07 agosto 2016

Its all about bags!

Sempre fui fã de carteiras. Adoro-as! Conseguem alterar por completo um look e é um objecto que anda connosco quase 24h do dia (quem é que arrisca-se a sair de casa sem a sua mala? eu não consigo!). Quando vim morar em cá em Portugal descobri todo um mundo novo: Parfois, Zara, Mango, H&M e afins. Malas tão baratas! Na altura ainda não trabalhava, vivia de mesada e como sempre gostei de compras, dividia o meu dinheirinho entre malas, roupas e sapatos. Logo, as lojas de fast-fashion eram sempre a minha opção e assim foi até que comecei a trabalhar, viajei pela 1ª vez à Paris e descobri um novo mundo: as malas da Longchamp. Sim, foram a 1ª marca mais cara que conheci no que toca a malas. Voltei à Lisboa e um mês depois ganhei a minha primeira Longchamp, o modelo Le Pliage em verde musgo, com alças longas - que continua impecável até hoje (excepto pelos cantinhos lascados que já vos mostrei aqui).

E, meus amigos, fez-se todo um click na minha cabecinha! A mala era totalmente diferente do que eu estava habituada: levíssima, alças em pele macia que não pesavam nada, impermeável, tamanho perfeito... enfim, estava a ponto de comprar uma de cada cor! Ainda hoje é dos modelos que mais gosto em malas. Depois veio outra Longchamp, dessa vez o modelo personalizado com o meu nome gravado. Depois vieram as malas da Bimba y Lola, que acabei por ceder por influência da minha mãe, apreciadora da marca. E depois as da Michael Kors (e espero brevemente poder dizer que também vieram as Louis Vuitton ahaha). Sim, foi todo um novo mundo! Não tem sequer comparação com nenhuma das marcas que citei no início do post - e não, não é ser snob ou armada em fina (isso eu seria se pudesse comprar uma Hermès ou uma Chanel hahaha) mas é mesmo um facto. Numa comparação esdrúxula, é como passar um ano a comer bifanas e de repente ser surpreendida com um bife tenrinho da vazia. (isso é o meu cérebro já a pensar em comida, ignorem, sim?)



 As principais diferenças que noto em relação às malas de fast-fashion são:

- Os acabamentos: As malas mais caras possuem acabamentos perfeitinhos, muitas vezes são costuradas à mão (enquanto algumas de fast-fashion são coladas, por exemplo), os cantos batem todos certos uns com os outros, os fechos deslizam com facilidade, por falar em fechos... até estes são diferentes: mais pesados, brilhantes e não ficam oxidados.

- Os materiais: Tenho aversão à malas em poliéster, aquele cheiro enoja-me, o material é mega brilhante e topa-se à distância que não tem qualidade alguma. Nas malas de maior qualidade privilegia-se os materiais nobres como a pele, o algodão, a lona... E querendo ou não, isso influenciará a durabilidade da peça. (só para vos dar um exemplo, há uns anos comprei uma cluth na Primark para usar numa festa - não durou um dia sequer, a meio da festa a mala já tinha o fecho partido. Um dia, pessoas! Mesmo para o padrão Primark achei inadmissível e nunca mais voltei a comprar malas lá).

- O poder de dar um 'up' em qualquer look: No caso de malas mais caras, muitas vezes nem precisamos de nos esforçar demasiado para 'ficar bem' numa determinada combinação de peças, só a mala já faz o look, percebem? Às vezes saio de casa super básica, calça de ganga, camisa branca e ténis mas o facto de levar uma mala de qualidade ao ombro faz toda a diferença na forma como o look parece ganhar logo outro ar (mesmo que as calças sejam da H&M e a camisa da Zara - who cares?).

- A durabilidade: Se há coisa que eu detesto é apegar-me a uma determinada peça (seja roupa, calçado ou mala) e dali há dois meses a mesma estragar-se e ter que ir parar ao lixo. Fico pior que estragada! Gosto de ser eu a enjoar daquelas peças e deitá-las fora quando me apetecer, não o contrário. Por exemplo, há uns sete anos que tenho umas botas da Aldo (que na altura custaram mais de 160€ e toda a gente próxima ficou escandalizada, como era possível, tanto dinheiro por umas botas...), passaram-se sete anos e ela está arrumadinha no closet, perfeita como no primeiro dia em que as calcei. Se foram caras? Epá, acho que não. Pelos anos em que me serviram (e continuam a servir), pela qualidade e beleza da peça, até considero que foram baratas. Soubesse na altura que seriam 'eternas' e tinha comprado também em preto. Percebem o que quero dizer?

- O status: Não vamos ser hipócritas, por favor. Quem é que não gosta de poder passear-se com uma mala de qualidade, que adoramos e que nos deu tanto prazer comprar? Eu adoro! Chamem-me snob, nova-rica ou qualquer outra terminologia mas saio por aí feliz e contente quando levo as minhas meninas para passear. Penso sempre: fiz mesmo bem em ter comprado esta mala, dá com tudo, tem uma pele tão macia, é linda, adoro-a! Sinto-me um pequeno génio, principalmente se comprei a mala num outlet ou em saldos (normalmente pela metade do preço) nestas alturas então, ninguém me segura: sinto-me uma accionista da bolsa de valores e só falta dar-me festinhas para me autoparabenizar (?) pela grande esperteza de ter percebido que aquela mala era um investimento para a vida.

Por isso, uma das minhas resoluções para este ano de 2016 foi: menos quantidade, mais qualidade. E especialmente no que toca à malas e sapatos: só comprar artigos duráveis e de qualidade. Só que olhava para o meu closet a abarrotar (as prateleiras das malas então, é um deus-nos-acuda) e via para lá tanta Parfois, Mango e afins que acabava por pensar que já não gostava nada daquilo e que precisava de as despachar para que novos integrantes viessem a fazer parte da família. E se bem o disse, melhor o fiz. Contabilizei as malas de fast-fashion: 26 malas, todas sem uso há mais de seis meses. Agarrei nelas e num saco daqueles grandes de supermercado e mandei tudo lá para dentro, assim rápido que foi para não perder a coragem. Guardei o saco na despensa e no dia a seguir, quando a senhora que me limpa a casa chegou, passei-lhe tudo para as mãos e pedi para ela distribuir entre quem quisesse. Acho que ela só não me pegou ao colo e beijou-me na boca porque estava o meu marido ao lado ahaha. Disse que vai ficar com tudo para ela :P

Resignada e convicta, olhei desconsolada para as prateleiras onde outrora descansavam 26 malas baratuchas e que agora ostentam um número reduzido de malas mas todas de qualidade. Foi um grande passo e custou um bocadinho (até porque algumas ainda estavam novíssimas mas eu já não as usava, então... que sentido isso faz?). Senti-me super minimalista e frugal, como tanto apregoavam as leitores cá do blog, afinal até têm razão: nasci para ser minimalista (e rica, quero ser minimalista só com LV e Balenciaga, está bem?).

Confesso que gosto infinitamente mais dessa nova equipa, mais reduzida e minimalista (sempre quis fazer um post sobre minimalismo, hoje é o dia!), sei que darei uso a todas (como de resto tenho dado) e que nesta altura da minha vida faz mais sentido ter poucas (bem vistas as coisas, não são assim tão poucas) mas boas :)

Conselhos para comprar malas de qualidade a bons preços:

- Época de saldos: Todas as minhas Michael Kors foram compradas em saldos - umas com 30% de desconto, outras com 50%  - mas todas vieram com mega descontos em relação ao preço inicial. Vale muito a pena! Lojas que fazem saldos dos bons: Tous, Michael Kors, Bimba y Lola, Longchamp, ML Bolsas (loja multimarca), El Corte Inglês.

- Outlets: Eu não tenho qualquer problemas em comprar malas de colecções anteriores (desde que goste e sejam de qualidade, tanto me faz), por isso os outlets são sempre uma escolha. O meu preferido é o Freeport (para malas recomendo: Carolina Herrera, Bimba y Lola, Purificación Garcia, Coach). Em altura de saldos os descontos são ainda maiores (e na última 5ª feira de cada mês também - é a chamada 'Quinta Louca'). Outra sugestão para comprar malas com desconto é o El Corte Inglés, na altura dos saldos. Mamãe já apanhou com cada mala incrível por lá, até com 60% de desconto, por isso vale bem a pena!

- Viagens: Viajar é maravilhoso, concordam? E viajar para sítios onde determinadas marcas são mais baratas... é uma perdição! França e Itália são os destinos mais cobiçados (depois de Miami para enfeirar, claro) e pertinho de nós, então... é de aproveitar. Em França as Longchamp são um bocadinho mais baratas (mas nada que justifique a viagem - é giro como recordação daquele local (cof), na Cotê D'Azur trouxe uma Longchamp Neo Pliage linda de morte) e as Louis Vuitton também (com a vantagem de poderem personalizar na hora qualquer mala com o vosso monograma). Em Itália há muita oferta de malas em pele mas na altura em que lá estive não estava para aí virada então nem sei indicar nomes. Ah e sempre podem aproveitar os freeshops dos aeroportos para comprar uma ou outra malinha com 20% de desconto, sempre é uma ajuda.

- Amigos que viajam: Felizmente os meus amigos já me conhecem de gingeira e sabem que eu não me faço de rogada. "Ah, vais para onde? Para os EUA? Então, perae... deixa cá ver o que é que me podes trazer..." (por favor, convém não exagerar neste tema, principalmente se os vossos amigos viajam apenas com bagagem de mão, neste caso não tenham lata de pedir nada - no máximo um íman de frigorífico). E é de bom-tom que te lembres desse favor e quando for a TUA vez de ires para fora retribuas o mesmo favor. É fofinho e diz que mantém a amizade :)

- Colecções-cápsula de fast-fashion: Muitas vezes as marcas mais baratas lançam colecções exclusivas em determinadas alturas do ano (muitas vezes em colaboração com designers) e por norma, estas colecções utilizam materiais nobres na composição das malas. A Parfois costuma lançar no verão uma colecção de artigos 100% em pele bovina, que é um luxo (as malas rondam os 40-70€ consoante o tamanho, super barato) e compensa comprar. A Zara vez por outra também lança uma ou outra malunfa em pele (mas acho os acabamentos terríveis, então... not for me) e a H&M também costuma ir lançando alguma coisa do género. Não é sempre, mas com jeitinho lá se encontra qualquer coisa.

- La Redoute e OLX: Os sites de venda online são óptimos para fazermos compras de artigos de qualidade. Na La Redoute costumo comprar muito artigo para o lar (têxteis essencialmente) e vez por outra espreito as malas, alguns modelos super giros e actuais, com descontos na ordem dos 50% ou 60%. No OLX já comprei artigos mais caros mas nunca arrisquei com malas por medo de falsificações e réplicas, mas tenho duas amigas que já compravam Chanel e LV no olx mas combinaram com o vendedor na Av. da Liberdade e entraram nas lojas das marcas para confirmar se a mala era verdadeira, antes de as comprar. Comprar malas em segunda mão pode ser um bom negócio mas eu ainda prefiro uma mala novinha, a cheirar a novo, adoro a sensação da compra, o atendimento na loja, vir para a casa com a sacola e o embrulho da loja, enfim, todos os detalhes que tornam a experiência mágica, se é que me entendem :)

Ufa! Post gigante - guardado há mil anos nos rascunhos - que achei ser interessante nesta altura de fim de saldos. Vai que encontram uma mala incrível com um desconto brutal? Nunca se sabe, nunca se sabe. E vocês, também são 'bag-a-holic'? Confessem tudo! :D
SHARE:

26 comentários

  1. Conclusão, só tinhas tralha e acabaste por perceber que te veres livre da tralha foi o melhor que fizeste! Agora, tendo em conta as fotos que mostraste do antes e depois da tua dieta, a forma como te vestes não mostra, de todo, a qualidade das roupas que vestes. Pareceu-me tudo bem "normalzinho"... Bershkas e tal.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. A ideia pelos vistos é ser tudo normalzinho e as malas é que dão o "up" ao conjunto. Isto até surgir por aí alguma nova teoria/moda minimalista, maximalista, consumista, destralhista, shopaholiquista ou sei lá o quê e aí isso motive a Anne a deitar fora a roupa toda e comprar tudo de novo outra vez. A sério que as pessoas não percebem que estas modas e ideias do "menor quantidade" e "mais qualidade" é só para aumentar o consumismo e as pessoas comprar mais novamente? A Anne ainda há dias postou que comprou 5 pares de sapatos na ida a Braga... claramente que a ideia não é reduzir ou apostar só em 2 ou 3 peças realmente boas.

      Eliminar
    2. Anónimo 17:37: Não considero que tinha 'tralha' mas sim que eram malas de qualidade mais fraca e eu decidi apostar em acabamentos e materiais melhores.

      Quanto à forma como me visto, cabe apenas à mim visto este não ser um blog de 'look do dia' :) E não, não visto Berskha nem Stradivarius há alguns anos, desde que saí da adolescência, praí.
      ----------

      Anónimo das 14:55: Visto-me desta forma desde que me lembro e sempre gostei de acessórios especiais para comporem o look, não sou de modas como já podem ter percebido pelo blog. Compro imensa coisa em outlets, de colecções passadas, não ligo minimamente ao 'que está in' porque sei que a moda é cíclica e o que hoje está in, amanhã já está out. Não sou escrava da moda, compro aquilo que gosto - independente de estar em voga ou não.

      Sim, comprei 5 pares de sapatos, todos de outono e inverno, todos em pele. Provavelmente já não preciso mais de comprar sapatos este ano. Comprei tudo com mega descontos, calçado que adorei e mega confortável. Porque não iria aproveitar a oportunidade? Se gosto e se posso... why not?

      Eliminar
  2. Olá!

    Sou bag-a-holic mas comecei também há algum tempo a despachar as malas de qualidade inferior e fiquei com menos (muuuito menos) mas de qualidade. E uso-as todas. Concordo em absoluto, pode-se estar vestido com umas calças de ganga no name e uma t-shirt branca comprada na feira, mas os sapatos e a mala devem ser de qualidade. Esta é a minha divisa e não me tenho dado mal.

    Não retiro uma linha ao seu post (só não gosto das malas do M. Kors pq as vejo muito, talvez sejam falsificações, mas vejo-as tão frequentemente que lhes deixei de achar graça), acrescento só o que não referiu mas que pelo blog sei que lhe é conhecido: em caso de não poder pagar por uma mala nova, o ebay tem coisas novas a bom preço e usadas em muuuito bom estado. Com a prática aprende-se a ver os detalhes e a saber onde se pode ou não confiar.

    Mesmo que as malas não sejam em pele, para a malta que não afinca o dente num bom bife e se preocupa com os animais mas não com os derivados de petróleo, aquele material de que são feitas as Le Pliage é resistente, lavável e não tem mau aspecto.

    Bj

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Pronto, lá vem a farpa para os vegetarianos. É giro como a maioria das pessoas não se preocupa com nada, mas quando alguém se preocupa com alguma coisa é crucificado por não se preocupar com todos os problemas do mundo.

      Eliminar
    2. Tenho de concordar com o anónimo.

      Eliminar
    3. Anonimo das 18:25: Olá! Concordo contigo: sapatos e malas devem ser da melhor qualidade possível. Tenho investido nesta área, até por que diminuí um número de sapatos (aleluia, que eu detesto calçar o 40) e aproveito esta altura de saltos para comprar calçado de qualidade e conforto ímpar.

      Eu também tinha esta 'birra' com a MK (e ainda tenho um bocadinho com as LV) porque de facto há imensa contrafacção por aí e ao vê-las por todo o lado perco um bocadinho a vontade de as comprar. Mas depois passou-me, especialmente porque nunca compro os modelos muito 'contrafeitos' por ciganos e chineses, acabo por ficar inclinada por modelos mais invulgares.

      Sim, o ebay é o mundo de oportunidades! Mas eu fico muito desconfiada ao comprar artigos de segunda mão, prefiro fazer compras no OLX onde posso combinar e ver ao vivo o artigo do que arriscar mandar vir algo do ebay e depois, ups, não ser bem como estava na fotografia :P

      Um beijinho.

      Eliminar
  3. A mim pessoalmente este tema de malas e de marcas não me cativa minimamente. Gosto de ter roupa nova e de me arranjar, mas não gosto de gastar muito tempo nisso e contento-me com comprar uma peça nova apenas de vez em quando (saldos, normalmente), sou muito pouco consumista, ligando 0 ao status e à importância que ter coisas de marca supostamente nos dá. Mas não me importa que outras pessoas o façam, simplesmente não é para mim!

    Apenas um reparo para dizer-te que, pelo que leio deste post e do que conheço do blog, a tua atitude é tudo menos minimalista. Minimalismo é vermo-nos livres de tudo o que não é essencial, de "tralha", do acumular muitas coisas, do consumismo, do ter sem precisar, do comprar coisas novas constantemente. Quem é minimalista tem provavelmente uma ou duas malas apenas, 3 ou 4 pares de calçado, etc... não vai todas as semanas a shoppings, não compra não sei quantas coisas de uma vez, não tem um closet em casa cheio de coisas, não está sempre a comprar porque "não resiste a uma promoção"! Eu considero-me minimalista porque não sou nada apegada a coisas e acho até que quanto mais coisas as pessoas têm, mais trabalho/encargos/tempo perdido com elas têm e menos paciência, tempo e dinheiro lhes sobra para as coisas que verdadeiramente importam na vida. Por exemplo, vivo numa casa arrendada já mobilada e equipada e adoro a liberdade de saber que, um dia, quando me mudar, numa manhã estão as mudanças feitas e que nada daquilo ali é meu. De saber que, quando tirar 1 ano de licença sem vencimento para viajar (que é um plano nosso a curto prazo), facilmente me livro das poucas coisas que tenho aqui e deixo 0 encargos e parto sem prejuizos. Eu e o meu namorado temos 1 carro, mas raramente o usamos. Temos uma televisão do tempo dele de solteiro, já tem uns 10 anos e ainda funciona perfeitamente. Para mim, a liberdade de não ter muitas coisas dá-me um sentimento muito mais reconfortante do que a suposta felicidade de ter muitas coisas. Aquilo em que gastamos mais dinheiro é em comida (gostamos de cozinhar bem em casa e de comer fora 2 ou 3 vezes por semana), viagens (viajamos 4 ou 5 vezes por ano) e experiências (visitar museus, exposições, ir ao cinema, ao teatro, a concertos, a um jogo de futebol, passar fins-de-semana por Portugal em sítios giros, fazer actividades tipo stand-up-paddle, kayak, snorkeling, etc... todas as semanas fazemos alguma coisa dessas). Para mim é muito mais importante o fazer coisas e viver experiências, que o ter coisas. Os únicos bens que tenho e a que dou valor são a minha máquina fotográfica e o meu tablet, ambos caros para os meus padrões pouco consumistas e porque me permitem estar em contacto com pessoas que gosto e que estão longe e guardar os momentos das nossas viagens e aventuras para mais tarde os recordarmos. De resto, não dou verdadeiro valor a mais nada de material. E estou a dizer isto honestamente, não é por inveja como me poderão acusar :) se "ganhasse o Euromilhões" jamais o usaria para comprar uma Chanel ou uns óculos de sol da Prada. Em termos materiais nem há assim nada que eu me visse a comprar, na verdade. Teria era liberdade para não trabalhar tantas horas (ou de todo) e dedicar esse tempo a quem é realmente importante para mim (pais, namorado e amigos) e ao que mais gosto de fazer (viajar e "coleccionar" experiências).

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Bolas! para quem não dá importância a quase nada, precisou de escrever muito para se justificar. É feliz assim? Pois isso é que importa! Cada um vive a sua vida como muito bem entende: uns dão valor a umas coisas e outros a outras. Chama-se a isso diversidade. E ainda bem que existe. Se todos fossemos formatados o Mundo seria um lugar (ainda) bem mais triste para se viver. Viva a diferença.

      Eliminar
    2. Ainda assim, escrevi menos que a Anne a justificar o porquê de gostar de malas e você gastou o seu tempo a ler as 2. É a tal diversidade de que fala! E eu nunca disse que há algum problema em viver assim. Só disse que isso está longe de ser o que se chama de minimalismo.

      Eliminar
    3. Anónimo das 11:10:Olá! Se o assunto do post não tem grande interesse para si, penso que a resposta é fácil: passar por cá noutro dia, quando o tema em conversa for mais do seu agrado :) É o que eu faço quando vejo blogs que gosto com posts publicitários ou temas que não são do meu interesse: passo noutro dia e nem perco o meu tempo.

      Quanto à afirmação sobre minimalismo, pensei que era óbvio: estava claramente a ser irónica e a brincar, tenho a noção que passo a léguas de ser minimalista, estava apenas a ironizar as pessoas que comentam a dizer que eu deveria doar tudo o que tenho e viver com uma mochila de ‘bens essencias’ às costas, portanto, não era para ser levado a sério.

      “quanto mais coisas as pessoas têm, mais trabalho/encargos/tempo perdido com elas têm e menos paciência, tempo e dinheiro lhes sobra para as coisas que verdadeiramente importam na vida” – hummm não concordo em nada com isto. Cada um tem a sua própria noção de ‘coisas que importam’ e eu não deixo de fazer nada que realmente me faz feliz (estar com a minha família, viajar, namorar, ir ao teatro, ao cinema, etc...) por comprar roupa ou sapatos quando vou ao shopping.

      Adoro a minha casa decorada e mobilada de raiz por mim e pelo meu marido, cheio de objectos nossos (muitos que trazemos de viagens), com a nossa ‘cara’ em todos os cômodos, com peças de design que mandamos fazer à medida, com paredes pintadas com cores que nos enchem de felicidade. Para nós, uma casa deve ser um ambiente feliz, aconchegante e que conte a história das pessoas que vivem lá. A nossa reflecte quem somos e eu adoro que assim seja! :)

      Não vivo sem carro (e o tempo que se perde nos transportes? E o conforto? E a liberdade que é agarrar no carro e ir quando queres, onde queres, com quem queres...), adoro gadgets que me facilitem a vida (adoro a minha mega SmartTV da sala e não consigo perceber como vivi 25 anos sem algo do género), viajo para fora do país pelo menos 4 vezes ao ano, enfim, sou feliz assim. Da mesma forma que acredito que sejas feliz com o teu estilo de vida, somos diferentes mas o que interessa é: estamos felizes com as nossas escolhas.

      Se eu ganhasse o Euromilhões, a primeira coisa que faria era passar um ano inteirinho a viajar. A segunda coisa era comprar um ‘ganda’ terreno e construir a minha vivenda de sonho, de raiz, com todos os detalhes que quero ter o prazer de escolher (um dia): azulejos, loiças de casa de banho, estilo de portas e rodapés... ai ai ai nem posso me por muito a pensar nisso senão vou já amanhã jogar :P

      Eliminar
    4. Anne, o assunto não tem interesse para mim no sentido de eu nunca pretender comprar uma mala destas e, por isso, não me interessarem as dicas de como o fazer... mas interessa neste sentido de "discussão" de minimalismo vs. consumismo.

      Quando quis dizer que as coisas trazem mais encargos, quis dizer no geral. Por exemplo, quem tem casa "própria" tem de pagar a prestação ao banco e ir monitorizando a evolução das taxas de juro, tem de pagar IMI, condomínio, seguro, tem de pagar as próprias obras/reparações, etc... eu, numa casa arrendada, pago a renda e não tenho mais chatices. Quem tem carro e o usa no dia-a-dia tem de certificar-se que ele tem sempre combustível (e gastar dinheiro nisso), tem de pagar portagens se vem de fora da cidade, tem de ficar preso no trânsito todos os dias, está sujeito a um enorme stress logo pela manhã/tarde, pode chegar atrasado a compromissos que tem... eu demoro sempre 20min a pé a chegar ao trabalho, faça chuva ou sol, vou a ouvir música, não gasto dinheiro e ainda faço exercício físico :) e posso ir por aí fora... tens um smartphone e passa a ser essencial ter net lá e deixas de observar tanto o que está à tua volta, ou falar com pessoas, porque em qualquer ocasião de espera (tipo transportes, salas de espera, cafés) as pessoas procuram logo ter net e não levantam os olhos do telemóvel, depois fica sem bateria e entram em stress para o carregar. Em casa passam o tempo todo a ver tv e, já que têm a smartv, passa a ser essencial contratar o pacote com 124812 canais e chateares-te com a tua operadora porque às vezes não funciona, porque te fidelizaram, etc. E podia ir por aí fora! A maioria das pessoas que eu ouço a queixarem-se de coisas das suas vidas não é a queixarem-se de doenças ou da morte, que, isso sim, para mim são os verdadeiros problemas que uma pessoa pode ter e que não pode fazer nada para os mudar. As pessoas queixam-se destas picuinhices do dia-a-dia, coisas em que gastaram o seu dinheiro e tempo e que só lhes dão problemas. Quase tudo vem do facto de vivermos numa sociedade de consumo e ser aceite como o mais válido o querer ter mais e mais tralha.

      Eu vivo perfeitamente bem assim com menos, apesar de saber que o meu "menos" até já é muito "mais" comparado com o que tanta gente tem em países em desenvolvimento, pessoas essas que vivem felizes. E é isso que noto nas minhas viagens e que pode parecer um cliché mas é verdade: vejo as pessoas desses países, com um estilo de vida que envolve muito menos bens materiais, com muito menos stress, muito mais tempo para dedicarem á família e aos amigos e muito mais felizes do que nós nas nossas vidas preenchidas com trabalho, deslocações e tarefas. Por isso, para mim e essa é a minha forma de viver a vida, tento reduzir ao máximo essas coisas que só nos distraem daquilo que é verdadeiramente importante.

      E, no meio disso, como tenho menos gastos, já temos poupado o suficiente para, daqui a uns 2 ou 3 anos, fazermos o nosso próprio Euromilhões :) já está decidido que vamos tirar pelo menos 1 ano de licença sem vencimento para viajar pelo mundo (espero que com um filho já entretanto)! Claro que toda a gente vai achar que estamos loucos quando isso acontecer, mas nós achamos que mais loucos estão quem, ao longo destes anos, gasta o equivalente ao que nós vamos gastar, mas em recheio para a casa, mensalidades de comunicações, combustível no carro ou prestações ao banco ;)

      Eliminar
    5. Lá está, são opções. A mim quem me tira a minha casinha do meu jeitinho (que é o meu castelo, o meu refúgio, onde me sinto aconchegada e protegida) tira-me tudo. Gosto de viajar, que gosto. Mas neste momento o Mundo não é de todo o lugar mais seguro para se lhe dar "a volta". Poupar em conforto (o que para mim é conforto, entenda-se) para fazer uma viagem à volta do Mundo daqui a 2 ou 3 anos, quando nem sabemos como ele estará nessa altura ( e os prognósticos não são famosos) ou sequer se será possível fazê-lo em segurança... nããã. Prefiro viver no presente da forma que me dá prazer. Mas são opiniões e... cada um tem a sua.

      Eliminar
    6. Anónimo9 de agosto de 2016 às 11:01, dizer que "o Mundo não é de todo o lugar mais seguro" é uma grande generalização! O mundo é um lugar tão grande! Ainda que não fizesse essa "volta ao mundo", como referi, todos os anos viajo bastante e não acho nada que o mundo seja um lugar inseguro. Aliás, quanto mais viajo, mais exemplos tenho da bondade e solidariedade humanas e como grande parte da humanidade é composta por boas pessoas e que os maus são uma excepção. Bem como me apercebo que o entendimento e empatia entre pessoas realmente supera qualquer barreira linguística, geracional, de raça, de nacionalidade, seja o que for. Já estive em quase 40 países e nunca tive problemas em nenhum, nem me aconteceu alguma situação menos boa, bem pelo contrário, sempre que precisei de ajuda ou tive algum imprevisto, tive sempre o apoio dos habitantes locais ou de outros turistas :) por isso, não tenho nada essa visão de insegurança ou de perigo que me faça querer ficar em casa. Claro que não me passa pela cabeça viajar agora, ou nos próximos anos, para a Síria, ou para o Afeganistão... aliás, quando fizermos essa "volta ao Mundo", a minha ideia até era passar 6 meses na Ásia e 6 meses na América do Sul. Mas infelizmente uma desgraça até pode acontecer no "lugar seguro" de muitos, vejam-se os atentados e ataques terroristas que a Europa tem sofrido.

      Para mim esses extras consumistas não são conforto, são isso mesmo, extras que não acrescentam grande felicidade à minha vida, são coisas, objectos, não nutro nenhum sentimento especial por eles. Concordo com o viver no presente e se tirar um ano sem trabalhar para viajar pelo mundo implicasse eu passar 10 anos da minha vida a poupar cada cêntimo, sem sair de casa, sem comer fora, sem ir ao cinema, etc, provavelmente não o faria. No entanto, como referi, nós já temos neste momento dinheiro suficiente poupado para essa aventura e, entre os 2, bastaram 2 anos da nossa poupança habitual para o acumular (sem, durante esse tempo, deixar de fazer essas outras actividades de que gostamos, mas sim sem comprar bens novos ou gastar em "tralha"). Sabe que fazer isso (viajar 1 ano pelo mundo) custa menos que o preço de muitos carros? Custa menos que o preço de uma festa de casamento normal em Portugal? Que o preço de um smartphone ou de uma smartv dão para viver 1 mês num desses países? Mas esses gastos as pessoas acham normais e ninguém estranha quando alguém anuncia que os fez, mas se for viajar 1 ano já se acha que quem o faz é porque é rico, ou porque tem alguém a bancar essas despesas. Mas não é assim, se calhar é porque tem bem definidas quais são as suas prioridades de vida e não se importa de não gastar naquilo que é "mainstream" para as alcançar. E não há problema nenhum de as prioridades de vida de outras pessoas serem o smarthone ou a carteira LV, só que normalmente essas pessoas chocam-se muito quando pensam nos gastos de viagens ou de uma mudança de vida dessas, quando na verdade foram gastando o mesmo dinheiro, mas em objectos.

      Eliminar
  4. Ainda há umas semanas escrevi um texto sobre malas e qualidade, neste caso mais focado na qualidade das malas que não são de pele. Uma coisa que me chateia nas "lojas do costume" é reservarem o tratamento e acabamentos de melhor qualidade para as peles. Uma mala não é automaticamente melhor por ser de pele de vaca, mas se a de pele de vaca é cosida e a sintética colada, por exemplo, é evidente que a de pele terá melhor qualidade. Não diria que sou indiferente ao poder de atração das marcas, mas sou indiferente ao status das malas de marcas reconhecidas. Por isso pus-me à procura e descobri a Matt & Nat e a Wilby, duas lojas 100% vegan, com preços entre os €100 e os €200, com malas lindas de morrer. A Matt & Nat, em particular, é um paraíso!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Malas de "derivados do petróleo" a 100 e a 200 euros!!!???? Safa que a poluição está cara! mas lá está...é vegan....

      Eliminar
    2. Lá está, eu não pagaria €1 por uma mala em pele de animais, usar a pele de alguém não é muito a minha cena. E uma mala não é boa por ser de pele ou não (o tratamento do material, o design e os acabamentos fazem a diferença. Repare por exemplo nas malas e calçado Stella McCartney, uma marca de topo que nunca comercializou nada em pele), por isso o seu reparo é irrelevante. Para mais, uma mala vegan pode ser em algodão, em cortiça, etc. Não seja mázinha/o para quem faz o melhor para banir a crueldade da sua vida, OK? :)

      Eliminar
    3. Nádia, eu li o teu post sobre as malas, achei interessantíssimo porque nos dá a conhecer outra visão e contra mim falo, que sempre associei malas de plástico = malas sem qualidade (ainda hoje não consegui mudar de todo a mentalidade). Não conheço nenhuma dessas marcas que citas mas vou pesquisar.

      Um beijinho :) e obrigada por me dar a conhecer o 'outro lado da moeda'

      Eliminar
    4. Agradeço a sua preocupação. Mas eu não sou cruel com ninguém. Aliás até gosto bastante de animais e nunca tratei mal nenhum. Como carne? Como. Se os primeiros humanos não se alimentassem de carne, nunca a espécie humana teria evoluído o que evoluiu. É a lei da Natureza. O ser vegan tornou-se moda. Acredito que muita gente o faça por convicção. Infelizmente conheço muitos que o fazem por exibicionismo e por ser um discurso muito "in". Vou deixar passar uns aninhos e se passado esse tempo continuarem a sê-lo sem "andarem sempre com a bandeira atrás" talvez me convençam das suas boas intenções. Aliás, conheço uma família que é vegan. Mas esses são-no há mais de 20 anos (e são portugueses)e toda a sua vida é orientada nesse sentido. Até mesmo a forma como se comportam na sociedade: super delicados, respeitosos com todos, comportamentos exemplares e com filhos educadíssimos. Influenciam os outros pelo exemplo e não pelas palavras. Lamento, mas não vejo o mesmo neste veganismo de "primeira jornada". Defendem muito os animais, mas alguns são bastante desrespeitosos para com os animais racionais quer na forma como tratam os seus quer os outros. Julgam-se donos da verdade e não respeitam a opinião dos outros ou o direito à diferença (basta ler alguns comentários pela blogosfera).Respeito quem é vegan como respeito quem não é. Não preciso é de lições de moral, sobretudo de quem não conheço de parte nenhuma e, não sei se tem moral para o fazer.

      Eliminar
    5. Como assim, lições de moral? Foi a anónima quem escolheu destilar umas gotinhas de veneno num comentário positivo; achou que a ia deixar sem resposta? Pelo seu discurso e a alusão à família vegan que conhece percebe-se que, para a anónima, um bom vegan é uma pessoa caladinha e que o seja no segredo do lar, para não chatear ninguém só por existir. E um vegan não pode ter defeitos, porque isso invalida os princípios pelos quais se rege. "Não deste esmola ao mendigo que estava na esquina X no dia Y? Eu também não dei, mas como tu és vegan tinhas essa obrigação, assim és uma pessoa sem moral e o veganismo não faz sentido". É mais ou menos isto, não é? Às pessoas que defendem uma posição ética é exigida a perfeição, porque os outros vão pegar em cada falha individual para desvalorizar a posição que defendem... é mais fácil assim, permite que não tenham que pensar honestamente sobre o assunto.

      Acha deveras que uma escolha que atrai todo o tipo de gozo, mesquinhez e raivazinha pode ser uma moda? Acha que alguém é ativista (sim, considero-me ativista, escolho influenciar pelo exemplo e pelas palavras) para se exibir? Minha senhora, eu não faço isto por mim, isto não tem nada a ver comigo, não é nenhum ato heróico - ser vegan é o mínimo que posso fazer, por isso faço-o. E veja lá que também me preocupo com a poluição - ando de transportes públicos, faço a separação do lixo e faço o que está ao meu alcance para reduzir a minha pegada ecológica. Pelo seu comentário inicial, gostaria de acreditar que a anónima também age nesse sentido, mas pela minha experiência (já ando nisto há sete anos), quem faz alguma coisa não critica quem também faz. Mas, caso eu esteja errada, convido-a a assistir ao documentário "Cowspiracy", através do qual poderá conhecer a estreita relação entre criação de animais para consumo, poluição e efeito de estufa. Em relação aos "primeiros humanos alimentarem-se de carne" e por isso termos evoluído, tem sido recentemente sugerido que a maior evolução deu-se quando tinhamos uma alimentação plant-based. E agora queira desculpar-me se não lhe voltar a responder, que eu não sou uma vegan caladinha mas estas conversas com quem só quer desconversar não são a minha atividade favorita.

      Eliminar
  5. Nao e necessario ser-se fundamentalista com tudo. Nao estamos a discutir os destinos da humanidade, acho que a ideia era trocar impressoes sobre malas, tema que nao e exactamente a minha praia mas nao vejo o porque de transformar o espaco num combate entre bons e maus, minimalistas e consumistas, obcecados e desleixados...Relaxem, respirem fundo, desanuviem a cabeca, descompliquem que a vida nao tem de ser uma tensao constante.

    ResponderEliminar
  6. Furla! Lindas e melhor qualidade Ever. A pele é mesmo resistente. Comprei a minha primeira l.v. Nos champés elysees e atrevo-me a dizer que vale mais uma furla. Temho várias e estão como novas. Ch também tenho algumaseacho igualmente boas, embora ache os modelos da furla mais modernos.

    ResponderEliminar
  7. Aconteceu-me o mesmo que a ti. Antes de trabalhar comprava fast fashion agora n sou capaz. A MK e a Bimba y Lola são a minha perdição. Tb não dispenso a Purificación. Fica aqui uma dica que descobri recentemente no ECI: Gloria Ortiz. Sapatos e malas que são um máximo!
    O meu objectivo para o ano é a uma CH monograma da, clássica. Acho um luxo. Depois dessa só a LV Neverfull ;)

    ResponderEliminar
  8. Tenho um botas umas da alto custaram me 120 euros. Feitas em Portugal todas cozidas. E estão como novas. Mas de resto bi tenho assim mais nd de caro . Tenho tb um par de botas comprei no porto todas cozidas tb e em pele e custaram me 40 eur.

    ResponderEliminar
  9. Estive. Marrocos e troxe uma mala em pele por 14 euros se tanto......

    ResponderEliminar
  10. Anne, aproveita! Eu já tive uma boa vida, compras atrás de compras e viagens mas um separação levou-me a mudar de vida, agora vivo sozinha e um sem fim de encargos e agora só faço compras em promoção e viajar uiu, só de 2 em 2 anos!Mas a vida é mesmo assim, com menos qualidade de vida mas com mais paz de espírito!:-)

    ResponderEliminar

© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig