30 setembro 2016

Sociedade, explica-me isto por favor:

 (Post agendado desde antes de ir de férias mas que por algum motivo que desconheço ficou preso nos "rascunhos" e só hoje viu a luz do dia.)

Acho que o mundo enlouqueceu. E sim, incluo-me nestes malucos (mas por outros motivos, está bem de ver). Ultimamente tenho visto cada coisa que sinceramente, mais vale uma pessoa ser cega ou então viver no seu universo paralelo porque caso contrário, é sair por aí a largar chapadas a ver se esta gente acorda. Tenho notado que conforme o tempo passa, menos paciência tenho para presenciar certos comportamentos. Estou pouco tolerante, se calhar é isso. Não sei, ou se calhar estou só cercada de gente maluquinha. Senão, vejamos:

1) No fim-de-semana fui à praia na linha de Cascais e na toalha um bocadinho mais à frente da minha vejo uma senhora, aí com os seus 30/32 anos a fumar. Ok, nada de especial, cada um sabe de si (e do seu pulmão). Quando a senhora se vira um bocadinho mais (ela estava de costas para mim), o que é que vejo? Uma barrigona de uns sete meses. Foi impossível não pensar na mãe irresponsável que ela será, desculpem lá. Estive quatro horas na praia e consegui contar 6 cigarros acesos. Não posso achar normal. Que pessoa, no mundo de hoje, já não ouviu falar dos malefícios do tabaco, especialmente em grávidas e idosos? Porra, será a merda de um vício maior do que o amor pela saúde de um filho? Fico escandalizada. O marido/namorado ao lado, alegremente a fumar também... O bebé já deve nascer com um Marlboro nas mãos, xiça! (eu sou da opinião de que nem toda a gente pode/merecer ser mãe, é preciso vocação, é preciso renúncia, é preciso dedicação - se uma grávida não consegue abdicar do tabaco por 9 meses em prol de um filho... que tipo de mãe será esta?).

2) Uma colega de trabalho, cujo noivo está há quase 2 anos desempregado (e a ver o subsídio desemprego voar não tarda nada) entregou-me o convite de casamento na sexta-feira. Disse-me que já não estava para esperar mais, que já levavam 4 anos de noivado e que não queria ser 'uma noiva velha'. No rodapé do convite tem uma espécie de 'plafond' com o valor que cada pessoa deverá oferecer aos noivos. Não há cá prendas escolhidas pelos convidados, era o que mais faltava! É tudo dinheirinho e no mínimo a quantia 'X' que ela já disse ser o valor 'por cabeça' de cada pessoa. Ou seja, está a fazer uma festa a contar que sejam os próprios convidados a pagá-las. Tem tudo para correr bem. (e não, não tenciono participar da boda)

3) Por falar em subsídio desemprego, encontrei com um amigo do meu irmão no Pingo Doce (passo lá a vida agora, a comprar salada fresca de dois em dois dias) e soube que está novamente desempregado. Achei que ele estava estranhamente feliz para quem acabou de ser mandado embora e ao perguntar se queria que o Pê metesse o currículo dele na empresa onde trabalha, respondeu-me que 'para já não, para já ainda tenho um ano para gozar'. Um ano para gozar! Só se for gozar com a minha cara, que ando aqui a pagar impostos e tretas ao Estado para depois vir estas pessoas mamar à grande. A seguir liguei para o Pê e ele disse-me que este amigo faz sempre isso: consegue trabalhar durante dois anos seguidos e arranja maneira de ser despedido para poder ter um ano de subsídio desemprego. Já o fez durante 3 vezes consectivas: trabalha dois anos, descansa um. A sério, é preciso ter lata!

4) Fui com a Vi à escola ver as turmas, os horários e a lista dos livros. Ao estacionar o carro perto do muro da escola, vejo uma amiga de turma da Vi aos amassos com um rapaz muito mais velho (talvez do 12º ou assim) mas quando digo amassos, é mesmo a sério: sentada de pernas abertas, com o rapaz enfiado no meio, mão nos bolsos traseiros do miúdo, beijos no pescoço, enfim, uma cena mesmo à novela. Arrepiei-me toda ao imaginar a minha pequenina nestes preparos (não estou preparada para vê-la crescer tão depressa - essa é que é a verdade) e praticamente tapei-lhe os olhos quando passámos perto do casal. Pareço uma velha do Restelo mas esta juventude de hoje está toda marada: vão para a escola com micro-calções a ver-se a bochecha do rabo (na minha altura nem se entrava assim numa escola), andam aos amassos no portão da escola, eu sei lá o que mais fazem! Fiquei mesmo desiludida.

Ou eu tornei-me mesmo uma velhinha do Restelo ou o mundo mudou muito desde a última vez em que o vi. As pessoas estão estranhas, nem as reconheço mais. Uma sensação desconcertante, na verdade. Parece que no meio das pessoas, o louco és tu, que andas na direcção oposta. Já vos aconteceu? Estou verdadeiramente em choque.
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Sobre isso de comer (ou não) carnes:

Não, não tenciono tornar-me vegetariana nos tempos próximos (não é uma impossibilidade - eu nunca digo 'nunca' - mas não está nos planos para já), contudo, por motivos de saúde, precisei rever toda a minha alimentação e como sou (era?) extremamente carnívora (prato que é prato, para mim, tinha que ter ao menos 2 bifes ou 40% do prato constituído por carnes), tive mesmo que analisar a forma como comia e pensar em estratégias para ir aos poucos diminuindo a carne do meu cardápio.

Assim que comecei a emagrecer, percebi que sempre que comia carne de porco (ou derivados: bacon, fiambre, chouriços), acordava com as mãos dormentes no dia a seguir. Perguntei à minha médica o porquê disso e ela disse-me que a ingestão de carne de porco é extremamente prejudicial para quem tem má circulação e retenção de líquidos (especialmente para diabéticos) e que eu deveria abolir este tipo de carne do meu cardápio.

Foi triste. Eu adoro uma bifana no pão (não falo no tempo passado porque continuo a gostar), adoro uma farofa de chouriço, uma tosta mista com fiambre, costeletas então... ui ui até lambo os dedos! Mas já estava na luta para emagrecer e sinceramente, hoje acho que todo sacrifício é recompensado quando entramos 'naquele vestido' e nos sentimos lindas.

Comecei devagar: a carne de porco foi substituída por carnes magras (essencialmente: frango, perú, peixes variados) e ao fim-de-semana permitia-me comer alguma carne vermelha (bife da vazia, costeletas ou carne picada). Não tenho sentido falta da carne de porco, só mesmo quando olho para o prato do marido e vejo um chouriço assado ou assim (até me babo!) e confesso que tem sido chato ter que separar 'uma carne para mim e outra para ele', implica ter que cozinhar pratos diferentes às vezes (não vou privá-lo de comer o que ele gosta por minha causa), enfim, que remédio!

Com isto fiz uma descoberta surpreendente: descobri que adoro peixe! Eu, a pessoa que só comia bacalhau, agora como de tudo: dourada, sardinha, salmão, perca, truta, atum... marcha tudo. Também descobri - à sorte - que pelos vistos já não sou alérgica a camarão ahahaha. Desde criança sempre fui alérgica, se comesse um rissol de camarão era certinho que à noite estaria toda inchada e a ter que tomar Atarax ou Polaramine (no Brasil). Há uns meses decidi, por minha conta e risco, comer miolo de camarão (já tinha até o remédio na mala para tomar) mas não tive qualquer reação alérgica. Então... tenho comido imenso camarão (quando eu esticar o pernil, aviso-vos ahaha). A minha mãe diz que qualquer dia caio redonda no chão, que em criança tinha ataques de alergia ao camarão mas não sei o que se passa, acho que ganhei imunidade ao ficar mais velha, sei lá. (quem perceber deste fenómeno, que se chegue à frente!)

Além disso, desde o início de Agosto, por iniciativa própria, deixei também de comer carne vermelha e neste momento como apenas frango, peru e peixes. Esta mudança tem dois objectivos: emagrecer com saúde e minimizar os riscos de cancro associado ao consumo das carnes vermelhas (que só recentemente tomei conhecimento e fiquei assustadíssima). Para já tem corrido bem, muito bem mesmo. O mais difícil para mim é mesmo ficar sem arroz. Ai meu Deus, eu troco o meu reindo por um prato de arroz basmati! Custa pra burro, o arroz é a minha paixão mas tem que ser, é a vida.

(entretanto notei que desde que cortei a carne vermelha da minha alimentação - há um mês - que estou com o cabelo e as unhas mais enfraquecidos. O cabelo, que sempre foi fortíssimo, agora cai-me ao lavar ou pentear (coisa que nunca aconteceu). As unhas, por qualquer motivo, descamam e ficam fininhas. Não sei se há alguma relação mas pelo sim pelo não, esta semana tenho consulta com a médica e vou pedir para ela me passar novas análises. Era só o que me faltava ficar magra e careca hahaha. Ou sem unhas! :P)

E vocês, têm alguma dica daquelas mesmo boas para quem está a diminuir a ingestão de carne? Sou toda ouvidos!

(regressei a Portugal hoje pela manhã e ainda estou em modo deprê de maneiras que este post foi agendado há uns dias... Assim que me passe a neura, venho cá contar as novidades).
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28 setembro 2016

O dia em que fui parar a uma esquadra na Grécia...

É verdade que a minha vida pode ser descrita de tudo, menos de normal... É comigo que acontecem as cenas mais esdrúxulas do mundo, aquelas coisas bizarras que não lembram a ninguém, estão a ver? Calham sempre a mim, é incrível. Costumo dizer que tenho um qualquer radar pra atrair problemas, é que eles caem-me ao colo sem eu dar por isso (foi, aliás, uma das razões que me motivou a criar o blog, não conheço mais ninguém com a minha 'sorte' neste quesito).

Estive em Atenas nos últimos três dias (que cidade incrível, aliás!) e assim que chegamos ao hotel, fizemos o check in, chave do quarto e... pagamento. Entreguei o cartão Amex ao funcionário, pus o código pin, tudo ok até que sai um papelinho da máquina e o senhor prontamente amassa-o e manda para o caixote de lixo. Vira-se imediatamente para mim e diz "o seu cartão foi recusado, não aceitamos American Express... quer pagar com outro cartão ou em dinheiro?", eu questionei-lhe sobre o papel que tinha saído do multibanco e ele foi atrás do papel e mostrou-me um papelinho cheio de informação em alfabeto grego. Yap, obrigadinha, sim? Entendi tudo o que estava ali escrito.


Decidi dar-lhe o benefício da dúvida, saquei do cartão Visa, fiz o pagamento, ele agrafou-me o recibo na fatura do hotel, tudo certo. Hoje, ao sair de Atenas em direcção à Roma (siiiim, viemos passar dois dias na Cidade Eterna antes de voltar a Lisboa - nunca dispenso uma chance de voltar à Itália), verifico o aplicativo do meu banco através do telemóvel e tinha lá dois débitos, no mesmo valor, para o mesmo hotel. Obviamente, um pagamento saído do Amex e outro do Visa. Aiiiii que ia me dando uma coisinha má.

Desci as escadas do hotel feito um furacão, pedi para chamar o gerente, armei um escarcéu! O homem a dizer que são coisas que aconteciam, a dar de ombros (não há nada pior que alguém me tratar com descaso, fico possessa), a dizer que precisava de cinco (!!) dias úteis para confirmar com o banco dele a duplicidade de pagamento, que os bancos gregos são muito confusos e cometem enganos (sei...) e que depois faria então uma devolução para a minha conta. Eu a dizer que nem pensar, que eles é que tinham errado (e que me parecia claramente má fé) e que só saía de lá com o meu dinheiro em mãos. Não me deram ouvidos, continuavam a dizer que o procedimento era esperar uma semana (quando o dinheiro tinha saído da minha conta há dias) para que me devolvessem. Nem pensei duas vezes: sabia que tinha um esquadra de polícia na rua do metro, coisa de cinco minutos a pé... e lá fui eu.

Primeiro que encontrássemos um policial grego que falasse inglês... foi todo um filme. Eles falavam uma torrente de palavras em grego e tudo o que eu entendia era "parakalo, parakalo..." (que é o 'por favor' deles) até que se lembraram de um colega noutra esquadra que falava um pouco de francês (inglês que é bom está quieto), lá o meu marido teve que explicar tudo em francês (aleluia aos anos em que o homem teve aulas desse idioma!), o policial levou-nos dentro do carro de polícia até o hotel (eu ainda pensei em pedir para ligarem as sirenes, só naquela de tornar o episódio ainda mais memorável mas o meu marido fulminou-me com os olhos diante da sugestão) e lá parámos à porta do hotel. O gerente até se tremia para explicar a situação ao polícia, eu tive que tirar prints ao meu extracto bancário para mostrar os dois débitos iguais e ainda precisei ligar ao Millenium (que foi maravilhoso em todo o episódio) para saber qual a melhor forma de devolução, enfim, toodo um filme.

Duas horas mais tarde, saímos do hotel com o nosso dinheirinho restituído (e uma avaliação ao hotel, no booking, de arrepiar os cabelos) e voamos em direcção ao aeroporto de Atenas para apanhar o nosso vôo para Roma. E ainda eu tinha comentado com o meu marido há dias "nossa, amor, essa viagem tá tão calminha e relax que nem parece minha..." hahahaha cala-te, boca!

(Roma continua maravilhosa e recomenda-se. Já vimos o Papa, já voltámos ao Coliseu (ele ainda não conhecia), já comi um tagliatelli à carbonara de chorar por mais e agora estamos aqui a descansar as pernas que amanhã tem mais... é o nosso último dia de férias, vou chorar!)
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23 setembro 2016

Ahhh meu Deus!

Estou oficialmente apaixonada por Santorini. É uma ilha que habitava os meus sonhos há algum tempo e confesso que criei tanta expectativa que até tive medo de me decepcionar... Mas a ilha ainda conseguiu superar tudo o que eu pensava.  Se algum dia me casar de novo (ou renovar votos)  é aqui que quero passar a lua-de-mel.  Palavras não são suficientes,  tamanho o encantamento que sinto. Deixo algumas fotos.


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17 setembro 2016

Blog oficialmente de férias!

Chegamos hoje de manhã em Mykonos depois de uma verdadeira odisséia com os vôos (já não havia vôos diretos para as ilhas gregas de maneira que optamos por fazer Lisboa-Roma + Roma-Atenas + Atenas-Mikonos só que estava tempestade em Roma e o vôo atrasou nada mais nada menos que 6 horas e eu vi a vidinha a andar para trás. Comecei a fazer um banzé no aeroporto quando encontrei duas raparigas que me perguntam "olhe, desculpe,  você tem um blog?" opá caiu-me tudo ao chão hahaha.  Fui apanhada! Claro que depois disso tive que manter a calma e desisti da ideia de partir o aeroporto todo enquanto não me garantissem vaga noutro vôo para Mykonos,  afinal,  tenho uma reputação a manter.

As miúdas estavam a ir para Roma e calhou apanharmos o mesmo vôo (acho que elas ouviram os meus gritos porque tivemos um vôo de merda por causa do mau tempo em Roma - meninas,  se me estão a ler,  acusem-se!). Chegamos a Roma feito doidos,  tropecamos nas pessoas,  levamos tudo a frente e quando chegamos ao portão de embarque...  "Ah,  o embarque para o vôo de Atenas acabou de encerrar". Até me vieram lágrimas aos olhos. Supliquei que só tinha mala de mão e já tinha feito tudo online,  que o vôo saiu de Lisboa com 6h de atraso... E o italiano ligou para alguém no portão de embarque e essa pessoa abençoada nos deixou entrar! Fiquei ainda mais fã dos italianos :)

Depois desse percalço foi só maravilha. Tinhamos o transfer do hotel a nossa espera no aeroporto,  alugamos uma moto quatro e cá estamos a curtir a ilha. Hoje os termômetros marcaram 40 graus as cinco da tarde por isso não está mal de todo: alternar entre a piscina do hotel,  as praia incriveis e explorar sítios novos.  Adoro!


Só estamos em Mykonos há um dia e já tiramos mais de 200 fotografias...  Isto promete!  Emendamos outro país a seguir à Grécia e só regressamos a Lisboa em Outubro.  Não precisam morrer de saudade que já já eu volto! E se entretanto quiserem partilhar alguma dica ou sugestão das ilhas gregas (ainda temos Santorini e Zakinthos depois de Mykonos) vou agradecer de coração. :)
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Depois não digam que eu não avisei... #6

Quem me segue há algum tempo com certeza já terá lido que eu tenho uma paixão assolapada por folhos nas roupas. Adoro! Nete verão quase fui à falência de cada vez que entrava na Zara e encontrava uma blusa com folhos... perdi-me de amores! A mais recente aquisição veio da H&M e estou apaixonada pelo corte dessa blusa. É da nova colecção mas foi ridiculamente barata para o tipo de roupa em questão e se gostam deste estilo, é correr para tentar agarrá-la:

É básica mas ao mesmo tempo os folharecos dão-lhe graça. Foram uma pechincha (15€) e são 100% algodão. Sim, eu sei que a minha blusa está toda amarrotada mas só me lembrei de vos mostrar quando já tinha andado com a blusa para cima e para baixo. Vale a intenção, não vale? :)
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14 setembro 2016

Da falta que ela me faz.

Ontem, pela primeira vez desde que me lembro, arrumei as malas para viajar sem pegar no telefone para falar com ela. Era o nosso ritual: sempre que estava a preparar-me para viajar, só conseguia fazê-lo se falasse com a minha avó. Ligava-lhe a dizer "Vó, tô indo viajar..." e ela respondia: "de novo? Essa garota pensa que é passarinho, só quer saber de voar... Toma juízo, não fica viajando pra lugar perigoso..." e eu lá explicava-lhe que não era perigoso, que ficaria tantos dias no país X ou Y e quando chegasse lá enviava uma mensagem para dizer que estava tudo bem.

Assim que aterrissava, ela era a primeira pessoa em que eu pensava em ligar! Por que sabia que, para a minha avó (pessoa humilde, sem grandes estudos - só tinha a 4ª classe), isto de viajar de avião para outro país era toda uma aventura perigosíssima. Então lá a acalmava e a chamada terminava sempre do mesmo jeito: "Vai com Deus minha filha, que Ele te abençoe". E só depois disso é que a viagem começava para mim. Só me sentia segura se a minha avó me desse 'a benção', é uma coisa infantil, mas me fazia ter a certeza que tudo correria bem, como se ela também estivesse comigo ali.

E ontem, pela primeira vez, fiz as malas sozinha. Não teve ninguém para me chamar de 'zinha' ou de 'pé comprido' (as alcunhas que a minha avó me chamava), não teve ninguém para me dizer 'leva um casaquinho, nesses lugares esquisitos pode fazer frio', não teve conselho, nem aviso. Só teve uma saudade enorme, monstruosa, que me fez ter a certeza que a vida mudou de maneira irreversível. Que nunca mais vou ouvir a minha velhinha, ela se para sempre. Às vezes ainda parece tudo irreal para mim, parece que vou chegar ao Rio de Janeiro e vou tê-la à minha espera no aeroporto. As pessoas dizem que não há ninguém insubstituível, que a vida tem que seguir de qualquer jeito, que é a lei natural das coisas.


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11 setembro 2016

New in // metallic shoes

Eu seeei que o verão está a dar as últimas, que já ninguém tem paciência para comprar sandálias, mas para mim o verão começa agora (que é como quem diz, o verão só começa quando eu vou de férias 'grandes'), por isso, venho partilhar convosco as minhas duas recentes aquisições. Ontem dediquei-me à belíssima tarefa que se chama 'arrumar malas' e foi aquele desespero, não vale a pena, é como tentar enfiar o Rossio na rua da Betesga... missão impossível isto de tentar viajar 2 semanas com apenas uma malinha de mão (not for me!). Enquanto montava os conjuntos (recuso-me a dizer 'kit' hahaha) e tentava escolher duas sandálias para levar, pensei com os meus botões: "se eu arranjasse umas sandálias metalizadas é que ficavam aqui a matar..." e nos entretantos, mamãe me liga a perguntar se queria ir com ela ao shopping trocar um vestido. Só pude concluir que foi o destino a dar-me aquela mãozinha!

Passei por uma sapataria que indicava na montra 'liquidação total! motivo: encerramento de loja' com autocolantes na montra que indicavam 50% e 70% de desconto. Opaaa! Falou meu nome! Entrei, vi imensa coisa gira (sandálias Fly London, Cubanas, Birkenstock e afins) mas os meus olhos ficaram presos nas Birken. Adoro o conforto destas sandálias! Já tive umas há alguns anos e foram dos melhores investimentos de sempre! Estavam com 50% de desconto e foi pena já só ter um modelo no meu tamanho (havia em preto e em prateado). Vieram para mim por 24€, uma pechincha!


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10 setembro 2016

Pelo Palácio de Monserrate

Sou fã de castelos e palácios. Adoro! Já aqui vos disse que se não fizesse o que faço hoje, com certeza teria feito História (foi mesmo por um triz). Fico encantada em museus, histórias antigas exercem um fascínio inexplicável sobre mim... Daí que não perca uma oportunidade de conhecer este ou aquele palácio. E temos tantos por cá! Um dos que ainda não conhecia era o Palácio de Monserrate e assim que vi as fotografias, soube logo que no fim-de-semana teria que ir lá espreitar toda aquela beleza ao vivo. E se bem o pensei, melhor o fiz! Agarrei no marido e partimos à descoberta desse palácio que ganhou o meu coração: é liiindo!

A M E I !

Tem um jardim exótico super giro e completo (espécies mexicanas, brasileiras, asiáticas... há de tudo), tem um palácio encantador, tem roseirais com rosas de todas as cores, enfim, fiquei mesmo fascinada! Se ainda fosse solteira, era aqui que faria a minha sessão de noivos com toda a certeza, achei o máximo e com spots lindíssimos para fotografar. Mais uma vez, deixámos o carro na vila de Sintra e apanhámos o autocarro para chegar até a entrada do palácio - o bilhete dá para o dia inteiro em sistema de hop on e hop off. Maravilhoso!
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09 setembro 2016

Cada louco com a sua loucura:

O meu homem é maluco pelo Sporting, uma coisa assim absurda: tem a tal box que lhe dá direito a ir aos jogos todos em Alvalade, tem lugar cativo, é sócio desde bebé (desconfio seriamente que a primeira palavra que o M. disse foi "poting" hahaha), faz questão de ir votar nas assembleias ou lá o que é, vai a jogos de pré-época, pós-época e pseudo-época, enfim, uma seca! Eu detesto futebol, só gosto de assistir aos jogos quando é algum Mundial, fora isso, quero lá saber!

O assunto 'sporting' já foi tema de algumas discussões no início do namoro (depois percebi que não valia a pena e caguei no assunto) por que sinceramente não compreendia tamanho vício. Há coisa de umas semanas o rapaz estava a equipar-se para ir a Alvalade e diz-me assim: "ah, tenho que comprar a camisola da nova época, já deve ter saído..." e eu nem prestei grande atenção ao assunto.

Ontem fui fazer a manutenção das unhas ao Colombo e o gajo ligou-me: "olha, podes passar na Sportzone para me comprares a camisola nova do Sporting? É que sábado há jogo em casa..." respondi-lhe que tudo bem, quando terminasse passava na loja e comprava-lhe a camisola.

Pois bem, entrei na Sportzone, fui para a zona dos clubes e... caiu-me tudo ao chão quando agarrei na camisola verde-e-branca, escolhi o tamanho do meu marido e olhei para a etiqueta do preço! 80 paus por uma camisola? Só podem estar a brincar comigo! Ainda me dei ao trabalho de chamar um vendedor e questionar se aquela era alguma edição especial da camisola (eu não percebo nada disso) ou se trazia mais alguma coisa (meias, calções, sei lá!) ao que o homem responde que não, é mesmo só a camisola mas tem tecnologia Dry-não-sei-quê, daí ser a esse preço.

Olhava para a camisola na minha mão, tecido fininho, cheio de publicidade estampada, feia pra xuxu e só pensava que o meu marido deve ser muito avariado da mona para querer dar 80€ por aquilo. Comprei-lhe a camisola e quando cheguei a casa aproveitei o meu momento de glória: "Aqui tens a camisola. Ai de ti, meu menino, ai de ti que me voltes a dizer que achas as minhas malas e sapatos caros... AI DE TI!"

Agora eu entendo quando as pessoas dizem que os homens nunca crescem... o meu ficou logo de sorriso na cara e tratou de vestir a camisola, foi olhar-se ao espelho... agora expliquem-me lá: qual a diferença da camisola deste ano para a do ano passado? O tamanho das listras? O patrocíonio? Opá, poupem-me! :P
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07 setembro 2016

7 de setembro de 2014.


2 anos de 'nós' e passou num fósforo! 

Dizem que as coisas boas passam depressa e se assim for, creio que os próximos 50 anos vão passar num tirinho! Adoro estar casada, adoro poder dividir tudo com o meu amor, amo chegar a casa e encontrá-lo à minha espera, anseio pelos fins-de-semana que é quando estamos sempre juntos com coisas giras para fazer, adoro que ele seja o meu companheiro de viagens e loucuras... Adoro-o tanto! Nunca fui daquelas pessoas que sonhavam com o dia do casamento, que faziam mil e um planos... nada disso. Acho que era, até, muito desconfiada e arisca neste campo. Os meus pais divorciaram-se quando eu tinha 3 anos e até hoje, quase 27 anos depois, ainda não conseguem estar no mesmo ambiente sem o clima azedar e acho que isso traumatizou-me um bocadinho. Pensava sempre: "Casar? Ahh, não! Pra depois de um tempo divorciar? Nem pensar, primeiro estar sozinha!"

Mas depois encontramos 'a nossa pessoa' e tudo o que queremos é estar unida a ela de todas as maneiras possíveis: através do amor, através da vontade e através da lei (que no fundo, é isso que significa o casamento em termos formais: um contrato, apenas). Escolhi estar ao lado dele, tanto como ele escolheu estar comigo. Esses dois anos foram tão incríveis que mal posso esperar pelos próximos! Venham eles! (mas antes, que venha a nossa segunda lua-de-mel, sim?)
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02 setembro 2016

Quando os opostos se atraem...❤

Esta semana, se não fosse a calmaria e o bom-senso do meu marido, teria com certeza dado em maluquinha. Ainda não sei se não vou mesmo dar em doida. Isto de abrir uma empresa em pleno mês de Agosto (com o país inteiro de férias) tem muito que se diga. Estou enervadíssima, chateio-me com toda a gente, ninguém nesta terra sabe cumprir prazos (é pra semana, depois já é para a outra semana e vai-se a ver já é só para o mês que vem). E eu não aturo gente que não consegue cumprir os seus prazos, fico possuída! Nestas horas, agradeço a Deus por ter me dado um marido que consegue me acalmar só com o olhar. Com o jeito de dizer: "tem calma, isto resolve-se, vamos pensar num jeito". Eu sou toda explosiva, coração na boca, falo o que me vêm à cabeça (por vezes sai merda mas...), choro à toa, sou toda emoções. Ele é racional, controlado, mil vezes mais equilibrado que eu, paciência infinita, enfim... as nossas personalidades são totalmente opostas e foi um dos motivos que me fez ponderar, lá nos idos anos 2006/2007 se isto tinha pernas para andar. Sempre achei que as pessoas deveriam pensar de forma parecida para 'darem certo' uma com a outra. Hoje percebo que não, que ele é realmente a metade que me faltava e que ainda que sejamos o oposto um do outro, juntos fazemos uma dupla que dá muito certo! (obrigada, meu amor, por tudo que fazes por mim!)
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01 setembro 2016

Diz que vem aí o Outono #1

E com a recente perda de peso (-24kg no dia de hoje), no fim-de-semana passado foi dia de experimentar tudo o que havia dentro do closet (juro-vos que foi uma tarde nisto) e constatar que ou me ponho a pau e começo a comprar roupa do meu tamanho actual... ou vou passar frio neste outono/inverno. Vá, exageros à parte, a verdade é que perdi muita roupinha nessa brincadeira de achar que se perde 20 e tal quilos e se continua a vestir as mesmas coisas. É impossível. Tudo muda, o tamanho das roupas, o tamanho dos sapatos (tenho botas de cano longo que me estão gigantes), as jóias estão todas largas (estou sem aliança há mais de um mês, enquanto decido se a mando ajustar ou não), portanto... com as arrumações, acabei por dizer adeus a mais 3 sacos de lixo (daqueles de 50 litros) só com roupas e calçado que me estão grandes.

E sim, deu pena, deu imensa pena mandar fora (neste caso, dar à minha igreja) roupa que usei duas vezes ou botas que só calcei uma vez. Coisas que me custaram imenso dinheiro, de marcas que adoro mas que infelizmente já não me servem (e não tenciono usar mais). Sendo assim, esses saldos serviram essencialmente para repor a roupa que tenho vindo a perder. Aleluia a quem inventou a época de saldos, desta vez salvaram-me a pele ;)

Quando fui ao Gerês, no início de Agosto, contei-vos que apanhei uma Aldo em mega saldos (mais de 70% de desconto) e que saí de lá cheia de caixinhas, lembram-se? Entretanto devolvi dois pares e comprei mais um hahaha sou a indecisão em pessoa (e o pavor das vendedoras das lojas). Hoje partilho com vocês as minhas escolhas:

Botim em pele de camurça bege, um clássico que me fazia falta e que não poderia ser mais confortável! Adoro botins!

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