30 outubro 2016

Da série: comentários tão, mas tão bons... que até merecem um post! #1

E pronto, iniciamos uma nova rubrica aqui no estaminé. É que isto de ter um blog é mesmo uma caixinha de surpresas e vez por outra somos surpreendidos por comentários que dão que pensar. Gosto de refletir sobre as coisas que me dizem e de rever os meus conceitos - não tenho a pretensão de ser a dona da razão.

A propósito do post sobre a minha ida à feira, recebi esse comentário:
"(...) Segundo ponto: sempre que qualquer pessoa compra um item em que haja a mais leve suspeita da legalidade da sua proveniência está a compactuar com o crime. O facto de não teres sido tu a roubar mas pores a hipótese de que possa ter sido roubado e ainda assim o comprares é um comportamento moralmente condenável (e legalmente, se o item tiver efectivamente sido roubado/furtado)."
E parei para pensar em como isto do 'comportamento moralmente condenável' é subjectivo. Para mim, comprar artigos numa feira e pagar pelos mesmos não tem nada de condenável, antes pelo contrário, em alguns casos sinto mesmo que ajudei a economia nacional ao comprar, por exemplo, 100€ em três pares de sapatos made in Portugal e 100% nacionais, numa barraca de calçados na feira. É verdade, não pedi factura com NIF (nunca peço quando se trata de pequenos comerciantes - sim, crucifiquem aqui a pessoa mas tenho pena e sei que muitos negócios estão mal das pernas e com impostos atrasados), e percebi claramente que aquela venda fez a alegria do dono do negócio (e era um senhor tão simpático que até eu fiquei feliz!).

A verdade é que cada um terá o seu conceito muito próprio do que é ou não moralmente condenável e isso vai muito da educação e dos princípios que nos ensinaram (ou que fomos adquirindo). Para mim, por exemplo, moralmente condenável é...

... Inventar doenças e pedir  àquele amigo-parente-conhecido que é médico para conseguir um atestado falso para apresentar no trabalho só naquela de prolongar o fim-de-semana por mais um dia;

... Vender um carro na internet (olx, standvirtual, etc) e alterar o contador do quilómetros para enganar o novo comprador e dizer que o carro está 'impecável' quando na verdade está cheio de problemas escondidos (aconteceu ao meu irmão e não houve polícia nem queixas que nos valessem... perdeu o dinheiro).

... Ter usufruído do 1º ano de isenção de impostos nos Recibos Verdes mas querer continuar a passar recibos (e não querer pagar a devida contribuição à Seg. Social) então passar Recibos em nome de outra pessoa para fugir ao imposto;

... Viver numa zona de residência mas utilizar uma morada falsa para beneficiar de um hospital ou centro de saúde de outra zona porque aquele é que é;

... Ir com o carro à inspeção e saber que não vai passar à primeira, então toca de subornar o funcionário e oferecer um dinheirinho (sim, vi acontecer à minha frente, ninguém me contou);

... Levar cábulas escondidas na manga de um casaco no dia daquele exame crucial para passar numa cadeira na faculdade. E conseguires acabar o curso com um notão mas na verdade sabes que pouco do mérito pode ser atribuído à tua inteligência;

... Fingir que estás desempregado para receber o subsídio-desempregado quando na verdade até trabalhas por fora mas ninguém sabe, já que não o declaras;

... Deslocar-se aos serviços públicos que por norma estão apinhados de gente (como Finanças, Loja do Cidadão ou Seg. Social) com aquele bebé da tua prima/amiga só naquela de teres a senha prioritária e bazares dali enquanto aqueles totós que se levantaram às 6h da manhã ainda nem foram atendidos. Ou então pegares ao colo no teu filho que até já tem 5 anos mas como é 'pequenino' passa facilmente por um bebé de 36 meses (um clássico);

... Colar-se às pessoas que estão a sair do metro para ver se consegues entrar/sair sem pagar o bilhete (odeio que me façam isso, quando percebo que vão tentar a façanha, demoro imenso tempo a caminhar, tipo velhota de 90 anos com artrose). Era o que mais faltava!

... Arrendar uma casa e pedir 'um desconto' ao senhorio porque afinal nem precisas que o teu contrato estejas nas Finanças. Pagar imposto para quê, não é? Um contratozinho feito no word e está a andar!

... Imprimir documentos pessoais na impressora do trabalho para poupar o cartucho de casa.

Enfim, eu poderia citar uma infinidade de situações, algumas bem corriqueiras e que 'toda a gente faz' para exemplificar o que, para mim, é uma situação moralmente condenável. Talvez para vocês algumas dessas situações não sejam nada demais e se calhar até fazem uma ou outra sem qualquer problemas de consciência. Como eu disse, é um conceito muito subjectivo.

Respeito quem pense diferente e não consiga comprar nada em feiras por receio de estar, inconscientemente, contribuindo para uma economia paralela ou até mesmo com furtos. Não aceito é que me queiram impingir essa opinião como sendo uma verdade absoluta porque para mim, comprar artigos em feiras ou no comércio popular não constitui nenhuma mácula na minha moral. E tanto assim é que me senti confortável em vir partilhar convosco a experiência. Mais tolerância, por favor.
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28 outubro 2016

Cinema // A Vida é Bela [La vita è bella]

Eu seeei, o filme não é nenhuma novidade ou lançamento de cinema. Na verdade, é um filme de 1997 e que eu desconhecia totalmente a existência até pouco tempo atrás, quando li um post da Pipoca Mais Doce (no qual ela fazia menção à uma fala do filme) e fiquei curiosa para descobrir que filme era aquele. Ao ver o trailler, fiquei logo apaixonada pela história: é um filme que retrata o nazismo e todo o drama judeu (que é um assunto pelo qual nutro uma paixão enorme!), considerado um clássico italiano.


Procurei online para assistir e não fui capaz de pausar uma única vez, sequer! Manteve-me agarrada ao computador durante todo o filme, é apaixonante! Não quero entrar em detalhes porque tenho medo de acabar contando mais do que devia (spoiller!) mas a sério, se gostam do tema, assistam! É aquele tipo de filme no estilo 'fábula', cheio de pequenas frases inspiradoras pelo meio, com uma história fascinante (e triste) e a mensagem de que nessa vida, o que realmente importa é o amor que temos pelos nossos. E esse amor nos permite fazer todas as loucuras deste mundo. (se já assistiram, contem-me nos comentários o que acharam do filme)
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27 outubro 2016

Ilhas Gregas // Atenas, a cidade histórica:

Depois de três dias em Santorini, despedimo-nos (com lágrimas nos olhos) da ilha-mágica e apanhamos o vôo para Atenas. Foram 45 minutos de viagem (mais um da série: vôos que eu amo = curtinhos) e fomos para o hotel de metro. Em Atenas escolhemos um hotel simples mas central, a duas ruas da estação de metro Metaxourgeio mas tive um stress ao fazer o check out (cobraram-me duas vezes a estadia e não me queriam devolver o dinheiro) e fui parar dentro de uma esquadra de polícia grega, com policiais que não falavam inglês, enfim, tooodo um filme. Não recomendo o hotel.

Já tinha estado anteriormente em Atenas mas foi de passagem indo para outro país e só lá fiquei cerca de 4 horas, então para mim tudo era novidade desta vez e fiz questão de ver os principais pontos de interesse. A começar pela... Acrópole!

Gente por todos os lados, foi a loucura! Tudo a apertarem-se em busca do melhor ângulo, ui como eu detesto essa aglomeração, só me dá vontade de fugir dali a sete pés. Como não havia nada a fazer, comecei a visita pelo fim de forma a tentar contrariar a manada que vinha na minha direcção. Deu certo :)

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24 outubro 2016

No domingo fui à feira...

... e estou absolutamente rendida! Há imenso tempo que não estava numa feira e acho que até já me tinha esquecido de como aquilo funciona (até porque cheguei lá com 5€ na carteira, como nunca ando com muito dinheiro, pago tudo com multibanco - e tive que andar às voltas para encontrar um caixa e levantar dinheiro). Toda a gente sabe que para comprar na feira, só em dinheiro  - mas aqui a menina esqueceu-se desse pormenor. A par disso, adoro feiras!

Adoro cuscar as barraquinhas todas, adoro regatear preços (fiquei deliciada a barganhar preços em Abril deste ano, no Marrocos, desde então não quero outra coisa), adoro encontrar coisas que não estava à espera (desde coisas para a casa, tapetes, móveis, comida, roupas e sapatos... é uma perdição), adoro quase tudo. Só não gosto da gritaria que os ciganos fazem (nesta feira, 90% das barracas eram de ciganos) e também não gosto de sentir 'alguma' insegurança (fui de mochila e andei sempre com a mochila virada para a frente - nunca se sabe). Ah, e não gosto nada (mesmo nada!) de ver montes de policiais a passearem-se pela feira, a ver todos venderem artigos sem fatura, montes de artigos roubados serem vendidos (sim, o que não falta na feira são artigos 'de marca' a preços da uva mijona - não me digam que pagaram por aquilo...) e não deixa de ser injusto ver a monstruosidade que pagamos de IVA trimestral ao Estado (dava para comprar um carro novo de três em três meses) e depois ver que a lei existe apenas para uns. Mas vamos mudar de assunto senão ainda me dá uma coisinha má!

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22 outubro 2016

Coisas que alegram uma mulher (esta mulher):

Andar uma semana a namorar uns botins [são liiindos] mas pensar que já comprei botas para este outono [aqui] e que se calhar já são suficiente e assim se poupava 60€. Continuar com o raio das botas na cabeça e entretanto 'estragar' um par de botas que amava de paixão (as tais pantufas do post abaixo) e pensar que deviam de ser substituídas por outras novas. Rumar ao shopping decidida a ir à Deichmann buscar o raio das botas que me tinham ficado a piscar o olho. Comprar as botas (já disse que são lindas?) e passar pela Calçado Guimarães a caminho do estacionamento para me ir embora... ver um aviso de 'promoção' em botas da marca Kangaroo, 100% em pele, castanhas e básicas. Não resistir... E voltar para casa com dois pares de botas (ambas em pele - e mega confortáveis) e mais uns quantos produtos para o tratamento do couro. Sou perdida por sapatos de outono/inverno, nada a fazer.


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21 outubro 2016

Yey!

Os meus planos para este fim-de-semana são simples: almoçar em casa da minha mãe (que eu já estou cheia de saudade dos meus irmãos), dar um jeito na nossa arrecadação para separar já o espaço para armazenar a lenha da lareira (que vai ser entregue na próxima semana), queria ir ao Freeport no domingo (e aproveitar para almoçar com um casal de amigos em Alcochete) mas já sei o que a casa gasta e e ir ao Freeport nesta altura do mês é um suícidio para a carteira (especialmente quando se tem debaixo do olho uma pecinha Burberry - oh Senhor, fazei-me rica ou tirai-me o gosto por coisas caras), por isso ainda não sei se vamos (ou antes, não sei se sou forte o suficiente para resistir ao apelo da loja). Entretanto tenho as minhas séries gravadas e um filme que quero mesmo, mesmo ver. E lagartar no sofá com o marido, sem grandes planos. É isto a vida. E sou feliz (tão feliz) aos fins-de-semana...
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20 outubro 2016

Não tentem reproduzir isto em casa:

No passado fim-de-semana dei uma grande volta ao closet e decidi arrumar todas as minhas botas (isto é: aplicar o protetor de cor, hidratar o couro, limpar, etc) e os meus olhos deram com um par de botas de camurça, em bege, que foram usados à exaustão nos últimos dois anos. São da Aldo e são a coisa mais gostosa de se caminhar! Lembram imenso às UGG (aliás, estive mesmo para comprar umas UGG quando recebi estas da Aldo) e apesar de não serem um modelo consensual (há quem diga que são pantufas de ir à rua - e se calhar são) mas o conforto de caminhar com elas é assim qualquer coisa.

As botas estavam imundas! São clarinhas e não tinham levado qualquer tratamento para impermeabilizar (hoje já não sou capaz de estrear botas sem antes impermeabilizá-las), por isso fui à net pesquisar como se limpava camurça clara. Tentei tudo: Vinagre, borracha branca, condicionador de cabelo, tu-do! Nada resultava! Até que li num blog que era possível pintar a camurça de outra cor mais escura.... Porquê, Senhor, porquê me deixais cometer essas loucuras? Why?!

Ficaram uma valente merda. Horríveis! Medonhas! Acabei com um par de botas que, se calhar, até tinham solução. Fiquei tão arrasada! Achei que se aplicasse uma segunda camada de castanho a coisa ficaria mais composta (nem que fosse para usar aos fins-de-semana no supermercado) mas a cagada foi ainda mais hardcore: a camurça endureceu por completo e parecia que eu tinha umas botas de chumbo nos pés, zero conforto. Ainda pensei em guardar o outro pé, ainda bege, de recordação mas enfim, foram os dois para o lixo, não havia voltar a dar.

Agora é vou ter que correr atrás das UGG (estive a ver uns anúncios no ebay e o preço é muuuito mais em conta que cá em Portugal). E neste tipo de botas, ou bem que são de alguma marca 'de jeito' ou então tornam logo tudo rasca, cheiram à poliéster, são um terror. Não dá para economizar (muito). Lembro que as minhas custaram 70€ na altura e vinham com 50% de desconto (Freeport) mas não sei se eles ainda terão este modelo. Tenho que investigar.
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18 outubro 2016

Aiii que hoje estou capaz de matar!

Segurem-me! Estou a inspirar-expirar conforme nos ensinam para tentar acalmar estes nervos mas caramba, a falta de profissionalismo (e o 'sacudir o capote') é coisa que me deixa com vontade de arrancar cabelos!

Não sei se já vos tinha dito (provavelmente não) mas a minha pequenina começou este ano a estudar numa escola pública, depois de toda uma vida no privado. Achámos que era altura ideal, visto que já está uma adolescente e caminha a passos rápidos para a universidade, era altura de lhe abrir horizontes e mostrar que o mundo não é essa bolha perfeita de segurança em que ela sempre acreditou. A mudança custou (acho que custou mais a nós do que a ela) mas tínhamos a nosso favor uma escola pública com excelentes condições (tem até crianças em espera para entrar), instalações modernas e remodeladas, numa zona simpática e segura, enfim, tudo corria de feição.

As aulas da Vi começaram há mais de um mês e como esta escola não fica propriamente ao pé da nossa casa (como o anterior colégio) e os nossos horários na empresa são de doidos (nunca estamos em casa antes das 22h), optámos por colocá-la numa carrinha de transporte escolar.

Repito: as aulas começaram há mais de um mês. E ontem a miúda apareceu com um novo horário. Afinal à 3ª feira já não sai às 16h mas às 17h15. Na 5ª feira já não sai às 16h45 mas às 15h. E na 6ª feira, único dia em que saía cedo (14h) afinal vai passar a sair às 17h. Olha que lindo serviço!

Liguei para a carrinha e... com estes novos horários já não conseguem assegurar o transporte no regresso escola-casa (só conseguem levá-la de manhã) e nós não temos quem a vá buscar a meio da tarde (trabalhamos do outro lado de Lisboa). O inglês, que é sempre às sextas-feiras à tarde (com uma professora particular) afinal também já não pode se e a professora já tem as outras tardes preenchidas, vai ter que passar a ser ao sábado.

Estou neste momento a contactar empresas de transporte escolar, com vontade de desatar aos gritos e sinceramente, já muito arrependida de ter incentivado a mudança da Vi para uma escola pública. Enquanto andou no privado, nunca aconteceu nada semelhante (sim, nestas horas é difícil evitar comparações). Fomos falar com a escola e disseram-nos que houve várias trocas de professores e que era a vida, paciência. Não poderiam fazer nada (como de resto, nunca podem).

E depois esta gente ainda quer que tenhamos filhos? Olha se fosse um filho meu, em que nem eu nem o pai temos horários 'fáceis' de gerir, a coisa seria bonita. Sem transporte escolar, sem ter quem o busque na escola... Bonito serviço. Pelo andar da carruagem, filhos só quando já estiver na reforma (aí sim, vou ter imenso tempo disponível para aguentar todas as trocas de horário que a escolinha dele resolver inventar). Ninguém merece, pois não? Eu cá acho que não.
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15 outubro 2016

Ilhas Gregas // Santorini, a ilha que já foi um vulcão.

Conhecer a ilha de Santorini estava no meu imaginário há que tempos! Sempre que via fotos da ilha, suspirava. Viajei para lá com as expectativas lá em cima e inacreditavelmente, Santorini superou cada um dos meus desejos. A ilha é um sonho e os dias que passámos por lá foram inesquecíveis!


Chegámos de noite, vindos de Mykonos por ferry. Tínhamos combinado previamente com o nosso hotel um transfer do porto, por isso assim que chegámos fomos logo para a carrinha do hotel. Santorini é uma ilha toda escarpada e as construções estão muito acima do nível do mar, logo, o porto fica lááá em baixo e a subida de carro foi super emocionante. Estava escuro como um breu, não havia iluminação na estrada e só se via curvas e contracurvas pela frente... Confesso que tive medo e tentei puxar conversa com o motorista do hotel mas o homem ia concentradíssimo (pudera!) e só me respondia "yes" a tudo hahaha.

Santorini tem vários vilas, cada uma com o seu charme: Fira (capital), Firostefani, Imerovigli (pôr do sol incrível), Perissa (praias!), Kamari (mais praia) e claro, a estrela da ilha: Oía (em grego diz-se 'Ía´). Oía é o lugar mais famoso de Santorini e onde estão concentrados a maior parte dos hotéis de luxo. O melhor pôr do sol da ilha? É em Oía. As casinhas brancas empilhadas em cima do mar Egeu? É em Oía. As igrejinhas de cúpulas azuis? Também fica em Oía. Tudo de melhor (exceptuando-se as praias) ficava localizado em Oía e eu já sabia que 'tinha' que ficar lá ou então nada feito. 

Andei quase um mês a pesquisar hotéis em Oía e os preços eram absurdos (tipo 1000€ por uma noite), já estava a ver a vida a andar para trás quando li o post da Dri Everywhere sobre Santorini e pesquisei o hotel que ela recomendava, em Oía. Fiz uma rápida pesquisa no booking, vi os preços (razoáveis para a localização perfeita do hotel) e nem pensei duas vezes: é esse! Escolhemos então o Aspa Villas e a nossa opção de quarto foi uma 'Caverna Tradicional' (Tradicional Cave Studio) que são os alojamentos típicos da ilha e são super confortáveis, com varanda privada e uma mega vista para a caldeira do vulcão! Pagamos 220€ por noite (não foi muito barato mas se considerarmos as opções... até foi bem em conta hahaha).

Depois de fazer o check in e enquanto o marido tomava um banho, corri para a varanda, abri a porta e me deparei com essa vista. Eram 23h e tal da noite e eu só via as casinhas e hotéis iluminados mas achei lindíssimo! Fiquei ali vários minutos a olhar para aquilo e a pensar que queria ficar ali pra sempre!

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13 outubro 2016

Diz que é hoje...

o tal do 'dia sem soutien' e eu, que gosto muito pouco dessa peça infame, deixei-o em casa e vim trabalhar super à vontade (como costumo fazer às vezes). Adoro! Por mim não usava soutien nunca na vida, acho aquilo um incómodo, detesto ver as alças, ahhh não gosto mesmo de nada! Peço a Deus todos os dias que conserve as minhas 'meninas' firmes por mais uns anitos, que se há coisa que me dá mesmo gozo em fazer é sair à vontade só com um top de alças ou um cai-cai.

Topless foi uma das coisas que aprendi a fazer nos últimos anos e agora não quero outra coisa. Antes torcia o nariz mas foi só até ter experimentado em Ibiza (opá, toda a gente a fazer, tipo 90% da praia e eu ali, de biquíni... tive que experimentar), a minha mãe teve um fanico na areia quando me viu entregar a parte de cima do biquíni à Vi (ainda hoje me lembro da cena: ela estava deitada na areia, eu e a Vi na água. De repente a Vi vai até ela e diz: "a mana pediu para guardar..." e a minha mãe dá um salto da areia e quase grita "a tua irmã perdeu o juízo, onde ela está?" hahaha). Sim, para nós, brasileiros, fazer topless é o auge da loucura (é estritamente proibido nas praias brasileiras e chamam a polícia na hora se vêem alguém a fazê-lo).

Loucuras à parte, gostei imenso da sensação de nadar à vontade, sem tecidos, só pele e água do mar. Gostei tanto que voltei a fazê-lo nas ilhas gregas (para desespero do meu marido) e não quero outra coisa. Ou melhor, quero: ganhar coragem para fazê-lo cá em Portugal. (penso sempre: e se encontro com algum conhecido na praia? E desisto hahaha). E vocês, também gostam de sair à rua sem amarras? :)
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11 outubro 2016

Cancrofobia.

Não sei se a palavra existe, não me dei ao trabalho de pesquisar, mas exprime aquilo que eu e a minha família passamos a sentir desde que a minha avó se foi assim de repente: um medo absurdo de virmos a desenvolver cancro. Isto de vermos alguém que amamos mais que tudo desaparecer em coisa de semanas (nem chegou a um mês e meio) é traumatizante, é algo que nunca se esquece.

A minha avó não tinha qualquer sintoma, fazia os seus exames regularmente, não fumava, não bebia, não tinha qualquer histórico de cancro e numa simples consulta de otorrinolaringologia (onde ela se queixava de dor de ouvido) foi-lhe diagnosticado um cancro em estado terminal, já com metástases à distância. Foi o choque da minha vida, os piores tempos de sempre.

Com tudo o que aconteceu, andamos todos alertas ao menor sinal. Repito: andamos todos assim, paranóicos. Há uns tempos vi uma nódoa negra na perna da Vi, perguntei-lhe se tinha caído/magoado, se doía ao apertar... ela dizia que não a tudo. Pronto, na minha cabeça veio logo uma palavra: leucemia. No dia a seguir fui com ela ao laboratório fazer análises. Não era nada, a miúda estava impecável, provavelmente bateu nalgum lado e não se lembrava.

Antes de ir de férias fui fazer uma massagem anticelulítica na barriga e a esteticista disse-me que tinha uma manchinha na barriga, se era recente. Mancha? Só pode ser cancro de pele. Lá fui eu para o google pesquisar imagens, tentar perceber se a minha mancha tinha contornos definidos ou bordas irregulares, se tinha duas cores, se crescia... Depois lembrei-me que há dois dias estava a fritar pastéis de bacalhau com um top curtinho e o óleo quente tinha respingado na minha barriga (e causou uma queimadura que deu origem à tal mancha).

Comentei com a minha mãe que não aguentava viver assim, sobressaltada e ela respondeu-me que estava igual. Se sentia uma dor de cabeça, era um tumor no cérebro a expandir-se. Andamos todos malucos!

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10 outubro 2016

Illhas Gregas // a ilha de Mykonos

Depois de três vôos seguidos (e já super exaustos), eis que chegamos à ilha de Mykonos. O vôo Atenas-Mykonos foi uma delícia, do jeitinho que eu gosto: 35 minutos de vôo hahaha. Não dá tempo nem de cochilar (como se eu dormisse em vôo mas faz de conta) e pelo caminho vamos passando por cima de outras ilhas, é uma paisagem linda de se ver lá do alto. Chegámos de manhã (7h20) e ainda estava a amanhecer na ilha:

 (truque de amiga: para quem detesta sentir a turbulência no avião, o conselho é sentar sempre nas fileiras por cima da asa, é outra estabilidade e desde que passei a fazer isso que as minhas viagens são muito mais tranquilas)

O hotel que escolhemos oferecia serviço de transfer gratuito do aeroporto ou do porto (eles foram nos buscar no aeroporto e no final da hospedagem, levaram-nos até ao porto para apanharmos o ferry para Santorini) e ficava a 10 minutos a pé do centro de Mykonos (Mykonos Town). Nós o escolhemos por ter um preço razóavel (125€/noite), pela localização central e pelas comodidades: piscina, jacuzzi, pequeno-almoço buffet, ar condicionado, serviço de rent a car, transfers, etc... Não nos arrependemos! O hotel chama-se Petinaros Hotel e a nossa opção foi um 'Quarto Duplo Superior', que fica num género de 'villa' tipicamente grega (casinhas brancas com portas e janelas azuis), eu adorei a experiência e recomendo! A única ressalva é que o dono era extremamente antipático, mas todos os outros funcionários foram cinco estrelas.

O funcionário mais simpático do hotel, Panagiotis, informou-nos que apesar do check in ser só às 12h (e eram 7h30 da manhã - estávamos podres!) ele já tinha o nosso quarto pronto e nos oferecia como oferta o pequeno-almoço buffet do primeiro dia (que não fazia parte). Enchemos o bucho, tomamos um banho e caímos na cama, mortos de cansaço. Acordamos já perto das 16h (a malta aqui adora dormir) e fomos a correr para a praia!

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08 outubro 2016

O finalzinho dos saldos.

[mais um post perdido nos 'rascunhos' desde final de Agosto. Ninguém merece, pois não? Não sei o que se passa com o blogger, eu agendo praí 90% dos posts e depois dou por mim a encontrar posts que estavam agendados nos rascunhos... Acontece a mais alguém?]

Confesso-vos que nestes saldos não estava  com a cabeça para roupa de frio, tudo o que eu queria era andar à caça de vestidos, calções, sandálias e afins... É o que dá tirar férias de verão em Setembro, uma pessoa parece que ainda não curtiu o verão e só quer é comprar roupinha para as férias. Entretanto, algumas peças de Outono não me passaram em branco, até porque tinham descontos absolutamente apetecíveis e tratavam-se de duas peças básicas e neutras para os dias mais frios. São elas:

Um colete azul-marinho com bolsos, em malha de algodão, básico como eu gosto. Da Stradivarius por 5,99€. E um maxi cardigan bege mesclado com mohair, da Zara, por míseros 3,99€ (como não comprar?). Este último tem ar de que na primeira lavagem vai encher-se de borbotos (e eu tenho pavor de roupa com bolinhas, mando logo fora) mas pelo preço ridículo, mesmo que só o use meia dúzia de vezes, já valerá a pena. São ambos tamanho M e estão-me grandes, mesmo como eu gosto. E pensar que há uns meses vestia um L ou um XL nalguns casos... Mudasti :P

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06 outubro 2016

O que eu trouxe das férias:

Não sou pessoa que consiga viajar sem comprar nada, é um facto. Por mais paradisíaco ou deserto que seja o destino, é certo que vou encontrar qualquer 'lembrancinha' para trazer (mesmo que viaje duas semanas apenas com uma malinha de mão - sem espaço para 'extras'). Felizmente o meu marido é a pessoa mais descomplicada que eu conheço (em tudo, mesmo!) e é daqueles que viaja no famoso 'mendigo style', ou seja: tshirt, calções e havaianas no pé. Logo, a mala dele tem sempre (algum) espaço extra para eu colocar os meus souvenirs. Desta vez o espaço não era muito, então as minhas comprinhas foram bem limitadas, mas ainda sim, valeram a pena! Valem sempre :)

Ímans de frigorífico, um vício que adoro comprar em viagens: não ocupam espaço, são baratérrimos e uma lembrança gira para estar na nossa cozinha (se bem que o meu pobre frigorífico está repleto, qualquer dia preciso de o substituir por um americano de duas portas, não por excesso de comida mas por excesso de viagens). Sempre trago alguns ímans para oferecer a amigos e familiares, por isso na imagem aparecem alguns repetidos :)

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05 outubro 2016

Já me chamaram de muita coisa agora... disso?

Saí do trabalho e fui ao Colombo com mamãe. Sabem aquela velha frase que diz que 'devemos matar aquilo que está nos matando?", então... a verdade é que no último fim-de-semana fiquei apaixonadíssima por um sobretudo estilo militar, azul escuro, lindo de morte mas achei que ainda era cedo e que tinha tempo para o comprar até o frio aparecer. Passei a semana inteira a pensar nele e ontem disse à minha mãe que tinha que passar no shopping para o buscar (depois mostro-vos: é lindo!).

Lá fomos as duas lamber montras pelo Colombo e temos a mania (estranha?) de andar de mãos dadas na rua. Adoro andar colada à minha mãe, é das coisas que mais prazer me dá. Adoro o cheiro que a minha mãe tem, a forma como tem sempre solução para tudo, as ideias mirabolantes que a cabecinha dela inventa (e que acaba dando certo - não sei como), até o jeitinho 'justiceiro' dela que de vez em quando a faz armar os maiores barracos de sempre, gosto de tudo nela. É a minha inspiração e o meu amor maior. Devo tudo à ela e à minha avó, são as pessoas mais especiais do meu mundo.

Mas bem, dizia eu que íamos a andar de mãos dadas quando passa por nós duas adolescentes e uma diz para a outra: "olha, Joana, duas fufas!". Opá, desmanchei-me a rir. É que eu sou a cara chapada da minha mãe (toda gente o diz!) e como só temos 19 anos de diferença, toda a gente aposta em como somos irmãs (nunca mãe-e-filha)... agora fufas? Hahahaha. Esta gente é mesmo doida! (fiquei só a pensar que se, de facto, fôssemos um casal lésbico, era um bocadinho indelicado - para não dizer outra coisa - ouvir essa frase em alto e bom som no meio de um shopping...)
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03 outubro 2016

Ilhas Gregas // Como planear a viagem:

Vocês pediram (e muito! tenho a minha caixa de mails com vários mails sobre o mesmo assunto) por isso cá está o post com algumas dicas de como montar um roteiro de férias pelas Ilhas Gregas! Em primeiro lugar, esse sempre foi um destino que estava no meu top de lugares a conhecer, inclusive cogitei a hipótese de passarmos a nossa lua-de-mel por lá mas achei que andar a saltar entre várias ilhas não era a ideia de 'descanso&romance' que nós queríamos para a nossa lua-de-mel e decidimos deixar a viagem para outra altura.

No ano passado andei a ver cruzeiros pelas ilhas gregas e estivemos muito inclinados mas depois falei com um casal que tinha feito esse cruzeiro e estavam desiludidos com o pouco tempo que efectivamente passaram em cada ilha (cerca de 6h) e não era isso que eu queria. Queria pelo menos 3 dias em cada ilha para poder conhecer os cantinhos todos, experimentar as praias com calma, desfrutar de verdade e não andar sempre a contar o tempo no relógio.

Com a proximidade do nosso 2º aniversário de casamento, andamos novamente a ver esse destino e se é verdade que em todas as agências a que fomos pedir orçamento os preços rondavam os 1400€ por pessoa (para uma semana!), conseguimos viajar por 12 dias e não chegámos nem aos 1000€ por pessoa (com vôos, hotéis, aluguer de carro e comida).


As ilhas: A Grécia é um país com imensas ilhas maravilhosas! Creta, Milos, Ios, Santorini, Naxos, Corfu, Rodes, Mykonos, Hidra, Zakintos, etc, etc... O começo da viagem começa aqui, na escolha das ilhas a visitar. Eu já sabia que 'tinha' que ir a Santorini (figurava nos meus sonhos) e o marido queria muito conhecer as praias de Mykonos, então duas ilhas já estavam escolhidas. A terceira ilha seria Zakintos mas deixámos para comprar os bilhetes de avião (Atenas-Zakintos) muito em cima da hora e estavam ridiculamente caros (200€ ida-volta por pessoa) pelo que desistimos.

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02 outubro 2016

Porque eu amo viajar:


No facebook da vida encontrei um texto perfeito que resume tudo o que penso (e sinto) quando viajo. É que tiraram-me as palavras da boca, é tudo isso, sem tirar nem pôr:

"(...) Quando eu viajo, eu rio mais, eu sou mais carinhosa, eu faço ligações entre as coisas que já vi, estudei e o que estou conhecendo, eu lembro de pessoas queridas. Quando eu viajo eu sou uma pessoa fácil, maleável, com disposição, que aceita as mudanças de bom grado, eu provo coisas novas, aceito fazer programas que não curto tanto para acompanhar (e agradar quem eu amo). Quando eu viajo eu não me julgo isso ou aquilo. Eu faço o que quero e o que dá, sem neuras. Eu sou prática. Quando viajo não ligo para a minha aparência a ponto de perder algo por isso e me importo com ela o bastante para usar acessórios.

Quando eu viajo, acordo cedo no primeiro toque do celular, mesmo que tenha ido dormir bêbada e tarde. Caminho o dia todo e caminho mesmo, quilômetros. Corro entre uma atração e outra. Tenho programação para o dia e para a noite. Enfrento fila. Faço trilhas, canoagem, esquio, ando de bicicleta. Quando estou em casa eu fico cansada. Eu deixo de fazer coisas, encontrar gente por estar cansada. Se vejo 5 pessoas na fila do mercado fico sem comprar o que queria. Quando eu estou em casa eu pego táxi para ir a lugares no meu bairro.

Quando eu viajo eu erro o endereço do que queria visitar. Vou a locais longe do hotel só para descobrir que estão fechados. Pego chuva com um sapato que não pode molhar. Suo debaixo de blusas quentes porque a previsão dizia que faria frio. Depois de uma longa espera vejo que a comida do restaurante baratinho da minha esquina é muito melhor que a de um restaurante must see caríssimo. E acho tudo isso incrível, interessante, enriquecedor, um aprendizado, tópico de postagem no facebook seguido de #hahaha e não #mimimi.

Quando eu viajo, eu rio mais, eu sou mais carinhosa, eu faço ligações entre as coisas que já vi, estudei e o que estou conhecendo, eu lembro de pessoas queridas. Quando eu viajo eu sou uma pessoa fácil, maleável, com disposição, que aceita as mudanças de bom grado, eu provo coisas novas, aceito fazer programas que não curto tanto para acompanhar (e agradar quem eu amo). Quando eu viajo eu não me julgo isso ou aquilo. Eu faço o que quero e o que dá, sem neuras. Eu sou prática. Quando viajo não ligo para a minha aparência a ponto de perder algo por isso e me importo com ela o bastante para usar acessórios.

Quando eu viajo eu sou uma pessoa que eu gosto de ter por perto. Eu sou quem eu queria ser 365 dias por ano. E é por tudo isso que eu amo viajar. É também porque aprendi, viajando, que não preciso de todas as condições perfeitas para ser quem eu quero que escolhi a opção  mais difícil, menos prática. Eu não quero viajar 365 dias por ano. Eu quero tentar, em uns 300 dias por ano (2 meses de viagens me bastam!), – e sem colocar em uma lista de tarefas – aprender a ser o meu eu viajante, aqui mesmo, em casa." 

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