15 novembro 2017

Em busca da casa de sonho...

Ando desaparecida, sim senhor. Entre uma situação de saúde que me obrigou a estar 1 semana (!) em casa de repouso - achei que dava mesmo em maluca, não fui feita para dondoca - e estar à procura da nossa casinha de sonho, o tempo está curto. Calhou de ter ficado "de molho" em casa dois antes da viagem à Escócia (olha que pontaria, hã?) e depois da frustração inicial, aceitei que não seria desta que eu veria as Highlands e as vaquinhas de franja. Felizmente o hotel escolhido (Inverness Palace Hotel) foi mil estrelas e devolveu integralmente todo o valor da reserva (enviei o atestado de doença por email e reembolsaram o valor no dia seguinte), apesar do Booking deixar claro que "era uma reserva não-reembolsável e mesmo por motivo de saúde, cabia ao hotel a decisão final de reembolsar ou não". A Ryanair assobiou para o lado e realmente perdemos os bilhetes mas quero lá saber, também não foi nenhuma exorbitância.

Mas voltando ao assunto da casa, no mês passado fez 3 anos que vivo neste apartamento. Já foram "pro saco" 15.000€ em rendas nesse meio tempo. E eu tenho uma renda super-ultra acessível (pago 400€) mas mesmo assim custa pensar que já gastei tanto dinheiro numa coisa que não é minha, que não posso fazer alterações estruturais (e o raio do bidé, que continua a olhar para mim todo santo dia), enfim... não dá mais. Chega. Quero mesmo comprar a minha casa e pôr tudo ao meu gosto.

Temos algum dinheiro de parte mas confesso que não queria estourá-lo na entrada de um imóvel, queria utilizá-lo para obras. Estive em três imobiliárias e todas tinham vários imóveis 100% financiados para oferecer, cuja única coisa que pagamos à cabeça é mesmo só a escritura e mais uns pózinhos (nem chega a 2 mil euros). O que é ouro sobre azul, porque posso finalmente alterar tudo na casa com o dinheiro que seria da entrada: colocar os rodapés branquinhos, mudar azulejos, tirar bidés (tenho ódio desse acessório!), pôr uma ilha na cozinha... e todos os outros sonhos megalómanos que surgirem entretanto.

Só que encontrar uma casa 100% financiada (= uma casa que foi penhorada e devolvida ao banco) implica muita coisa. Por norma são casas muito maltratadas (muitas vezes por raiva, os antigos proprietários acabam com as casas, arrancam rodapés, torneiras... deixam a casa numa lástima) e eu tenho sempre medo de comprar uma casa e depois descobrir que afinal tem vários problemas escondidos.

Por isso decidi perguntar-vos se alguém teve essa experiência de comprar uma casa 100% financiada, como correu, se tiveram problemas, etc... Eu nunca pedi crédito na vida, sou mega cagunfas e tenho pavor de fazer uma má escolha. O meu marido idem, o único "crédito" que temos são os nossos cartões de crédito (e mesmo assim só porque nos dão milhas para viajar) mas pagamos 100% do que utilizamos no final do mês. Portanto, experiência com empréstimos bancários = zero. Somos uns nabos. Que dicas são mesmo essenciais nestas coisas? Acham que vale a pena comprar uma casa "de banco"? Ajudem esta pobre alma!

(quem não quiser comentar no blog por motivos pessoais mas preferir enviar um mail sobre o assunto, agradeço também. Podem enviar para: anne@agarotadeipanema.com.)
SHARE:

11 novembro 2017

Sobre ser brasileiro (e emigrar)

Ontem depois do jantar ficamos, eu e ele, a ver séries na sala. Eu já estava mais para lá do que para cá, já tinha dormido e acordado várias vezes (sou dessas - e ai de quem me disser que é hora de ir para cama - digo sempre que estou acordada e super concentrada na tv #sqn). Comecei a ouvir uma barulheira de música alta vinda do outro lado da rua e pensei "mas quem é o maluco que está a ouvir música nesse volume às 2h da manhã?" e fui espreitar na janela.

Para meu espanto, no prédio em frente ao meu, com a janela da sala aberta, estavam três brasileiros com violão em punho, a tocar pagode àquela hora. Mas na maior, todos sentados tipo roda-de-samba, a tocar e cantar como se não houvesse amanhã. Chamei o meu marido para ver a cena e ele dispara: "eu sei que ficas fodida quando eu digo isto mas tens que reconhecer: só podiam ser brasucas!"

O que é que se responde a uma coisa destas? Ele está certíssimo, coberto de razão. Muito mais facilmente vemos um brasileiro a fazer arruaça, a falar alto em horas impróprias, a arrumar confusão em todo lado... do que vemos um português. Não vamos ser hipócritas, por favor. Eu sou a primeira a detestar admiti-lo mas é a verdade. Vivo em Portugal há quase 13 anos e não há semana em que não veja um(a) qualquer brasileiro(a) a envergonhar a pátria e a fazer merda grossa por cá.

Ultimamente com a crise económica que o Brasil está a atravessar é cada vez maior o número de brasileiros que vêm cá fazer morada definitiva mas parece que caem aqui de para-quedas: não sabem nada sobre a cultura do país, vestem-se como se ainda vivessem num país tropical, cometem erros sociais gravíssimos (como por exemplo, perguntar "como é que tu tá?" a uma pessoa que se acabou de conhecer), não respeitam o espaço do outro e querem à força toda trazer o Brasil para dentro de Portugal. Parece que não são eles - que acabaram de chegar - que se têm que adaptar ao novo país mas antes nós - que já cá estávamos -  que somos obrigados a levar com a má educação dos recém-chegados. Fico pior que estragada!

Existe um velho ditado que se aplica perfeitamente a essa situação: "Em Roma, sê Romano". Uma pessoa que decida sair do seu país de origem tem que ter a plena noção de que vai precisar de uma boa dose de adaptabilidade ao seu novo país: as pessoas são diferentes, o clima também, os costumes, a forma de vestir... Só temos duas hipóteses: ou aceitamos a mudança e somos integrados na sociedade ou nunca vamos deixar de ser vistos como "o imigrante", "o/a brasuca". E claro, depois são discriminados, são coitadinhos, são humilhados... Eu não tenho paciência para gente assim.

Odeio ser comparada a esse tipo de gente, que eu carinhosamente apelidei de "Sem Noção" por que é muita vergonha-alheia que eu passo. Já menti descaradamente a dizer que era de outro país, com vergonha de dizer que tinha nascido no Brasil. Por causa de gente sem noção, muitas pessoas boas, honestas e trabalhadoras que vêm cá viver são colocadas no mesmo saco, são olhadas de lado. Quão injusto isso é?

                                                                                            #ProntoDesabafei #NaoMorroMaisEntalada
SHARE:

07 novembro 2017

Alguém cometeu uma loucurinha!


E mais não digo! :D

(não dizem que o Natal é quando um homem quer? Então... aqui a pessoa decidiu antecipar o Natal e caraças, que isto do Pai Natal ser apressadinho tem toooda outra magia!)

** Na verdade, decidi comprar por esta altura porque a LV vai aumentar o preço de alguns modelos de malas (inclusive os dois que eu tenho debaixo do olho) e como aqui a pessoa é forreta e acha os preços um bocadinho abusados, mais vale comprar enquanto a inflação não se dá.
SHARE:

05 novembro 2017

❤❤❤


Ando a mil por estes lados! Entre preparar o Natal (que este ano vai ser cá em casa com os dois lados da família - o meu e o dele), organizar o roteiro das duas viagens que aí vêm, visitar 274 casas a cada fim-de-semana (decidimos que vamos, finalmente, comprar casa) e não gostar de nenhuma (as que eu gosto custam, normalmente, o dobro do plafond que estipulamos), organizar a arrecadação que estava um caos completo (malas de viagem, tralhas diversas, equipamentos do meu marido, livros de faculdade, aquilo é um mundo...) e outras coisinhas mais, não sobra tempo quase nenhum. Quero muito responder aos comentários que me têm deixado nos últimos posts (detesto não conseguir responder) por isso vou abrandar um bocado o ritmo dos posts até poder dar resposta a tudo.

E a árvore de Natal, pá? Quando é que é suposto começarmos a montá-la e decorar tudo tudo tudo? Já quero! Esse ano o espírito de Natal abateu-se sobre mim logo nos últimos dias de Outubro (teme-se o pior) e estou aqui a fervilhar de ideias para a época mais especial do ano!
SHARE:

03 novembro 2017

Qual número do Euromilhões, qual quê...

... o número que eu realmente queria, mas queria mesmo muito muito muito, era o contacto da incrível colorista que faz nuances e ombrés destes:

Jesus-Maria-José.... eu fiquei ó, de queixo caído quando vi essas imagens pelo instagram. Primeiro fiquei incrédula, achei que era edição de imagem, photoshop ou o raio que parta, porque NUNCA vi coloração mais perfeita e natural do que estas. Os cabelos parecem caramelo derretido! Uma coisa fantástica mesmo. Depois que vi os comentários das clientes nas imagens de instagram, convenci-me de que era real, que realmente havia uma profissional fodástica (não tenho outra palavra mais bonitinha pra descrever, sorry!) que fazia coisas lindas destas.

E o que fiz eu? Tentei descobrir onde era o cabeleireiro, como fazia para marcar, qual o contacto, eu queria saber tu-do para conseguir um cabelinho desses. Só que... a vida, essa malandra, é muito injusta e descobri que a artista que faz estas coisas tem uma lista de espera de mais de um ano! E não há previsão para aceitar novas clientes. Posso chorar?

Não aceito menos do que isso no meu cabelo e estou aqui super frustrada a pensar porque raio fui descobrir esse instagram. É que agora todos os outros cabeleireiros me parecem medíocres e não tenho coragem de tentar com mais ninguém.

É que eu + meu cabelinho = caso de amor. E já perdi as contas das vezes em que fui induzida a fazer madeixas ("ah, esse cabelo tão escuro deixa-te envelhecida", "ah, devias era fazer umas nuances só para iluminar...") e sempre o resultado foi desastroso. Ou fiquei com o cabelo alaranjado tipo Pipi das Meias Altas (mas em mau) ou saí com o cabelo cheio de mechas loiras tipo Beyoncé do Cazaquistão.

Até a data, ninguém tinha entendido o meu conceito de "morena iluminada" tão bem como a Cátia Monteiro (é esse o nome da rapariga - e sim, eu estava a disfarçar para não partilhar convosco, não vá a fila de espera aumentar ainda mais e eu só conseguir marcação para 2037 hahaha), essas fotos são a prova de que é possível fazer nuances e ombrés sem parecermos um mico-leão-dourado.

Adoro gente talentosa, apaixona-me ver um cabelo destes mas... queria tanto fazer igual ao meu! Ah, pessoas, afastem-se que eu estou em sofrimento. Vou ali chorar em posição fetal, falamos depois.

(Todas as fotografias deste post foram retiradas da página de facebook da Cátia Monteiro - aqui -)

(entretanto já recebi indicação de dois sítios onde supostamente faziam trabalhos parecidos e não sei se hei de chorar ou de sorrir. Não há comparação entre os trabalhos mas fiquei curiosa e num sítios cheguei mesmo a ligar para saber sobre vagas e fui atendida com imensa arrogância e com a informação de que "é por ordem de chegada, são 100€ para coloração e não temos multibanco, venha preparada com o valor em numerário". Oi?)
SHARE:

❤ Portugal


"(...) Os portugueses são o grande tributo de Portugal. (...) Luz, beleza, praia, clima, peixe fresco e marisco, segurança, história, fado e culturas à parte, no final o que conta são as pessoas. São elas que dão todo o sabor à experiência da viagem. São elas que tornam possível, ou não, a experiência da vivência num país estrangeiro. Portugal perderá toda a sua graça se um dia deixarmos de ouvir falar português nas suas ruas. Se se perderem as conversas entre vizinhas, de janela para janela, nos bairros da Bica e Alfama, em Lisboa. Se o Mercado do Bolhão no Porto um dia se converter num enorme concept market ou num espaço de cowork. São os portugueses, com todos os defeitos e singularidades, que fazem este lugar. Esses sonhadores incondicionais. Sentimentalões. Gente com o riso e a lágrima fácil. Aventureiros, sempre prontos para partir sem garantias. Gente de longas conversas. À mesa não se envelhece, desde que haja bom vinho, fado, poesia ou luar. Contraditórios, bipolares como o estado do tempo: bem-dispostos no Verão, melancólicos no Inverno. Sempre os maiores ou os piores em tudo. Insatisfeitos por natureza.(...)"
 - Rita Sousa Tavares

(revista TAP Up Magazine, que li no vôo para Cabo-Verde e não resisti a partilhar convosco)
SHARE:

01 novembro 2017

Quando o coração sai-nos do peito:

O meu marido fez uma pequena cirurgia (a primeira da vida) e eu que estava toda relax, toda tranquila "ah, isso não há de ser nada... é coisa de meia hora, tranquilo!", quando vi que começavam a lhe dar a anestesia achei que desmaiava ali mesmo. Devo ter ficado branca de medo (e isso numa pessoa da minha cor é um feito histórico) por que a enfermeira veio logo para o meu lado e pediu: "alguém tire essa menina daqui, ela precisa apanhar ar."

Precisava. Saí dali a tremer, a pensar que é uma coisinha tão simples mas caraças, é um procedimento cirúrgico e sempre tem a sua chance de correr mal. E só de pensar em ficar sem o meu príncipe (sim, só um príncipe trata uma mulher como ele me trata) o meu coração falha uma batida. Ou duas.

O meu medo é puramente egoísta. É mais do género: onde raios vou eu encontrar outro homem como esse? Alguém que faz tudo para me ver feliz, que alinha em todas as minhas ideias malucas (mesmo as que são extremamente malucas), que me espera pacientemente no provador da Zara enquanto eu compro este mundo e o outro (às vezes resmunga mas sempre cede). Ele faz coisas por mim que eu nunca acreditei que mais alguém nessa vida faria (além da minha avó e da minha mãe, obviamente). Coisas que me deixam a pensar: se fosse eu a ter que fazer por ele, será que eu faria?

Quando o procedimento terminou a enfermeira foi me buscar no corredor e disse: pronto, já tens o homem novo em folha! Não era preciso ter ficado tão nervosa..." eu disse, quase em piloto automático: "Era sim, porque se ele morre antes de mim eu estou bem tramada. Vou ter que passar o resto dos meus anos à procura de outro igual. E sei que não vou achar.", ela desatou-se a rir.

Não sei lidar com a equação: pessoas que amo muito + hospitais e médicos. Dá-me uma angústia sem fim, sinto-me impotente e desesperada, preciso estar ali, acompanhar todos os detalhes para acreditar que realmente está tudo bem. Graças a Deus que está! :)

(e a mariquice do pós-cirúrgico? O homem parece que pariu trigêmeos de cesariana: mal se mexe, tem dores, resmunga, quer tudo na mão (traz-me um copo de água, quero sumo, faz um batido?) e eu estou a dar em maluquinha. Uma gaja doente ainda se aguenta agora um gajo? puta que pariu!)
SHARE:

29 outubro 2017

Breve estudo sociológico sobre as pessoas que frequentam cafés:

Enquanto esperava o meu marido terminar uma consulta médica e a como a coisa estava para demorar, decidi sentar-me no café ao lado para fazer tempo. Pedi uma torrada e um sumo, enquanto observava o ambiente do café - e claro, as pessoas. Estive no café por quarenta minutos e concluí que para se trabalhar em pastelaria é necessário toooda uma paciência. A sério, um funcionário de balcão de pastelaria leva com os pedidos mais estranhos que vocês possam imaginar, eu estava a ponto de começar um estudo sociológico sobre as pessoas que frequentam aquele café. Havia de tudo:

- A senhora que pediu por pães da avó mas que tinham que ser "muito mal cozidos, bem clarinhos" e que fazia questão de escolher um a um: "este aqui, perto do vidro, aquele outro ali embaixo, o terceiro a contar do seu lado..."
- A rapariga que quis um café "em chávena fria, se faz favor."
- O senhor de idade que pediu por um "café sem princípio".
- A outra senhora que entrou apressada e pediu por 4 pães de mafra bem cozidos e quando a funcionária começou a metê-los no saco, exclamou "eu quero muito bem cozido, quase torrados" e lá vai a funcionária revirar os olhos.
- A menina que pergunta se a quiche é feita com leite sem lactose.
- O homem de fato e gravata que pede um café cheio em chávena escaldada.
- O casal de namorados que pediu duas tostas mistas com pão de forma aparado "porque ela não gosta de pão com côdea".

Eu nunca trabalhei em restauração - mesmo quando estava à rasca, preferi ir antes para um call center - porque sabia que não era para mim. Eu fervo em pouca água, já nasci sem paciência, acho que as pessoas são demasiado manientas e corria com elas do café em dois tempos. Qual chávena escaldada, qual quê! Manias, pá. Tá aqui o café e já vai com sorte de não recebê-lo num copinho de plástico, assim escaldava mas era os dedos. Que gente tão comichosa, por Deus! E que paciência que as pessoas que trabalham nesta área precisam ter, até custa pensar que a maior parte recebe um salário tão baixo para lidar com tanta gente chata e picuinhas. Xiça!
SHARE:

27 outubro 2017

Cabo Verde #4 | As compras

Vocês sabem que eu adoro fazer compras, especialmente em viagem (tem coisa mais gostosa do que comprar algo de determinada marca/loja que só exista naquele país? é uma recordação eterna!), adoro trazer algum artigo de decoração para casa, trago sempre um íman para a nossa colecção e compro produtos típicos daquele país.

Só que na Boa Vista foi beeem difícil fazer compras, basicamente porque a ilha não produz grande coisa (para não dizer "nada") e exporta tudo aquilo que necessita.

No último dia fomos até a capital da ilha, Sal-Rei, e compramos algumas lembranças artesanais. Sim, tudo por lá é artesanal e bastante rudimentar mas ainda assim, belíssimo.

Eu gosto muito de trazer lembranças das minhas viagens para oferecer à minha família (aos amigos já me deixei disso, são muitos e não tenho espaço na mala para tanta prenda). Dessa viagem trouxe ímanes de frigorífico (faço coleção), trouxe dois quadros feitos em areia colorida com imagens africanas, uma estátua em madeira de mãe-e-filha para oferecer à melhor mãe desse mundo (a minha, é claro), café moído na ilha, uma tshirt engraçada que encontrei e conchas, búzios e outros elementos que surrupiei da praia.

Acho que foi mesmo das viagens onde menos comprei porque não há quase nada para comprar: não há shopping, não há muitas lojas locais e para comprar coisas em lojas chinesas (que estão espalhadas por toda a ilha) mais vale comprar cá em Lisboa, digo eu.

(em contrapartida, daqui a uns dias vou viajar para uma das capitais europeias com mais lojas incríveis por metro quadrado... e vai ser muuuito difícil resistir! #miaguardji)
SHARE:

25 outubro 2017

Depois não digam que eu não avisei #7

Já repararam que os posts sobre compras têm diminuído por aqui? Pois é, ando muito mais controlada (juro!) e penso trinta vezes antes de comprar qualquer coisa. Estou muito focada num determinado objectivo (eu não gosto de falar antecipadamente sobre os meus #goals porque tenho medo que se transformem em #fails hahaha) mas na altura certa vos conto em detalhes. O certo é que no início do mês fiz uma mega limpa no closet (aquele belíssimo ritual de guardar o verão e trazer para perto o inverno, sabem?) e mentalmente apontei os artigos que me faziam faltam. Só 4 coisinhas, sendo que já despachei 3 delas na última ida às compras.

E uma delas era... umas calças justinhas (para usar com botas por cima) em bordeaux ou preto. Já aqui partilhei que para o meu biotipo, a melhor loja para calças é a C&A (e vá, às vezes a H&M e a Zara), por isso rumei até lá e experimentei vários modelos mas apaixonei-me por estas em Tencel (ou Lyocel, aquela mistura de algodão biológico maravilhoso que dá um toque sedoso e ultra confortável às roupas), custaram 25€ cada e são super ultra confortáveis. São de cintura subida, modelam bastante o corpo e possuem um toque incrível. Pelo preço, nem queria acreditar! Trouxe nas duas cores disponíveis e recomendo muito! Eu costumo brincar e dizer que sou #aloucadotencel mas gente, que tecido gostoso é esse! Amo!

(perdoem a qualidade das fotos, tenho chegado tardíssimo do trabalho e só me resta fotografar com luz artificial... é a vida!)
SHARE:

23 outubro 2017

Filme // O castelo de vidro

Este fim-de-semana a minha irmã veio ficar cá em casa - mamãe teve um congresso fora do país - de maneira que tive que pensar em vários programas para entreter a criatura, que está naquela fase em que tudo é tããão chato, nada lhe apetece e faz sempre cara de frete. Pedi-lhe que escolhesse um filme para irmos ver ao cinema e a escolha recaiu sobre "O castelo de vidro", que me tinha passado completamente ao lado e tem uma temática que eu adoro: traumas familiares.

Quem nunca, não é? É um assunto que não abordo muito aqui no blog mas que mexe comigo até hoje. Até aos três anos de idade (altura em que a minha mãe pediu o divórcio ao meu pai), vivi situações completamente dramáticas para uma criança daquela idade, coisas que levei anos para esquecer e outros tantos para conseguir desculpar o meu pai. Hoje somos amigos mas custou tanto... fiz terapia, fui a psicólogos, revoltei-me durante um tempo, detestei a cultura árabe por condicionar tanto a personalidade dos homens (é o machismo em todo o seu esplendor) mas venci os meus traumas. Tenho cicatrizes emocionais? Muitas. Mas passei por cima delas ou jamais seria a pessoa que sou hoje: feliz e apaixonada pela vida.

Por isso identifiquei-me tanto com o filme. É um filme sobretudo de coragem. Coragem da autora, Jeannete, em expor tanto do seu eu e da sua história no livro (que foi agora adaptado ao cinema). A história centra-se na Jeannete adulta, jornalista bem-sucedida em Nova York que levou uma vida pouca tradicional em pequena: os pais eram completamente nômadas, saltando sempre de cidade em cidade, sem emprego fixo nem rendimentos, vivendo apenas de sonhos. São 4 crianças (Jeannete e seus três irmãos) abandonadas à sua própria sorte, com pais egoístas e problemáticos (roubam, bebem, não querem trabalhar) e com isso permitem que os filhos passem extremas necessidades (não têm luz ou água em casa, passam fome, não vão à escola).

A história é dramática na medida em que nós criamos uma relação de amor-e-ódio com os pais da Jeannete. Por um lado, ela vive experiências incríveis que de outra forma nunca viveria: dorme e acorda em várias cidades distintas, vive uma vida livre e "no campo", conta estrelas de madrugada deitada na relva, diverte-se à grande com o pai em situações banais (o pai é mega criativo e tem sempre uma fantasia qualquer para incutir na miúda). Mas ao mesmo tempo, são crianças neglienciadas em tudo, sofrem crueldades...

É um filme que nos fala da capacidade de sonharmos, mesmo nas piores circunstâncias. Chorei em diversas partes e revivi muita coisa. Recomendo, de olhos fechados.
  


"(...) — Escolhe a tua estrela favorita — disse o pai naquela noite. Ele disse que eu podia ficar com ela para mim. Ele disse que era a minha prenda de Natal.
— Você não pode me dar uma estrela! — falei. — Ninguém é dono de uma estrela.
— É isso aí — disse ele. — Nenhuma outra pessoa tem uma estrela. Basta você declarar que tem antes dos outros, que nem aquele idiota do Cristóvão Colombo, que declarou que a América era da rainha Isabel. Declarar que uma estrela é tua tem a mesma lógica.(...)


Trecho do livro "O Castelo de Vidro" que inspirou o filme. Nem preciso dizer que entretanto já tenho o livro (versão em ebook - gratuito na internet) e já comecei a devorar. Adoro histórias assim!
SHARE:

21 outubro 2017

Cabo Verde #3 // A Reserva Natural das Tartarugas

Quando surgiu a ideia de irmos a Cabo-Verde eu não fazia muito ideia do que ver por lá, para fora do resort. Assim que comecei a pesquisar o destino, descobri que a ilha da Boavista é a 3ª maior reserva natural de tartarugas marinhas (espécie Caretta Caretta) do mundo (perde apenas para a reserva de Oman e da Flórida). E entre Junho e Outubro é possível fazer a observação da desova das tartugas, à noite. É claro que eu queria ver tudo isso de perto!

Compramos o passeio diretamente no nosso hotel (pagamos 60€/pessoa) e à hora combinada a pick up estava à porta do resort para nos buscar. O passeio é feito sempre à noite (para não assustar as tartarugas), temos que utilizar roupas escuras (para passarmos desapercebidos) e não é permitido levar telemóvel ou câmera com flash, apenas com luz infravermelhos.

Do resort até a Reserva Natural das Tartarugas demora cerca de 1 hora, sempre a sacolejar, numa carrinha de caixa aberta, a levar com algum pó na tromba. A recompensa? Um céu límpido e super estrelado que me deixou apaixonada. Nem no Deserto do Saara eu vi um céu tão lindo como aquele! Fiquei louca tentando fotografar mas é óbvio que não deu, eram milhares de estrelas e luzinhas naquele fundo azul incrível!

Quando chegamos à Reserva os biólogos vêm ter connosco e nos levam até a praia de Ervatão, onde por dia cerca de 22 tartarugas escolhem a praia como maternidade de tartaruguinhas. Já imaginaram o que são 22 tartarugas por dia a desovarem de 60 a 90 ovos? De Junho a Outubro, pensem lá na quantidade de tartarugas que a praia acolhe. E se eu vos disser que desses números, apenas 2% vingam e sobrevivem? Pois é, também eu fiquei chocada.

Começamos a caminhar pela praia, não se via um palmo à frente do nariz (tudo às escuras, o guia com uma lanterna de infravermelhos e mais nada), caminhamos uns 5 minutos até que avistamos uma marca na areia, que ia da água até a outra ponta da areia. O guia disse: "estão a ver apenas uma marca? é o rastro dela a sair da água para a areia. Se virem duas marcas, significa que ela saiu da água, caminhou até a areia para pôr os ovos e já voltou a entrar na água...". Como só víamos um risco, era bom sinal: ela ainda estava a escava para criar o buraco do ninho.

A tartaruga era enorme! Quase um metro e meia de carapaça, segundo o biólogo. Assim que ela começou a cavar, ele encaixou uma luz led no buraco (para que conseguíssemos ver alguma coisa e filmar). Não conseguimos contar todos os ovos mas seguramente foram mais de 70. Muitos ovinhos, o ninho ficou cheio até quase o cimo da areia. No final, ver o esforço que ela fazia para esconder e camuflar a areia ao máximo, foi emocionante. Depois lá foi à sua vidinha, no caminho de regresso ao mar. Essa mãe nunca vai conhecer os seus filhos mas tem um instinto tão perfeito que encontra a praia de água mais quente, a época perfeita, o sítio mais escondido... e dá seguimento à sua espécie. É muito incrível!

.
O guia nos disse que os ovos levam cerca de 45 dias para eclodirem (eles cercam os ninhos com placas com aviso do dia da postura, para monitorizarem e protegerem os ovos de predadores) e que depois as pequeninas vão sozinhas em direcção à água. Elas permanecem 25 anos no mar, sem vir à terra. Quando chega a altura de acasalar e pôr os ovos, sabem sempre voltar para a mesma praia onde nasceram, para também elas porem os seus ovinhos e continuarem esse incrível ciclo da vida. Demais mesmo!

Entretanto encontramos num ninho vazio uma tartaruguinha perdida (com um dia de nascida) e fomos colocá-la na água, coisinha tão fofa! Minúscula, pudemos pegar nela e auxiliá-la pela areia até chegar ao mar. Engraçado pensar que aquela coisinha tão pequena provavelmente vai viver 100 e tal anos...

Foi sem dúvida o meu tour preferido na Ilha da Boavista e recomendo de olhos fechados a quem vá de férias pela altura da desova das tartarugas. É mesmo inesquecível, daquelas coisas únicas que poucos países nos conseguem oferecer. Emocionante ;)
SHARE:

19 outubro 2017

Objecto de desejo // as maxi mantas!

Não sei bem precisar quando me apaixonei por elas mas um belo dia andava eu pelo Pinterest a divagar quando vi uma foto dessas mantas e pensei comigo "pre-ci-so de uma coisa destas!". Não sei se existe cá em Portugal (se souberem, partilhem nos comentários) mas sei que quero uma coisa destas. E o ar confortável dessas mantas? E o quentinho que deve ser (são em lã merino, dos melhores materiais para o efeito)? E as cores maravilhosas? Quero pra ontem!

Já até consigo imaginar uma coisa destas, mega volumosa e quentinha, jogada sobre as minhas pernas enquanto eu leio um livro daqueles meeesmo bons sentada no meu cadeirão de baloiço. Sou pessoa para nunca mais me levantar dali, juro-vos. Aliás, se já é um tormento acordar cedo no inverno, que dirá acordar cedo, no frio, com uma mantinha dessas por cima da cama... acho que me deixo ficar adormecida. Coisa tão boa!

Entretanto já fui dar com ela no ebay por um precinho muito amigo (40€) e estou inclinada a encomendar. É óbvio que tenho preferência por comprar cá em Portugal (porque posso sentir a textura, porque invisto dinheiro no meu país, porque ajudo algum local e não um bando de chineses do ebay) mas por enquanto ainda não conheço ninguém cá que tenha essas lindezas à venda. Preciso mesmo de uma! :)
SHARE:

17 outubro 2017

16 coisas imperdíveis de fazer no Rio # parte 2

Hoje trago a parte II (e final) do post com as 16 dicas de coisas imperdíveis no Rio de Janeiro. Estive no Rio de Janeiro em Junho desde ano e esse post está atrasadérrimo mas antes tarde do que nunca, não é? Preparados(as)? Vamos lá!

(9) Vá conhecer a Escadaria Selarón, na Lapa: É um passeio imperdível! A obra de Jorge Selarón (pintor chileno radicado no Brasil) é assim qualquer coisa. Ele ladrilhou toooda a escadaria do bairro de Santa Teresa, no Rio, com azulejos que trouxe de diversas partes do mundo, com muitas mensagens sociais (Selarón era homosexual e passava dificuldades financeiras), numa arte urbana que emociona quem por lá passa. Em 2005 ele ganhou o título de cidadão honorário por toda a arte que emprestou ao Rio de Janeiro. Infelizmente foi assassinado brutalmente em 2013, tendo o seu corpo sido encontrado na escadalaria que lhe deu fama. A visita é totalmente gratuita e a subida faz-se bem (lá ao cimo vendem refrescos e água), mas o local não é muito seguro para andar por lá com máquinas fotográficas e afins. Eu optei por ir de metro até a Candelária e apanhar um táxi até a escadaria. Para voltar, ganhei coragem para ir a pé até o metro e quase fui assaltada por um adolescente (se não me enfio no táxi, era certinho que ficava sem nada).

(10) Coma um salgado 'podrão' de esquina: Gente, eu adoro comidinha de pobre, sabe? Comida simples, tempero caseiro, aquela coisa com gosto de comida de mãe. Adoro! Quem já foi ao Rio sabe que lá é o paraíso dos salgadinhos: coxinhas, merenda mista (que lá se chama "enroladinho de queijo e presunto"), quibe, ovo recheado, esfiha, ahhh é uma perdição! Eu não sou esquisita e adoro comer cachorro-quente de barraquinha (tipo rouloute), onde eles metem tudo e mais alguma coisa: batata-palha, cenoura, ovo de codorna, milho... uma pessoa lambuza-se toda a comer aquilo mas é uma delícia esse tipo de lanche, que o pessoal chama carinhosamente de "podrão" porque cabe lá tudo! Por várias vezes comi nessas barraquinhas de rua, salgado + refresco (geralmente guaraná natural ou caldo de cana) por 2 reais. Tipo, 0,56 cêntimos no câmbio de hoje. So-cor-ro! Não dá pra resistir!

(11) Experimenta andar de ônibus: Essa experiência eu achei que não iria fazer porque, né? Minha mãe já sofreu sequestro-relâmpago no Rio, já levou com cabo de revólver na cabeça dentro de autocarro por lá, então eu estava cheia de medo. Vivo fora do Rio há doze anos e as coisas só pioraram por lá mas comecei a ver os autocarros a passarem, pela varanda do prédio e decidi arriscar. Fui da Barra da Tijuca até o centro da cidade (50 minutos de viagem), sempre bem tranquilo: fui de calções, chinelos e mochila, super descontraída, sem objectos de valor à mostra. Adoro observar a vida da cidade pelo autocarro, o vai-e-vém de pessoas, é toooda uma experiência sociológica. Dependendo do percurso do ônibus, recomendo com certeza!

(12) Vai comprar roupa no Rio? Escolha essas: O Rio de Janeiro é uma cidade cara. Muito mais cara que Lisboa, nem duvidem disso. A roupa é cara, o sapato de qualidade também, os biquínis com lycra sedosa (tipo suplex) também são caros... então, o que sobra pra comprar? Havaianas, Melissas, produtos de cabelo (especialmente Progressivas e Alisamentos, é o paraíso!), biquínis direto das fábricas (nas lojas é um absurdo) e claro, roupa de malhar (=ginásio). Eu comprei muitos bodies de lycra estampada, vários pares de havaianas, calças de ginásio ma-ra-vi-lho-sas que deixam o corpo uma coisa: levanta o bumbum, aperta a cintura e modela o corpo todo (comprei umas dez hahaha). Esse tipo de coisa compensa muito no Rio!

SHARE:

15 outubro 2017

Fiz uma loucurinha!

E comprei estas botas da imagem!

Sim, vão até acima do joelho. Não, eu não tenho as pernas desta gaja mas tenciono usar mesmo assim. Experimentei-as na loja, senti-me super bem (e adorei me ver com elas), são do mais confortáveis que há (o salto pequenino ajuda, é um facto), são numa cor invulgar (não tinha nenhumas botas em cinzento) e foram baratas para o que são: umas botas "da moda", que talvez no ano que vem já tenha enjoado, por isso não quis comprometer-me e gastar muito dinheiro.

Por norma, malas e sapatos são sempre em pele (pela durabilidade, pela beleza e pelo conforto) mas desta vez abri uma excepção. Não vou dar 100€ por umas botas tão tendência, nem pensar. Sei que a Zara têm umas do mesmo género, em pele, mas não são para mim. Se for para investir, que seja em modelos intemporais de qualidade. Botas assim tão vistosas, só mesmo nas fast-fashion do costume.

                        (estas foram da Primark, custaram 27€ e existem também em preto)

Andei desde o ano passado de olho numas botas over the knee mas sempre achava que "não era para mim" porque tenho pernas daqui até a China e achava que só modelos de 1,80m e 50kg é que as podiam usar. E não tem nada pior do que ficar com vontade de usar algo e desistir da ideia por preconceitos parvos ou por medo da opinião dos olhos. Eu gosto? Gosto. Meu marido gosta? Adora. Então, foda-se todo o resto. Foi o que fiz e senti-me mesmo bem! Já passaram por alguma situação do género? Em que gostam mesmo de uma peça mas por complexos ou por acharem que "não era para vocês" acabaram por deixar ficar na loja?

Gostei tanto que acabei por trazer um par em preto (custou 25€), num material diferente: são maleáveis, tipo camurça, e ajustam-se lindamente (têm um cordão para dar um lacinho no topo da coxa), gosto especialmente do facto de serem dobráveis e não ocuparem quase espaço nenhum... excelente para as duas próximas viagens que tenho (tudo para países com máxima de 8ºC). Adoro!
SHARE:

13 outubro 2017

Mas serei a única maluquinha...

... a escolher a Escócia como destino de viagem no Outono?

É que estou farta de procurar dicas, roteiros, sugestões, etc por essa internet fora e a coisa não tem sido fácil. Não encontro quase nada! Epá, estamos a falar de um país que fica a 3h de viagem de Portugal, caramba, os bilhetes custam 16€ pela Ryanair (sim, apanhei 16€ a ida e 16€ a volta, acham mesmo que ficava em terra?) e mesmo assim parece ser um destino pouco escolhido pelos portugueses. Enfim, lá vou eu ter que fazer o trabalhinho de casa e descobrir o que ver, fazer e comer por lá. Depois, só por vingança, não vou partilhar no blog as minhas dicas, tomem! :P


(eu sei que já temos duas viagens internacionais em Dezembro e a ideia era não marcar mais nada até lá, porque os dois primeiros meses de 2018 vão ser "a-put#-da-loucura" no que toca a viagens e a pessoa tem que se meter a pau e guardar dinheirinho mas gente, por favor, eu não resisto a bilhetes de avião por 16€, tenham santa paciência. Foda-se que é frio, foda-se que é em low cost, foda-se que vou gastar em libras... eu quero é andar pelas Highlands (sou viciada em romances que se passam nessa região), jogar uma moedinha no Lago Ness a ver se desperto o monstro, quero ver homens de barba ruiva e saiote aos quadrados, quero dormir num castelinho de conto de fadas, quero todos os clichês escocêses! To-dos!)

E vocês que já lá foram, please, não sejam egoístas e partilhem as dicas de Glasgow, Edimburgo e Highlands, se faz favor. Sou toda ouvidos :)
SHARE:

12 outubro 2017

Vocês podem não acreditar...

... mas hoje é um daqueles dias em que eu sinto, sinto mesmo, que deveria emoldurar o calendário na parede para nunca mais me esquecer do que vivi!

Sabem quando vocês têm um problema muuuuito complicado em mãos para resolver (no meu caso, algo que se arrasta há incríveis 8 anos) e que por mais óbvia que a solução seja (e é), há mil coisas que vão surgindo e que impedem o tão desejado final feliz? Eu estava numa situação dessas. Mandavam-me ir para um lado, depois era para outro, afinal é com outra senhora, agora o processo mudou para não sei quê... e eu andava ali aflita da vida a ver o tempo passar e nada de fim à vista.

Hoje era a minha última tentativa. Ou a coisa se dava ou então desistia e abria mão daquilo. Estava-me a custar muito, é algo que eu desejo concluir há 8 anos, então imaginem o meu desespero...

Cheguei na repartição pública (esse sítio que já me rendeu histórias tão lindas... #soquenao) pelas 7h30 da manhã (só abria as 9h) e já levei com 32 pessoas à frente. Espetáculo! O segurança abriu a porta pontualmente à hora marcada, lá retirei a minha senha e postei-me a frente aos balcões de atendimento para tentar perceber em qual funcionária haveria de apostar as fichas.

Não sei se utilizam a técnica, mas eu explico-vos: sempre que precisamos de alguém com competência para nos tratar de algum processo cabeludo (finanças, segurança social, sef, notários, campos de justiça, etc...), convém "escolhermos" bem quem nos calha no atendimento - acreditem, isso pode condicionar toooodo o processo. Eu faço sempre isso: quando faltam praí umas dez senhas para chegar a minha vez dou um jeito de ficar ao pé das funcionárias e ir percebendo o diálogo delas com os utentes: se são estúpidas, irónicas, prestativas, etc... dá para fazer logo um raio-x da personalidade delas.

E era a isso que eu me dedicava, enquanto analisava as funcionárias do balcão 3, 4, 5 e 6 e pensava comigo "puta que pariu se me calha a senha para o balcão 3, estou tramada", porque a funcionária era uma besta completa, estava aos gritos com um velhote que tremia enquanto entregava papéis e ela só berrava "mas você está a perceber que vai precisar de mais papéis, não está? Percebe?? O seu processo não fica resolvido hoje, vai ter que esperar e bem...". Disse para mim mesma que se me calhasse aquela gaja, eu deixava passar a minha senha para outra pessoa (afinal, temos 3 senhas de tolerância) e iria no próximo número a chamar.

Chegou a minha senha e eis que sou sorteada: calha-me para a besta da gaja. E logo em seguida, abrem os dois balcões que estavam encerrados (1 e 2) e chamam logo os outros dois números a seguir ao meu, ficando eu sem manobra de fuga. Lá me levantei e caminhei para o balcão 3 como quem caminha para o corredor da morte. "Madruguei neste sítio para isto, para ver tudo por água abaixo..."

Comecei a explicar a minha situação e vejo a gaja a bufar e a dizer que não estava a perceber nada, que aquilo era uma enorme confusão de informações, blá blá blá. Tentei ficar calma, deixei-a perceber os documentos e ler tudo com calma. Ela vira-se para mim e diz: "Em 12 anos que estou neste Serviço nunca vi um caso como o seu...." e eu quase que chorava ali mesmo, de exaustão, de tristeza, de raiva... Não podia acreditar!

Lá me recompus e perguntei se ela poderia chamar a Chefe de Serviço e explicar a minha situação, tinha que haver uma alternativa! E ela que não, que não havia nada a fazer. Resignada, preparei-me para ir embora quando ela se levantou e caminhou até a máquina de fotocópias... e eu reparei numa situação de saúde que ela tinha (que por acaso é a mesma que um familiar meu tem, que é pouquíssimo divulgado cá em Portugal, apesar de imensa gente ter... por cá só conheço um especialista nessa área). Já estava perdida mesmo, então que se lixe! Perguntei-lhe, à cara podre: "Peço desculpas, não pude deixar de reparar que você também tem XYZ... não sei se faz algum tratamento, mas tenho um familiar com essa mesma situação e depois de anos à procura de ajuda médica sem ninguém perceber o problema, só no ano passado é que descobriu..." e ela, muito espantada, diz-me que andava há anos sem saber o nome do que tinha e que sempre lhe disseram não haver tratamento, que era uma condição hereditária...

Sentou-se novamente, pediu-me que escrevesse num papelinho o nome do especialista. Senti que ganhava terreno, então continuei... Mostrei-lhe a fotografia do meu familiar, expliquei-lhe onde estava a ser tratado, dei-lhe os contactos do médico, etc, etc... Ela perguntou-me se eu não importava de aguardar enquanto ia confirmar uma situação. Foi e voltou com a notícia mais surpreendente do mundo: afinal há solução para o meu caso! Imediatamente deu entrada nos papéis (um deles tinha a rubrica da superior, a ultrapassar o tal entrave que há 8 anos ninguém conseguia) e o resto é história. No final, já me chamava "minha linda" e tudo, sob o olhar parvo dos colegas. E eu saí dali a flutuar, só me apetecia pular, dançar, gritar de felicidade.

Ponto 1: Pode parecer ficção (e infelizmente não posso pôr aqui os dados verdadeiros que comprovam a história) mas juro-vos pela minha saúde que aconteceu tal e qual vos descrevi. Ainda estou parva até agora!

Ponto 2: Não toquei na situação da doença para ser beneficiada (mas adorei que assim fosse), já estava resignada e convicta de que não conseguiria. Nem imaginam a minha cara de parva quando ela voltou lá de dentro com os papéis carimbados e rubricados, a dizer que eu não me preocupasse que já estava feito!

Ponto 3: Cada vez mais me convenço que metade dos problemas que temos com Órgãos Públicos poderiam ser evitados se os funcionários tivessem a real vontade de ajudar a resolver problemas. A maioria parece apenas querer complicar ainda mais.

Ponto 4: A minha 'cara podre' já me meteu em vários sarilhos mas nunca antes, nestes 30 anos de vida, fiquei tão feliz por ser desbocada e por falar logo o que me vêm à mente. Ganhei uma BFF para a vida! :)
SHARE:

10 outubro 2017

Da saloia que há em mim:

O que fazer quando um dos nossos melhores clientes (senão mesmo o melhor) nos convida para o casamento dele, a realizar-se muito em breve, num sítio mega exclusivo que terá como convidados celebridades, presidentes de países e jogadores da bola? Ai, pessoas, eu não tenho estaleca para isso. A sério! Eu sei lá me comportar num sítio desse calibre! Só de segurar o convite já eu tinha as mãos a tremer... Sorri amarelo, agradeci e mudei rapidamente de assunto. Não sei se vou... Sou pessoa simples, gosto de gente comum, detesto sentir-me intimidada (seja pelo ambiente em si, seja pelas pessoas que lá estarão), como se diz na cidadezinha onde eu nasci (no interior do Rio): "vou me sentir a mosca que pousou no cocó do cavalo do bandido."

Só para perceberem bem onde eu me estaria a meter, o motorista desse cliente nos disse que a coisa é tão "tchanãm" que à chegada todas as pessoas serão 'convidadas' a deixarem os telemóveis numa sala reservada, para evitar que fotos da festa sejam colocadas na internet. Euuu? Meter-me num sítio desses? Só se fosse para me dar um fanico quando me cruzasse na casa de banho com uma celebridade qualquer e não pudesse sacar do telemóvel para pedir uma selfie (#soudessas). Que desgosto! O mais certo era eu passar o casamento a saltar de mesa em mesa com o meu caderninho a pedir autógrafos aos convidados, que eu não sou pessoa de deixar passar oportunidades destas. Ai que nervos! Metade de mim grita "nem penses em recusar, vai e leva muitos cartões de visita da empresa para distribuir, é a oportunidade do ano!" enquanto a outra metade berra "não te metas nisso, não é o teu ambiente e ainda vais passar vergonha!". Ai a minha vida! Só complicações...
SHARE:

06 outubro 2017

Decoração de Outono? Já cá canta!

Já aqui disse várias vezes e mantém-se: o Outono é a minha estação preferida do ano (a par com as festividades de Natal - que amo!), adoro o clima de Outono, as folhinhas secas pelo chão, o vento mais frio, as comidas típicas desta altura (que só sabem realmente bem no Outono), lareiras, mantas e pantufas fofas. Gosto muito de pôr uns apontamentos na decoração da minha casa, uns objectos aqui, umas coisinhas ali, espalhar umas almofadas e mantas para dar mais conforto, no fundo, gosto de vestir a casa para os dias mais frios. Fica tão charmosa :)

Comecei por fazer uma decoração mais rústica, com elementos que encontrei na minha urbanização: folhas secas, pinhas, uns galhos finos, bolotas e tudo o mais que me fizesse lembrar Outono.

As únicas 'novidades' em relação ao ano passado são a guirlanda com ramos verdes (comprei nos saldos da IKEA em Janeiro, por 3€) e como é neutra, dá para decorar com vários elementos consoante o tema, é bem versátil (na foto, foi utilizada como centro de mesa). O jarro de cortiça foi uma prenda da minha mãe, touxe-me quando foi a Castelo de Vide e eu achei o máximo! E os esquilinhos, bolotas e abóboras eu comprei num kit de decor de outono, nos supermercados Aldi, no início dessa semana (por sugestão do instagram da @themasterbedrom - se não conhecem, espreitem). Cada kit custou 3,99€ (comprei o das áboboras que entretanto pintei de branco e o das bolotas e esquilos). São tão fofinhos!

SHARE:

05 outubro 2017

Cabo Verde #2 | o resort

A escolha do hotel foi um dos fatores cruciais dessa viagem, uma vez que sabíamos que por lá passaríamos grande parte do dia e queríamos que fosse o melhor possível. Optamos pelo RIU Karamboa, um resort 5* que fica na praia de Chaves (das melhores praias da Boavista e onde está também localizado o Iberostar, outro hotel 5*). Dificilmente os hotéis da cadeia RIU desiludem, são resorts bastante completos com tudo o que é necessário para uns dias de puro descanso: comida disponível 24h/dia dividida por 5 restaurantes (3 temáticos e 2 em estilo buffet), bar dentro da piscina com cocktails, cabeleireiro e manicure, boutiques de roupa, SPA, teatro com animação nocturna, discoteca PACHA (que btw é o grande fiasco deste hotel), ginásio c/ sauna e jacuzzi, actividades aquáticas (kaiak, gaivotas, etc - por marcação), animação e dança à beira da piscina. Enfim... é coisa que nunca mais acaba e dificilmente uma pessoa fica farta.


SHARE:

01 outubro 2017

Começa o Outono e recomeço a minha saga...

Todo início do Outono é a mesma coisa: o meu cabelo, sabe-se Deus porquê, revolta-se contra mim (e contra o mundo!), dá-lhe uma coisinha qualquer e eis que ele se transforma num ser desconhecido: opaco, áspero, cheio de pontas, raiz oleosa, eu nem sei bem enumerar as mazelas todas. Pra resumir: fica ó, uma bosta!

E se tem coisa que mexe com o meu sistema é ter o cabelo em mau estado. Deve ser o meu ADN brasileiro (ainda estou para conhecer alguma brasileira que não trate o cabelo como rei) que entra logo em ação e obrigo-me a consertar a coisa. Também é verdade que nas últimas duas semanas abusei forte e feio dos fios: sol, piscina, praia, calor de 30 e tal graus, humidade louca, trancinhas à cabo-verdiana... enfim. Eu sei, tenho a minha parcela de culpa.

E como já sei o que a casa gasta e conheço de antemão aquilo que 'salva' o meu cabelo e o deixa do jeitinho que eu gosto (chama-se: Cronograma Capilar e se ainda não o conhecem, não sabem o que perdem!), lá retomei a saga H, N, R (para leigos: Hidratar, Nutrir e Reconstruir), é a única série de cuidados que deixa o meu cabelo divo! No ano passado cumpri religiosamente o protocolo mas quando consegui o cabelo de sonho deixei-me vencer pela preguiça e 'caguei' no assunto. E eu não posso, visto que faço colorações regulares (já tenho cabelos brancos e detesto-os!) e alisamentos progressivos (apenas na raiz). Cabelo com química = cabelo que precisa de cuidados, nada a fazer.

Montei todo um esquema de cuidados, comprei mil produtos (alguns já são velhos conhecidos e já sei que fazem milagres: linha Absolut Repair da L'oreal, máscara Inner Restore da Senscience, toda a linha anti-queda da Nioxin, K-Pak da Joico, etc) outros são novos integrantes que encomendei na semana passada (e estou mortinha por testar: máscara Penetraitt do Sebastian, máscara Hydration da Moroccanoil, máscara Hair Growth do Lee Stafford e afins). O que seria de mim sem as lojas de cosmético online? Amo!

P.S: Existem aí produtos que trouxe do Brasil, em Junho, portanto não vendem cá: Proteína Capilar Haskell da linha 'Bendito Seja', Bepantol Líquido da Bayer (eu seeei, é uma lástima que não vendam cá, já até liguei para a Bayer e dizem não ter previsão para comercializar o produto cá).

P.S2: Sim, eu escrevo na embalagem dos produtos (na verdade, meto só uma letra: H, N ou R, consoante a fase do Cronograma em que se inserem). Utilizo marcador permanente, uma vez que molho sempre as embalagens no duche e desta forma a escrita não sai.

E a vocês, o Outono também dá cabo dos fios? Entretanto vou ver se faço um post atualizado com a minha rotina de cuidados com o cabelo - e claro, sobre o famoso Cronograma Capilar - caso tenham alguma dúvida a respeito desse assunto, falem agora ou calem-se para sempre! :D
SHARE:

29 setembro 2017

Férias em Cabo-Verde | informações úteis

Pois bem, como vocês já adivinharam pelas fotografias, este ano as nossas férias de verão passaram por Cabo Verde, mais precisamente pela ilha da Boavista. Não foi uma viagem programada, a nossa ideia inicial era irmos para Cayo Coco, em Cuba (já temos saudades das Caraíbas, há 3 anos não metemos lá os pés... snif snif) mas este ano os furacões dominaram a região e uma semana antes da nossa viagem, ligaram da agência a informar que "não se responsabilizavam por nenhum imprevisto que pudesse acontecer durante a viagem", que é logo coisinha para nos deixar cheios de motivação pré-férias. Desistimos de imediato.

As férias este ano tinham que ser só 'sopas e descanso' (porque as últimas foram sempre a saltar de um lado para o outro e uma pessoa não descansa grande coisa) e na agência sugeriram-nos Cabo Verde. Não estava nada empolgada, para ser sincera. Nunca foi destino que me seduzisse e sempre achei as viagens para lá super caras (se considerarmos que custam tanto como uma ida à Rep. Dominicana, ao México ou a Cuba - que ficam a mais do dobro da distância).

Eis que o destino nos apresentou uma mega promoção para o hotel que queríamos, com vôos charters da TAP, regime All Inclusive, transfers, vistos, tudo e tudo... por 800€ cada (preço normal: 1150€/pessoa), logo, nem pensamos muito mais. Ficou já feito! Foi assim um last minute daqueles em bom!

 
▶ Qual ilha escolher? Cabo-Verde possui 10 ilhas, sendo 9 habitadas. Cada ilha é completamente diferente da outra (temos ilhas com praias desérticas, com vulcões, com floresta, com desertos...) e por isso é fundamental sabermos bem aquilo que pretendemos antes de escolher qual ilha visitar. As mais turísticas são a Ilha do Sal e a Ilha da Boavista. Sendo que nós queríamos praias desertas, pouca coisa para fazer além de descansar e ficar de papo para o ar... a ilha da Boavista foi a escolha óbvia.

 ▶ Hotel: Existem vários hotéis pela ilha sendo que nós somos fãs da cadeia de resorts RIU (foi onde passamos a lua-de-mel no México e ficou-nos no coração) por isso escolhemos o Riu Karamboa***** para a nossa semaninha de férias. Existem 2 resorts RIU na ilha da Boavista - o Riu Karamboa e o Riu Touareg - que é só para adultos, mas toda a gente nos dizia que a praia do Touareg era muito ventosa e com mar picado, por isso escolhemos o Karamboa. E foi bem verdade, já que no dia do nosso check in vimos dois casais a fazerem alta escandaleira na recepção porque estavam no Touareg e não conseguiam entrar na praia (sempre com bandeira vermelha) e que queriam mudar para o Karamboa - que estava com a lotação completa na nossa semana.


▶ Vôo: O vôo Lisboa-Boavista dura 4 horas e faz-se mesmo muito bem (para quem estava mentalizada que apanharia 11h de vôo, 4 horas é quase uma ponte-aérea), o aeroporto da Boavista é assim uma coisa bem peculiar (é África, pessoal) com tudo a céu aberto, nada de ar-condicionado, uma coisa assim tipo Freeport, estão a ver?

 ▶ Melhor altura para ir: Por ser um país com temperatura constante ao longo de todo o ano, em qualquer estação é possível curtir a ilha, contudo os meses de 'chuva' são de agosto a outubro (apesar de até a data ainda não ter chovido este ano na ilha). Fomos a meio de Setembro e apanhamos sempre imenso sol, pouco vento, águas mornas e apenas em dois dias tivemos períodos de sol encoberto mas nada que nos conseguisse arrancar da piscina.

▶ O que visitar: A ilha da Boavista ainda é 'recente' em termos de turismo (só tem 15 anos que a ilha 'abriu-se' para o turismo) por isso não existe tanta coisa assim para fazer. E era mesmo isso que queríamos: belezas naturais, praia, boa comida e pouco mais. Mas é claro que eu não sou pessoa de estar enfiada num resort por uma semana inteira sem explorar a ilha de verdade, por isso fizemos vários passeios: fomos à Reserva Natural das Tartarugas à noite (para ver a desova das tartarugas marinhas - experiência que recomendo a 100%, aquilo é incrível!), fomos ao Deserto de Viana de pick up, exploramos as praias mais desertas do sol (Praia de Santa Mônica, Varandinha e Curralinho), fomos ao norte conhecer as povoações mais antigas da ilha, conhecemos a Favela da Boa Esperança (a zona mais miserável que já vi até a data), fomos conhecer uma Escola Primária e entregar artigos escolares aos miúdos (experiência que vou guardar no coração), enfim... recomendo que saiam dos resorts, que explorem, conheçam... só assim conseguimos 'sentir' a ilha e perceber como vivem de facto aquelas pessoas. Vale tão a pena!




Fui sem grandes expectativas e voltei de coração cheio! Adorei a ilha, mas sobretudo adorei as pessoas de lá. Que gente fantástica, sempre de sorriso nos lábios! Pude compreender o verdadeiro significado da 'morabeza', que só eles sabem mostrar ;)

(Nos próximos posts farei um relato mais detalhado de toda a viagem, quem sabe não entusiasmo alguém a passar lá as próximas férias?)
SHARE:

27 setembro 2017

Quão frustrante isso pode ser?

A pessoa poderia ter ficado 7, 9 ou 11 noites no seu destino de férias. A pessoa decide ficar menos dias porque a mana vai fazer uma cirurgia e não há férias, por mais tentadoras que sejam, capazes de arrancar a pessoa do lado da sua pequenina. A pessoa interrompe as férias e regressa a Portugal para estar ali ao lado da mana a segurar-lhe na mãozinha enquanto lhe dão a anestesia geral. Assim que sai do avião da TAP a pessoa recebe uma mensagem da mãe a dizer "a cirurgia foi adiada para a semana que vem, o seguro ainda não liberou a pré-autorização e o hospital não consegue mais vagas para esta semana, só na próxima".

Até me falhou uma batida no coração. A sério? Foda-se que isto dos seguros de saúde e as suas pré-autorizações são toooda uma odisseia. Ninguém merece.

(entretanto consolo-me a pensar que daqui a dois meses já estou novamente a voar mas porra, são férias no frio, num país gélido, com alguma neve... eu queria era o sol no lombo! Enfim... é a vida, nada a fazer). Vou ali chorar enquanto revejo as 800 fotos que tirámos nestes dias tão bons! Ahhhhhhhh!
SHARE:

25 setembro 2017

Vocês são minhas testemunhas:

... e por isso afirmo: "nunca mais vou refilar de fazer férias em resorts de regime tudo incluído". Sou sempre a pessoa que fica farta da comida dos buffets, que fica saturada da animação, das mesmas músicas, do 'não fazer nada', que fica em pulgas para sair de mochila às costas explorar aquele país de ponta a ponta. Sim, essa sou eu, prazer. (mas devo confessar que estas férias, 100% ao estilo do senhor meu marido  = não fazer a ponta de um corno, estão a saber tããão bem!)

Não sei se regresso, minha gente. Estou seriamente tentada a ficar por aqui durante uns tempos (especialmente de Novembro a Fevereiro, só assim por causa das tosses - e do frio). Talvez alugar uma barraquinha em frente a essa praia quentinha, vender uns cocos (há com fartura nessa ilha)... vou amadurecer um bocadinho a ideia mas se entretanto eu resolver desaparecer pelos próximos dias, então já sabem: fiquei por cá.
SHARE:

22 setembro 2017

O que eu fui descobrir...

Já dizia a minha avó: "filha, tem coisa que é melhor a gente nem saber e viver na abençoada ignorância..." e ela estava bem certa! Aqui há dias comecei a ver um monte de gente (amigos/familiares brasileiros) partilhar um vídeo no facebook de um tal de Pabllo Vittar (que nunca tinha ouvido falar). Lá fui eu carregar na porcaria do vídeo... e a raça da música não me sai da cabeça! É que nem sequer é estilo de música que eu gosto (para começar, um travesti a cantar é coisa que por si só já me desmotiva), mas acho que existe uma regra qualquer que diz que quanto pior é a música, maior é a probabilidade dela ficar a ecoar no nosso ouvido por dias e dias... (lembram-se do Despacito? Já não a podia ouvir).

E pronto, mais valia era ter estado quietinha e não ter carregado no play mas a pessoa é curiosa. E agora passo o dia a cantarolar: "(...) vai passar mal, viro sua mente com meu corpo sensual, minha boca é quente, vem, não tem igual, tá todo carente..." Para o que me havia de dar, senhores!

(conselho de amiga: não carreguem no play!)

SHARE:

20 setembro 2017

Eu, culpada, confesso: #2

Não perco uma "boa" história por nada nesse mundo!

Como assim, Anne? Pessoas, eu sou muito curiosa. Acho mesmo que passo todos os limites da curiosidade, eu não caibo em mim quando quero descobrir alguma coisa. Se uma pessoa falar para mim "olha, eu depois preciso te contar uma coisa... lembra-me mais tarde" eu fico louca, é mesmo o pior que me podem fazer. Eu não durmo, eu não como, eu não faço NADA até que essa pessoa chegue até mim e conte. Acho que isso já ultrapassa os níveis normais de curiosidade de uma pessoa, certo?

Tudo isso para dizer que esses dias fui lanchar num café a meio da tarde (só tinha feito 20 minutos de hora de almoço e 'guardei' o restante para lanchar depois) e enquanto eu comia a minha tosta e lia as desgraças no Correio da Manhã, estalou uma mega confusão no café, uma gritaria daquelas, uma senhora a brigar com outra senhora (esta era de etnia cigana - já podem imaginar o sururu que foi), ameaças com polícias, o dono do café a ter que ir separá-las enquanto a cigana se ria e dizia que bem podia chamar a polícia que ela não tinha medo, que os polícias com ela não se metiam... E eu ali, especada com a minha tosta na mão, a apreciar o espetáculo. Demorei o triplo do tempo que demoro normalmente, só para inteirar-me de toda a confusão. Sim, adoro essas cusquices de bairro! Mas alguma vez eu era capaz de me ir embora do café e perder o desfecho da confusão? Ahahaha nem pensar!

Eu sei que é feio, que ninguém assume que gosta de ouvir as barracadas dos outros mas eu assumo sem problemas: eu divirto-me! Dou gargalhadas internas enquanto penso "havia de ser comigo...". No outro dia, nas raras vezes em que apanho o metro, presenciei uma acalorada briga de namorados, daquelas com direito a insultos em alto e bom som. Era suposto eu sair no metro do Chiado mas curiosa que eu estava com a briga, deixei passar duas estações para acompanhar o desfecho (sim, pessoas, eu não sou normal). Depois tive que apanhar um elétrico e voltar tudo para trás mas era o meu dia de folga, valia a pena perder uns minutinhos para ficar a saber do bafão! :P

Quem está comigo no time das cuscas? ;)
SHARE:

15 setembro 2017

Rumo ao meu 15º país:


Finalmente! Este ano a coisa foi agreste e ficou decidida ali nos últimos minutos... Primeiro falou-se em Tailândia (é um dos meus sonhos) mas eu só queria em ir em Novembro por que é quando acontece o Loy Krathong (isto) e o meu marido precisava de férias de verão porque os últimos meses foram caóticos no trabalho. Ficou decidido que seria Cuba (mais precisamente Cayo Coco), viagem acertada com a agência (por norma quando são viagens de resort all inclusive fazemos com agência, financeiramente compensa mais, os preços são imbatíveis), entretanto o furacão Irma surge em todo o seu esplendor, a agência cancela o pacote e sugere-nos outros dois destinos, sendo que nenhum dos dois me fascinava propriamente. Preconceitos, eu sei. Deixei que o marido escolhesse por nós e está feito! Não penso mais no assunto. Tem sol? Tem. Tem praias quentes e turquesas? Tem. Tem comida 24h? Yes. Então, não há como não aproveitar! Vou sem grandes expectativas, espero ser surpreendida. Até daqui a 9 dias, pessoas!
SHARE:

14 setembro 2017

Dica // Tshirts básicas 100% Algodão by C&A

Ontem aproveitei a manhã livre para ir ao dentista (sim, pessoas, eu vou ao dentista de 3 em 3 meses, sou #alokadosdentes) e na volta parei no Colombo para lamber montras almoçar e claro, dar um vistaço às lojas assim como quem não quer a coisa (mas querendo, óbvio). Entrei na C&A (por norma é onde encontro as melhores calças de ganga para o meu formato de corpo) e vi que estavam com uma mega promoção nas t-shirts básicas em algodão orgânico (o tecido que mais gosto: macio, suave e resistente). T-shirts básicas dão sempre jeito e são a peça fundamental para podermos ousar no resto do look com uma peça mais extravagante.

Eu tinha um pouco de preconceito com a C&A (não sei porquê!) mas ultimamente tenho feito bons achados por lá, especialmente nos básicos. O algodão biológico deles é do melhor que há! As t-shirts custavam 9,90€ cada e estavam a 3,99€ pelo que agarrei em uma de cada cor!

Trouxe em branco (duas), laranja, azul escuro, cor-de-rosa e preto às bolinhas. O algodão dessas t-shirts tem uma lavagem especial (eles chamam de 'stone') que as deixa com um ar mais desgastado, acho muito estiloso. Têm um bolsinho à frente e um tecido com toque super macio...

Como estou em fase de arrumar a mala (finalmente, férias à vista! Depois do furacão Irma ter arrasado a nossa viagem às Caraíbas, lá tivemos que escolher outro destino) já meti as mais coloridas na mala, afinal, vou para um sítio cheio de cor e sol, quero é roupas vistosas e coloridas! :) As cores mais sóbrias (branco e azul escuro) ficam para o início do Outono. Se precisam de básicos de qualidade a preços incríveis, acho que devem passar pela C&A nos próximos dias. Quem avisa, vossa amiga é!
SHARE:

10 setembro 2017

Da demora no atendimento em lojas:

Não sei se é de mim ou se é um novo fenómeno que têm vindo a perseguir a minha pessoa. Falo das lojas com os seus 'funcionários fantasmas'. Do género, entras numa loja, andas vinte minutos às voltas na esperança (vã) de encontrares algum vendedor que te esclareça uma qualquer situação, ficas farta e decides comprar sem ajudas, entretanto vais para a caixa pagar e de cinco caixas só têm uma a funcionar, com uma fila que dá voltas à loja. Esta situação vos é familiar?

A mim infelizmente é. Tenho vindo a presenciar cada vez mais situações destas e fico possuída. Que falta de respeito é essa com o consumidor? Então agora sou obrigada a demorar 1 hora a comprar uma coisa que demoro 15 minutos porque a loja só tem um vendedor para atender a 30 clientes? Isso faz algum sentido? Só se for aos patrões que poupam na contratação de mais gente.

Lojas onde acontece imenso esse tipo de situação:

--» Lidl: Epá, eu já evito ir a esse supermercado (apesar de adorar os produtos de lá). Não dá, de cada vez que lá vou a fila é enorme, só têm uma caixa a funcionar (as outras quatro estão fechadas), peço para abrirem uma nova caixa e respondem-me que o colega da outra caixa está a fazer reposição de produto em loja. Bela resposta, hã?

--» Staples: Outra que já nem passo perto (só quando se metem a fazer promoção de 'dia sem IVA' e mesmo assim tenho que estar a querer muito um produto para me submeter a tal coisa), os funcionários são inexistentes (há um no centro de cópias, outro numa caixa qualquer e um terceiro a passear pela loja e a atender 34 clientes ao mesmo tempo). Não dá para mim.

--» Conforama: Uiii o que haveria para dizer desta loja. A de Cascais é excelente mas a de Sintra... ui. Toda vez que lá vou acabo por assinar o Livro de Reclamações, é um mimo! Da última vez (agora nestes saldos) fui em busca de uma cabeceira de cama, estive 20 minutos contados à espera que me atendessem, entretanto quando finalmente consigo falar com a vendedora, esta diz-me que não é daquela secção e que eu tinha que procurar um colega dos colchões. Vou à procura do colega da área de colchões mas o mesmo está na área dos sofás porque o colega dessa área está de férias. Que nervos! Foram uns bons 40 minutos a bufar pela loja, a chamar pela gerente e claro, terminou comigo a assinar no Livro de Reclamações. Fujo deles!

--» Caixa Geral de Depósitos: Eu tenho um pó a esse banco que nem vos digo! Filas, filas, senhas, senhas.... uma caixa aberta contra outras três fechadas. Meio mundo com prioridade a passar-me a frente, é uma maravilha. Ali não vale a pena, que ninguém abre mais caixas apesar dos pedidos. "Não temos mais pessoal para vir para as caixas...". Toma e embrulha!

--» Devoluções e Trocas da IKEA: Nem tenho palavras! A sério, é um abuso completo. Nunca consegui uma senha que tivesse menos de 20 pessoas à minha frente. Eles possuem 9 caixas para atendimento ao público no Apoio ao Cliente e é raro estarem mais de 4 a funcionar. Passo mal, a sério. Até já conheço a Responsável, a sra. Luísa, da última vez em que lá estive, depois de 45 minutos de espera (e com metade das caixas fechadas), lá preenchi o livrinho e pedi para falar com a senhora, que só me dizia coisas como "é que tenho muita gente da equipa de férias..." mas porra, que raio tenho eu a ver com isso? Preciso perder eu um dia de férias para tratar da devolução de uma estante KALLAX? A sério?

E mais haveria para incluir nessa lista mas vocês já perceberam a ideia, certo? É um absurdo o que nos tentam enfiar pelos olhos. Não somos obrigados a esperar quando existem várias caixas para serem abertas. Eu sou leiga nisto do Código do Consumidor mas sei que no Brasil, por exemplo, se houver mais de 5 pessoas à espera para atendimento e existirem caixas encerradas, o estabelecimento é OBRIGADO a abrir mais caixas até escoar o fluxo de clientes. Alguém sabe se cá em Portugal existe algo do género? Procurei na internet mas não encontrei nada sobre o assunto...  Para piorar a situação, as pessoas têm vergonha de refilar, deixam andar, acomodam-se... e depois os patrões aproveitam-se e reduzem as equipas a mínimos vergonhosos, obrigando-os a trabalhar por dois ou três, sempre a aviar, sempre sob tensão constante e pior, a ter que levar com o descontentamento e reclamação por parte dos clientes. É óbvio que os funcionários não têm culpa desta situação, mas o consumidor (nós!) temque refilar, temos que pedir o Livro de Reclamações, temos que fazer queixa, chamar o responsável... é inadmissível!

Eu faço a minha parte, não tolero esse tipo de coisa. Odeio estar a queimar tempo em filas quando poderia despachar aquele assunto em menos de nada. Time is money.

 E vocês, têm sentido na pele esse fenómeno no atendimento em lojas? Quais são as piores lojas, onde o tempo de espera é realmente um abuso? Partilhem comigo :)
SHARE:

09 setembro 2017

Fronhas 100% seda - uma mariquice que dá um jeitaço!


Quando partilhei essa foto no Instagram, sobre a minha nova fronha 'mágica', choveram comentários e mensagens privadas a perguntar qual era a marca, onde tinha comprado, preços e todas essas coisas.
Como é um assunto de suma importância #sóquenão, mas que faz toooda a diferença no nosso acordar, resolvi partilhar a dica.

Já partilhei com vocês que de todas as qualidades que um cabelo pode ter (cheiroso, macio, hidratado, etc...), o requisito "brilho" é aquele que faz o meu coração bater mais forte. Um cabelo brilhante, com aquele brilho espelhado, é tudo! Amo! Estou sempre a testar novos produtos, tratamentos e acessórios que me permitam sair por aí espalhando magia e batendo o cabelón cheio de brilho na cara das inimigas hahaha.

Na minha última ida ao cabeleireiro, ele falou-me das fronhas de seda e teceu tantos elogios que eu fiquei super curiosa! As fronhas em tecidos como o algodão possuem uma fibra áspera que faz imenso atrito com a nossa pele do rosto e cabelos, afinal, passamos pelo menos 8 horas a roçar-nos nas almofadas (eu então... tenho mau dormir, viro para lá, viro para cá...). Dormia com um coque no alto da cabeça mas mesmo assim acordava sempre com o cabelo áspero e opaco.

Com a fronha de seda (ou cetim), as fibras são diferentes: alinhadas e delicadas, logo, não agridem os fios, não fazem atrito com a cutícula do cabelo nem da pele, por isso, não 'roubam' hidratação do cabelo. Acordamos lindas e maravilhosas! :D


As vantagens são muitas: 
  • Fios muito mais hidratados, que não acordam emaranhados e ásperos.
  • Evita a quebra do cabelo já que os fios não ficam amassados contra o tecido mas antes deslizam.
  • Previne as rugas do rosto, sabem aquela coisa de acordamos com a cara toda amassada? Com essa fronha isso não existe. Eu fiquei parva ao ver como uma coisa tão simples e acessível fez tanta diferença... 
Comprei a minha no Ebay (existem vários tipos à venda) mas escolhi a que era 100% seda natural, ainda procurei por cá mas era caríssimo. Paguei cerca de 6€ pela fronha, havia em várias cores, escolhi a rosinha clara e por ser só de atar, deixo-a guardada dentro da mesinha de cabeceira e na hora de dormir coloco-a na almofada. Estou a usar desde a semana passada e nossa, que diferença!

O link onde comprei é este: aqui. Entretanto já encomendei uma cinzenta, assim posso variar enquanto a rosa for para lavar. Já tinham ouvido falar sobre esse truque de beleza? O pessoal mais antigo é que costumava usar essas fronhas, eles é que sabem das coisas ;)
SHARE:

07 setembro 2017

3 anos de casamento ❤

E continua a ser tão bom como naquele dia 26 de Fevereiro de 2005 (quando tudo começou...). Continuo feliz com a minha escolha (escolheria de novo e de novo e ainda de novo), continuo a achar que foste feito para mim, continuo com aquele brilho nos olhos quando fazemos planos para o futuro, continuo a achar que sou muito abençoada por dormir e acordar todos os dias ao teu lado. Marido melhor era impossível de existir! Obrigada por tudo, meu bem! Esses três anos foram do caraças, mal posso esperar pelos próximos!

Se há música que oiço e penso "somos nós, é tão a nossa cara", esta é uma delas... Na voz da minha diva Alcione*:

Olha, você tem todas as coisas
Que um dia sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não importa, eu gosto mesmo assim

Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui

(...)
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor
Agora é pra valer

Olha
Vem comigo aonde eu for
Seja meu amante, meu amado, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor


*Acho que nunca tinha partilhado aqui mas adoro as músicas da Alcione (culpa da minha mãe que é a fã nº1) e tive o privilégio de assisti-la na semana passada, no Coliseu dos Recreios, com aquele vozeirão que arrepia qualquer um (partilhei no instagram). E ainda ganhei autógrafo e foto com ela porque sou dessas :D
SHARE:

05 setembro 2017

Dia do Escambo (ou como ir às compras sem gastar)

No meu grupo de amigas mais chegadas (colegas tenho muitas mas amigas, amigas de verdade, conto nos dedos das mãos), temos por hábito escolher dois dias no ano em que fazemos o nosso já famoso 'Dia do Escambo'. E o que é isso, Anne? - perguntam vocês. Nada mais é do que reunirmos objectos dos quais já não gostamos/queremos/usamos, identificá-los consoante o preço que custou (temos bolinhas autocolantes coloridas para isso) e trocarmos entre nós. Escambo, no puro sentido da palavra, significa 'troca comercial de artigos sem compensação monetária' e é a forma como os nossos antepassados faziam as sua compras e vendas (numa altura em que não existia o dinheiro).

Isso começou quando a Joana, uma das minhas amigas, foi viver dois anos para Londres e como no início tinha que poupar muuuito, fazia as compras de moda (roupa, sapato, malas) em lojas de roupa de 2ª mão (as conhecidas Charity Shop). Quando regressou a Portugal, um dia sugeriu que fizéssemos em casa dela o 'Dia do Escambo', onde cada uma de nós (somos 8 gajas) levava as peças que já não queria e faríamos todas em conjunto a classificação das peças consoante o estado/marca/preço.


SHARE:

03 setembro 2017

Apaixonados(as) por viagens, cheguem-se aqui:

Como vossa amiga que sou, venho partilhar com vocês (se calhar até já sabem mas não se perde nada em dizer) que a nossa amiga Ryanair está com 20% de desconto em vários destinos (para voar a partir de 1 de Novembro) e que esta boa amiga aqui acaba de comprar viagem para duas pessoas (eu e o meu amor, of course) por míseros 79,90€. Para Dezembro (que é dos meus meses preferidos). Visitar os mercadinhos de natal da Alemanha. (Ainda fiquei em dúvida se esse destino ou se íamos a Dublin - que também está a 21€ e eu não conheço, mas venceu o apelo dos mercados de Natal...).

Também aproveitaram a promoção?

Nos entretantos ando aqui a decidir (mesmo de última hora) a nossa viagem de verão (sempre em Setembro, por causa do trabalho). O meu marido bateu o pé que tem que ser um resort All Inclusive (o tipo de férias que menos gosto, mas pronto, também não pode ser tudo à minha maneira - mas eu gostava que fosse hahaha) e a dúvida que nos assola é: República Dominicana ou Cabo Verde. Sendo que eu estou inclinada para o 1º destino e ele para o 2º. A coisa promete! Se já estiveram num ou outro destino, podem dar a vossa opinião? Do que gostaram e do que não gostaram? Fico muito grata! :D
SHARE:

31 agosto 2017

Descobertas Históricas...

Ainda não tinha tido oportunidade (leia-se: tempo) de vir aqui comentar sobre o assunto mas desde a semana passada que ando a tratar de fazer a minha Árvore Genealógica e a experiência tem sido incrível! Aconselho a toda a gente que tenha curiosidade para saber as suas origens, aquela curiosidade de saber 'de onde viemos', sabem? Eu sempre adorei  tudo o que seja ligado ao passado, adoro ouvir histórias antigas sobre antepassados, é coisa que me deixa super emocionada (não me perguntem o motivo). Adoro as histórias de imigração que desde sempre existiu na minha família (o avô paterno viajou para o Brasil num navio de carga que saiu da Turquia, a minha bisavó materna fugiu de Viana do Castelo e foi assentar arraiais no Rio de Janeiro...). Só aventuras! Sabem como é, naquele tempo não havia cá instagram, nem wifi, nem iPhone... as pessoas tinham de se entreter com outras coisas :D

Desde que comecei a pegar na história dos meus antepassados que tenho feito descobertas deliciosas! Por exemplo, estive a investigar a Certidão de Nascimento do meu avô materno (que nasceu em Viana do Castelo) e sabem o que eu descobri? Vejam com os vossos próprios olhos:


Descobri que a minha trisavó, a distinta sra. Beatris Gonçalves.... foi mãe solteira! O escândalo? Epá, estamos a falar dos modernos anos de 1912, num vilarejo chamado Vilar das Almas que hoje (em 2017, portanto) conta com distintos 372 habitantes. Imaginem em 1912 o forrobodó que não havia de ser para aqueles lados! Se ainda hoje ser mãe solteira carrega um quê de estigma, imaginem em 1912? Quase que posso ouvir as velhas cuscas nas janelas "ô Maria, não quero que fales com aquela perdida da Beatris, mulher direita não anda por aí a engravidar fora do casamento!" - pronto, isto é a minha imaginação fértil a falar mas acho que a coisa não seria muito diferente.

Sempre achei estranho a minha bisavó Aurora (que tive a felicidade de conhecer e conviver até os meus 7 anos, quando ela faleceu) só ter um apelido. Eu tenho uma carruagem de nomes (cinco, na verdade) e fazia-me impressão ela ter um nome tão curto: Aurora Gonçalves. Hoje descobri o motivo e o mais irónico da coisa é que essa minha bisavó nunca aprovou o facto do filho (meu avô, português branquinho dos olhos claros) ter-se casado com uma brasileira morena e pobre (a gata da minha avó!). Não foi, sequer, ao casamento do próprio filho, como represália! Tanto preconceito... e vai-se a ver descubro que a mãe dela era a piriguete da aldeia hahaha. Eu posso com um negócio desses? 

(nota-se muito que estou a divertir-me horrores com os filmes e diálogos que a minha cabeça inventa sempre que descubro uma qualquer ponta solta? Adoroooo!)

Infelizmente a árvore genealógica vai terminar na safadinha da Beatris (não tenho mais nenhum elemento antes dela). Giro giro era existir um sítio onde pudéssemos ter acesso a documentos antigos dos nossos antepassados, não acham? Se conhecerem algum sítio onde eu possa descobrir mais coisas, avisem que eu ando à procura de familiares perdidos!
SHARE:

28 agosto 2017

Orange vibe!

Não sei se também vos acontece (quero acreditar que sim e que não sou a única 'maluca' do pedaço), mas eu sinto uma certa 'predileção' por algumas cores durante uns meses... e depois nem as posso ver à frente. No início do ano estava na fase dos amarelos. Comprei uma mala amarela, calções amarelos, até um fato de banho amarelo, toda eu estava na onda do amarelão, cor do sol. Agora, com o fim do verão, já não suporto ver nada nessa cor, quero distância... É como eu sempre digo: com a mesma força com que amo, passado uns meses já não gosto mais. Nem sei como ainda continuo (quase) 3 anos casada com o mesmo marido! :P

Agora ando na fase dos laranjas... Tudo nesse cor tem me feito virar a cabeça e olhar duas vezes. Adoro! Acho que combina demais com o meu tom de pele quente (especialmente agora que estou mais bronzeada) e tenho redescoberto vários acessórios nessa cor, alguns que já não usava há tempos! É tão bom quando voltamos a nos apaixonar por coisas que já andavam no nosso armário!


Na foto, a única coisa 'nova' é a clutch de acrílico e corrente dourada, que ganhei da minha mãe nestes saldos, queria muito uma mala nesse estilo para saídas à noite: dá com tudo e é super diferente!

// Capa para o iPhone // Michael Kors
// Vaporizador de perfume // Travalo;
// Bracelete Kelly Dog // Hermès

Os acessórios em tons como o laranja, o ocre e o tijolo são perfeitos para fazermos a transição verão-outono sem nos sentirmos altamente depressivas (pois é, o verão está a caminhar para o fim), visto que não é nenhuma cor rato-acinzentado-deslavado. Vamos ver até quando vai a minha paixonite pelo laranja, se durar até o Outono já fico feliz ;) E vocês, também criam "pancas" com determinadas cores? 
SHARE:

27 agosto 2017

O meu pai.

Completa hoje 57 primaveras.
Tem menos cabelos brancos do que eu (o que eu considero uma verdadeira afronta!)
É a pessoa mais trabalhadora que eu conheço nessa vida. Mesmo com mais de vinte funcionários e com duas lojas, é raro a semana em que descansa dois dias (o normal é só descansar ao domingo).
Adora pescar e ama tudo o que venha do mar.
Teimoso, perfeccionista (sim, tenho mesmo a quem puxar), adora criticar o que considera errado (é a característica que mais nos distancia), inventa alcunhas para toda a gente e nos diverte.

Com todos os defeitos e qualidades, com todos os resmungos, as discussões e brigas que já tivemos (na adolescência então, a coisa foi punk), com todos os questionamentos que tive, com tudo isso... ele é o meu velho. O responsável por metade daquilo que eu sou, 50% de mim sempre será ‘do meu pai’ e apesar de não gostar muito do meu ‘olho pequenino’ que dificulta a minha maquilhagem  (e que é idêntico ao dele) ou do meu cabelo crespo (que me faz gastar rios de dinheiro em alisamentos e cabeleireiros), são essas coisas que me aproximam ainda mais do meu pai. Olho no espelho e vejo tantas partes dele em mim... Coisas que só a maturidade me fez enxergar. 

Não tivemos (e não temos) uma relação perfeita – estamos separados por um oceano inteiro, só para começar – mas o tempo tem sido nosso aliado e estamos juntos na tarefa de criar novas memórias e fortalecer o amor. Só assim faz sentido :) 

Hoje é o dia desse árabe que vive me cobrando um neto ("um homem não pode morrer sem segurar um neto ao colo... Na sua idade eu já era pai de dois!"), que adora implicar comigo só para que eu exploda e diga um monte de besteira, que faz drama e diz que está à beira da morte para me ver correr de volta para o Brasil... é o dia dele, dessa pessoa que demorei a entender mas que hoje amo com todo o meu coração.  
Te amo, pai.
SHARE:
© A GAROTA DE IPANEMA . All rights reserved.
MINIMAL BLOGGER TEMPLATES BY pipdig