11 março 2016

Pequenos dilemas da vida conjugal #3

Ontem à noite o marido descobriu um site que tem tooodos os episódios da sua série preferida, disponíveis para assistir online. Veio dar-me a boa nova com os olhinhos brilhantes de satisfação! Acendemos a lareira, esticámo-nos no sofá, mantinhas pra cima, um prato de brigadeirão (para ele, eu resignei-me a uma barrinha de cereais - bleergh!) na mesinha de centro e as séries do homem a passar no portátil. Às tantas virei-me para ele e disse: "bem, tu estás com a vida que pediste a Deus, hã?" e pisquei-lhe o olho, na brincadeira. O esturpor levanta a cabeça do pc, olha-me nos olhos e diz: "Quase, para ficar mesmo completa falta-me um filho".

Aiii caraças, foi logo um balde de água de fria. Até me levantei do sofá com o impacto da resposta. Poxa amor, se não sabes brincar, não se brinca, pronto. Bolas!

(como se já não bastasse mamãe a apurrinhar-me com o assunto dia sim, dia também - e mais recentemente o sogro juntou-se ao peditório - agora o homem solta-me estas frases assim, tudo é bebés, bebés,  bebés por todo o lado. Que medo! Não duvido que sejam a coisa mais amorosa do mundo, fofinhos que só, mas... cada coisa a seu tempo, sim? Ainda não tenho o meu relógio biológico a dar horas, não sinto com impulsos maternais e pior, tenho um pavor absurdo do parto (só de pensar nisso é coisa para me revolver as entranhas, Jesus!). Um dia, com certeza, mas não agora. Não mesmo agora.)
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