15 setembro 2017

Rumo ao meu 15º país:


Finalmente! Este ano a coisa foi agreste e ficou decidida ali nos últimos minutos... Primeiro falou-se em Tailândia (é um dos meus sonhos) mas eu só queria em ir em Novembro por que é quando acontece o Loy Krathong (isto) e o meu marido precisava de férias de verão porque os últimos meses foram caóticos no trabalho. Ficou decidido que seria Cuba (mais precisamente Cayo Coco), viagem acertada com a agência (por norma quando são viagens de resort all inclusive fazemos com agência, financeiramente compensa mais, os preços são imbatíveis), entretanto o furacão Irma surge em todo o seu esplendor, a agência cancela o pacote e sugere-nos outros dois destinos, sendo que nenhum dos dois me fascinava propriamente. Preconceitos, eu sei. Deixei que o marido escolhesse por nós e está feito! Não penso mais no assunto. Tem sol? Tem. Tem praias quentes e turquesas? Tem. Tem comida 24h? Yes. Então, não há como não aproveitar! Vou sem grandes expectativas, espero ser surpreendida. Até daqui a 9 dias, pessoas!
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14 setembro 2017

Dica // Tshirts básicas 100% Algodão by C&A

Ontem aproveitei a manhã livre para ir ao dentista (sim, pessoas, eu vou ao dentista de 3 em 3 meses, sou #alokadosdentes) e na volta parei no Colombo para lamber montras almoçar e claro, dar um vistaço às lojas assim como quem não quer a coisa (mas querendo, óbvio). Entrei na C&A (por norma é onde encontro as melhores calças de ganga para o meu formato de corpo) e vi que estavam com uma mega promoção nas t-shirts básicas em algodão orgânico (o tecido que mais gosto: macio, suave e resistente). T-shirts básicas dão sempre jeito e são a peça fundamental para podermos ousar no resto do look com uma peça mais extravagante.

Eu tinha um pouco de preconceito com a C&A (não sei porquê!) mas ultimamente tenho feito bons achados por lá, especialmente nos básicos. O algodão biológico deles é do melhor que há! As t-shirts custavam 9,90€ cada e estavam a 3,99€ pelo que agarrei em uma de cada cor!

Trouxe em branco (duas), laranja, azul escuro, cor-de-rosa e preto às bolinhas. O algodão dessas t-shirts tem uma lavagem especial (eles chamam de 'stone') que as deixa com um ar mais desgastado, acho muito estiloso. Têm um bolsinho à frente e um tecido com toque super macio...

Como estou em fase de arrumar a mala (finalmente, férias à vista! Depois do furacão Irma ter arrasado a nossa viagem às Caraíbas, lá tivemos que escolher outro destino) já meti as mais coloridas na mala, afinal, vou para um sítio cheio de cor e sol, quero é roupas vistosas e coloridas! :) As cores mais sóbrias (branco e azul escuro) ficam para o início do Outono. Se precisam de básicos de qualidade a preços incríveis, acho que devem passar pela C&A nos próximos dias. Quem avisa, vossa amiga é!
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10 setembro 2017

Da demora no atendimento em lojas:

Não sei se é de mim ou se é um novo fenómeno que têm vindo a perseguir a minha pessoa. Falo das lojas com os seus 'funcionários fantasmas'. Do género, entras numa loja, andas vinte minutos às voltas na esperança (vã) de encontrares algum vendedor que te esclareça uma qualquer situação, ficas farta e decides comprar sem ajudas, entretanto vais para a caixa pagar e de cinco caixas só têm uma a funcionar, com uma fila que dá voltas à loja. Esta situação vos é familiar?

A mim infelizmente é. Tenho vindo a presenciar cada vez mais situações destas e fico possuída. Que falta de respeito é essa com o consumidor? Então agora sou obrigada a demorar 1 hora a comprar uma coisa que demoro 15 minutos porque a loja só tem um vendedor para atender a 30 clientes? Isso faz algum sentido? Só se for aos patrões que poupam na contratação de mais gente.

Lojas onde acontece imenso esse tipo de situação:

--» Lidl: Epá, eu já evito ir a esse supermercado (apesar de adorar os produtos de lá). Não dá, de cada vez que lá vou a fila é enorme, só têm uma caixa a funcionar (as outras quatro estão fechadas), peço para abrirem uma nova caixa e respondem-me que o colega da outra caixa está a fazer reposição de produto em loja. Bela resposta, hã?

--» Staples: Outra que já nem passo perto (só quando se metem a fazer promoção de 'dia sem IVA' e mesmo assim tenho que estar a querer muito um produto para me submeter a tal coisa), os funcionários são inexistentes (há um no centro de cópias, outro numa caixa qualquer e um terceiro a passear pela loja e a atender 34 clientes ao mesmo tempo). Não dá para mim.

--» Conforama: Uiii o que haveria para dizer desta loja. A de Cascais é excelente mas a de Sintra... ui. Toda vez que lá vou acabo por assinar o Livro de Reclamações, é um mimo! Da última vez (agora nestes saldos) fui em busca de uma cabeceira de cama, estive 20 minutos contados à espera que me atendessem, entretanto quando finalmente consigo falar com a vendedora, esta diz-me que não é daquela secção e que eu tinha que procurar um colega dos colchões. Vou à procura do colega da área de colchões mas o mesmo está na área dos sofás porque o colega dessa área está de férias. Que nervos! Foram uns bons 40 minutos a bufar pela loja, a chamar pela gerente e claro, terminou comigo a assinar no Livro de Reclamações. Fujo deles!

--» Caixa Geral de Depósitos: Eu tenho um pó a esse banco que nem vos digo! Filas, filas, senhas, senhas.... uma caixa aberta contra outras três fechadas. Meio mundo com prioridade a passar-me a frente, é uma maravilha. Ali não vale a pena, que ninguém abre mais caixas apesar dos pedidos. "Não temos mais pessoal para vir para as caixas...". Toma e embrulha!

--» Devoluções e Trocas da IKEA: Nem tenho palavras! A sério, é um abuso completo. Nunca consegui uma senha que tivesse menos de 20 pessoas à minha frente. Eles possuem 9 caixas para atendimento ao público no Apoio ao Cliente e é raro estarem mais de 4 a funcionar. Passo mal, a sério. Até já conheço a Responsável, a sra. Luísa, da última vez em que lá estive, depois de 45 minutos de espera (e com metade das caixas fechadas), lá preenchi o livrinho e pedi para falar com a senhora, que só me dizia coisas como "é que tenho muita gente da equipa de férias..." mas porra, que raio tenho eu a ver com isso? Preciso perder eu um dia de férias para tratar da devolução de uma estante KALLAX? A sério?

E mais haveria para incluir nessa lista mas vocês já perceberam a ideia, certo? É um absurdo o que nos tentam enfiar pelos olhos. Não somos obrigados a esperar quando existem várias caixas para serem abertas. Eu sou leiga nisto do Código do Consumidor mas sei que no Brasil, por exemplo, se houver mais de 5 pessoas à espera para atendimento e existirem caixas encerradas, o estabelecimento é OBRIGADO a abrir mais caixas até escoar o fluxo de clientes. Alguém sabe se cá em Portugal existe algo do género? Procurei na internet mas não encontrei nada sobre o assunto...  Para piorar a situação, as pessoas têm vergonha de refilar, deixam andar, acomodam-se... e depois os patrões aproveitam-se e reduzem as equipas a mínimos vergonhosos, obrigando-os a trabalhar por dois ou três, sempre a aviar, sempre sob tensão constante e pior, a ter que levar com o descontentamento e reclamação por parte dos clientes. É óbvio que os funcionários não têm culpa desta situação, mas o consumidor (nós!) temque refilar, temos que pedir o Livro de Reclamações, temos que fazer queixa, chamar o responsável... é inadmissível!

Eu faço a minha parte, não tolero esse tipo de coisa. Odeio estar a queimar tempo em filas quando poderia despachar aquele assunto em menos de nada. Time is money.

 E vocês, têm sentido na pele esse fenómeno no atendimento em lojas? Quais são as piores lojas, onde o tempo de espera é realmente um abuso? Partilhem comigo :)
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09 setembro 2017

Fronhas 100% seda - uma mariquice que dá um jeitaço!


Quando partilhei essa foto no Instagram, sobre a minha nova fronha 'mágica', choveram comentários e mensagens privadas a perguntar qual era a marca, onde tinha comprado, preços e todas essas coisas.
Como é um assunto de suma importância #sóquenão, mas que faz toooda a diferença no nosso acordar, resolvi partilhar a dica.

Já partilhei com vocês que de todas as qualidades que um cabelo pode ter (cheiroso, macio, hidratado, etc...), o requisito "brilho" é aquele que faz o meu coração bater mais forte. Um cabelo brilhante, com aquele brilho espelhado, é tudo! Amo! Estou sempre a testar novos produtos, tratamentos e acessórios que me permitam sair por aí espalhando magia e batendo o cabelón cheio de brilho na cara das inimigas hahaha.

Na minha última ida ao cabeleireiro, ele falou-me das fronhas de seda e teceu tantos elogios que eu fiquei super curiosa! As fronhas em tecidos como o algodão possuem uma fibra áspera que faz imenso atrito com a nossa pele do rosto e cabelos, afinal, passamos pelo menos 8 horas a roçar-nos nas almofadas (eu então... tenho mau dormir, viro para lá, viro para cá...). Dormia com um coque no alto da cabeça mas mesmo assim acordava sempre com o cabelo áspero e opaco.

Com a fronha de seda (ou cetim), as fibras são diferentes: alinhadas e delicadas, logo, não agridem os fios, não fazem atrito com a cutícula do cabelo nem da pele, por isso, não 'roubam' hidratação do cabelo. Acordamos lindas e maravilhosas! :D


As vantagens são muitas: 
  • Fios muito mais hidratados, que não acordam emaranhados e ásperos.
  • Evita a quebra do cabelo já que os fios não ficam amassados contra o tecido mas antes deslizam.
  • Previne as rugas do rosto, sabem aquela coisa de acordamos com a cara toda amassada? Com essa fronha isso não existe. Eu fiquei parva ao ver como uma coisa tão simples e acessível fez tanta diferença... 
Comprei a minha no Ebay (existem vários tipos à venda) mas escolhi a que era 100% seda natural, ainda procurei por cá mas era caríssimo. Paguei cerca de 6€ pela fronha, havia em várias cores, escolhi a rosinha clara e por ser só de atar, deixo-a guardada dentro da mesinha de cabeceira e na hora de dormir coloco-a na almofada. Estou a usar desde a semana passada e nossa, que diferença!

O link onde comprei é este: aqui. Entretanto já encomendei uma cinzenta, assim posso variar enquanto a rosa for para lavar. Já tinham ouvido falar sobre esse truque de beleza? O pessoal mais antigo é que costumava usar essas fronhas, eles é que sabem das coisas ;)
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07 setembro 2017

3 anos de casamento ❤

E continua a ser tão bom como naquele dia 26 de Fevereiro de 2005 (quando tudo começou...). Continuo feliz com a minha escolha (escolheria de novo e de novo e ainda de novo), continuo a achar que foste feito para mim, continuo com aquele brilho nos olhos quando fazemos planos para o futuro, continuo a achar que sou muito abençoada por dormir e acordar todos os dias ao teu lado. Marido melhor era impossível de existir! Obrigada por tudo, meu bem! Esses três anos foram do caraças, mal posso esperar pelos próximos!

Se há música que oiço e penso "somos nós, é tão a nossa cara", esta é uma delas... Na voz da minha diva Alcione*:

Olha, você tem todas as coisas
Que um dia sonhei pra mim
A cabeça cheia de problemas
Não importa, eu gosto mesmo assim

Tem os olhos cheios de esperança
De uma cor que mais ninguém possui

(...)
E eu que sempre fui tão inconstante
Te juro, meu amor
Agora é pra valer

Olha
Vem comigo aonde eu for
Seja meu amante, meu amado, meu amor
Vem seguir comigo o meu caminho
E viver a vida só de amor


*Acho que nunca tinha partilhado aqui mas adoro as músicas da Alcione (culpa da minha mãe que é a fã nº1) e tive o privilégio de assisti-la na semana passada, no Coliseu dos Recreios, com aquele vozeirão que arrepia qualquer um (partilhei no instagram). E ainda ganhei autógrafo e foto com ela porque sou dessas :D
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05 setembro 2017

Dia do Escambo (ou como ir às compras sem gastar)

No meu grupo de amigas mais chegadas (colegas tenho muitas mas amigas, amigas de verdade, conto nos dedos das mãos), temos por hábito escolher dois dias no ano em que fazemos o nosso já famoso 'Dia do Escambo'. E o que é isso, Anne? - perguntam vocês. Nada mais é do que reunirmos objectos dos quais já não gostamos/queremos/usamos, identificá-los consoante o preço que custou (temos bolinhas autocolantes coloridas para isso) e trocarmos entre nós. Escambo, no puro sentido da palavra, significa 'troca comercial de artigos sem compensação monetária' e é a forma como os nossos antepassados faziam as sua compras e vendas (numa altura em que não existia o dinheiro).

Isso começou quando a Joana, uma das minhas amigas, foi viver dois anos para Londres e como no início tinha que poupar muuuito, fazia as compras de moda (roupa, sapato, malas) em lojas de roupa de 2ª mão (as conhecidas Charity Shop). Quando regressou a Portugal, um dia sugeriu que fizéssemos em casa dela o 'Dia do Escambo', onde cada uma de nós (somos 8 gajas) levava as peças que já não queria e faríamos todas em conjunto a classificação das peças consoante o estado/marca/preço.


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03 setembro 2017

Apaixonados(as) por viagens, cheguem-se aqui:

Como vossa amiga que sou, venho partilhar com vocês (se calhar até já sabem mas não se perde nada em dizer) que a nossa amiga Ryanair está com 20% de desconto em vários destinos (para voar a partir de 1 de Novembro) e que esta boa amiga aqui acaba de comprar viagem para duas pessoas (eu e o meu amor, of course) por míseros 79,90€. Para Dezembro (que é dos meus meses preferidos). Visitar os mercadinhos de natal da Alemanha. (Ainda fiquei em dúvida se esse destino ou se íamos a Dublin - que também está a 21€ e eu não conheço, mas venceu o apelo dos mercados de Natal...).

Também aproveitaram a promoção?

Nos entretantos ando aqui a decidir (mesmo de última hora) a nossa viagem de verão (sempre em Setembro, por causa do trabalho). O meu marido bateu o pé que tem que ser um resort All Inclusive (o tipo de férias que menos gosto, mas pronto, também não pode ser tudo à minha maneira - mas eu gostava que fosse hahaha) e a dúvida que nos assola é: República Dominicana ou Cabo Verde. Sendo que eu estou inclinada para o 1º destino e ele para o 2º. A coisa promete! Se já estiveram num ou outro destino, podem dar a vossa opinião? Do que gostaram e do que não gostaram? Fico muito grata! :D
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31 agosto 2017

Descobertas Históricas...

Ainda não tinha tido oportunidade (leia-se: tempo) de vir aqui comentar sobre o assunto mas desde a semana passada que ando a tratar de fazer a minha Árvore Genealógica e a experiência tem sido incrível! Aconselho a toda a gente que tenha curiosidade para saber as suas origens, aquela curiosidade de saber 'de onde viemos', sabem? Eu sempre adorei  tudo o que seja ligado ao passado, adoro ouvir histórias antigas sobre antepassados, é coisa que me deixa super emocionada (não me perguntem o motivo). Adoro as histórias de imigração que desde sempre existiu na minha família (o avô paterno viajou para o Brasil num navio de carga que saiu da Turquia, a minha bisavó materna fugiu de Viana do Castelo e foi assentar arraiais no Rio de Janeiro...). Só aventuras! Sabem como é, naquele tempo não havia cá instagram, nem wifi, nem iPhone... as pessoas tinham de se entreter com outras coisas :D

Desde que comecei a pegar na história dos meus antepassados que tenho feito descobertas deliciosas! Por exemplo, estive a investigar a Certidão de Nascimento do meu avô materno (que nasceu em Viana do Castelo) e sabem o que eu descobri? Vejam com os vossos próprios olhos:


Descobri que a minha trisavó, a distinta sra. Beatris Gonçalves.... foi mãe solteira! O escândalo? Epá, estamos a falar dos modernos anos de 1912, num vilarejo chamado Vilar das Almas que hoje (em 2017, portanto) conta com distintos 372 habitantes. Imaginem em 1912 o forrobodó que não havia de ser para aqueles lados! Se ainda hoje ser mãe solteira carrega um quê de estigma, imaginem em 1912? Quase que posso ouvir as velhas cuscas nas janelas "ô Maria, não quero que fales com aquela perdida da Beatris, mulher direita não anda por aí a engravidar fora do casamento!" - pronto, isto é a minha imaginação fértil a falar mas acho que a coisa não seria muito diferente.

Sempre achei estranho a minha bisavó Aurora (que tive a felicidade de conhecer e conviver até os meus 7 anos, quando ela faleceu) só ter um apelido. Eu tenho uma carruagem de nomes (cinco, na verdade) e fazia-me impressão ela ter um nome tão curto: Aurora Gonçalves. Hoje descobri o motivo e o mais irónico da coisa é que essa minha bisavó nunca aprovou o facto do filho (meu avô, português branquinho dos olhos claros) ter-se casado com uma brasileira morena e pobre (a gata da minha avó!). Não foi, sequer, ao casamento do próprio filho, como represália! Tanto preconceito... e vai-se a ver descubro que a mãe dela era a piriguete da aldeia hahaha. Eu posso com um negócio desses? 

(nota-se muito que estou a divertir-me horrores com os filmes e diálogos que a minha cabeça inventa sempre que descubro uma qualquer ponta solta? Adoroooo!)

Infelizmente a árvore genealógica vai terminar na safadinha da Beatris (não tenho mais nenhum elemento antes dela). Giro giro era existir um sítio onde pudéssemos ter acesso a documentos antigos dos nossos antepassados, não acham? Se conhecerem algum sítio onde eu possa descobrir mais coisas, avisem que eu ando à procura de familiares perdidos!
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28 agosto 2017

Orange vibe!

Não sei se também vos acontece (quero acreditar que sim e que não sou a única 'maluca' do pedaço), mas eu sinto uma certa 'predileção' por algumas cores durante uns meses... e depois nem as posso ver à frente. No início do ano estava na fase dos amarelos. Comprei uma mala amarela, calções amarelos, até um fato de banho amarelo, toda eu estava na onda do amarelão, cor do sol. Agora, com o fim do verão, já não suporto ver nada nessa cor, quero distância... É como eu sempre digo: com a mesma força com que amo, passado uns meses já não gosto mais. Nem sei como ainda continuo (quase) 3 anos casada com o mesmo marido! :P

Agora ando na fase dos laranjas... Tudo nesse cor tem me feito virar a cabeça e olhar duas vezes. Adoro! Acho que combina demais com o meu tom de pele quente (especialmente agora que estou mais bronzeada) e tenho redescoberto vários acessórios nessa cor, alguns que já não usava há tempos! É tão bom quando voltamos a nos apaixonar por coisas que já andavam no nosso armário!


Na foto, a única coisa 'nova' é a clutch de acrílico e corrente dourada, que ganhei da minha mãe nestes saldos, queria muito uma mala nesse estilo para saídas à noite: dá com tudo e é super diferente!

// Capa para o iPhone // Michael Kors
// Vaporizador de perfume // Travalo;
// Bracelete Kelly Dog // Hermès

Os acessórios em tons como o laranja, o ocre e o tijolo são perfeitos para fazermos a transição verão-outono sem nos sentirmos altamente depressivas (pois é, o verão está a caminhar para o fim), visto que não é nenhuma cor rato-acinzentado-deslavado. Vamos ver até quando vai a minha paixonite pelo laranja, se durar até o Outono já fico feliz ;) E vocês, também criam "pancas" com determinadas cores? 
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27 agosto 2017

O meu pai.

Completa hoje 57 primaveras.
Tem menos cabelos brancos do que eu (o que eu considero uma verdadeira afronta!)
É a pessoa mais trabalhadora que eu conheço nessa vida. Mesmo com mais de vinte funcionários e com duas lojas, é raro a semana em que descansa dois dias (o normal é só descansar ao domingo).
Adora pescar e ama tudo o que venha do mar.
Teimoso, perfeccionista (sim, tenho mesmo a quem puxar), adora criticar o que considera errado (é a característica que mais nos distancia), inventa alcunhas para toda a gente e nos diverte.

Com todos os defeitos e qualidades, com todos os resmungos, as discussões e brigas que já tivemos (na adolescência então, a coisa foi punk), com todos os questionamentos que tive, com tudo isso... ele é o meu velho. O responsável por metade daquilo que eu sou, 50% de mim sempre será ‘do meu pai’ e apesar de não gostar muito do meu ‘olho pequenino’ que dificulta a minha maquilhagem  (e que é idêntico ao dele) ou do meu cabelo crespo (que me faz gastar rios de dinheiro em alisamentos e cabeleireiros), são essas coisas que me aproximam ainda mais do meu pai. Olho no espelho e vejo tantas partes dele em mim... Coisas que só a maturidade me fez enxergar. 

Não tivemos (e não temos) uma relação perfeita – estamos separados por um oceano inteiro, só para começar – mas o tempo tem sido nosso aliado e estamos juntos na tarefa de criar novas memórias e fortalecer o amor. Só assim faz sentido :) 

Hoje é o dia desse árabe que vive me cobrando um neto ("um homem não pode morrer sem segurar um neto ao colo... Na sua idade eu já era pai de dois!"), que adora implicar comigo só para que eu exploda e diga um monte de besteira, que faz drama e diz que está à beira da morte para me ver correr de volta para o Brasil... é o dia dele, dessa pessoa que demorei a entender mas que hoje amo com todo o meu coração.  
Te amo, pai.
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24 agosto 2017

Anne, a info-excluída:

Ontem fui encontrar uma amiga brasileira que está cá de férias em Portugal. Fomos ao Chiado, andamos pela Av. da Liberdade, aquele típico périplo que todo turista em Lisboa gosta de apreciar. Ela estava com o filho de 7 anos e a dada altura comentou comigo que estava sem internet no telemóvel porque tinha esgotado o plano de dados. Eu perguntei-lhe se queria usar o meu iphone para aceder a internet. Nisso, o filho dela (relembro: o puto tem 7 anos) diz-me assim:

- Ô tia, porque você não usa seu iphone como roteador e passa a net pra gente um pouquinho?
- Quê? Eu sei lá o que é isso de roteador... é algo novo no Brasil? (juro que desconhecia!)
- Não, tia, me dá aqui seu celular que eu faço... Ah, você nunca ligou o roteador... vou mudar sua senha, tá? Vou colocar uma bem fácil... (2 minutos depois) pronto, tia, acabei. Agora já podemos roubar a sua internet um pouquinho.

E eu fiquei completamente atónita. Um puto de sete anos que sabe usar o telemóvel melhor que eu. A sério, sou mesmo info-excluída. 

(na verdade, não tenho é paciência para essas coisas, é muita modernice pra mim... Eu sou a pessoa que não tem Snapchat, nem sabe usar o Boomerang, nem InstaStories (sei o que é mas nunca usei), nem essas redes sociais novas que vão surgindo. Se me meto a acompanhar as novidades do momento não faço mais nada na vida... Deus mi livri!)
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22 agosto 2017

Réplicas de malas de designers - sim ou não?

No meu caso, um big NO. Sou completamente contra utilizar réplicas de malas (aliás, réplicas do que for), acho o conceito estúpido: fingir que tenho condições para pagar pela marca X, exibir um status temporário, e contribuir para contrafacção e para o aumento do mercado 'negro'. É o tipo de coisa que nunca contará com o meu apoio. Sempre adorei malas mas quando não tinha hipótese de comprar uma mala de luxo, comprava a minha Parfois ou Zara e sentia-me bem (mas sinto-me muito melhor agora, não vou mentir).

No domingo de manhã fui à Feira do Relógio, em Chelas, para comer pastel de frango (amo!). Depois, decidi espreitar as montras (que é como quem diz, passear-me pelas barradas) e fiquei chocada: a cada dez passos que dava aparecia uma barraca só de 'malas de luxo', obviamente réplicas, vendidas aos pontapés: Burberry, Louis Vuitton, Chanel, Gucci, Prada, Bimba y Lola (com o símbolo antigo do galgo) e a marca mais copiada do momento: Michael Kors. Muita, muita coisa. E o mais bizarro: eram as bancas com mais movimento na feira, cheia de mulheres dispostas a pagar 40€/45€ por uma mala de contrafacção.

(imagens retiradas da internet)

Cada um saberá de si mas para mim era mesmo impensável: as malas são feitas num material que em nada lembram as verdadeiras, os logotipos estão por todo o lado (são enormes e mal feitos), as costuras todas tortas, as malas não têm qualquer acabamento, a maior parte dos modelos vendidos nas feiras sequer existe na loja da marca (são modelos inventados, totalmente diferente dos originais), qualquer pessoa, mesmo quem não perceba grande coisa do assunto, topa aquilo em cinco segundos. Por isso o tal status (que a pessoa acha que vai conseguir a usar um artigo destes) vai logo pelo cano.

O que me fez mais impressão foi mesmo ver a quantidade de malas Michael Kors que por lá andavam. Gente, Michael Kors não é considerada marca de luxo, é até das malas 'de marca' mais acessíveis que andam por aí (então com saldos de 50%, upa upa). Querem réplicas? Epá, ao menos que sejam uma Celine, uma Balenciaga ou uma Birkin da Hermès. Já que é para ostentar, vamos ostentar a sério. Darem-se ao trabalho de copiar uma mala que, em saldos, custa cerca de 100€ é só parvo...
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19 agosto 2017

Saldos | fui ali rapidinho ao Freeport...

Na verdade, não fui fazer compras (cof cof) fui antes resolver um problema com uma mala da Purificación Garcia (a alça descoseu e tem apenas 4 meses de uso), fiquei maravilhada com o atendimento deles. Solícitos, pediram-me para lá ir deixar a mala, que enviariam gratuitamente para a fábrica em Espanha de forma a costurarem a alça novamente (sem qualquer custo) e caso não houvesse reparação, devolveriam o valor pago pela mala. Conheço poucas marcas com uma política de Atenção ao Cliente desse género e fiquei agradavelmente surpresa. Pronto, uma pessoa gasta uma pequena fortuna em malas, o mínimo de se esperar é que a mala tenha durabilidade e que a garantia funcione se algo correr mal.

Como já tinha cruzado a ponte para chegar ao Freeport, dei assim uma vista de olhos pelas principais lojas e acabei por fazer um mega achado na Bimba y Lola. Lembram-se que nas últimas visitas ao Freeport refilei que os preços por lá estavam altíssimos? Pois bem, sinal verde para vocês lá irem: a loja está com mega descontos, que vão de 50 a 70% nas carteiras. Trouxe esta, de 110€ por 39€. Vá, trouxe duas (em bege para mim e em tijolo para mamãe, que também é filha de Deus):

O modelo é o Bark Large Shopper (aqui estão algumas cores em saldos mas esta cor era da coleção passada, não se encontra no site, apenas nos outlets da marca). O pompom veio num gorro de inverno que ganhei mas achei-o demasiado grande para a função original - prendi o pompom a um porta-chaves e agora transformou-se num bag charm.

Estava à procura de uma mala grande, impermeável e básica para o dia-a-dia (e para substituir as minhas Le Pliage da Longchamp, embirrei com elas e despachei as 3 que tinha, só fiquei com esta, que é personalizada com o meu nome). As Le Pliage são fantásticas, não entendam mal, mas em termos de durabilidade deixam muito a desejar. Já aqui tinha comentado que os cantinhos ficavam desfiados e como não encontro solução para o problema (a marca sacode os ombros e diz que 'o modelo é mesmo assim, acontece sempre...' como se isso justificasse o ocorrido), eu fartei-me de gastar dinheiro nesse modelo. Acho que esta nova aquisição vai substituir bem a minha antiga Le Pliage básica de todos os dias. Até agora, não decepcionou :)
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17 agosto 2017

Alguém me ajuda?

Ontem ao abrir a caixa de correio encontrei um embrulho da Desigual. Não é marca que me chame atenção (é tudo demasiado colorido para o meu gosto) e tinha a certeza que não era meu. Olhei o nome que vinha na embalagem e confirmou-se: vinha em nome de uma Maria Sofia Assunção Feiteira. A morada estava incompleta (a rua é a mesma que a minha mas o prédio não existe, nem sequer o andar). Não compreendo por quê foi parar na minha morada (em comum só temos o facto de morarmos na mesma rua).

Já fui ao facebook e pesquisei pelo nome mas aparecem duzentos perfis com o nome "Sofia Assunção", já pesquisei por "Sofia Feiteira" e os perfis que me pareciam credíveis de serem a pessoa que procuro, lá enviei mensagem mas ainda ninguém respondeu...

Não sei o que faça. Entretanto já abri a encomenda e trata-se desse vestido preto, que no site custa 79€.

Custa-me tanto pensar que alguém pagou 80€ por um vestido que nunca vai receber... O erro aqui nem foi dos CTT mas sim da compradora (ao digitar a morada de entrega) ou da própria Desigual a enviar a encomenda. Entretanto também já enviei mail à Desigual de Espanha (de onde saiu a encomenda) mas até agora nenhuma resposta.

Alguém tem outra ideia? Queria tanto achar a verdadeira 'dona' do vestido! Help me!
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14 agosto 2017

Escapadinha // Elvas & Monsarraz

No fim-de-semana passado decidimos, à última da hora, passar ao fim-de-semana fora. Queríamos um novo sítio para desanuviar a cabeça e esquecer os últimos acontecimentos (especialmente a minha mãe). Estamos em Agosto e arranjar hotel em cima da hora foi toooda uma aventura. É verão, está meio mundo de férias, é normal que não haja grande oferta de alojamento. Para piorar, o pet-hotel onde costumamos deixar a cadela não tinha mais vagas (e nós realmente só confiamos naquele sítio, ela habitua-se lindamente e adora ir para lá). Ponderou-se a hipótese de um de nós ficar em Lisboa por causa da nossa bolinha de pêlo (infelizmente a maior parte dos hotéis portugueses não está receptiva para receber um cãozinho, mesmo um que tenha 3,5kg e seja super educado - como é o caso da nossa baby).

Por sorte conseguimos um hotel em Elvas que aceitava animais e apesar de nunca ter me passado pela cabeça visitar Elvas (só tinha ouvido falar muito superficialmente), achei que poderia ser giro dado ser a 5km de Espanha (queríamos conhecer o Aqua Badajoz - já esgotámos os parques aquáticos do Algarve e adoramos experimentar novos).

Elvas é super pequenina e um encanto. Ficamos mesmo ao lado do Castelo, na parte antiga da cidade e adoramos o sítio. Muita população local (principalmente idosos) e comércio tradicional, coisas que eu adoro. Não é daquelas cidades massificadas onde tudo é feito para turistas, em Elvas tudo era do mais genuíno possível e só assim podemos sentir que de facto conhecemos a cidade.
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12 agosto 2017

Objecto de Desejo | As cadeiras suspensas!

Hoje resolvi ressuscitar essa rubrica (que andava desaparecida em combate) e vim falar-vos sobre uma das minhas 'paixonites'. Andava há uns valentes meses de olho numa cadeira suspensa (daquelas tipo baloiço) que estão um pouco por todas as lojas. Já estão a visualizar a coisa? Não? Pronto, são algo deste género:

São tããão giras, tão confortáveis, tão 'baloiçantes' que uma pessoa depois de se sentar ali já não quer outra coisa.

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03 agosto 2017

02 de Agosto de 2017.

Há 14 meses, no pior momento da minha vida (digo-o sem qualquer dúvida), escrevi esse texto como um manifesto contra o tabaco (essa merda que leva tanta gente boa). Ontem o tabaco levou mais uma pessoa da minha família, a minha tia Bia. Aquela que fumava 2 maços por dia, há mais de 30 anos.

Não, não foi cancro. Não, ela não estava doente. Ninguém estava à espera. A minha prima disse-me que há dois dias ela queixou-se de estar com as pernas muito inchadas (e estava), tomou um diurético e melhorou. No dia seguinte sentiu uma dor fortíssima na perna, caiu desmaiada, levaram-na para o hospital já em coma, ficou nos Cuidados Intensivos uma noite, com o diagnóstico de Trombose, que entretanto evoluiu para uma Embolia Pulmonar. Foi fatal.

Ainda não me caiu a ficha, ainda estou em choque. Não quero acreditar...

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30 julho 2017

Vamos falar de... dinheiro?

Sim, leram bem. Este é um post sobre dinheiro. Falar de dinheiro é sempre um bocadinho constrangedor, admito. Se falamos muito abertamente (com valores e toda essa riqueza de detalhes) acabamos por melindrar alguém que talvez não tenha os mesmos parâmetros e que pode acabar por sentir que estamos a menosprezá-lo. Sim, minhas amigas, o dinheiro tem esse poder sobre algumas pessoas. Ficam muito incomodadas se sabem que alguém ganha mais do que elas, se sabe que alguém tem um carro melhor que o delas, uma casa maior, enfim... o costume na nossa sociedade.

Por isso evito o assunto e esta é a primeira vez que vou falar abertamente sobre o tema no blog. Porque achei que era preciso, porque vejo/leio por aí muita coisinha que me faz confusão, muita gente a comentar sobre o que não sabe e a achar que eu encontro dinheiro em árvores ou que tenho uma qualquer máquina que me imprime notas de euro durante a madrugada. Não, dinheiro não me cresce das árvores e ao contrário do que parece (sim, preparem-se para rir) eu acho que o segredo de ter sempre 'dinheiro para tudo' (como já várias vezes comentaram) é fazer uma boa gestão financeira dos meus recursos. Okay, vindo de alguém que é bastante consumista (assumo-o sem problemas) isso pode soar até irónico, mas acreditem, é bem verdade.

E por ser verdade, decidi partilhar com vocês um pouco da minha gestão financeira, do meu custo de vida e daquilo que faço para sempre conseguir ter dinheiro de parte para gastar nas coisas que realmente me dão prazer (compras, restaurantes e viagens, não exactamente por essa ordem). Vivo em Lisboa (Oeiras), somos apenas eu e o meu marido, ainda não temos filhos nem animais domésticos, logo, o nosso custo de vida é incrivelmente reduzido (especialmente se pensarmos que vivemos a 15 minutos do centro de Lisboa). Ressalto também que não temos empréstimos de qualquer espécie, nem temos vícios daqueles que exigem investimento diário de dinheiro (tabaco, álcool, cafés, apostas, etc).

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26 julho 2017

Imediato, pra ontem, já!

Sou uma pessoa naturalmente agitada. Odeio estar sem fazer nada (quando não tenho, invento), há anos que não sei o que é tirar férias para descansar (tiro férias sempre com um bilhete de avião na mão - e viajar para mim nunca é sinónimo de 'papo pro ar', salvo raras excepções). Não sei, acho que o tempo é mesmo algo tão precioso que cabe a nós direccionarmos os nossos  interesses e prioridades. Por isso gosto de optimizar ao máximo o meu tempo.

E isso me leva ao real motivo desse post: eu não sei esperar.  Tenho notado em pequenas coisas, é um facto que sempre odiei esperar, detesto perder tempo com coisas insignificantes (nem sei como ando nisto dos blogs), mas ultimamente tenho tomado várias decisões na tentativa de 'esticar' o tempo.

Eu gostava muito de ser uma pessoa calminha, que faz tudo com paciência, que consegue esperar para fazer as coisas (eu não consigo, mesmo!). Eu sou a pessoa que contratou um pintor para pintar todo o apartamento e como ele só podia no outro fim-de-semana, agarrei eu mesma em tintas, pincéis e rolos... e pintei em dois dias um T2+1 inteirinho. Eu não sei esperar! Dá-me urticária. Se peço algo para um colega de trabalho e ele me responde "agora não consigo, pode ficar para amanhã?", o mais certo é eu virar a noite na empresa até ter aquilo feito. É uma merda ser assim, parece que o nosso cérebro nunca descansa, nunca relaxa... Temos que estar sempre a fazer alguma coisa, não sabemos estar quietas, é uma coisa!

Eu já me habituei a ser assim, mexida, mas o meu marido sofreu um bocadinho com esse meu lado elétrico. Ele é todo 'peace and love', todo nas calmas... e eu sou o furacão. A minha mãe costuma dizer que o dia em que eu ficar grávida, vou dizer "tenho mesmo que esperar 9 meses para ver o puto? Não sei se consigo, não dá para ele nascer logo aos 3 ou 4 meses?" :P A verdade é que gabo a paciência de algumas mães em esperar 40, 41 semanas... por mim a partir das 36 semanas (que é quando supostamente a criança já não corre riscos) já pode nascer. Aliás, isso de esperar entrar em trabalho de parto, romper as águas e aguardar 57 horas até a criança nascer... é algo que não quero para mim. É, aliás, a única certeza que tenho nisto dos partos: quero uma cesariana eletiva, com data e hora escolhida por mim, com todo o tipo de analgesia que eu tiver direito (que a minha tolerância a dor é totalmente nula), basicamente quero entrar no hospital pelo meu próprio pé, descontraída como quem vai à Zara trocar umas calças, quero ser totalmente anestesiada (até podem me dar anestesia geral que eu não refilo), quero que saquem o puto cá para fora sem grandes carnavais e que eu saia da maternidade fresca e fofa, totalmente sedada e sem pingo de dor, com um bebé gorducho ao colo. Exageros à parte, o meu parto de sonho era algo assim: rápido, indolor e agendado.


Tenho tentado ser mais paciente (a paciência é algo que dá para exercitar) porque quero abrandar um bocadinho o ritmo, ter mais calma, ser mais ponderada e equilibrada nas minhas escolhas... É certo que tenho tido mais tempo para fazer as coisas que gosto mas ainda assim, gostava mesmo de ser mais tranquila e não tão ligada à corrente.

Mais alguém assim deste lado? Partilhem as vossas dicas, please!
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24 julho 2017

Para a minha avó:

Penso em ti todos os dias. Não é uma 'frase-feita', é mesmo a pura verdade. Não há dia desde a tua morte em que não acorde a pensar em ti ou a sonhar contigo, a pensar o que tu me dirias diante desta ou daquela situação... Não há um único dia. Evito falar de ti, avó. Ainda não consigo falar sem chorar, ainda é muito recente (já passou um ano mas ainda dói como se tivesse sido ontem). Ainda me lembro nitidamente de tudo, de cada detalhe daqueles curtos 14 dias (o tempo exacto entre a tua chegada cá em Portugal e a tua partida para sempre). Sempre pedi a Deus que não te levasse embora sem que eu estivesse por perto (esse sempre foi o meu maior medo desde que saí do Brasil: receber uma chamada telefónica com a notícia da tua morte) e agradeço a Ele por ter nos dado aqueles 14 dias.

A verdade é que não soube lidar com a tua morte. Até hoje não sei. Não sei como se aprende a viver mutilada, sem uma parte nossa tão fundamental. Vive-se, é verdade. A vida não espera e nada pára por que estamos em luto. Sou feliz, na maior parte do tempo, não me deixo abater... mas todo dia, especialmente à noite, sinto a tua falta. Choro quando apetece. Vejo vídeos nossos, fotografias, cheiro a tua roupa. Sabes aquela luva azul que usaste no último inverno? Está guardada num saquinho e incrivelmente, mantém o teu cheiro ainda hoje.

Sabes, avó, perdi um monte de gente quando te perdi a ti. Perdi amigos que se afastaram, que achavam uma loucura tentarmos tantas coisas, gastarmos tanto dinheiro em alguém 'que já está no fim da vida'. Um deles disse mesmo: "a tua avó já tem 82 anos, achas que ela vai viver eternamente? Vais gastar todo o teu dinheiro num tratamento inovador que sabes que não vai resultar?". Sim, no pior momento da minha vida alguém teve a lata de me dizer isso. Cortei-o da minha vida, nunca mais lhe falei.

A família, ah, tanto haveria para ser dito, avó. Tudo aquilo que me tinhas dito, aconteceu: brigas por dinheiro, quem fica com o quê, um quer o apartamento, o outro quer a loja, uma guerra absurda. Lembrei tanto daquela frase que dizias: "Ah, no dia em que eu morrer, se começarem com palhaçada por causa de herança eu me levanto do caixão e dou na cara de um por um...". Pois é, avó, estão numa guerra. Por dinheiro. O mesmo dinheiro que não serviu para te comprar os anos de vida que eu te queria dar. Que não te comprou saúde, nem a merda da cura para o cancro. Se o dinheiro não me deu o que eu mais queria na vida - ter-te comigo por mais anos - então qual o sentido de tê-lo? Doei a herança, avó. Renunciei a tudo o que tinha por direito, eles que fiquem com tudo, precisam mais do que eu.

Sinto tantas, tantas saudades tuas. A vida continua mas jamais será a mesma. Queria tanto que estivesses aqui por estes dias. Tantas coisas novas estão a acontecer! A Vi teve a festa de formatura e encerrou mais um ciclo, estava tão linda, parecia tão adulta... Quis usar o relógio que era teu, aquele que te ofereci no meu casamento. Uma parte de ti esteve com ela naquele dia tão especial. Estarias orgulhosa da tua 'caçula', tenho a certeza. Eu estou prestes a realizar um grande sonho e queria tanto que estivesses aqui para compartilhar tudo isso comigo...   Vou te amar para sempre, avó.
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20 julho 2017

Um passeio pelo Buddha Eden Garden

Sem grandes planos para o fim-de-semana (a não ser praia e mais praia - confesso que já estou ligeiramente enjoada), fomos conhecer o maior jardim oriental da Europa, o Buddha Eden Garden. O espaço já existe há vários anos e eu sempre tinha ouvido falar muito bem, por isso lá fomos nós. E adoramos o passeio!

 (a blusa da foto é esta, da Zara (saldos) e estou apaixonada, adoro decotes nas costas)

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15 julho 2017

Um novo tipo de tortura medieval...

... chamada 'Dente de Siso Incluso'. Se nunca ouviram falar sobre esta condição tão fofinha e especial (sqn), a sério, não queiram saber o que isso é. Vão por mim.

Ontem tinha consulta na dentista, consulta de rotina, ver se está tudo bem (até hoje nunca tive uma cárie e sou completamente paranóica com os meus dentes), fazer uma limpeza, o básico de uma consulta. Os meus dentes de siso ainda não nasceram completamente, ainda só começaram a romper a gengiva mas estão inclusos. A dentista (que já me acompanha há anos e é uma querida) diz-me: "Ah, parabéns, está tudo óptimo mas temos aqui um dente de siso incluso, vamos ter que arrancar."

Quê?! Até pulei da cadeira. Como assim, arrancar? O meu dente, uma parte de mim (a dramática), minha canjiquinha branquinha, não quero ficar sem ele! E se me faz falta? Quero morrer completa, com todos os acessórios com os quais nasci (apêndice, amígdalas, sisos, baço... quero todos os meus extras, ora). A dentista foi categória: "é um dente que vai dar problemas para nascer, que vai causar dores ao romper a gengiva e que 90% das pessoas arranca logo para evitar chatices."

Okey, tudo bem, depois arrancamos. Eu depois ligo a marcar, está bem? - disse com o meu sorriso amarelo.

Qual depois, qual quê! Vamos arrancar hoje! Rita, leva esta menina para o raio-x, vamos fazer extracção do dente 48. 

Fiquei em pânico. Não tinha a minha mãe nem o meu marido comigo, só naquela de dar apoio moral. Fiz uma pequena cena. Pessoas, eu nunca levei sequer uma anestesia na vida, não sei como é a sensação de ficar dormente e morro de medo dessas coisas.

Lá tirei o raio-x e em menos de nada vem a dentista com a anestesia na mão. Agarrei-me logo ao braço dela mal vi o tamanho da agulha que ela tinha mão. "Ai ai, começamos mal", respondeu a médica. A Rita, assistente, veio para me dar a mão (é ridículo mas eu precisava de ter alguém ali comigo), a primeira anestesia não doeu rigorosamente nada (uma picada de mosquito), entretanto levei a segunda e ainda uma terceira (essa sim, já senti alguma coisa). Um minuto depois comecei a sentir a língua dormente e toda a lateral do rosto. Que aflição!

A dentista voltou com vários acessórios metálicos (que nem fiz questão de olhar) e começou a fazer-me testes na bochecha a ver se eu sentia algo. Nada, estava inerte. Vamos começar. Abri a boca, fiquei de mão dada com a assistente e começo a sentir uma pressão no maxilar, enquanto a médica mexe de um lado para o outro no dente de siso. Sinto ela a fazer extrema força, afundo-me toda na cadeira enquanto penso "onde é que eu me fui meter? Ah, filho da puta de dente, quanto te apanhar cá fora faço questão de passar com o carro por cima de ti, meu cabrão de merda, só pelo prazer de ter ver todo esfareladinho no asfalto".

Passaram-se uns dez minutos, verdade seja dita que não sentia rigorosamente dor nenhuma, mas fazia muita impressão ver a força que a médica fazia e nada do dente sair. Estava mesmo incluso, o sacana. Quando a vejo a dizer "está quase" e pegar num alicate, ai caraças, achei que me finava ali mesmo. A medicina evoluiu tanto, já até fomos à lua, foda-se, mas ninguém inventa uma técnica menos arcaica e medieval para se tirar um dente? Tem mesmo que ser à marretada? 

Quando achei que ela me ia partindo o maxilar, lá saiu o dente e não se sente dor, é um facto, mas incomoda imenso. Olhei para aquele cabrãozinho, ali todo branquinho e fofo e só pensava em esfarelá-lo. Não levei pontos, não tinha nada infectado e a dentista achou que recuperação será mais fácil assim.

Uma semana de antibióticos, Brufen de 12h/12h e Nimesulida em SOS caso tenha muitas dores, o que graças a Deus não aconteceu. Hoje, 24h depois da extracção, sinto-me fresca e fofa, tenho zero dores e como de tudo (mas mastigo bem devagar para não magoar). Diz que daqui há um mês vou ter que tirar o siso do outro lado (que também está incluso) mas penso no lado positivo: ao menos não são os 4 (os outros 2 nasceram direitinhos). No final, a sacana da dentista ainda brincou "você acha é que é só sorrir e exibir esses dentes branquinhos? Não senhora, também é preciso intervir de quando em vez...". 

Eu nunca tive medo de dentistas, mas caraças, essa cena da extracção é mesmo de aterrorizar, especialmente quando achamos que só vamos ali fazer uma consulta de rotina e saímos semi-operadas. Hoje compreendo perfeitamente as pessoas que se pelam de medo de abrir a boca para o dentista. É preciso coragem (que eu claramente não tenho, haja vista a cena que fiz por lá).

E por aí, mais alguém sem siso? Dizem que é o dente do juízo... Agora perdi o meu de vez!
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08 julho 2017

Duas situações que me moem o juízo:

Situação 1: Ando à procura de casa para o meu irmão. Achei que despachava a coisa em dois tempos mas qual quê! A esta altura do campeonato, já toda a família anda desesperada a caça do imóvel, já durmo e acordo com o site do OLX aberto no ipad à cabeceira da cama, a ver se me cai algum anúncio. A ideia é arrendar, não comprar (para já). Que não quer empréstimos nem amarras financeiras (e eu percebo-o tão bem! Sou tal e qual) mas caraças, encontrar um apartamento minimamente em condições no distrito de Lisboa (é que já nem falo na cidade, já expandi a busca pelo distrito) não é tarefa fácil. Ou são podres de velho, ou é num 4º andar sem elevador, ou a renda de um mísero T1 ronda os 700€, ou pedem garantias bancárias, dois fiadores e as cuecas... Enfim. Estou desanimada, juro que estou. O último apartamento que considerei visitar (era o único abaixo dos 600€) tinha como área total (total!) 25 metros quadrados. Yap, uma casa inteira que cabe dentro da minha sala de estar. Não acho normal. E pelo andar da carruagem (e sem grande opção da escolha), estou mesmo a ver que depressa passamos ao modo 'vamos-ter-que-comprar' visto que não há nenhuma oferta de imóveis para arrendar em Lisboa, é surreal!

Situação 2: Entra-me pela empresa adentro uma rapariga com um papel na mão. "Boa tarde, eu precisava de um carimbo..." ao que uma colega exclama: "Um carimbo? Mas um carimbo para quê?". Ah e tal, era para apresentar no Centro de Emprego. A minha colega não se conteve: "Ah mas desculpe, eu não posso fazer isso. É que você não está à procura de emprego, você está à procura de carimbos e isso eu não faço. Lamento.". Ah, tá bem, obrigada - respondeu a rapariga - e foi-se embora, feliz e contente. Como esta gente consegue viver assim, na cara podre? Eu adorava perceber. Viver à conta do país sem mexer uma palha, só à espera que lhe caia o dinheiro do subsídio. E pior, fingir que está à procura de trabalho e 'enganar' a segurança social com carimbos da treta quando obviamente querem é curtir o verão à grande em casa, sem mexer o real rabo. Epá, não sou melhor que ninguém mas caraças, tenho 12 anos de descontos (comecei a trabalhar aos 18) e nunca estive mais de dois meses parada nesses anos. Nunca. Saía de um emprego sempre com uma proposta melhor, nunca solicitei subsídios (para quê, se um mês depois tinha que lá ir suspender porque já estava noutro emprego? Só o trabalho que me dava...), sempre encarei o Subsídio Desemprego como uma situação excepcional onde realmente NÃO se arranja trabalho, já depois de ter esgotado todas as possibilidades. Mas não, as pessoas pensam no Subsídio Desemprego como umas 'férias de dois anos remuneradas' e já ouvi de diversas pessoas: "ah, vou aproveitar para ter mais um filho..", "ah, vou aproveitar para fazer um curso...". A palavra é mesmo essa, aproveitar. São aproveitadores. E me desculpem mas não, não querem trabalhar.
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05 julho 2017

New in | Decor // Pequenos Pormenores

Vocês sabem que eu sou pessoa insatisfeita por natureza, inquieta, não sei estar parada e, pior... detesto ver 'coisas' paradas. Do género: "epá, há quanto tempo não mudo esses móveis de sítio?" ou "Estou farta desta mesa, vou vendê-la e comprar outra!", coisas que obviamente enlouquecem o meu gajo, que revira os olhinhos e pensa porquê raio foi se casar com uma maluca entre tantas gajas que poderia ter escolhido :P

No outro fim-de-semana acordei cheia de vontade de mudar tudo cá em casa. Estava um calor imenso, só me apetecia ter decoração de verão, almofadas amarelas pelo sofá (ando ma-lu-ca com tudo o que seja amarelo - logo eu que nunca liguei grande coisa à cor). Comecei pelo princípio: fui ao IKEA e renovei algumas coisinhas. Depois passei pelo Continente e trouxe uma série de cactus mega fofos em cerâmica, branquinhos, mesmo a minha cara (trouxe um de cada). No fim ainda dei uma voltinha à De Borla, que também está com coisas lindas para a casa. Foi assim um périplo da decoração, só ficou a faltar a Zara Home e a Área, mas essas ficam para o próximo fim-de-semana :D


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03 julho 2017

O fim-de-semana em fotos:


Fomos à descoberta de mais uma piscina oceânica (e a vista era de cortar o fólego), localizada dentro de um hotel que permite ao público 'de fora' utilizar a mega piscina (prometo fazer post com todos os detalhes). A Vi teve a sua Gala de Finalistas e pôs-nos a todos com uma lagrimazita no canto do olho, parecia uma bonequinha, linda, linda (eu sou suspeita, acho os meus irmãos todos uns bombons). Fiz uma mini-incursão aos saldos (coisa de hora e meia, se querem a verdade) e este ano poucas coisas me chamaram atenção, conto que os preços baixem mais para fazer nova ronda na última semana de saldos. Depois de dois inteiros inteiros de praia-sol-piscina, o meu cabelo nunca esteve mais cuidado: brilhante, encorpado, macio como seda... estou in love com o tratamento que fiz em Maio e com os produtos novos que estou a usar! Fiz uma super compra no OLX e realizei um sonho antigo: ter uma mesinha vintage com a base de uma antiga máquina de costura Singer, paguei 20€ por ela, gastei outros 5€ em tinta spray preto matte e eis que ela se tornou o meu novo móvel preferido! Terminei o fim-de-semana na praia, como só poderia ser. Está tanto calor! Não há como uma pessoa ficar triste no verão, pois não? Tudo sabe tããão bem! :D

(estou um bocadinho ausente destas bandas mas ultimamente estou com mais vontade de 'viver' a vida offline, se é que me entendem. Tenho considerado fazer uma pausa no blog, ando com pouco tempo (e vontade, vamos ser sinceros) de andar por aqui. É uma mistura de tudo: preguiça, excesso de coisas boas para fazer aos fins-de-semana (que é quando eu escrevo posts), muito trabalho durante a semana (chego a casa de rastos), enfim... Vamos ver como as coisas correm nos próximos dias!)
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30 junho 2017

Da pobreza de espírito:

Estava eu a trabalhar quando uma funcionária irrompe pela minha sala adentro.
- Podes chegar ali na recepção? É o senhor dos correios com uma carta registada das Finanças, tem que ser assinada...

E aqui eu gostava de abrir um parênteses e saber porque raios a recepcionista (cuja uma das principais funções é, lá está, recepcionar encomendas, correspondências e cartas) não me assinou ela própria a carta registada, tendo que me ir interromper para isso. Eu não sei, esta gente tem um cagaço das Finanças que nem podem ouvir falar no nome (devem ser as mesmas que não atendem números privados, com 'medo' de alguém lhes fazer mal através do telemóvel - não percebo). Mas adiante.

Lá assinei a carta e li o seu conteúdo: uma notificação de penhora de créditos em nome de uma fulana de tal que eu não fazia ideia de quem era. Infelizmente ao longo dos anos temos recebido cada vez mais correspondências destas (só este ano já vamos na 3ª carta de penhora, tudo relacionado com ex-funcionários), desta vez andei a puxar pela cabeça para tentar lembrar quem poderia ser aquela pessoa e que ligação poderia ter com a minha empresa.

Uma carta de penhora de créditos é, basicamente, avisar a empresa X que se tiver algo a pagar à pessoa Y (devedora do fisco) deverá pagar o montante diretamente às finanças e não à pessoa em causa. Depois de falar com outras duas colegas, descobrimos que se tratava de uma senhora que nos prestou um serviço de publicidade há um ano e tal. Não devemos nada mais a senhora, logo, era só uma questão de enviar a notificação ao nosso contabilista para ele responder às Finanças a indicar que da nossa parte não temos nenhum montante a pagar à pessoa penhorada.

O contabilista indicou-nos que na maior parte das vezes as Finanças 'distribuem' essas cartas às pessoas/empresas que tiveram contacto nos últimos tempos com a pessoa devedora e que a própria pessoa poderia não ter noção da dívida, pelo que o mais correcto seria ligar para avisar da existência da dívida. Liguei e fui recebida com sete pedras na mão.

- Bom dia, estou a falar da empresa XYZ, o meu nome é Anne Oliveira e estou a ligar para comunicar que hoje recebemos uma carta das Finanças com uma ordem de penhora em seu nome, não sei se tem conhecimento da dívida ou se quer que eu eu digitalize a carta para... (interrompe-me)
- Olhe, minha senhora, este assunto já está mais do que tratado, sinceramente, estou farta destas chamadas!
- Eu peço desculpas, mas estou a ligar por orientação da minha contabilidade.
- Pois, pois, mas olhe, já tratei de tudo, rasgue a carta, se quiser. Se foi só por isso que ligou, a conversa fica por aqui que eu agora também não posso falar mais. Com licença.

E desligou-me o telemóvel. Assim, sem mais nem menos, como se eu é que estivesse a dever alguma coisa. Fiquei uns dois minutos a segurar o telemóvel na mão, ainda incrédula, a pensar como é que aquilo tinha acabado de acontecer. Em choque. Não sei se o fez por raiva, vergonha ou por qualquer outro motivo mas nada justifica.


Ter dívidas é uma grande merda (eu já tive uma situação parecida com as Finanças, por causa dos fatídicos Recibos Verdes e não desejo a ninguém), toda a gente está sujeita a passar por algo do género, é um mega constrangimento mas acontece, pode acontecer a qualquer um. Temos é que saber dar a volta à situação, tentar resolver, reconhecer que estivemos mal e ter humildade. Com posturas destas só me dá é pena. É pobre de carteira e pelos vistos, pobre de espírito também (e para essa pobreza, meus amigos, não há dinheiro que cure).
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Vale a pena comprar na Primark:

Acessórios para gadgets! 

No outro dia uma leitora comentou que eu tinha um certo preconceito com a Primark, que falava mal, que não comprava lá coisas... etc, etc. Não, eu não tenho preconceito algum com a Primark, compro lá determinadas coisas só não compro... roupa. Porque acho que não compensa: as costuras são péssimas, todas tortas; os tecidos são manhosos; os tamanhos idem; há o tal disse-que-disse sobre a Primark utilizar mão de obra infantil (no fundo, acho que grande parte das marcas o faz, mas no caso da Primark é bastante explícito, dado os preços que praticam). Enfim... uma série de motivos que fazem evitar comprar por lá. 

Mas não sou de ferro e há coisas demasiado boas para deixar ficar na loja :) Uma das coisas que mais gosto são acessórios para o iphone (a película em vidro é ótima, grossa e mega resistente - mais do que as que eu compro no ebay!), compro capinhas, carregadores de isqueiro, cabos, adaptadores e tudo o mais. São muito baratos e por norma duram um tempo razoável para compensar o investimento. As capas da nova coleção estão maravilhosas, comprei três e custaram entre 1,50€ e 2€. Demasiado barato para resistir. 


E vocês, também compram este tipo de acessórios na Primark?
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24 junho 2017

Este fim-de-semana:

Quero descansar, quero ir à praia, quero jiboiar na piscina, quero lamber montras (e espreitar os saldos), quero matar saudades do meu Algarve (e vou), quero estar com a minha família e encher as minhas pessoas de mimos e beijos, quero passar mais tempo com a minha princesa - a irmã mais querida desse mundo - ai ai ai, quero fazer tanta coisa que esses próximos três dias vão ter que esticar ao máximo.

(e nos entretantos, vou tentar planear as férias de Julho - sim, que a a ida ao Rio de Janeiro trocou-me as voltas todas - e já sei que vai estar tudo caríssimo, que vou maldizer-me umas trinta vezes porque deixei escapar os vôos 'baratos' para o destino que queria este ano e agora está tudo pela hora da morte. Nada de novo, portanto.)
Bom fim-de-semana, pessoas!
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21 junho 2017

Até quando?

Vivo em Portugal há quase 13 anos. Em todos os verões, a história se repete, anos e anos a fio. Incêndios, gente a morrer, bombeiros heróis (alguns mortos no combate ao fogo), as emissoras que transformam a dor dos outros num carnaval sem medidas (tudo pelo lucro, pela audiência e afins), os 'mirones' (ou estúpidos, é capaz de ser mais isso) a desobedecerem a ordem das autoridades para se porem ao lado dos fogos, a ver os incêndios (mais ou menos como aqueles idiotas que vão para a Nazaré ver as ondas gigantes e de repente, pluft, é mais um que caiu ao mar!).

Todos os anos assisto a essa ladainha, é vira o disco e toca o mesmo, parece que não aprendemos com os erros do passado, parece que de nada valeu a pena. Quase 65 pessoas mortas, num incêndio de proporções dantescas, que começou há dias e até ver, nada de ser extinto. 65 pessoas morreram queimadas, famílias inteiras (nem consigo imaginar o desespero de uma mãe presa num carro com os seus filhos, a ver fogo por todos os lados, sem saber o que há de fazer), gente que seguramente nunca mais apreciará o verão da mesma forma (sim, esse mesmo verão que nós tanto adoramos). Eu percebo muito pouco (ou nada) do assunto, sou completamente leiga, mas não consigo compreender como é que este tipo de coisa continua a acontecer. Temos que fazer algo, temos que mudar mentalidades, algo precisa ser feito urgentemente.

Não consigo assistir televisão nestes dias, não aguento ver velhotes a chorarem por terem perdido tudo (numa idade em que dificilmente conseguirão reconstruir as suas coisas), não aguentei ver um pai a falar de como mandou para a morte a mulher e as duas filhas (como se consegue viver depois de uma desgraça deste tamanho?), é muita dor, um sofrimento terrível. Ninguém merece passar por experiência semelhante. Morrer queimado deve ser das mortes mais horríveis de sempre e eu arrepio-me toda a pensar nos familiares, na dor de reconhecer um corpo diminuto, corroído pelo fogo, onde não resta nada: nem rosto, nem corpo, nem cabelos, nem nada que nos lembre daquela pessoa que um dia existiu.

Estou de luto, não consigo pensar em nada que não seja o sofrimento desta gente, deste país. Tudo o resto fica mesmo em segundo plano. Vinha para vos mostrar um post sobre compras que fiz entretanto, numa H&M já em saldos, mas sinceramente? Não tenho vontade, nem ânimo. Nem ninguém está interessado nisso.

Que Deus conforte o coração de quem ficou e dê o descanso merecido aos que se foram.
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17 junho 2017

16 coisas imperdíveis de fazer no Rio # parte 1

Já andava a ensaiar este post há décadas e eis que finalmente ele veio à tona! Na verdade, a ideia era fazer vários posts sobre o Rio mas eu sou bem preguiçosa e decidi compactar tudo (ou quase tudo) em um só, por isso separei 16 coisas imperdíveis para quem vai ao Rio de Janeiro pela 1ª vez (podem ir outras vezes, é certo, mas a primeira vez em qualquer cidade é sempre a 1ª vez - tudo tem outro impacto). Como o post ficou e-nor-me, tive que dividi-lo em duas partes senão vocês só terminariam de ler no Natal. Vamos lá!


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16 junho 2017

Momento vergonha-alheia do dia:

Fui ao supermercado e enquanto passeava pelos corredores, lembrei-me que o sal fino tinha acabado lá em casa. Como eu troquei todo o sal (fino e grosso) por sal rosa do Himalaya (só tenho a dizer maravilhas: adeus cãibras matinais, adeus retenção de líquidos, adeus pernas inchadas... é amor pra toda a vida!), decidi perguntar a uma funcionária se eles vendiam esse tipo de sal (que por norma só encontro nos supermercados Brio). A funcionária lá me explicou que ainda não têm deste sal mas que já vários clientes pediram e que provavelmente estará para breve. E o que a pessoa aqui diz?

"Ah, tá bem, valeu!"

Não sei se foi por a funcionária ser brasileira, não sei se foi por ter voltado do Rio de Janeiro fez agora uma semana, não sei... mas saiu-me assim tão naturalmente, que eu só me queria enfiar embaixo de uma prateleira qualquer. Valeu? A sério, Anne? Ninguém merece...

(desta vez está difícil de me desgrudar do sotaque carioca... É sempre assim, se fico no Brasil mais de duas semanas, está o caldo entornado. Demoro séculos a voltar a falar no meu português à la Ricardo Pereira - nem carne nem peixe, uma coisa assim meio indefinida. Mas volto! :)
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14 junho 2017

Alergias alimentares e Irresponsabilidades culinárias:

No sábado fui ao Mercado de Algés jantar com a família (e comer sardinhas, claro está), optei por comer uma Sopa de Peixe como entrada, no restaurante onde já tinha ido em várias ocasiões e inclusive, comido a mesmíssima sopa. Assim que provei a sopa, senti um gosto fortíssimo a picante. Perguntei à minha mãe - que comia a mesma sopa - e ela não sentia nada, ainda brincou que provavelmente era do meu paladar (sou muito pouco tolerante a comidas  temperadas). Ao fim da sopa, já eu sentia os olhos a lacrimejar mas não valorizei.

Acordei no domingo feita bicho, quando me olhei ao espelho ia caindo: toda eu era manchas vermelhas, olhos empapuçados, comichão sem fim no pescoço, dobra dos braços e atrás dos joelhos. Uma miséria! Sempre fui alérgica mas sei exactamente ao quê: água de rosas, casca de marisco e pêlo de gato. Tenho o maior dos cuidados quando faço refeições fora de casa: amo peixe, cataplanas e tudo o que meta pescado mas sempre, sempre pergunto os ingredientes para saber se eventualmente levarão caldo de marisco (feito com a casca).

Não questionei sobre a sopa no porque já lá comi essa sopa pelo menos umas cinco vezes e nunca fiz reacção. Aliás, há mais de 10 anos que não tinha um ataque desses! Fui à minha Alergologista, na CUF Infante Santo, que ficou horrorizada ao ver o meu estado. Toda eu era comichões (e não adianta me dizerem "não coces" que eu meto a unha sem dó nem piedade, não aguento a agonia...), eu parecia que tinha apanhado uma surra de gato: toda inchada, arranhada, mal conseguia dobrar os joelhos (tinha uma 'bola' vermelha atrás do joelho). Infelizmente vou ter que fazer uso de cortisona (a coisa já não vai lá com anti-histamínicos) mas dei-me por feliz por não precisar levar a temida injecção!

Não imaginam o 'estrago' que uma sopa de peixe (com restos de marisco) fez na minha pessoa... Nunca na vida tive uma reacção alérgica tão forte, achei que morria de tanto me coçar!

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13 junho 2017

Das mariquices que eu adoro #3


Quem tem portátil branquinho sabe bem a agonia que é para mantê-lo sempre branco e impecável (e as teclas, que ficam amareladas em menos de nada?), então não pensei duas vezes quando vi essa cover autocolante, nas lojas De Borla. Havia em imensos padrões mas eu sou pessoa de rosas e flores no geral, logo, escolhi a mais pirosinha de todas. Custou menos de 1€ :)

Quando voltei do Rio tinha vááários pacotinhos do Ebay à minha espera no escritório. Tão bom! Um deles trazia essa fofurice: capinhas para chaves, em silicone e com muita bonecada como eu gosto. Comprei com esse vendedor. O porta-chaves da Melissa em formato de vaca veio de oferta numa das compras que fiz no Rio de Janeiro e eu adoro o cheirinho :D O porta-cartão de panda comprei também no Rio de Janeiro - para pôr o cartão do cidadão e o multibanco, quando me apetece andar só com as chaves - e custou uma ninharia (o equivalente a 1€ e tal). Acho que também é vendido no ebay. Não é uma fofura?

(sim, esse post não tem qualquer utilidade mas achei que eram coisas tão fofinhas e 'partilháveis' que decidi vos mostrar para o caso de haver por aí mais pirosas como eu que gostem dessas coisas).
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12 junho 2017

Rio de Janeiro | a viagem de avião (dica!)

Quando ficou claro que a minha mãe teria que fazer uma cirurgia (falarei disso noutro post) que não seria comparticipada pelo seguro de saúde (pode ser uma situação que ela arrastava há mais de dez anos - era uma doença pré-existente), a escolha óbvio recaiu em operar no Brasil. Porque o custo é inferior (estamos a falar em reais, que valem três vezes menos do que o euro), os médicos nesta área (cirurgia vascular e plástica) são dos melhores que eu conheço e tínhamos excelentes referências dos hospitais do Rio.

Como toda a cirurgia saiu em regime 'particular' (e parecendo que não, ainda foram uns milhares de euros), decidimos economizar no vôo. A TAP é sempre a nossa primeira escolha quando vamos ao Rio de Janeiro mas ultimamente os bilhetes estão um abuso! Para as datas que queríamos, ida e volta ficava a 1200€ por pessoa. Oi?! Como assim, minha gente?

Comecei a pesquisar outras companhias, vi a IBERIA (com escala em Madrid), vi a KLM (com escala em Amsterdão) e eis que descobri a Royal Air Maroc, a companhia de bandeira do Marrocos. Até achei que estava a ver mal mas não... o bilhete ida e volta, por pessoa, ficava em 500€. Achei que estava a alucinar, andei ali a ver as letrinhas pequeninas, cusquei tudo... e comprei os nossos bilhetes.

A minha mãe até hiperventilou quando lhe disse que viajaríamos para o Brasil com uma companhia marroquina! Que por esse preço o avião seria uma lástima, que tinha uma escala longa, que não gostava de companhias árabes por causa de terrorismo, enfim... Puro preconceito. Lá a convenci e posso vos garantir que foi das melhores viagens de avião que já fiz. Até dormi a bordo, o que é toooda uma novidade!


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09 junho 2017

O que eu mais fiz nesses 20 dias de Rio de Janeiro...

Comi como se não houvesse amanhã...

Só que teve amanhã e não foi uma coisa lá muito bonita de se ver. A balança acusa mais 3kg e sinceramente, dada a alarvidade de coisas que mandei pra dentro do bucho, até acho que o estrago não foi grande. Comia e pensava "Ah, quando chegar a Portugal esfolo-me de treinar e a coisa vai ao sítio". Aham... Meti a pata na poça com tudo a que tenho direito. Ah, pessoas, cinco anos sem ir na 'minha' cidade, senti que merecia matar as saudades dos meus pratos preferidos. E foram tantos!

Fanta uva de lata (que não há por cá, para minha tristeza), Guaravita (guaraná natural cheio de açúcar hahaha), Matte Leão, Água de Coco aos litros, Guaraná Kuat... e para azar dos azares, uma bebida nova chamada Skol Beat que uma prima fez questão de me apresentar. Vocês sabem que eu não bebo álcool, que detesto o cheiro e tenho uma tolerância mínima para bebidas. Pois bem, a raça da Skol Beat não tinha gosto de cerveja, não parecia sequer com cerveja e eu enfardei aquele troço... no meio de um baile funk. Sim, estava mortinha para dançar a sério e nada melhor do que funk carioca. O resultado foi devastador. A bebida tem 8% de álcool (quase o dobro de uma cerveja normal), então, imaginem o meu estado...

Desgraças à parte, aproveitei para comer todas as comidinhas que adoro: churrasco com farofa, pão francês com ovo frito de gema mole (viva a salmonella!), salgadinhos vários (bolinho de aipim com carne, enroladinho de salsicha, aiiii), strogonoff de frango, pão com linguiça do Alemão (os melhores!), empadinhas da Casa da Empada, brigadeirão, medalhão com arroz à piamontese do La Mole (é mara, melhor prato do muuundo), batata recheada, coxinha recheadíssima com catupiry, eu sei lá! Foi muuuito enfardanço e agora vou me ver grega para abater isso tudo antes da praia. Como se diz no Rio: "deu ruim" pra mim :D

Se tem uma cidade onde se come até sair comida pelos olhos, essa cidade é o Rio de Janeiro. Tudo é delicioso, tudo leva carradas de molhos, requeijão, queijo fundido, maionese de alho... misericórdia, Senhor! Não tem como escapar. Eu jamais conseguiria ser fitness por lá, não tenho a força de vontade necessária para resistir a uma montra de coxinhas hahaha.

P.S: Já comecei a preparar os posts com as dicas de viagem e o guia de compras pelo Rio de Janeiro. Mi aguardjem!
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07 junho 2017

Da lata que eu tenho...

Chegámos a Lisboa ontem de madrugada, vínhamos com as malas atafulhadas de coisas (como já é costume por esses lados) e seguíamos alegres e contentes em direcção à famosa rampa da Martini quando, pela primeira vez na vida, fomos interceptadas pela fiscal da Alfândega.

Já voei mais de cinquenta vezes e tal nunca me tinha sucedido. É óbvio que por mais coisas que traga de uma viagem, sempre opto pela saída do aeroporto que diz "nada a declarar" (eu e toda a gente) só que estava lá a fiscal paradinha, mesmo à espera de apanhar alguma coisa...

Fiscal: - Bom dia, estão de passagem ou vivem cá?
Eu: - Bom dia, vivemos cá.
Fiscal: - Quantos dias estiveram fora? (enquanto lança um olhar assombrado para o volume das nossas malas)
(a minha mãe tenta se justificar): Fomos ao Rio de Janeiro porque eu fui fazer uma cirurgia, tenho aqui os atestados médicos, ainda estou cheia de pontos...
Fiscal: - Minha senhora, perguntei quantos dias esteve fora... (me-do!)
Mamãe: - 22 dias.
Fiscal: - E o que trazem nas malas, para além da roupa? (glup!)
Eu: - Dois pares de havaianas, imensa medicação por causa da cirurgia e um biquíni para mim. (sim, gente, sou uma atriz e peras hahahaha, toda eu tremia a pensar na cara que eu faria se a gaja se dedicasse a abrir as nossas malas).

Fiscal olha desconfiada para as malas, abana a cabeça e finalmente diz:
- Muito bem, podem seguir.


Ufa! Fiz a maior cara de naturalidade do mundo (mamãe a essa altura do campeonato não dava mais um pio), agradeci, sorri e voei dali como se tivesse asas nos pés. Que medo! Depois do susto, fiquei a pensar no que teria acontecido caso ela tivesse aberto a mala. Eu teria que pagar impostos sobre os produtos? Não trouxe nada para revender, são apenas coisas para mim e/ou para oferecer a familiares. Nunca me atentei para a quantidade de coisa que podemos trazer 'de fora' mas tendo eu dupla cidadania, acho que é óbvio que quando vou à minha cidade natal quero trazer este mundo e o outro, certo? Entendidos neste assunto, esclareçam aqui a pessoa! :)

(e agora vou ambientar-me novamente à blogosfera, tentar escapar ao jet lag (não está fácil), colocar o sotaque carioca na gaveta (tá difícil, viu cara?) e voltar com tudo que já tenho saudades!)
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26 maio 2017

Não consigo parar de ouvir:


Estou apaixonada por essa voz e por essa letra. Que doçura de música! Não conhecia a cantora mas ela está em toda a parte aqui no Rio...oiço essa música vinte vezes por dia (isso e funk mas vamos pular essa parte). Estou capaz de devorar todo o cd desta gaja, que voz maravilhosa!
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22 maio 2017

Estou oficialmente in love... #2

... pelos Cream Lip Stain da Sephora!

Oh-meu-Deus-como-é-que-vocês-nunca-me-falaram-nisso? A sério, como é que eu desconhecia por completo a existência destes babies? É que passaram-me totalmente ao lado (e reza a lenda que estes batons já existem há quatro ou cinco anos, quer dizer... ando a dormir!). Descobri-os por mero acaso, na boca da vendedora da Sephora. Fui à loja comprar o meu hidratante de cutículas da Mavala (para quem gosta de cutícula à brasileira - eu! eu! - esse produto é um sonho, uso há quase dez anos) e reparei no batom vermelho lindo (e matte) da vendedora. Elogiei-lhe a cor e ela respondeu: "olha que estes batons baixaram de preço, agora estão 9,99€ e duram o dia inteiro sem transferir..." Oi?!

Ela levou-me até a bancada dos batons e eu fiquei ali a olhar para aquela embalagenzinha simples, mixuruca mesmo... e pensava: "hummm a sério que essa embalagem tem uma fórmula tão boa? Não sei, não..." mas pelo preço, comprei um para experimentar. Escolhi o nº 24, o Burnt Siena, porque sou fã desse tipo de cores com um fundo mauve. Cheguei em casa e a primeira coisa que fiz foi aplicar o batom. Textura ótima, fácil de aplicar e em segundos ficou totalmente matte e sequinho como eu gosto. Maravilha!

Fiz o jantar, jantei, treinei, tomei banho... e esqueci-me completamente do batom. Quando fui lavar os dentes antes de me deitar, olho horrorizada para o espelho e ainda estava lá o batom, fixo como tudo. Pára tudo, quero to-das as cores, nunca mais uso outra fórmula na vida! Nunca vi poder de fixação igual! Não dava nada pelo batom (sou pessoa que acredita em embalagens bonitas e vistosas, coisas simples geralmente me passam ao lado) mas caramba, foi A surpresa para mim! Pesquisei sobre os Cream Lip Stain na internet e descobri tooodo um mundo de outras fã enlouquecidas. Tipo eu.

Pontos Positivos:

--» Possuem enorme poder de fixação (duram em média 6/7 horas sem precisar retocar - mesmo com refeições pelo meio).
--» São fáceis de aplicar e secam em menos de nada, ficando com acabamento totalmente matte e aspecto aveludado.
--» São económicos (custam 10€)
--» Existem em 40 cores lindíssimas (quero todas, menos os azulões e cores mais exóticas)
--» A fórmula NÃO resseca os lábios (descobri que possuem óleo de abacate e vitamina E)
--» NÃO transferem depois de seco (o que é um alívio, especialmente para as beijoqueiras como eu - nada pior que lambrecar a boca do marido de batom, ainda para mais o meu que é super branquinho)
--» Não é testado em animais (yey!)

Pontos Negativos:

--» A embalagem simplista. Não sei vocês mas eu AMO um produto com embalagem diferente, é um detalhe que para mim conta muito (embora reconheça que embalagens bonitas geralmente = produto caro).

--» Não terem toodas as cores cá em Portugal (a vendedora disse-me que ainda este ano chegarão as outras todas) mas nada que as nossas viagens por aí não ajudem, certo? Ou isso ou apelamos ao bom e velho Ebay para conseguir 'aquela' cor.

Estou completamente rendida! Quem mais também é fã destes batons? 

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16 maio 2017

Voltar a casa :)


Não é bom, é maravilhoso. Há cinco anos não pisava "em casa" e a vontade já era imensa. Decidi vir muito em cima da hora (com um vôo que me custou 300€) e ainda não me arrependi. O Rio continua lindo, vibrante, com aquele cheiro incrível que mais nenhuma cidade tem. Já enfardei biscoito O Globo,  já mergulhei na praia da Barra,  já me entupi de Havaianas e de Bepantol Líquido (fiz hoje a máscara e confirma-se: só dá mesmo certo com a versão líquida - que não há em Portugal). E é isto. Se a vida podia ficar melhor? Acho que não :)




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