com os outros porque estão tão lá no fundo do poço que não querem saber.

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