25 julho 2016

Eu e o excesso de peso.

O último post deu que falar no que toca ao meu peso e resolvi esclarecer a questão e tentar ajudar quem também esteja no mesmo caminho. Senta que lá vem história! Fui uma criança magra, uma trinca-espinhas mesmo. Era preciso quase me obrigar a comer, eu só queria era brincadeiras na rua, pular à corda, andar a escarafunchar nos parques, era super ativa!

(eu e o Pê, na época em que ele ainda era mais baixo que eu hahaha - hoje tem 1,92m!)

Quando fiz 9 anos a minha mãe, incomodada com o facto de eu ser seca como um pau de virar tripas (em contrapartida o meu irmão estava cada vez mais rechonchudinho), decidiu levar-me a um médico e após alguns exames, descobriu-se uma anemia e uma 'hiperactividade'. Tomei uns suplementos mas não engordava. Até que uma conhecida da minha avó ofereceu-nos um suplemento que a neta dela estava a tomar e já tinha ganhado peso, estava super saudável, etc. Chamava-se 'Biotônico Fontoura' um produto que incentivava o apetite (super popular no Brasil dos anos 90 - não sei se por cá tiveram algo parecido) e eu tomei durante uns seis meses. Fiquei mais gordinha, comecei a vestir as roupas do meu tamanho certo (antes vestia sempre tamanhos abaixo da minha idade cronológica) e tudo parecia normal.


Quando fiz 12 anos (e na altura da primeira menstruação), a coisa descambou. Comecei a ganhar peso de uma hora para a outra, comia o mesmo, mexia-me da mesma forma, não alterei nada e mesmo assim... ao fim de um ano pesava quase dez quilos a mais. Tudo cresceu em exponencial: peito, pernas, rabo... e barriga! Novamente a minha mãe levou-me ao médico e ele disse ser normal, eram as hormonas, basta pô-la numa actividade extracurricular e a coisa vai lá. Só que eu só aumentava de peso, mesmo com natação, aeróbica, aulas de jazz... Comecei a estar habituada a ser 'cheinha', vestia as mesmas roupas que as minhas amigas, não me sentia excluída em nada e adorava comer.

Aos 17 anos, altura em que vim para Portugal, já vestia um 42. Não me sentia gorda mas também não estava 'totalmente feliz' com o meu corpo, achava que tinha uma barriga a mais, mas em contrapartida adorava (e adoro) o meu peito e pernas, então achava que uma coisa compensava a outra e verdade seja dita, sempre atraí atenção masculina, tinha uma boa autoestima e não via problemas em estar 'alguns quilinhos acima do meu dito peso ideal'.

Quando comecei a namorar o M. então, ui, sentia-me uma princesa, ele é do tipo que elogia, que repara numa roupa nova, num cabelo novo, então estava constantemente a dizer que eu era linda, que adorava tudo em mim, as sardas, o corpo, enfim... Comecei a desleixar-me mais um bocado, comia o que me apetecia, deixei de ter interesse em me pesar, sentia-me bem com o meu corpo apesar de saber que para os padrões mundiais ele estava longe de ser perfeito. Eu pensava assim: "enquanto continuar a conseguir comprar as minhas roupas nas lojas normais tipo Zara e afins, então está tudo bem..." por que na minha cabeça eu achava que só se era gordo quem precisava comprar roupa em loja especializada em tamanhos grandes e esse não era (ainda) o meu caso.

Os anos passaram, continuei a comer mal (muito arroz no prato, refrigerantes sempre a acompanhar as refeições, sobremesa sempre presente, várias horas em jejum e quando comia, era o descalabro), enfim, os erros que todos nós já cometemos alguma vez na vida. O meu susto se deu quando fui pedida em casamento pelo M., em 2013. Estávamos em Paris e eu estava completamente 'nas nuvens', como podem imaginar. Tínhamos acabado de sair do Trocadèro e eu encontrei uma loja francesa com uma gabardine linda na montra. Não me recordo o nome da loja mas entrei para experimentar a gabardine. Experimentei o 44, ficou pequeno. Pedi para ver o 46 e... também não me fechava. Entrei em pânico total, pensei: "eu não posso estar tão gorda assim! não visto o 46!" e a vendedora veio dizer que aquele era o maior tamanho da loja. A gabardina era a coisa mais linda (ainda hoje sonho com ela, nunca mais vi nada igual) e deixei de a comprar por estar tão gorda que nenhum tamanho da loja me servia. Saí dali arrasada, num misto de emoções difícil de explicar. Por um lado, estava radiante por ter sido pedida em casamento pelo homem que amo, numa cidade linda como Paris. Por outro lado, sentia-me horrível e gorda como uma porca.

Cheguei a Portugal decidida a emagrecer. Não contei nada a ninguém mas comecei a cortar em tudo o que era excessos. Não comia doces, nem refrigerantes, nem fritos, nada das porcarias que comia. Durou duas semanas, ao fim da segunda semana percebi que não tinha resultados e voltei a comer normalmente. Depois experimentei várias dietas mas sempre acabava por desistir. Sempre.

Até o dia em que, numa consulta de medicina do trabalho, descobri que estava com uma glicose muito alta, típica de diabéticos. Era o dia 5 de Janeiro de 2016. Assustei-me. Perdi o meu avô paterno para a diabetes e vi a vida terrível que ele teve (perdeu dedos dos pés, comia doces escondido de madrugada, vivia mentindo pra família por causa de comida), eu sabia que não queria passar pelo mesmo. Decidida, marquei consulta com uma endocrinologista. Fiz montes de análises e no dia 21 de Janeiro, o derradeiro diagnóstico: estava pré-diabética, uma condição clínica chamada de 'resistência à insulina'. Se continuasse assim, em menos de um ano estaria diabética, com todos os problemas que isso acarretaria. Chorei tanto nesse dia! Fui arrasada pela médica naquele gabinete, vocês não imaginam!

Se não tivesse a minha mãe comigo, juro que teria me levantado a meio e mandado a médica dar uma curva. Ela assustou-me tanto! Disse-me que eu teria um futuro sombrio pela frente, que teria que andar sempre com seringas para injectar insulina na barriga, que a longo prazo desenvolveria outras doenças, que teria imensas dificuldades em engravidar e quando o fizesse, teria uma gravidez de alto risco com probabilidade da criança já nascer obesa e com diabetes. Todos vocês sabem o quanto eu amo crianças e o quanto quero ser mãe por isso podem imaginar como foi ouvir isso da boca de uma médica.

Caramba, eu não tenho nem 30 anos, não podia deixar-me ficar nesta situação! Só pensava em como a minha mãe e o meu marido (as pessoas que mais amo nesse mundo) ficariam de rastos ao ouvir falar da gravidez de risco e de todos os problemas associados ao bebé. Não era justo eu fazer isso comigo própria e pior, por causa de comida. Nesse dia eu percebi que tinha que mudar, era imperativo que o fizesse. Eu não podia deixar a comida dominar a minha vida!

Não foi uma questão estética como muitos acham (passou a sê-lo depois) mas foi primeiramente uma questão de saúde. Eu estava a ficar doente, precisava perder peso. Estava pré-diabética, estava com uma tensão a 150-95 (hipertensa, portanto), tudo estava a descambar e eu nem percebia! A minha médica foi taxativa: você tem que perder 20kg! e eu ri-me na cara dela. Eu, a pessoa que não conseguia perder nem 5kg! Como conseguiria perder 20? A minha mãe falou-me sobre a hipótese de pôr um balão gástrico no estômago (porque na verdade ninguém confiava em mim o bastante, todos sabiam que dietas nunca funcionaram para mim) mas depois descobrimos que só fazem este tipo de cirurgia em obesos mórbidos e eu ainda não estava nesse nível. Estava a entrar numa obesidade grau I, precisaria engordar ainda mais para chegar ao grau III de obesidade e conseguir pôr o tal balão.

Nesse dia cheguei a casa de rastos, sentei-me com o meu marido e expliquei-lhe tudo, tim tim por tim tim. Disse-lhe que não podia engravidar tão cedo, que corria risco de pré-eclâmpsia no parto (a minha mãe teve, no parto do meu irmão), que o bebé já podia nascer diabético, enfim, resumi a ladainha da médica. Choramos os dois, falei-lhe que se não pudesse ter filhos (o grande sonho do meu marido) que pediria o divórcio e não iria obrigá-lo a estar comigo e fazê-lo infeliz. E ele foi incrível! Disse-me que nem sequer se equacionava, que eu estava maluca e ele não iria considerar nada do que eu estava a dizer... Que conseguiríamos resolver a questão, não era nenhum caso de vida ou morte, tanta gente é diabética hoje em dia e tem vida normal, não há de ser nada.

Só que eu não queria ser diabética. Não queria escolher esse caminho - e no meu caso, seria uma questão de 'escolha' - eu não nasci com diabetes, eu tornei-me diabética por que não consegui controlar o que como. Quão ridículo é isso?

Eu estava cheia de medo de não conseguir emagrecer, especialmente por conhecer os resultados que viriam pela frente. E quando somos confrontados com situações-limites destas, parece que surge uma força indescritível de dentro de nós...e eu comecei a minha Reeducação Alimentar, sem falhar nada. Custou horrores (ainda custa em determinados momentos - aniversários, festas, fins-de-semana) mas tem que ser. Não posso voltar atrás, a 'gordinha' já ficou no passado. Graças a Deus!

Há duas semanas tive nova consulta com a minha médica. Acho que até ela ficou surpresa com a mudança! Muitos parabéns, muitos beijinhos, muitos 'sabia que eras capaz!', muitos exames e análises... e está tudo óptimo! Nada de colesterol, nem ácido úrico (que estava elevadíssimo), glucose normal nos 87 (yey! Adeus, Metformina!), a minha vida de volta, finalmente. No final, a médica ainda brinca: "avisa ao marido que agora já podem começar fazer a encomenda à cegonha!" e eu comecei-me a rir. Hoje reconheço a médica fantástica que ela é e agradeço a sua 'psicologia de choque', funcionou muito bem! :P

Ontem, dia 24 de Julho de 2016, a balança acusou 21kg a menos. E eu nem queria acreditar! Porra, consegui mesmo! Que sensação, pessoas! Mandei fora quase metade das minhas roupas, foi libertador! Até diminuí um número de calçado, acham normal? Os anéis caem-me pelos dedos, o relógio teve que ser ajustado para apertar. Hoje posso dizer: não há prazer em comer que me tire o que tenho agora! Não vale a pena uma vida de excessos quando a nossa saúde está em jogo.

Agora, por questões puramente estéticas, ainda quero perder mais um bocadinho (3 ou 4kg) e intensificar os treinos para tonificar os músculos, visto que já não preciso tanto de cardio neste momento, o meu objectivo não é ser magra, quero manter o meu biotipo mas com saúde e principalmente, dentro do meu peso normal. O melhor de tudo foi conhecer o meu corpo, saber o que posso ou não comer, o que me faz bem, entendem? Foi um caminho de seis meses que mudou para sempre a minha forma de enxergar as coisas. Começou como 'uma seca', uma obrigação, algo que eu detestava... Agora tornou-se uma paixão, algo que dá mesmo resultado e (quase) um vício. Se fico um dia sem treinar parece que me falta algo, é muito estranho.

Não me tornei uma maluquinha pelo exercício físico mas reconheço que é essencial para a perda de peso, fora a sensação de bem-estar que sentimos ao fim de um treino. Parece que ganhamos o mundo! Espero que este meu 'testemunho' sirva para ajudar alguém a mudar para a melhor. Às vezes nem sabemos que precisamos mudar, até estamos bem com a nossa imagem mas então descobrimos que podemos ser ainda melhores, que podemos ser mais. E quem é que, podendo ser melhor, escolhe continuar como está? Pensem nisso. 

 (proooonto, pediram fotos, aqui estão elas! Ainda não considero que este seja o meu 'antes-e-depois' porque ainda não cheguei à meta, portanto, vamos considerar este um 'antes-e-durante', sim? Prometo que depois partilho toooda uma sessão de fotos quando estiver a vestir um 36 :)
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26 comentários

  1. O início da tua história é parecida com a minha. Mas a minha mae nunca me deixou engordar muito...
    Parabéns pelos 21 kg! É preciso nuita determinação para o conseguir ;)
    Beijinho

    The-not-so-girlygirl.blogspot.com

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    1. No meu caso, nem foi uma questão da minha mãe deixar ou não por que, coitada, ela não conseguia controlar o que eu comia, trabalhava sempre muitas horas por dia e eu chegava à casa e comia o que via pela frente :P

      A única culpada nessa história sempre fui eu mas que bom que um dia a gente acorda e ainda dá tempo de correr atrás do prejuízo :)
      Um beijinho (vou espreitar o teu blog)

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  2. Adorei o seu testemunho.... e eu que ando numa luta para perder somente 5 quilos....

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    1. É sempre difícil e os últimos quilos ainda custam mais a ir embora mas é tudo uma questão de mudanças. Se intensificares o exercício e restringires certos alimentos, chegas lá num instante! ;)

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  3. Anne, estás óptima! Que mudança, meu Deus! A foto de Dezembro-2015 está assustadora, até tinhas duplo queixo! A de ontem está fantástica, zero barriga mesmo. E os calções são aqueles da H&M que partilhaste noutro dia, não são? São mega giros!

    Mantém-te assim, vais ver que chegas ao Natal a vestir o 34 :D

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    1. Duplo queixo? Lol acho que é uma sombra! Acho que nas fotos de cara não se nota nada de especial... na de Abril de 2013 nota-se o excesso de peso, mas não parece muitooo mais que a de Junho de 2016! O que me faz pensar que iniciaste este processo mesmo muito pesada (perto dos 100kg?), porque não parece notar-se grande diferença para agora (tudo bem que as fotos estão parte censuradas e assim é difícil ver). Mas o que importa é que de saúde estás melhor!

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    2. Ahahaha duplo queixo e totalmente 'sem pescoço', mas são águas passadas. O que me deixa abismada é que nunca me enxerguei assim, tão gorda. Achava que era só uns quilinhos, só uma gordurinha aqui e outra ali, nunca me impediu de fazer nada ou de ser feliz à mesma. Mas confesso que agora, ahhh agora gosto muito mais do reflexo de um espelho ;)

      Sim, os calções são aqueles da H&M, estou apaixonada por eles. Acho que há também em preto e vou aproveitar que hoje estou não trabalho para lá dar um saltinho mais tarde. Veste lindamente e eu até trouxe um tamanho abaixo do que era suposto, já a contar com os 4kg que ainda me faltam perder ;)

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  4. Desculpa dizer isto, mas eu, se tivesse o teu peso actual, consideraria estar gorda e que necessitava de perder uns bons quilos (pelo menos avaliando pela foto de Junho deste ano)! Sou da tua idade (28 quase a fazer 29) e peso 62kg medindo 1,68m. O meu peso ideal, em termos estéticos e para mim, anda entre os 55-58kg. Mas é muito difícil perder esses 5kg que me faltam porque estou a partir já de um peso normal e a querer abater "apenas" umas gordurinhas a mais... coisa que já consegui fazer no passado, mas só fazendo exercício regularmente e comendo de forma MUITO regrada é que consegui... e se me descuido por uns tempos, volto a ganhar esse peso, por isso ando sempre a oscilar.

    O teu processo é semelhante ao de concorrentes tipo peso-pesado e afins: partem de um início de excesso de peso e, por isso, basta introduzir uma alimentação saudável e exercício e perdem facilmente 20kg. O problema depois é manter esse peso, ou eventualmente tornarem-se magros/em forma (com mais massa muscular, com o corpo mais definido, etc). Porque ficar assim "mediano-gordo" não é o que implica mais esforço, na verdade até é o que produz resultados mais rápidos.

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    1. E já cá faltava o típico comentário a tentar deitar abaixo uma pessoa que perdeu VINTE quilos! Ainda estás obesa, vais engordar tudo de novo com o tempo, não tens massa muscular, perder 20kg não requer esforço nenhum, é a coisa mais fácil do mundo... Tipicamente tuga!

      Anne, não dês conversa a essa gente. Tens dinheiro, tens sucesso, tens uma boa casa, um carro novo, um marido que te ama com 100kg ou com 50kg, viajas o mundo, és feliz, tens uma familia fantastica e ainda por cima... emagreces? Esquece, agora é que os invejosos não te dão sossego.

      Beijo! (M.A. que encontrou-te em Portimão)

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    2. Já cá faltava a conversa da inveja :D quem comenta estas bajulações é que pelos vistos morre de inveja da Anne! Eu disse aquilo que penso: quando li sobre a perda de 20kg estava à espera de ver algo realmente impressionante e, pelos menos por estas fotos, não acho nada de especial e, se fosse eu, consideraria que ainda havia muito peso a perder. Mas isso sou eu. A Anne é a Anne e se se sente feliz e bem com o corpo dela, óptimo (pelos vistos até já se sentia assim antes). O que eu disse é um facto que qualquer pessoa conhece: é muito mais fácil perder quando se tem muitoo para perder, casos em que normalmente a obesidade é associada a maus hábitos e basta revertê-los para se ver uma grande mudança, que quem já tem bons hábitos e tem apenas uns 5kg para perder.

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    3. O comentário pode não ter sido feito da melhor forma, mas a anónima tem toda a razão! Perder 20kg é simples. Basta deixar de comer todas as porcarias que se comia até então. A pessoa nem precisa de fazer exercício físico quando esses 20kg são apenas uma parte do que está a mais. Ninguém tira o mérito à Anne por ter perdido os 20kg, até porque há muita gente que não consegue, mas simplesmente por ter pouca força de vontade, não por ser uma missão impossível.

      Então a Anne acabou de responder e de forma bastante inteligente como perdeu os tais 20kg. Estavam à espera de um milagre? Não. Deveu-se à força de vontade e ao que a motivou. Querem perder peso, comecem a comer a horas e como deve ser. É igual para todas as pessoas, ninguém consegue emagrecer de outra forma, a não ser que faça uma lipoaspiração...

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    4. Acredito que quando se está acima do peso, seja mais fácil perder os kg a mais (se não houve nenhum problema que o impeça, claro).

      Mas a mim, pessoalmente, a unica coisa que me deixou intrigada no comentário inicial, é achar que a Anne como está AGORA, é considerada GORDA. Pelo amor de deus... um bocadinho de bom senso!
      Que o "ideal" de uma pessoa seja algo mais para o magro/atlético, ok, mas a foto de Junho mostra umas pernas normais, bonitas, nem gordas nem magras sem formas! Alguém que acha que aquela foto mostra uma pessoa gorda nem quero pensar o que será que essa pessoa considera estar no peso considerado normal...

      D.

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    5. A primeira anónima parece que tem uma visão distorcida (dismorfologia corporal). Será que se atingir os 55kgs fica mesmo feliz consigo ou vai querer emagrecer mais?
      É que está dentro do seu IMC normal, não está gorda. Pode não estar tonificada mas isso é outra história. Pode preferir pesar 55kgs mas daí a ser gorda com 62kgs vai uma longa distância.

      Veja bem isso pois a anorexia e as perturbações alimentares não são só nocivas para a saúde quando há excesso de peso.

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    6. D. ser magro é BEM diferente de ser atlético. Um corpo com o IMC referido como o ideal pela primeira anónima anda mais para o esquelético/quase anorético do que propriamente para o atlético.

      Pelas fotos da garota de Ipanema neste momento não me parece estar nada gorda pelo que me parece que a primeira anónima tem uma visão muito distorcida do corpo humano/saúde.

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    7. Só diz mesmo que é fácil emagrecer 20kgs quem ou tem dificuldades em engordar ou quem não tem tendência para engordar.
      Eu como menos do que as minhas amigas e tenho de fazer muito mais exercício físico para não engordar. Basta ter 1 almoço diferente para engordar imenso. Sempre fui assim e já fui anoretica e bulimica (não comida, deixei de ter menstruação, vomitava o pouco que comia, tinha tonturas, fala de concentração, os órgãos estavam a começar a falhar todos) a ponto de ter estado em risco de vida e ainda assim em termos de peso nunca saí do IMC "normal". Só que apesar de estar bem esteticamente em termos de saúde estava uma lástima. Para eu emagrecer seja o que for é um suplicio. Para engordar? É quase como engordar com o ar, para não ter excesso de peso eu sou obrigada a passar fome e a comer muito menos que muitas amigas minhas magras. E muitas delas têm discurso semelhante: como podem comer pizza, hamburguers, beber alcool etc sem engordar pensam que só é gordo quem quer e porque come porcarias... a questão é que a saúde nem sempre é sinónima de baixo peso e quem tem excesso de peso até pode comer bem e ser muito mais saudável que uma pessoa magra.

      Parece-me que muitas pessoas que aqui comentam pensam que os metabolismos são todos iguais. É muita falta de conhecimento mesmo.

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    8. Isto vai para aqui uma enorme confusão!

      Primeiro, eu não acho que a foto de junho mostre umas "pernas normais, bonitas, nem gordas nem magras sem formas". Acho que mostra umas pernas e rabo a atirar para o gorducho. Não são obesas, não são enormes, não são disformes, mas são grandes e cheiínhas.

      Segundo, não tenho visão distorcida nenhuma do meu corpo, nem acho que sou gorda. Sei perfeitamente que sou saudável e que tenho um IMC normal. Eu disse que "o meu peso ideal, em termos estéticos e para mim, anda entre os 55-58kg". Porque já pesei 55kg e sei que gosto mais de me ver com esse peso. E, não, nunca desci abaixo disso. Nem baixo agora dos 62kg porque adoro comer e não gosto especialmente de fazer exercício físico (gosto de ser activa, de andar a pé, de fazer muitas coisas no meu dia, mas não de praticar desporto). Por isso sei que é muito difícil perder peso partindo de um peso já normal, porque os bons hábitos já eu tenho (comida saudável + vida activa) e teria de fazer um grande esforço que provavelmente não estou disposta a fazer pelo lado estético/fútil.

      Terceiro, "um corpo com o IMC referido como o ideal pela primeira anónima anda mais para o esquelético/quase anorético do que propriamente para o atlético". Quando pesava 52-55kg usava o 36 de calças, não tinha barriga e estava tonificada. Estava bem longe de ser esquelética/quase anorética. A diferença é que agora uso o 38/L de calças e tenho barriga, coisa que não me agrada. Normalmente é sempre nas coxas/rabo/barriga que noto estas alterações de peso, no tronco estou sempre igual.

      Quarto, ter tendência para engordar não significa chegar a pesar 30kg a mais do que é indicado para a nossa altura. Eu tenho tendência para engordar, não sou naturalmente magra, faço uma alimentação super cuidada (sempre fiz), ando a pé 1h todos os dias e ainda faço ginásio 2 ou 3 vezes por semana e estabilizo nos 62kg (e se parar de fazer exercício ainda aumento mais). Mas uma coisa é ter esse peso, que é normal para a minha altura, outra coisa é quem chega a pesar 30kg a mais. E a própria Anne admite no post que chegou a esse ponto porque comia porcarias. E quase toda a gente que tem um grande excesso de peso e muda radicalmente os seus hábitos, perde peso facilmente até chegar a um determinado que estabiliza (só não o consegue quem tem também alguma doença associada).

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  5. Olá Anne

    Parabéns. Foi uma verdadeira vitória. Tem q ter uma grande força de vontade e determinação, coisa que é dificil.

    Neste período de perda de peso, no que consistiu a sua alimentação diária, quais/como eram as suas refeições?

    Obrigada

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  6. Olá Anne! de facto é uma grande vitória!!!Eu também estou mais gordita e preciso mesmo de ganhar essa coragem!
    Vou enviar-lhe um e-mail a pedir umas dicas...
    tudo de bom!
    Cláudia F.

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  7. Proud of you! Força :) Acabaste de me motivar!

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  8. Muitos muitos parabéns! Pela força de vontade, foco e determinação!és uma mulher de garra, Anne! Continua assim não só na área saúde mas em todos as outras áreas da vida! és uma inspiração, melhor post de sempre! :) Já agora, como somos muitooooo chatinhas, vamos aos pormenores.... refeições, planos alimentares, tempo dispendido em exercício, etccc... Beijinhossss
    SD

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  9. Pelas fotos da para ver que es linda de qualquer jeito. Perder peso e especialmente ganhar formas mais definidas nao e facil, especialmente depois de um dia de trabalho dizer nao a uma sobremesa...ou num "dia nao" recusar um docinho...E ganhar (e manter) bons habitos requer muita disciplina. Continua no bom caminho :)

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  10. Gostei tanto de ler a tua história! Partilhamos o começo, em criança também era muito magrinha, não comia nada e tinha sempre que tomar remédios para abrir o apetite (ainda me lembro do sabor fantástico de um xarope que costuma tomar, gostava mais daquilo que de comida!). Por sorte não engordei com a chegada da adolescência, e confesso que engordar com a idade é um dos medos que tenho (um medo fútil, claro, nada comparado a doenças graves), porque como sempre fui magra sinto isso associado à minha identidade. Pode parecer parvo, mas é verdade.

    Consigo sem grande esforço alterar a minha alimentação (aprendi que é tudo uma questão de hábito), mas manter uma rotina de exercício é-me muito mais difícil, por isso tenho alguma noção do teu esforço. Mudar a alimentação de forma a perder 21kg e fazer exercício diário deve ter exigido uma enorme força de vontade. E estás ótima!

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  11. Nota-se muita diferença!! Estás fantástica! :)) ***

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  12. E mais dicas sobre o exercício físico,é possível?Obrigada e muitos parabéns!

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  13. Ola Anne parabensss pelo emagrecimento tenho certeza que foi otimo para a sua auto estima! Podes partilhar conosco as dicas de dieta, exercicios e outros truques? Obrigada bjnhs e sucesso

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