16 novembro 2016

Para pensar...

Terminar um relacionamento (seja ele de qualquer espécie) é sempre difícil, mas acredito que terminar uma relação duradoura é ainda mais frustrante. Acho que a palavra certa é mesmo essa: frustração. Frustração por todos os planos que fizeram, pelos projetos em comum, por aquilo que poderia ter sido e não foi, frustração por ter idealizado uma coisa que não vai acontecer mais. É um assumir para o mundo que, de certa forma, falhámos. E quem é que gosta de assumir as suas falhas? Talvez seja por isso que tanta gente continua a arrastar os seus relacionamentos falidos por aí: por medo, por comodismo, por receio de ficar sozinho(a), por falta de dinheiro, pelos filhos...


E a felicidade? Já ninguém se preocupa muito com ela, acho. As pessoas acostumaram-se a viver de um jeito 'mais ou menos': têm trabalhos 'assim-assim', têm relacionamentos 'mais ou menos', os amigos 'vão se andando', enfim, a típica vida conformada, de quem não espera grande coisa do futuro. São escolhas. Eu sei que jamais conseguiria viver uma vida pela metade, sem paixão, sem alegria, sem entusiasmo. Porque a vida merece ser vivida com plenitude, só assim faz sentido!

Por mais que seja difícil e por mais que custe uma separação, por vezes é mesmo o melhor caminho a seguir se queremos continuar fiéis a nós próprios, se queremos continuar em busca daquilo que nos enche as medidas e nos faz vibrar. Só assim a vida merece ser vivida. Por inteiro.
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