31 maio 2016

Hoje...

... era o dia em que viajaríamos para Itália, numa road trip por várias cidades. Desta vez queríamos viajar 'ao sabor do vento' pelo que só tínhamos os bilhetes de avião (Lisboa-Roma e Pisa-Lisboa) e dois hotéis reservados, um em Pisa e outro em Roma. A ideia era ir passeando por outras cidadezinhas e depois logo víamos os hotéis. Nunca viajei sem ter todos os hotéis marcados mas desta vez deu-me vontade de arriscar. Hoje, à luz dos acontecimentos, acho que já era o meu sexto-sentido a dar sinal. Foi da maneira que perdemos menos dinheiro (conseguimos recuperar 50% do valor dos hotéis mas os bilhetes de avião já eram...).

Assim que soube que a minha avó estava doente, tudo deixou de fazer sentido. Viajar, que é das coisas que mais prazer me dá nessa vida, tornou-se secundário. Tenho a vida toda para isso! O imperativo é estar com ela, cuidar, amar, lutar com ela, acreditar que podemos vencer.

São dias difíceis, estes. Dias complicados, dias escuros, dias de coração pesado. Provavelmente a batalha mais difícil que eu já travei. Ouvir da boca de médicos conceituados - reconhecidos como 'o melhor disto', 'o especialista naquilo' - que o caso dela é dificílimo, praticamente sem chance de cura... fez-me ter vontade de sacudi-los, de gritar até ficar rouca, de dizer: "ei, estás a falar da minha avó, a mulher que nunca desistiu de mim... como eu posso desistir dela? Tem que haver alguma coisa! Temos que fazer algo!".

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22 maio 2016

Um apelo:

Por favor, parem. Peço-vos isso hoje, num dia em que me sinto sem chão, sem forças, sem nada. Num dia em que descobri que uma das pessoas que mais amo nessa vida está gravemente doente. Nem sei como tenho forças para escrever este post, o que eu sinto é inexplicável, é uma sensação de injustiça sem tamanho, uma dor sem fim... O tabaco mata, não é marketing, não é mentira, não é brincadeira. Mata mesmo. Mata quem fuma. Mata quem convive com fumadores. Mata. Pura e simplesmente, mata.

Se não puderem parar por vocês, parem por amor aos vossos filhos. Porque eles podem adoecer devido à fumaça que inalam do vosso cigarro. Quem fuma até pode vir a não ter nada, mas e quem assiste passivamente ao fumo? Será justo pôr uma pessoa inocente, que nunca fumou, a lutar pela vida por causa de um cancro? Um cancro causado pelo tabaco... Não vou me conformar nunca. É uma irresponsabilidade. Odeiem-me, mas nunca vou me calar. Se já tinha nojo de tabaco, agora tenho pavor. Não aguento nem ver uma caixa de cigarros, essa é que a verdade. Não aguento ver mulheres de mãos dadas com filhos numa mão e o cigarro na outra. Não aguento.


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20 maio 2016

um toque marroquino...

Juro que não sou eu a lançar tendências mas já repararam em como as lojas de decoração do costume (Area, Zara Home, A loja do Gato Preto, Casa e afins) estão cheias de objectos de inspiração marroquina? São as lanternas, as almofadas ricas em detalhes, os bules e conjuntos de chá, as mesinhas baixas, enfim, todo um mundo de coisas que nos remetem ao Marrocos. E eu, que sou uma vanguardista (ahahaha) assim que bati o olho em algumas coisas nos souks marroquinos, soube logo que não podia aterrar em Lisboa sem elas.

Trouxe um novo candeeiro de tecto cheio de filigranas, todo em bronze, uma peça que me arrancou suspiros (e muitos dirhams). Andei, sem exagero, quase uma hora a negociar o seu preço com o vendedor. O preço inicial era desanimador (2100 dirhams - quase 200€!), ofereci 70€ e já estava a esticar a corda porque achei que era demasiado. O vendedor não aceitou e eu fui embora mas sempre a pensar no candeeiro... Horas depois, já na visita guiada pela medina, perguntei ao guia o preço real desses candeeiros e se eram mesmo em bronze. Ele disse-me que nunca custavam menos de 90€ porque sao peças que levam duas semanas a serem executadas, são feitas à mão e o trabalho das filigranas em bronze era algo muito demorado. Foi o que bastou para mim... tentei lembrar-me da loja onde tinha visto o candeeiro, perdi-me várias vezes dentro da medina, já a minha mãe estava a panicar enquanto eu me embrenhava medina adentro... até que encontrei a loja e o vendedor concordou em fechar negócio por 80€. Continuei a achar caro mas depois pensei que esse é o valor que custaria um candeeiro de tecto na IKEA, por exemplo, fabricado em massa e sem qualquer tipo de exclusividade. Por isso, acho que até fiz um bom negócio :) Eu adoro-o de paixão!


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18 maio 2016

Oportunidades IKEA - o paraíso para quem ama descontos!

Não é surpresa nenhuma para vocês: sou louca por descontos. Fico maluca em saldos, não posso ver uma plaquinha a dizer "50% de desconto", "Promoção" ou "Só hoje!". Perco a cabeça e adoro o 'gostinho de vitória' por saber que comprei um artigo por um preço irrisório. Tão bom!

Esta semana tive que ir ao IKEA comprar umas coisas para a empresa (estamos a remodelar uma das divisões) e enquanto estava a dirigir-me para a caixa de pagamento, lembrei-me de ir espreitar a secção das "Oportunidades", um género de saldos permanentes, que a IKEA tem ali mesmo ao lado das caixas. Por norma são vendidos artigos que serão descontinuados (muitos trazem na etiqueta: "também disponível embalado"), também vendem artigos de exposição (sofás, camas, mesas de cabeceira...), artigos incompletos (por exemplo: uma capa de edredão que já não tem fronhas), tapetes, molduras, enfim... tudo aquilo que a loja já não consegue vender ao preço dito normal... acaba por ir parar nesta secção.

E eu, que não sou esquisita e não tenho nenhum preconceito em comprar artigos de exposição (então a preços ridículos de tão baixos, é que não me faço mesmo de rogada), lá comecei a vasculhar tudo o que via e fiz óptimos achados! Ora vejamos:


---» Almofada KNAVEL: De 69,90€ por 2,50€ (artigo de exposição). É óptima, super alta e firme, mesmo do jeitinho que eu gosto (normalmente uso uma viscoelástica de soja, que é óptima) mas penso que as visitas também merecem uma almofada de qualidade superior e com um desconto absurdo destes, tive que trazê-la. Infelizmente já só havia uma :(

--» Gaveta extraível com divisórias KOMPLEMENT: De 35€ por 3,50€ (artigo descontinuado). Já não o encontro no site da IKEA, o mais parecido é este. Como sabem, tenho uma divisão da casa preenchida com roupeiros PAX e nunca sou capaz de dizer não a um acessório destes, para organizar as minhas jóias e acessórios. (agora falta-me comprar a gaveta em vidro para pôr por cima e proteger).

---» Edredão GLANSVIDE 2,40m x 2,20m: De 89,90€ por 12€ (artigo de exposição). Há uns meses comprei um edredão de inverno super pesado e quentinho (sou muito friorenta) mas com a chegada do tempo mais quente, fazia-me falta um edredão super fresco (o meu habitual é um grau 3 - dá para todas as estações) e este é perfeito: capa acetinada e fria, sabe super bem em contacto com a pele (nem dá vontade de lhe vestir capa nenhuma ahaha).

---» Divisórias adicionais KOMPLEMENT: De 60€ por 25€(artigo descontinuado). Mais um acessório para os roupeiros PAX, idealmente pensado para organização de artigos pequenos mas o meu cérebro pensou que seria o complemento perfeito para arrumar todas as minhas havaianas e ipanemas (para mim, o sapato mais confortável do mundo) enfileiradas. (este artigo estava disponível embalado individualmente e também noutras cores: castanho, preto, etc).

E foi isto, um festival de descontos que está disponível durante todo o ano nas lojas IKEA. Para quem não tem preconceitos em comprar artigos que já estiveram expostos na loja, é uma excelente dica. Eu acredito que com 'água e sabão' tudo se limpa, por isso no sábado vou levar o edredão e a almofada para lavar e secar na lavandaria e ficarão como novas! Adoro oportunidades destas :)

E vocês, já conheciam esta secção da IKEA? Também costumam lá comprar?
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13 maio 2016

Pelo sim, pelo não... acho que hoje vou jogar no Euromilhões.

- O reembolso do IRS acaba de aterrar na minha conta bancária, coisa tão boa! Logo à uma sexta-feira, não tem melhor forma de começar o fim-de-semana do que esta ahaha. Este ano ainda conseguimos a proeza de receber quase 400€ a mais em relação ao ano anterior (não me perguntem como - não pesco nada do assunto) e pronto, sabe sempre bem perceber que em meio a tanto desconto daqui e dali, tanto imposto e sobretaxa... afinal também há estas 'mini-compensações'. Adoro!

- Recebo uma chamada de um número fixo que não conheço, logo pelas 9h da manhã. Atendo (atendo sempre qualquer número, não tenho a panca do 'só-atendo-números-da-lista-de-contactos) e sou surpreendida com a seguinte conversa:

- Bom dia, o meu nome é Ivo Miranda, faço parte da Nos e estou a ligar-lhe no âmbito da campanha de re-fidelização de clientes, gostava de fazer duas perguntas: numa escala de 0 a 10, como classificaria a sua satifação com o seu serviço NOS?
- Humm, seis.
- Certo, não está muito satisfeita mas também não está desagradada de todo... E numa escala de 0 a 10, qual a probabilidade de vir a mudar de operadora quando terminar o período de fidelização?
- Nem sequer é uma probabilidade, é mesmo um ponto assente: estou só a espera que chegue Julho para terminar os 24 meses e poder mudar de operadora.
- E se permite a questão, é por questões financeiras?
- Também, mas não só. Acho que a internet cá em casa está constantemente com falhas, nem de longe tenho os 100 Megas que vocês anunciam e acho que pagar 45€ por mês é um roubo, especialmente quando tenho amigos que pagam 25€ ou coisa que o valha, pelo mesmo serviços, na Vodafone.
- Então e se eu lhe oferecer mais 20 Megas de internet, ou seja, fica com 120 Megas em sua casa, ofereço-lhe também um pacote de canais extras escolhido por si e ainda baixo-lhe a mensalidade para 26,90€, ao mesmo preço da Vodafone, durante 12 meses? Só fica fidelizada por mais um ano e com um preço muito competitivo. Se ao fim dos 12 meses quiser manter-se connosco, vamos manter o valor dos 26,90€, se não quiser, é livre de mudar de operadora.
- Certo, vou então pensar e falar com o meu marido. Se quiserem voltar a ligar à noite, já vou ter uma resposta.
- Com certeza, ligarei novamente pelas 20h.

E é isto. Se hoje não é o meu dia de sorte, então não sei. O meu marido até se engasgou quando lhe contei da chamada da NOS e perguntou-me por que não aceitei logo! Olha, porque sou desconfiada e acho que quando a esmola é demais o santo desconfia. Então ando eu feita mula a pagar durante dois anos uma mensalidade de quase 45€ e estes cromos agora oferecem quase 50% de desconto por um serviço superior ao que eu tenho? Opá, acho que é bom demais para ser verdade mas lá vou eu aceitar, é claro. Depois conto-vos se era tudo verdade ou se tinha alguma trafulhice nas 'letras pequeninas'. 

E ainda dizem que as sextas-feiras 13 dão azar! Por mim podem ser todas assim: cheias de dinheirinho e descontos daqueles bons! :)

(entretanto o meu irmão está farto de actualizar o site das Finanças e o do BPI ahahaha mas nada de reembolso até o momento. Diz ele que o 'status' no portal das Finanças está "liquidação em processamento' há mais de 6 dias, será normal? Alguém que esteja numa situação parecida?)
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12 maio 2016

Sob o sol da Toscana...

Eu sei, eu seeeei. Este blog está quase a tornar-se um blog de viagens mas compreendam: este é o meu último ano na casa dos «20» e o próximo ano provavelmente meterá fraldas, chuchas e biberões ao barulho (salvem-me!) pelo que quero gastar os cartuchos das viagens enquanto posso. Por isso, daqui a exactamente um mês, lá vamos nós curtir uns dias de férias em Itália para matar saudades desse país que nunca me cansa. Acho que é dos poucos sítios que merecem uma visita "de norte a sul". Já tenho saudades :)


Nesta viagem vamos explorar: Vaticano (só assim porque ainda não vi nenhuma missa com o Papa Francisco e mesmo sendo evangélica, acho um é dos papas mais queridos e sensatos de sempre), Siena, Florença, Pisa, Veneza e as Cinqueterre (que me ficaram atravessadas desde a viagem ao Mónaco, no ano passado - não deu mesmo para ir e fiquei mortinha de vontade). Vamos tentar fazer tudo isso em 9 dias (mas aposto que pelo meio ainda vou querer enfiar uma ou outra cidadezinha). Só posso ter sido italiana noutra vida, adoooro tudo o que seja relacionado com o país!

E depois dessa viagem declaro oficialmente encerrada a época das "férias aqui pertinho" (Marrocos e Itália estão mesmo aqui ao lado) e começo a preparar-me para os (temíveis) vôos intercontinentais que me esperam depois do verão. Me-do!

(se tiverem dicas para fornecer, serão todas muito bem-vindas. Especialmente no que toca às Cinqueterre e a Veneza - as cidades que ainda não conheço!)

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11 maio 2016

Que título hei de dar para isto, senhores? Sei lá eu!

Às vezes dá-me para reflexões profundas, é raro, mas de vez em quando lá acontece. Confesso-vos que a minha alma fica parva com a quantidade de comentários absurdos que tenho recebido ultimamente neste blog. A sério! É que se me contassem talvez eu pensasse que era brincadeirinha mas não, vejo-os com os meus próprios olhos. Todo o santo dia enchem-me a merda da caixa de comentários com um verdadeiro despejar de frustações, de raiva, de inveja (desculpem, é que não há mesmo outra definição), de intolerância, de preconceito... é tanta merda que sou obrigada a ler que estou seriamente tentada a fechar definitivamente a caixa de comentários, a exemplo do que vejo noutros blogs. E se é verdade que estranhei quando percebi que alguns dos blogs que eu seguia de repente tornaram-se blogs 'monólogo' (do autor para o mundo - sem caminho de volta) hoje entendo perfeitamente o que levou blogs como "A Maça de Eva", "As 9 no meu Blog" ou "A Vida em Azul Cueca" a privarem os seus comentários.

É que não há pachorra. Não há, pronto. Eu considero-me uma pessoa bem educada, com alguma (vá, não muita) classe, bem disposta e super de bem com a vida mas tem horas que só me apetece correr esta gente toda às caralhadas (e estou a ser simpática). São muitos anos a virar frangos, essa é que é. São mais de cinco anos nisto e a paciência já me começa a faltar. Já começo a responder torto. Já começo a ser irónica como tudo. Já atiro com 20 pedras na mão ao primeiro comentário mais enviesado que me aparecer à frente. Já não tolero. E à pala desta gentinha, pagam os outros leitores que muitas vezes levam respostas tortas sem necessidade (desculpem-me).

Eu gostava, juro que sim, de perceber o que estas pessoas fazem da vida para andarem afundadas em tanta merda que não têm nada que lhes dê prazer nesta vidinha. Acham defeito em tudo, são chatas como o raio (sim, falo no feminino porque homem nenhum se prestaria para um papel destes), sempre a arranjarem mimimi, sempre a inventarem teorias malucas...

Se conto que emagreci 16kg, é porque sou/era obesa, que horror, devia era parar de armar-me em gostosona e postar fotos sem photoshop (ahahaha). Se posto fotos, ai que rabo gigante, ai que o teu cabelo é de extensões, ai que o bronzeado é mesmo à preta (sim, já me escreveram isso). Se não mostro fotos pessoais, sou uma maníaca pela privacidade, até parece que não sabem quem eu sou ou onde vivo (ui que medo), se partilho fotos pessoais (ainda que com cara tapada) já encontram mil defeitos, ai o teu marido tem tantos cabelos brancos, a tua irmã tem ar de betinha de Cascais e o teu irmão nem se fala, parece um indiano! Se conto que vou viajar é porque sou rica e trabalho por desporto, se não posto nada sobre viagens, é porque este blog já não é o que era e agora já só falo de compras. Se falo de compras, querem saber quanto custou cada coisa, se não falo, é porque estou a armar-me em fina. Se comento qualquer assunto relacionado ao trabalho, é porque sou uma sortuda que imigrou para cá para roubar o sustento (e os maridos ricos) às portuguesas, que isto de ser brasileira tem muito que se lhe diga. Se o meu marido é dez anos mais velho que eu, é porque é um cota endinheirado e isso foi a primeira coisa em que os meus olhos focaram: na carteira dele! Puta que pariu para isto! Foda-se esta cambada de malucas, vão mais é ver se estou na esquina.

Às vezes penso que estas gajas precisam de um bom psicólogo ou terapia mas na verdade só precisam mesmo é de terapia... ter-a-pia cheia de loiça e pratos pra lavar, que isso só pode ser demasiado tempinho livre. Só pode. (ou falta de bom sexo, também é capaz de ser isso. O meu rico irmão diz que consegue topar uma mulher 'mal-comida' à distância e eu já estou como ele: é que dá mesmo para topar! Nenhuma mulher feliz e satisfeita com a sua vidinha perde tempo com estas merdices.)
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10 maio 2016

Uma nova carteira...

Vocês tinham razão: depois de cinco com a mesma carteira (esta, da Cavalinho), fartei-me. O 'problema' das carteiras (e malas) desta marca é que elas não acabam, duram anos e anos e anos... e por vezes uma pessoa farta-se, enjoa mesmo. E foi o que aconteceu: já não podia com a minha carteira castanha. Cinco anos é muito tempo, considerando que a nossa carteira é um objecto para o qual olhamos várias vezes ao dia. Há pelo menos dez anos que todas as minhas carteiras são da Cavalinho (e não, não acho que só tenham coisa de 'velhota') mas desta vez decidi arriscar.

Andei em dúvidas entre uma Michael Kors e uma Bimba y Lola mas acabei por não trazer nenhuma delas. Sou pessoa de paixões à primeira vista, arrebatadoras, aquela coisa de olhar para uma montra e pensar "ai-que-coisa-mais-linda-não-consigo-mais-viver-sem-ter-esta-carteira". Esta sou eu, prazer. Se tenho que pensar duas vezes, se estou com dúvidas... simplesmente não compro. É sinal que não gostei o suficiente e provavelmente não valerá a pena.

Há dias fui ao Alegro e depois de ver um anel giríssimo na montra da Tous, entrei para o experimentar... e vi a tal carteira que fez o meu coração estalar. Liiiinda, em tons neutros, um clássico da marca. Tem menos divisões (e espaço) que a minha antiga Cavalinho, é um facto, mas adoro-a!

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09 maio 2016

Roteiro Marrocos // Chefchaouen & Ifrane #5

Os dois últimos dias da nossa viagem ficaram por conta do passeio à Chefchaouen, a cidade azul marroquina. É uma cidade única, parece saída de um conto de fadas e fica escondida entre as montanhas do Rif - o que significa que para lá chegar, vindo de Fès, são cerca de 3horas e meia de viagem entre muitas curvinhas.


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05 maio 2016

random post #3

Por vezes perguntam-me como consigo escrever posts durante a semana e a resposta é muito simples... não consigo. Quase todos os meus posts são agendados ao fim-de-semana já que durante a semana é simplesmente uma loucura, saio sempre cedo de casa e nunca volto antes das 22h, tenho horários muito apertados, por norma também é raro tirar mais de 30 minutos de almoço (se tirar 20 minutinhos para uma sopa já estou feliz) por isso durante a semana estou em modo piloto-automático: trabalho-casa & casa-trabalho. O tempo livre que sobra ao fim do dia, claro, é passado com o meu amor (e mais recentemente, a fazer exercício trancada no closet hahaha - ando a treinar 'sozinha' com um programa de treinos com exercícios de alto rendimento, apenas 30 minutos por dia). Portanto, tempo é coisa que não abunda por estes lados mas confesso: não saberia viver sem essa correria de todos os dias :)

Por isso, intitulei um género de posts que vai aparecer cada vez mais por estes lados: o random post - nada mais é que um post com vários mini-assuntos em simultâneo, coisinhas curtas que entretanto apetece-me partilhar e que muito facilmente consigo escrever durante a semana, num dia mais tranquilo. Não esperem grande qualidade das fotos porque se o objectivo é ser um post curto&rápido, é claro que as fotos serão tiradas com o telemóvel (mais fácil e rápido). Então, vamos às últimas:
 
1// Quantos pares de lenços uma pessoa pode comprar numa única viagem? Perdoem esta pobre alma, que isto de ver tanta oferta de lenços em seda deu cabo do meu (pouco) bom-senso. Ando viciada neles, quero usar de mil e uma formas, acho que são o acessório perfeito para os dias de calor!

2// Uma pessoa a trabalhar, no duro... e este cabrãozinho (é que não há mesmo outra palavra) a enviar selfies na praia? Opá, não há justiça... E só assim como assim, essa foto foi um pequeno pretexto para dizer que... o meu Pê está novamente solteiro (soltem os foguetes e rojões) e eu ando pra aqui a pensar que já merecia uma cunhada de jeito, disposta a encher-me de sobrinhos gorduchos e de preferência que adore viajar que é para a coisa ficar mais compostinha. Candidaturas aceitam-se. (sim, a próxima namorada do Pê sou eu quem vai arranjar - já comuniquei à toda a família hahaha)

3// A minha pulseira Pandora já anda esturricadinha da silva (não cabe nem travãozinho, quanto mais uma conta) e a outra que também é Pandora mas é rija (acho que se chama Bangle ou lá o que é) já tem seis contas e segundo a vendedora, este modelo não aguenta mais peças... Posto isso, não sei onde enfiar o meu camelo, coisinha mais fofa, que recebi essa semana. Compro uma terceira pulseira? Confio na sorte e enfio a sétima conta na outra pulseira? Help me!

4// E lá se foram 16 kg à sua vidinha (e que não voltem, que percam a minha morada para tooodo o sempre!). Pesei-me novamente hoje, até foi numa farmácia que eu adoro coleccionar os papelinhos com o peso, IMC, altura e outras mariquices. Caraças, que eu nunca na vida pensei vir a perder tanto peso em tão pouco tempo (três meses, sensivelmente). Adoro a minha nova figura, adoro mesmo! Ainda pretendo subir a fasquia, na realidade estava com algum sobrepeso que incomodava-me um bocadinho (mas nada que me fizesse fechar a boca e mexer o rabo - só mesmo um susto daqueles). Perdi todas, mesmo todas as calças de ganga. Doei tudo esse fim-de-semana mas recuso-me a comprar novas porque quero ver até onde consigo chegar. Esticar a corda ao máximo - esse é o meu novo lema. A ver vamos. (A foto é do mês passado e na altura até partilhei-a no instagram. Hoje a coisa ainda está mais visível mas no fim de todo o processo mostro-vos o verdadeiro antes-e-depois.).
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03 maio 2016

Roteiro Marrocos // Fès #4

(já estão fartos de posts sobre Marrocos? Prometo que já só escrevo mais um e assunto arrumado :)

A cidade imperial mais antiga do Marrocos era o destino mais aguardado pela minha mãe nessas mini-férias então combinámos uma visita guiada pela medina com o Nabil, o guia que falava um português perfeito! Diferentemente de Marrakech, em Fès podemos sentir a autenticidade marroquina em cada cantinho da cidade. É também conhecida como a capital marroquina do artesanato e se estão em busca de mantas, tapetes, artigos em pele e afins... Fès é a cidade perfeita para esse tipo de compras!

Nabil contou-nos que Fès é uma cidade super respeitada pelos muçulmanos porque a sua medina é a mais antiga do mundo árabe e são nada mais nada menos do que 9500 ruas dentro da medina de Fès. Impossível não se perder :) Por ser tão antiga, muitas construções parecem 'presas por uma linha' e ameaçam desabar a qualquer momento. O guia contou-nos que por vezes é necessário pôr estacas de madeira para 'segurar' as construções e evitar acidentes.

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02 maio 2016

Os cães e as trelas (ou a falta delas)

É sabido que amo animais (especialmente cães), acho que são a coisa mais fofinha, convivo diariamente (apesar de não morarem comigo) com dois cães incríveis que amo de paixão (um labrador e uma maltês) que não poderiam ser mais diferentes (em peso, em tamanho, em personalidade, em tudo...). Se é verdade que ele é todo desastrado, atira-se para cima de nós à bruta, é pachorrento e só quer correr e correr... ela é uma verdadeira dama, só quer saber de ficar no colo (ter 3kg ajuda, é verdade), implora por afagos e miminhos, se deixarmos dorme o dia inteirinho e só acorda quando chegamos do trabalho.

Há aqui uma semelhança em ambos: passeiam na rua sempre de trela. Sempre. Acho fundamental, acho que é um dever de cada dono andar com o seu cão (seja grande ou pequeno) atrelado à si. No nosso caso, o labrador obedece-nos prontamente ao menor comando, não avança em ninguém, nunca mordeu ninguém, é um paz de alma. Teria todos os motivos para passear com ele ao meu lado, sem trela, mas acho uma falta de respeito pelas outras pessoas. Com a cadelinha, a coisa seria ainda mais fácil: ela é minorca, pequenina e amorosa, toda a gente quer lhe fazer festinhas e não há viva alma que tenha medo dela mas... como ainda é bebé, não atende a comando nenhum, é uma desgovernada na rua, deslumbra-se com tudo, puxa-nos (quer dizer... tenta) para todos os lados, fica excitadíssima. Portanto, impossível sair com ela sem trela.

Tudo isto para vos dizer que diariamente convivo com um fenómeno surpreendente: donos de cães enormes (labrador, pastor alemão, são bernardo - tudo raça pequenina, está bem de ver) que insistem em passear os cães sem trela, apenas ali lado-a-lado com o dono. É claro que há cães bem-comportados mas caraças, hoje apanhei um susto de morte!

Vinha eu a sair do prédio de manhã, com a minha tosta de fiambre de peru numa mão e o iogurte de morango na outra (saio sempre à pressa e tenho que comer no percurso casa-trabalho) e como o marido ainda estava a tirar o carro da garagem, fiquei à espera dele à porta do prédio, enquanto terminava de comer. Nisto reparo que no jardim em frente ao prédio está um homem a atirar bola à um cão enorme. O cão, que deve ter um focinho mais farejador que sei lá o quê, imediatamente começa a correr na minha direcção (ou melhor, na direcção da minha tosta) de tal forma que fiquei congelada sem saber o que havia de fazer. O dono aos gritos a chamá-lo e ele a vir na minha direcção, corria tanto que até se lhe abanavam as orelhas... quando percebi que o cão se lançaria em cima de mim (ou algo parecido), fiz a coisa mais segura: atirei a tosta no chão e ele comeu-a em dois segundos. Eu fiquei parada a vê-lo comer a tosta, indignada, à espera que o dono viesse buscá-lo para dizer-lhe que se tivesse dois palmos de testa (e algum respeito pelos outros) tinha o seu cão com trela posta.

Eu não tenho medo de cães mas imagino que se isto tivesse se passado com alguém que realmente tivesse pavor a cães... a coisa não terminaria lá muito bem. Eu percebo que os cães precisam de correr, de espaço, mas há espaços destinados para tal efeito (jardins cercados, por exemplo, onde podemos deixar os cães à vontade), não é andar no meio da cidade com o cão gigante (que mais parecia um ponéi) solto a avançar nas pessoas.

A sorte é que o dono era um senhor impecável e educadíssimo, que desdobrou-se em desculpas e até se ofereceu para me pagar uma tosta no café (que obviamente não aceitei), tenho a certeza que irá pensar duas vezes antes de repetir tal coisa no futuro. Espero eu.
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