31 dezembro 2016

Tudo junto e misturado:

Pensei que estes últimos dias do ano seriam tranquilos mas... que engano! Na última semana aconteceu de tudo um pouco: uma funcionária de baixa, montes de entrevistas que não deram em nada (não é fácil arranjar quem a substitua), trabalho acumulado pelo resto da equipa, horas e horas a mais de trabalho (e a menos de sono), uma gastroenterite pelo caminho que me deixou um dia inteiro a vomitar tudo o que metia na boca (logo eu, que tenho verdadeiro pavor a tudo o que meta vômitos), a cadelinha que passou mal e teve que ficar uma tarde no veterinário de molho (o diagnóstico? uma tal de estenose traqueal - ninguém merece), enfim, foi mesmo uma semana de merda, para terminar um ano que foi, sem sombra de dúvidas, o pior ano da minha vida. Desanda, 2016, que tu foste o pesadelo em forma de ano. Xô, desaparece!

Foi o ano em que morreu a minha avó e só isso já foi o bastante para arrasar com o meu ano. O pior momento da minha vida, o mais difícil, o mais sofrido... passei-o em 2016. Os meses mais intensos e tristes da minha vida (Maio e Junho), passei-o em 2016. A perda da mulher que amo (sim, no presente) mais que tudo, foi em 2016. Não consigo encontrar nada de relevante neste ano, todos os momentos bons acabaram suplantados pela tristeza maior que esse ano me trouxe.

Ainda assim, em jeito de retrospectiva (e porquê gosto de relembrar tudo o que 2016 me deu também), ficam os momentos mais memoráveis:

1) Finalmente conheci o Gerês e suas paisagens deslumbrantes. Mergulhei na Cascata do Tahiti, nadei em rios límpidos, comi a boa comida do norte (nunca decepciona) e passei dias incríveis por lá.

2) Conheci o Marrocos e fui pela primeira vez ao continente Africano. Andei sem destino pelos souks de Marrakech, visitei a medina de Fès, caminhei pela cidade-azul de Chefchaouen, nadei numa piscina incrível no meio do Deserto e realizei um dos meus sonhos: passar uma noite sob as estrelas do Deserto do Saara num acampamento bérbere. Ah, e andei de camelo pelo deserto.

3) Fiz várias mudanças que me permitiram colocar mais dinheiro de parte (estamos a economizar para realizar um grande sonho - acredito que se concretizará em 2017): Troquei de carro e agora tenho uma carrinha à gasóleo super económica que me leva por aí sem destino. Suspendi a empregada e agora ela só vem 1 dia por semana para fazer a limpeza pesada (lavar janelas, limpar portas e rodapés, etc), parecendo que não foram algumas centenas de euros que meti na conta-poupança. Terminou a minha fidelização com a NOS e consegui que me fizessem um pacote que ficou-me 23€ mais barato por mês em relação ao pacote anterior. Mudei o tarifário da electricidade para a tarifa bi-horária e também poupei mais uns euros por mês. Valeu bem a pena :)

4) Resolvi duas situações em tribunal (e ganhei ambas: uma contra um banco, outra contra uma seguradora), foi dos momentos que mais gozo me deu: saber que venci uma batalha que muitos julgavam perdida, afinal, eu era uma formiga contra um gigante.

5) Voltei a frequentar uma igreja (nunca perdi a fé mas há meses não pisava numa igreja). Renovei as minhas forças, encontrei pessoas maravilhosas que são exemplo para mim em muitas áreas, descobri como o Voluntariado pode nos tornar pessoas melhores (o bem que fazemos é mais para nós do que para quem recebe) e ajudei uma rapariga grávida sem qualquer condição a ter os seus filhos com dignidade. Isso me fez muito feliz em 2016.

6) Comprei muito menos em comparação aos anos anteriores e mantive-me fiel à uma das resoluções de 2016: não comprar porcaria/artigos sem qualidade. Investi em peças mais caras mas com óbvio bom corte, caimento e materiais nobres. Doei imensa roupa e acessórios que já não usava e destralhei o closet!

7) De Janeiro a Dezembro perdi 22kg e sinto-me uma nova pessoa. As roupas deixaram de servir, os anéis caem-me pelos dedos e até as botas de inverno parecem que estão um tamanho acima. Adoro! Andei um bocadinho relaxada nesses dois últimos meses (e ganhei 2kg) mas já encontrei a motivação que andava perdida e em 2017 é que vai ser meeesmo!

8) Voltei à Roma e continuo a afirmar que noutra vida fui italiana. Só pode! Adoro a atmosfera da cidade, adoro os italianos, adoro a comida, o sotaque... mamma mia! Adoro tudo! Pela primeira vez visitei tooodo o Vaticano (museus incluídos) e saí de lá sem perdas mas muito feliz com tudo o que estes olhinhos viram. Que lugar!

9) Estive duas semanas nas Ilhas Gregas e realizei outro sonho: conhecer Oía, na ilha de Santorini. Sem dúvida, um dos lugares (se não 'o' lugar) mas lindo e incrível onde já estive. Conheci também a ilha de Mykonos e suas praias absolutamente paradisíacas, visitei Atenas e as centenas de estátuas que compõem a cidade, andei de moto4, mergulhei nas águas vulcânicas quentinhas, fui parar à uma esquadra de polícia grega... essa viagem teve de tudo um pouco (e ficou para a história!)

10) Descobri que tenho a família mais incrível do mundo e foi mesmo no pior momento de sempre que descobri quem é que está comigo de verdade. Descobri que tenho um irmão maravilhoso com quem posso sempre contar (e que me faz rir das merdas mais parvas de sempre), descobri que tenho uma irmã que pode ser pequena em tamanho (e é) mas é gigante em compreensão e em amor. Descobri que não há ninguém nesse mundo (desculpa, marido!) que me ame ou me entenda melhor do que a minha mãe, por ela escalo qualquer montanha e compro qualquer briga! E por fim, aprendi que todos os dias consigo amar um bocadinho mais o meu marido: são as atitudes dele, são as coisas que faz por mim (tem coisas que nem eu acredito), é a dedicação que tem por nós... ele me ensina que vale a pena acreditar em príncipes de verdade!

É, até que para quem disse tão mal de 2016, também sou forçada a dizer que nem tudo foi mal, apesar de tudo. Estou desejosa que este ano termine e que mais um ciclo se feche. Quero novos dias, novos meses, novos ares... Sinto aquela necessidade de mudança que todo fim de ano traz, sabem?

Para 2017 não quero pedir nada de especial. Só quero continuar com tudo aquilo que tenho hoje: saúde, família unida, amor, paz. Só isso já é mais que o suficiente.

[Desejo um ano novo incrível para todos, com muitas realizações, sucesso, amor e saúde para lutarem pelos vossos sonhos! Vai ser um ano fantástico - ou melhor, vamos fazer de tudo para que assim seja!]

SHARE:

27 dezembro 2016

Os saldos da IKEA:

Sim, estou absolutamente doméstica. Sim, vibrei de paixão por receber um ferro de caldeira como prenda de natal. Sim, sou viciada em lojas de decoração e mobiliário. E nisto, meus amigos, ninguém bate à IKEA. Sou fã! Ainda me lembro o deslumbre que foi entrar pela primeira vez numa loja IKEA (Alfragide, of course) e ficar maravilhada com o preço dos móveis (tinha acabado de chegar do Brasil, onde as pessoas parcelam um roupeiro em 12 meses no crédito) e de repente havia uma loja que vendia roupeiros ridiculamente baratos que podíamos comprar assim, a pronto pagamento. E não tínhamos que esperar pela entrega e montagem do mesmo, nós é que alombávamos com as caixas e montávamos tudo em casa, na hora. Fiquei maravilhada! É claro que desde então a IKEA figura como uma das minhas lojas de eleição para utilidades domésticas. Para móveis já não gosto tanto (porque alguns são claramente 'fracos', com materiais em contraplacado).

Por isso, espero ansiosamente pelo início dos saldos da IKEA (saldos da Zara? Isso é para meninos!) porque sei que sempre, seeempre, vou querer/precisar/desejar um artigo qualquer, nem que seja uma vela com aroma. Os descontos são apetecíveis e demasiado tentadores para uma pessoa resistir. Eis que ontem fui tomar o pequeno-almoço à IKEA (outra coisa maravilhosa - adoro os muffins!) e iniciei uma pequena incursão pelos saldos da loja. Comprei pouca coisa mas tudo coisinhas com descontos de 60%, bom demais!

A bem da verdade, não havia realmente nada que me fizesse falta, por isso aproveitei os preços para comprar artigos que preciso sempre e que por norma custam muito mais caro:

Os tupperwares da linha 365+ são um clássico cá em casa. Adoro-os e estou a substituir alguns que entretanto estão sem tampa por estes novos. Custaram 0,89€ cada. Trouxe também uma mantinha para deixar no sofá, daquelas básicas para deixar ao pé da lareira. Escolhi esta porque adorei a cor e como é um artigo que troco todos os anos (porque o tecido polar é algo que não me agrada e facilmente fica com mau aspecto), opto sempre por mantas mais em conta, esta ficou-me por 3,60€.

A melhor parte das compras para mim são sempre os têxteis. Mudo imenso de roupa de cama (de três em três dias - adoro a sensação de deitar na cama feita de lavado) por isso preciso ter sempre um stock de capas de edredão e de almofada. Quando casei trouxe alguns conjuntos que tinha (já dormia em cama de casal e aproveitei a maioria das capas de edredão) mas estava mortinha por substituir alguns por serem demasiado infantis (com bonecada, muito cor de rosa, etc...).

Na IKEA opto por capas de edredão em 100% algodão, normalmente procuro comprar a linha mais premium (especialmente em saldos) porque são óptimos e duram imenso. Trouxe os PLISTER que custavam 79€ e vieram por 18€ (siiim, leram bem), trouxe o STRANDGYLLEN que custava 60€ e comprei por 18€ também. E por fim comprei o GULLKORNELL na versão solteiro para o quarto da Vi (que agora quer mudar a decoração do quarto para tudo branquinho - está uma minimalista). Este custava inicialmente 35€ e comprei-o por 8,90€.

A IKEA quando decide fazer saldos... sabe fazê-los como ninguém! Ainda devo lá voltar na sexta-feira porque a minha mãe quer aproveitar para comprar dois móveis que estão ridiculamente baratos (estamos a organizar a arrecadação dela - aquilo tem tudo o que se possa imaginar) e precisamos de um móvel com prateleiras para organizar as coisas.

Por isso, meus amigos, se precisam de algum móvel ou se querem renovar os têxteis, aconselho vivamente uma visitinha ao IKEA. Até o final do ano estão com 10% extra de desconto sobre o preço de saldos (é a loucura!) por isso, é mesmo de aproveitar. Quem já lá foi? :)
SHARE:

26 dezembro 2016

Então e o Natal?

Muita comidinha boa? Encontros familiares? Prendas daquelas meeeesmo giras por baixo da árvore? Siiim? Por cá tivemos direito a tuuudo isso! Estava à espera de pior, confesso. Foi o primeiro natal sem a minha avó e apesar de termos andado a chorar pela manhã (especialmente na altura de fazer as rabanadas - era a tradição da minha velhinha), fizemos de tudo para estarmos felizes e gratos durante a consoada. Natal é tempo de festa, de celebrar, de agradecer pelo nascimento de Jesus e por tantas outras coisas...

Durante a troca de prendas, fiz questão de trocar todos os embrulhos e enfiá-los em sacos com marcas que nada tinham a ver com a prenda... O meu irmão abriu um mega saco dourado da Michael Kors (precisavam de ver a cara do gajo, pânico total!), a Vi abriu uma caixa da Nespresso (e a coitadinha nem café bebe), o meu marido recebeu a prenda num saco da Pinkie (hahahaha) e a minha mãe num saco da Primark (nada contra mas não ofereço nada a ninguém que seja da Primark, é demasiado mau. Então à minha mãe, que por norma - em conjunto com o meu marido - recebe sempre as prendas mais especiais).
SHARE:

24 dezembro 2016

Para o natal é mesmo só isso:

E saúde. E amor. A minha família sempre unida. Risadas sem fim. Segredos sussurrados ao pé da lareira. Mesa cheinha de comida boa. E dos nossos doces de sempre. O cheirinho da carne no forno. E dos bolos. Os embrulhos coloridos empilhados ao pé da árvore. Pantufas e meias que aquecem os pés [e a alma]. Chamadas em video-conferência com quem está longe. E a oração cheia de saudade para quem se foi [e levou uma parte de nós]. As lágrimas, inevitáveis nesta altura. O coração cheio de saudade [e de amor, tanto amor]. As mãos dadas e os dedos entrelaçados de quem sempre esteve ali para nós. O amor que transborda. A gratidão a Deus por termos mais [muito mais] do que aquilo que desejamos [ou merecemos]. O amor, sempre o amor.

Feliz Natal, minha gente! Que tenham uma noite absolutamente incrível, rodeados de quem mais amam!
SHARE:

23 dezembro 2016

Momento vergonha-alheia:

Vi uma ideia no Pinterest e cismei que tinha de reproduzir cá em casa. Isso implicava arrastar móveis, mudar outros de lugar e pintar uma parede (sim, leram bem). Materiais comprados, toca de executar a tarefa. Marido chega de mansinho (estava a ouvir música no ipad e nem ouvi o homem a entrar em casa) e me apanha no seguinte monólogo (sim, eu falo sozinha):

- Pois, estás a ver? Era o teu dia de folga mas tu lá tiveste que inventar. Depois reclamas que estás sempre cansada, que não dormiste, que precisas de férias... Mas quando estás de férias, o que é que tu fazes? Inventas mais coisas e metes-te em trabalhos destes. Por que não podes ser uma pessoa conformada e satisfeita com as coisas? Porque tens que inventar, pá? Não sabes estar quieta, essa é que é... Agora olho para esta porcaria de parede e vejo que ainda não está perfeitinha como eu queria e que o mais certo é ter que lhe dar mais uma demão. Puta que pariu. Porque não posso fingir que não vejo as manchinhas na parede? Porque tenho que ser tão perfeccionista, caraças? Aiii que há dias em que gostava de ser uma pessoa mais fácil...

- CONCORDO! - exclama ele em alto e bom som.
- Aiii que susto! Nem sabia que estavas em casa.
- E eu não sabia que que tinhas conversas destas tão animadas... e sozinha, ainda por cima! Esta casa na minha ausência deve ser uma diversão!
- Nunca vais saber! (vergonhaaaaa - fui apanhada!)
SHARE:

22 dezembro 2016

Quem tem uma mãe tem tudo #2

O meu irmão não teve tempo de preparar 'o lanche' para o trabalho e a minha mãe disse para ele não se preocupar que ela deixaria o 'lanchinho' pronto. Só para que conste, o lanche continha: 1 banana, 1 croissant com fiambre e queijo, 1 sumo da Compal, 1 iogurte de garrafinha, 1 donut recheado e 1 um mini pão de leite c/ queijinho da vaca que ri. Só isso.

(ele a dizer: opá, o meu lanche é básico, às vezes não tenho tempo e enfio uma merenda mista no bucho com um sumo e está a andar... não faço nada destas coisas elaboradas, é só para comer qualquer coisa na minha pausa da tarde... - pois mas e explicar isso à mamãe? Quem tem uma mãe tem mesmo tudo, essa é que é!)
SHARE:

20 dezembro 2016

Dúvidas, tantas dúvidas...

Lembram-se de eu ter falado no outro post que ainda não havia prendas para o marido? Que acabei por deixar para a última da hora e agora estava aflita? Pois acho que acabei de encontrar a prenda ideal para o meu mais-que-tudo. Aqui:

Acho que ele vai A-M-A-R! Aliás, até já o imagino a entrar pelo escritório adentro, calças de ganga e tshirt ao peito, todo orgulhoso da sua prenda, sob o olhar perplexo (e divertido) dos colegas de trabalho. Tão bom! Só pela gargalhada que dei a pensar nessa cena... já valeu a pena ter encomendado a tshirt.

(mentira, ainda não encomendei... estou em dúvida entre a 2ª e 3ª, a bem dizer são todas tão giras que ando a pensar comprar uma de cada para o rapaz ir variando a vestimenta e não enjoar. Quem é que dá sempre as melhores prendas, quem é?)
SHARE:

19 dezembro 2016

Sobre o caso da 'Joana' [update]

Recebi muitos (mesmo muitos) pedidos de ajuda desde que contei AQUI a história da Joana. Muita gente pediu a morada para enviar donativos (essencialmente coisas para os bebés, para a Joana temos conseguido suprir), outros preferiram entregar em mãos (obrigada Sónia, Ana Maria e Andreia - vocês são as maiores!), outros estão fora de Lisboa por causa das festas mas trocámos contactos e vamos combinar de eu ir buscar as coisas em Janeiro, quando regressarem. Outros, ainda, estão fora de Portugal mas ainda assim querem ajudar e estão a enviar artigos por transportadora (há uma senhora, que não se quis identificar, que vai enviar os berços desde a Suiça). Nunca pensei que teria tanta gente disposta a ajudar, estou de coração cheio!

Houve muita gente a pedir um NIB para depósito de dinheiro mas como disse no post anterior, dada a complexidade (e anonimato) deste caso, não me sinto bem a arrecadar dinheiro para esta causa. Vou manter este post 'em activo' com updates das doações que entretanto for recebendo (até para facilitar quem pretende doar alguma coisa e não doar 'repetido').
SHARE:

18 dezembro 2016

Mais um motivo para irem ao Colombo...

... no caso de terem filhos/sobrinhos/afilhados que apreciem a sério isto do Natal, das renas, da casa do pai Natal e afins, vocês pre-ci-sam levá-los ao Colombo, mais precisamente à praça central. Fui incumbida da missão 'dar-um-olhinho-em-duas-crianças-enquanto-as-maes-fazem-compras' e pedi à Vi que me ajudasse a distraí-las um bocadinho. Pegou nas duas pela mão e foi para a praça central, onde se abriu tooodo um mundo novo para aqueles olhinhos pequeninos: presépio em movimento, neve artificial a cair, pai natal vestido a rigor, casinha do pai natal, renas, coyotes e demais animais 'natalinos', um festival. Fomos conhecer a casa do pai natal (fiquei derretida!) e tiramos um monte de fotos. Ficam algumas:

Está tudo tão giro que nem apetece vir embora! Há anos não via uma decoração de natal tão bem-feita como esta, por isso o Colombo merece toda a minha admiração. E pronto, agora se me quisessem dar 50% de desconto em algumas lojinhas do centro (como forma de agradecimento por tão solene publicidade da minha parte) aqui a menina agradecia. Não sou esquisita, as lojas podem ser: Longchamp, Tous, MAC e a Boutique dos Relógios. Estou meiguinha, não estou? :D
SHARE:

17 dezembro 2016

Soubesse eu escrever assim... #3

 Santorini, Ilhas Gregas | Setembro 2016

Dizem-me: Não mostres. Não partilhes. Não contes. No fundo, não sejas tu. Não sejas feliz. Não faças. Não aconteças. Não ames. Não cries. Não componhas, nem te exponhas.
E eu? E eu faço, mostro, caminho, partilho, fotografo, viajo, como, mostro, emagreço, como mais, depois engordo, e tiro mais retratos, a mim, aos outros, ao mundo por onde passo. E amo. Com o coração, com os olhos, com o tacto.
Inveja? Medo? Que venha o mau-olhado. Que se encoste no meu ombro que eu escorraço-o, amordaço-o, mas não me deixo vencer.
Inveja-me se quiseres. Se isso te trouxer mais força, confiança, auto-estima e felicidade. Inveja-me, se quiseres, as fotografias, as viagens, o que visto, o que sinto. Inveja-me os anéis e os dedos, as ancas largas e o passo confiante. Se quiseres, inveja-me também as dores. Compete com as minhas e diz que as tuas doem mais e são maiores. Na realidade, pouco sabes sobre as minhas ou sobre o que me tira o sono. Inveja-me a casa decorada com bom gosto. As paredes cor de café onde tanto se ri, tanto amor se cultiva. 

Inveja-me as leituras, as sessões de cinema, as quadras dos poemas. Inveja-me o carisma, a serenidade. A piada pronta e certeira. Inveja-me a criatividade e, se te apetecer, inveja-me a carteira. Inveja-me as curvas, as do carro e as do corpo. O roupeiro cheio, os sapatos de várias cores. Inveja-me tudo. Que não sobre nada. Inveja-me a alegria, a folia, o dançar disparatado no quarto em frente ao espelho. Inveja-me a mão para a cozinha, o gosto pelos temperos e o fazer tudo de cabeça e sem receita. Sabes, para a felicidade não há receita. Inveja-me as palavras, as gravadas e as por dizer. 

Inveja-me a cor. Os vincos e as veias, por vezes entupidas, que não me conheces, mas invejas ainda assim. Inveja-me, também e porque tens que invejar tudo, a saudade que tenho da infância, de quem já foi e não volta. Inveja-me as qualidades e os defeitos. O cabelo de caracóis, em dias de sorte, perfeitos. Inveja-me os lábios, os dentes, as bochechas e as rugas. A maioria delas, são de rir. Inveja-me os sinais no peito e no coração. Os que marcam quem merece o que tenho e os que afastam quem não pode viver nele. 

Mas, tu, podes invejar tudo. Tu que nada sabes mas que tanto queres saber. Podes fulminar. Podes desconfiar. Podes, ao mesmo tempo, apreciar. Não há desdém que me mate, nem ódio que me arrebate. Inveja o rancor que não guardo de quem me magoou.
E eu? E eu continuo. Eu faço, eu mostro, eu caminho, eu partilho, eu fotografo, eu vingo.
Inveja-me por inteiro, não te acanhes. Inveja-me por completo, não tenhas medo.

Porque, sabes, eu não tenho.

[É das coisas que mais confusão me faz, a inveja. é um sentimento perverso, isto de querer aquilo que o outro tem/é/faz. Não é admiração, não é um 'um dia quero ser assim', não é nada disso... é querer que o outro perca aquilo que tem, é desejar mal, é um sentimento tão mesquinho que por mais que tente, não consigo entender. Admiro muitas pessoas, tenho algumas como 'inspiração', do género: um dia gostava de ser como ela, mas não me lembro de ter inveja. Como eu costumo dizer, as únicas pessoas nesse mundo que me suscitam inveja são: 1) quem come à vontade e não engorda; 2) quem viaja de avião e consegue dormir na boa. O resto? Ah, o resto eu corro atrás e conquisto!]
SHARE:

15 dezembro 2016

Já cheira a Natal... | os embrulhos

Este ano estou completamente apaixonada pelo natal de estilo mais rústico e acabei por estender a 'moda' também aos presentes: o pinterest está apinhado de ideias giríssimas (e muitos blogs também), poupamos tempo nos embrulhos (já viram bem as filas que se formam nos balcões dos embrulhos?) e ainda damos uma prenda original q.b. e cheia de simbolismo. Já no ano passado fiz vários embrulhos assim mais artesanais e gostei imenso do resultado! Este ano optei pelo mesmo caminho e salvo duas ou três prendinhas, toda a árvore ganhou embrulhos em papel reciclado. Adoro o efeito!

Utilizei: Papel reciclado kraft (esse trouxe lá da empresa, de um fornecedor que nos deu um desses rolos para embrulhar não sei quê e ficou perdido por lá), etiquetas autocolantes do IKEA (comprei no ano passado mas vêm 100 etiquetas e sobrou imenso), fita de cordel daquelas mais rústicas (comprei  no chinês e achei caro pra xuxu, 5€ - estou uma forreta ultimamente), pinhas, azevinhos, raminhos e outras pinderiquices que comprei em sacos com vááários (também no chinês). Os cartões de natal (que não abro mão, sou moderna e adoro tecnologia mas nada substitui um bom cartão de natal escrito à mão - sorry!) trouxe do LIDL (sobraram do ano passado).
SHARE:

Um pedido de ajuda muito especial:

No início de Dezembro, como faço todos os meses, fui entregar a minha doação de alimentos na igreja que frequento (sou evangélica). A minha igreja tem uma área voltada para a ação social (que, a meu ver, todas as igrejas deveriam ter) e todos os meses sei para onde vai os alimentos que entreguei (o que nos permite ter a certeza de que tudo foi bem entregue).

Quando fiz a entrega, questionei se os alimentos seriam entregues à uma senhora em particular (que já tinha ajudado em meses anteriores) e me responderam que não, que este mês tinham um caso muito urgente para ajudar, de uma mãe grávida de gêmeos.

Foi o que bastou para que eu colocasse as orelhinhas em pé e pedisse mais detalhes do caso, na esperança de poder vir a ajudar de uma forma mais intensa. Contaram-me o caso e fiquei logo de coração nas mãos. Sabia que tinha que fazer alguma coisa para além de doar comida (que sim, é uma necessidade básica e imediata - mas ela precisava de muito mais). Pedi que me dessem o contacto da rapariga grávida e liguei-lhe para saber mais detalhes da história (algumas partes são difíceis de compreender) e para saber a melhor forma de ajudá-la.

Não quero entrar em grandes detalhes (porque tenho medo de prejudicá-la com a Assistente Social) mas vou resumir para vocês.

Rapariga brasileira, 24 anos, casada, a viver no interior do Brasil. Engravidou, aos 4 meses caiu da escada e perdeu o bebé. Disseram-lhe no hospital que o seu útero estava muito danificado devido à queda e que tiveram que fazer curativos internos que não a deixariam voltar a ter filhos no futuro. Vou optar por chamar a rapariga de Joana* (nome fictício). A Joana acreditou no que lhe foi dito e não tomou qualquer cuidado em relação à futuras gravidezes. O marido sempre trabalhou na construção civil, entretanto fica desempregado. Ela fazia limpezas, fica também sem casas para limpar (o Brasil enfrenta neste momento a crise financeira mais severa de que tenho memória). Têm um primo que vive em Lisboa e trabalha nas obras. Esse primo convida-os a viverem viver para cá, que aqui eles teriam emprego 'garantido' (ele nas obras, ela nas limpezas). Eles vendem tudo o que têm no Brasil (uma mota, alguns electrodomésticos, nada de especial...) e com ajuda de familiares compram as duas passagens em várias prestações. Ela descobre-se grávida quando falta menos de 3 meses para a data da viagem, entretanto já investiram tudo o que tinham (e o que não tinham) na compra das passagens. Decidem vir na mesma. Na semana da viagem ela faz um exame e descobre que está grávida de gêmeos e entra em choque mas... decide viajar na mesma.

Chegaram em Portugal há quase dois meses, estão com visto de turista até Abril/2017. Ele começou a trabalhar nas obras no dia seguinte a ter chegado (e já recebe ordenado, embora o contrato só venha em Janeiro - prometeu o patrão). Ela tentou trabalhar numa loja de chineses mas quando viram a barriga de cinco meses (e de gêmeos) mandaram-na para casa. Vivem num quarto arrendado, num 3º andar sem elevador, na margem Sul de Lisboa. Ela não tem rigorosamente nada para os bebés, não sabia sequer o sexo das crianças, nem tinha feito ecografias.

Agora respondam-me com sinceridade: como uma pessoa segue a sua vidinha como se nada fosse depois de tomar conhecimento dessa história? Eu não consegui. A história da Joana não me saía da cabeça, não conseguia pensar em nada que não fosse ajudá-la de alguma forma. Falei com as minhas amigas, com os clientes da empresa, falei com médicos, com quem conhecia... e começámos numa campanha de angariação de roupinhas e acessórios de bebés.

O primeiro passo foi tentar marcar uma consulta no centro de saúde da área de residência deles mas não tivemos sorte, por eles ainda não terem NIF nem Nº da Seg. Social, disseram que não poderiam aceitar a inscrição dela. Por isso, contactei a minha ginecologista da CUF e marcámos uma consulta no privado para a Joana, fizemos a ecografia morfológica (estávamos todos cheios de medo das crianças não estarem bem) mas graças a Deus estãos óptimos, gordinhos e mexidos. E são um casal! :)

E porquê é que estou a contar essa história? 

Eu respondo. Ontem falei da Joana no instagram e tive imensa gente (muita gente mesmo!) a enviar mensagem privada, a tentar ajudar com roupinhas dos filhos, com berços, com montes de coisas... E eu fiquei muito emocionada em ver a capacidade incrível do ser humano em fazer o bem a alguém que nunca se viu, que não se conhece... Há quem enxergue com os olhos e depois existem os outros, os que veem com o coração.

Pensei com os meus botões: "se um post no instagram do blog - que é privado - gera tanta ajuda e solidariedade... e se eu fizesse um post no blog?", para alguma coisa esse blog há de servir para além de mostrar compras, viagens e fotos de decoração, certo? :) Brincadeiras à parte, tenho combinado com algumas pessoas de ir buscar as roupinhas e doações (na área de Lisboa) e quem for de longe mas ainda assim quiser ajudar, vou disponibilizar uma morada de envio (assumo os portes e despesas dos ctt) para que possamos ajudar esta mãe a dar um início de vida para estes bebés.

Eu sei que muitos poderão dizer que ela veio porque quis, poderia ter ficado no seu país de origem, poderia ter assistência médica gratuita no Brasil, não se preveniu de uma gravidez, etc, etc... ainda assim acredito que muitos vão querer ajudar. São dois bebés que irão nascer, segundo a médica entre Fevereiro/Março (se não nascerem antes do tempo), ou seja, nascerão no inverno e não têm sequer um pacote de fraldas.

Eu já fui uma imigrante ilegal (foram só 5 meses enquanto esperava pela nacionalidade, mas ainda assim, morri de medo). Eu já vivi num quarto com toda a minha família (mais uma vez, foram poucos meses mas serviu-me de experiência). Eu já quis comprar uma carcaça no supermercado e faltou-me 2 cêntimos para a comprar (e eu não tinha mais). Eu passei por uma infância de muita dificuldade, eu já vi a minha mãe ajoelhar-se dentro de uma farmácia para conseguir medicamentos para o meu irmão que estava desmaiado numa maca, no corredor do Hospital Salgado Filho (quem é do RJ conhece de certeza). Eu sei o que é a dificuldade. E sei que só com muita luta, determinação e força de vontade é que se consegue vencer.

Eu converso todos os dias com a Joana, por telefone e pelo facebook. Eu vejo a determinação dela em dar um futuro digno para esses bebés. Eu vejo o esforço que fazem, ela e o marido, no frio europeu, sem casacos, sem mantas, dormindo num saco-cama nesse inverno. Ninguém me contou, eu vi. Eu fui até o quarto onde ela vive, um 3º andar sem elevador (tentem imaginar uma grávida de gêmeos a subir mais de 60 degraus todos os dias), eu vi a casa de banho onde ela toma banho (a água cai em conta-gotas, uma pessoa congela antes de conseguir lavar a cabeça). Ninguém me contou, eu vi.

Por isso peço a vocês ajuda: chupetas, biberão, fraldas, roupinhas de recém nascido (usada, nova, em 2ª mão, aquilo que puderem oferecer), banheira, berço, o que tiverem para bebé que não necessitem mais. Não peço dinheiro porque tenho conseguido ajudar nesse aspecto. Se tiverem conhecimentos em imobiliárias ou conhecerem alguém com um T0/T1 na margem Sul (tem que ser lá por causa do trabalho do marido da Joana) para arrendar com um valor até 250€ por favor avisem-me. Estou disposta a pagar dois ou três meses de avanço para que eles possam entrar na casa, organizarem a vida e depois assumirem essa responsabilidade. Tenho tentado todos os dias através do OLX mas só encontro imobiliárias que pedem montes de coisas que eles não têm (NIF, Nota Liquidação IRS, Recibo de Vencimento, etc), por isso teria que ser um arrendamento de um particular.

 (roupinhas que uma amiga conseguiu arranjar, chupetas e ovinhos que eu e mamãe compramos) - e é tudo o que a Joana tem para as crianças.

Eu nunca vos pediria ajuda se não fosse importante. Se não tivesse primeiro averiguado a veracidade da história. Se houvesse a menor chance de fraude. Não há. São só um casal em apuros, com dois bebés à caminho, que precisam de ajuda para dar um arranque inicial. Depois é com eles. Estão comigo nessa missão? :)

Aos interessados em ajudar, por favor, enviem um email para: anne@agarotadeipanema.com e eu partilharei o meu telemóvel para combinarmos a entrega: eu vou buscar (ou algum dos meus amigos que estão nisto comigo) ou irei vos pagar o valor dos portes para que vocês possam enviar os artigos (ou podem enviar à cobrança que eu pago cá). Combinado? Fica desde já o meu profundo agradecimento pela vossa ajuda!

(prometo partilhar fotos de todas as doações que me chegarem, bem como a actualização da história dessa mãe. Conto com vocês!)
SHARE:

13 dezembro 2016

E foi dada a largada!

Lembram-se de eu ter comentado que a minha vontade de entrar 'no espírito do natal' era a mesma de arrancar os quatro dentes de siso sem anestesia e de uma única vez? Sim, a vontade era inexistente. Não estava para aí virada mas quando comentei o assunto com a minha irmã e vi a cara de decepção que a miúda fez... só me apeteceu encher tudo de renas, coroas de azevinho e pinheiros com bolinhas. Forcei-me um bocadinho, confesso. Lá fui fazendo uma coisa aqui, outra ali, mais uma acolá. Até que ontem comentei com a minha mãe: "este ano estou desanimada mas ano que vem é que vai ser, vou querer uma árvore de natal megalômana com a estrelinha do cimo a roçar o teto, vais ver só!" e a minha mãe desata-se a rir e diz: "ah sim, este ano nem decoraste a casa nem nada... Até a casa de banho decoraste, tens cá uma lata..." Ups!

Como eu sei que vocês adoram estas coisas e perguntam sempre tu-do, fiz a legenda de cada uma das imagens, com o nome da loja e o preço que paguei. Os artigos que são do ano passado estão também identificados:

---
1- Jarra de vidro c/ sal grosso na base e um ramo de azevinho e pinhas [chinês de Oeiras]. Toalhinha da Zara Home [saldos do ano passado] c/ barra feita em xadrez e fita de veludo [feito por mim na máquina de costura]. O tecido foi o que sobrou DISTO.

2- Letras XMAS [chinês de Alfragide, 1€ cada  (antigo)] + centro de mesa c/ ramos [Primark, 3€] + mini-árvore de natal [Espaço Casa, 2€].

3- Cesto para lenha [H&M Home (antigo)] + Lenhas [Companhia das Lenhas] + Arranjo de vidro c/ sal grosso na base e ramos de azevinhos [De Borla, 2€ cada].

4- Cesto de inox [IKEA (antigo)] + Bolas foscas [Primark, 3€] + Velas numeradas [Lidl, 3€ (antigo)].

5- Saquinho de linho bordado c/ ramos de alfazema [presente da sogra].

6- Árvore de natal minimalista: Ramos que roubei da árvore da minha rua, pintei de tinta spray prateada e pendurei bolinhas azuis turquesa [Primark, 3€] + Jarro [SPAL (antigo)]

7- Mega floco de neve [Leroy Merlin, 3€] + Taça de rena [A Loja do Gato Preto (antigo)] + Arranjo com bolinhas e flocos.

8- Raminhos c/ frutos vermelhos [Leroy Merlin, 2€] + Copo de vela Diptyque [vela 'falsa', era uma vela do IKEA mas colei um autocolante 'fake' da Diptyque porque achei vintage ahaha]

9- Vaso branco [IKEA (antigo)] + Arranjo floral [Área (antigo)] com pinhas que trouxe da rua no início do outono.

10- (ler descrição nº2)

11- Arranjo piroso feito pela Vi (fiquei com pena de desfazer hahaha) com um jarro vermelho [IKEA, 3€] + Velas grossas [IKEA, saldos] + Fita xadrez antiga.

12- Arranjo de porta com pinhas e detalhes em palha [Leroy Merlin, 4€]

13- Pele de ovelha [IKEA (antigo)] + Almofadas verdes em veludo [Primark (antigas)] + Almofadas em xadrez [feitas por mim c/ tecido da Feira dos Tecidos].

14- Presépio minimalista [Leroy Merlin (antigo)] + Base em madeira [Área (antigo)].

15- Árvore de natal 'em esqueleto' (loja Casa, 10€) + Enfeites brancos variados (alguns foram pintados com tinta spray para o efeito ahahah).
---

E vocês, já têm a casinha ornamentada para as festas? Este ano a minha mãe não quis passar a noite de natal na casa dela (onde por norma é onde todos nós nos juntamos no dia 24) então decidimos que este ano o natal será aqui em casa, sem recordações tristes (assim esperamos), por isso fiz tanta questão de embonecar a casa toda, afinal, será aqui que toda a gente vai 'bater ponto' na noite mais mágica do ano e achei que a casa merecia estar vestida à altura dos acontecimentos :)
SHARE:

12 dezembro 2016

Fraude com Cartão de Crédito // Aconteceu comigo!

Contei-vos no outro post que estava diante de um caso de clonagem no meu cartão American Express e que só poderia partilhar mais detalhes convosco (para vos alertar) quando as investigações realizadas pela Amex terminassem. Pois bem, investigações concluídas e dinheirinho reposto no meu cartão (depois de um mês em agonia sem saber o que fazer - não há muita informação sobre isso na internet), eis que posso relatar-vos toda a experiência.
Começo por vos lembrar da altura em que fiz adesão aos cartões de crédito que davam milhas no programa TapVictoria (podem ler aqui). O banco deu-me dois cartões, um Visa e o outro American Express, ambos com limites bastante elevados (tipo, três vezes o meu ordenado) que eu nunca consegui utilizar na totalidade (se conseguisse o meu marido dava-me um tiro). Faço uma utilização normalíssima (compras, viagens, passagens de avião, compras no ebay, etc) e todas as semanas vou fazendo pagamentos pontuais para quando vier o extracto mensal não cair da cadeira (e nunca deixo a 'dívida' passar de um mês para o outro - caso contrário, pagaria juros).

Em Novembro decidi que não utilizaria nenhum dos cartões de crédito e que pagaria todas as minhas compras com o cartão multibanco (estou me guardando para os saldos, quero investir em dois artigos de valor elevado e quis deixar os cartões de crédito intactos). Por isso, raramente consultava o saldos dos cartões de crédito visto que sabia exactamente o montante que lá estava pois não os utilizei.

No final de Novembro, pela altura da Black Friday (que calhou a 25 de Novembro) quaaase caí em tentação de comprar um artigo (estava com 40% de desconto, uma pessoa fica louca, ainda para mais numa marca que ~nunca~ faz saldos) e abri o extrato do cartão de crédito assim só naquela de confirmar que o dinheirinho estava ali. E não estava!

Olhem, eu não sei como explicar a sensação que eu tive naquele momento. Consulto sempre o saldo dos cartões através do aplicativo do banco no telemóvel, estava no trabalho quando abri o saldo e fiquei em estado de choque! Vários movimentos, todos de compras online em sites holandeses, feitos com o meu cartão. Compras de dia 18 de Novembro, 22 de Novembro, 24 de Novembro... entrei em pânico total e fui confirmar se os cartões estavam dentro da carteira (sou despistada, poderia tê-los perdido numa loja qualquer) mas lá estavam os dois cartões na carteira. Pensei logo: "meu Deus, clonaram o meu cartão!" seguido do segundo pensamento que foi: "como é que vou fazer para provar que não fui eu que utilizei o cartão?".

Corri para o computador e comecei a pesquisar o nome das empresas que constavam nas compras feitas com o cartão. Uma delas era uma perfumaria holandesa e eu juro que num momento de loucura cheguei a cogitar que estaria doida e que agora fazia compras e não me lembrava de nada! Depois caí em mim e pensei: "Calma, estás a ficar maluquinha, respira. Tu nunca entraste nesse site, como poderias ter comprado?". Acalma-te! - essa era a palavra de ordem. O segundo site era de uma rede ferroviária que liga alguns países como França, Holanda e afins... Só aí é que tive mesmo certeza que tinha sido clonada, visto que eu jurei a mim mesma nunca mais cruzar fronteiras de países numa viagem de comboio (um dia vos conto a história), portanto, bilhetes de comboio internacionais não poderiam ter sido comprados pela minha pessoa.

Depois de interiorizar que tinha mesmo sido clonada, liguei para a linha de atendimento do banco e expliquei a situação. Numa primeira instância, detestei a forma como falaram comigo ao telefone "então e não se lembra de ter feito essas compras?" e eu danadinha para dizer que não me lembrava, que era sonâmbula e durante as noites mais agitadas sacava dos cartões e passava madrugadas na net a comprar merdas em sites estrangeiros. Ai a minha paciência! Siiim, eu sei que vão dizer que eles estão fartos de lidar com burlas de cartões e de pessoal que 'forja' cenas destas para andarem a mamar dinheiro aos cartões mas acho que deveriam ter algum filtro a falar com as pessoas, especialmente em situações delicadas destas. Perguntas como "então e só agora é que foi visualizar o histórico de movimentos do seu cartão?" só me davam vontade de berrar. Se eu não utilizei a porcaria dos cartões durante todo o mês de Novembro, porque raios me daria ao trabalho de entrar todo santo dia no site do banco para verificar se os meus milhões ainda continuavam lá, intactos? Parti do princípio que só eu, a única titular da conta, é que teria acesso a mesma mas parece que estava enganada. Adiante.

SHARE:

09 dezembro 2016

Eu que não sou menina de comer hambúrgueres...

... porque não lhes acho piadinha nenhuma e Deus sabe que eu já corri as cadeias todas: McDonalds, Burguer King, Burguer Ranch, Bob's (made in Brasil), Hamburguerias xpto mas... aquela paixão toda nunca aconteceu. Tolero um ou outro hambúrguer mas não salivo por nenhum. Ou melhor, não salivava, que ontem experimentei este menino...

 ... na versão 'Cogumelos' e fiquei sem acreditar. Que delícia de hambúrguer! Nem parece McDonalds mas antes um daqueles hambúrgueres gourmet pretensiosos, sabem? Não sei se foi do agrião, se do molho ou se é dos cogumelos mas este hambúrguer é uma delícia (e uma bomba na minha reeducação alimentar). Experimentem e venham cá dizer se não tenho razão. Eu, pela parte que me toca, vou manter-me beeeem distante de um McDonalds. (Pronto, ontem foi feriado e um dia não são dias, né não?)

Delííííícia!
SHARE:

08 dezembro 2016

Mas o que é que se passa aqui?

Eu não sei se é algum fenômeno novo ou se a coisa já é antiga mas nas últimas semanas tenho sido bombardeada com mails na conta do blog, a maioria com propostas de parcerias (o restante é só pessoal a enviar press release em spam - e cujo destino é somente o lixo, que eu não perco tempo com mensagens enviadas em massa). Eu tenho este blog desde 2010 e como já repeti mil vezes, isto aqui é só um hobby, uma brincadeira. O blog não é o meu trabalho, não dependo dele, o único dinheiro que ganho é com a publicidade do google na barra lateral, não pretendo fazer disto vida, não almejo ser famosa nem ter 1 milhão de seguidores.

Sou totalmente contra publicidade em posts, acho uma verdadeira falta de respeito com quem lê. Já escrevi duzentas vezes sobre isso (aqui, aqui, e aqui). Quem conhece minimamente sabe que mais depressa excluo o blog do que aceito fazer um post publicitário. Não é mesmo a minha onda, não tenho paciência, nem jeito, nem vontade. Irrita-me sobremaneira que me entupam a caixa de mails com convites, ofertas e parcerias que eu não solicitei e principalmente, que eu não desejo.

A minha opinião mantém-se a mesma desde a altura em que escrevi este post, em 2012:

"(...) Este blog é livre, livre para eu escrever sobre o que eu quiser, livre para eu ficar três meses sem postar uma única linha se assim me apetecer... Esse espaço é meu e eu não vendo o meu estaminé por produto/marca/parceria nenhuma, por mais aliciante que seja. Quero lá saber de batons da "O Boticário", de Shampoos anti-caspa ou de cabazes de marcas. Esse não é o meu intuito, não criei o blog com essa finalidade e pretendo ser fiel à mim própria. (...) Gosto que saibam que este blog é autêntico e que fala sempre a verdade, mesmo que seja para falar que tal produto é uma merda e não vale a pena. Percebem a diferença? Por isso, empresas/blogs e afins... não percam tempo a enviarem mails deste tipo. Agradeço mas não estou minimamente interessada, sim? Grata pela compreensão."

(e depois que me cai a ficha, penso: "este blog é uma caganita no meio de tantos blogs realmente bons, quer dizer... o que passa pela cabeça de uma empresa para querer vir publicitar os seus produtos aqui no estaminé?". Para mim é um mistério. Não tenho página de facebook, o instagram do blog é privado (lá só aceito quem eu quero), não espalho aos quatro ventos que tenho um blog (pelo contrário, faço questão de o esconder), não acho que este espaço tenha qualquer relevância comercial e ainda assim... parecem abelhas à volta do mel. Se alguém conseguir elucidar o mistério, sou toda ouvidos.)
SHARE:

06 dezembro 2016

Das reviravoltas que a vida dá:


Era para eu estar na Suíça neste preciso momento. Teria embarcado no sábado e a esta altura deveria estar a preparar-me para subir ao Jungfrau, depois de dias de puro relax no hotel que escolhemos a dedo nos Alpes (tanto que eu sonhei com aquele hotel!). Mas não estou lá, estou aqui mesmo, sentadinha na minha sala de casa, em Lisboa.

Imprevistos, dizem. Duas situações que ocorreram entretanto (uma chata e outra maravilhosa) e que me deixaram retida em Portugal a tratar desses assuntos. O assunto chato pretendo em breve (tão logo chegue ao desfecho) partilhar convosco para vos alertar porque é uma situação que pode acontecer a qualquer um (para encurtar: clonaram o meu cartão American Express e estiveram uma semaninha a fazer altas compras 'online' com ele: pizza Dominos, bilhetes de comboio internacional, compras online... tudo operações feitas em Amsterdão, onde eu estive de férias no ano passado). Como as investigações ainda estão a meio, não me posso pronunciar sobre nada por enquanto.

Quanto ao assunto maravilhoso, ainda é segredo (eu seeei, também não gosto nada destes posts cheios de secretismo - não, nada de bebés, fiquem descansadas) mas tem a ver com a empresa e muuuito trabalhinho deste lado, o que significa que grandes coisas estão por vir e eu estou em pulgas!

Sim, é certo que preferia estar a curtir as mini-férias de inverno com o meu amor, num sítio branquinho e cheio de paz mas objectivos maiores se levantam e como diz o senhor meu marido: em 2017 é que vai ser! Vai ser 'o nosso' ano e eu acredito tanto! Ou como diz a música: "tudo o que acontece de ruim é para melhorar..." :)

(eu não sei vocês mas eu sempre que 'perco' um vôo assim quase de véspera tenho sempre a sensação de que é um sinal divino para que eu não estivesse à bordo por que com certeza aquele avião vai ter um problema qualquer. Sinto-me quase uma 'escolhida' por ter ficado em terra e ando constantemente a acompanhar as notícias durante o horário do vôo sempre na expectativa de um noticiário qualquer com a informação: "vôo com destino à Genebra despenha-se e não há sobreviventes.", que raio de pensamento, o meu! Mais alguma maluquinha dos aviões por aí?)
SHARE:

05 dezembro 2016

O Natal do Lidl

Fui ao Lidl comprar umas coisinhas que só encontro por lá (digam o que disserem, o Lidl tem produtos fantásticos que mais nenhum supermercado possui) e como já é hábito, nunca consigo sair de lá só com o que fui buscar, tenho sempre que dar um passeio pelos corredores centrais onde por norma estão os produtos 'não-alimentícios', por assim dizer. Aquilo é o perfeito paraíso: pijamas, aspiradores, máquinas de costura, decorações de natal, formas de bolo, roupa de cama... é uma verdadeira caixinha de surpresas e pode-se encontrar de tudo lá dentro.

Encontrei um boneco de natal super giro (partilhei no instagram) e recebi mensagens privadas de pessoas que queriam saber em que Lidl eu tinha desencantado o boneco. Para as curiosas do Instagram, comprei no Lidl de Linda-a-Velha, em Oeiras e ainda lá ficaram uns quantos. Como fiquei curiosa para saber se o Lidl teria mais decorações de natal assim giras, modernaças e baratas... fui ao site do Lidl e descobri tooooda uma coleção natalícia que partilho convosco:

(todas as decorações custam entre 2,99€ a 4,99€ consoante o artigo)

Este ano estou totalmente voltada para a decoração em tons neutros (castanhos, brancos e alguns apontamentos em vermelho), tenho optado por materiais naturais como a madeira, as folhagens, as pinhas, azevinhos... adoro este tipo de decoração mais rústica, em conjunto com uma decor mais minimalista com peças branquinhas em cerâmica e com um design mais simples. Como nos dois últimos anos apostei forte e feio no dourado com vermelho, este ano quis alterar tudo. E como não gosto de gastar muito dinheiro em decoração cara (Zara Home, Loja do Gato Preto, Área e afins) porque já sei o que a casa gasta e ao fim de algum tempo já me apetece decorar tudo azul com risquinhas brancas e vá de comprar tudo de novo... acho que o Lidl é uma excelente opção: tem coisas giríssimas a preços muito apelativos. E vocês, também são fãs?

P.S: Este não é um post publicitário (já sabem que eu não alinho nestas cenas) mas sim uma partilha de uma dica que espero ser útil para quem também gosta dessas coisinhas. E já agora, se tiverem outras sugestões de sítios com decor de natal a preços simpáticos, sou toda ouvidos :)
SHARE:

03 dezembro 2016

Mas cabe na cabeça de alguém?

Uma das minhas melhores amigas está desempregada. É uma miúda impecável, sempre teve uma boa vida em termos financeiros mas está a ter um revés e passa por uma situação complicada. O marido pediu a separação, eles tinham algumas dívidas e o apartamento foi penhorado, estão ambos com a vida desfeita. Ela voltou para a casa da mãe e está desesperada à procura de trabalho. Não tem direito ao subsídio e neste momento conta com a ajuda dos pais para tudo.

Ontem ligou-me toda feliz a dizer que tinha uma entrevista. Disse-me que era para Responsável de Loja numa marca de roupas no centro comercial. Nada perto do que ela tinha antes mas enfim, era melhor do que nada. Estamos a falar de uma miúda com licenciatura e mestrado, que não encontra nada na área.

Pois bem, a meio da tarde liga-me com a voz fanhosa, de quem esteve a chorar. "E a entrevista?" perguntei já antecipando a resposta. "Olha, uma bela merda, se queres que te diga..." e ela me contou que a pessoa que a entrevistou, a meio da entrevista, perguntou:

- Espero que não me leve a mal, e por favor, só responda se quiser mas, como é possível que esteja a candidatar-se a este emprego se só a mala que você carrega ao ombro custa mais que o ordenado mensal que lhe vou oferecer? (a mala era a Neverfull da LV)

Como é que se responde a uma coisa destas? Quer dizer, lá por ter uma mala cara (que até foi prenda do marido, há mil anos atrás), não se pode aceitar um trabalho para ganhar 800€? Era pré-requisito ir à entrevista toda esculhambada com uma mala da Primark ao ombro? Eu não percebo este tipo de pergunta tão pessoal numa entrevista. Não acho normal.

(aqui há uns anos, quando eu trabalhava em part-time (só aos fins de semana) na Zara, uma das clientes comentou: "vocês aqui devem ganhar bem, você tem duas Pandoras cheinhas no pulso..." e eu fiquei com cara de 'wtf?" sem saber o que responder. Quem foi que disse que lá por trabalharmos em empregos 'mais rascas' não podemos ter coisas boas? É algum pressuposto que eu desconheço?)
SHARE:

30 novembro 2016

Sabes que a vida de casada deu cabo de ti quando...

... esperaste ansiosamente pela Black Friday para espreitar os descontos da IKEA, Zara Home e La Redoute (essencialmente têxteis, são maravilhosos). E quando dás por ti, realmente aproveitaste a 'sexta-feira negra' e fizeste boas compras mas... tudo para a casa. (vá, quase tudo, que também sou filha de Deus e trouxe este casaco da H&M com 20% de desconto - é super quente e adoro o corte).

No que toca à casa, tenho andado numa vontade súbita de mudar algumas coisas por aqui e este fim-de-semana foi de loucos! Pintei paredes, mudei móveis de lugar, comprei móveis novos, troquei as fotografias das molduras, dei uns toques 'de natal' na decoração e ufa, foi cansativo mas valeu a pena!


Da Ikea trouxe a sapateira STALL com 40% de desconto e o conjunto de capa de edredão com 60% de desconto. E claro, já se sabe que quando um móvel novo entra na residência, aqui a pessoa começa logo com vontade de alterar outros 25498 móveis de lugar! O meu marido até me fulminava com os olhos de cada vez que dizia: "amoooor, o que achas de colocarmos isto aqui?". É oficial: o homem é um santo, reconheço que o meu nível de chatice e teimosia alcança os píncaros da paciência de qualquer um. Esposa feliz, marido feliz, não é assim que dizem? :)
SHARE:

29 novembro 2016

Eu nunca gostei muito de uva passa...

... especialmente se insistirem em meter as ditas uvas em tudo o que é comida natalícia (que crueldade, anda ali uma pessoa a ceia toda a tentar 'catar' as uvas para pôr no canto do prato) mas DESTA Uva Passa eu definitivamente gosto. Eu gosto tanto que até me apetece dar uns beijinhos à senhora (e não, não a conheço). Tirou-me as palavras da boca neste post genial. É tão isto!

Não posso, não quero, e não concebo, a continuidade da exploração infantil em blogs, como pretexto para as mulheres que por algum motivo (escolhido ou imposto) decidiram fazer da sua atividade profissional uma variante suja das stay home moms, utilizando os seus filhos como receita.
É sujo, é horrível, e custa-me muito saber, que as marcas que patrocinam mercaditos e quejandos estejam dispostas a tudo, sobretudo dispostas a ser cúmplices de um roubo humano, como o roubo da infância das crianças, perdidas em incontáveis e inconcebíveis sessões fotográficas, no veste e despe, sobretudo do despe, na praia, nos seus quartos, na sua intimidade, autênticos bonecos de montra blogosférica, para aumentar lucros.

Sai daqui um grande 'clap clap clap' para a lucidez deste post! Concordo com tudo (e sim, sigo muitos desses babyblogs mas tenho vindo a perder todo o interesse e saio de lá muitas vezes em choque com as coisas que leio - e pior, as fotografias que vejo!).
SHARE:

28 novembro 2016

Essenciais de Inverno ❅

Chega o tempo mais frio e toda eu estremeço: sou muito friorenta, tenho sempre os pés e mãos gelados, não passo sem o aquecimento ligado (ou a lareira). Não há pior sensação do que a dormência nos pés/mãos por causa do frio, eu detesto sentir as extremidades geladas. Todo inverno começo a busca das pantufas-mais-quentinhas-de-sempre e julgo que já corri todas as marcas: já tive da Zara Home, da Oysho, da La Redoute, da Primark... estragam-se todas ao fim de uma estação e todos os anos saio novamente em missão.

Este ano a coisa até foi fácil. Uma amiga tinha me falado sobre as pantufas em pêlo da Casa das Peles, que aquilo é que era, que os pés ficavam assentes em verdadeiras nuvens, que eram mega confortáveis, que isto e aquilo. Convenci-me e lá fui buscar as minhas. O que dizer? Estou in love, quero viver com elas enfiadas nos pés! Que conforto, são maravilhosas.

São em pele e completamentes forradas a pelo de borrego (deve ser a coisa mais parecida às UGG que os meus pés já experimentaram... agora sei que pre-ci-so de umas botas assim, quero isto para ontem). Custaram 28€ e valem cada cêntimozinho.

Entretanto numa ida ao Lidl encantei-me com esse pijama em flanela de algodão, num padrão que eu amo (xadrez) e apesar de ser da linha masculina, decidi comprar. Trouxe um tamanho M e ficou-me grande (percebem pelas fotos) mas gosto de andar confortável em casa, por isso decidi não trocar. Custou 6€ (havia noutros padrões). E por fim, um gorro amoroso que fez as minhas delícias por ter um design que ajuda a proteger também as orelhas (dá imenso jeito em sítios mais frios) para além de ser todo forrado a flanela por dentro. É da H&M (secção de criança) e o tamanho 12 anos serve perfeitamente a um adulto (desde que não tenha uma mega cabeça hahaha). Já tinha procurado um gorro do género para adulto e nada... Fiquei mesmo satisfeita (custou 10€) e já estou preparada para enfrentar os dias de gelo que por aí vem :)
SHARE:

27 novembro 2016

Este ano o natal não será o mesmo.

Não consigo (ainda) celebrar. Eu, que sempre fui fascinada por essa época mágica do ano, que contava os dias para montar a árvore, espalhar luzinhas pela casa, pendurar a guirlanda na porta do apartamento, espalhar neve artificial em cima dos presentes... Eu, maníaca pelo natal, confesso-me: este ano o natal não será o mesmo. 

Natal para mim, a par do óbvio sentido religioso, sempre significará família, mesa cheia, gargalhadas, abraços apertados, lágrimas de tanto rir... Esse ano estou mutilada, falta-me um pedaço. Vai faltar sempre, vai doer sempre, vai ser sempre difícil. Mas este ano - o primeiro ano sem ela - é tão duro que nem sei bem como agir. Não me apetece fazer planos para o natal, não me apetece comprar prendas, não me apetece grande coisa relacionada com o Natal.

A minha avó sempre tornou essa época do ano especial, desde que me lembro. Mesmo quando não tínhamos dinheiro para comprar um pinheiro, ela sempre pensava numa ideia: agarrou na samambaia que tínhamos na sala e enfeitou a planta com luzinhas e bolas coloridas. Pronto, estava feito o nosso pinheiro. Era uma mulher que tinha solução para tudo, tinha ideias, dava um jeito, arranjava alternativa. Acho que nisso sou parecida com ela: sou despachada, não me conformo, procuro alternativas. Procurei tantas alternativas quando ela adoeceu... Era capaz de qualquer coisa, implorei a médicos, queria que tentassem tudo, queria que enxergassem nela o que eu enxergava: a melhor pessoa do mundo, a mais doce, mais amorosa, a mais companheira... não há ninguém como a minha avó. 

Natal sempre me lembrará a minha velhinha. As rabanadas que só ela sabia fazer. O bolo de chocolate. O pavê (um doce típico do Brasil). A oração que fazia à meia-noite. Natal simboliza família e a minha ficou incompleta esse ano. Este ano será impossível comemorar o Natal. As pessoas dizem que temos que ser fortes, que ela não gostaria que ficássemos assim mas só eu sei o que me vai cá dentro. As saudades absurdas que sinto, a falta que ela me faz todos os dias e a perspicácia dela até o último momento de vida (e que só o entendi meses depois). 

Este ano o natal não será o mesmo. Assim como eu também não sou.

Mesa do jantar de Natal 2014

[Hoje compreendo perfeitamente as pessoas que 'não gostam do natal', coisa que nunca antes me entrou na cabeça. É natal, é época de paz, de luz, de amor e alegria, como as pessoas podem detestar essa altura do ano? A sério que há pessoas que choram nessa altura? Que ficam deprimidas? Era algo surreal para mim. Nunca antes tinha perdido ninguém na minha família próxima (okey, perdi os meus avós paternos quase no mesmo ano mas eu tinha 6/7 anos e mal me lembro), mas percebi que à medida em que envelhecemos e começamos a notar que nos sobram lugares à mesa (lugares tão especiais!), começamos a achar que o natal perdeu a sua piada. Talvez seja essa a hora de começar a fabricar os novos integrantes da família, para voltarem a encher tudo novamente de cor. Talvez.]
SHARE:

23 novembro 2016

Descobertas que fiz entretanto & Dicas domésticas

Com a correria dos últimos dias (o ritmo de trabalho tem sido caótico por aqui), o blog fica sempre um bocadinho negligenciado. Por norma tenho uma 'pasta' no computador com fotos que quero partilhar com vocês (e que vou tirando ao longo da semana, conforme o tempo livre) por isso para ser mais eficiente, juntei 4 dicas 'domésticas' que me ajudaram muito essa semana!

1) Numa visita ao Lidl descobri um artigo que procurei incessantemente durante todo esse ano: dispensadores em spray para azeite e vinagre. Vocês não imaginam o que eu procurei isso! No Continente, no Leroy, no ebay, eu sabia que existia (já tinha visto em dois restaurantes) mas não encontrava para vender em lado algum. Quase mandei cambalhotas quando vi que afinal existiam no Lidl e custavam menos de 5€. Para quem (como eu) almoça e janta salada, nada melhor do que temperá-la com azeite em spray. Não pesa, não cai uma poça de azeite no prato e ajuda-nos a controlar a quantidade de óleo que consumimos. Estou fã!

2) Não sei se vos disse (provavelmente não) mas a minha mãe adoptou uma alimentação biológica (neste momento 90% da sua dieta são de produtos biológicos) por isso o novo mercado de eleição é o Brio. Fui acompanhá-la essa semana e descobri que vendem por lá o famoso sal rosa do Himalaya (o sal mais puro do mundo - segundo dizem) e que contém mil benefícios! A minha médica já me tinha falado sobre ele quando fizemos o meu plano alimentar (mandou-me utilizar apenas flor de sal ou esse tal sal do Himalaya - nada de sal refinado, nada de sal marinho), visto que tenho problemas de má circulação e faço imensa retenção de líquidos. Paguei 3€ por 500g de sal rosa do Himalaya e já não quero ficar sem. Neste momento utilizo a flor de sal como 'sal de mesa' e o do Himalaya para temperar os alimentos. Um must!

3) Esta foi uma semana de descobertas... Fui à Zara Home comprar decorações de natal (este ano quero tudo branquinho e troquei todos os enfeites) e descobri que vendem spray de perfume para roupa de cama, algo que eu já utilizava porque a minha empregada faz artesanalmente (com água destilada e óleo essencial) e borrifa-me aquilo em tudo o que é têxtil dessa casa (amo roupa de cama cheirosa!). Mas pronto, assim poupa-lhe o trabalho e são mais práticos. Existem em vários aromas (e têm até uma edição limitada de natal mas achei o cheiro enjoativo) e trouxe um dos meus preferidos: cedar wood, amadeirado delícia para perfumar as minhas noites. Acho que é o tipo de artigo que muita gente não dá valor mas que faz toda a diferença. É uma pequena maravilha deitar na nossa cama e sentir as almofadas perfumadas e o lençol de lavado. Amo!

4) Já aqui disse que o cómodo que menos gosto da casa é a cozinha, é um facto. É enorme, é funcional e cheia de armários branquinhos (essa parte gosto muito!) mas mudava-lhe tanta coisa que nem sei por onde começar. Como a casa é arrendada, não me vou pôr a fazer grandes alterações mas morria um bocadinho sempre que olhava para a zona do fogão e via aqueles azulejos brancos sem graça nenhuma. Assim que vi nas lojas De Borla umas pastilhas autocolantes (com relevo e brilho idênticos ao do azulejo) e ainda por cima em preto e branco - as cores da nossa cozinha - nem pensei duas vezes! Comprei 5 embalagens (6€ cada) e trazem 2 quadrados de azulejos, que podem ser cortados à medida (dá para fazer apenas uma faixa de azulejos, por exemplo). Por mim forrava era a cozinha toda! Aquilo é super forte, dá para limpar com os produtos de limpeza normais, não descolam (já as tenho há mais de dois meses) e o mais importante para mim: parecem mesmo azulejos à sério. Não foram muito baratas mas pela vista que fazem (e pelo ar moderno que conferem à cozinha) acho que valeram muito a pena. Entretanto estive na loja De Borla do Fórum Sintra no fim-de-semana e continuam a ter esses azulejos em stick (há em azul, verde, castanho e preto).

Tenho muita coisa para vos contar mas esta semana (e o fim-de-semana passado) foi de loucos, o meu dia definitivamente deveria ter 30 horas, é tanta coisa para fazer! Entre preparar as mini-férias da semana que vem, admitir novos funcionários (isto foi mesmo de loucos!), levar o carro à inspeção, resolver um problema gigante no banco (que meteu polícia, chamadas para a Grécia e uma confusão que ainda está longe de ter desfecho) e ainda ter tempo para pensar em decorações de natal... só mesmo eu. Que semana chatinha essa! Só fiz coisa chata, só resolvi problemas, só despachei tralha e ainda assim sinto que ficou tudo por fazer. Ahhhh, que nervos!
SHARE:

20 novembro 2016

❤ ❤ ❤

Sim, tenho uma branquela na cama com o meu marido. Aiiiiii! Eu, que sempre critiquei quem deixava os animais dormirem na cama, eu que sempre achei um nojo quando os animais subiam no sofá com aquelas patinhas de quem andou a pisar cocó na rua, eu que sempre detestei receber lambidelas na cara (que nojo! sei lá o que eles andaram a lamber antes!), eu que sempre levantei a bandeira do 'os animais dormem na caminha deles e nós na nossa"... bem, eu estou rendida a esta bolinha de pelos que se alojou cá em casa por uns dias.

Tem sido a loucura, o meu marido estraga a bicha de uma maneira... Ela pode tudo: sobe para cima do sofá, deita-se na nossa cama, lambe tudo e todos, estou a ficar maluca! Segundo ele, estamos a ganhar anticorpos. Eu continuo a achar nojento mas quando olho para a carinha que ela faz, é difícil resistir.. Ai que isto de ter animais em casa é um verdadeiro 'não cuspas para o ar que um dia cai-te para cima' (mas são das melhores 'coisas' deste mundo, oh se são!)
SHARE:

17 novembro 2016

No dia da Prematuridade...

... não consigo deixar de recordar aquele 4 de Fevereiro em que nasceu a nossa boneca, dois meses antes da data prevista. Um susto enorme, apesar de já estarmos todos mentalizados que eles nasceriam antes do tempo (eram trigêmeos), acho que ninguém esperava que seria tão cedo. A minha mãe já estava internada desde os cinco meses por causa de um descolamento de placenta (não sei se cá o termo médico é esse), depois sangramento, depois um princípio de pré-eclâmpsia com uma tensão arterial de meter medo (e a pesar quase 118kg que isto de fazer 4 inseminações artificiais todas de seguida e com gravidezes múltiplas tem muito que se diga - aliás, a balança que o diga!). Foi uma luta, do princípio ao fim. Eu já era uma mocinha e pude acompanhar tudo de perto (desde a fertilização dos embriões até o momento louco em que a minha mãe decidiu implantar os 9 embriões na esperança de algum vingar, farta de tantas tentativas frustradas).


Nascer antes do tempo é quase sempre sinónimo de luta. São tempos difíceis, nenhuma mãe pensa em sair da maternidade de braços vazios e deixar um filho numa incubadora. Um ser minúsculo, ainda em formação (a Vi, por exemplo, não tinha sobrancelhas e as unhas eram uma pele muito fininha), muitas vezes com problemas típicos da prematuridade (icterícia, por exemplo, ela teve nos primeiros tempos) mas com os cuidados adequados, muito amor e paciência, tudo é possível.

Lembro-me de acompanhar a gravidez da minha mãe (recheada de idas às urgências e mini-internamentos) e pensar que nunca na vida passaria por aquilo, por mais que quisesse um filho. Eu pensava: "Mas a minha mãe já tem dois filhos, porque raios está a submeter-se a tudo isso para ter mais um?" mas hoje não consigo imaginar a nossa vida sem a Vi. Não dá, ela é o amor das nossas vidas, ilumina tudo por onde passa, é a princesa da casa. Desde sempre quis uma irmã para cuidar, enfeitar feito boneca, brincar... E apesar da minha ter chegado com quinze anos de atraso, foi o melhor presente de sempre.

Te amo, meu biscoitinho. Daqui até a lua!

[Parabéns à todos os prematuros e especialmente aos pais de prematuros. 
A luta é enorme mas a recompensa supera tudo! ] 
SHARE:

16 novembro 2016

Para pensar...

Terminar um relacionamento (seja ele de qualquer espécie) é sempre difícil, mas acredito que terminar uma relação duradoura é ainda mais frustrante. Acho que a palavra certa é mesmo essa: frustração. Frustração por todos os planos que fizeram, pelos projetos em comum, por aquilo que poderia ter sido e não foi, frustração por ter idealizado uma coisa que não vai acontecer mais. É um assumir para o mundo que, de certa forma, falhámos. E quem é que gosta de assumir as suas falhas? Talvez seja por isso que tanta gente continua a arrastar os seus relacionamentos falidos por aí: por medo, por comodismo, por receio de ficar sozinho(a), por falta de dinheiro, pelos filhos...


E a felicidade? Já ninguém se preocupa muito com ela, acho. As pessoas acostumaram-se a viver de um jeito 'mais ou menos': têm trabalhos 'assim-assim', têm relacionamentos 'mais ou menos', os amigos 'vão se andando', enfim, a típica vida conformada, de quem não espera grande coisa do futuro. São escolhas. Eu sei que jamais conseguiria viver uma vida pela metade, sem paixão, sem alegria, sem entusiasmo. Porque a vida merece ser vivida com plenitude, só assim faz sentido!

Por mais que seja difícil e por mais que custe uma separação, por vezes é mesmo o melhor caminho a seguir se queremos continuar fiéis a nós próprios, se queremos continuar em busca daquilo que nos enche as medidas e nos faz vibrar. Só assim a vida merece ser vivida. Por inteiro.
SHARE:

15 novembro 2016

Uma espécie de DIY #2

Como muitos sabem, nos meus anos recebi uma Singer de presente (depois de refilar aos quatro cantos que nunca mais pagava 12€ para me fazerem uma bainha de cortinado...), é uma autêntica roubalheira o preço que as costureiras cobram para fazerem coisas simples tipo mudar um fecho (10€), fazer bainhas (12€ a 14€), etc... Nunca tive a pretensão de costurar para fazer roupa e afins (sou ansiosa, não tenho a paciência que o ofício exige) mas ao longo deste ano aprendi o básico e já sei costurar em linha reta hahaha.

Tive cinco aulas de costura (2h cada aula) e foi o suficiente para me desenrascar (o resto aprendi no youtube, há montes de tutoriais). Não invento coisas muito esquisitas porque, lá está, falta-me a experiência necessária para que a coisa fique mesmo perfeitinha (nada pior que as costuras todas desencontradas, não é?). Só me mete numa coisa quando sei que realmente vai resultar (perfeccionista até mais não!).

No outro dia fui jantar ao Oeiras Parque e passei na montra de uma loja com artigos giríssimos, feitos à mão, com muitos folhinhos, laçarotes e coisas que eu adoro de paixão. Apaixonei-me por esta estola, achei-a giríssima para estes dias de fim-de-ano e, pior, a Vi também ficou maluquinha pela peça. Achei o preço um bocadinho caro (40€) e não me estava a apetecer pagar 80€ em duas estolas, então olhei bem para a montra e pensei com os meus botões: acho que consigo fazer algo do género!

Lembrava-me vagamente de uma gola de pelos que comprei na H&M (inverno passado) e que era muito grossa (me fazia ter imenso calor) por isso não a usava cá em Portugal, só em viagens. Como a gola era muito larga, cortei-a ao meio e decidi fazer, a partir daí, duas estolas como as do shopping.

Entretanto fui à uma loja de tecidos e comprei tecido em xadrez (gastei 4,95€ para meio metro) em algodão com lã, super quentinho e num padrão menos óbvio que o clássico vermelho ou verde. E esse foi o único custo que tive durante o processo: 5€ e duas estolas lindonas para nós!

 (é pena que eu não saiba fazer laçarotes como deve ser... mas ao vivo a estola ficou ainda mais gira! Se bem que eu sou suspeita para elogiar mas...)

Modéstia à parte (cof cof), achei que a minha ficou ainda mais gira que a inspiração. Levei cerca de 40 minutos para fazer o projecto, foi super fácil, o chato foi limpar depois o chão do quarto, era só pelinhos por todos os lados... Também podem fazer este género de estolas com uma gola amovível de algum casaco que tenham por casa, por exemplo. Convém é que os pelinhos tenham alguma qualidade e maciez, afinal, o destaque da gola são os pelos e se forem daqueles rijos... perde-se muito o encanto.

Entretanto tenho duas amigas que não me param de chatear a cabeça porque também querem a estola (e eu já nem tenho mais pelos para as fazer) por isso deixo-vos também a sugestão para quem pretende comprar o artigo pronto: Funky Project ou LS'Style (se entretanto conhecerem mais lojas deste estilo, com roupas/acessórios feitos à mão, partilhem que eu adoro saber estas novidades).

(entretanto acabou por sobrar tecido xadrez e como tem um padrão que eu gosto muito, estou para aqui a pensar o que vou inventar agora... A Vi pediu-me para usar o restinho do tecido para fazer 'uns folhinhos' na gola de uma camisola verde que ela tem e que, segundo a própria, 'é muito simples...'. Irmã de peixe, peixinha é!)
SHARE:

14 novembro 2016

Sonhar a 4D

É rara a noite em que eu durmo e não sonho. Sonho quase todos os dias (às vezes com coisas que aconteceram durante aquele dia, às vezes com situações totalmente 'random', outras vezes com situações que já aconteceram...) e de há uns anos para cá tenho reparado que os sonhos são cada vez mais reais. Do género: no outro dia sonhei que levava um tiro numa perna e acordei a sentir dor naquele sítio (durou quase 1 hora, uma espécie de dor muscular). Estranhíssimo. Há uns tempos sonhei que tinha uma discussão épica com o meu pai e no sonho eu chorava baba e ranho. Quando acordei tinha estado a chorar, estava com a cara toda molhada de lágrimas.

Hoje foi um desses dias. Muitas vezes sonho com a minha avó mas são sempre sonhos em que ela já está muito doente, geralmente estamos em ambiente hospitalar e ela nunca fala nada ou interage comigo. Mas hoje tive um sonho diferente, hoje sonhei que a minha avó tinha desaparecido e andava à procura dela num corredor cheio de portas. Conforme passava pelo corredor ia abrindo as portas e chamando 'vó, vózinha...?' até que oiço a voz que vinha de uma das portas: "estou aqui!" e corro até lá para encontrar com ela. No sonho, ela estava normal (saudável, gordinha) e dei-lhe um abraço de urso, enquanto murmurava: "estás viva, avó!", beijei-a, foi fantástico! Fiquei tão emocionada que comecei a chorar abraçada à ela e nesse momento... sou despertada com um "amor, acorda... estás bem?", abro os olhos incrédula e dou de cara com ao meu marido assustado a olhar para mim.

"o que foi?" - exclamei, irritadíssima por ele ter quebrado um momento sublime para mim.
"eu não sei, tu estavas a respirar com dificuldade, parecias com asma, acordei com esse barulho estranho, achei que estavas as sufocar..."

Ou seja, estava a chorar no sonho e involuntariamente reproduzi os sons enquanto dormia. Como é possível? Ele se riu e disse que eu sonho 'a 4D'. Ninguém merece... Mais alguém tem sonhos assim reais e assustadores?

(lembro-me de há uns anos estar no sofá da sala a assistir 'A branca de Neve' com a Vi e adormecer quase no final do filme. Sonhei que era um dos anões e estava a trabalhar na mineração. Acordei com a Vi sacudindo o meu ombro para perguntar porque raios eu estava a levantar e a baixar o braço enquanto dormia.... Na verdade eu estava a reproduzir os movimentos do trabalho na mina. Serei muito louca? Coisas que me deixam a pensar...)
SHARE:

12 novembro 2016

Um motivo para irem amanhã à feira?

É que podem encontrar camisas giras, giras, com detalhes absolutamente queridos (por cá somos fãs assumidos do xadrez) por preços ridículos de tão baixos... tipo 3,50€ que foi quanto nos custou a camisa vermelha com detalhes em xadrez que a miúda usou ontem. O mais engraçado é que há cerca de um mês andei a ver este estilo de camisa com punhos e colarinho decorados, numa daquelas lojinhas de facebook, e estive a uma unha de pagar 45€ por umas camisas do mesmo género. Por cerca de 10€ trouxe três versões da camisa: vermelha, azul (com detalhes às bolinhas brancas) e verde (com detalhes em xadrez verde). Lindas, bem-feitas (costuras todas direitinhas) e com (até ver) qualidade.

Maravilhas que só o comércio tradicional nos dá! :)

(uma das coisas que mais gostamos de fazer cá em casa é misturar peças caras e de marca com outras desconhecidas e baratas. O conjunto em si fica tão giro e harmonioso que ninguém consegue imaginar uma camisa de 3,50€ por baixo de um colete Lyon of Porshes, certo? Fica a dica!)

[a banca onde podem encontrar esse género de camisas é a mesma onde comprei as camisolas do outro post, também por 3,50€. Todas as peças daquela barraca custam o preço fixo de 3,50€ e é com cada preciosidade que encontramos por lá... que até me apetece ir à feira amanhã de novo!]
SHARE:

06 novembro 2016

Os achados que fiz na feira:

Como contei na semana passada, fiz óptimas compras na feira de domingo - coisa que não fazia há alguns anos - e fiquei genuinamente surpresa com: 1) a qualidade das peças vendidas (materiais nobres como há muito eu não via nas lojas de shopping); 2) preços baixos para os artigos em questão.

Fui totalmente despreparada (para a próxima já disse à minha mãe que levo o carrinho de feira, para enfeirar como deve ser. Detesto andar cheia de saquinhos pela mão, é mandar tudo para dentro do carrinho e arrastar!) e não estava à espera de encontrar coisa tão boa. Ficam as fotos:
SHARE:

05 novembro 2016

O que eu me ri com essa publicidade!

Sou completamente fã de companhias aéreas low cost, como vocês sabem. Só viajo em companhias ditas 'normais' quando apanho promoções bombásticas (tipo Lisboa-Amsterdão i/v por 75€ pela KLM - fui no ano passado) ou quando faço viagens intercontinentais de longo curso. Nesse caso, não arrisco uma low cost pelo desconforto que é (assentos apertados, ter que pagar comida à bordo caríssima, só poder levar mala de mão, etc). Para vôos com mais de 5 horas, escolho sempre a TAP, acho uma companhia absolutamente incrível, segura (é a única companhia em que consigo voar sem entrar em stress), falam a minha língua, enfim, sinto-me em casa na TAP.

E acho o máximo a nova publicidade que recebi por email. Tive que rir quando li "sem aterrar em cascos de rolha, Sem levar marmita de casa, Sem acordar com as galinhas" e ainda completava a lista com: "Sem ficar entalado nos bancos e corredores minúsculos" e "sem ter esmifrar a roupa de duas semanas numa malinha de mão". Quem diz a verdade não merece castigo, certo?
SHARE:

03 novembro 2016

Quando eu digo que isto anda tudo doido, vocês não acreditam...

... mas a verdade é que a blogosfera enlouqueceu! Ou então perdeu o (pouco) bom-senso que lhe restava. Então não é que vejo um post normalíssimo da Pipoca Mais Doce e quando vou comentar, já lá estavam cento e tal comentários e a polêmica instaurada? Pois, parece que agora é crime querer vestir as crianças num conceito mais clássico. É snob, é parolo, é isto e mais aquilo.

Que raio de mania esta de meterem-se nas decisões dos outros! Que comichão poderá fazer um puto (giríssimo por sinal) vestido com uns calções em fazenda, uma camisa de xadrez e meias pelo joelho? A sério? Implicarem com isto? Poupem-me.

Só falta virem dizer que giro, giro é vestir crianças com roupas da Primark (especialmente bebés de colo com aquela ganga dura que vendem nessas lojas mais baratas) ou com conjuntinhos 100% poliéster. Podem ser roupas funcionais para o dia a dia (até porque as criancinhas crescem num instante), podem ser roupas baratas, pode ser tudo isso... mas em ocasiões especiais (que era disso que o post falava), acho que se a pessoa pode (e gosta), não há nada mais giro que ver crianças com roupas clássicas. Sou fã!

Adoro ver miúdas com saias e calções de fazenda, camisas com folhinhos e golas, mega laçarotes na cabeça, sapatos de veludo, jardineiras... acho que esta é a única altura da vida em que podem se vestir dessa forma (ficam uns bombons) e passa tão rápido! Para quê apressá-los e vesti-los como mini-adultos com micro-calções de ganga e tops cai cai? Há tempo para tudo.

A criança cá de casa (que de criança já não tem quase nada) sempre vestiu-se assim e foi um gosto que lhe foi incutido até que passou a ser ela a escolher as próprias roupas e continua voltada para este estilo (embora já dispense as meias pelo joelho). E engane-se quem pensa que esse estilo de roupa é caríssimo! Compro-lhe imensa coisa na Zippy ou na Zara e em lojas mais caras compro quase sempre em saldos. Também mando vir algumas coisas da internet (especialmente do UK - aquilo é o paraíso das roupas clássicas para criança). E apesar de ultimamente ela estar totalmente inclinada para lojas tipo Stradivarius e Bershkas da vida (salva-me, Deus!), continua a conjugar peças mais clássicas com outras mais comuns. No Natal é incontestável: veste sempre uma roupa nova dessas mais arranjadinhas. São manias, pronto.

Já mostrei algumas roupas aqui: 1, 2, 3, 4.

(E vocês? São fã das crianças com roupa mais casual no natal ou gostam de vê-las embonecadas na noite mais mágica do ano? Contem-me tudo!)
SHARE:

30 outubro 2016

Da série: comentários tão, mas tão bons... que até merecem um post! #1

E pronto, iniciamos uma nova rubrica aqui no estaminé. É que isto de ter um blog é mesmo uma caixinha de surpresas e vez por outra somos surpreendidos por comentários que dão que pensar. Gosto de refletir sobre as coisas que me dizem e de rever os meus conceitos - não tenho a pretensão de ser a dona da razão.

A propósito do post sobre a minha ida à feira, recebi esse comentário:
"(...) Segundo ponto: sempre que qualquer pessoa compra um item em que haja a mais leve suspeita da legalidade da sua proveniência está a compactuar com o crime. O facto de não teres sido tu a roubar mas pores a hipótese de que possa ter sido roubado e ainda assim o comprares é um comportamento moralmente condenável (e legalmente, se o item tiver efectivamente sido roubado/furtado)."
E parei para pensar em como isto do 'comportamento moralmente condenável' é subjectivo. Para mim, comprar artigos numa feira e pagar pelos mesmos não tem nada de condenável, antes pelo contrário, em alguns casos sinto mesmo que ajudei a economia nacional ao comprar, por exemplo, 100€ em três pares de sapatos made in Portugal e 100% nacionais, numa barraca de calçados na feira. É verdade, não pedi factura com NIF (nunca peço quando se trata de pequenos comerciantes - sim, crucifiquem aqui a pessoa mas tenho pena e sei que muitos negócios estão mal das pernas e com impostos atrasados), e percebi claramente que aquela venda fez a alegria do dono do negócio (e era um senhor tão simpático que até eu fiquei feliz!).

A verdade é que cada um terá o seu conceito muito próprio do que é ou não moralmente condenável e isso vai muito da educação e dos princípios que nos ensinaram (ou que fomos adquirindo). Para mim, por exemplo, moralmente condenável é...

... Inventar doenças e pedir  àquele amigo-parente-conhecido que é médico para conseguir um atestado falso para apresentar no trabalho só naquela de prolongar o fim-de-semana por mais um dia;

... Vender um carro na internet (olx, standvirtual, etc) e alterar o contador do quilómetros para enganar o novo comprador e dizer que o carro está 'impecável' quando na verdade está cheio de problemas escondidos (aconteceu ao meu irmão e não houve polícia nem queixas que nos valessem... perdeu o dinheiro).

... Ter usufruído do 1º ano de isenção de impostos nos Recibos Verdes mas querer continuar a passar recibos (e não querer pagar a devida contribuição à Seg. Social) então passar Recibos em nome de outra pessoa para fugir ao imposto;

... Viver numa zona de residência mas utilizar uma morada falsa para beneficiar de um hospital ou centro de saúde de outra zona porque aquele é que é;

... Ir com o carro à inspeção e saber que não vai passar à primeira, então toca de subornar o funcionário e oferecer um dinheirinho (sim, vi acontecer à minha frente, ninguém me contou);

... Levar cábulas escondidas na manga de um casaco no dia daquele exame crucial para passar numa cadeira na faculdade. E conseguires acabar o curso com um notão mas na verdade sabes que pouco do mérito pode ser atribuído à tua inteligência;

... Fingir que estás desempregado para receber o subsídio-desempregado quando na verdade até trabalhas por fora mas ninguém sabe, já que não o declaras;

... Deslocar-se aos serviços públicos que por norma estão apinhados de gente (como Finanças, Loja do Cidadão ou Seg. Social) com aquele bebé da tua prima/amiga só naquela de teres a senha prioritária e bazares dali enquanto aqueles totós que se levantaram às 6h da manhã ainda nem foram atendidos. Ou então pegares ao colo no teu filho que até já tem 5 anos mas como é 'pequenino' passa facilmente por um bebé de 36 meses (um clássico);

... Colar-se às pessoas que estão a sair do metro para ver se consegues entrar/sair sem pagar o bilhete (odeio que me façam isso, quando percebo que vão tentar a façanha, demoro imenso tempo a caminhar, tipo velhota de 90 anos com artrose). Era o que mais faltava!

... Arrendar uma casa e pedir 'um desconto' ao senhorio porque afinal nem precisas que o teu contrato estejas nas Finanças. Pagar imposto para quê, não é? Um contratozinho feito no word e está a andar!

... Imprimir documentos pessoais na impressora do trabalho para poupar o cartucho de casa.

Enfim, eu poderia citar uma infinidade de situações, algumas bem corriqueiras e que 'toda a gente faz' para exemplificar o que, para mim, é uma situação moralmente condenável. Talvez para vocês algumas dessas situações não sejam nada demais e se calhar até fazem uma ou outra sem qualquer problemas de consciência. Como eu disse, é um conceito muito subjectivo.

Respeito quem pense diferente e não consiga comprar nada em feiras por receio de estar, inconscientemente, contribuindo para uma economia paralela ou até mesmo com furtos. Não aceito é que me queiram impingir essa opinião como sendo uma verdade absoluta porque para mim, comprar artigos em feiras ou no comércio popular não constitui nenhuma mácula na minha moral. E tanto assim é que me senti confortável em vir partilhar convosco a experiência. Mais tolerância, por favor.
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig