30 abril 2016

True.

Essa foi a primeira grande lição que 2016 me trouxe. Falar menos, contar menos, partilhar menos. Guardar as coisas para mim, deixar de ser ser tão 'boca rota', viver a felicidade sem plateia, só com quem realmente interessa. Parece um contra-senso tomar essa atitude tendo um blog de domínio público mas tenho gostado cada vez mais dessa sensação de privacidade, de impor os meus limites e dizer: "ei, daqui você não passa, esse território é só meu". Tão bom!

Um blog é uma página aberta que chega a muitas pessoas e é aí que mora o perigo. Estamos a expor a nossa vida, os nossos sentimentos, detalhes do nosso dia-a-dia para pessoas que nem sabemos quem são, quem vai ler, quem vai passar a informação adiante... Entendem? Eu costumava ter a ilusão de que toda a gente que passava por aqui era simpática mas cedo percebi que há muita gente perversa, gente que faz questão de comentar frases verdadeiramente odiosas com o único propósito de nos deixar tristes. Preciso passar por isso? É claro que não! Por isso tornei o blog mais superficial. Para me proteger e resguardar. Há quem goste, há quem não entenda a mudança, há quem ache que o blog ficou a perder... enfim, há gostos para tudo e eu compreendo mas também espero que compreendam o 'meu' lado :)
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26 abril 2016

Roteiro Marrocos // Deserto do Saara #3

Conhecer o Deserto do Saara sempre foi um sonho meu. O marido não alinhava muito e não achava grande piada mas eu estava cada vez mais encantada com a ideia de andar por aquelas dunas de areia laranja e poder vivenciar a experiência de dormir no deserto. Descobri que várias empresas/agência organizavam tours para quem quer dormir uma noite no meio do deserto e após vários dias de busca pelo tour ideal (isto porque nós ainda queríamos ir a mais duas cidades depois de Marrakech e do deserto), tivemos a felicidade de encontrar a Sud Expeditions e a pessoa com quem eu falei, Sacha (por acaso, portuguesa), foi uma querida e disse-nos logo que era possível organizar o tour com as cidades que queríamos visitar (em contrapartida, só levei 'negas' com as outras agências, todas diziam ser impossível fazer Marrakech-Deserto em 1 dia, sendo preciso sempre dormir uma noite em Ouarzazate antes de chegar ao deserto e nós não queríamos/podíamos perder uma noite). Portanto, quando soube que havia uma agência que alinhava na 'loucura' de tour que queríamos (Marrakech-Erg Chebbi- Deserto-Fés-Chefchaouen-Fès) em 4 dias, nem pensei duas vezes.

(o nosso companheiro de aventuras!)

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24 abril 2016

Roteiro Marrocos // Marrakech #2

No nosso segundo dia em Marrakech e já refeitas do hammam ahahaha, saímos cedo em direcção à praça Jemaa el-Fna (todos os dias começavam e terminavam nessa praça - já vão perceber o porquê) para tirar umas fotos e de seguida apanhar um táxi para o primeiro passeio do dia. E aqui preciso fazer um aparte: em Marrakech apanhámos alguns táxis porque a minha mãe sente-se muito mal com o calor (fica extremamente inchada dos membros inferiores - sequelas da trombose que teve) e estavam 33ºgraus pelo que andar à pé não era uma opção quando o passeio era superior a 15 minutos. E isto de andar de táxi em Marrocos é tooodo um filme, que passo a explicar:


1) Os táxis marroquinos são divididos em duas classes: os petit táxis e os grand táxis. Os primeiros só levam 3 pessoas (duas atrás e uma à frente) e não me perguntem porquê fazem isto, visto que são carros iguais aos nossos, com espaço para sentarem-se três pessoas lá atrás. Os grand taxis são normalmente carros que levam entre 4 a 6 pessoas e obviamente são mais caros que os petit. Como nós éramos 4 pessoas, só tínhamos duas opções: ou escolhíamos dois petits táxis e dividíamos o grupo; ou escolhíamos um grand taxi para irmos todos de uma vez. Os grand taxis são difíceis de encontrar (a maioria só se consegue por telefone) pelo que a nossa opção recaiu muitas vezes pelos dois petit taxis.

2) Os marroquinos não utilizam taxímetro (apesar da máquina estar lá, bem visível), simplesmente quando vêm que somos turistas mandam-nos entrar para o táxi e combinamos um valor até o destino que queremos. Obviamente que o valor é bastante (para não dizer absurdamente) elevado. Por exemplo, para ir de Guéliz até a praça Jemaa el-Fna começaram por pedir-nos 100 dirhams (10€!) e eu comecei-me logo a rir e disse que só pagava 30 dirhams. Ele não aceitou e a viagem acabou por sair por 45 dirhams, o que eu achei baratíssimo comparado aos táxis lisboetas. No regresso ao riad, estávamos aflitos porque não conseguíamos encontrar nenhum táxi por perto e encontramos um policial que nos ajudou e chamou um táxi para nós. Assim que viu a polícia, o taxista ligou imediatamente o taxímetro (de burro não tem nada) e quando chegou ao nosso riad eu nem queria acreditar: o taxímetro marcava apenas 12 dirhams. Doze. Um euro e vinte cêntimos. E eu tinha pago mais que o triplo para fazer a mesma viagem (e pior, o taxista tinha pedido 10€ pelo percurso!). Fiquei pior que estragada. Nada me deixa mais lixada do que a sensação de que fui feita de parva por algum espertalhão. Lembrei de todos os táxis que já tinha apanhado desde que estava em Marrakech e pensei em quanto dinheiro não tinha perdido! Que raiva, pessoas!

3) A partir do momento em que percebi que o taxímetro era a melhor opção, passei a exigir isso em todos os táxis que apanhava. Os taxistas faziam o maior banzé, diziam que o taxímetro estava avariado, que não conseguiam ligar, todo um rol de desculpas... e dois deles me 'obrigaram' a sair do táxi quando perceberam que eu só viajaria com taxímetro ligado. Mamãe ficou desesperada e só dizia "tu ainda vais levar uma surra de um taxista, deixa lá os três euros, vamos pagar o preço que ele quer..." ela não tem paciência nenhuma para regatear preços mas eu estava irredutível.

4) Um dos taxistas que apanhámos, ao ver que estava um trânsito caótico perto da mesquita Koutobia, vira-se para nós e diz: "ah e tal, está muito tráfego a essa hora, vou vos deixar aqui a meio do caminho e vocês depois fazem o resto a pé..." e eu fiquei tipo: oi?! Disse-lhe que a minha mãe tinha um problema de saúde e não conseguia caminhar grandes distâncias a pé, que tínhamos combinado um preço para aquele destino e eu só sairia do táxi quando chegasse no meu destino final. Era o que mais faltava! O homem bufava por todos os lados, fazia travagens bruscas, estava possuído mas lá nos entregou, com muita má vontade, no nosso destino. Andar de táxi no Marrocos é tooooda uma aventura!

Ao fundo, a mesquita da Koutobia (com entrada proibida para não-muçulmanos) e as caleches em fila à espera de turistas.
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23 abril 2016

E aos (quase) 20 meses de casada...

... não me perguntem como (porque nem eu sei) mas acho que ainda o amo mais um bocadinho todos os dias. Muito mais do que aos 17, quando comecei a 'curtir' com ele, sem nenhuma pretensão (eu nem sequer gostava do homem, achava-o irritante, nerd e mega insistente - daquele tipo que não sabe ouvir a porra de um 'não' como resposta). Vinha eu de uma desilusão de caixão à cova (tudo é tão exagerado nessa idade... Eu pensava que morria de tanto desgosto ahahaha), não estava virada para nada que metesse gajos ao barulho, queria lá saber disso!

Mas ele apareceu, do lugar mais inesperado, começou a fazer 'o cerco', disse que tinha toda a paciência do mundo (e teve), aturou todas as minhas crises existenciais e o vai-e-vem do "hoje quero", "amanhã não quero" (se fosse ao contrário eu tinha desistido na primeira 'barra', a minha paciência é muito limitada nesse campo), até que se fartou... depois de quase quatro meses no 'nem-fodes-nem-sais-de-cima' o gajo deu-me um ultimato e meteu os papéis para ir para Erasmus. Pronto, deu-se o click e pensei: "muito bonito, agora ele vai sumir sabe-se Deus para onde, provavelmente para um sítio cheio de loiras gostosas e eu me fod#". Corri (literalmente) atrás do prejuízo - ele ainda me fez sofrer um bocadinho ahaha - mas depois desse dia, nunca mais fomos capazes de nos afastar.

Foi uma combinação de coincidências e acasos (alguns dirão sorte, talvez também seja), e calhou-me na rifa este homem, que amo exageradamente. Que adoro tudo: a voz, o toque, o cheiro, a forma de explodir e passado 5 minutos já vir a correr para o abraço (quem diz abraço, diz outras coisas ahaha), o sorriso de canto de boca quando fala no futuro e nos nossos planos...

Confesso: morria de medo da vida a dois, achava que seria uma valente seca isto de dividir tudo com outra pessoa, que em dois tempos estaria farta, que a rotina se instalaria e o amor, aos poucos, iria embora. É o que acontece com (quase) todos os casais que conheço, conto nos dedos de uma mão os que são realmente felizes (casados há muitos, mas poucos são felizes de verdade) e se há coisa que eu não abro mão é da minha felicidade. Isso foi algo que, a duras penas (e depois de dois divórcios) a minha mãe me ensinou: "filha, nessa vida não há meio-termo, não te acomodes, não te conformes... se não estás feliz, se não te enche as medidas, vai em busca daquilo que te faz transbordar!" e é exactamente essa palavra que me define, actualmente: transbordante. De amor, de tanto amor.
Que sorte a nossa!
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Roteiro Marrocos // Marrakech #1

É verdade que eu queria muito ir a Marrocos mas se havia uma cidade que eu tinha as expectativas lá em cima para conhecer, essa cidade era Marrakech. Queria ver de perto tudo aquilo que ouvia dizer da cidade, a agitação, os sons, as cores, os cheiros, a loucura ali ao meu lado. Para começar, escolhemos ficar num riad (casa tipicamente marroquina, normalmente com pátio e piscina interior) para conhecer de forma mais genuína a atmosfera envolvente. E não poderíamos ter ficado mais satisfeitos :)

Escolhemos o Riad Karmanda, com uma localização estratégica (a menos de 10 minutos de caminhada para a praça Jemaa el-Fna), um pequeno-almoço delicioso, quartos confortáveis com todas as comodidades de um hotel e um terraço lindo cheio de buganvílias e muito sol. Adorei a experiência! (pagámos cerca de 200€ para 3 noites de hospedagem, com pequeno-almoço incluído).

Fomos recebidos com o tradicional chá de menta e hortelã (uma delícia e super drenante) e a simpatia de gente que realmente sabe como receber hóspedes. Começamos a caminhar pelas ruazinhas da medina, que nos pareceram todas iguais (todos os dias nos perdemos em alguma rua, é inevitável) e logo apareceu um menino para nos 'ajudar' a encontrar a praça. Em Marrakech ninguém se aproxima para ajudar sem esperar nada em troca (é um bocado como aqui na Europa, mas sem a parte do disfarce) pelo que não estranhei quando no final, já na praça, o miúdo estendeu a mão a pedir dirhams (por sinal, 1€ = 10,50 MAD ou dirhams). O melhor local para trocar euros é mesmo na loja do aeroporto de Menara, foi onde encontrámos a melhor taxa mas o que não faltam são lojas de câmbio espalhadas pela cidade e na pior das hipóteses, também podemos levantar dinheiro nos vários ATMs que existem (vale lembrar que no Marrocos pouquíssimas lojas - e até mesmo hotéis - aceitam pagamentos em cartão, os bancos marroquinos cobram taxas altas aos comerciantes e por isso eles recusam-se a aceitar cartões - AMEX então é para rir, nem mesmo no aeroporto consegui pagar com o blue card).

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14 abril 2016

O meu cronograma capilar:

Há uns três anos, talvez, escrevi um post sobre o Cronograma Capilar (um conjunto de tratamentos divididos em 3 fases, para manter o cabelo sempre saudável - especialmente os com química) mas com o passar do tempo o post ficou desatualizado e eu acabei por apagá-lo. Como tenho recebido alguns emails sobre o tema, resolvi escrever sobre o meu atual plano SOS para recuperar o cabelinho antes dos estragos do verão (por mais que uma pessoa evite, esta é a altura do ano em que mais damos cabo dos fios). O meu cabelo atual está com umas nuances em tom de mel, especialmente nas pontas (estilo californianas) e com um alisamento progressivo (da marca Purah, para mim são os melhores), logo, pejado de químicas e descoloração (medo) por isso decidi apostar forte e feio nos produtos profissionais e no cuidado diário para conseguir a minha juba exuberante :)

O cronograma é dividido nestas três fases e depois de testar vários produtos para cada uma das fases, cheguei à conclusão que no meu cabelo, estes são os produtos que mais resultam. Adoro-os!

Durante anos da minha vida (especialmente até aos 20) achava que estava condenada a um cabelo seco e mega volumoso, cheio de caracóis. Não é que não fosse bonito mas eu detestava! Passava a vida a desfrizar a raiz, a alisar as pontas, diariamente perdia horas em brushings, enfim, uma tortura! Dizem que nunca estamos satisfeitos com aquilo que temos e é bem capaz de ser verdade. Naquela altura eu dava um braço para ter nascido com cabelo liso (é tão mais prático e elegante!) e até cheguei a falar com a minha mãe: "poxa, mãe, porque não escolheste um japonês para ser meu pai?" ahahaha

Com o passar do tempo, descobri a maravilha dos alisamentos (já fiz de tudo: alisamento progressivo - com formol e sem formol, escova marroquina, escova de chocolate, alisamento definitivo, alisamento a laser, enfim.... o único que realmente deixou o meu cabelo como eu queria foi o da linha Purah). Quando fazemos um alisamento o nosso cabelo muda por completo: os fios afinam (eu adorei, porque sempre tive imenso volume mas há quem sofra do problema inverso), a raiz fica muito mais oleosa (nesse aspecto foi bom ter tido sempre cabelo seco) e os fios tornam-se mais resistentes à tratamentos como máscaras, cremes e afins. Como em tudo na vida, tem os prós e os contras, para quem pensa em fazer só para "mudar de visual" não recomendo. Para quem quer mudar mesmo de estilo e assumir um cabelo liso a longo prazo, então acho que é a melhor escolha!

Sou muito apaixonada pela linha "Absolut Repair" da Loreal Professionel, o meu cabelo fica uma seda com ele e o shampoo é sem dúvida o meu produto preferido: não resseca, não deixa o cabelo áspero, é amor pra vida toda! O shampoo "Silver" da mesma linha tenho utilizado de 2 em 2 semanas para matizar a cor das madeixas e evitar que fiquem loiras (ninguém merece uma pessoa da minha cor de pele com madeixas loira) e ele é super eficaz, basta uma lavagem e a cor das madeixas fica super natural, parece que se mistura melhor com a cor de base do cabelo. O único senão é que resseca imenso o cabelo mas nada que uma máscara potente não resolva o probleminha.

Esses acessórios sem dúvida que tornam o meu trabalho muuuito mais facilitado: o secador é a oitava maravilha do mundo, adoro-o de paixão e põe o meu Phillips antigo a um canto. Seca o cabelo em menos de nada (e eu tenho cabelo pra dar e vender) e deixa um frio fantástico quando direciono o jato de ar frio no final da secagem. A prancha da GHD dispensa apresentações (é só a melhor prancha do mundo, segundo várias pesquisas) e tive que ir à Londres buscá-la porque cá o preço era (ainda mais) absurdo mas não me arrependo. O meu marido costuma brincar e dizer que eu, num assalto, sou aquela que grita: "levem tudo, menos a minha GHD" ahaha. A escova Mason & Pearson foi assim um capricho, adoro o estilo vintage dela e as cerdas são super macias... Noto especial resultado quando escovo o cabelo antes de deitar e acordo de manhã com ele soltinho e brilhante (mas confesso que ainda não tenho a convicção de que ela valha o dinheiro que custa).


Ufa, parece imensa coisa (e é) mas só eu sei o benefício que estes produtos me trouxeram! Cuidar do cabelo tornou-se automático, já deixo as máscaras na casa de banho para facilitar, enquanto elas actuam (cerca de 5 minutos) aproveito para esfoliar o corpo ou lavar os dentes (sim, eu sempre lavo os dentes no banho, é um vício) e quando olho para o relógio, já está na hora de remover a máscara :)

Costumo lavar o cabelo dia sim, dia não e quando não me apetece secá-lo com o secador (também tenho destes dias), encaixo o difusor no bico do secador, ar frio nele e fico com umas ondas super giras em coisa de 5 minutos. No dia a seguir, se quiser deixá-lo liso, aplico o protector térmico e passo a prancha em todo o comprimento (15 minutos, se tanto). O que são 20 minutos num dia de 24 horas, não é? Especialmente se isto significa andar com o cabelo impecável e do jeito que mais gostamos :)

Esta é a foto mais recente que tenho do meu cabelo (tirada logo após fazer a reconstrução power com o cpr da Senscience) e como toda a gente sabe, o cabelo fica um pouco pesado depois de uma reconstrução, os efeitos só aparecem depois da primeira lavagem (daí ele não estar do 'jeitinho que eu gosto' nessas fotos) mas conseguem ver o brilho dos fios e o aspecto de liso natural (coisa difícil de se conseguir com alisamentos).

E vocês, também possuem um arsenal de produtos para manter o cabelinho no sítio? Têm alguma dica preciosa sobre cabelos para partilhar na caixa de comentários? Fiquem à vontade :) E se tiverem dúvidas (e eu souber responder), podem deixar nos comentários.
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10 abril 2016

O meu "aero-look" para Marraquexe:

Vocês vivem pedindo fotos de look do dia (ahahaha como se eu fosse uma fashion-blogger) e este provavelmente será o primeiro que partilho aqui no estaminé, básico e confortável para uma viagem de avião:

- jeans com rasgos: C&A (adoro as calças dessa loja, tem uma modelagem super parecida com a brasileira e o caimento é óptimo para o meu biotipo (aka: perna e rabo generosos)
- Camisa branca: Carolina Herrera
- Mala coisa-mais-fofinha: Carolina Herrera (siiim, ontem voltei ao Freeport e fui buscar a minha menina).


Estava mortinha para usar o lenço liiindo que ganhei de Páscoa (isto de não comer chocolates tem lá as suas vantagens) e para viajar achei que seria mais confortável utilizar o lenço assim numa espécie de bandolete para segurar o cabelo (fiz essa amarração) e adorei o contraste do lenço multicolorido com o cabelo escuro. Depois mostro-vos mais fotos, que agora o marido já está aqui em pé feito estátua a exclamar que estamos atrasados para o aeroporto! :)

Trouxe o lenço com 75% de desconto (apetecia-me trazer uma mão cheia deles) e é 100% seda, super aveludado e macio. A camisa teve, salvo erro, 65% de desconto e tem um caimento perfeito, assim mais largo como eu gosto (para contrastar com as calças justas). A mala já sabem, tinha cerca de 50% de desconto.

E a parte mais gira é que no meio disso tudo, estou calçada com umas sandálias rasas da Primark que nem chegaram aos 20€ (essa é a vantagem de uma boa mala - sustentam até mesmo o look mais simples sem fazer feio). Adoro misturar peças mais caras com outras baratuchas, acho um piadão. Ui, agora tenho meeesmo que ir, que o homem já ameaçou arrancar-me o portátil das mãos. Fuiii!
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08 abril 2016

Inspiração de Decor #2

Um dos meus sonhos de consumo é ter um lenço Hermès daqueles mega coloridões, acho um acessório muito versátil, chique e que deixa qualquer look mais especial. Sempre que posso fico a espreitar leilões no ebay desses famosos lenços mas todos os Hermès que encontro são muito simples, em cores clarinhas ou com cavalinhos dourados (que acho muito feio - pronto, falei - sei que é um dos símbolos da marca mas por favor...). Ainda não encontrei o meu lenço, todo coloridão e espampanante mas um dia lá chegarei :)

Enquanto isso, delicio-me a ver inspirações no Pinterest e dentre várias maneiras de usar um lenço (no cabelo, na mala, a fazer de cinto, como pulseira, enfim...) há uma que para mim foi novidade: emoldurar um lenço e usar como 'obra de arte' numa parede de casa (se repararmos no preço de um Hermès, é bem capaz de ser eleito como obra de arte ahaha). Achei a ideia genial e assim de repente lembro-me de uma parede branquinha solitária no nosso quarto... onde um lenço em tons de turquesa ficaria a matar! E assim como assim, estamos a investir em pequenas obras de arte, não acham?


O difícil vai ser querer usar o lenço e ter tooodo o trabalhão para removê-lo da parede. Mas que é uma ideia fora do vulgar e gira, gira... lá isso é ;) Há por aí quem tenha um Hermès? Vá, comentem e deixem-me cheinha de inveja.
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06 abril 2016

Fui (mas volto)


Finalmente, chegou o dia de pisar pela primeira vez em continente africano (estou tão ansiosa!), espero poder absorver toda aquela cultura, cheiros, cores e sons incríveis! Vou realizar dois sonhos nesta viagem (depois conto-vos quais são, no regresso) e há lá melhor coisa nessa vida do que realizar sonhos? Tão bom! Daquelas sensações que nos deixam de sorriso no rosto pelo dia inteiro.

Deixei vários posts agendados para vocês não sentirem muitas saudades minhas (ahahaha sou uma convencidona) e apesar de saber que os hotéis (sim, no plural... são três diferentes - uma aventura!) têm wifi e eu própria ter wifi sempre conectado no telemóvel, dessa vez fui 'proibida' pelo marido de estar conectada nestas férias. Disse-me assim: "olha lá, qual foi a última viagem em que estivemos mesmo afastados da tecnologia, telemóveis e ipads?" e eu pensei, pensei, pensei... e não consegui me lembrar de nenhuma viagem. E decidi experimentar ficar totalmente 'off' nestas quase duas semanas, vamos lá ver como a coisa corre :)

Entretanto, é claro que viajo com o ipad para verificar emails ao final do dia (não vá se instaurar uma qualquer guerra civil na empresa, durante a nossa ausência - ossos do ofício, quando se tem um negócio próprio nunca se está realmente 'de férias') mas vou controlar-me para tentar abstrair ao máximo de tecnologia nessas férias (isso e controlar os dedinhos para não vir logo a correr relatar os nossos dias por lá). Não será fácil mas vou dar o meu melhor :) Até logo, pessoas!
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04 abril 2016

É capaz de não ser lá muito boa ideia (só acho)

Há bocadinho estava a conversar com a nossa 'guia' marroquina que nos vai levar até ao deserto e eis que surge a temida pergunta:

- Quão aventureiros vocês são?
- Humm, um bocado. (me-do e sim, eu sou a pessoa que nunca acampou na vida). Mas porquê?
- Aventureiros o suficiente para andarem 10 horas de viagem em um 4x4 até o Saara?
- Sim, claro.
- E depois dessa viagem aguentarão mais 2 horas de percurso montados num dromedário?
- Humm, acho que sim (nessa altura já eu começava a esmorecer...)
- Ótimo! Só para lembrar que devem estar também preparados para dormirem uma noite num acampamento berber, sem luz, água e casa de banho. Certo?
- Errr... certo. (voltaaaa, resort 5* com tudo incluído, volta por favor!).

Mas aonde é que eu estava com a cabeça quando achei que isso era uma boa ideia, digam-me? Só podia estar alcolizada, não era eu...é a única explicação que encontro. Raios! Pronto, é certo que eu quero muuuito ir ao Saara (é um dos meus sonhos) mas analisando a realidade nua e crua da coisa, acho que prefiro ficar pela cidade mesmo, fazer comprinhas, a relaxar num hamman e ser esfoliada e massajada enquanto beberico um cházinho de menta, isso sim é vida, senhores. Mas agora o marido já só fala no deserto, na noite sob as estrelas, no camelo (ou dromedário, dá-me igual), em acampamentos... no que eu fui me meter!

Se entretanto eu deixar de vos dar notícias, já sabem: posso ter sido picada por um escorpião durante a dormida no acampamento, posso ter entretanto caído do camelo e estar toda partida, enfim... assim de repente consigo pensar em todo um rol de cenários (nenhum deles bonito) para justificar a minha ausência blogosférica. Sejam fortes na minha ausência, sim?
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03 abril 2016

Acho que estou apaixonada...

... por uma carteira! Hoje fomos passar o restinho do fim-de-semana com a outra parte da família do marido, que vive no Montijo. Como é óóóbvio, de tardinha tive que passar pelo Freeport em Alcochete para lavar as vistas (uma pessoa também não é de ferro), na verdade, fui à Carolina Herrera trocar uma prenda que recebi na Páscoa e os meus olhos bateram nesta menina:

E acho que ainda devem estar por lá... É só a coisinha mais fofa e amorosa de sempre, não é? Adoro tudo: a cor metalizada (fiz recentemente uma 'limpa' no closet e mandei fora mais de 20 malas, acreditam? Não fiquei com nenhuma dessa cor.... #desculpas), adoro o mega laçarote, a alça em corrente (que dá pra usar de várias maneiras), enfim, adoro tu-do! Só não adoro o preço mas também já se sabe que não há milagres. Custava 580€ e em outlet ficava por 310€ a versão metalizada (as outras cores estavam a 260€). É tão linda, caramba!

Andei ali uns minutos a pensar: "levo? não levo? levo?" e como estava com familiares do meu marido, vou ser sincera: não quis comprar um artigo desse valor com eles ao lado, ainda se espalhava pela família a notícia que o homem está cheio do dinheiro ou, pior, que tem uma esposa maluquinha por carteiras (não que seja mentira mas... também não é para todos saberem :P). Tentei passar à frente e esquecê-la (faço sempre isso com compras impulsivas), vim para casa, refleti, pensei se realmente preciso dela, se vou continuar a gostar desse modelo daqui há cinco anos... e acabei por responder "sim" a todas as questões ahahaha (sou mesmo um caso perdido).

Continuo com a pergunta a martelar-me o juízo: compro ou não? Help me!
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02 abril 2016

Das coisas que só acontecem comigo #12

Fui jantar na casa da minha mãe e às tantas ela diz que está a ficar com muitos cabelinhos brancos e que tinha comprado uma tinta no supermercado para aplicar em casa sozinha. Eu voluntariei-me para aplicar a tinta no cabelo dela e lá fomos nós para a casa de banho, toalha velha na mão, pente de dentes finos, embalagem de tinta, mola de cabelo e afins. Começo pela parte da trás, vou aplicando e reparo que estou a deixar cair imensa tinta no chão (sou uma lambona, não sei se já vos tinha dito - e desastradérrima) mas pensei: oh, deixa lá, quando terminar limpo tudo (não queria parar a meio por causa do tempo de pose que já estava a contar). Continuei o serviço, sempre preocupada se estava a manchar a testa da minha mãe (só por acaso, a tinta é preta azulada - imaginem o drama), pinta daqui, pinta de lá, respinga aqui, cai mais um bocado ali... Quando termino, viro-me para trás para começar a limpar o chão da casa de banho, a pia, etc... E mando um grito:

A cadela, branca como a neve, estava toda salpicada de tinta preta! Ninguém deu por ela no cantinho da casa de banho, ela segue-nos por todo o lado, é uma sombra da minha mãe. A bichinha está num estado que, sei lá, anda ali numa mistura de dálmata com vaquinha dos açores, toda às pintas.

Ligamos imediatamente para a veterinária, que depois de parar de rir (sim, ela já nos trata como amigas) pediu-nos para dar um banho com o shampoo violeta (que clareia o pêlo branco) e deixá-la estar assim uns minutos, a ver se a coisa melhora. Diz que não lhe fará mal (em princípio) e que na pior das hipóteses, daqui a um mês a coisa desaparece quando tivermos que levá-la para tosquiar. Ninguém merece, uma maltês às pintas. Só a mim...

(assim de repente consigo lembrar de mais um desastre doméstico que aconteceu com outra cadela que tivemos: a empregada deixou a banheira 'de molho' com uma solução de lixívia e não é que a cadela mandou-se lá para dentro e bebeu uma parte da lixívia? Ficou dois dias internada, a beber/comer carvão, com direito a soro espetadinho no braço e vómitos horrorosos mas felizmente safou-se. Nós, os donos, já não batemos muito bem da mona e ainda nos calha na rifa uns animais assim mais maluquinhos e pronto, está a festa armada).
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01 abril 2016

As novas aquisições #2

Não tenho comprado grande coisa para esta Primavera (no que toca à roupa então, é mesmo para esquecer... só tenciono comprar novas peças quando estiver no meu peso final - e só para vos manter actualizada, já foram 14kg embora 😁) e para não dizer que não comprei nada de roupa, cedi ao apelo de umas calças de ganga rasgadas, dois números abaixo do meu tamanho habitual - pronto, uma pessoa não é de ferro.

Na minha recente ida ao Freeport e depois de calcorrear o shopping quase todo (e apanhar uma valente desilusão) decidi investir nas malas de qualidade e a bom preço (isto é, com descontos mesmo bons) da Bimba y Lola. Fui com a ideia de comprar uma mala pequenina, para usar aos fins-de-semana mas depois não soube decidir-me entre dois modelos e como estavam com 60% de desconto, acabaram por vir os dois (ou melhor, os três por que quando já estava no balcão para pagar vi uma senhora desistir de comprar uma mala, que era a última da loja e que eu já tinha deitado um olho comprido, e achei que era um sinal para avançar). Cá estão elas:

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Amor é... [post capaz de ser um bocado nojento]

... eu estar há vários meses sem comer uma das minhas comidas preferidas (iscas de fígado com puré de batata) e decidir que era o dia para jantar tal iguaria. Uma hora depois, verde de tão mal disposta, começar a ficar tonta, enjoadíssima e a sentir que vou cair a qualquer momento. Estar na sala, o cómodo mais afastado da casa-de-banho. Sentir que vou vomitar mas sem ter qualquer força de caminhar até a sanita mais próxima.

E ele vir a correr, com o balde da esfregona na mão, a segurar-me a cabeça (e o cabelo - vomitar sim, estragar o brushing é que não) e fazer-me festinhas na testa enquanto eu verto todo o conteúdo do estômago no balde. E eu tenho uma fobia muito estranha: morro de nojo de vomitar e quanto mais vomito... mais nojo tenho e mais vontade de vomitar. Assim espécie de reação em cadeia que termina comigo aos espasmos, já sem qualquer resto de comida no estômago mas ainda cheia de nojo do cenário à minha volta. Ninguém merece. (voltemos então à salada de rúcula e ao peito de frango grelhado que já ninguém se chateia).

(o mero detalhe é que o meu marido tem pavor de fígado de boi, é que não pode nem sentir o cheiro e quando cozinho iscas para mim, ele nem se aproxima da cozinha. Imaginem o que foi ter que ficar ali ao lado a cheirar iscas de fígado em meio ao vomitado, não foi bonito. Diz ele que agora a porra do cheiro não lhe sai das narinas. Isto é amor, minha gente, amor no seu estado mais puro.)
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