09 maio 2016

Roteiro Marrocos // Chefchaouen & Ifrane #5

Os dois últimos dias da nossa viagem ficaram por conta do passeio à Chefchaouen, a cidade azul marroquina. É uma cidade única, parece saída de um conto de fadas e fica escondida entre as montanhas do Rif - o que significa que para lá chegar, vindo de Fès, são cerca de 3horas e meia de viagem entre muitas curvinhas.


A medina de Chefchaouen é tão azul como parece nas fotos... é linda! Foi dos lugares mais fotogénicos em que já estive, cada esquina, cada rua, rende fotos belíssimas! A Vi ficou apaixonada, disse que queria viver lá porque de facto, a cidade transmite uma paz, uma calma... As ruas que possuem o chão pintado também de azul são ruas sem saída, contou-nos o Hassan, nosso motorista (que a essa altura já devia estar com vontade de nos ver pelas costas hahaha). A população de Chaouen (abreviatura da cidade) é maioritariamente de idosos e eles não gostam nada de fotografias (mesmo quando estávamos a fotografar apenas a cidade, as mulheres escondiam o rosto com as mãos).

Em Chefchaouen o artesanato está por todo o lado, especialmente no que toca à tapetes e mantas feitos à mão de maneira rudimentar. São lindos :) Comprei também pashminas de seda, uma mais linda que a outra. É claro que no último dia não cabia nem um fósforo na minha mala (na da minha mãe então...) e fomos 'obrigadas' a comprar uma mala extra de porão para enfiar a tralha toda. Para quem gosta de compras, é impensável viajar para Marrocos sem deixar espaço na mala para trazer muitas recordações!


Minha boneca vestida à moda de Chefchaouen, na praça central da cidade. As mulheres locais cobram 10 dirhams para vestirem-nos com as roupas tradicionais da cidade e são tão simpáticas e necessitadas que uma pessoa não consegue dizer que não.

Depois do almoço passamos muito rápido por Ifrane, conhecida como a Suíça marroquina (e faz mesmo frio por lá!), uma cidadezinha de esqui, dá para acreditar? Marrocos é realmente um país único, tem desde desertos até estâncias de esqui, é muita loucura e nos faz pensar o quanto esse mundo é diverso e quanta coisa diferente ainda temos por ver e descobrir!

Em Ifrane o cenário muda completamente e vemos pessoas com casacos e gorros, parece que estamos em outro país! Fizemos uma pausa para tomar um café nessa pracinha central e Hassan aproveitou para nos perguntar se queríamos passar no Parque da Floresta de Cedros de Ifrane, onde vários macaquinhos correm soltos e comem na mão dos visitantes... a Vi quando ouviu falar isso, é claro que quis ir ver os bichos e essa foi a última paragem do nosso passeio:

Os macaquinhos são super dóceis e confiam imenso nos humanos, não têm mesmo medo nenhum. A Vi até pegou um filhotinho ao colo (foi o delírio para ela), desde que déssemos algo para eles comerem ou brincarem, estava a festa feita.

Regressamos ao nosso riad (desta vez não vou mencionar o nome porque fiquei extremamente desagradada com o serviço do riad em Fès e não indico a ninguém), descansamos e fomos arrumar as malas porque no dia a seguir era dia de vir embora e tínhamos recebido o aviso de que o rei Mohammed VI estava em Fès e o trânsito estava todo condicionado e cheio de polícias, pelo que o melhor era sairmos mais cedo para o aeroporto.

(o mais engraçado foi que chegamos ao aeroporto com 3 horas de antecedência e ainda estivemos fechados quase 40min dentro do avião porque "o rei está de partida e todo o aeroporto de Fès foi encerrado por medida de precaução, só podemos descolar depois do avião do rei partir", ninguém merece um rei maluco desses, pois não? Por falar em aeroporto, o aeroporto de Fès é a coisa mais estranha que já vi: diariamente partem apenas 4 vôos de lá. É uma coisa mínima, em cinco minutos andamos o aeroporto de uma ponta à outra.)

(ufa, e assim terminam os posts marroquinos - agora só falta o post com as comprinhas que fiz por lá)
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9 comentários

  1. A cada publicação cresce ainda mais a minha vontade de visitar este país. Adorei a cidade azul! Deixo-te aqui um link de mais uma cidade azul; desta vez na Índia:
    http://entrepreambulos.blogspot.com/2015/12/jodhpur-india.html
    Normalmente nos países muçulmanos, árabes, nunca gostam muito de aparecer nas fotografias; convém sempre pedir.
    Há uns anos, quando o meu pai visitava um mercado em Marrocos, levou com uma batata por estar a tirar uma fotografia a uma vendedora!!

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    1. Olá Levine, adorei a cidade azul indiana (a Índia está nos nossos planos para o ano que vem!) e morro de curiosidade para ver de perto tudo aquilo!

      Ahahaha coitado do seu pai, ninguém merece uma 'batatada' em pleno mercado :P

      Eu nunca tiro fotos directamente à pessoa, normalmente tiro fotos no global, a apanhar a paisagem e vez por outra reparo que sai alguém na foto mas não é intencional. (quando é intencional tiro discretamente com o telemóvel lol). Mas sim, já percebi que em determinados países corremos o sério risco de levarmos com alguma coisa em cima se nos aventuramos a tirar fotos indevidas :)

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    2. Olá, acho que fazem bem. Vão adorar! Tem cidades e monumentos fantásticos cheios de história! E a energia daquela cultura é indescritível! Já lá fui quatro vezes e gostava de voltar a regressar e conhecer outras regiões. É daqueles países que não me importava nada de visitar todos os anos.
      Mas é sempre uma história engraçada...
      Também nunca me sinto bem a tirar fotos diretamente à pessoa, parece que estou a invadir o seu espaço.

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  2. 2 comentários apenas:

    - a sério que vocês são desses turistas que se vestem com as roupas "típicas" só para tirar a fotozinha da praxe?; e
    - o que se passa com o cabelo do teu marido? Até o macaco tem menos cabelos brancos que ele :O

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    1. Um comentário apenas: a sério que no meio de um post com tantas fotos, só consegues encontrar motivos para criticar? Que puta de vida infeliz, a tua. A minha mãe sempre me ensinou que quando não temos nada de bom para falar, mais vale estarmos caladinhos para não fazermos um papel triste, como o que fizeste.

      Em relação à tua pergunta (se é que podemos chamar assim), estávamos nós parados na praça central da cidade quando vimos três mulheres com roupas típicas, numa dança. Paramos para ver e uma delas tinha um bebé de menos de dois meses, a dormir num carrinho ao lado. Pediu-nos dinheiro, nós demos e ela imediatamente começou a vestir lenços e adereços na Vi, a dizer para tirarmos fotos (até fez questão de tirar fotos com a minha irmã) e era tão simpática que foi impossível dizer que não.

      O cabelo do meu marido está a ficar grisalho (acho um charme e adoro tudo nele - só para que conste), nunca escondi que ele era alguns anos mais velho que eu, acho que não é novidade para ninguém. Não percebo o espanto mas vou lhe dizer que tenho leitoras indignadas com tal coisa, a ver se ele arrisca umas madeixas ou um ombré hair.

      Quanto à si, acho que o até o macaco era capaz de escrever um comentário mais inteligente que este.

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  3. Também não vejo problema em uma pessoa ter cabelos brancos. Tenho um colega que deve ter cabelos brancos desde que nasceu, nunca o conheci com outra cor de cabelo. Não tem a ver com a idade da pessoa... Também não me parece que se possa chamar de cabelo ao pelo do macaco...

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  4. Impressionante o facto de em todo este post haver alguém que repare que o teu marido tem cabelos brancos! Olha, eu cá nem reparei e não vejo o motivo de comentar isso.

    Adorei o post :) que cidade maravilhosa. Confesso que Marrocos não é um sítio que me desperte muita curiosidade, mas adorei ver as fotos desta cidade.

    Obrigada por partilhares sempre estas tuas aventuras!

    Beijinhos :)

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  5. Anne, mais uma vez adorei a saga marroquina e não vejo a hora de lá ir em Setembro! :)

    Em relação ao anónimo das 17:12, é impressionante como há gente invejosa é parva neste mundo! Que paciência que tens para aturar isto.

    Beijinhos****

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  6. Quero tanto ir a Marrocos! É completamente um destino de sonho aqui tão perto. A única questão é que em vez de ir de avião vou ter de ir numa carrinha de caixa aberta para conseguir trazer tudo o que quero :))))

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