23 abril 2016

E aos (quase) 20 meses de casada...

... não me perguntem como (porque nem eu sei) mas acho que ainda o amo mais um bocadinho todos os dias. Muito mais do que aos 17, quando comecei a 'curtir' com ele, sem nenhuma pretensão (eu nem sequer gostava do homem, achava-o irritante, nerd e mega insistente - daquele tipo que não sabe ouvir a porra de um 'não' como resposta). Vinha eu de uma desilusão de caixão à cova (tudo é tão exagerado nessa idade... Eu pensava que morria de tanto desgosto ahahaha), não estava virada para nada que metesse gajos ao barulho, queria lá saber disso!

Mas ele apareceu, do lugar mais inesperado, começou a fazer 'o cerco', disse que tinha toda a paciência do mundo (e teve), aturou todas as minhas crises existenciais e o vai-e-vem do "hoje quero", "amanhã não quero" (se fosse ao contrário eu tinha desistido na primeira 'barra', a minha paciência é muito limitada nesse campo), até que se fartou... depois de quase quatro meses no 'nem-fodes-nem-sais-de-cima' o gajo deu-me um ultimato e meteu os papéis para ir para Erasmus. Pronto, deu-se o click e pensei: "muito bonito, agora ele vai sumir sabe-se Deus para onde, provavelmente para um sítio cheio de loiras gostosas e eu me fod#". Corri (literalmente) atrás do prejuízo - ele ainda me fez sofrer um bocadinho ahaha - mas depois desse dia, nunca mais fomos capazes de nos afastar.

Foi uma combinação de coincidências e acasos (alguns dirão sorte, talvez também seja), e calhou-me na rifa este homem, que amo exageradamente. Que adoro tudo: a voz, o toque, o cheiro, a forma de explodir e passado 5 minutos já vir a correr para o abraço (quem diz abraço, diz outras coisas ahaha), o sorriso de canto de boca quando fala no futuro e nos nossos planos...

Confesso: morria de medo da vida a dois, achava que seria uma valente seca isto de dividir tudo com outra pessoa, que em dois tempos estaria farta, que a rotina se instalaria e o amor, aos poucos, iria embora. É o que acontece com (quase) todos os casais que conheço, conto nos dedos de uma mão os que são realmente felizes (casados há muitos, mas poucos são felizes de verdade) e se há coisa que eu não abro mão é da minha felicidade. Isso foi algo que, a duras penas (e depois de dois divórcios) a minha mãe me ensinou: "filha, nessa vida não há meio-termo, não te acomodes, não te conformes... se não estás feliz, se não te enche as medidas, vai em busca daquilo que te faz transbordar!" e é exactamente essa palavra que me define, actualmente: transbordante. De amor, de tanto amor.
Que sorte a nossa!
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