30 novembro 2016

Sabes que a vida de casada deu cabo de ti quando...

... esperaste ansiosamente pela Black Friday para espreitar os descontos da IKEA, Zara Home e La Redoute (essencialmente têxteis, são maravilhosos). E quando dás por ti, realmente aproveitaste a 'sexta-feira negra' e fizeste boas compras mas... tudo para a casa. (vá, quase tudo, que também sou filha de Deus e trouxe este casaco da H&M com 20% de desconto - é super quente e adoro o corte).

No que toca à casa, tenho andado numa vontade súbita de mudar algumas coisas por aqui e este fim-de-semana foi de loucos! Pintei paredes, mudei móveis de lugar, comprei móveis novos, troquei as fotografias das molduras, dei uns toques 'de natal' na decoração e ufa, foi cansativo mas valeu a pena!


Da Ikea trouxe a sapateira STALL com 40% de desconto e o conjunto de capa de edredão com 60% de desconto. E claro, já se sabe que quando um móvel novo entra na residência, aqui a pessoa começa logo com vontade de alterar outros 25498 móveis de lugar! O meu marido até me fulminava com os olhos de cada vez que dizia: "amoooor, o que achas de colocarmos isto aqui?". É oficial: o homem é um santo, reconheço que o meu nível de chatice e teimosia alcança os píncaros da paciência de qualquer um. Esposa feliz, marido feliz, não é assim que dizem? :)
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29 novembro 2016

Eu nunca gostei muito de uva passa...

... especialmente se insistirem em meter as ditas uvas em tudo o que é comida natalícia (que crueldade, anda ali uma pessoa a ceia toda a tentar 'catar' as uvas para pôr no canto do prato) mas DESTA Uva Passa eu definitivamente gosto. Eu gosto tanto que até me apetece dar uns beijinhos à senhora (e não, não a conheço). Tirou-me as palavras da boca neste post genial. É tão isto!

Não posso, não quero, e não concebo, a continuidade da exploração infantil em blogs, como pretexto para as mulheres que por algum motivo (escolhido ou imposto) decidiram fazer da sua atividade profissional uma variante suja das stay home moms, utilizando os seus filhos como receita.
É sujo, é horrível, e custa-me muito saber, que as marcas que patrocinam mercaditos e quejandos estejam dispostas a tudo, sobretudo dispostas a ser cúmplices de um roubo humano, como o roubo da infância das crianças, perdidas em incontáveis e inconcebíveis sessões fotográficas, no veste e despe, sobretudo do despe, na praia, nos seus quartos, na sua intimidade, autênticos bonecos de montra blogosférica, para aumentar lucros.

Sai daqui um grande 'clap clap clap' para a lucidez deste post! Concordo com tudo (e sim, sigo muitos desses babyblogs mas tenho vindo a perder todo o interesse e saio de lá muitas vezes em choque com as coisas que leio - e pior, as fotografias que vejo!).
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28 novembro 2016

Essenciais de Inverno ❅

Chega o tempo mais frio e toda eu estremeço: sou muito friorenta, tenho sempre os pés e mãos gelados, não passo sem o aquecimento ligado (ou a lareira). Não há pior sensação do que a dormência nos pés/mãos por causa do frio, eu detesto sentir as extremidades geladas. Todo inverno começo a busca das pantufas-mais-quentinhas-de-sempre e julgo que já corri todas as marcas: já tive da Zara Home, da Oysho, da La Redoute, da Primark... estragam-se todas ao fim de uma estação e todos os anos saio novamente em missão.

Este ano a coisa até foi fácil. Uma amiga tinha me falado sobre as pantufas em pêlo da Casa das Peles, que aquilo é que era, que os pés ficavam assentes em verdadeiras nuvens, que eram mega confortáveis, que isto e aquilo. Convenci-me e lá fui buscar as minhas. O que dizer? Estou in love, quero viver com elas enfiadas nos pés! Que conforto, são maravilhosas.

São em pele e completamentes forradas a pelo de borrego (deve ser a coisa mais parecida às UGG que os meus pés já experimentaram... agora sei que pre-ci-so de umas botas assim, quero isto para ontem). Custaram 28€ e valem cada cêntimozinho.

Entretanto numa ida ao Lidl encantei-me com esse pijama em flanela de algodão, num padrão que eu amo (xadrez) e apesar de ser da linha masculina, decidi comprar. Trouxe um tamanho M e ficou-me grande (percebem pelas fotos) mas gosto de andar confortável em casa, por isso decidi não trocar. Custou 6€ (havia noutros padrões). E por fim, um gorro amoroso que fez as minhas delícias por ter um design que ajuda a proteger também as orelhas (dá imenso jeito em sítios mais frios) para além de ser todo forrado a flanela por dentro. É da H&M (secção de criança) e o tamanho 12 anos serve perfeitamente a um adulto (desde que não tenha uma mega cabeça hahaha). Já tinha procurado um gorro do género para adulto e nada... Fiquei mesmo satisfeita (custou 10€) e já estou preparada para enfrentar os dias de gelo que por aí vem :)
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27 novembro 2016

Este ano o natal não será o mesmo.

Não consigo (ainda) celebrar. Eu, que sempre fui fascinada por essa época mágica do ano, que contava os dias para montar a árvore, espalhar luzinhas pela casa, pendurar a guirlanda na porta do apartamento, espalhar neve artificial em cima dos presentes... Eu, maníaca pelo natal, confesso-me: este ano o natal não será o mesmo. 

Natal para mim, a par do óbvio sentido religioso, sempre significará família, mesa cheia, gargalhadas, abraços apertados, lágrimas de tanto rir... Esse ano estou mutilada, falta-me um pedaço. Vai faltar sempre, vai doer sempre, vai ser sempre difícil. Mas este ano - o primeiro ano sem ela - é tão duro que nem sei bem como agir. Não me apetece fazer planos para o natal, não me apetece comprar prendas, não me apetece grande coisa relacionada com o Natal.

A minha avó sempre tornou essa época do ano especial, desde que me lembro. Mesmo quando não tínhamos dinheiro para comprar um pinheiro, ela sempre pensava numa ideia: agarrou na samambaia que tínhamos na sala e enfeitou a planta com luzinhas e bolas coloridas. Pronto, estava feito o nosso pinheiro. Era uma mulher que tinha solução para tudo, tinha ideias, dava um jeito, arranjava alternativa. Acho que nisso sou parecida com ela: sou despachada, não me conformo, procuro alternativas. Procurei tantas alternativas quando ela adoeceu... Era capaz de qualquer coisa, implorei a médicos, queria que tentassem tudo, queria que enxergassem nela o que eu enxergava: a melhor pessoa do mundo, a mais doce, mais amorosa, a mais companheira... não há ninguém como a minha avó. 

Natal sempre me lembrará a minha velhinha. As rabanadas que só ela sabia fazer. O bolo de chocolate. O pavê (um doce típico do Brasil). A oração que fazia à meia-noite. Natal simboliza família e a minha ficou incompleta esse ano. Este ano será impossível comemorar o Natal. As pessoas dizem que temos que ser fortes, que ela não gostaria que ficássemos assim mas só eu sei o que me vai cá dentro. As saudades absurdas que sinto, a falta que ela me faz todos os dias e a perspicácia dela até o último momento de vida (e que só o entendi meses depois). 

Este ano o natal não será o mesmo. Assim como eu também não sou.

Mesa do jantar de Natal 2014

[Hoje compreendo perfeitamente as pessoas que 'não gostam do natal', coisa que nunca antes me entrou na cabeça. É natal, é época de paz, de luz, de amor e alegria, como as pessoas podem detestar essa altura do ano? A sério que há pessoas que choram nessa altura? Que ficam deprimidas? Era algo surreal para mim. Nunca antes tinha perdido ninguém na minha família próxima (okey, perdi os meus avós paternos quase no mesmo ano mas eu tinha 6/7 anos e mal me lembro), mas percebi que à medida em que envelhecemos e começamos a notar que nos sobram lugares à mesa (lugares tão especiais!), começamos a achar que o natal perdeu a sua piada. Talvez seja essa a hora de começar a fabricar os novos integrantes da família, para voltarem a encher tudo novamente de cor. Talvez.]
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23 novembro 2016

Descobertas que fiz entretanto & Dicas domésticas

Com a correria dos últimos dias (o ritmo de trabalho tem sido caótico por aqui), o blog fica sempre um bocadinho negligenciado. Por norma tenho uma 'pasta' no computador com fotos que quero partilhar com vocês (e que vou tirando ao longo da semana, conforme o tempo livre) por isso para ser mais eficiente, juntei 4 dicas 'domésticas' que me ajudaram muito essa semana!

1) Numa visita ao Lidl descobri um artigo que procurei incessantemente durante todo esse ano: dispensadores em spray para azeite e vinagre. Vocês não imaginam o que eu procurei isso! No Continente, no Leroy, no ebay, eu sabia que existia (já tinha visto em dois restaurantes) mas não encontrava para vender em lado algum. Quase mandei cambalhotas quando vi que afinal existiam no Lidl e custavam menos de 5€. Para quem (como eu) almoça e janta salada, nada melhor do que temperá-la com azeite em spray. Não pesa, não cai uma poça de azeite no prato e ajuda-nos a controlar a quantidade de óleo que consumimos. Estou fã!

2) Não sei se vos disse (provavelmente não) mas a minha mãe adoptou uma alimentação biológica (neste momento 90% da sua dieta são de produtos biológicos) por isso o novo mercado de eleição é o Brio. Fui acompanhá-la essa semana e descobri que vendem por lá o famoso sal rosa do Himalaya (o sal mais puro do mundo - segundo dizem) e que contém mil benefícios! A minha médica já me tinha falado sobre ele quando fizemos o meu plano alimentar (mandou-me utilizar apenas flor de sal ou esse tal sal do Himalaya - nada de sal refinado, nada de sal marinho), visto que tenho problemas de má circulação e faço imensa retenção de líquidos. Paguei 3€ por 500g de sal rosa do Himalaya e já não quero ficar sem. Neste momento utilizo a flor de sal como 'sal de mesa' e o do Himalaya para temperar os alimentos. Um must!

3) Esta foi uma semana de descobertas... Fui à Zara Home comprar decorações de natal (este ano quero tudo branquinho e troquei todos os enfeites) e descobri que vendem spray de perfume para roupa de cama, algo que eu já utilizava porque a minha empregada faz artesanalmente (com água destilada e óleo essencial) e borrifa-me aquilo em tudo o que é têxtil dessa casa (amo roupa de cama cheirosa!). Mas pronto, assim poupa-lhe o trabalho e são mais práticos. Existem em vários aromas (e têm até uma edição limitada de natal mas achei o cheiro enjoativo) e trouxe um dos meus preferidos: cedar wood, amadeirado delícia para perfumar as minhas noites. Acho que é o tipo de artigo que muita gente não dá valor mas que faz toda a diferença. É uma pequena maravilha deitar na nossa cama e sentir as almofadas perfumadas e o lençol de lavado. Amo!

4) Já aqui disse que o cómodo que menos gosto da casa é a cozinha, é um facto. É enorme, é funcional e cheia de armários branquinhos (essa parte gosto muito!) mas mudava-lhe tanta coisa que nem sei por onde começar. Como a casa é arrendada, não me vou pôr a fazer grandes alterações mas morria um bocadinho sempre que olhava para a zona do fogão e via aqueles azulejos brancos sem graça nenhuma. Assim que vi nas lojas De Borla umas pastilhas autocolantes (com relevo e brilho idênticos ao do azulejo) e ainda por cima em preto e branco - as cores da nossa cozinha - nem pensei duas vezes! Comprei 5 embalagens (6€ cada) e trazem 2 quadrados de azulejos, que podem ser cortados à medida (dá para fazer apenas uma faixa de azulejos, por exemplo). Por mim forrava era a cozinha toda! Aquilo é super forte, dá para limpar com os produtos de limpeza normais, não descolam (já as tenho há mais de dois meses) e o mais importante para mim: parecem mesmo azulejos à sério. Não foram muito baratas mas pela vista que fazem (e pelo ar moderno que conferem à cozinha) acho que valeram muito a pena. Entretanto estive na loja De Borla do Fórum Sintra no fim-de-semana e continuam a ter esses azulejos em stick (há em azul, verde, castanho e preto).

Tenho muita coisa para vos contar mas esta semana (e o fim-de-semana passado) foi de loucos, o meu dia definitivamente deveria ter 30 horas, é tanta coisa para fazer! Entre preparar as mini-férias da semana que vem, admitir novos funcionários (isto foi mesmo de loucos!), levar o carro à inspeção, resolver um problema gigante no banco (que meteu polícia, chamadas para a Grécia e uma confusão que ainda está longe de ter desfecho) e ainda ter tempo para pensar em decorações de natal... só mesmo eu. Que semana chatinha essa! Só fiz coisa chata, só resolvi problemas, só despachei tralha e ainda assim sinto que ficou tudo por fazer. Ahhhh, que nervos!
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20 novembro 2016

❤ ❤ ❤

Sim, tenho uma branquela na cama com o meu marido. Aiiiiii! Eu, que sempre critiquei quem deixava os animais dormirem na cama, eu que sempre achei um nojo quando os animais subiam no sofá com aquelas patinhas de quem andou a pisar cocó na rua, eu que sempre detestei receber lambidelas na cara (que nojo! sei lá o que eles andaram a lamber antes!), eu que sempre levantei a bandeira do 'os animais dormem na caminha deles e nós na nossa"... bem, eu estou rendida a esta bolinha de pelos que se alojou cá em casa por uns dias.

Tem sido a loucura, o meu marido estraga a bicha de uma maneira... Ela pode tudo: sobe para cima do sofá, deita-se na nossa cama, lambe tudo e todos, estou a ficar maluca! Segundo ele, estamos a ganhar anticorpos. Eu continuo a achar nojento mas quando olho para a carinha que ela faz, é difícil resistir.. Ai que isto de ter animais em casa é um verdadeiro 'não cuspas para o ar que um dia cai-te para cima' (mas são das melhores 'coisas' deste mundo, oh se são!)
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17 novembro 2016

No dia da Prematuridade...

... não consigo deixar de recordar aquele 4 de Fevereiro em que nasceu a nossa boneca, dois meses antes da data prevista. Um susto enorme, apesar de já estarmos todos mentalizados que eles nasceriam antes do tempo (eram trigêmeos), acho que ninguém esperava que seria tão cedo. A minha mãe já estava internada desde os cinco meses por causa de um descolamento de placenta (não sei se cá o termo médico é esse), depois sangramento, depois um princípio de pré-eclâmpsia com uma tensão arterial de meter medo (e a pesar quase 118kg que isto de fazer 4 inseminações artificiais todas de seguida e com gravidezes múltiplas tem muito que se diga - aliás, a balança que o diga!). Foi uma luta, do princípio ao fim. Eu já era uma mocinha e pude acompanhar tudo de perto (desde a fertilização dos embriões até o momento louco em que a minha mãe decidiu implantar os 9 embriões na esperança de algum vingar, farta de tantas tentativas frustradas).


Nascer antes do tempo é quase sempre sinónimo de luta. São tempos difíceis, nenhuma mãe pensa em sair da maternidade de braços vazios e deixar um filho numa incubadora. Um ser minúsculo, ainda em formação (a Vi, por exemplo, não tinha sobrancelhas e as unhas eram uma pele muito fininha), muitas vezes com problemas típicos da prematuridade (icterícia, por exemplo, ela teve nos primeiros tempos) mas com os cuidados adequados, muito amor e paciência, tudo é possível.

Lembro-me de acompanhar a gravidez da minha mãe (recheada de idas às urgências e mini-internamentos) e pensar que nunca na vida passaria por aquilo, por mais que quisesse um filho. Eu pensava: "Mas a minha mãe já tem dois filhos, porque raios está a submeter-se a tudo isso para ter mais um?" mas hoje não consigo imaginar a nossa vida sem a Vi. Não dá, ela é o amor das nossas vidas, ilumina tudo por onde passa, é a princesa da casa. Desde sempre quis uma irmã para cuidar, enfeitar feito boneca, brincar... E apesar da minha ter chegado com quinze anos de atraso, foi o melhor presente de sempre.

Te amo, meu biscoitinho. Daqui até a lua!

[Parabéns à todos os prematuros e especialmente aos pais de prematuros. 
A luta é enorme mas a recompensa supera tudo! ] 
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16 novembro 2016

Para pensar...

Terminar um relacionamento (seja ele de qualquer espécie) é sempre difícil, mas acredito que terminar uma relação duradoura é ainda mais frustrante. Acho que a palavra certa é mesmo essa: frustração. Frustração por todos os planos que fizeram, pelos projetos em comum, por aquilo que poderia ter sido e não foi, frustração por ter idealizado uma coisa que não vai acontecer mais. É um assumir para o mundo que, de certa forma, falhámos. E quem é que gosta de assumir as suas falhas? Talvez seja por isso que tanta gente continua a arrastar os seus relacionamentos falidos por aí: por medo, por comodismo, por receio de ficar sozinho(a), por falta de dinheiro, pelos filhos...


E a felicidade? Já ninguém se preocupa muito com ela, acho. As pessoas acostumaram-se a viver de um jeito 'mais ou menos': têm trabalhos 'assim-assim', têm relacionamentos 'mais ou menos', os amigos 'vão se andando', enfim, a típica vida conformada, de quem não espera grande coisa do futuro. São escolhas. Eu sei que jamais conseguiria viver uma vida pela metade, sem paixão, sem alegria, sem entusiasmo. Porque a vida merece ser vivida com plenitude, só assim faz sentido!

Por mais que seja difícil e por mais que custe uma separação, por vezes é mesmo o melhor caminho a seguir se queremos continuar fiéis a nós próprios, se queremos continuar em busca daquilo que nos enche as medidas e nos faz vibrar. Só assim a vida merece ser vivida. Por inteiro.
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15 novembro 2016

Uma espécie de DIY #2

Como muitos sabem, nos meus anos recebi uma Singer de presente (depois de refilar aos quatro cantos que nunca mais pagava 12€ para me fazerem uma bainha de cortinado...), é uma autêntica roubalheira o preço que as costureiras cobram para fazerem coisas simples tipo mudar um fecho (10€), fazer bainhas (12€ a 14€), etc... Nunca tive a pretensão de costurar para fazer roupa e afins (sou ansiosa, não tenho a paciência que o ofício exige) mas ao longo deste ano aprendi o básico e já sei costurar em linha reta hahaha.

Tive cinco aulas de costura (2h cada aula) e foi o suficiente para me desenrascar (o resto aprendi no youtube, há montes de tutoriais). Não invento coisas muito esquisitas porque, lá está, falta-me a experiência necessária para que a coisa fique mesmo perfeitinha (nada pior que as costuras todas desencontradas, não é?). Só me mete numa coisa quando sei que realmente vai resultar (perfeccionista até mais não!).

No outro dia fui jantar ao Oeiras Parque e passei na montra de uma loja com artigos giríssimos, feitos à mão, com muitos folhinhos, laçarotes e coisas que eu adoro de paixão. Apaixonei-me por esta estola, achei-a giríssima para estes dias de fim-de-ano e, pior, a Vi também ficou maluquinha pela peça. Achei o preço um bocadinho caro (40€) e não me estava a apetecer pagar 80€ em duas estolas, então olhei bem para a montra e pensei com os meus botões: acho que consigo fazer algo do género!

Lembrava-me vagamente de uma gola de pelos que comprei na H&M (inverno passado) e que era muito grossa (me fazia ter imenso calor) por isso não a usava cá em Portugal, só em viagens. Como a gola era muito larga, cortei-a ao meio e decidi fazer, a partir daí, duas estolas como as do shopping.

Entretanto fui à uma loja de tecidos e comprei tecido em xadrez (gastei 4,95€ para meio metro) em algodão com lã, super quentinho e num padrão menos óbvio que o clássico vermelho ou verde. E esse foi o único custo que tive durante o processo: 5€ e duas estolas lindonas para nós!

 (é pena que eu não saiba fazer laçarotes como deve ser... mas ao vivo a estola ficou ainda mais gira! Se bem que eu sou suspeita para elogiar mas...)

Modéstia à parte (cof cof), achei que a minha ficou ainda mais gira que a inspiração. Levei cerca de 40 minutos para fazer o projecto, foi super fácil, o chato foi limpar depois o chão do quarto, era só pelinhos por todos os lados... Também podem fazer este género de estolas com uma gola amovível de algum casaco que tenham por casa, por exemplo. Convém é que os pelinhos tenham alguma qualidade e maciez, afinal, o destaque da gola são os pelos e se forem daqueles rijos... perde-se muito o encanto.

Entretanto tenho duas amigas que não me param de chatear a cabeça porque também querem a estola (e eu já nem tenho mais pelos para as fazer) por isso deixo-vos também a sugestão para quem pretende comprar o artigo pronto: Funky Project ou LS'Style (se entretanto conhecerem mais lojas deste estilo, com roupas/acessórios feitos à mão, partilhem que eu adoro saber estas novidades).

(entretanto acabou por sobrar tecido xadrez e como tem um padrão que eu gosto muito, estou para aqui a pensar o que vou inventar agora... A Vi pediu-me para usar o restinho do tecido para fazer 'uns folhinhos' na gola de uma camisola verde que ela tem e que, segundo a própria, 'é muito simples...'. Irmã de peixe, peixinha é!)
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14 novembro 2016

Sonhar a 4D

É rara a noite em que eu durmo e não sonho. Sonho quase todos os dias (às vezes com coisas que aconteceram durante aquele dia, às vezes com situações totalmente 'random', outras vezes com situações que já aconteceram...) e de há uns anos para cá tenho reparado que os sonhos são cada vez mais reais. Do género: no outro dia sonhei que levava um tiro numa perna e acordei a sentir dor naquele sítio (durou quase 1 hora, uma espécie de dor muscular). Estranhíssimo. Há uns tempos sonhei que tinha uma discussão épica com o meu pai e no sonho eu chorava baba e ranho. Quando acordei tinha estado a chorar, estava com a cara toda molhada de lágrimas.

Hoje foi um desses dias. Muitas vezes sonho com a minha avó mas são sempre sonhos em que ela já está muito doente, geralmente estamos em ambiente hospitalar e ela nunca fala nada ou interage comigo. Mas hoje tive um sonho diferente, hoje sonhei que a minha avó tinha desaparecido e andava à procura dela num corredor cheio de portas. Conforme passava pelo corredor ia abrindo as portas e chamando 'vó, vózinha...?' até que oiço a voz que vinha de uma das portas: "estou aqui!" e corro até lá para encontrar com ela. No sonho, ela estava normal (saudável, gordinha) e dei-lhe um abraço de urso, enquanto murmurava: "estás viva, avó!", beijei-a, foi fantástico! Fiquei tão emocionada que comecei a chorar abraçada à ela e nesse momento... sou despertada com um "amor, acorda... estás bem?", abro os olhos incrédula e dou de cara com ao meu marido assustado a olhar para mim.

"o que foi?" - exclamei, irritadíssima por ele ter quebrado um momento sublime para mim.
"eu não sei, tu estavas a respirar com dificuldade, parecias com asma, acordei com esse barulho estranho, achei que estavas as sufocar..."

Ou seja, estava a chorar no sonho e involuntariamente reproduzi os sons enquanto dormia. Como é possível? Ele se riu e disse que eu sonho 'a 4D'. Ninguém merece... Mais alguém tem sonhos assim reais e assustadores?

(lembro-me de há uns anos estar no sofá da sala a assistir 'A branca de Neve' com a Vi e adormecer quase no final do filme. Sonhei que era um dos anões e estava a trabalhar na mineração. Acordei com a Vi sacudindo o meu ombro para perguntar porque raios eu estava a levantar e a baixar o braço enquanto dormia.... Na verdade eu estava a reproduzir os movimentos do trabalho na mina. Serei muito louca? Coisas que me deixam a pensar...)
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12 novembro 2016

Um motivo para irem amanhã à feira?

É que podem encontrar camisas giras, giras, com detalhes absolutamente queridos (por cá somos fãs assumidos do xadrez) por preços ridículos de tão baixos... tipo 3,50€ que foi quanto nos custou a camisa vermelha com detalhes em xadrez que a miúda usou ontem. O mais engraçado é que há cerca de um mês andei a ver este estilo de camisa com punhos e colarinho decorados, numa daquelas lojinhas de facebook, e estive a uma unha de pagar 45€ por umas camisas do mesmo género. Por cerca de 10€ trouxe três versões da camisa: vermelha, azul (com detalhes às bolinhas brancas) e verde (com detalhes em xadrez verde). Lindas, bem-feitas (costuras todas direitinhas) e com (até ver) qualidade.

Maravilhas que só o comércio tradicional nos dá! :)

(uma das coisas que mais gostamos de fazer cá em casa é misturar peças caras e de marca com outras desconhecidas e baratas. O conjunto em si fica tão giro e harmonioso que ninguém consegue imaginar uma camisa de 3,50€ por baixo de um colete Lyon of Porshes, certo? Fica a dica!)

[a banca onde podem encontrar esse género de camisas é a mesma onde comprei as camisolas do outro post, também por 3,50€. Todas as peças daquela barraca custam o preço fixo de 3,50€ e é com cada preciosidade que encontramos por lá... que até me apetece ir à feira amanhã de novo!]
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06 novembro 2016

Os achados que fiz na feira:

Como contei na semana passada, fiz óptimas compras na feira de domingo - coisa que não fazia há alguns anos - e fiquei genuinamente surpresa com: 1) a qualidade das peças vendidas (materiais nobres como há muito eu não via nas lojas de shopping); 2) preços baixos para os artigos em questão.

Fui totalmente despreparada (para a próxima já disse à minha mãe que levo o carrinho de feira, para enfeirar como deve ser. Detesto andar cheia de saquinhos pela mão, é mandar tudo para dentro do carrinho e arrastar!) e não estava à espera de encontrar coisa tão boa. Ficam as fotos:
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05 novembro 2016

O que eu me ri com essa publicidade!

Sou completamente fã de companhias aéreas low cost, como vocês sabem. Só viajo em companhias ditas 'normais' quando apanho promoções bombásticas (tipo Lisboa-Amsterdão i/v por 75€ pela KLM - fui no ano passado) ou quando faço viagens intercontinentais de longo curso. Nesse caso, não arrisco uma low cost pelo desconforto que é (assentos apertados, ter que pagar comida à bordo caríssima, só poder levar mala de mão, etc). Para vôos com mais de 5 horas, escolho sempre a TAP, acho uma companhia absolutamente incrível, segura (é a única companhia em que consigo voar sem entrar em stress), falam a minha língua, enfim, sinto-me em casa na TAP.

E acho o máximo a nova publicidade que recebi por email. Tive que rir quando li "sem aterrar em cascos de rolha, Sem levar marmita de casa, Sem acordar com as galinhas" e ainda completava a lista com: "Sem ficar entalado nos bancos e corredores minúsculos" e "sem ter esmifrar a roupa de duas semanas numa malinha de mão". Quem diz a verdade não merece castigo, certo?
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03 novembro 2016

Quando eu digo que isto anda tudo doido, vocês não acreditam...

... mas a verdade é que a blogosfera enlouqueceu! Ou então perdeu o (pouco) bom-senso que lhe restava. Então não é que vejo um post normalíssimo da Pipoca Mais Doce e quando vou comentar, já lá estavam cento e tal comentários e a polêmica instaurada? Pois, parece que agora é crime querer vestir as crianças num conceito mais clássico. É snob, é parolo, é isto e mais aquilo.

Que raio de mania esta de meterem-se nas decisões dos outros! Que comichão poderá fazer um puto (giríssimo por sinal) vestido com uns calções em fazenda, uma camisa de xadrez e meias pelo joelho? A sério? Implicarem com isto? Poupem-me.

Só falta virem dizer que giro, giro é vestir crianças com roupas da Primark (especialmente bebés de colo com aquela ganga dura que vendem nessas lojas mais baratas) ou com conjuntinhos 100% poliéster. Podem ser roupas funcionais para o dia a dia (até porque as criancinhas crescem num instante), podem ser roupas baratas, pode ser tudo isso... mas em ocasiões especiais (que era disso que o post falava), acho que se a pessoa pode (e gosta), não há nada mais giro que ver crianças com roupas clássicas. Sou fã!

Adoro ver miúdas com saias e calções de fazenda, camisas com folhinhos e golas, mega laçarotes na cabeça, sapatos de veludo, jardineiras... acho que esta é a única altura da vida em que podem se vestir dessa forma (ficam uns bombons) e passa tão rápido! Para quê apressá-los e vesti-los como mini-adultos com micro-calções de ganga e tops cai cai? Há tempo para tudo.

A criança cá de casa (que de criança já não tem quase nada) sempre vestiu-se assim e foi um gosto que lhe foi incutido até que passou a ser ela a escolher as próprias roupas e continua voltada para este estilo (embora já dispense as meias pelo joelho). E engane-se quem pensa que esse estilo de roupa é caríssimo! Compro-lhe imensa coisa na Zippy ou na Zara e em lojas mais caras compro quase sempre em saldos. Também mando vir algumas coisas da internet (especialmente do UK - aquilo é o paraíso das roupas clássicas para criança). E apesar de ultimamente ela estar totalmente inclinada para lojas tipo Stradivarius e Bershkas da vida (salva-me, Deus!), continua a conjugar peças mais clássicas com outras mais comuns. No Natal é incontestável: veste sempre uma roupa nova dessas mais arranjadinhas. São manias, pronto.

Já mostrei algumas roupas aqui: 1, 2, 3, 4.

(E vocês? São fã das crianças com roupa mais casual no natal ou gostam de vê-las embonecadas na noite mais mágica do ano? Contem-me tudo!)
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