25 novembro 2015

roteiro Amsterdão: informações úteis

Conhecer Amsterdão não fazia parte dos meus planos imediatos. Quer dizer, é claro que queria conhecer a Holanda, mas tinha planos de conhecer outros países primeiro (na lista imediata estavam: Escócia, Suíça e Cabo Verde). Mas quis o destino que a companhia holandesa KLM fizesse uma promoção assim pra lá de boa e é claro que não pudemos recusar. Compramos os bilhetes pelo site da KLM e saiu-nos a 70€ ida e volta, o que achei baratíssimo para uma companhia 'não low-cost'. Como já é nosso costume em capitais européias, alugamos um apartamento pelo AirBnB que ficava nos arredores de Amsterdão (o bairro chama-se Diemen) e contava com uma estação de metro (e comboio) a cinco minutos de caminhada (estação Diemen Zuid). Apanhamos o metro todos os dias em direcção à Centraal Station (12 minutos de metro até lá chegar) e gostei imenso da localização do apartamento, era central na medida em que nos metíamos no centro em menos de nada mas afastado o suficiente para ser um bairro super tranquilo e com um excelente supermercado local onde fazíamos as compras.

(a rua do nosso apartamento em Diemen)

O nosso vôo Lisboa-Amsterdão durou cerca de 3h20 min e quando aterrámos no aeroporto de Schipol só me apetecia gritar quando vi aquele free shop incrível, cheio de descontos bons! Acho que nunca tinha visto um aeroporto tãão bom em termos de preços e variedades. Infelizmente não pude explorar com calma por que optámos por comprar ainda no aeroporto o passe diário "Amsterdam & Region" que custou 13,50€ por pessoa e permitia-nos durante 24h explorar as cidadezinhas ao redor do centro, por exemplo: Zaanse Schans (moinhos), Edam e Gouda (queijos), Volendam (tamancos) e Zandvoort (praias). Por isso não podíamos perder tempo! Obviamente em um dia seria impossível visitar todas essas cidades mas queríamos explorar pelo menos Edam e Zaanse Schans, pelo que fomos a correr para o nosso apartamento depositar as malas e fazer o check-in para depois partir à descoberta!

Infelizmente aqui a pessoa esperta na primeira vez em que mete os pés no centro da cidade, deslumbra-se com tudo e ahhh que giro estes canais, ahhh que giro as bicicle... TUMBAS! Fui acertada por uma bicicleta, caí e dei uma entorse no tornozelo. Como passei a andar devagar por ter dores nos pés, só nos deu para ver uma das cidades (snif snif) que o nosso passe incluía...

A única cidade que conseguimos visitar nos arredores de Amsterdão foi a cidade dos moinhos, Zaanse Schans, que fica a cerca de 45 min de autocarro desde o centro da cidade. Achei a cidade turística demais, muitas coisas fabricadas e típicas que já não são tão verdadeiras, achei tudo muito fabricado mas não deixou de ter a sua piada, apesar de sentir-se que não é uma cidade tão autêntica. Para quem, como nós, queria muito ver os moinhos gigantescos de perto, acho que vale a visita!

Com o pé sob vigilância e super inchado, sabíamos que o melhor a fazer era ir à uma farmácia para comprar ligaduras, spray e comprimidos para a dor. A farmacêutica assustou-se (e assustou-nos) quando viu o meu tornozelo, disse-nos que eu deveria fazer repouso imediato nos próximos cinco dias (ahahaha exatamente o tempo da viagem) e que corria risco de ter rompido um ligamento, dado o tamanho do tornozelo e a vermelhidão. Beeem, apanhei logo um cagaço e reduzi drasticamente o nosso roteiro, cortando algumas atracções em que teria que andar ou estar muito tempo de pé. Confesso que foi um bocadinho frustrante estar ali, no meio de tudo e não poder desfrutar de tudo como a cidade merece mas enfim, são coisas que acontecem e para a próxima terei mais cuidado e vou ser menos despistada. 

Amsterdão é uma cidade cara para tudo: os museus são caros, os supermercados são caros, os restaurantes são caros, a água é cara (paguei 3€ por uma garrafa de 1,5l de água... dentro de um Albert Heijn, o supermercado da cidade). Uma das coisas que mais me lixou foi perceber que o tal Albert Heijn (seria o equivalente ao nosso Pingo Doce, está espalhado em cada esquina da cidade) mudava o preço consoante a zona/bairro da cidade. Aqueles que estavam na zona central, mais turísticos... eram para esquecer, superfaturavam os preços em até 300% do preço original, um abuso total. No bairro do nosso apartamento, por ser mais na periferia, os mesmos produtos no mesmo supermercado custavam 1/3 do preço. Achei de um oportunismo atroz mas enfim... supostamente os turistas têm dinheiro para isso, então, vamos lá explorá-los ao máximo!

Em relação aos museus, optamos por não comprar o passe que dava direito a entrar nos vários por que os dois museus que mais queríamos ir (Rijks e Anne Frank) não estavam incluídos no passe, daí que tenhamos escolhido pagar à parte os museus da nossa preferência. Aconselho-vos a comprarem também o bilhete para o passeio de barco nos canais, é uma experiência imperdível e dá-nos uma visão totalmente diferente da cidade. Compramos na hora, junto do balcão da Rederij Plas (custou 10€ por pessoa e o passeio dura 1h15min). Sempre que compramos esses tours de barco, optámos por fazer o passeio na hora do pôr-do-sol para fazer a metade do caminho de dia, com luz e a outra metade do regresso já de noite, com as luzes da cidade acesa - tirámos sempre fotos lindas nesses passeios!

Já no que toca à comidas típicas, nós comemos de tudo: desde restaurantes locais, McDonalds, restaurante italiano e claro, as gordices holandesas... teve de tudo! Não deixem de provar as especialidades da Holanda: o Stroopwafel (género de bolacha recheada com caramelo), as batatinhas fritas com um molho delicioso (que vim a saber ser maionese - mas parece tão diferente da maionese de cá!) e claro, o fast food Febo, que é uma coisa super engraçada: são vitrinas com vários snacks (hambúrguer, cachorro-quente, croquetes, etc) quentinhos e feitos na hora - os funcionários trabalham atrás da vitrina e vão constantemente abastecendo a montra, tu colocas a moeda no valor do snack, abres a portinha e tiras a comida. (diz que o criador da marca inspirou-se nas meninas do Red Light District para pôr a mesma ideia nas sandes: vês pelo vidro, desejas, pagas e comes (literalmente ahahah). O hambúrguer é super gostoso, vem quentinho e foi muito barato. Vale a pena pela experiência.

O M. escolhendo qual delicinha vai atacar! :O

Para nos locomovermos pela cidade, escolhemos o passe para 5 dias (que dá direito a autocarro, metro, comboio e tram - uma espécie de elétrico) e custou-nos 21€ por pessoa, o que achei barato considerando-se que as viagens são ilimitadas durante estes cinco dias.

Amsterdão é uma cidade gostosa de se visitar, rapidamente cobrimos toda a cidade e vemos os pontos de principal interesse, acredito que em três dias chegam para conhecer os principais sítios, incluindo os museus. Nós tínhamos ideia de visitar outras cidades como Roterdão e Haia mas pronto, com um pé coxo também não dava para ser, vai ter que ficar para a próxima. Sempre temos mais um motivo para regressar :)

(os restantes posts sobre Amsterdão serão publicados em breve)

SHARE:

7 comentários

  1. Eu avisei que Zaanse Schans era demasiado turístico! Afinal os meus comentários não são assim tão despropositados...

    Quanto às bicicletas, acho muito mais fácil (para um português, que não está habituado a andar na rua com muitas bicicletas), experimentar andar em cidades como Paris ou Berlim, em que não há tanta confusão, há avenidas largas e ciclovias, que em Amesterdão. Aí nunca pensei sequer em alugar uma bicicleta, vi logo que podia correr mal. Mas pelo que percebi a Anne nem estava a andar de bicicleta, foi só ao andar na rua?

    Recomendo uma ida a Amesterdão no Dia da Rainha (agora Dia do Rei). A cidade pára para essa festa, os canais estão cheios de barcos, tudo se veste de cor de laranja, é muito giro.

    ResponderEliminar
  2. Que pena que te tenhas magoado :( mas ainda bem que ainda assim conseguiram aproveitar e desfrutar da viagem! Fiquei com curiosidade de conhecer Amesterdão :)

    ResponderEliminar
  3. Só pelas gordices, vale a pena ir :-)
    Agora a sério, eu adoro cidades europeias. E essa está nos meus planos.
    Ainda ando a explorar as cidades suiças (a minha paixão) e a seguir quero ir a Viena e Praga (o impérios austro-húngaro é assim para mim um je se sais quai)... mas Holanda? Sim, sim, simmmmmmmmm

    ResponderEliminar
  4. Espero que tenhas provado a melhor tarde de maçã de todos os tempos na Winkel 43, só de me lembrar fico com vontade de me meter um avião. (Um aparte que imagino que seja apenas um descuido, a Escócia não é um país).

    ResponderEliminar
  5. Anne se achaste Amesterdão uma cidade cara, prepara-te para quando fores à Suíça. Uma simples viagem de comboio entre cidades, pode custar qualquer coisa entre 20€ a 60€ por trajecto (ou mais) consoante as distâncias. Agora imagina a alimentação e tudo o resto (inclusive as idas ao wc, as mais caras de sempre). O que vale é que a Suíça é tão bonita, que quase (quaseee) nos esquecemos do arrombo na carteira!

    ResponderEliminar
  6. Fez esta semana um ano que fui para Amsterdam 4 dias.Acho que fiz km a pé a percorrer a cidade toda.. Só nos lembramos de alugar bicicleta no último dia, e partimos da Centraal Station e percorremos o bairro de Jordan, o Vondelpark todinho e acabamos no Museumplein.. Adorei andar de bicicleta, mas não me livrei também de ter um pequenino acidente contra outra condutora.. Felizmente nada de grave :)
    Apesar do frio que passei, adorei a cidade! Ainda hoje tenho saudades de comer aquelas batatas fritas deliciosas (visto que a minha introdução à comida holandesa não foi a melhor)! :)

    ResponderEliminar
  7. Aos meses que aqui não vinha mas é sempre bom voltar. Gosto muito do teu espaço ♡

    ResponderEliminar

© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig