22 fevereiro 2016

Viajar é preciso...

... e existem tantas maneiras de viajar! Em modo "luxo", em modo "low cost extreme", com hospedagem em casa de familiares/amigos, em modo 'lua-de-mel', em modo 'all inclusive', em modo "à pala de boleias", enfim... uma enorme panóplia de formas, onde obviamente cada um escolherá a que mais lhe convém, mas todas as formas são válidas afinal o que interessa mesmo é... viajar! Expandir horizontes, sair da bolha, conhecer mundo, percorrer lugares novos, aprender idiomas, perder-se em sítios desconhecidos, tão bom!

Isto vem à propósito do post sobre Marrocos e da infinidade de comentários a questionar a minha forma de viajar (alguns, confesso, nem me dei ao trabalho de aprovar), onde diziam que gastar X em oito dias de viagem é um disparate, que foram para Marraquexe com 100€ no bolso e adoraram, que lá é tudo barato e mais não sei o quê. Meus xuxus, cada um viaja à sua maneira, cada qual sabe até onde pode ir, onde quer gastar o seu dinheirinho, por isso conversas destas não dão em nada, percebem? Quem somos nós para gerir a carteira do outro?

Nisto das viagens acho que sou do mais eclético que há. Tanto viajo em low cost como em primeira classe e acho que esta é a grande piada da história, poder alternar entre os dois mundos. Há alturas em que me apetece uma viagem totalmente relax, praias, hotel resort 5*, regime de alimentação 'tudo incluído', não ter que me preocupar em fazer almoços, ir comprar comida em supermercados, não ter camas para fazer, enfim... Já o fiz no Algarve (aqui), no México (aqui) e em Ibiza (aqui).

Já em capitais européias, o meu estilo é outro: museus, muitos museus! E como por norma não há praia, o tipo de viagem é caminhar, visitar monumentos, passar tardes em museus e algumas compras, vá. Só meto os pézinhos no hotel para dormir, por isso poupo na estadia. Escolho hotéis simples (2 ou 3 estrelinhas), reservo apartamentos pelo AirBnb ou pelo Homeaway, e por norma almoçamos na rua e jantamos em casa para economizar. Fiz assim em Londres (aqui), em Barcelona, Madrid, Paris (aqui), em Amsterdão (aqui)... e sempre resultou muito bem.

O tipo de viagem que fazemos depende de tantos fatores... do dinheiro que dispomos (óbvio), da motivação da viagem, da companhia (a minha mãe, por exemplo, recusa-se a viajar em low cost), do nosso estilo de vida... Há pessoas que adoram viajar sempre em modo poupança, a fazer montes de escalas em aviões para pagar o mínimo possível, a dormir em aeroportos, a comer mal durante uma semana para não pisar em restaurantes, a pedir boleia à estranhos para ir de uma cidade para outra... No meu entendimento, isso não é férias, é sofrimento. Jamais daria certo para mim mas reconheço que para quem tenha uma vibe mais aventureira, a viagem pode ser interessante (o meu irmão, por exemplo, adora uma 'mochila nas costas e fé em Deus'). No fundo, é tudo uma questão de respeitarmos o ponto de vista do outro.

Eu já paguei, por exemplo, 250€ por noite num hotel em Ibiza (foi 'a' extravagância da viagem mas como valeu a pena!) assim como já paguei 160€ por uma semana inteira num apartamento em Nice, na Riviera Francesa (tinha o básico e era central). Já paguei 500€ para alugar um carro italiano por uma semana e também já paguei 20 dólares para alugar um carocha todo enferrujado em Cancún (se pudessem ter visto a cara do meu marido quando tentou engatar a 1ª no carro e ouviu o barulho horrível que fazia... foi de parar o trânsito!). Enfim, aventuras.

Já viajei com muito, já viajei com pouco e já viajei sem nada (basicamente, quando vou para o Rio - ninguém me deixa gastar um tostão, volto sempre com o dinheiro intacto). Em jeito de resumo: não interessa como vais viajar, quanto vais pagar, o que vais comer ou onde vais ficar....interessa que viajes! Que viajes muito! E principalmente, que o faças da maneira que achares ser a certa. Para ti.

 Nós em Amsterdão // Novembro 2015
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26 comentários

  1. Fui uma das pessoas que comentaram a dizer que é possível visitar Marrocos com pouco, mas não foi de todo nesse sentido, até porque foi em contexto de resposta a outro comentário. É óbvio que cada pessoa viaja como quer ou como pode. Infelizmente tenho tido poucas oportunidades para viajar e não o faço há anos (sou dos tais que estudaram durante 5 anos e nem uma entrevista de trabalho conseguem) por isso ainda não sei que tipo de viajante serei :)

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    1. Nádia, não me estava a referir ao teu comentário, é claro que compreendi a intenção. Estava a referir-me ao meus anónimos de estimação (mais precisamente a 1 anónima em especial) que insiste em criticar todo santo post que escrevo. É que são todos, a gaja encontra sempre um fiapo qualquer para pegar e claro, no post de Marrocos lá veio o comentário de que com esse dinheiro faço a volta ao mundo, que é um balúrdio, que mais não sei quê. Enfim... Já cansa.

      Desejo que consigas uma colocação na tua área e que possas viajar muito e partilhar no teu blog as aventuras :)

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  2. clap clap clap! Concordo contigo, o que interessa são as viagens! Esta gente gaba-se tanto de ter viajado imenso mas não aprenderam o principal: abrir a mente e respeitar pontos de vistas distintos. Precisam viajar um bocadinho mais, secalhar :)

    P.S: Adoro o formato da tua sobrancelha, está perfeita mesmo. Podes partilhar a forma como a arranjas ou o sítio?

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    1. Concordo plrnamente com este comentário. E, sim, onde arranjas as sobrancelhas? Beijinho

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    2. *Ups, plenamente. (Enganei-me) :)

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    3. Meninas, arranjo a minha sobrancelha com a Deise, minha esteticista há mais de dez anos. Ela atende em casa, na zona de Linda-a-Velha e é, sem dúvida, a melhor profissional que já conheci na área.

      Já falei dela aqui (http://www.agarotadeipanema.com/2012/07/designer-de-sobrancelhas-com-linha.html) e aqui (http://www.agarotadeipanema.com/2013/06/tristeza-e_30.html)

      Ela só atende com horária marcada e se quiserem, posso partilhar o contacto por email.

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    1. 1,72cm mas pareço mais alta na foto porque tinha botas com um mega salto ehehe :)

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  4. Eu não comentei, mas li os comentários a esse post... E achei simplesmente ridiculo!
    Existe tanta oferta, tantos tipo de sitios, que só por isso já significa que existem 1001 maneiras de se viajar e que não é preciso irem todos ao mesmo, comer do mesmo, dormir no mesmo, visitar o mesmo! Tem tudo para todos os gostos.

    E se infelizmente uns estão muito limitados nas suas escolhas (devido ao que quer que seja), outros podem escolher aquilo que simplesmente lhes apetecer porque têm dinheiro, BOM PARA ELES!

    Cada um faz as coisas de acordo com o que quer e com o que pode, deixem de ser comichosos com as escolhas dos outros que em nada afetam as vossas vidas, só porque são invejosos.

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  5. Gostaria apenas de salientar que há quem goste de fazer férias e quem goste apenas de viajar e ver o mundo. É a diferença entre ser turista e ser viajante. Isto tudo para dizer que alguém que vai apenas de mochila às costas e seja o que Deus quiser, pode não estar em modo férias por opção, mas apenas a explorar o mundo quase como se fosse um trabalho a tempo inteiro. Digo isto porque apesar de eu não ser uma mochileira, nunca viajei com o objectivo de fazer férias, aliás para mim viajar é ficar mesmo cansada. Férias faço em Portugal, só a descansar, uma idas à praia ou ao campo, muitos livros, muitos filmes e basicamente não faço nada. Mas numa coisa não poderia estar mais de acordo contigo, o que importa não é a forma como vamos conhecendo o mundo, o mais importante é ir e explorar :)

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    1. Também concordo, viajar para mim é voltar fisicamente cansada, mas mentalmente muito descansada! Porque o sair da rotina, o cair numa realidade completamente diferente da que vejo no dia-a-dia, abstrair-me de tudo e estar apenas ali, a aproveitar o momento, isso é o que me descansa mais a cabeça. Como tenho uma profissão sedentária (trabalho num escritório), em férias quero é mexer-me e chego verdadeiramente com o corpo maçado. Mas aí tenho o resto do ano para descansar, todos os dias descanso quando saio do trabalho, descanso ao fim-de-semana e, vivendo em Lisboa, tenho 6 meses do ano em que posso ir à praia, ao campo, fazer coisas na natureza, tudo em lugares aqui perto e acessíveis. Mas quanto aos 22 dias de férias do trabalho, esses são todos passados a viajar e no modo mochileira (embora não totalmente low-cost, estou a meio).

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    2. Parece-me então que, muitas das confusões, se fazem por causa do que cada um entende por "viajar".
      Apesar de achar que a palavra VIAJAR é simples demais para estar a divagar sobre isso, acho que uma coisa não exclui a outra, uma pessoa pode muito bem viajar e passar férias, no mesmo sitio e ao mesmo tempo. Por exemplo, para mim, férias não é só descanso, também é divertimento, e isso, cada um entende á sua maneira.

      No entanto, pessoalmente, continuo a achar parvinho que tanta gente se tenha 'chateado' com o modo como a Anne viaja de vez em quando.

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    3. Anónimo23 de fevereiro de 2016 às 16:10, eu acho que não é uma questão de as pessoas se chatearem, é de comentarem o que acham. Quer queiramos, quer não, todos temos uma forma de viver a vida que achamos que é a correcta e quando transmitimos uma opinião, esta vai ser no sentido do que defendemos (sem isso querer dizer que nos incomodam as outras). Eu, como referi acima, tenho esta forma de viajar e não gosto das outras. Se vejo alguém a postar sobre elas, posso dar a minha opinião sobre o que faria de diferente. Mas é-me indiferente se a Anne ou outras pessoas o seguirão, ou não. Fecho o browser e a coisa acaba aqui :) mas perante um post em que está a ser explicado algo que não gostamos, ou que achamos errado, das duas uma: ou não comentamos (e esperamos um post que seja mais ao nosso gosto para comentar), ou comentamos a criticar (= dar a nossa opinião diferente). Não vejo mal nisso.

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    4. Comentei primeiro, e concordo que se pode fazer férias e viajar ao mesmo tempo. O que eu quis dizer é que há pessoas (eu sou uma delas) que quando viaja não faz férias, ou pelo menos férias no sentido de descansar. Para mim viajar é voltar cansada fisicamente, e como disse a comentadora logo depois de mim, mas voltar mentalmente mais leve. Mas este é o meu conceito de viagem, é algo subjectivo, e somente para mim viajar exclui o conceito 'férias'. Assim como não incluo o divertimento no conceito 'férias' porque eu divirto-me o ano inteiro sem estar de férias. Pode ou não fazer parte de determinada viagem, o facto de tirar prazer e divertir-me. Aliás para mim divertir-me é fazer hiking por exemplo, ou ir a um museu, ou conhecer a gastronomia local, contudo não considero férias mas sim viajar. Tal como fiz questão de evidenciar no final, no fundo não importa como cada um vai, o que interessa é ir (indo ao encontro do post da Anne).

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    5. è a mesma pessoa a comentar e responder?

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    6. Eu comentei:
      Anónimo23 de fevereiro de 2016 às 13:46
      Anónimo23 de fevereiro de 2016 às 17:49

      Ass: Teresa

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    7. Sou o Anónimo .23 de fevereiro de 2016 às 16:10 =)

      Anonimo 17:49:
      Digo 'chatearem-se' no sentido de haver troca de comentários menos simpáticos só porque as partes não acham a mesma coisa.
      Eu penso que é possivel uma pessoa mostrar que prefere a opção X à opção Y, sem dizer que a Y é errada só porque não é a que prefere... porque é isso que muita gente faz ao comentar, como se fossem melhores (em sei lá o quê) em terem escolhido o que escolheram.

      Anónimo 19:34:
      Exatamente, é tudo relativo =) o que é para uns pode não ser para outros, e está tudo bem! =)

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  6. Concordo com tudo ♥ o importante é viajar! Mania de nivelarem todos pelo mesmo... o que é bom para mim pode não ser para os outros. Isto é tão simples! :) se gostassemos todos do mesmo o mundo seria uma chatice ;)

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  7. Algumas pessoas são impossíveis mesmo. Nunca vão estar satisfeitas com nada, há sempre algo com que pegar. Se dissesses que viajas sempre em low cost e a contar com a boa vontade de terceiros, ia já tudo ficar escandalizado que és uma pobretanas e te aproveitas dos outros para viajar. Se usas o teu dinheiro para ter mais luxos durante uma viagem, és uma gastadora e podias muito bem apostar em viagens low cost. Haja paciência!

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  8. Acho que o conceito de "viajar sem nada" não é propriamente ir para o Rio e ter familiares e amigos a pagarem tudo por ti lol.

    Adiante, eu gosto de viajar e gosto de o fazer de uma forma barata. Por diversas razões: porque assim me sobra mais dinheiro para outras viagens e porque acho que assim é que conheço verdadeiramente os locais onde vou. Estas são as principais.

    Posso gastar mais dinheiro nos voos (500€ para ir para a Ásia, ou 600€ para ir para a América Latina, por exemplo), mas depois poupar no alojamento (porque apenas vou ao alojamento para dormir e tomar banho, passo sempre os dias fora a visitar tudo o que posso e não faço férias de descansar esparramada num hotel), na comida (indo a restaurantes baratos, comendo comida de rua, fazendo uma ou outra refeição em casa com coisas de supermercado), nas visitas (programando antes ir a museus no dia em que são grátis, etc). Mas posso gastar um pouco mais de dinheiro em algo que seja único daquele local (por exemplo, fui ver dois jogos da NBA e um musical da Broadway, quando estive em NYC; fiquei uma noite num templo no Japão; fui à lagoa azul na Islândia). Não gosto de um estilo de viagem caro, porque normalmente implica maior despersonalização e acesso a coisas "de turista". Detesto resorts, excursões, tours organizadas, hordas de turistas. Quando vou a um país gosto de programar tudo por mim e tentar fazer lá uma vida idêntica à dos locais. Ficar num apartamento, ir a mercados/supermercados, levo só bagagem de mão porque faço muitas deslocações durante as férias e então lavo sempre a roupa a meio numa lavandaria de rua/no apartamento, restaurantes sem menu em várias línguas, tudo o que seja menos turístico e me permita misturar ao máximo com a vida local.

    Mas respeito quem viaja de forma diferente, simplesmente não é o meu estilo. Incomoda-me é que as pessoas parece que só saibam viajar da forma cara e então associem viajar a ser caro. Tenho colegas que ganham o dobro ou o triplo de mim e me olham como se eu fosse uma herdeira bilionária por viajar 4/5 vezes por ano (quando elas vão apenas 3 semanas de férias para o Alagarve e só aí gastam o suficiente para eu fazer 2 viagens grandes). Quando digo às pessoas o que gastei em viagens como o Japão, ou os EUA, destinos que as pessoas normalmente associam a serem "caros" e custarem muito dinheiro, ficam de boca aberta. Para teres uma ideia, fui 18 dias ao Japão, visitei para aí 10 locais (entre cidades, vilas, aldeias, etc) e gastei, no total, 1600€ (voos, alojamento, comida, entradas em museus/templos/jardins, transportes). Fui aos EUA 2 semanas, estive em Boston, NYC, Filadélfia e Washington, em NYC fiquei num apartamento super central em Manhattan, visitei tudo o que era museu, fui aos tais jogos da NBA, musical na Broadway, concerto em Brooklyn, etc... e gastei 1500€ no total dessa viagem.

    Por isso até fui eu que perguntei se o que estavas a referir de 2000€ para 8 dias em Marrocos era para 2 pessoas, porque se for só para uma, acho caro, de facto, mas lá está, eu adoro procurar tudo o que é pechincha e programar ao detalhe um itinerário que me permita ver o máximo de coisas possíveis e gastar o mínimo de dinheiro e tenho sempre conseguido esse objectivo, independentemente do destino. Para onde quer que vá (fora da Europa, porque na Europa consigo menos), consigo manter sempre essa média de 1500€/pessoa para 2 semanas, tudo incluído. Também não sou de comprar coisas, normalemente trago só uma ou 2 recordações de cada sítio, detesto acumular tralha e gosto de ter só o essencial em minha casa.

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  9. Concondo mesmo consigo!! Também fui a Marrocos mais o meu marido estivemos lá 8 dias gastamos os dois menos de 1000 euros com viagens incluídas!!!andamos sempre a espera q aparecessem uns voos baratinhos e apareceram!! Foi o meu marido q tratou de tudo riad dentro da medina em marrakexe , hotel em Ouarzazate tudinho,e tudo a um preço espetacular, n andamos a procura de nd chique! Fomos a procura do mais simples e diferente possivel e acho que é isso que norna a viagem ainda mais interessante!! andamos sempre a pé tanto em marrakexe como em Ouarzazate, só apanhamos o táxi para os estúdios do cinema e foi super baratinhooo!!! Eu CA Partilho a mesmo opinião da menina de cima. Nada melhor q viajar barato !! E poupar algum dinheiro.

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  10. A questão aqui mais que o dinheiro que se gasta em cada viagem é a tua necessidade de mostrar. Necessidade essa que foi ficando cada vez mais vincada no último par de anos.
    Posso-te dizer que eu comecei a ler-te logo nos inícios do blog, onde tu eras uma pessoa super simples, bem disposta, sem mania das grandezas. Em que sabias o que era trabalhar para terceiros e que a vida não era propriamente fácil todos os dias.
    Entretanto a tua vida mudou, abriste um negócio que felizmente parece estar a correr bem e casaste com um homem que felizmente também parece ter um bom emprego e vai daí parece que baixou em ti a costela de patricinha brasileira e a tua memória parece ter sofrido um reset qualquer.

    Já o apagaste mas eu recordo-me muito bem de um dos últimos posts que fizeste antes de privatizar o acesso ao blog quando os teus colegas o descobriram em que tu tiveste a infeliz tirada sobre ser ou não amiga dos funcionários e do quão bom tinha sido o ano em que foste aumentada duas ou três vezes. Ora caraças, tu aumentares-te a ti mesma (ou a tu mãe aumentar-te, vai dar ao mesmo) é um prestígio/feito muito grande, lá isso é!!! As duas observações juntas então são uma maravilha para quem lê e pensa "o que é feito da autora do blog original?".

    As pessoas com a idade mudam, é a mais pura das verdades. Os objectivos, a forma de viver a vida, de encarar as situações e até aí tudo bem mas na minha opinião a tua mudança foi para passares a olhar e a fazer que olharem para o teu umbigo mais que nunca.

    Para terminar: sinto falta daquela Anne bem disposta, que partilhava (e não ostentava), que brincava (mas não diminuía)e que era simplesmente feliz por aquilo que era e não pelo que podia pagar.
    Não é comprares/teres as coisas que aqui está em causa, é a forma como tu tens que mostrar determinadas informações que para quem tem olho mais atento e conhece a sociedade brasileira bem se apercebe que há ali a necessidade de mostrar, de ostentar, de marcar uma posição social.

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    1. Concordo totalmente com este comentário, mas deixo apenas um reparo: não me parece que ligar estes comportamentos da Anne aos da sociedade brasileira, faça sentido. Existirá este padrão na sociedade brasileira, como existe na portuguesa. Falo do caso português, que é o que conheço: parece que quem está bem na vida, quem tem dinheiro (já nem digo ser rico, mas ganhar mais de mil euros limpos, vá), tem de assumir um determinado estilo de vida, iniciar-se num determinado estilo de compras e viagens e exibir isso para o próximo. E o "próximo" aqui, aquele que não "pode" fazer o mesmo, das duas uma: ou elogia, cheio de inveja, ou critica e então é porque tem inveja também. Parece não haver uma terceira opção que são as pessoas que, podendo ou não, não têm esse estilo de vida e não se reveem nele. Eu confesso que só venho a este blog porque de certa forma criei uma afinidade com a Anne de a ler desde o início e então faz-me sentido este "acomapanhar" da sua vida, mas revejo-me cada vez menos nos conteúdos do blog. Não acho normal uma rapariga da minha idade (tenho 28 anos) e numa fase da vida semelhante (com emprego, a viver com o seu marido, a pensar ter filhos em breve) dê tanta importância a compras, a quase todas as semanas comrpar mais qualquer coisa para a casa, para o closet, a falar de viagens que custam XXXXX€, etc... parece que é tudo só comprar, comprar comprar, gastar, gastar, gastar. Nem sei porque acho isso estranho, porque, na verdade, isso é a norma... talvez não tanto da nossa geração, mas as minhas colegas de 40's e 50's anos são assim. Mas não esperava este blog e esta "vida" da Anne ir dar a este caminho de dondoca que "se acha", que ao mesmo tempo que se afirma muito humilde, devota a Deus e à família, depois tem comentários muito de sem noção do que é o mundo e os valores que nos regem.

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    2. Pessoalmente, a unica diferença que tenho visto foi: menos posts pessoais e mais posts de compras e tal (pelo menos é a impressão que tenho).
      No entanto, os posts pessoais até se podem explicar, porque ela não tem de contar tudo. E os posts de compras, bem, se ela agora tem mais poder de compra, até é normal que eles aumentem.

      No entanto, deixem-me dizer que eu acho parvo questionar a Anne só porque é ela ou a mãe a aumentar-lhe o salário... Parvo porque não é porque se tem o 'poder' de aumentar o próprio salário, que a pessoa pode ou vai fazê-lo só porque sim, existem muitos factores a ter em conta, e duvido que uma pequena-média empresa se mantivesse com lucro com donos irresponsáveis que aumentam os seus salários sem realmente terem condições de o fazer.
      Para um empresários exemplar, aumentar o seu próprio salários, significa que conseguiu levar a sua empresa a bom porto. E é merecido!

      Quanto ao mostrar... achei de mau gosto estar a falar dos brasileiros, os portugueses também são assim. E sinceramente, a não a quantidade e frequência em que as faz, não vejo a Anne a mostrar o que compra de modo diferente do que antes fazia.

      Para concluir, acho que quem não gosta do blog tem todo o direito de não aparecer. Existem posts que eu não gosto ou não me identifico neles, mas quando isso acontece ignoro e outras pessoas também o deviam fazer, ninguém vai ensinar outra pessoa aqui nos comentários do blog =)

      PS- existe também a opção de, não podendo ter o mesmo estilo, elogiam sem inveja, e não acham errado o modo coo outros escolhem viver as suas vidas.

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  11. Acho que a questão não está no modo como cada um faz as suas férias, com mais ou menos luxo, mas com a forma como a Anne respondeu a um anónimo que não é preciso ter muito dinheiro para ir a Marrocos "E sim, Marrocos é mesmo já ali (há até quem vá até lá de carro, para tu veres bem, é mesmo ali ao lado) mas infelizmente não dá para passar lá um mês com meia dúzia de tostões como tu o dizes (se já o fizeste, conta-me o segredo!). Nós vamos estar 8 dias e vamos gastar cerca de 2000€ (esse valor para mim não equivale exatamente a tostões - é triste mas é a vida, vida de pobre a minha)."

    A resposta dá a entender que não é possível gastar menos dinheiro, como se 2000€ fosse o básico dos básicos para passar 8 dias em Marrocos e não desse, de forma alguma, para gastar menos dinheiro o que não é (e ainda bem) de todo a realidade.

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    1. M.el, essa resposta foi ao meu comentário e pensei exactamente o mesmo que tu. Especialmente a parte irónica do "vida de pobre a minha". Achei tãoooo ridículo... O que vale é que há quem saiba perfeitamente que se passa uns bons dias em Marrocos com muito menos que isso. E não precisa ser pobre, basta ter mais cérebro do que futilidade dentro da cabeça.

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