29 fevereiro 2016

Dominguices

Domingo sempre foi o meu dia preferido da semana, adoro-o! É o dia em que acordo tarde sem culpas, em que tomo o pequeno-almoço tardio (muitas vezes na cama), almoço sempre fora de casa, às vezes passamos a tarde em casa da sogra ou da minha mãe (é o dia da família, verdade?) e o final da tarde é o tempo que reservo para ir à minha igreja e ter aquele bocadinho com Deus. Esta é a minha fórmula para um domingo perfeito :)

Neste domingo o marido acordou cheio de dores de garganta e acabamos por ficar em casa (com o vento e o frio que se fazia sentir, quem é que arriscava sair de casa?!) a ver filmes no quentinho do sofá. Entretanto tínhamos ido jantar à casa dos sogros no sábado e a minha sogra ofereceu-me uma banqueta daquelas antigas, no estilo 'queen anne' (tem mesmo tudo a ver comigo, Rainha Anne hahaha) que comprou numa feira de antiguidades a pensar aqui na menina (ela sabe que eu morro de amores por esse estilo, adoro móveis com pézinho curvo). A banqueta é muito antiga mas estava em perfeito estado, excepto pelo assento já gasto. Mal a vi, os meus olhos até brilharam! Sabia que acabaria por pintá-la de branco (eu + móveis brancos = muito amor!) mas não sabia muito bem o que fazer em relação ao assento (estofo com tecido de que cor? Mando fazer capitoné? Só dúvidas...).

Aproveitando o domingo em casa sem nada de especial para fazer (excepto fazer às vezes de enfermeira que os homens doentes são piores que as crianças pequenas...) lá meti mãos à obra, ainda a medo que eu nunca tinha estofado nada na vida (tinha o agrafador de tapeceiro porque comprei-o há uns meses numa promoção do Lidl, sabia que um dia viria a dar jeito). Pedi ajuda no instagram da Míriam (@themasterbedroom) porque ela é pro nisto dos móveis antigos e faz tudo parecer tão fácil que uma pessoa quer restaurar tudo o que é móvel antigo :P

1)  O móvel como estava quando me chegou às mãos;

2) Retirei o assento (basta fazer um pouco de pressão que ele sai - não tinha parafusos) e lixei toda a estrutura de madeira com lixa nº 100 (essa parte é chata como tudo, só apetecia agarrar naquela porcaria e deitar tudo ao lixo)

3) Forrei o chão do quarto com plástico de proteção (sim, fiz isso no meu quarto de vestir que é o sítio com mais espaço livre e onde posso fazer a cagada que eu quiser que ninguém me chateia, é tipo o meu playground ahaha) e apliquei uma camada da tinta primária branca (em spray), que prepara a superfície para a tinta final e facilita imenso o trabalho.

4) Esperei secar por 1 hora (e a ansiedade que me fazia ir de dez em dez minutos tocar no móvel para ver se já estava seco? ahhh odeio esperar entre camadas de tinta, simplesmente não sei o que fazer porque estou sempre toda cagada de tinta e não me apetece estar a limpar-me para depois voltar a sujar-me novamente então fico perambulando pela casa com tinta até no cabelo na esperança do tempo passar mais rápido) e então apliquei a primeira camada de tinta spray. Ficou totalmente branco com apenas uma camada mas ainda dei-lhe uma segunda só naquela de aperfeiçoar o trabalho.

5) Enquanto a última camada de tinta secava, dediquei-me ao assento, que é basicamente: esgravatar aquilo tudo com x-acto (que nojooo) e deitar tudo fora, aproveitando apenas a estrutura em madeira que faz de apoio. Bem, quando abri aquilo até queria fugir! Era só palha, cenas antigas, molas a pularem (e o parvalhão do meu marido a dizer que ia sair dali um rato morto empalhado) pelo que eu estava toda armadilhada contra o rato (touca, máscara, luvas... ninguém merece). Depois pensava cá comigo: estou a abrir uma estrutura que foi feita há quase 100 anos... e se ficou aqui incubado um vírus ou uma bactéria mortal e agora que vê a luz do dia sai do seu estado de latência? Filmes que a minha cabecinha de bióloga produz...

6) Finalmente restou apenas a peça de madeira que dá corpo ao assento. Só que... estava cheia de pregos enferrujados! Lá fui eu atrás do martelo e vá de remover preguinho por preguinho, ah que aventura! Que gozo! (o-d-i-e-i essa parte, não tem piadinha nenhuma).

 7) A espuma! Como não sabia que teria uma peça para restaurar, é óbvio que não tinha espuma em casa, pelo que lembrei-me de uma almofada antiga que tenho sempre guardada para as visitas e como era viscoelástica, tinha uma espuma 'fofa e gordinha' que seria perfeita para o assento (sorry visitas, vão ter que dormir com a cabeça no colchão) e pus-me a fazer medições (ficou 30x40 cm), com um x-acto cortei à medida e depois costurei à mão a lateral cortada para ficar com formato de almofadinha.

8) Forrei o assento primeiramente com tecido branco em algodão, dessa forma sempre que me apetecer mudar o tecido do assento basta remover o tecido exterior e trocar por outro. Agrafei tudo com agrafador de tapeceiro (aquilo é uma bomba, adorei trabalhar com ele) e ficou perfeitinho.

9) Como não tinha nenhum tecido giro cá em casa para a banqueta, fui num instante ao chinês ao lado do meu prédio e desencantei este tecido (vendem vários tecidos em saquinhos de um metro cada - custam 5€) que tem assim umas cornucópias em azul royal com branco. Gostei do efeito mas daqui há uns tempos vou trocar para outra ideia que me surgiu.

10) O tão esperado antes-e-depois. Que diferença, hã? Gostei mesmo desse trabalho, em cerca de 4 horas despachei essa reforma (com muuuitas paragens pelo meio) e agora tenho a minha mãe e irmã a chatearem-me a cabeça porque querem uma igual. Ninguém merece, pois não?

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Da minha parte posso dizer que gostei muito da brincadeira, é fácil, rápido e baratinho (gastei 20€ no total entre tinta, lixas, tecido e plástico de proteção) e ficamos com um móvel super actual e decorativo. Para já vou deixá-lo na sala mas é tão facilmente adaptável a qualquer divisão que o mais certo é que o coitado fique sem paradeiro fixo, passeando-se por todas as divisões da casa :)

E vocês, já se aventuraram em coisas semelhantes? 

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27 fevereiro 2016

Ainda está para ser inventada uma coisa mais poderosa do que o amor de mãe... Não conheço amor maior, força mais indestrutível, paixão maior do que esta. É uma sensação que nem sei explicar muito bem mas sinto que até me falta o ar quando a minha mãe não está bem, conheço-a no olhar, na maneira de falar, nos gestos, até no passar da mão pelo cabelo. Um dia que tenha uma filha, gostaria que ela sentisse por mim o mesmo tipo de amor que tenho pela minha mãe, incondicional.

Isto tudo a propósito de ontem, enquanto estava na fila do Millenium BCP para fazer um depósito, vi à minha frente uma cena tão enternecedora entre mãe e filha  que até me vieram (mesmo!) lágrimas aos olhos ao lembrar-me da minha avó. Eram duas senhoras, uma mesmo idosa, talvez com 90 e tais; e a filha aí com os seus 55/60 anos. Estavam à minha frente na fila.

Mãe: Ó filha, hoje é que dia?
Filha: Hoje é 26, mãe. 26 de Fevereiro.
Mãe: E estamos em que dia da semana?
Filha: Sexta. Amanhã é 27, sábado. Depois é 28, domingo. E segunda-feira é 29, o último dia do mês. Este mês é curtinho, tem 29.
Mãe: 29 dias? Mas Fevereiro não tem 28 dias?
Filha: Sim, mãe, mas este ano é um ano bissexto, por isso tem um dia a mais. E depois na terça-feira entra um novo mês, que é....?
Mãe: É março?
Filha: Sim, vamos entrar em março.

Opá, achei a coisa mais fofa, a sério. A paciência com que a filha explicava-lhe tudo ao pormenor, a forma de estimulá-la e puxar-lhe pelo cérebro, a meiguice com que lhe falava... fiquei mesmo feliz por ter a certeza que num país onde se abandonam velhos como se de roupa usada se tratasse, ainda há filhos que sabem retribuir todo o amor de uma mãe.

Há dias li um texto que dizia que nós, filhos, nunca estamos preparados para sermos 'pais dos nossos pais' e aquilo foi tão verdadeiro que tive que o reler uma segunda vez para absorver o impacto das palavras. Deixo-vos um trecho:


(lembrei-me da altura em que soube, através da minha tia, que a minha avó estava a usar uma bengala para sair à rua. Chorei feito criança, não conseguia aceitar que a minha avó estivesse tão debilitada a ponto de necessitar de um apoio... Aquela bengala para mim representava a velhice latente, tudo aquilo que eu tento dizer para mim todos os dias que não existe: que a avó está ótima, que é mais lúcida que muito jovem, que dá os melhores conselhos, que ainda está aí para as curvas. E está, só que com algumas limitações. O aceitar da coisa é que não foi fácil - ainda hoje não é. Este outro texto explica na perfeição o que aquela bengala representou para mim). É a lei da vida, dizem-me - mas custa tanto aceitar!)
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22 fevereiro 2016

Viajar é preciso...

... e existem tantas maneiras de viajar! Em modo "luxo", em modo "low cost extreme", com hospedagem em casa de familiares/amigos, em modo 'lua-de-mel', em modo 'all inclusive', em modo "à pala de boleias", enfim... uma enorme panóplia de formas, onde obviamente cada um escolherá a que mais lhe convém, mas todas as formas são válidas afinal o que interessa mesmo é... viajar! Expandir horizontes, sair da bolha, conhecer mundo, percorrer lugares novos, aprender idiomas, perder-se em sítios desconhecidos, tão bom!

Isto vem à propósito do post sobre Marrocos e da infinidade de comentários a questionar a minha forma de viajar (alguns, confesso, nem me dei ao trabalho de aprovar), onde diziam que gastar X em oito dias de viagem é um disparate, que foram para Marraquexe com 100€ no bolso e adoraram, que lá é tudo barato e mais não sei o quê. Meus xuxus, cada um viaja à sua maneira, cada qual sabe até onde pode ir, onde quer gastar o seu dinheirinho, por isso conversas destas não dão em nada, percebem? Quem somos nós para gerir a carteira do outro?

Nisto das viagens acho que sou do mais eclético que há. Tanto viajo em low cost como em primeira classe e acho que esta é a grande piada da história, poder alternar entre os dois mundos. Há alturas em que me apetece uma viagem totalmente relax, praias, hotel resort 5*, regime de alimentação 'tudo incluído', não ter que me preocupar em fazer almoços, ir comprar comida em supermercados, não ter camas para fazer, enfim... Já o fiz no Algarve (aqui), no México (aqui) e em Ibiza (aqui).

Já em capitais européias, o meu estilo é outro: museus, muitos museus! E como por norma não há praia, o tipo de viagem é caminhar, visitar monumentos, passar tardes em museus e algumas compras, vá. Só meto os pézinhos no hotel para dormir, por isso poupo na estadia. Escolho hotéis simples (2 ou 3 estrelinhas), reservo apartamentos pelo AirBnb ou pelo Homeaway, e por norma almoçamos na rua e jantamos em casa para economizar. Fiz assim em Londres (aqui), em Barcelona, Madrid, Paris (aqui), em Amsterdão (aqui)... e sempre resultou muito bem.

O tipo de viagem que fazemos depende de tantos fatores... do dinheiro que dispomos (óbvio), da motivação da viagem, da companhia (a minha mãe, por exemplo, recusa-se a viajar em low cost), do nosso estilo de vida... Há pessoas que adoram viajar sempre em modo poupança, a fazer montes de escalas em aviões para pagar o mínimo possível, a dormir em aeroportos, a comer mal durante uma semana para não pisar em restaurantes, a pedir boleia à estranhos para ir de uma cidade para outra... No meu entendimento, isso não é férias, é sofrimento. Jamais daria certo para mim mas reconheço que para quem tenha uma vibe mais aventureira, a viagem pode ser interessante (o meu irmão, por exemplo, adora uma 'mochila nas costas e fé em Deus'). No fundo, é tudo uma questão de respeitarmos o ponto de vista do outro.

Eu já paguei, por exemplo, 250€ por noite num hotel em Ibiza (foi 'a' extravagância da viagem mas como valeu a pena!) assim como já paguei 160€ por uma semana inteira num apartamento em Nice, na Riviera Francesa (tinha o básico e era central). Já paguei 500€ para alugar um carro italiano por uma semana e também já paguei 20 dólares para alugar um carocha todo enferrujado em Cancún (se pudessem ter visto a cara do meu marido quando tentou engatar a 1ª no carro e ouviu o barulho horrível que fazia... foi de parar o trânsito!). Enfim, aventuras.

Já viajei com muito, já viajei com pouco e já viajei sem nada (basicamente, quando vou para o Rio - ninguém me deixa gastar um tostão, volto sempre com o dinheiro intacto). Em jeito de resumo: não interessa como vais viajar, quanto vais pagar, o que vais comer ou onde vais ficar....interessa que viajes! Que viajes muito! E principalmente, que o faças da maneira que achares ser a certa. Para ti.

 Nós em Amsterdão // Novembro 2015
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21 fevereiro 2016

O finalzinho dos saldos...

Nos últimos dias tenho estado cheia de trabalho daí que não tenha escrito este post mais cedo (enquanto ainda podem encontrar alguma das coisas que vos mostro nas lojas) mas antes tarde do que nunca, não é? Confesso que já não tinha grande vontade de comprar mais nada nos saldos (toda eu salivo por coisas de primavera e verão) mas num dia destes fui ao Colombo, cheguei atrasada para a sessão de cinema e ainda faltavam quase duas horas para a sessão seguinte de maneiras que... fui-me às lojas, of course!

(lembram-se do vestido? Consegui encontrá-lo depois de dias de procura desenfreada e confirmo: é ainda mais lindo ao vivo, cheira-me que vamos ser inseparáveis neste verão!)


Na Oysho do Colombo encontrei este cachecol gi-gan-te (é mesmo o cachecol mais comprido que tenho), super macio e volumoso, mesmo do jeitinho que eu gosto. É verdade que nem me passaria pela cabeça comprar um cachecol que custasse mais de 20€ (ainda por cima de uma loja de pijamas) mas por 6€ a coisa muda de figura...

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17 fevereiro 2016

Uebaaa!


Diz a sabedoria popular que "quem tem uma mãe tem tudo" e eu completo: quem tem uma mãe e um marido (dos bons) tem mesmo tudo! Então não é que estes dois organizaram uma viagem nas minhas costas? Marcaram vôos, hotéis, transfers, trataram mesmo de tudo para esta surpresa. Andei uns dias triste, é um facto, esta situação de estar a tomar medicação e ter todos esses cuidados deram cabo do meu bom humor de sempre, foi inevitável. Talvez por sempre ter sido muito saudável, sinto-me estranha agora com horários para comer, horários de medicação, horários disto e daquilo... Soa dramático (eu sei que há doenças infinitamente piores) mas enfim, fiquei mesmo triste.


E eles fizeram-me essa surpresinha: recebi uma viagem à um sítio que quero muito ir (há pelo menos um ano que venho tentando combinar a viagem mas acontece sempre qualquer coisa que me faz mudar de planos e escolher outro destino) e estou a modos que encantada. Foi mesmo remédio santo para me pôr toda serelepe de novo! Marrocos é um dos destinos que tinha debaixo do olho e estou super empolgada! Vamos em Abril e serão 8 dias de descobertas entre Marraquexe, Essaouira, Fez e Chefchaouen, a cidade azul. Quero andar de camelo, quero um tour para passar uma noite no deserto (deve ser uma experiência do caraças, só nós ali e um céu estrelado por cima), quero ir a um hamman, quero negociar preços nos souks, quero tuuuudo o que Marrocos têm de mais peculiar para oferecer. Estou em pulgas! (não se nota nada, pois não?)
"Actually, the best gift you could have given her was a lifetime of adventures..."
Lewis Caroll
Alice in the Wonderland 
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(e dicas daquelas bem boas, têm? Estou à caça na net, como sempre, mas confio muito mais nas vossas por isso se tiverem boas sugestões de locais a visitar, dicas de sobrevivência, enfim, tudo o que nos possa ser útil ficarei muito grata! - para já, dizer que hoje estive na RealTransfer para enviar dinheiro para a minha avó e aproveitei para perguntar se tinham dirham marroquino (taxa de 1€= 11 dirham) e disseram-me que sim, basta 'encomendar' com uma semana de antecedência porque nem sempre têm lá essa moeda - menos uma coisa a tratar, portanto).

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16 fevereiro 2016

18 de Janeiro de 2016.

Foi o dia em que apanhei um susto relacionado à minha saúde e que, ao mesmo tempo, marcou o início de uma grande mudança. Sempre me 'gabei' de ser super saudável, nunca fiquei internada, nunca fui operada, não tomo nenhum medicamento, só vou ao médico nas consultas de rotina e as análises sempre estiveram dentro do normal. Até que num belo dia (o tal dia 18 de Janeiro) recebo o diagnóstico de 'pré-diabetes tipo 2' e foi o caos para mim. Na hora desvalorizei, ainda brinquei com a médica e disse: "mas ó doutora, isto ainda não é bem diabetes, certo? Deixo de comer doces e fica tudo bem..." e ela, que já me segue há algum tempo, disse muito séria: "não, não é só deixar de comer doces. A menina está a uma unha de ser diabética e isso não é nada bom: quando engravidar vai ter uma gravidez de risco, o bebé pode vir a nascer já com diabetes, vai chegar a uma altura da vida em que vai precisar de doses diárias de insulina injectável, isto não é brincadeira..." e eu ali já olhava para ela com os olhos do tamanho de um prato e um cagaço daqueles!

É sabido que pretendemos ter filhos em breve, é sabido que eu tenho verdadeiro horror a agulhas, é sabido que vi o meu avô paterno falecer devido a complicações com diabetes e sem dedos nos pés, um cenário horrível. Naquele momento soube que faria qualquer coisa para evitar (ou retardar) que a doença se instalasse. É preciso cortar os doces? Ok. Não posso mais comer certos alimentos? Tudo bem. Tenho que comer de 3 em 3 horas? Feito. Picar o dedo de manhã para controlar a glicémia? Aceito. E assim o fiz, nesses quase 30 dias.

E digo-vos que o caminho para a mudança não é fácil mas é possível. Estou a tomar um medicamento duas vezes ao dia (diz que intensifica a ligação da insulina aos açúcares e baixa os níveis no sangue), a fazer exercício todo santo dia (logo eu, que antes detestava qualquer desporto!) e a fazer seis refeições diárias, com alimentos prescritos pela minha médica.

Mudar hábitos alimentares é do mais difícil que há! É verdade que há tempos queria perder uns quilos mas fazia dieta, emagrecia e depois voltava a comer 'normalmente' e engordava de novo. Hoje percebo porque nenhuma dieta resultou. Por que eu não precisava de dietas, precisava aprender a comer da maneira certa, nos horários certos, de forma equilibrada (e claro, cortar doces e refrigerantes).

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13 fevereiro 2016

Segredinho capilar // ampolas Semí di Lino da Alfaparf

Quem acompanha o blog há algum tempo certamente sabe que eu sou a-louca-dos-produtos-capilares, que é como quem diz, invisto muito (sobretudo tempo) no que toca aos cuidados capilares por que não fui bafejada com a sorte de ter um cabelo lindo e brilhante à la Gisele Bundchen - com aquelas ondas incríveis nas pontas - pelo que tive que me fazer à vidinha e descobrir formas de deixar as madeixas do jeito que eu gosto (tarefa difícil mas não impossível).

De todas as qualidades que um cabelo pode ter (maciez, hidratação, textura, etc...) a que eu mais valorizo é o brilho. Digam o que disserem mas nada bate um cabelo brilhante, aquele brilho espelhado que parece gritar: "eiii, olha para mim aqui, tão saudável". Adoro um cabelo assim! Há uns anos a minha cabeleireira da altura revelou-me um segredinho de efeito imediato nos cabelos: as ampolas Semí di Lino da marca italiana Alfaparf. Lembro que na altura fiquei tão maravilhada com o produto que comprei 3 caixas (!) e cada caixa vem com 12 ampolas, para vocês perceberem o tamanho da loucura... O produto é muito, muito bom! Usei as ampolas até terminarem, entretanto a cabeleireira encerrou o salão, eu perdi-lhe o rastro e como não sabia o que sei hoje (nomeadamente, a fazer compras na internet e a vasculhar tudo o que é site), acabei por esquecer as ampolas...

O tempo passou (o cabelo piorou hahaha) e eis que há coisa de duas semanas recebo um mail (nem sei bem como, que eu nunca assinei newsletter nenhuma - deve ser a mão divina) de um site chamado 'LookFantastic' e que mencionava a palavrinha mágica: 'rebajas!'. Fui espreitar o site e em destaque, o que é que vejo? As míticas ampolas da Alfaparf! Fiquei tão feliz que mandei um "ahhhhhh não acredito!" e fui logo saber se cobravam portes de envio. Não cobravam e foi da maneira que nem pensei duas vezes: encomendei logo uma caixinha com 12 ampolas (desde a última vez que as comprei elas aumentaram para xuxu, custam agora mais de 40€, bem inflacionadas). Foi a primeira vez que comprei nesta loja online mas gostei muito, apesar do envio ser gratuito enviaram-me o tracking number e estive sempre a acompanhar o meu pedido, vou repetir a compra num futuro breve (entretanto mamãe já me veio roubar algumas ampolas...).

Como estavam em saldos, paguei 25€ por 12 ampolas, o que dá cerca de 2€ por ampola, não acho nada caro para o tipo de produto que é, da gama profissional da Alfaparf. Como cortei recentemente o cabelo (está nos ombros, num estilo 'long bob'), cada ampola de 13ml dá-me para 3 aplicações mas certamente quem tem cabelos compridos precisará de mais produto (na época em que tinha o cabelo comprido costumava usar 1 ampola de cada vez).

O único ponto negativo que encontro é a embalagem individual de cada ampola. Para o tipo de aplicação (que deve ser em todo o cabelo) acho muito pouco prático termos que despejar o produto na mão (ele é muito fluido, escorre logo - desperdiçamos imenso) para só depois passar nos cabelos. Como guardei o aplicador em spray de umas ampolas da Schwarzkopf que entretanto já terminaram... tive a ideia de pôr o conteúdo de uma ampola Semí di Lino no aplicador e aí sim, achei perfeito. Dá para dosear a quantidade que queremos pôr, espalha de maneira uniforme em todos o comprimento do cabelo e não desperdiça nada do produto. Qualquer borrifador serve para esse efeito mas esse da Schwarzkopf ficou mesmo perfeito por ser pequenino e do tamanho exato do produto. É um ponto no qual acho que a Alfaparf deve pensar no futuro, em pôr um aplicador destes para nos facilitar a vida.

Para aplicar faço assim: lavo o cabelo normalmente, retiro o excesso de água com a toalha e então aplico a ampola com várias 'sprayadelas' (essa palavra existe?!) em todo o comprimento do cabelo (fiquem descansadas que ela não deixa a raiz oleosa) e então seco com o jacto quente do secador e finalizo com a cabeça virada para baixo e o jacto de ar frio para fechar a cutícula e intensificar o brilho. É remédio santo, dá um super up nos cabelos! E vocês, conhecem algum outro 'truque' para ter aquele brilho espelhado nos cabelos?

(até ver, não se vende desta marca em Lisboa - só conheci um salão que trabalhava com Alfaparf, o extinto Chiluva, mas há anos que fechou - pelo que penso que só mesmo online. Se alguém conhecer lojas/cabeleireiros onde possamos encontrar esta marca, é favor partilhar o segredinho).
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12 fevereiro 2016

✈❤✈❤✈


Se não é das melhores coisas desta vida, meus amigos, deve andar muito lá perto!

(sim, também é verdade que fazer compras é muito bom, comer num restaurante novo é ótimo, trocar de carro é uma sensação estupenda mas... nada enche-me tanto as medidas como viajar nem consegue superar o prazer que tenho ao marcar uma viagem para um sítio desconhecido!)
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10 fevereiro 2016

Procura-se vivo ou morto #4


Estou apaixonada por esse vestido da Oysho (agora em saldos, de 39,99€ por 7,99€), é só a coisinha mais amorosa de sempre e dei com ele ontem na loja do Colombo, tamanho S. Liiiiindo de doer e eu ali, a olhar para aquela malfadada etiqueta tamanho S e a pensar que só a morrer e nascer de novo é que eu me enfiava ali dentro. Perguntei à vendedora se havia em mais tamanhos. Que não, que não havia (a esse preço? todo em algodãozinho e lindo de morte?), é claro que não havia mais. E o meu coração ficou do tamanho de uma ervilha. Querooooo! No site nem sinal dele, já liguei para outras lojas em Lisboa e nada, ninguém sabe do vestido (sim, eu uso as camisas de dormir da Oysho como vestidinhos no verão, por cima do biquini, adoro!). Se alguém souber dele, que me avise!

(ando a salivar por coisinhas frescas de primavera/verão, muito em parte por ter aproveitado estes dias de Carnaval em casa para preparar as duas próximas viagens, ambas para sítios quentes (um em África, outro na Europa). E agora já só tenho olhos para roupas esvoaçantes, vestidos brancos (o meu vício), rendas, blusas fresquinhas e tudo o que me lembre férias. Já falta pouco!)
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05 fevereiro 2016

Não há justiça nesse mundo, não há!

Estou revoltada, pessoas!  Gasto uma fortuna por mês nos melhores shampoos, máscaras, ampolas de cabelo, sprays, reparadores de pontas, óleo de argão, de macadâmia, do Marrocos... compro tudo que dizem ser "o melhor do mundo" no que diz respeito aos cabelos: tenho a melhor prancha do mundo (GHD - fui até Londres buscá-la porque não vende em Portugal), tenho o melhor secador de cabelo do mundo (o italiano Parlux 385), a melhor escova, com cerdas de javali (Mason&Pearson - veio de Londres também), porra... eu faço tudo pra esse cabelo ser decente e o coitado não muda: seco, raiz levantada, áspero! 

Ontem fui almoçar num restaurante novo ao pé do trabalho e encontrei uma amiga dos tempos de faculdade, que não via há imenso tempo e ela estava com um cabelo fantástico, brilhante, lindo... elogiei e a criatura me respondeu: "ah, não fiz nada de especial, só lavei com shampoo de supermercado mesmo e deixei secar natural..." Ahh, não! Que sacanagem é essa? É desumano, minha gente. Não é inveja (inveja eu tenho de quem come pra caramba e não engorda - assumo mesmo) mas é uma questão de justiça. De compensação. Eu faço de um tudo pra esse cabelo ficar razoável, se algum dia deixar 'secar natural' corro o risco de ser confundida com o Simba e há anos que não sei o que é comprar shampoo em supermercado... 

Aí a pessoa vem e com a maior displicência me diz que 'não fez nada' pro cabelo brilhar? Não aceito. Prefiro que mintam, que digam que acabaram de sair do cabeleireiro, que passaram a madrugada fazendo babyliss e pranchando mecha a mecha, qualquer coisa, menos dizer que 'não fez nada'. Poxa, Deus, eu sei que tenho uma inteligência acima da média (cof), que sou interessante, culta, bonita... mas poxa, eu só queria mesmo um cabelo liso na raiz e ondulado nas pontas (e não o contrário!), será que era pedir muito? 

Com o dinheiro que eu já gastei com esse meu cabelo (os meus alisamentos trimestrais nunca ficam por menos de 100€) acho que dava pra comprar em apartamento na Champs-Élysées e ainda sobrava troco pra comer uns crepes com nutella ao pé da Torre Eiffel. E sempre que me perguntam se eu quero que os nossos filhos puxem ao pai e tenham olhos azuis, a primeira resposta que me vem à cabeça é: "que olho azul que nada - para isso a gente coloca lente - eu quero mesmo é que eles tenham o cabelo lisinho do pai". Eita genética do cabelo difícil, a minha! 

Que triste sina, a minha!

(sim, eu poderia 'cagar' pra tudo isso e ostentar, orgulhosa, os meus mega-múltiplos-caracóis só que nem sequer são caracóis de jeito, são assim uma coisa indefinida, cheio de volume e seco, muito seco. Não gosto nada, nem sequer me reconheço com o cabelo ao natural. Poucas coisas nessa vida me fazem tão feliz quanto acordar, passar a mão pelos cabelos e senti-los lisinhos, macios e sedosos. Oh, vida!)
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04 fevereiro 2016

Coisas interessantes que aconteceram nos entretantos...

Nesses 30 dias de ausência blogosférica muita coisa aconteceu (algumas totalmente bizarras, como já é habitual por esses lados) pelo que aqui fica uma compilação dos acontecimentos:

- Fiz 29 anos no comecinho de Janeiro (ainda tinha as luzes de natal e tudo pela casa, pelo que decidi aproveitá-las na decoração ahahaha) e comemorei com um jantar em casa, com a minha família e muitos mimos para evitar que eu ficasse deprimida por pensar que "os-trinta-estao-mesmo-a-porta-e-eu-ainda-sinto-que-tenho-18-anos". Comi o meu bolo de brigadeiro preferido (que infelizmente para mim, foi assim uma espécie de despedida - mais adiante explico-vos), ganhei montes de coisas giras (e mais viagens, uma delas já para o mês que vem hihihi) e o presente-surpresa ficou por conta de mamãe que entre outras coisas ofereceu-me... uma máquina de costura Singer. A mim! Eu, pessoa que não sabe coser nem à mão, que mal sabe enfiar linha na agulha, enfim... vai ser bonito, vai. (e não, ainda não tentei fazer nada com a máquina, vou ter mesmo que me enfiar numas aulas para aprender o básico: bainhas, ajustes em roupas minhas, umas capas de almofada e coisinhas assim)


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