03 outubro 2016

Ilhas Gregas // Como planear a viagem:

Vocês pediram (e muito! tenho a minha caixa de mails com vários mails sobre o mesmo assunto) por isso cá está o post com algumas dicas de como montar um roteiro de férias pelas Ilhas Gregas! Em primeiro lugar, esse sempre foi um destino que estava no meu top de lugares a conhecer, inclusive cogitei a hipótese de passarmos a nossa lua-de-mel por lá mas achei que andar a saltar entre várias ilhas não era a ideia de 'descanso&romance' que nós queríamos para a nossa lua-de-mel e decidimos deixar a viagem para outra altura.

No ano passado andei a ver cruzeiros pelas ilhas gregas e estivemos muito inclinados mas depois falei com um casal que tinha feito esse cruzeiro e estavam desiludidos com o pouco tempo que efectivamente passaram em cada ilha (cerca de 6h) e não era isso que eu queria. Queria pelo menos 3 dias em cada ilha para poder conhecer os cantinhos todos, experimentar as praias com calma, desfrutar de verdade e não andar sempre a contar o tempo no relógio.

Com a proximidade do nosso 2º aniversário de casamento, andamos novamente a ver esse destino e se é verdade que em todas as agências a que fomos pedir orçamento os preços rondavam os 1400€ por pessoa (para uma semana!), conseguimos viajar por 12 dias e não chegámos nem aos 1000€ por pessoa (com vôos, hotéis, aluguer de carro e comida).


As ilhas: A Grécia é um país com imensas ilhas maravilhosas! Creta, Milos, Ios, Santorini, Naxos, Corfu, Rodes, Mykonos, Hidra, Zakintos, etc, etc... O começo da viagem começa aqui, na escolha das ilhas a visitar. Eu já sabia que 'tinha' que ir a Santorini (figurava nos meus sonhos) e o marido queria muito conhecer as praias de Mykonos, então duas ilhas já estavam escolhidas. A terceira ilha seria Zakintos mas deixámos para comprar os bilhetes de avião (Atenas-Zakintos) muito em cima da hora e estavam ridiculamente caros (200€ ida-volta por pessoa) pelo que desistimos.


Os vôos: Nós tentamos sempre poupar nos vôos e para isso, recorremos quase sempre às low costs. A minha primeira escolha é a Ryanair (porque não é tão 'neurótica' com o peso das malas de mão e nos permite levar uma mochila às costas para além da mala - o que dá imenso jeito a quem não sabe viajar com pouca coisa: eu!). A forma mais económica, na altura em que fomos (meado de Setembro) foi fazer: Lisboa --» Roma --» Atenas --» Mykonos (todos os vôos com a Ryanair) e os preços foram muito em conta. O vôo mais caro foi o Lisboa-Roma (32€) e o mais barato o Atenas-Mykonos (17€). A opção em vôo directo seria a TAP (cerca de 400€ i/v por pessoa) ou a Aegean Airlines (320€ i/v por pessoa), logo, mesmo com as escalas chatinhas, ainda poupámos imenso dinheiro ao escolhermos a Ryanair. Na ida optámos por não parar em nenhuma das cidades onde faríamos escala, indo directo para Mykonos. No regresso, paramos em Atenas (3 dias) e em Roma (2 dias). Optei por Atenas porque só lá estive uma vez de passagem (fiquei cerca de 4h) e não tinha conseguido ver nem a Acrópole. E Roma porque já é amor antigo e não sou capaz de passar em branco por ela.

Os hotéis: Em Roma e em Atenas ficámos em hotéis simples, 3 estrelinhas, próximos de estações de metro. Em cidades grandes passo o tempo inteiro na rua e só chego ao hotel para tomar banho e dormir, logo, qualquer lugar simples e confortável serve, não peço grandes luxos. Já nas ilhas gregas, acho que não se deve economizar no hotel. Em Mykonos ficámos num 4 estrelas maravilhoso, mesmo no centrinho de Mykonos Town, dava para fazer tudo a pé (mas ainda assim alugámos a tal moto4). Em Santorini foi o descalabro porque eu só queria ficar em Oía (lugar mais caro da ilha e ontem temos as vistas tipo cartão-postal com casinhas brancas e igrejinhas azuis) e ainda queria um hotel com vista para a caldeira do vulcão. Valeu a pena cada euro que gastei ficando ali, foi um sonho! Recomendo que escolham os hotéis com todo o cuidado porque é um facto decisivo numa viagem às ilhas gregas.

O clima: Normalmente faço sempre férias em Setembro pela Europa então já sei que a partida, o bom tempo é 'quase' garantido nessa altura. Só que eu costumo fazer férias na 1ª quinzena do mês e dessa vez, por motivos de trabalho, só pude tirar férias a partir de 15 de Setembro então confesso que tive medo de apanhar vento, chuva e de não conseguir ir à praia. Que engano! Estava um calor brutal, não apanhei chuva em nenhum dia e voltámos pretos de tanta praia que fizemos, o que acho que foi uma sorte considerando-se que voltamos a 30 de Setembro. Com estes verões tardios que temos tido, qualquer dia é Natal e ainda estamos a fazer praia (eu não me queixo!).

Os custos: Tinham me dito que este era um destino caro mas achei que era exagero. Confirma-se: é bastante caro, especialmente alimentação. Achei Mykonos mais caro que Santorini, mas no geral são ambas as ilhas caras. Até produtos de supermercado (tipo sumos, bebidas ou chocolates) são no geral o dobro do preço praticado em Portugal. Para terem uma noção, numa das praias em Mykonos nós pagamos 6€ por uma garrafinha de água 500ml. Seis euros! Quase tive um ataque cardíaco mas vi uns espanhóis ao lado a pedirem também e pensei que não podia dar parte fraca, se nossos vizinhos tão falidos quanto nós podiam, então eu também podia, ora essa! hahahaha :P Mas custou!

Transportes: Tanto em Mykonos como em Santorini (onde chegámos de ferry, vindos de Mykonos), tínhamos combinado o transfer com os hotéis então foi super tranquilo, estavam à nossa espera. Para andar pelas ilhas, recomendo vivamente que aluguem um carro/moto 4 em Mykonos para poderem correr as praias todas à vossa vontade. Em Santorini tínhamos um carro reservado mas quando vi a estrada que ligava Oía (onde ficámos) até a capital da ilha (Fira) achei muito perigoso e desisti, optámos por andar de táxi ou de autocarro durante o dia (super seguro e tranquilo).

E pronto, estas são as dicas que tinha para partilhas convosco. Sempre que escutava falar em Ilhas Gregas achava um destino caríssimo e difícil mas afinal, com um pouco de planeamento nada é impossível. Posso dizer-vos, sem grandes dúvidas, que foi das melhores férias de sempre e que Santorini foi o local mais lindo que já vi na vida! Já fiz o marido me prometer que daqui há uns anos voltamos (nem que seja num cruzeiro). Nos próximos posts detalho cada um dos 5 locais por onde passámos: Mykonos, Santorini, Atenas, Roma e Vaticano. Se tiverem alguma dúvida em específico, deixem nos comentários que eu respondo se souber :)
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11 comentários

  1. Olá
    nesses posts especificos vai falar dos hotéis escolhidos?
    Estive em Abril em Atenas e fiquei fã da Grécia e já me falaram maravilhas de Santorini e Mykonos.
    Obrigada
    Ana Matos

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  2. Pois, mas isso é tudo muito bonito quando há guita (pelos vistos, há demasiado ai para os teus lados) quando não há dinheiro, não cá ilhas gregas. No máximo, a ilha das berlengas e já se tem sorte.
    Vidas...

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    1. Acho este tipo de comentários extremamente desnecessário. Obviamente, um dos pressupostos para se ir viajar é = ter dinheiro para o fazer. Não preciso explicar tudo, pois não?

      Este tipo de pensamento pequenino é que não a fará certamente sair da cepa torta, tamanha a amargura e frustração.

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    2. Anónimo, o post também não foi feito especificamente para si, por isso não se sinta tão ofendido. Quem pode pode, quem não pode...

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    3. Mas tu não tens nada que fazer ò meu? Síndrome do pobrezinho coitadinho..baza

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  3. Deixa mas é o teu emprego e dedica-te à organização de viagens fabulosas por baixo preço!
    1ª cliente aqui :)
    bj
    Rita

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    1. A questão é que se isso passasse a ser o emprego dela, teria de ser remunerada por isso é o preço final para o cliente deixaria de ser tão low-cost (como nas agências). Eu viajo com frequência também tudo assim organizado por mim e os meus amigos dizem-me aquilo que comentou, mas a verdade é que há muitas horas de pesquisa pelo meio!

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  4. Curiosa com roma porque vou daqui a algum tempo...

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  5. Realmente custa-me a perceber qual o motivo que leva a comentários como o do anónimo das 16:28. Mas será que acha que todos temos de viver da mesma forma?! Será que temos de ter algum sentimento de culpa por trabalhar e conseguir poupar para viajar quando nos apetece?! Viva a sua vida e deixe de julgar a vida alheia, será bem mais feliz.

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  6. Comentário absolutamente desnecessário, o das 16:28. A anónima, como todos nós: quando podemos, viajamos. Quando não podemos, não viajamos. Não viajando, lemos se quisermos e "viajamos em pensamento" se formos de boa índole.
    Para largar bojardas, não vale a pena: não é por isso que lhe vai aparecer mais dinheiro na carteira.

    Paula

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  7. Falando como agente de viagens sei bem que muitas pessoas acabam por comprar online e são livres disso No entanto, se tivesse havido um contacto mais próximo com alguma agência, eles poderiam ter encontrado esse grande deal e terias reservado com a agência e a nível de tempo perdido em pesquisa terias poupado imenso. Numa agência de viagem normalmente queremos dar os melhores voos aos nossos clientes e por isso vamos aos mais directos mas se o cliente disser "olhe, mas eu quero com escala ali e ali. Veja o que consegue", nós também fazemos.

    Neste caso poupas-te 400€ por pessoa mas atenção que há destinos que são aconselhados a comprar através de uma agência de viagem e se numa próxima oportunidade conseguires, pede orçamento a uma agência para a tua próxima viagem e se vires uma oferta boa na internet fala com essa agência, às vezes ate conseguem ter mais barato :)

    Cátia ∫ Meraki

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