29 julho 2016

Do not disturb!

São só cinco diazinhos de férias mas a esta altura vão saber como mel! Já ando a sonhar com as férias 'a sério' (que desde que casei passaram a ser 'só' em Setembro, para comemorarmos o aniversário de casamento fora de Portugal - uma espécie de tradição) e como ainda falta muuuuito para Setembro, lá inventei esses dias de férias antecipados.

Infelizmente o marido não vai me acompanhar por que como ele mesmo diz: "os meus dias de férias não são eternos como os teus" ahahaha coitadinho, já estourou as férias todas nas viagens que temos marcadas até o final do ano. C'est la vie, como eu costumo dizer. Tenho a felicidade de poder gerir os meus horários e as minhas férias da maneira que melhor entender (e isto proporciona-me viagens a preços irrisórios, basicamente, vejo uma promoção, apetece-me, compro, marco as férias e vou). Esta é sem dúvida a melhor coisa de se trabalhar no nosso próprio negócio: nós é que escolhemos quando vamos, sem ter que esperar autorizações ou permissões.

No meu caso, acumulo imensas horas-extras durante o ano inteiro (trabalho 11 horas por dia) para depois ir gastando nesses diazinhos que se proporcionam. É verdade que durante a semana praticamente 'não existo' para o mundo (adeus, vida social!) e muitas vezes não sei o que é descansar ao fim-de-semana mas faz parte e eu adoro ter dias preenchidos! Ainda para mais na semana passada adicionei outra atividade ao meu dia: o ginásio! Pois é, eu que detesto (continuo a detestar) fazer exercício físico, agora ando todo santo dia enfiada no ginásio. Ninguém merece... Necessidade a quanto obrigas!

Sobre ir viajar sem o meu marido, esse assunto já deu pano para mangos. Não compreendo as pessoas que se mostram chocadas quando digo que o meu marido não vai comigo, vai estar a trabalhar. "Ah mas ele fica bem sozinho?" ora bolas, ele não nasceu grudado em mim, certo? Viveu 25 anos da sua vidinha sem a minha companhia, logo, por que motivo não ficaria 'bem sem mim'? São coisas que me ultrapassam. Vai estar entretido no fim de semana (vai ao estádio ver o Sporting, vai almoçar com os pais, vai à praia com o irmão, etc), na segunda e na terça trabalha... e na quarta-feira já eu estou de volta. Estamos a falar de cinco dias, não de cinco meses. Enfim... há gente que vê problemas em tudo.

Acredito que muitos casamentos acabam ou ficam desgastados exactamente por essa necessidade que as pessoas têm de estarem grudadas 24h/24h ao marido/mulher, sem darem sequer tempo do outro sentir saudades, sempre naquela coisa de 'se tu vais, eu também vou', eu não teria paciência. Gosto da minha individualidade, de por vezes estar 'me and myself', de fazer viagens e programas que o meu marido não gosta muito (a alternativa seria obrigá-lo a ir comigo, forçado?) e que eu não quero mesmo deixar de fazer. Por isso, venham daí essas mini-férias!


Dias de descanso, de descobrir sítios novos, de muuuita natureza no seu estado mais puro, de conhecer vilas histórias por esse Portugal maravilhoso, de dormir sem hora para acordar, pequenos-almoços daqueles bons, piscina até enjoar, mergulhos, peixe grelhado fresquinho, ui tão bom! É tempo de descansar a mente e recarregar as baterias para aguentar um mês inteirinho de Agosto a trabalhar em Lisboa num calorão daqueles!

Até quarta-feira, pessoas!
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27 julho 2016

Passeio pelos Palácios de Sintra

No fim-de-semana rumámos a Sintra para um típico dia de passeio cultural. Na verdade, já queria voltar aos palácios de Sintra desde o início do ano mas sempre acabava por desistir e ir passear para outro lado, até que este fim-de-semana cheio de sol e calor foi a desculpa perfeita para irmos passear por lá!

Escolhemos fazer o percurso mesmo à turista e apanhámos o comboio para Sintra, saímos na estação final e fomos a pé até o centro histórico da vila. Lá compramos o bilhete para o autocarro 434 da Scotturb (5€- válido para todo o dia em 'hop on e hop off') e parámos no 1º ponto turístico: o Castelo dos Mouros!

Eu ainda não conhecia esse local e não fazia ideia do calor abrasador que se fazia sentir por ali (é que não tem uma única sombra naquelas muralhas!) mas a vista compensou: é linda! Apanhámos turistas aos magotes (especialmente franceses e espanhóis) e filas para comprar os bilhetes (8€ cada) mas nada que nos tirasse a vontade!


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Quem é que compra um sobretudo em pleno verão?

Eu! Aliás, as minhas melhores compras em saldos sempre são compras 'de avanço' para a estação seguinte e não fico minimamente incomodada por só estrear a roupa nova passado alguns meses, aliás, adoro a sensação de comprar um artigo por um preço ínfimo - sim, sou viciada em descontos :)

Desta vez a eleita foi a Mango, que estava com uma redução de 80% (a sério, um descontos desses é uma obscenidade) num sobretudo creme, de linhas retas e em fazenda de algodão (super macio e giro). O modelo é este. Tive que trazê-lo comigo! Ainda por cima perdi quatro dos meus sobretudos de inverno (tudo enorme e só o trabalhão de mandar apertar... não valia a pena) e a pouco e pouco vou substituindo-os por novos sobretudos justinhos. E vocês, já começaram a fazer grandes achados nestes saldos?
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25 julho 2016

INFO: Semana de férias em Marbella (time-sharing)

Pessoas que me leem, tenho uma amiga que está a alugar a sua 'semana de férias' (time-sharing) num resort em Marbella e pediu-me o favor de partilhar aqui no blog, a ver se alguém tem interesse.

Trata-se de um T1 com cozinha e varanda (comporta até 4 adultos + 1 bebé) inserido em condomínio com piscina privada, que pertence ao resort Heritàge, em Marbella. O resort inclui: campo de tênis, piscina interior aquecida, jacuzzi, sauna, banho turco, parque infantil e ainda conta com uma praia mesmo em frente, à distância de uma caminhada de 5 minutos.


Ela comprou o direito de usufruir de uma semana de férias todos os anos nesse resort mas infelizmente este ano teve um imprevisto familiar e não vai poder viajar. Como já pagou a quota, tem interesse em alugar esta semana de férias para tentar reaver o dinheiro que já gastou, por isso está a alugar o T1 por 300€ (semana 34 - vai de de 22 a 28 de Agosto), pagamento feito em mãos (ela é de Lisboa) e imediatamente será entregue a reserva do Heritàge em nome da pessoa que está a alugar a semana.

Não costumo partilhar esses pedidos aqui no blog mas trata-se de uma amiga de longa data, pessoa de confiança e querida, não custa nada tentar. Entretanto ela também já vai pôr anúncio no OLX por isso se alguém tiver interesse que diga nos comentários, que estas coisas costumam se resolver num instante.

(eu só não fico com a semana de férias porque já estive em Marbella - e adorei! - e entretanto já tenho viagens marcadas, esgotei todos os meus diazinhos de férias. Aquilo é um paraíso e Puerto Banús é um caso à parte, merece muito uma visita!)
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Eu e o excesso de peso.

O último post deu que falar no que toca ao meu peso e resolvi esclarecer a questão e tentar ajudar quem também esteja no mesmo caminho. Senta que lá vem história! Fui uma criança magra, uma trinca-espinhas mesmo. Era preciso quase me obrigar a comer, eu só queria era brincadeiras na rua, pular à corda, andar a escarafunchar nos parques, era super ativa!

(eu e o Pê, na época em que ele ainda era mais baixo que eu hahaha - hoje tem 1,92m!)

Quando fiz 9 anos a minha mãe, incomodada com o facto de eu ser seca como um pau de virar tripas (em contrapartida o meu irmão estava cada vez mais rechonchudinho), decidiu levar-me a um médico e após alguns exames, descobriu-se uma anemia e uma 'hiperactividade'. Tomei uns suplementos mas não engordava. Até que uma conhecida da minha avó ofereceu-nos um suplemento que a neta dela estava a tomar e já tinha ganhado peso, estava super saudável, etc. Chamava-se 'Biotônico Fontoura' um produto que incentivava o apetite (super popular no Brasil dos anos 90 - não sei se por cá tiveram algo parecido) e eu tomei durante uns seis meses. Fiquei mais gordinha, comecei a vestir as roupas do meu tamanho certo (antes vestia sempre tamanhos abaixo da minha idade cronológica) e tudo parecia normal.

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22 julho 2016

RIP Reeducação Alimentar:

Esta semana fiquei sem a minha 'fada do lar' por motivos de saúde (mas felizmente já está tudo bem com ela) e ontem quando percebi que chegaria tarde em casa, liguei ao marido e pedi para ele grelhar um bife de atum para mim (os do Lidl são uma delícia, já agora) que quando eu chegasse fazia a salada.

Cheguei a casa pelas 23h, esganada de fome, já a salivar pela minha salada de rúcula com coentros (quem diria que algum dia nessa vida eu estaria salivando por uma salada? Fome a quanto obrigas!) e assim que entrei na cozinha, vejo o homem de sorriso no rosto:

- Olha, o atum já está grelhado, coloquei umas rodelinhas de cebola com azeite para dar um gostinho...
(pensei: oh foda-se! Azeite?)
- Hummm mas supostamente eu não poderia comer nada com óleos a essa hora da noite...
- Ah, mas é cebola, é um vegetal... não engorda nada.
- Pronto, tá bem. Fizeste arroz só pra ti, certo? Eu vou acompanhar o atum com a salada.
- Sim, fiz só pra mim. Pra ti fiz umas batatinhas assadas no forno.
- Batata? Amor, é carboidrato, eu não posso comer batata às 23h e tal da noite!
- Ah, só hoje, tá bem? Hoje podes.

E é isto a minha vida. O 'só hoje' tem sido todos os dias desta semana e é óbvio que eu não tenho a força de vontade necessária para dizer que não (adoro comer, caramba!). Esta semana não consegui emagrecer nem meio quilo (mas também não engordei, o que é óptimo) Com o M. na cozinha vou voltar a ser um pequeno texugo, o homem não sabe cozinhar nada 'magro', é tudo com molhos, com batatas, com montes de coisas que eu não posso comer.

Quer dizer, não é que não possa comer, é mais do género: optei por comer quantidades mínimas de hidratos de carbono e só os permito ao almoço. Ao jantar é sempre salada e um grelhado. Ou sopa. São hábitos que espero manter para a vida e que só me têm feito bem, em todos os aspectos. As minhas análises de sangue deram excelentes, perdi 20kg, sinto-me linda (desculpem mas não consigo ser modesta ahaha), já não tomo remédios para controlar a glicémia, faço exercício físico todos os dias (é que não falho nem ao fim-de-semana, estou um Hitler da disciplina) e acho que este é o caminho.

O difícil é fazer este caminho acompanhado de um gajo com um metabolismo de fazer inveja, que come o que quer e quando quer... e não engorda. Que inveja, pessoas! Desconfio seriamente que se na segunda-feira a minha empregada não estiver de volta e o M. tiver que bancar o MasterChef, vai dar ruim para o meu lado. Só acho! :P
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21 julho 2016

Depois não digam que eu não avisei... #5

Fui acompanhar mamãe a um exame no British (que por sinal, só tenho elogios a dizer, foi a nossa primeira vez nesse hospital e o atendimento foi perfeito do início ao fim - e era um exame beem chatinho e doloroso mas mamãe saiu como nova e com resultados óptimos, graças a Deus!) mas bem, tudo isto para dizer que saímos do hospital e fomos direitinhas ao Colombo para almoçar.

Acho que nunca consegui entrar e sair do Colombo de mãos vazias (tenho um sério problema com esse shopping, tem TODAS as minhas lojas preferidas, já conheço a maior parte das vendedoras, me sinto em casa por lá hahaha) e eis que descobri uns calções mega fofinhos na H&M. São da (nova) colecção Conscious (uma das minhas preferidas) e é feito num tecido chamado 'Tencel' (aquela ganga macia e mega confortável). Experimentei-o um bocadinho descrente, parecia-me muito largueirão no cabide mas ficou perfeito! Caimento, tecido, qualidade... adorei! Houvesse em mais cores e era menina para comprar um de cada!

Podem encontrá-lo aqui mas aviso já que na loja online todos os tamanhos estão esgotados, excepto o 34. Acredito que em lojas físicas ainda consigam apanhá-lo. Fica tão giro no corpo e é tão fresquinho! Estou fã! :) Fica a dica!
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14 julho 2016

O que pensam os meus leitores - o resultado do questionário!

O prometido é devido, por isso cá venho eu com o resultado do inquérito que fiz no início do mês. Fiquei surpreendida com algumas coisas, especialmente por saber que tenho homens a lerem o blog. Nunca pensei! Tenho sempre a tendência a achar que quem me lê é uma mulher, mais ou menos da minha faixa etária, provavelmente casada ou num relacionamento estável... no fundo, tenho a tendência a achar que escrevo de mim para mim própria. Que estupidez! :P



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12 julho 2016

Hoje está difícil...


Há dias em que quase consigo esquecer que ela se foi. Dias em que sorrio, passeio, sou feliz, faço planos, compro coisas, marco viagens... Dias em que 'quase' tenho a minha vida de volta.

Mas depois há dias - como hoje - em que tudo me lembra a minha avó. Encontrei um lenço dela hoje de manhã, enquanto procurava uma coisa na parte de cima do roupeiro. Caiu-me assim, mesmo em cima da cabeça. Chorei como uma madalena. Tanta saudade que eu tenho, Deus!

Estava a chegar ao trabalho e o meu telemóvel tocou. Era do IPO, para marcarem a consulta dos Cuidados Paliativos. Nem consegui falar, só chorava. Consegui explicar que a minha avó já tinha falecido e a senhora do outro lado desfez-se em condolências e no final, educadamente, perguntou-me a data exata da morte, para dar baixa do processo dela.

E esta merda foi a que mais me custou. Dar baixa. Eliminar. Apagar de vez todos os registos dessa doença maldita que levou a pessoa que era a luz da minha vida. A sensação que tenho é que a minha avó desapareceu do mapa, é quase como se para o mundo ela nunca tivesse existido. Foi-se, para sempre.

Mas não para mim, nunca para mim. Ela se foi, sim, mas deixou tantas marcas em todos! Ela nunca será esquecida por que plantou coisas extraordinárias em nós: o amor, o senso de humor (negro, muitas vezes - puxei à ela, dizem), o perfeccionismo, a rebeldia em certas atitudes e o lema de vida que era: "família sempre em primeiro lugar". E assim será: falarei dela aos meus filhos, mostrarei fotos, vídeos, recordações... E ela será eternidade para nós. Para eles.
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08 julho 2016

Diz que são saldos...

E eu, que este ano ainda não encontrei um único fato de banho que me agradasse, de repente vi-me a suspirar por um que custa mais de 100€. É liiiindo mas claramente não justifica o preço (para mim, que não percebo essa onda de marcas com fatos de banho a custarem 100€) e nunca na vida pago mais de 50€ (já com alguma pena) por um bocado de lycra, desculpem lá. Não valorizo esse tipo de peça, não vivo num país tropical onde todo fim-de-semana dá para ir para a praia, logo, não vou pagar um balúrdio por algo que vou usar três meses (sim, porque no ano seguinte vai sempre me apetecer um outro modelo qualquer).

E eis que o destino, compadecendo-se da minha forretice, me fez encontrar o mesmo fato de banho que me causou uma paixonite... por 30€. Ahhhh, os saldos! Depois das viagens, de comer sem medo de engordar e de poder dormir à vontade... é das melhores coisas desta vida!


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07 julho 2016

Dúvidas existenciais:

Há pelo menos três anos que tento ir ao Gerês conhecer aquela natureza exuberante, as cascatas, enfim... o paraíso que aquilo deve ser. Três anos, pessoas. Todos os anos, ao ver o preço dos hotéis naquela zona, o desânimo se apodera da minha pessoa. Há dois anos, pela altura do verão, pediam-me uma pequena fortuna para lá estar cinco dias. Optei por ir passar esses cinco dias em Marbella, ao sul de Espanha, num resort maravilhoso ao pé da praia. E ainda poupei 120€ em relação ao preço do hotel nos Gerês.

No ano passado, mesma ladainha. "Aiii quero ir tanto ao Gerês, nadar naquelas cascatas, quero tanto!" e o homem lá me disse para ir reservar um hotel para irmos. Em Agosto. Novamente, um orçamento de arrepiar os cabelos. Por menos 200€, fomos passar uma semana em Ibiza e Formentera, nas Ilhas Baleares, e o Gerês ficou para outra altura. Como sempre...

Esta semana a minha mãe convenceu-me: "epá, deixa de ser forreta e vamos passar uns dias no Gerês, aquilo deve ser tão lindo..." lá fui eu para o Booking reservar hotéis. Novamente, um balde de água fria. Tudo preços elevadíssimos.

Inconformada, falei com o M. que das duas umas: ou eu estou muito pobre ou então o Gerês é provavelmente o sítio mais caro para se hospedar neste país. E o cromo, ao invés de tentar ajudar, diz-me: "olha, tem piada... É que reservei o nosso hotel numa ilha grega (um resort 5*) pelo mesmo preço destas cinco noites que viste no Gerês".

Foda-se! Estou indignada, pois estou. Um hotel no Gerês custar tanto como um resort numa ilha grega? Só podem estar a brincar comigo... (está bem que os gregos estão aflitos de dinheiro mas quer dizer, os portugueses também, não vamos entrar por aí) E ainda querem que façamos férias cá dentro, está bem, está. Pela minha experiência, ainda vou correr o mundo e não chego a conhecer o Gerês. Daqui a uns anos é ver-me de férias na Polinésia Francesa a dizer: "pois, eu queria mesmo era ir para o Gerês mas o hotel ficava ao mesmo preço deste resort em Bora Bora então, olha, vim para aqui."

Alguém me explica este fenómeno? É que estou mesmo curiosa, o que será que o Gerês tem que deixa os donos dos hotéis assim, avariados de todo e a pedirem uma pequena fortuna por uma noite? Elucidem-me, se faz favor.


(e o pior é que com tudo isto, a vontade de lá ir só aumenta. Raios! Vou mesmo ter que perder amor ao dinheiro e tirar essa dúvida: vale assim tanto a pena?)
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06 julho 2016

Ai os maluquinhos da carne!

Há dias fui ao Colombo espreitar o início dos saldos e como tenho uma amiga que trabalha por lá, combinei de ir jantar com ela. Quando fui encontrá-la já tinha comprado algumas coisinhas e ela  assim que viu as coisas que eu tinha comprado na Bimba y Lola, exclamou de mão na boca:

- Ai como és capaz? Tudo em pele, que horror! Andar com cadáveres de animais ao ombro, não sei como consegues. (eleva uma das bolsinhas ao nariz e faz um ar de nojo). E o cheiro que isto tem? Meu Deus, cheira mesmo a morte, a sacrifício de inocentes...

Fiquei em choque com a reacção. A sério que fiquei. Sei que num mundo ideal ninguém usaria artigos em pele (nem malas, nem casacos, nem sapatos) e tenho essa consciência mas todos os artigos em pele que compro são exclusivamente de pele bovina (não há cá avestruz, crocodilos e outros animais que não os destinados ao consumo da carne). Nunca usaria um casaco de vison ou qualquer outro objecto cujo animal teve que ser morto só e apenas para aquilo, compreendem?

Agora a parte mais gira e irónica da coisa: a escolha do restaurante para jantar. Eu fui comer à Loja das Sopas (ninguém me tira a sopa de peixe gourmet e a saladinha à escolha, adoro!) e ela escolheu ir onde? Ao Alentejo, comer um bife da vazia. Que grande lógica, hã? Eu não posso comprar carteiras em pele bovina por que, coitadinho do boi, foi morto para tal mas ela já pode comer um bife da vazia, o animal nem teve que ser morto nem nada... deve ser um bife da vazia de tofu.

(opá, fico piursa com estas pessoas com a mania que são super especiais por que não comem carne, nem ovo, nem usam tops de seda, nem nada. Se estão felizes assim qual é a necessidade de andar a apregoar aos quatro cantos que somos uns monstros por usarmos algo de pele? Por exemplo, eu sou cristã e tenho a plena certeza de que Deus existe. Acham mesmo que me vou por a tentar 'evangelizar' todos os meus amigos e mandá-los ler a bíblia, dizer que são todos uns hereges e vão queimar no inferno se não ouvirem a palavra de Deus? Tipo... alô? Cada um com as suas convicções, sim? Agradecida.)
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04 julho 2016

Cometi uma loucura!

E não, não estou a falar dos saldos ou das compras :P Cometi uma loucura em termos, hum, como hei de dizer, em termos 'cabelísticos' que é como quem diz: mandei mais de metade do meu cabelo à vida! Foi uma decisão radical para mim (que sou muito apegada aos meus fios) mas é aquela velha frase: "cabelo novo, vida nova!" (assim espero). Ando numa fase mais pensativa da minha vida, mais triste também - confesso - e quero à força toda voltar a encontrar ânimo nas coisas, voltar a sentir-me 'eu' de novo, entendem? Toda a gente me diz que é normal, que vai passar, que isto e aquilo mas nunca tinha passado por essa experiência (há mais de 20 anos que não perdíamos ninguém na nossa família) e eu estou simplesmente sem saber como lidar com esse buraco que sinto.

Então, pensei: "quer saber? vou mas é meter a tesoura nesse cabelo e mudar de 'cara' já que de coração não dá pra mudar mesmo...." e assim fiz. Liguei para a minha cabeleireira mas ela não tinha vagas para me atender. Disse-lhe que queria cortar o cabelo bem curtinho e ela perguntou-me quantas taças de vinho eu tinha bebido (sim, ela é super direta) e disse-me para não fazer isso, que sabe como sou apegada ao cabelo, que depois não havia voltar a dar, enfim... Agradeci a sugestão mas não desisti da ideia. Já que ela não tinha vagas (e eu queria mesmo cortar o cabelo no sábado) fui até ao Colombo e enfiei-me num cabeleireiro de shopping (há anos que não fazia isso), folheei uma revista, vi um corte que achei giro, virei-me para o cabeleireiro e disse: "é isto, quero este corte". Ele ainda me olhou de lado, do género: "tem mesmo a certeza?" mas foi esperto o suficiente para não perguntar. E eis o resultado:

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03 julho 2016

1 mês. 30 dias. 720 horas. 43200 minutos. Sem ti, avó.

Ainda não consigo acreditar. Na verdade, acho que só estou assim tranquila e aparentemente 'conformada' por que ainda não acredito que nunca mais vou te ver, abraçar, ouvir a tua voz que sempre me acalma... A impressão que tenho, avó, é que estás no Rio e que assim que lá meter os pés vais ter comigo ao aeroporto e vamos percorrer as ruazinhas do centro em busca das nossas pechinchas. Hoje faz um mês, avó. Um mês desde aquele dia em que tu me disseste: "rápido, vamos para o hospital. A ambulância ainda demora?" e eu apanhei um susto de morte. Porque foi a primeira vez na tua vida em que pediste para ir ao hospital. Tu, a mulher que teve dois filhos de parto natural em casa, a mulher que tinha pavor de hospitais, que por duas vezes esteve internada e conseguiu a proeza de fugir em ambas, sempre pelo teu próprio pé, ainda de soro espetado no braço.

Naquele momento, avó, eu percebi que tinha te perdido. Que já não eras tu, ali, cheia de dores, com uma dificuldade enorme em pronunciar as palavras, num sofrimento que me fazia querer morrer. Eu queria qualquer coisa que te aliviasse as dores, qualquer remédio, qualquer tratamento... qualquer coisa para que não sofresses, menos a morte. Eu sei, é egoísmo meu, mas eu queria que estivesses sempre comigo. Eu não aceitava que um dia me fosses deixar e tu sabias disso.

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01 julho 2016

Saldos #2 - Sacoor Brothers

Tive de ir tratar de uma situação na Loja do Cidadão (que detesto, detesto mesmo) e lembrei-me de ir à repartição do Strada Outlet em Odivelas, por ser infinitamente mais sossegada que as outras ao pé de mim. É claro que uma pessoa não sai de Oeiras para Odivelas apenas para ir tratar de assuntos chatos, não é? Claro que não. Estava mortinha para cuscar as lojas do Strada Outlet e que melhor desculpa do que juntar a o útil ao agradável?

Em termos de outlet, é bastante fraquito e em nada se compara ao meu adorado Freeport, esqueçam lá isso. Para já, o target das lojas é completamente diferente, sendo o Strada mais voltado para as lojas de fast fashion como Mango, Parfois, Calzedonia e afins. Não posso dizer que a viagem tenha sido em vão, que não foi, fiz dois belíssimos achados na Sacoor que valeram bem a pena a visita :)


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