10 julho 2015

Das birras:

Ontem depois do jantar estávamos a ver uma série quando a minha mãe envia-me este vídeo pelo facebook, com a legenda: "quem será que vai ser assim....?" e eu assisti, incrédula, um bebé espernear por todos os lados numa birra descomunal por causa de um telemóvel. O M. ao meu lado até se benzia... "ai que o nosso filho não vai MESMO ser assim...." e eu estremecia por dentro porque eu, em pequena, era um um autêntico monstrinho. E cá entre nós que ninguém nos oiça: tenho pavor de ter um filho com o feitio que eu tinha em pequena.

Fui uma criança terrível, dificílima de lidar, aprontava tudo e mais alguma coisa (era conhecida em toda a vizinhança), nenhum familiar queria ficar comigo, era o terror absoluto. Desde partir duas dúzias de ovos para ver se tinha pintinhos até fazer uma fogueira no jardim da casa da minha avó (com a mesa de centro dela), eu acho que fiz tudo o que tinha direito (e o que não tinha) durante a infância. Rapei o cabelo do meu irmão com gilete enquanto ele dormia, dei um pontapé na barriga da minha tia grávida de 8 meses (e ela teve um sangramento), fazia 'conta' na barraca de doces à porta da escola dizendo que no fim do mês a minha mãe pagava tudo (e a minha mãe sem saber de nada e pior, sem um tostão), fui expulsa de um colégio católico (e a minha mãe, desesperada, enfiou-me num colégio militar para ver se a coisa melhorava), enfim, fui uma criança-problema.

Não sei se o meu comportamento era reflexo do divórcio conturbado dos meus pais (e olhem que eu só tinha 4 anos na altura em que eles assinaram os papéis da separação) ou se era algo inato da minha pessoa, mas a verdade é que também o Pê foi criado da mesma maneira e sempre foi uma paz de alma. Por isso, só de pensar em ter um filho que puxe à mamã... é coisinha para me dar logo vontade de fazer uma histerectomia de urgência. Se me dissessem: "não se preocupe, a criança vai sair tal e qual o pai", era da maneira que eu tinha toooda uma equipa de futebol cá em casa. Agora assim, sem certezas, prefiro esperar um bocadinho mais para quando for mais velha e mais paciente.

[no caso do vídeo, não sei o que é pior: se são os pais que acham 'uma gracinha' e decidem filmar a criança e publicar o vídeo na internet ou se é o miúdo que desde bebé já é um artista de primeira, a chorar sem lágrimas e a parar imediatamente mal lhe metem o aparelho nas mãos (esse já tem lugar garantido em Hollywood). Como é tão pequenino e não tem grande noção do que vai à sua volta, só posso achar que os pais é que deveriam corrigi-lo enquanto ainda vão a tempo mas a minha experiência também me diz que muitas vezes os pais fazem trinta por uma linha e a criança continua rebelde...]

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27 comentários

  1. Anne tens de ver o video da bebé que só acalma deoois de lhe darem dinheiro. É qualquer voisa de muito bom :D

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  2. Socorro! Eu não saberia como lidar! Mas, também não entendo pq os pais acham graça eu iria tentar corrigir o "little monster"! Um filho é um tiro no escuro, nunca se sabe o q aí vem!
    Em relação a ti, o pior foi mesmo o pontapé na barriga.... Isso é grave mas imagino q na altura não tivesses noção do potencial mal.

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  3. Ohhh Anne, não foi você e o seu marido que comprou um tablet (!?) assim de de um minuto para o outro para calar uma prima birrenta!? Aiii que não se deve cuspir para o ar que nos cai tudinho em cima!

    Beijinhos e bom fim de semana

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    1. Se estás a falar deste post: http://www.agarotadeipanema.com/2013/12/a-todas-que-pensam-em-engravidar-num.html

      Sim, comprei um tablet para calar uma miúda birrenta. Adenda: não sou a mãe da miúda, não estava habituada a tamanha escandaleira e mais importante, não tinha nenhuma obrigação de educar uma criança que deveria ser educada pelos pais. Cedi na compra do tablet porque não estava a suportar lidar com aquela miúda. Se fosse mãe dela (e se soubesse o comportamento que ela tem na rua, sempre a pedir tudo e a fazer dramas) simplesmente não a levaria a um shopping. Ou então tentaria um tratamento de choque (sou totalmente a favor de uns bons tapas no momento certo).

      Bom fim de semana :)

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    2. Anne, a solução NUNCA é deixar de levar os filhos para restaurantes, shopping, etc porque eles fazem birra. Tenho uma prima assim, nunca sai para lado nenhum porque o filho faz uma birra em todo lado. A primeira vez que fiz uma birra no centro comercial (porque queria levar os brinquedos todos e mais alguns) levei uma palmada no rabo e nunca mais repeti a gracinha. É tudo uma questão de se ser firme e não ceder aos caprichos. O problema dos pais é que começam a ceder por vergonha de toda a gente a olhar, porque não se querem chatear, ou acham graça, etc... As crianças vão testando os limites, o truque é mostrar-lhes que quando é não, é mesmo não ou então estás mesmo a criar um monstrinho

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  4. Não há duas crianças iguais, o pontapé na barriga da tia foi a coisa que fez de mais invulgar mas não o deve ter feito sem motivos e não devia ter noção das consequências que tal ato poderia causar, o resto são tudo actos de "menina levada" e curiosa.
    Agora essa coisa de ser mais velha e ter mais paciência, com isso não podia estar mais em desacordo quanto mais idade menos paciência e menos tolerância experimentei isso na pele porque a minha mãe teve-me já passava dos trinta, por isso fui mãe aos 22 e sim tive paciência ri-me para dentro de asneiras e malandrices e também apliquei a palmada em todos os momentos certos, posso dizer que birra por querer algo foi uma única vez com direito a deitar no chão e espernear passou rapidamente com a tal palmada seguida de um não de olhos bem abertos, que ainda hoje aos 25 anos surtem efeito, o meu filho chama-lhe "aquele olhar".
    Uma coisa é querem aproveitar um tempo para só os dois tal como os meus pais que só resolveram ter filhos já levavam 7 anos de casamento, tudo bem são vocês que escolhem e ninguém tem nada com isso, mas atrasar a maternidade só porque se tem medo disto ou daquilo ou de não ter maturidade ou paciência, está errado e não vou contar para que não se assuste aquilo que advém do facto de ter pais com idades avançadas, pense quanto mais velha as pessoas são mais probabilidades há de não poderem estar em momentos importantes da vida dos filhos. Vou terminar com uma confissão tenho muitas saudades dos meus pais que foram excelentes mas que já não estão comigo Há muitos anos e sim tenho uma certa inveja branca das minhas amigas que com a mesma idade me dizem que vão telefonar à mãe vão ás compras com ela, etc eu já não posso fazer nada disso e sim tenho falta dessa partilha.

    Maria do Rosário

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  5. Anne, muitas birras são consequência do desenvolvimento infantil e essas consequências são importantes para a criança conseguir passar de estádio para estádio de desenvolvimento. Temos a famosa fase do egocentrismo por exemplo, onde é habitual as crianças morderem. Mas caso um dia tenhas interesse o Piaget é uma boa ferramenta de aprendizagem. Olhe que um abraço e um "o que se passa?" muitas vezes resolve uma birra no momento. Você fez muitas birras e não é por isso que hoje é uma pessoa mal educada e mimada.

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    1. piaget e os seus estadios, são hoje em dia pelo menos para mim meramente indicativos temos psicólogos mais recentes, especialmente os americanos que têm teorias bem mais interessantes e correctas. Já agora para mim uma criança que morde habitualmente seja em que estadio for tem um problema e onde é que leu que Piaget aconselha a abraçar e a fazer perguntas sobre aquilo que se passa a uma criança que está colérica a espernear? Justiça lhe seja feita Piaget é bem mais prático do que isso. A razão porque aplicar a tal palmada não está errado é porque vivemos em sociedade, e sim o comportamento dos nossos filho vai ser avaliado e julgado por ela e cabe a nós pais dar-lhes bagagem social para lidarem com ela da melhor forma.

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    2. Exatamente, para si. Tanto falei no Piaget como poderia falar em "psicólogos mais recentes" com a mesma linha de pensamento. Não li em lado nenhum, assim como também não escrevi em lado nenhum que Piaget afirmou tal coisa. A Maria do Rosário é que leu isso. Em relação as palmadas, desculpe mas não vou ter esse tipo de discussão consigo, a minha "bagagem profissional" sobre palmadas é muito esclarecedora.

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    3. A minha também, confronto-me com a falta de bagagem social todos os dia num E.P. deste País

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  6. NUNCA ninguém disse que ser MÃE é FACIL.

    E outra: filho vem ao mundo para fazer mãe pagar a lingua :)

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  7. Eu sou totalmente de acordo com o anónimo de 10 julho às 22:40. É muito lindo falar e dar palpites mas na hora H ele é meu filho, tenho-lhe um amor louco e acima de tudo eu quero ajuda-lo. Não acredito na palmada na hora certa, porque não há hora certa para usar violência e agredir outro ser humano que por sinal é SÓ o ser humano mais importante na minha vida! Sinceramente qd o meu filhote entrar na verdadeira fase das birras (já fez algumas mas penso que foram softs) não me vai importar o k as pessoas que estão à volta vão pensar. Essas não me dizem nada, não vejo o porquê de as colocar acima das necessidades do meu filho. No momento das asneiras dele respiro fundo, conto até 10 e penso que isto vai passar. Anne, quer me parecer que o teu relógio biológico está a dar sinais e estás a usar, a tentar usar, 500 desculpas "racionais" para o atrasar...eu também já o fiz... ;)

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    1. Está a insinuar que uma palmadinha no rabo, que 99% das vezes não doí e só tem mesmo o efeito de assustar, é violência? Que os pais que o fazem não têm um amor louco pelos filhos? Que grande LOL Se a criança ouvir um não e continuar a espernear e a partir tudo, a senhora vai continuar a respirar fundo e a dizer-lhe "a mamã já disse que não" com um sorriso nos lábios à espera que passse? Bela disciplina, sim senhora.

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    2. Amar também é educar, ser firme, incutir-lhe valores como respeito, criar um adulto sensato e preparado para a vida.

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    3. Sini, é claro que isto é a minha visão enquanto 'não-mãe' tendo em conta a educação que eu e os meus irmãos tiveram. A minha mãe sempre foi totalmente dedicada aos filhos e ai daquele que nos encostasse o dedo! Mas na hora H, em que fazíamos merda da grossa, não hesitava em nos dar uma palmada (sempre no rabo, nunca na cara - abominamos tapas na cara). E posso dizer com toda a certeza que no meu caso, não resultava os olhares esbugalhados da minha avó, os avisos, as falinhas mansas. Eu não obedecia, bem podiam ficar vesgos a olhar para mim que continuava a fazer asneiras.

      Já o meu irmão quase não apanhou porque lá está, bastava que a minha mãe lhe falasse uma vez e ele obedecia na hora. A Vi então nem se fala, é uma paz de alma e nunca levou uma palmada. Como vê, a mesma mãe criou 3 filhos mas cada um teve a sua particularidade. Não acho que seja errada os pais darem um 'chega pra lá' nos filhos quando é necessário, é mesmo por amor e acredita, de todas as vezes que a minha mãe me batia, logo a seguir trancava-se no quarto a chorar. Acho que doía mais nela que em mim, mas foi necessário. Nenhum pai/mãe consciente bate no seu filho à toa, só porque sim.

      Quanto ao relógio biológico, epá, está meeesmo a dar sinais mas estou empenhada em ignorá-los um a um ahahah. Ainda não é agora :)

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    4. Não poderia concordar mais. Eu sou psicóloga educacional e mal seria eu resolver os problemas dos meninos com palmadas. Também sou mãe de 3 crianças e tal como a Sini, nunca precisei de palmadas para educar e disciplinar os meus filhos. É difícil? É. Dá mais trabalho? Dá mas funciona. São opções de parentalidade. Pode ser que haja alguém que consiga explicar o que uma palmada ensina, no dia que isso acontecer talvez comece a ver como um método de aprendizagem. O problema é as pessoas acharem que só as palmadas educam, disciplinam, transmitem valores e preparam as crianças para serem adultos capazes.

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    5. Bem, eu nunca levei uma palmada e não me tornei uma monstrinha. Não me parece que uma palmada incuta nada para além de medo -que é diferente de respeito- e a maioria das vezes os pais dão palmadas porque estão irritados e esse ato alivia-lhes a raiva.

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  8. 1º Mal de nós que os profissionais de saúde mental resolvessem os problemas dos meninos com palmadas
    2º Estamos a falar de palmadas suaves no rabo que não magoam, nem humilham certo?( como estalos na cara e outras violências) a palmada serve para parar uma situação rapidamente por causa do espanto que gera, resulta portanto em crianças que habitualmente não são batidas.
    3º Tenho presenciado conversas entre pais e filhos que de facto são bem mais violentas que a tal palmada.
    4º após a palmada, quando a criança estiver calma é conveniente explicar e acarinhar a criança
    5º nunca apliquei uma palmada no meu filho para descarregar fúrias e frustrações, não gosto de quem o faz.
    6º se não levou uma palmada é porque não precisou parabêns eu levei e pasme-se sou uma pessoa normal precisei foi de uma palmadita aqui e ali como quase todas as crianças
    7º Radicalismos estúpidos irritam.me e profissionais incompetentes também
    8º É a ultima vez que comento este assunto porque me chateiam as teorias de merda. Eu sei lá, a sodona psi deve ter conversas intelectualmente programadas com os filhos para os educar, mas o facto é que todos os filhos fazem merdas de vez em quando, mas para alguns pais as merdas dos seus meninos cheira a rosas , são por isso meninos com personalidades muito fortes e adoráveis com imensa piada( not)

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  9. Maria do Rosário, a mim irrita-me mais que se considerem opiniões diferentes daquelas aceitas pela maioria -ainda que sólidas e informadas, e é isso que vos faz confusão- como extremistas. És ateu? Que extremismo, toda a gente sabe que é bom acreditar em alguma coisa! És vegan? Extremista!! Achas que não se devem disciplinar com palmadas? Extremista!!

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    1. As palmadas não servem para disciplinar ninguém, não é isso que estou a dizer.
      Vamos lá a exemplificar: Pai ou mãe estão a assistir a programa de tv ou todos entretidos a falar no face e filho vêm e pergunta, pede atenção reacção dos pais palmada para cima e vão à vossa vida que não estou para me aborrecer e dar atenção ao teu problema ERRADO TERRIVEL por outro lado criança resolve que quer algo que não deve ter ou até a família não tem possibilidades de adquirir é-lhe explicada a situação de forma racional que seja facilmente apreendido pela criança e mesmo assim a situação começa a escalar e a criancinha deita-se no chão e rebola esperneando corredor fora da loja,hiper ou o que for e os pais acham muita graça e não se preocupam em resolver a situação, acham piada e não estão minimamente preocupados com a figura triste que o filho está a fazer ERRADO TERRIVEL.
      Observação se a primeira situação se verificar não adianta aplicar uma palmada para acabar o rebolanço porque a criança não entende, leva palmadas a toda hora seja porque razão for.
      Não é raro assistir a esta crianças entre lágrimas a dizerem que "bateste-me mas não me dói" e continuarem no rebolanço e berraria que eu não sou obrigada a ouvir e assistir

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    2. Eu nunca vi pais a acharem piada numa situação dessas, já vi sim muitos pais a baterem (e a dizerem que ou se calam ou levam mais) nos filhos nessa situação que descreve... Fico cá com um nó na garganta e raiva daqueles pais...

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    3. Mas não acha irritante classificar todos os pais que recorreram um momento ou outro a uma palmadita no rabo quando o rebento estava a ter uma crise de estupidez como se fossem uns monstros que não gostam dos filhos? Tenha dó. Falam de uma mera palmada como se estivéssemos a traumatizar a criança para a vida. Eu levei uma ou outra palmadita em criança no rabo quando fazia asneiras (depois de os meus pais me avisarem mil vezes que não era para fazer x ou y) e sou uma adulta normal, equilibrada, sem traumas por isso. Nem me doíam, simplesmente como era algo raro, assustava-me porque via aquela palmadita como um sinal de que o mar estava mais alto que a terra e percebia que os meus pais não estavam a brincar.

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    4. Concordo com o Anónimo14 de julho de 2015 às 02:23.

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  10. O que mais me espanta nestes comentários e noutros que entretanto também já li por outras paragens, é este renegar da educação que se teve. Que se apresente o adulto nascido na década de oitenta (os actuais pais, portanto!) que nunca apanhou uma palmada quando teimou em não obedecer aos pais. Serão muito raros, estou certa! Serão estes, por isso, adultos traumatizados e por isso se afastam desse exemplo de educação como o diabo foge da cruz? Significa que os seus pais foram mesmo maus educadores e portanto há que fugir para bem longe do exemplo que lhes deram?

    No que a mim me toca, também eu tive os meus dias de diabo em miniatura e, portanto, também apanhei várias palmadas no momento certo. Conclusão? Agradeço cada uma delas aos meus pais que me incutiram a capacidade de lidar com a frustração, a necessidade de cumprir regras e a boa educação no geral. As palmadas que levei nunca foram de forma gratuita, foram sempre a consequência de uma má atitude minha. E, por muito que me digam o contrário, uma criança entre os dois e os cinco anos, não tem estaleca mental ou desenvolvimento cognitivo suficiente para aguentar um discurso intelectualizado sobre o bem e o mal: 'A Carlota não pode bater na sua mãe/atirar o prato à cara da mana/pegar naquilo que não é seu porque isso é uma atitude feia e que causa tristeza nos que a rodeiam e amam'. A resposta será, muito provavelmente, uma risada ou uma indiferença absoluta, como é óbvio. Contudo, se associarem determinada atitude repreensível a um gesto que não lhes agrada minimamente - a tal da palmada - a possibilidade de pensarem nisso duas vezes antes aumenta consideravelmente. O cérebro é um livro em branco quando nasce, não se queira, portanto, que as personagens cheguem ao epílogo sem que o prólogo tenha sido escrito. E não se escrevem prólogos infantis com recurso aos clássicos da literatura greco-romana, senhores.

    O que mais me aborrece com estas teorias educacionais é que está à vista desarmada que não funcionam: os miúdos hoje em dia são muito mais birrentos, têm muito mais dificuldade em aceitar regras e limites e são claramente menos educados do que as crianças da minha geração. Portanto, e fazendo um 'supônhamos', se antigamente levamos palmadas e crescemos adultos responsáveis e sem traumas e hoje temos crianças que não levam palmadas mas que são claramente menos educadas, qual será, efectivamente, o caminho verdadeiramente eficaz para seguir?

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    1. Ora nem mais! Por causa destas belas teorias é que os meninos e meninas andam todas no psicólogo e, verdade seja dita, não resolve mesmo nadinha. Ah, e são todos hiperativos... toma tudo ritalina.... e, realmente o que a maior parte deles têm é muita falta de educação. Lá está, pais demasiado formatado por teorias educacionais. Daqui a mais uns aninhos veremos....

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  11. Anne, sempre fui uma apologista da palmada no rabo na hora certa. Eu mesma levei umas quando criança e não fiquei revoltada. Assim criei os meus dois filhos, sob o olhar desesperado da minha mãe e sogra a cada vez que "mereciam" uma palmada no rabo. Mas porque é que elas, que tantas vezes também nos educaram com a tal palmada no rabo, ficavam tristes?
    Elas sabem que não funciona, só alivia a nossa frustração, e porque não dizer, raiva, no momento. Independente da palmada, se for dada ou não, se a altura foi a certa ou não, o filho cresce e amadurece e para de fazer birras, manhas e outras merdas que tais.
    Hoje com os filhos grandes e na expectativa de um dia ser avó, penso que vou morrer o dia em que um dos meus filhos resolver dar a palmada do rabo. Por vários motivos: quanto mais nervosos ficamos com a birra dos filhos, mais forte vem a palmada, isso não tem como medir, é de acordo com o momento. As merdas que eles fazem têm diferentes níveis, para merdinhas uma palmadinha, para grandes merdas, uma palmadona, ou várias.
    Deixei de bater (sim, esse é o termo certo, bater) nos meus filhos quando um deles se pendurou na janela do 9º andar para mandar brinquedos abaixo. Sim, a janela tinha grades, mas mesmo assim era uma merda tão grande que se eu fosse bater nele no mesmo nível, teria que espancá-lo. Talvez ele não entendesse bem que pendurar-se na janela era pior do que jogar os brinquedos abaixo (porque a grade pode ceder...), na opinião dele o pior era ficar sem os brinquedos.
    Pensa o seguinte: na escola a professora fica com a criança quase o dia inteiro e nem pode pensar em castigar o miúdo com uma palmada, embora muitos mereçam. Antigamente era normal uma professora dar reguadas ou usar a famosa palmatória, imagina, porque se errava uma conta! E já ouvi muita gente desse tempo dizer que apanhou da professora na escola e não morreu nem ficou revoltado nem maluco. E que o que falta nessas crianças de hoje em dia é a disciplina imposta antigamente.
    Tal como hoje dizemos o mesmo porque apanhamos dos nossos pais.
    Claro que educar é difícil, e encontrar o equilíbrio é complicado. Bater é muito mais fácil, resolve a questão imediatamente e ainda deixa o recado que no futuro o castigo será o mesmo. E mais, quando é que se decide a idade certa para deixar de dar a palmada? E se o filho for daqueles eternos criadores de tensão, fazedores de asneiras, há muita gente que chegou a idade adulta e continuam a ser fazedores de merdas. Batemos?

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