31 janeiro 2016

Voltamos à programação (quase) normal.

Primeiro, acho que vos devo um pedido de desculpas pelo desaparecimento súbito. Queria ter tido oportunidade de escrever um post todo bonitinho explicando o porquê de privatizar o blog mas as circunstâncias não permitiram... Como leitora de outros blogs, sei o quanto é chato estarmos a acompanhar um blog (às vezes por anos) e de repente, puft, o blog desaparece, a autora deixa de postar e nós ficamos à toa, como se costuma dizer. Será que se passou alguma coisa? Será que está bem? Já me aconteceu com dois blogues que adorava e não gostei nada...

Já aqui disse muitas vezes que este blog só faz sentido, para mim, como uma via de escape, um hobby, uma forma de matar a vontade de escrever, de partilhar... e que detesto sentir-me limitada naquilo que posso ou não posso escrever, detesto travões, detesto pensar mil vezes antes de postar algo, queria um blog com fluidez natural onde pudesse agarrar no portátil e debitar aquilo que me dava na real gana. E foi assim que sempre o fiz, durante os cinco anos de existência deste espaço.

Poucas pessoas da minha esfera privada têm conhecimento deste espaço (não chega a 10 pessoas, se tanto) e sempre gostei de manter as coisas assim. Aqui o problema é que no dia 1 de Janeiro, sabe-se Deus por quê, o instagram do blog (@agarotadeipanema) comunicou (?) com a conta de facebook que eu utilizo no telemóvel (a minha, pessoal) e assim de repente tinha todos os meus amigos do facebook a terem conhecimento do blog (isso inclui também colegas de trabalho, ex-chefes, parentes do meu marido, o meu pai, a minha madrasta...) enfim, pessoas que já foram elas próprias protagonistas de vários posts meus em momentos de escrita furiosa.

E eu, que estava em viagem, não tomei logo conhecimento da coisa mas posso-vos jurar que apanhei o maior cagaço de sempre quando acordei no dia 2 e tinha o telemóvel apinhado de notificações e familiares a seguirem-me no instagram do blog, outros a comentarem isto e aquilo, foi a loucura. Tive que ser prática e excluí tudo assim às três pancadas: a página de facebook do blog, o instagram, privei o blog... e escondi-me numa caverna durante uns dias ahahaha (não o fiz, mas essa era a vontade).

Entretanto com jeito, com muito jeitinho, lá fui explicando às pessoas sobre o blog, apaguei os posts mais intimistas e aqueles em que esculhambava fulano ou beltrano (teve mesmo que ser) e andei a pensar se ainda fazia sentido continuar por aqui, a escrever, sabendo que agora sou lida por muita gente que me conhece, que vive no mesmo bairro que eu, que trabalha comigo, que sabe das minhas rotinas... parecendo que não, deixa-me um bocadinho a pensar se não será exposição a mais. Uma coisa é escrever para meia dúzia de desconhecidos, outra coisa é escrever para pessoas que nos conhecem da vida real... com todas as implicâncias que isso tem.

A verdade é que senti que precisava de vos dar uma explicação (já tinha explicado pelo instagram mas sei que nem todos utilizam essa rede social, então nada melhor que um post). Sinto falta de escrever, sinto falta do blog e de vocês por isso decidi voltar. Com travões na escrita (tem que ser), mais 'fútil' e superficial (não esperem ver muitos posts pessoais ou grandes desabafos por aqui) mas os posts que vocês mais gostam (viagens e compras) continuarão a existir, fiquem descansadas. Queria também aproveitar para agradecer os muitos comentários no instagram, os mails que me enviaram e todo o carinho e atenção, vocês fazem mesmo isto valer a pena (e tornam muito difícil o «adeus» definitivo). Obrigadaaa!
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30 janeiro 2016

Um amor pra vida toda:

Uma irmã: algo que sempre quis, uma bonequinha para ajudar a vestir, enfeitar, encher de lacinhos e brincar muito! Demorei tanto para ter a minha nenuca... demorei anos! Já eu tinha perdido as esperanças e era adolescente quando a minha princesa chegou. Eu costumo dizer que Deus não demora, ele nos surpreende e nos dá algo muito melhor do que aquilo que nós pedimos. E assim foi. Pedi uma irmã, ganhei a melhor amiga de sempre. Meu anjinho, minha joia rara, que eu às vezes quero guardar numa caixinha para ninguém nunca poder tocar. Amo muito, beijo muito, aperto, esmago, sou louca por ela.

Cuido dela, puxo a orelha, reclamo, exijo boas notas, sou chata às vezes - eu sei que sou - mas amo-a de paixão e quero só as coisas boas deste mundo para a minha boneca. Agora ela já é uma adolescente e eu tinha medo que essa nova fase nos separasse mas não, inacreditavelmente, tornou tudo melhor. Agora pede-me conselhos sobre tudo, dicas de compras, conselhos sobre o novo corte de cabelo, quer falar dos meninos que lhe mandam piropos na escola (mas que, segundo ela "são tããõ chatos"), pede-me conselhos sobre séries e filmes, faz-me perguntas sobre Deus, é tão curiosa, uma resposta simples não lhe chega, quer saber o porquê disto e daquilo. 


Amo quando ela sorri assim, de um jeito todo especial que faz com que os olhinhos brilhem... sinto que estamos no bom caminho com ela, que é doce, querida, valoriza a família acima de qualquer coisa e não troca nenhum programa por um fim de semana em modo "tudo junto e misturado". Somos feitas da mesma matéria e isso diz tudo.  Obrigada, pequena. Por tudo até aqui e pelo que ainda virá pela frente. Contigo sempre e para sempre. Amo você, branquinha!

Feliz Aniversário, xuxu!

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