30 setembro 2015

Ahahaha

Há uns dias fomos jantar com um casal de amigos e lembrei-me de usar um vestido que comprei nos saldos do ano passado (até estava ainda com etiqueta) que já nem me lembrava de ter comprado. Quando apareci toda empetecada (a.k.a pronta e maquilhada), o M. assobiou o clássico fiu fiu e perguntou-me se o vestido era novo. Ora, novo não era que eu já o tinha há meses, mas era 'novo' no sentido de ser a primeira vez que eu o usava. Respondi: "não, amor, já o tenho há meses..." e ele ficou a rir-se e a dizer baixinho: "sei, sei..."

Hoje enviou-me isto pelo facebook e eu parti-me toda a rir:


Ahahaha foi mais ou menos essa a cara que eu fiz. "Roupa nova? mas qual roupa nova? Esse vestido é mais velho que a minha avó (perdão, avó), comprei há quase um ano..." E pronto, uma coisa comprada há tanto tempo não pode mesmo ser considerada nova, pois não? Eu cá acho que não.

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23 setembro 2015

Nice, o coração da Riviera Francesa:

Vocês pediram e eu atendi ;) Recém-chegada de Nice e absolutamente encantada pela cidade (mesmo do jeito que eu gosto: tem monumentos, tem praias de água morna, tem várias cidades interessantes à volta...) partilho convosco algumas fotografias e dicas para quem quer conhecer a cidade. Estivemos sete dias em Nice e deu-nos para conhecer 3 países (França, Mônaco e Itália) e 10 cidades encantadoras: Nice, Cannes, Villefranche-sur-Mer, Haut de Cagnes, Èze Village, Sant Paul de Vence, Sant Joan Cap Ferrat, Menton, Monte-Carlo (Mônaco), Ventimiglia (Itália) e San Remo (Itália). Tínhamos planos de conhecer as Cinqueterre mas já só tínhamos um dia para as visitar e preferimos deixar para daqui a uns meses quando vamos andar lá perto, em Pisa. As coisas bonitas são para serem apreciadas com calma, detesto visitar sítios a correr, sem tempo de desfrutar da atmosfera daquele sítio.

Nós voamos pela Easyjet (são 2h30 em vôo direto Lisboa-Nice) e por termos comprado os bilhetes com três meses de antecedência conseguimos preços fantásticos: 25€ a ida, 32€ a volta, por pessoa. Nem um comboio Lisboa-Porto custa este valor por isso é cada vez mais frequente que vá passar férias lá fora, para tristeza minha que adoro andar sem rumo por esse Portugal. Como tínhamos lido que o custo de vida em Nice era bastante alto (nomeadamente a comida e os hotéis), acabamos por optar mais uma vez pelo AirBnB (foi a nossa terceira experiência e correu muito bem). Alugámos um studio (T0) a duas ruas da Promenade des Anglais (a avenida principal e onde fica a praia) com todas as comodidades indispensáveis para umas férias de verão: ar condicionado, tv a cabo, internet wireless, cabine de duche com hidromassagem, uma varanda com uma vista fantástica, cofre e cozinha com placa de indução e frigorífico (senti falta de um micro-ondas mas não se pode ter tudo). 

Para o dia-a-dia, tínhamos um Intermarché e o Super U (este último bem mais caro - só mesmo em SOS) e ambos fechavam às 20h. Comemos muitas baguettes quentinhas, croissants e almoçávamos quase sempre na rua, optando por jantar no apartamento. Os restaurantes são bem mais caros que em Lisboa, até mesmo o McDonalds onde todos os menus começam nos 7,90€. Se fosse para comer na rua todos os dias, a nossa viagem teria sido consideravelmente mais cara ;)

Para andar por Nice, fizémos o passe '7Jours' que nos dava viagens ilimitadas durante 7 dias e custou 15€ por pessoa. Este passe abrange apenas os autocarros regionais de Nice (os que vão para Cannes, Mônaco e afins... são pagos à parte e custam 1,50€ por viagem, super baratos). Andamos muito à pé e também demos uso ao passe e fomos sempre de autocarro entre uma cidade e outra. Para ir de França para Itália, escolhemos ir de comboio por ser mais confortável e rápido. 

 As praias de Nice não têm areia, só pedrinhas (eu adorei, detesto sair suja de areia na praia - mas é bastante desconfortável para caminhar, tínhamos sempre as havaianas calçadas para ir à água, que era bastante morna para Setembro - nem se compara à temperatura da água em Lisboa!

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18 setembro 2015

Report:

Acabadinhos de chegar a Lisboa, depois de um vôo com muita turbulência (que me fez mandar dois gritinhos quando o avião passava pelos 'poços de ar') e de jurar que nunca mais, por mais apelador que seja o preço, meto-me num avião da Easyjet... cá estamos, numa Lisboa ensolarada a curtir o último diazinho de férias de verão (depois só em Novembro, snif snif). 

Foi a nossa estreia na Easyjet e confesso que ia com muito mais medo do que o normal (se é que isso é possível) por tudo o que já ouvi falar dessa companhia (que poupam em manutenções, que andam com o combustível no limite, que isto e aquilo - não sei se será verdade mas foi o suficiente para me pôr toda borradinha). 

Na chegada à Nice, tudo corria bem, vôo tranquilo e eu quase a relaxar... entretanto o piloto avisa que vai começar a aterrar (a minha parte preferida de todo o vôo) e eu começo a sorrir mentalmente e pensar: ufa, correu tudo bem, já estamos em Nice. O avião vai baixando, baixando, já vemos o chão da pista ali mesmo ao lado e quando penso: é agora, vai tocar o chão e já chegámos! - o que é que acontece?

O avião acelera como nunca, um barulho do caraças e... sobe de novo. Ai puta que pariu, ali foi logo um susto daqueles! Silêncio sepulcral em todo o avião, pessoas a entreolharem-se e a mensagem do piloto: "por razões de segurança, não vamos conseguir aterrar neste momento. Assim que possível, vamos dar novas informações" e ai mãe, eu só queria sair daquela geringonça a qualquer custo! 

Pela primeira vez num vôo vi o M. com cara suspeita (mas sempre a dizer: tem calma, amor, isto é um procedimento normal) e eu ali em pânico a ver o avião dar voltas e voltas em cima do mar e a pensar que dali a nada ficaríamos sem combustível e adeus. Entretanto, novo comunicado do piloto a dizer que estava muito tráfego áereo no aeroporto e só conseguiríamos aterrar dali a quinze minutos. Foram os minutos mais longos da minha existência mas finalmente aterrámos. 

Não tenho vida para isto, pessoas. A sério, não dá. Tenho tensão alta, sentia o coração a bater na garganta, as mãos todas transpiradas... qualquer dia ainda tenho uma coisinha má nas alturas. Se eu não gostasse tanto de viajar, já tinha colocado um ponto final nisto. Mas gosto tanto... e não me quero privar desse prazer. O que eu não dava para ser daquelas pessoas que vão a dormir num vôo, felizes da vida!

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09 setembro 2015

Indo eu, indo eu, a caminho da...

Sim, que isto de fazer um ano de casada não é só recordar mas principalmente fazer novas memórias, namorar muito, conhecer sítios românticos e desfrutar em grande da companhia do meu amor. Os planos para os próximos sete dias são despretensiosos: conhecer aquelas cidadezinhas encarpadas nas montanhas, tentar fazer um bocadinho de praia (disseram-me que as praias de Nice, Mônaco e Gênova são verdadeiras sopas de tão quentinhas... e eu não sou menina para dizer não), enfardar croissants franceses como se não houvesse amanhã (sou louca por eles), conhecer a cultura local e claro, comprar muitos sabonetes e ervas de Provence (adoro cheiros, vocês sabem).

Até logo, pessoas! :)

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07 setembro 2015

Let's Celebrate!

Foi há um ano que eu acordei com uma mãozinha enrugada no meu rosto e a voz mais doce do mundo que me dizia: "vamos lá, vamos acordar... daqui a pouco chega todo mundo e você ainda de pijama!" (por "todo mundo" entenda-se: cabeleireira, maquilhadora, fotógrafo, florista, madrinhas...) e eu lembro-me de abrir os olhos e ver o rostinho da minha avó, minha coisa mais boa, e pensar comigo: caramba, é hoje! E não é sonho, a minha avózinha está mesmo aqui do meu lado, passou a noite comigo..." (tínhamos dormido agarradinhas).

Levantei-me, tomei um banho e vesti um roupão (mamãe fez questão de comprar um novo, todo branquinho e felpudo para a ocasião) e desci para a cozinha. Entretanto recebi mensagem do noivo a dizer que não sabia das abotoaduras da camisa (oh céus, isso é tudo o que uma noiva precisa ouvir a poucas horas do casamento), entretanto o meu irmão nunca mais chegava (e o gajo nem banho tinha tomado ainda) e de repente surge-me de mota, capacete na mão, cabelo numa lástima a dizer: "relaxa... tô quase pronto!". A coisa prometia.

Dali uns minutos chegou a maquilhadora (a querida Andreia Faustino - sei que ela lê o blog, uma beijoca grande, Andreia, o teu trabalho é incrível!), a cabeleireira da minha mãe, recebi as flores da florista (as lapelas, o meu ramo, as pétalas, o ramo da dama de honor...), o fotógrafo e o ajudante também já lá estavam e comecei a ser penteada e maquilhada... Lembro-me de me colocarem o véu na cabeça e eu achar que tinha ficado com um mega cabeção, tipo aquela coisa que as sevilhanas usam na cabeça e quis tirar... A minha avó a dizer que ai de mim que tirasse o véu, que ela ficava já ali no sofá e não se levantava mais (sim, somos todos mega exagerados e dramáticos). Lá meti novamente o véu e dei o meu toquezinho para a coisa ficar mesmo como eu queria... As madrinhas chegaram, o carro de aluguer e o motorista também, e começamos a distribuir o mal pelas aldeias (que é como quem diz, começamos a dividir o pessoal pelos carros).

Fui com a Vi e a minha avó no carro antigo (um Citroen arrastadeira preto) e foi mega divertido, os carros todos a passarem por nós na autoestrada, tudo a apitar, a mandar beijinhos, a baterem palmas... foi mágico! O único problema é que o carro não andava acima dos 80km... e nós já íamos mais de uma hora atrasados (coitado do noivo, nem sei como não se foi embora) e apesar de estar escrito no convite que o casamento seria às 14h30, só cheguei à quinta perto das 16h30 (duas horas de atraso, ninguém merece). Tinha o telemóvel a tocar a cada cinco minutos mas às tantas já nem atendia (não podia fazer nada, o carro não dava para mais e eu já estava a ficar enervada).

Chegámos à quinta e tinha o meu pai todo emocionado à minha espera, na porta (até parecia mentira, o meu pai ali, ele que nunca tinha saído do Rio para nada - nem para ir a São Paulo - tinha cruzado o Atlântico para estar comigo naquele dia...), ele pegou na minha mão e ela estava gelada de nervoso. Sentei-me um bocadinho, apanhei ar e fiz sinal para a organizadora da quinta e para os músicos: vai começar!

Quando começou a tocar a versão instrumental de A Thousand Years, senti que me tremiam as pernas, que nervos! Fui caminhando o mais devagar que conseguia, com a Vi à minha frente e o meu pai ao meu lado, foi muito especial. Olhei para o altar e o vi o meu amor ali, lindo como um príncipe, com aqueles olhos azuis que me cativaram desde sempre, todo emocionadinho (ai gente, eu amo homem que chora e se emociona nesses momentos, acho a coisa mais linda do mundo) e quis sair correndo na direção dele (aliás, nota-se perfeitamente no vídeo a parte em que eu acelero o passo ahahaha  a motivação era muita!) e finalmente nos encontramos. Nunca me vou esquecer o olhar que o M. me lançou quando me viu vestida de noiva...

O resto é história, segundo dizem.

Há um ano que demos um dos maiores passos (senão mesmo o maior) da nossa vida: decidir partilhar a nossa essência, a nossa vida, a nossa história um com o outro. Decidir que não seríamos mais duas pessoas mas só uma. Tive medo, confesso que tive. Venho de uma família com dois divórcios, era bastante céptica em relação ao casamento, tinha medo de falhar, tinha tanto medo... Hoje, um ano depois de 'juntarmos os trapinhos' posso dizer que o M. se revelou um marido fantástico: companheiro, apaixonado, fiel, preza imenso a família, não troca nenhum programa (por mais aliciante que seja) pela minha companhia e faz os melhores roteiros de viagens deste mundo (com mapas então, o gajo é um génio). Pode parecer exagero, mas amo-o mais agora do que no dia do nosso casamento. Ele me mostrou que é possível viver um casamento feliz, pleno e realizado. É claro que já tivémos as nossas discussões e briguinhas mas nunca ninguém foi dormir para o sofá, sempre demos um jeito de limarmos as nossas arestas e fazer concessões, aprender que nem sempre a nossa palavra é a final... Esse ano de vida em comum foi incrível. Mal posso esperar pelos que virão!

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03 setembro 2015

Aii o sotaque!

No sábado fui almoçar num sítio novo que abriu perto de casa (uma churrascaria brasileira... oh Deus, lá se foi qualquer tentativa de dieta) e levei comigo duas amigas. O funcionário que nos atendeu era do Rio de Janeiro e já podem imaginar o desfecho, certo? Em cinco minutos de conversa, já eu estava toda carioca de novo ("é meixxxmo?" "poxa, que maneiro...") e as minhas amigas (portuguesas) ficaram de olhos em bico: "quem és tu e o que fizeste à nossa Anne?" já que no dia-a-dia é raro eu utilizar gírias e expressões brasileiras (em casa também nos habituamos a esquecer o 'brasileiro' desde a altura em que a Vi estava em alfabetização e falava muito 'em brasileiro' no colégio, pelo que a educadora dela nos pediu que falássemos o mais 'português' possível). Cinco minutos, foi quanto bastou para a máscara (a minha) cair. Dá-me cinco minutos de conversa com um carioca simpático (todos o são hahaha) e vocês me desconhecem. Me-do!
 
Anne, carioca da gema 
(e lisboeta da clara).

[Não que o meu 'sotaque português' seja perfeito, que não é, mas quem fala comigo pela primeira vez raramente percebe que sou brasileira (só quando calha na rifa alguma palavrinha que eu não consigo mesmo falar à tuga, do género: Priscila (nunca que me habituo a falar 'prixila'), frigorífico (para mim sempre será 'geladeira'), edredão e Amsterdão (falo sempre 'edredon' e 'amsterdam') e outras coisinhas mais... É tão engraçada essa coisa dos sotaques, farto-me sempre de rir quando descubro uma ou outra palavrinha nova. E acreditem que mesmo depois de 10 anos de vida em Portugal, ainda descubro palavras novas de vez em quando... e adoro! A língua portuguesa é mesmo riquíssima.]

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01 setembro 2015

Coisinhas que me fariam feliz neste outono #1

O verão está a dar as últimas mas ainda resisto a arrumar os biquínis e havaianas porque ainda estou esperançosa de curtir uns dias de praia em Nice na próxima semana (a ver vamos) mas quando voltar de viagem a primeira coisa que vou fazer será guardar tudo o que cheirar a verão e começar a organizar a roupinha mais quente (que são as minhas preferidas!).

Adoro o Outono de paixão, é sem dúvida a minha estação do ano, adoro o ventinho fresco, as árvores despidas, o cheirinho a castanha e até os dias mais curtos. Mas o que gosto meeesmo são as roupas de frio, ahhh, uma perdição! Ele são botas, ele são capas, botins, sobretudos, cachecóis, gorros, meiões pelo joelho, ai caraças, gosto mesmo de tudo! Dei uma vista de olhos pelas lojas do costume e apaixonei-me por algumas coisinhas que farão as minhas delícias nestes meses que virão. Folhos, laços, capas, camisolas fluidas e calças justinhas... fazem mesmo o meu estilo.

Hoje partilho com vocês as peças que me ficaram mesmo debaixo do olho e que espero que venham parar ao closet nos próximos tempos:

As peças que vou mesmo ter que buscar: a blusa vermelha com laço, os botins com atacadores e o body preto da H&M. O saco com franjas da Zara também está a piscar-me o olho, aii eu sei lá, quero tudo!

E vocês, já andam de olhos postos nas novas colecções? Eu nunca me desgraço muito em roupa de verão mas quando a roupa é de frio, ui ui, é cá um Deus nos acuda que sei lá! Me-do!

[para quem perguntou pelas montagens que faço no blog, como na imagem deste post, o programa de edição de imagens que utilizo é o Photoscape (gratuito para download) em conjunto com fontes de letras que entretanto vou sacando da internet - prefiro as manuscritas e minimalistas para estas edições. Qualquer dúvida podem perguntar nos comentários e se eu souber, ajudo].


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