30 outubro 2015

Sinal dos tempos:

Sempre que penso em filhos ou quando converso com o M. e discutimos o tipo de educação que queremos dar às crianças, os valores que queremos incutir-lhes desde pequeninos e todas essas coisas que os casais planeiam antes de passar ao próximo passo... penso sempre na infância, no tipo de infância que eu, como mãe, gostaria que eles tivessem.

E sem hesitar, digo: gostaria que os meus filhos tivessem o tipo de infância que eu tive. Livre, feliz, sempre em contacto com a natureza, rodeada de amigos e primos, a brincar com coisas simples, a rir-me como uma perdida, a subir em árvores para comer as frutas tiradas na hora, escalar muros e portões, fazer bolinhos de lama quando chovia, pular à corda, brincar de barbie, improvisar brincadeiras com gravetos ou folhas de árvores... coisas tão banais, tão simples mas que me mantinha ocupada por tardes inteiras!

(e ao ver esse vídeo hoje, confesso: fiquei com lágrimas nos olhos. Que triste ver o retrato dessa geração! Fico doente só em ouvir criancinhas de 7 anos suspirarem:"acho que morreria sem o o meu tablet". Isto é demais, é chocante.)


Lembro-me de chegar à casa morta, joelhos esfolados (ainda hoje tenho joelhos feios, com marquinhas desta época), toda descabelada, mas tão feliz! Tomava banho e adormecia em cinco minutos, de tão cansada que estava. Tinha (e tenho) um respeito enorme pela minha mãe e avó, as pessoas que me criaram. Bastava que elas olhassem para mim mais atravessado e eu já sabia que tinha esticado a corda. Hoje os pais bem podem ficar vesgos a olhar para os filhos que as crianças continuam a fazer das suas, sem ligar a mínima. Quero que os meus filhos sejam criados à moda antiga e não tenho vergonha alguma em dizê-lo. Quero que aprendam a respeitar mãe/pai e avós. Que saibam pedir "a bênção" aos avós e que só saiam dali depois de ouvirem o "Deus te abençoe, meu filho" (ainda hoje, não consigo falar com a minha avó ao telefone sem lhe pedir a bênção - são costumes que adoro).

Não pensem que sou um dinossauro à moda antiga, que não sou. Adoro a modernidade e todas as coisas boas que vieram com ela: sinal wifi, tv à cabo, blogosfera e afins... mas confesso que o excesso de tecnologia tem destruído muita coisa. Os putos hoje só querem saber de iphones, consolas, videogames, jogos de computador, internet e facebook. Não há vida para além disso, é um horror. Assusta-me, de verdade. Não sei se a culpa será dos pais, da sociedade ou mesmo dos tempos que correm. Mas sempre que penso em filhos, penso nisto. Será que vão aproveitar ao máximo a infância da forma que toda criança merece viver essa fase? Ou vão se transformar em monstrinhos da tecnologia? Dá que pensar, pois dá.

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28 outubro 2015

Saldo da desgraça de ontem:

--» 1 par de calças de ganga na H&M (foi amor à primeira vista e vestem tão bem. Quem acompanha o blog há mais tempo sabe da minha via-crucis para encontrar calças de ganga que me fiquem bem por isso... fiquei mesmo contente!)

--» 2 cachecóis na Primark, ambos do género maxi que eu adoro (cachecol para mim tem que ser mega comprido e volumoso). No ano passado comprei este e me apaixonei. Dá para usar como capa, de mil e uma maneiras distintas. Ontem comprei o mesmo modelo, mas da nova coleção, em bege. São reversíveis, quentíssimos e ficam com mega volume como eu gosto. Adoro-os! (custaram uma bagatela, praí 8 ou 9€, não me recordo).

--» Um género de vestido/túnica na Tezenis numa cor absolutamente maravilhosa (um verde seco bem outonal),  que veste lindamente e dá para usar de várias formas: com um dos ombros à mostra, mais curto ou mais comprido (como vestido ou como túnica), enfim... foi mesmo amor e olhem que eu não dava nada por ele no cabide mas a minha amiga fez-me enxergar o potencial da peça :P

--» Finalmente, tomei coragem e comprei um chapéu de inverno. Acho o cúmulo da elegância mas cadê a coragem para o usar? Sinto que tenho 547 pares de olhos em cima de mim quando ouso experimentar um acessório assim mais extravagante (é uma pena, eu sei) daí que só tenha coragem para usar estas coisinhas quando vou para fora do país (ali ninguém me conhece mesmo então... posso passar por maluquinha que não ligo). E como faltam nada mais nada menos que 2 semanas para as nossas mini-férias em Amsterdão, achei que era altura de um chapéu de inverno. Como não sei se vou gostar do novo acessório, optei por comprá-lo na Primark  mas escolhi o que era 100% em lã para ter o mínimo de qualidade possível.

--» Entretanto ontem ao fim da tarde recebi uma encomenda da Asos da qual já nem me lembrava (chegou com um super atraso - pela primeira vez) e vou ter que devolver duas coisas porque não me serviram. Detesto quando isso acontece, fico fula da vida, principalmente quando são lojas estrangeiras porque depois demora uma vida a fazerem a troca e eu fico assim, a modos que ansiosa.


Cheguei em casa cheia de sacos e o marido perguntou: "trouxeste alguma coisa pra mim?" pois sim, claro que trouxe. Um pack de 5 pares de meias da Primark, que ele bem precisava. Fez cá umas trombas... Gajos! Uma hora reclamam que gastamos de mais, noutra hora já pedem prendas... está bonito, está!

[já agora, precisava aqui de uma ajuda: há por aí alguém que já tenha passado uma noite numa das famosas casas-barco em Amsterdão? É que andamos indecisos entre passar todas as noites num hotel ou dividir metade das noites numa casa-barco e restantes noites num hotel. O homem diz que deve estar um frio de morte por lá em Novembro e as casas-barco devem ser geladinhas por estarem sempre em contacto com a água dos canais... o que vocês acham? Dicas? Aceitamos todas!]

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27 outubro 2015

Status:

Deixei mamãe em casa (está proibida de conduzir nas próximas 2 semanas) mais cedo, ajudei-a tomar um banho, entretanto chegou a massagista para fazer a drenagem linfática manual e dei-lhe indicações para, se a minha mãe adormecer durante o procedimento (adormece sempre) deixá-la dormir e sair de fininho. A Vi ficou na sala a terminar os trabalhos de casa, o Pê vai lá jantar com elas e chefiar as operações até que eu regresse.

E eu? Eu pirei-me um bocadinho, vim à casa tomar uma banho e estou já a sair rumo ao Colombo para jantar com duas amigas e mergulharmos nas lojas - o típico programa de gaja, eu sei - mas eu preciso taaaanto de um pouco de futilidade nesse momento! Acho que estou a ressacar, mais de um mês sem pisar num shopping para comprar uma agulha que fosse, sem cabeça para pensar nessas coisas. Hoje tudo o que eu quero é bater pernas nas minhas lojas favoritas, espreitar novidades, comprar montes de coisas e enfardar um super-sundae de chocolate. Para já, é só isso. Aliviar tensões e stress acumulado nessas últimas semanas (há quem alivie de outras formas - mas continuo a achar que fazer compras é a melhor terapia que existe nesse mundo!)

(não me recriminem, vale lembrar que eu estou na tpm por isso... eu mereço, tá? depois partilho as novas aquisições com vocês)

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09 outubro 2015

Eu pensava que com os anos a coisa seria melhor...

... mas não, cada vez é mais difícil estar longe, cada vez é mais difícil encontrar meios para driblar a saudade, desdobro-me em mil maneiras de me fazer presente para os meus, os que lá estão. Ando sempre a contar fuso horários (será que estão acordados? será que já se deitaram?), a caçar bilhetes aéreos com descontos que me permitam correr para os braços dos que amo, a instalar novos aplicativos que nos simplifique as conversas... há dias melhores que outros, é verdade. Mas também há dias em que tenho tantas saudades (principalmente da minha avó), que penso que deveríamos estar juntas e aproveitar todo o tempo que pudermos, que fico angustiada ao pensar que ela já não vai para nova e que se calhar, um dia chego tarde demais. Ao mesmo tempo em que me sinto verdadeiramente abençoada por ter a minha família cá comigo (mãe e irmãos) - não conseguiria mesmo estar cá sem eles - sinto que deixo sempre uma parte de mim lá, no Rio...

(e depois uma pessoa lê textos desses e fica de lágrimas nos olhos. Raios partam as saudades. E as distâncias.)

[... Então você olha para sua vida, e para os dois países que a seguram, e percebe que agora você tornou-se duas pessoas distintas. Por mais que os teus países representem e preencham diferentes partes de ti e o que você gosta na vida, por mais que você tenha formado laços inquebráveis com pessoas que você ama em ambos os lugares, por mais que você se sinta verdadeiramente em casa em qualquer um, você está dividido em dois. Para o resto de sua vida, ou pelo menos você se sente assim, você vai passar seu tempo em um incômodo anseio pelo outro, e esperar até que você possa voltar por pelo menos algumas semanas e mergulhar de volta à pessoa que você era lá. Leva-se muito tempo para conquistar uma nova vida para si mesmo em algum lugar novo, e isso não pode morrer, simplesmente porque você se moveu ao longo de alguns fusos horários. As pessoas que lhe acolheram no país delas e tornaram-se sua nova família, eles não vão significar menos para você quando você está longe.

Quando você vive no exterior, você percebe que, não importa onde você esteja, você sempre será um expatriado. Sempre haverá uma parte de você que está longe de sua casa e jaz adormecida até que possa respirar e viver com todas as cores de volta ao país onde ela pertence. Viver em um lugar novo é algo belo e emocionante, e pode lhe mostrar que você pode ser quem você quiser – em seus próprios termos. Pode dar-lhe o dom da liberdade, de novos começos, de curiosidade e empolgação. Mas começar de novo, entrar naquele avião, não vem sem um preço. Você não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo e, a partir de agora, você sempre ficará acordado em certas noites e pensará em todas as coisas que você está perdendo em casa...]

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08 outubro 2015

My guilty pleasure :)


É sabido que sou viciada na série 90 days to wed do canal TLC e por isso, até dei saltinhos ao saber que a nova temporada vai estrear este domingo, dia 10 de Outubro. Yeeeey! Romântica que sou, acho uma delícia acompanhar histórias de amores intercontinentais (ou não fosse a minha história também assim), adoro ver a reacção das pessoas ao chegarem a um país novo, a adaptação, o choque cultural e as diferenças que marcam os primeiros encontros... Volto 10 anos (tudo isso?!) no tempo e relembro do nosso inicio, marcado por episódios engraçados frutos dessa miscelânea de países. Adoro!

Quem mais também é fã da série? (já vos falei dela também aqui).

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03 outubro 2015

Um dia pelo Principado do Mónaco

Ahh, o Mónaco! O micro-país de 2km² quadrados de área soube ganhar o meu coração! Saímos do porto de Nice bem cedinho e apanhamos o autocarro que em cerca de 1h nos deixou à porta do Casino de Monte-Carlo, no coração do Mónaco. A primeira vista que tivemos foi a praça imponente com o Casino ao fundo e juro, parecia cena de filme e lembrei-me automaticamente do 007 Casino Royale. A atmosfera é outra, as pessoas têm aquela aura de glamour inegável, há estátuas em honra da princesa Grace Kelly por todos os cantos e foi a presença mais forte que sentimos no Mónaco, parecia que estávamos dentro de um filme de Hollywod e a qualquer momento a Grace Kelly surgiria por ali, num vestido esvoaçante desfilando todo o seu charme!


Os preços, beeem, tudo é caro, caro, caro. Uma garrafa de água pequena custava 4,50€, uma coca-cola 6€ e por aí vamos... a nossa sorte foi ter encontrado um dos vários supermercados Casino (estão espalhados um pouco por todo o sul da França) que vendiam saladinhas de massa com frango, já prontas, além de baguetes deliciosas por um preço justo (cerca de 5/6€ por refeição) e também compramos uma baguette de queijo para comer durante a tarde. O nosso único pecado foi um doce típico do Mónaco, um género de tarte com amêndoas e chocolate que minha-nossa-senhora era de chorar por mais! Não comprei absolutamente nada, apenas um ímã de frigorífico para a colecção e mesmo assim, deve ter sido o íman mais caro que já comprei (6€ por uma coisinha minúscula?). De resto, passamos um dia absolutamente divinal, caminhamos imenso (mesmo!), o Mónaco é cheio de subidas e muuuitas escadas (estão a construir escadas rolantes em várias partes da cidade para o pessoal com locomoção reduzida - eu, eu!) e é uma experiência bem diferente de tudo o que já vivenciamos, é a típica cidadezinha perfeita: tudo funciona direitinho, os autocarros são mega pontuais, a cidade é limpíssimas, não vemos ninguém a atirar lixo na rua e reparei que poucas pessoas fumavam (a minha ideia de cidade perfeita - sem baforadas fedidas na minha cara!). Amei o Mónaco, quero me mudar para lá amanhã! :)

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01 outubro 2015

Cada vez mais rendida às compras virtuais.

Acho que é consensual: há cada vez mais promoções de artigos em lojas online e uma pessoa nem sabe muito bem para onde se virar. Eu bem tento comprar o que é nosso, artigos feitos cá e de óbvia qualidade mas confesso que ultimamente tenho sido uma péssima cidadã: compro aquilo que faz bem ao meu bolso e não quero saber se é fabricado em Lisboa ou em Pequim. No que toca a sapatos então, não consigo perceber: Portugal e Espanha são países líderes no que toca a fabrico de bons sapatos mas depois o preço é um absurdo! Pedem quase 200€ por umas botas de cano alto (ainda na semana passada mandei vir de Inglaterra umas botas parecidíssimas, todas em pele - lindas, lindas, por 80€). Uma pessoa dá uma voltinha às lojas online em Inglaterra ou França e tumbas... sapatos em pele pela metade do preço praticado cá. Juro que não percebo se é ganância, se são os custos de fabrico, se são os impostos... mas a verdade é que cada vez compro menos coisas nacionais, é uma pena. 

Há dias estava no site da La Redoute e vi uns botins em pele croute de cor toupeira com 70% de desconto, num modelo clássico e que não sai de moda. Isto de ter um pé grande (calço o 40/41) também tem as suas vantagens. Havia o meu número, eis que encomendei e chegou hoje. Calça maravilhosamente bem, super confortável, salto que nos dá estabilidade e são muito mais giras que nas fotos do site (estou a preparar um post com as compras que tenho feito para o Outono e poderão comprovar o que falo sobre estes botins).

Preço inicial: 89,99€ - em saldos: 27,49€ (daqui)

Com o meu drama dos 'pés grandes' já corri tudo o que foi sapataria em buscas de botas, por isso posso afirmar: não vão encontrar nada com esta qualidade e este preço nas lojas físicas (se encontrarem, partilhem comigo!). Estou farta de comprar botas na Zara e afins, pagar 50€ ou 60€ por um par 100% poliuretano que no final da estação está todo descolado, salto desfeito e boca de jacaré. Posto isso, este ano quero apostar forte e feio nos calçados em pele e bons. Daqueles que vão durar, pelo menos, mais do que uma estação. E vocês?

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