29 junho 2015

Ahh, como eu adoro planear as férias (só que não)

Andamos a planear as férias de verão e a tarefa não está nada fácil... Vão ser as primeiras férias como mr&mrs e queremos algo mesmo especial, já que fazemos um ano de casados logo na primeira semana de Setembro e estamos a pensar tirar as férias 'grandes' apenas nesta altura, para podermos comemorar como deve ser! Provavelmente vamos optar pelas Caraíbas de novo, porque o marido adorou e acho que ainda há muita coisa gira para lá conhecermos (não, não vamos repetir o México). Uma amiga falou-nos na Jamaica e das fotos que vi, quero ir para lá amanhã! O M. quer ir à Rep. Dominicana mas não é um destino que me convença, como se sabe, eu gosto de praia com cultura e não apenas jiboiar ao sol (fico entendiada). Estamos a pesquisar destinos e como até agora nenhum foi consensual, cheira-me que vamos tirar 'par ou ímpar' para escolher.

As duas semanas no México foram um divisor de águas para o M., o homem agora só quer férias do outro lado do mundo com água quente tipo sopa. Todos os destinos que sugeri, cá na Europa, foram sumariamente descartados. Anda armado em fino, o rapaz... (deve achar que agora vou todas as férias enfiar-me 11 horas num avião ahaha deve ser, deve - medo!). Por falar em México, lembrei-me que nunca partilhei por cá as milhares de fotos que tirámos por lá (não, não vos vou maçar com vários posts de fotos) e por isso, cá ficam algumas:


O México é um destino de sonho? É sim, senhor, eu adorei! Se voltava a lá meter os pés? Sem dúvida, mas pelo menos não nos próximos cinco anos. Acho que ainda temos muuita coisa para ver antes de repetir destinos mas quero lá voltar quando tivermos filhos, é mesmo o destino perfeito para férias em família, as crianças enlouquecem! Aconselho a toda a gente que goste de história, exotismo e praias incríveis.

Para as duas semanas de férias em Agosto, provavelmente vamos dar um saltinho a Marrocos de carro (ando louca para fazer uma roadtrip por Marrocos, partindo de Espanha) e pouco mais (a não ser que a Grécia realmente saia do euro e os preços para lá despenquem, aí sim, era menina para dar um saltinho por lá). A grande emoção ficará mesmo para Setembro. E com sorte, ainda arranjamos uma promoçãozinha bombástica como a do ano passado. Mal posso esperar! :)

[não sei se é de mim ou lá o que é mas os preços para o Algarve este ano estão uma loucura. Andei a ver uma semana em Agosto em Portimão e ia caindo para trás com o orçamento que nos enviaram. Dá para estar, na boa, duas semaninhas a passear por Marrocos ou sul de Espanha pelo preço de sete noites na Praia da Rocha. Uma pessoa até quer fazer férias cá dentro mas com preços destes, meus amigos, não dá.]

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25 junho 2015

Das palavras que poderiam ser minhas #9

Ontem li esse texto via facebook e fiquei de lágrimas nos olhos, como fico sempre que o assunto são 'as saudades de casa'.



Quem disser que é fácil é um grande mentiroso. Não é, nunca será. Podemos tentar olhar o copo meio cheio, podemos tentar ver as coisas sob o prisma das coisas boas que adquirimos, aprendemos, conquistamos. Sim, é claro que o resultado é positivo, que não nos arrependemos, que faríamos na mesma esta escolha. Mas dói, pesa na consciência, nos faz pôr tudo 'na balança' (e não estou a falar de dinheiro), nos faz pensar frequentemente se estará a valer a pena. E sim, vale a pena (mais não seja pelo 'abrir de horizontes') mas custa taaaanto!

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18 junho 2015

Objecto de desejo: mini-horta vertical na cozinha!

Sempre ouvi dizer que a cozinha é o coração de um lar e apesar de inicialmente não concordar com essa afirmação, hoje compreendo perfeitamente o porquê de tal frase. A nossa cozinha é dos maiores cómodos da nossa casa (a par com a sala) e vai daí, é o sítio de eleição de toda a gente quando chega cá a casa: a minha mãe, mal chega, senta-se logo na cadeira da cozinha para beber alguma coisa. Os amigos que vêm jantar cá de vez em quando também ficam a bebericar vinho na cozinha, enquanto nos fazem companhia a preparar o jantar. Ao fim de semana, quando me meto a inventar pratos ou testar receitas novas, ficamos a tarde inteira por lá (ele no portátil, sentado na mesa da cozinha a provar tudo o que eu faço) e eu com iPad na bancada, a seguir à risca os passos da receita.

Confesso que não gostava inicialmente da nossa cozinha e dei-lhe uma grande volta para ficar como nós queríamos (agora até tem spots de luz embutidos nos armários - mariquices minhas). Na semana passada troquei tudo de lugar, pendurei coisas, troquei os assentos das cadeiras, enfim, foi quase uma remodelação (depois mostro fotos). E no meio da mudança, fiquei com uma parede de coluna totalmente disponível. Inicialmente pensei em comprar uma estante alta e fazer uma mini-lavanderia (porque fica mesmo em frente à máquina de lavar roupa) mas depois pensei na quantidade absurda de temperos, ervas e especiarias que utilizamos todos os meses (comida sem tempero não 'rola' por aqui) e pensei: porque não fazer uma espécie de horta vertical, com os vasinhos pendurados na tal coluna?

Medimos o espaço disponível, fomos ao site da IKEA e apontamos tudo aquilo que vamos precisar para pôr em prática o projecto. Não vai dar quase trabalho nenhum e acho que vai ficar super giro: adoro plantas na cozinha (e na casa em geral, pena é que mato-as todas) e só de pensar em não comprar mais salsa, coentros, hortelã e afins, tendo tudo ali à mão de semear... vai dar logo outro gostinho aos pratos (nada como ter temperos frescos para fazer o jantar). Já li que devemos adubar todos os meses os vasinhos, com adubo orgânico visto que as ervas são para alimentação... e penso que não será difícil. Vamos tratar disso no fim-de-semana e depois se correr tudo bem, logo vos mostro (se não correr... horta? que horta? *assobio*)


Alguém já fez algo parecido em casa? Como correu? As ervinhas aguentam-se bem durante os meses mais frios (é a minha única ressalva)? Partilhem as dicas da horta doméstica aqui com a menina? Agradecida.

(em relação às espécies, estava a pensar nas que mais utilizo: cebolinho, manjericão, salsa, coentros, hortelã, oregãos e talvez, uma pimentinha daquelas fáceis de cultivar.)

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13 junho 2015

(re)descobrir Sintra // Palácio Nacional de Queluz

Hoje aproveitámos o tempo assim-assim que se fez por estes lados (não dava para ir à praia nem à piscina, então...) e fomos visitar o Palácio Nacional de Queluz. Está a decorrer uma exposição de uma das minhas personagens históricas favoritas e não consegui resistir. A exposição chama-se: "D.Pedro IV - Imperador do Brasil e Rei de Portugal". A Vi nutre a mesma paixão que eu por história de maneiras que convidá-la para visitar um museu ou um palácio é a melhor coisa que podem fazer por ela, fica super animada!

Não sei como explicar a paixão que sinto pela história de D. Pedro (IV em Portugal, I no Brasil), mas penso que se deve a um professor maravilhoso de História que tive no Colégio Salesiano e que me fez pensar seriamente em tirar o curso de história. Não tirei o curso, mas o bichinho sempre ficou cá. Já li vários livros sobre a história de D. Pedro (e quanto mais sei, mais vontade tenho de ler tudo sobre o tema), escolhi casar no dia da Independência do Brasil (evento comandado por D. Pedro) e se tivermos um filho, o nome já está mais que escolhido: Pedro (o segundo nome fica a cargo do marido - medo!).

Em relação à visita, é possível visitar apenas  Palácio de Queluz, apenas os Jardins ou então o bilhete combinado que dá direito a visitarmos as duas coisas. Optámos por este último e apesar de não ter achado grande piada ao jardim, sempre serve de pano de fundo para umas boas fotos em contacto com a natureza.

 A imponente Sala do trono (e esse lustre, hã? Coisa maravilhosa)

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12 junho 2015

Celebrar!

Feliz dia dos namorados, meu amor! 
(hoje é o dia dos namorados no Brasil e como boa carioca que eu sou, nunca consigo ignorar totalmente a data - é mais forte do que eu!)


Hoje eu só quero agradecer ao homem que me está ao meu lado em todos os momentos (os bons, os maravilhosos, os merdosos, faça chuva ou faça sol). É ele o meu abrigo, o meu parceiro, o meu melhor amigo. É para ele que eu ligo quando acontece algo incrivelmente bom (amoooor, você não sabe o que aconteceu!), é dele o primeiro sorriso do dia, é para ele o abraço apertado mal meto os pés em casa...

É o meu amor, o meu marido, a minha curte, o meu peguete, é tudo para mim. Minha coisa tão boa! Feliz dia dos namorados para nós, meu amor. Amo você.
 
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08 junho 2015

comidinhas: Tortellini de Vitela (em modo facílimo)

Que eu sou um zero à esquerda no quesito 'cozinhar', acho que não é surpresa para ninguém. Contudo, nunca cruzo os braços e estou sempre tentando aprender coisas novas, experimentar pratos assim e assado (mas tudo muito simples, que eu não sou maluca de elevar muito a fasquia para já) e adoro comidas que nos facilitem a vida. Durante a semana temos pouco tempo para cozinhar (chego a casa perto das 22h e não me apetece perder mais que quinze minutos a cozinhar), por isso, essa semana decidi experimentar os tortellinis pré-feitos da marca Rana (estão com 50% de desconto no Pingo Doce) e não é que fiquei maravilhada? Água com sal a ferver, dois minutos a cozinhar e já está!

Claro que o diferencial está no molho (e eu amo tudo o que sejam molhos, raios me partam) de maneiras que fiz um molho de tomate com queijo, cebola picada e tirinhas de bacon. E muito coentro pelo meio (amo pôr coentros em tudo o que sejam molhos, adoro o sabor). Ficou delicioso e um pacote dá perfeitamente para duas pessoas. Por pouco menos de 2€ temos uma refeição fácil, simples e muito saborosa!


Entretanto descobri que essa marca de tortellini também tem outros sabores disponíveis (queijo e oregãos, bolonhesa e frango com cogumelos) e confesso: estou mortinha para os experimentar. O jantar fez um sucesso cá em casa e da próxima vez que os sogros vierem cá, nem penso duas vezes: vão jantar tortellini! E aposto que vão adorar :)

[já agora, se tiverem outras dicas que comidinhas 'quase-prontas' que fazem um brilharete, partilhem com a pessoa aqui, sim?]

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04 junho 2015

Nunca somos verdadeiramente anónimos

Por mais que tentemos manter uma certa privacidade nisto dos blogs, que é como quem diz, por mais que só publiquemos imagens nossas desfocadas ou com bonecos/corações a tapar-nos a cara, há sempre qualquer coisa que nos passa desapercebido. É um bocadinho assustador saber que não fazemos a mais pálida ideia de quem está a ler-nos do outro lado e entretanto, esta pessoa pode facilmente reconhecer-nos na rua.

Aconteceu comigo ontem. Cruzei-me com uma blogger que sigo há algum tempo (apesar de já não me identificar assim tanto com os posts - é natural, as pessoas mudam e os gostos alteram-se). Estava eu num supermercado (não vem ao caso citar nomes) quando mesmo na fila à minha frente vejo a rapariga, acompanhada da filha. Olhei e imediatamente pensei: humm de onde será que eu a conheço? e entretanto, lembrei-me: é a autora do blogue x!

Será que é mesmo ela? No blog ela é toda fashionista e ao vivo estava com roupas de ginásio, cabelo apanhado e sem um pingo de maquilhagem, o que me fez pensar se seria mesmo ela. Aquilo que me fez ter a certeza? A miúda que estava com ela (e chamou-lhe 'mamã') é a mesma que aparece nas fotografias do blog, embora sempre com a cara tapada (mesmo cabelo, idade, perfil - há coisas que são inconfundíveis), a capa do telemóvel também revelou a identidade da autora (é muito original e aparece sempre nas suas selfies - uma pessoa identifica logo) e por fim, um pormenor mesmo à gaja: as unhas pintadas com uma determinada cor de veniz-gel que ela tinha mostrado há dias no perfil do instagram.

Pequenos pormenores que talvez passassem desapercebidos à maior parte da população mas para quem é atento e conhece o blog em questão, não havia dúvidas. E ao mesmo tempo em que achei divertido 'reconhecer' uma pessoa que só 'conheço' através de um blog, não deixa de ser assustador como nos expomos tanto, todos os dias, em pequenos posts e pormenores. Ontem foi ela, amanhã posso ser eu. Isto dos blogs tem muito que se diga, realmente...

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01 junho 2015

inacreditável.

Que neste país para se fazer ouvir tenha que se fazer ameaças e partir tudo à volta. Inacreditável que haja essa terrível 'desculpabilização' de erros (eu não fui, deve ter sido a colega). É inacreditável que eu tenha perdido quatro dias inteirinhos de trabalho para consertar a merda que os outros fizeram e que teve consequências drásticas na minha vida. Inacreditável é ouvir da funcionária da Segurança Social que sim senhor, eu não devo-lhes absolutamente nada mas que essa informação demora a actualizar no sistema e por isso, vou ter que ficar com a minha conta bancária penhorada até que as distintas funcionárias decidam mexer o rabo e trabalharem nisto. Inacreditável é que não há onde reclamar, afinal, quem sou eu para lutar contra o Estado? Inacreditável é penhorarem 2000€ da minha conta à ordem e apesar de todas as provas (e papéis que o documentam), dizerem na minha cara que só vão tratar disto quando tiverem tempo. Inacreditável foi o banzé que eu fiz no IGFSS da Av. da República na sexta-feira passada, com direito a vasos de plantas partidos e murros ao balcão. É inacreditável que só depois que liguei à TVI a comunicar o caso e ameacei chamar a polícia é que a chefe da repartição veio ter comigo. Inacreditável é que mesmo assim disse-me que eu tinha que esperar, que como eu existem outras pessoas sem dever nada à S.Social e com as suas contas penhoradas, processo que pode levar até dois anos a ser resolvido. Inacreditável é que eu tenha desatado aos gritos e dito-lhe que não saia dali até que ela me despenhorasse a conta, nem que tivesse que dormir no IGFSS. E mais inacreditável ainda é que só depois dessa ameaça é que a excelentíssima doutora apareceu com a cópia do fax que enviou ao Millenium, a solicitar o desbloqueio da minha conta. E ainda me disse: "hoje é sexta-feira, estou cansada e quero ir para casa, não me apetece ter que chamar a policia, por isso, está cá o fax, a sua conta ficará normalizada na segunda-feira.".


Hoje, logo às 8h40 liguei à minha sucursal e pedi para a minha gestora acelerar o processo. São 11h e finalmente recebi a chamada do Millenium a dizer que sim, tenho tudo normalizado. Já lá fui confirmar e sim, tenho o meu dinheiro na conta e a vida, novamente, em ordem.

Desculpem, mas não posso achar isto normal. Não é normal que se tenha que perder uma semana de trabalho para provar o óbvio, o que eles já sabem há tempos: eu não devia mais nada. E pensar que há pessoas que se vêm com esse problema há vários meses, sem conseguir resolvê-lo. Pessoas que não devem absolutamente nada. É surreal este país. Tive sorte, tive Deus, tive bons argumentos e tive lata, muita lata para fazer o que fiz. O problema está resolvido. Mas e quem não tem a mesma sorte? E os velhotes, que não percebem nada destes tramites? E quem só possui uma conta bancária e não tem mais de onde tirar dinheiro? E quem não pode perder dias de trabalho?
Fica a pergunta.

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